domingo, agosto 9, 2026

Autor: Redação

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Política de Incentivo à cocoicultura de qualidade


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 14.975 que institui a Política de Incentivo à cocoicultura de qualidade. A publicação foi feita no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19).

A política tem como objetivo aumentar a produtividade, competitividade e sustentabilidade da cocoicultura brasileira, por meio da ampliação da produção e processamento de coco no Brasil; do estímulo ao consumo doméstico e às exportações de coco e seus derivados; da redução de perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva; e do apoio à produção orgânica de coco e seus derivados.

Além disso, visa promover a articulação com outras políticas públicas federais, otimizando e coordenando recursos e esforços para o desenvolvimento da cocoicultura. Também inclui o desenvolvimento de programas de treinamento e aperfeiçoamento da mão de obra empregada na cadeia produtiva; a ampliação das políticas de financiamento e seguro de crédito e renda para a cocoicultura; a melhoria da infraestrutura produtiva e de escoamento da produção; o apoio à pesquisa e assistência técnica; e o fortalecimento da competitividade da cocoicultura nacional, entre outros.

De acordo com a publicação, os recursos para o fomento da Política de Incentivo virão por meio de dotações orçamentárias da União, operações de crédito internas e externas firmadas com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, além de saldos de exercícios anteriores.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produziu mais de 1 milhão de frutos de Coco-da-baía em 2023, com o valor de produção de mais de R$ 1.6 milhões. Os principais estados produtores são: Ceará, Pará, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou mais de US$ 672 mil em cocos, totalizando aproximadamente 675 toneladas, o que representa um aumento superior a 95% em valor e volume em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI). Em 2023, o mercado brasileiro comercializou cerca de US$ 831 mil e 876 toneladas para mais de 60 países. Os Estados Unidos (US$ 140 mil), a Espanha (US$ 119 mil) e a Argentina (US$ 69 mil) foram os principais destinos das exportações de coco brasileiro neste ano.

A cocoicultura é uma cadeia produtiva de grande relevância para o Brasil, principalmente para a região Nordeste, conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).





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Canadá abre mercado para farelo de mandioca, macadâmia e erva-mate do Brasil



O Brasil poderá exportar farelo de mandioca, flor seca de cravo-da-índia, fruto seco de macadâmia, erva-mate e polpa cítrica desidratada ao Canadá, informaram os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, em nota conjunta.

O aval para as exportações, sem necessidade de certificação fitossanitária, foi recebido nesta quinta-feira (19) pelo governo brasileiro.

Os ministérios destacaram que neste ano o Canadá já havia autorizado a importação de feno para alimentação animal, fibra de coco, gelatina e colágeno de origem suína, e mastigáveis de origem aviária, caprina e bovina, além de grãos secos de destilaria (DDG ou DDGS) do Brasil.

De acordo com dados da balança comercial, o Brasil exportou US$ 604 milhões em produtos agropecuários para o Canadá de janeiro a julho deste ano.

No ano, o país acumula 117 aberturas de mercado para produtos da agropecuária brasileira.



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SC deve colher 12,3% mais milho verão em área encolhida



Santa Catarina deverá produzir 2,3 milhões de toneladas de milho verão na safra 2024/25, informou, em boletim, a Epagri/Cepa, da Secretaria de Agricultura do estado. Esse volume é 12,3% maior do que o colhido em 2023/24.

A alta se deve ao salto esperado de 23,93% na produtividade, para 8.460 quilos por hectare. A área plantada, por sua vez, deverá encolher 9,32%, para 268.130 hectares.

Um dos fatores que contribuíram para a redução de área, segundo a Epagri/Cepa, foi o alto custo de produção, além da “insegurança dos produtores em função de possíveis problemas com o ataque da cigarrinha-do-milho e os baixos preços praticados na safra 2023/24”, diz o boletim.

“Os números atuais ainda podem mostrar uma redução maior na área cultivada, em função de o plantio nas regiões do planalto catarinense ocorrerem entre setembro e outubro”, finaliza.

Soja em Santa Catarina

Em relação à soja 2024/25, a Epagri/Cepa estimou colheita em Santa Catarina de 2,9 milhões de toneladas, aumento de 12,77% ante 2023/24.

A oleaginosa, que começa a ser semeada em outubro no estado, deve ter expansão de 1,78% em área, para 766.267 hectares. Já a produtividade média esperada deve dar um salto de 10,8%, para 3.820 quilos por hectare, projetou a instituição.

Trigo

Quanto ao trigo, ainda da safra 2023/24, a área plantada deve somar 121 mil hectares, queda de 11,8% ante 2022/23, diz a Epagri/Cepa. A produtividade média está estimada em 3.563 quilos por hectare, aumento de 59,3%, o que resultará em colheita de 432 mil toneladas, ou 40,7% mais.

Segundo o boletim, o salto na produtividade “já era esperado, já que a safra passada foi marcada pelo excesso de chuvas, fator que prejudicou a qualidade do produto”.



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bolsas globais disparam; ouça análise de especialista



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que, após o corte nos juros pelo Fed, as principais bolsas globais fecharam em forte alta.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o S&P bateram recorde de fechamento.

Por aqui, esse cenário ajudou o câmbio, com valorização do real frente ao dólar pelo sétimo dia.



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preços recuam no RS e SC


Conforme dados da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue sem demanda nesta quarta-feira. Os moinhos locais, especialmente aqueles que compraram trigo de qualidade mediana, estão bem abastecidos e registraram uma queda nas moagens em agosto.

Isso fez com que o estoque fosse suficiente para o mês de setembro, reduzindo a necessidade de novas aquisições. Atualmente, vendedores estão pedindo R$ 1.250,00 FOB para trigos com PH mínimo de 77 e qualidade panificável, mas os moinhos, sem interesse imediato, não aceitaram esses preços e preferiram não fazer indicações de compra.

Em Santa Catarina, a situação não é muito diferente. Com a demanda por farinha em baixa, os moinhos catarinenses também reduziram a moagem em outubro e aguardam o início das novas safras do Paraná, Rio Grande do Sul e a própria safra local para reforçar seus estoques. O preço da pedra manteve-se em R$ 75,00/saca em Campos Novos, enquanto registrou altas em outras regiões, como Chapecó (3,03%, a R$ 68,00), Pinhalzinho (2,86%, a R$ 72,00), Mafra (3,03%, a R$ 68,00) e Concórdia (3,03%, a R$ 67,00).

Já no Paraná, os preços do trigo da safra nova se mantêm próximos aos da safra velha. A escassez de ofertas no estado fez com que os moinhos se voltassem para o trigo importado e o gaúcho. Vendedores da nova safra estão pedindo entre R$ 1.530 e R$ 1.550 FOB. Nas regiões dos Campos Gerais, as geadas causaram prejuízos significativos, com perdas em torno de 50% das espigas, mas ainda há expectativa de recuperação. Além disso, moinhos paranaenses compraram trigo gaúcho a R$ 1.400 FOB, somados ao ICMS e frete.





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Inovações verdes e agrícolas no EIMA 2024


A 46ª edição do EIMA International foi apresentada em Dubai, destacando soluções inovadoras para a agricultura e cuidados com áreas verdes nos Emirados Árabes Unidos. O setor de tecnologia agrícola e o mercado de máquinas de jardinagem estão em forte crescimento no país, com uma tendência de expansão até 2027. O evento de Bolonha oferece aos operadores do Oriente Médio tecnologias que atendem às necessidades do setor primário, com foco especial na vitrine EIMA Green, voltada para máquinas de jardinagem.

Desde 2021, as vendas de máquinas agrícolas nos Emirados vêm aumentando, com projeção de crescimento anual de 4,4% até 2027, conforme dados da ExportPlanning. Em 2023, o volume de compras de tecnologias agrícolas ultrapassou €262 milhões, com 62% desse valor proveniente de importações de China, Estados Unidos, Japão, Itália e Reino Unido. Durante a apresentação do EIMA em Dubai, foi destacado que a Itália deve superar o Japão até 2027, tornando-se o terceiro maior fornecedor de máquinas agrícolas no país.

Edoardo Napoli, cônsul-geral da Itália em Dubai, afirmou que a parceria entre a Itália e os Emirados Árabes é sólida e tem espaço para crescer, impulsionada pela qualidade das tecnologias italianas nos setores agrícola e de jardinagem. Valerio Soldani, diretor do escritório da Agência Italiana de Comércio (ITA) em Dubai, destacou o crescimento do mercado agrícola nos Emirados, com previsão de expansão até 2029, apoiada por investimentos em segurança e resiliência agrícola.

O EIMA International, que será realizado em Bolonha de 6 a 10 de novembro, reunirá mais de 1.700 expositores, incluindo 600 estrangeiros. As soluções de jardinagem e cuidado com áreas verdes, apresentadas na EIMA Green, serão de grande interesse para os operadores dos Emirados, onde projetos inovadores como a ilha artificial Palm Jumeirah e o Green Planet impulsionam o setor, apesar dos desafios climáticos. O evento também contará com uma área de demonstração, o Garden E-motion, onde os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias mais avançadas para jardinagem.
 





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Preço 25% acima de 2023


Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade




Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade
Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade – Foto: Canva

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o feijão-carioca está atualmente com preços 25% superiores em comparação ao mesmo período de 2023. Isso reflete o impacto dos problemas de produtividade enfrentados em algumas regiões de colheita, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Bahia. 

Mesmo com esse aumento de preços, o mercado continua apresentando certa estabilidade, e um volume ligeiramente maior de negócios foi reportado ontem, mantendo os valores médios. No entanto, alguns corretores têm notado maior dificuldade para adquirir o produto diretamente nas fontes, o que pode ser um indicativo da demanda mais aquecida e da expectativa de melhores preços por parte dos produtores.

Os produtores têm mostrado certa impaciência, na esperança de que os problemas de produtividade levassem a uma reação mais acentuada nos preços. Entretanto, é importante lembrar que, em setembro do ano passado, os preços do Feijão-carioca caíram, encerrando o mês com uma média abaixo de R$ 200. Essa queda gerou uma expectativa de recuperação neste ano, que parece ter sido parcialmente concretizada, com os valores do Feijão-carioca extra agora 25% acima do registrado em 2023.

A alta nos preços é um reflexo direto das condições adversas enfrentadas durante o cultivo, como os impactos climáticos que afetaram a produtividade em várias regiões. Ainda assim, muitos produtores continuam cautelosos, aguardando novas movimentações do mercado. A combinação de oferta reduzida e dificuldades logísticas nas regiões produtoras tem contribuído para essa tendência de elevação dos preços, embora ainda exista incerteza quanto à continuidade dessa valorização no curto prazo.
 





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Tecnologia pode ajudar contra furto de gado


A região Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul, é vital para a pecuária nacional, possuindo um plantel de 11,9 milhões de bovinos. No entanto, os produtores enfrentam problemas significativos com furtos e roubos de animais, agravados pelo isolamento das propriedades. Esses crimes também oferecem riscos à saúde pública devido à carne sem controle de qualidade.

Apesar da redução recente nos registros de furtos e roubos de bovinos, com uma média de oito casos diários, o governo estadual lançou a Plataforma de Defesa Agropecuária (PSDA) para melhorar a proteção e organização do setor. No entanto, as estatísticas podem não refletir totalmente a realidade dos roubos, que continuam a ser uma grande preocupação.

“Reforçar o cercamento das fazendas com arame liso, farpado ou cercas elétricas e criar redes de comunicação com vizinhos para monitorar movimentações suspeitas estão entre as medidas urgentes que dificultam o acesso dos criminosos e aumentam a segurança da propriedade, do gado e das pessoas. Além disso, os pecuaristas contam com tecnologias inovadoras, como sistemas digitais de monitoramento, que permitem acompanhar o rebanho de forma eficiente e em tempo real, recebendo alertas de movimentação suspeita em qualquer período do dia”, completa Ismael Ribeiro, gerente de Venture Builder da Belgo Arames.

A Belgo Arames investiu na startup Instabov para desenvolver um colar com GPS para gado, que envia dados sobre a movimentação e comportamento dos animais diretamente para antenas na propriedade. Com o aplicativo da Instabov, os pecuaristas recebem atualizações a cada 10 minutos em seus smartphones, permitindo uma resposta rápida a situações de risco, como perda ou furto de animais, e possibilitando acionar a polícia em casos de atividade criminosa. Além de proteger o rebanho, a tecnologia também melhora a segurança das pessoas envolvidas na operação da fazenda.

 “Temos ótimos resultados com essa inovação. Os pecuaristas sentem-se mais seguros e podem cuidar do seu negócio com mais tranquilidade. E a Belgo quer expandir a utilização da tecnologia e ajudar a melhorar a segurança no campo, além de impulsionar o crescimento do agronegócio”, finaliza Ismael Ribeiro. 
 





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Mercado da carne bovina dispara com alta de 4%


Aquecimento do consumo foi outro fator determinante para essa valorização





Foto: Pixabay

Os preços de todos os cortes de carne bovina com osso subiram cerca de 4% no mercado atacadista da Grande São Paulo nos últimos sete dias. O movimento de alta colocou a carcaça casada do boi gordo, que inclui o traseiro, dianteiro e a ponta de agulha, no maior patamar nominal deste ano.

Segundo dados informados pelo Cepea, além da oferta reduzida por parte dos frigoríficos, o aquecimento do consumo foi outro fator determinante para essa valorização. Indicadores macroeconômicos, como a redução do desemprego e o aumento da massa salarial, têm sustentado esse comportamento positivo no mercado de carne.





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Governo de MS buscará indenizar produtores com áreas em terras indígenas



O governador do estado de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, participou de reunião em Brasília na tarde desta quinta-feira (19) com o ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. No encontro, foi apresentada documentação sobre áreas em litígio no estado e discutida a morte do indígena Neri Guarani Kaiowá pela polícia militar, em conflito na Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, ocorrida na última quarta-feira (18)

Na ação, policiais buscavam cumprir liminar obtida por um casal de produtores rurais que mantém fazenda na área há anos e que estava ocupada pela tribo Guarani Kaiowá desde a semana passada. Durante enfrentamento, os militares atingiram o indígena com um tiro na cabeça.

Documentação sobre áreas indígenas

De acordo com o governador, foi levado até o ministro do STF toda a documentação envolvendo os conflitos de terra em Mato Grosso do Sul. “[A papelada abrange] todas as áreas que estão em estudo, também as estudadas, declaradas, homologadas e demarcadas e o grau de litígio de cada uma delas para que possamos avançar em soluções concretas”.

Segundo Riedel, a questão tem como pano de fundo dois princípios constitucionais que estão em conflito: direito à propriedade com títulos legais e cadeia dominial correta e a demarcação de áreas indígenas por parte de antropólogos.

“Então vamos buscar a solução por meio da indenização dos proprietários nas áreas onde isso couber. Estamos trabalhando para encerrar esse conflito. Ninguém ganha com isso, é uma situação extremamente ruim para o estado, para as comunidades indígenas e para a Polícia Militar do nosso estado”.

O encontro em Brasília também serviu para se discutir as ações contra os incêndios florestais no estado, em especial a preparação para o próximo período de seca.



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