domingo, agosto 9, 2026

Autor: Redação

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Preço do etanol cai em 14 Estados, sobe em 9 e no DF e fica estável em 3 na semana



Os preços médios do etanol hidratado caíram em 14 estados, subiram em 9 estados e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 3 outros nesta semana. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,49% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,07 o litro.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 0,52%, para R$ 3,86. A maior queda percentual na semana, de 3,21%, foi registrada na Bahia, onde o litro passou de R$ 4,67 para R$ 4,52.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,06, foi registrado em Santa Catarina. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,75, foi observado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi registrado no Ceará, de R$ 5,02 o litro.

Etanol x gasolina

O etanol seguiu mais competitivo em relação à gasolina em sete estados e no Distrito Federal nesta semana. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 66,83% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Acre (68,33%),
  • Goiás (68,49%),
  • Mato Grosso (61,58%),
  • Mato Grosso do Sul (65,25%),
  • Minas Gerais (68,67%),
  • Paraná (68,60%) e
  • São Paulo (65,09%), além do Distrito Federal (69,08%).

No restante dos estados, continua mais vantajoso abastecer o carro com gasolina.



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Quando começa o horário de verão em 2024?



O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica – recomendou na última semana que o o Brasil volte a adotar o horário de verão.

No entanto, o governo federal ainda vai avaliar o cenário, antes de efetivamente optar pela medida.

Segundo declarou na semana passada o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, uma decisão deve ser tomada em alguns dias.

Se for adotada, a medida valeria ainda para 2024, porém não necessariamente em todo o período do verão, que vai de 21 de dezembro deste ano a 20 de março de 2025.

Alexandre Silveira disse que, apesar da indicação da ONS, não há risco energético em 2024 graças ao planejamento adotado. No entanto, o ministro destacou que é preciso pensar a longo prazo, com o olhar em 2025 e 2026.

Silveira apontou o horário de verão como uma medida que contribui para a sustentabilidade energética e citou o Canadá como exemplo de outro país que adota o mecanismo.

“O horário de verão é uma possibilidade real, mas não é um fato porque tem implicações, não só energética, tem implicações econômicas. É importante para diminuir o despacho de térmicas nos horários de ponta, mas é uma das medidas, porque ela impacta muito a vida das pessoas”, reconheceu o ministro.

Instituído em 1931 no Brasil, o horário de verão funcionou continuamente de 1985 até 2019, quando o governo passado decidiu revogá-lo, alegando pouca efetividade na economia energética.

O que acha a população sobre o horário de verão

A volta do horário de verão no território brasileiro não é uma unanimidade entre a população. No entanto, um levantamento feito pelo portal Reclame Aqui e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que sua adoção é bem-visto pela maioria. De acordo com a pesquisa, feita com três mil pessoas, 54,9% dos entrevistados são favoráveis à mudança nos relógios ainda este ano.

Desse total, 41,8% dizem ser totalmente favoráveis ao retorno do horário de verão, e 13,1% se revelam parcialmente favoráveis. Ainda segundo o estudo, 25,8% se mostraram totalmente contrários à implementação; já 17% veem com indiferença a mudança; e 2,2% são parcialmente contrários.

Os maiores índices de apoio foram observados nas regiões onde o horário era adotado: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Sudeste, 56,1% são a favor da mudança, sendo 43,1% favoráveis e 13% parcialmente favoráveis.

No Sul, 60,6% são favoráveis, 52,3% totalmente favoráveis e 8,3% parcialmente favoráveis; e, no Centro-Oeste, 40,9% aprovariam a mudança – com 29,1% se dizendo totalmente favoráveis e 11,8% parcialmente a favor. Nas três regiões somadas, 55,74% são favoráveis ao adiantamento dos relógios em uma hora.

Para 43,6% dos entrevistados, a mudança no horário ajuda a economizar energia elétrica e outros recursos. Para 39,9%, a medida não traz economia e 16,4% disseram que não sabem ou não têm certeza.

Por regiões

Segundo a pesquisa da Abrasel, a região Sul é a que apresenta maior parcela da população (47,7%) que acredita que o adiantamento do relógio resulta em economia de recursos. Para 51,8%, a mudança do horário é benéfica para o comércio e serviços, como lojas, bares e restaurantes. Já 32,7% dizem não ver vantagem; e 15,5% afirmam não ter opinião formada.

A pesquisa revela, ainda, que, para 41,7%, a cidade onde moram fica mais atrativa para o turismo quando o horário de verão está vigorando. “Apenas 9,4% disseram que [a cidade] fica menos atrativa, enquanto 43,6% não sentem diferença”, diz o levantamento.

O estudo mostra também que as pessoas se sentem mais seguras durante os períodos de adoção do horário de verão. Isso ocorre em especial com relação ao horário de saída para o trabalho. Segundo a pesquisa, 35,2% se sentem mais seguros com a mudança, enquanto 19,5% se dizem menos seguros. Para 41,9% a mudança não traz influência.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou menos, considerando um nível de confiança de 95%.

*Com informações da Agência Brasil



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Pesquisadores criam filme biodegradável que economiza fertilizante



Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram, em parceria com um produtor de antúrios (planta de vaso ou flor de corte) de Holambra, no interior de São Paulo, um filme à base de algas e nanocelulose que substitui, com vantagens, o material importado usado pelo agricultor como recipiente para reproduzir a planta.

Isso porque o filme criado pelos brasileiros é capaz de liberar fertilizante lentamente no substrato. Com adaptações, poderá ser utilizado na reprodução de diversas culturas, além do ornamental antúrio.

“No caso do antúrio, nosso parceiro usa um recipiente fabricado por uma empresa estrangeira para reproduzir o tecido vegetal em laboratório. Essa empresa produz um papel e uma máquina. Outros empreendedores compram o papel e a máquina e fornecem esses vasinhos que, segundo ele, são muito caros”, explica Claudinei Fonseca Souza, do Grupo de Pesquisa em Engenharia de Água, Solo e Meio Ambiente da UFSCar, à Agência Fapesp.

Diferencial em relação ao importado

Em busca de um diferencial em relação ao produto importado, a equipe da UFSCar teve a ideia de usar a carragena (substância extraída de algas vermelhas) e o alginato (obtido de algas marinhas marrons) como meio para armazenar um fertilizante, o MAP (fosfato monoamônico, composto químico de fórmula NH₄H₂PO₄), amplamente empregado em diversas culturas.

“O desafio na utilização de polímeros como a carragena e o alginato está na obtenção de materiais com resistência, já que eles tendem a se dissolver rapidamente em contato com a água. Por isso, adicionamos nanofibras de celulose ao material, em diferentes concentrações, na expectativa de melhorar suas propriedades mecânicas, físicas, químicas e térmicas”, conta o pesquisador.

Assim, a equipe obteve um filme com o qual moldou vasinhos (de 4 centímetros de altura por 3,5 cm de diâmetro) que podem substituir aqueles tradicionalmente usados na reprodução da planta.

“Esse filme tem de manter a estrutura da planta, mas não pode oferecer resistência ao sistema radicular. Ou seja, tem de ser resistente, mas não muito. Por isso, fizemos o teste agregando de 1% até 5% de nanocelulose ao material. Obtivemos o melhor resultado com 4%. Nossa intenção agora é patentear o material e partir para testes com outras culturas”, adianta Souza.

Ele ressalta que a raiz tem dupla importância para a planta: primeiro, de suporte, e segundo na absorção de água e nutrientes.

“Ao conceber o material, não podemos esquecer de nenhuma delas. A partir desse filme com 4% de nanocelulose, passamos para o teste em campo, que ainda não foi publicado. Usamos uma técnica que consegue dar uma ideia do material liberado a partir da condutividade elétrica do solo. Fizemos também um teste de degradação. A cada 30 dias íamos até Holambra, coletávamos as plantas e fazíamos uma avaliação. E observamos que o material desaparece após 90 dias.”

De acordo com Souza, a liberação dos nutrientes acontece por diferença de potencial entre o material enriquecido com fertilizante e o substrato da planta, que não contém a substância.

“Estamos testando numa condição real, no campo, fazendo igualzinho o agricultor. Com amparo, portanto, da agronomia. Há técnicas pelas quais se consegue monitorar a liberação do material quase em tempo real.”

O trabalho, publicado na revista Cellulose, teve apoio da Fapesp por meio de Auxílio à Pesquisa Regular concedido à professora Roselena Faez, segunda autora do artigo.

Vantagens do filme

Em laboratório, os cientistas fizeram placas de 10×20 centímetros do material em uma impressora 3D de filamentos ABS (resina termoplástica derivada do petróleo, obtida a partir da combinação de três monômeros: acrilonitrila, butadieno e estireno). Depois, enrolaram o filme em um gabarito de aço redondo e colaram para formar os vasinhos.

“Nessas placas, conseguimos fazer umas ranhuras que facilitam a saída das raízes. E a própria raiz, depois que vai crescendo, faz uma espécie de reforço do material”, diz Souza.

Para ele, é perfeitamente possível produzir o filme em grande escala, pois o Brasil tem facilidade de acesso a algas e é o maior produtor de celulose do mundo.

“Só que, para chegar em escala, precisamos desenvolver essa parte final, analisar os resultados do trabalho de campo e patentear o material. Estamos procurando matérias-primas que existam em abundância e tenham preço bom, porque não adianta nada desenvolver um filme excelente e muito caro, que não chega ao agricultor.”

Souza ressalta que o filme à base de algas e nanocelulose tem diversas vantagens:

  • Promove a economia de fertilizante, pois há menos perda por lixiviação (a alga segura os compostos, que não são levados pela chuva ou irrigação);
  • Pode evitar a utilização de plástico, pois o filme também se presta a substituir as esferas de microplástico usadas pela agricultura em larga escala para liberação de fertilizantes.

“Utiliza-se a mesma técnica de inserção de fertilizante nas esferinhas de plástico, só que nosso material é biodegradável. Depois de 90 dias, ele praticamente desaparece.”

O artigo “Enhancing marine algae composites with cellulose nanofibrils for sustainable nutrient management” pode ser acessado aqui



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saiba as causas e como tratar



O pecuarista João José Ribeiro, de Palmas, Tocantins, busca entender melhor o “mal do caruara” ou “mal da junta inchada”, uma condição que afeta bezerros nos primeiros dias a até 30 dias de vida, deixando-os com as pernas fracas e dificultando seus movimentos.

Essa foi uma das reportagens mais lidas do Giro do Boi, projeto de Pecuária do Canal Rural.

Em resposta, o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira esclarece as causas e os tratamentos eficazes para essa condição. Assista ao vídeo abaixo e confira:

Vieira identifica duas causas principais do “mal do caruara”. A primeira é a má colostragem, que ocorre quando os bezerros não recebem adequadamente o colostro – um leite rico em nutrientes e anticorpos crucial nas primeiras 72 horas de vida.

A segunda causa é a poliartrite infecciosa, que se desencadeia a partir de um umbigo mal cicatrizado. Esta condição permite que bactérias entrem na corrente sanguínea e se alojem nas articulações, causando dores, febres e juntas inchadas, conhecidas como “da junta inchada”.

Tratamento e prevenção do “mal do caruara”

O tratamento envolve uma intervenção veterinária de confiança, utilizando antibióticos e anti-inflamatórios específicos.

É fundamental prevenir, garantindo que os bezerros mamem colostro imediatamente após o nascimento e cuidando bem do umbigo com tintura de iodo a 10%, além da aplicação de doramectina no primeiro dia de vida.

Pasto maternidade na fazenda

Vieira recomenda o uso de um pasto maternidade, onde as vacas, 30 a 40 dias antes do parto, são mantidas com seus bezerros.

Isso facilita a supervisão dos bezerros pelos colaboradores, permitindo intervenções rápidas em caso de complicações. Além disso, ajuda a garantir que os tratamentos necessários sejam administrados em um ambiente seguro e controlado.

Ao seguir essas orientações, os produtores podem proteger seus rebanhos contra o “mal do caruara”, assegurando a saúde e o desenvolvimento adequado dos bezerros.

Tem dúvidas? Envie sua pergunta

Você também pode obter resposta à sua pergunta sobre qualquer dúvida que tiver na fazenda.

Envie para o quadro Giro do Boi Responde no link do WhatsApp do Giro do Boi, pelo número (11) 93310-7346 ou ainda pelo e-mail [email protected].



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Algodão colorido e agroecológico conquista passarelas no Brasil e no exterior


O algodão colorido desenvolvido pela Embrapa foi mais uma vez atração em desfile de moda na Itália.

A coleção Calunga, da empresa Natural Cotton Color, confeccionada a partir do algodão colorido orgânico produzido da Paraíba, esteve presente em um dos principais eventos de moda sustentável, Beyond the Claim, nesta sexta-feira (20).

O evento ocorreu no Museo Nazionale Scienza e Tecnologia Leonardo da Vinci, durante a Semana de Moda de Milão.

Inspirada no maracatu, herança cultural afro-brasileira, a coleção é composta por 35 peças que integram alfaiataria com detalhes artesanais, incluindo a técnica do labirinto, um patrimônio imaterial da Paraíba.

Desfile no Rio Grande do Norte

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Foto: Divulgação Embrapa

Na semana passada, foi a vez do algodão agroecológico subir às passarelas no Rio Grande do Norte. A maior fábrica têxtil da América Latina, a Guararapes, foi palco do lançamento da nova coleção de verão da Riachuelo, com roupas produzidas a partir de matéria-prima do projeto Pró-Sertão.

O Pró-Sertão é uma iniciativa do Instituto Riachuelo, que visa fortalecer a cadeia produtiva do algodão no Rio Grande do Norte, com ações que vão desde o campo, por meio do incentivo do cultivo agroecológico, até a indústria têxtil e o artesanato local.

A Embrapa Algodão é parceira deste projeto que beneficia centenas de agricultores no sertão potiguar e gera 4 mil empregos diretos no estado.

Algodão colorido

O algodão colorido é um produto diferenciado para a agricultura familiar, com foco na sustentabilidade econômica e ambiental.

Além de gerar renda para o pequeno produtor, o algodão colorido natural não necessita de tingimento, reduzindo a utilização de água e de produtos químicos no processo de obtenção do tecido.

Por meio do melhoramento genético convencional, a Embrapa Algodão desenvolveu as cultivares de algodão colorido BRS Jade, BRS Safira, BRS Topázio, BRS Verde, BRS Rubi e BRS 200 Marrom.

O algodão colorido subiu às passarelas pela primeira vez em 2004, na São Paulo Fashion Week, com o estilista Ronaldo Fraga. Desde então, as peças confeccionadas com as variedades de algodão colorido vêm abrindo caminho no mundo da moda. O produto também esteve presente na Fashion Rio, além de desfiles em Paris e Milão.

Algodão em consórcios agroecológicos

O cultivo do algodão agroecológico consorciado com outras culturas alimentares como milho, feijão, gergelim e amendoim, mandioca, dentre outras, por agricultores familiares, com certificação orgânica participativa, tem sido outra alternativa disponibilizada pela Embrapa e instituições parceiras para promover a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente.

A metodologia de capacitação dos produtores se dá por meio das Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa, respeitando os saberes locais e promovendo a consciência ambiental. O aprendizado vai desde a produção (com foco conservacionista), certificação e comercialização da pluma no comércio justo, com preços acima do algodão convencional.

Agenda 2030

O algodão colorido e agroecológico são tecnologias voltadas para a sustentabilidade econômica, ambiental e social, alinhados à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesta agenda foram estabelecidos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que abordam os principais desafios de desenvolvimento enfrentados no Brasil e no mundo. As tecnologias se alinham especialmente ao Selo ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Frente fria e chuva de mais de 150 mm nesta semana; veja previsão do tempo



Confira como ficam as condições do tempo e veja em pode ter chuva em todas as regiões do Brasil, na semana entre 23 e 28 de setembro.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva forte em todo a região. Há, risco de temporais em Santa Catarina; no sudoeste e oeste do Paraná; e no centro-leste, nordeste e na serra do Rio Grande do Sul.

Nos próximos cinco dias, a chuva se concentra no centro-sul gaúcho, com volumes
podendo ultrapassar 150 mm. Pode haver alagamentos e deslizamentos na região.

No centro norte do Rio Grande do Sul e nos dois outros estados, o acumulado de chuva da semana varia entre 15 e 40 mm, ajudando a manter a boa umidade do solo, sem prejudicar as operações em campo.

Alerta para tempo severo na segunda (23) e terça-feira (24) no sul gaúcho, por conta da presença de um cavado (área de baixa pressão na atmosfera).

A partir de quarta-feira (25), esse cavado avança com uma nova frente fria sobre demais áreas do Rio Grande do Sul e pelo restante da região, deixando estas áreas também em atenção para tempo severo. Há possibilidade de queda de granizo e rajadas de vento mais intensas, que podem danificar lavouras e estruturas agrícolas, provocar queda de árvores e trazer risco de corte de abastecimento de energia.

Sudeste

Pancadas de chuva irregulares atingem São Paulo no início da semana, mas com manutenção do calor, deixando o dia abafado na segunda-feira.

O tempo fica firme em Minas Gerais e faz calor no Rio de Janeiro, com temperaturas altas à tarde. Não chove e o sol brilha forte no Espírito Santo.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva varia de 10 a 20 mm no litoral de São Paulo, onde as pancadas será registradas principalmente entre quinta (26) e sexta-feira (27).

No restante do Sudeste, praticamente não chove durante toda a semana. O predomínio de tempo firme associado ao calorão continua prejudicando os cafezais em fase de floração nos quatro estados. Não se recomenda o início da semeadura da safra 2024/25 devido à alta temperatura do solo e à falta de umidade.

O risco para focos de incêndio continua aumentando nos próximos dias, principalmente em Minas e no interior de São Paulo. Assim, o produtor deve ficar atento em relação ao manejo com fogo.

Centro-Oeste

A segunda-feira tem pancadas de chuva no noroeste de Mato Grosso, graças à umidade que vem do Norte, e nos extremos leste e sul de Mato Grosso do Sul. Já Goiás e o Distrito Federal continuam sem umidade e com temperaturas bem altas, na casa
de 42 ºC/43 ºC.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva variam entre 5 e 35 mm, de forma mal distribuída, em Mato Grosso do Sul, oeste de Mato Grosso e sul de Goiás, elevando a umidade relativa do ar e ajudando a diminuir o risco para o surgimento de incêndios.

Porém, a água no solo ainda não é suficiente para o inicio da semeadura da safra 2024/25. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas no leste de Mato Grosso e em Goiás, pela falta de umidade.

Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 20%, não se recomenda o tratamento fitossanitário nesta semana. O produtor deve evitar o manejo com fogo no período.

Nordeste

Algumas pancadas mais irregulares ainda podem ocorrer nas capitais da costa leste da região no início da nova semana, mas sem alertas.

A maior parte do Nordeste inicia o período sem chuva, mas com ventania. Rajadas mais fortes devem atingir a costa norte, entre o Piauí e o Ceará.

Em cinco dias, o acumulado de chuva fica entre 10 e 15 mm no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. No interior, segue a restrição hídrica e o risco de incêndio.

Com da , não se recomenda nesta semana o tratamento fitossanitário, por conta da baixa umidade relativa do ar, que deve ficar abaixo de 20%. O produtor deve evitar o manejo com fogo e se hidratar bastante ao realizar os trabalhos em campo, pois a temperatura pode chegar a 40 ºC em áreas como o centro-sul do Maranhão, no Piauí e no interior da Bahia.

Norte

Na segunda-feira, há risco de chuva forte em Manaus (AM) e de temporal no norte e noroeste do Amazonas e no noroeste do Pará. A chuva ocorre em forma de pancadas no Acre e em Rondônia, mas o calor continua.

O tempo fica firme e seco no Tocantins. Nesse estado, assim como em Rondônia, Pará e Acre, as máximas podem passar de 41 ºC, causando estresse térmico nas
lavouras e no gado em confinamento.

O acumulado de chuva nos próximos dias varia entre 20 e 40 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e sudoeste do Pará. Essa condição deve ajuda a elevar a umidade relativa do ar, e diminuindo o potencial para o surgimento de focos de incêndio.

Nas demais áreas do Norte, a semana será ensolarada, com tempo firme, mas mantendo o alerta para possíveis focos de incêndio no Tocantins.

A situação dos rios na região continua preocupante, pois os baixos volumes de água afetam a logística e têm impacto direto na produção de energia nas hidrelétricas. A projeção é que essa situação se normalize é somente entre dezembro e janeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

chuvas variadas e possibilidade de La Niña no Brasil


A primavera de 2024 começa oficialmente no Brasil no próximo domingo, 22 de setembro, às 9h44 (horário de Brasília). O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME), aponta que o clima deve ser predominantemente seco até meados de novembro.

De acordo com os dados do INMET, as chuvas poderão ser acima da média em algumas áreas isoladas, incluindo o Acre, Roraima, sudoeste do Amazonas, sudeste da Bahia e Rio Grande do Sul. Além disso, espera-se um retorno gradual das chuvas nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No entanto, a qualidade e o volume dessas precipitações nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte da Sul dependerão da umidade que chegará da Amazônia. O sul do Amazonas, uma das áreas com maior incidência de incêndios florestais, continuará a enfrentar seca e queimadas até outubro.

O fenômeno climático La Niña deve iniciar ainda em setembro com 58% de chances no trimestre que vai até novembro. Já no trimestre outubro-novembro-dezembro/2024, a probabilidade do início do fenômeno aumenta para 60%, conforme aponta o INMET.

Segundo as informações do Prognóstico Climático de Primavera do INMET / INPE, a previsão de um possível fenômeno La Niña durante a primavera levanta preocupações sobre os impactos no início da safra de verão. Historicamente, anos de La Niña estão associados a uma redução de chuvas na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste costumam registrar aumento nas precipitações.

É importante ressaltar que o clima brasileiro é influenciado por múltiplos fatores, e as previsões climáticas devem ser monitoradas de perto, especialmente nas regiões produtivas. A expectativa é que as chuvas voltem gradualmente à porção sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste a partir de outubro, o que é crucial para a retenção de água no solo e para o desenvolvimento inicial das culturas de soja e milho.

Entretanto, na porção norte dessas regiões, a irregularidade das chuvas, combinada com altas temperaturas, pode resultar em níveis reduzidos de umidade no solo. Na Região Sul, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que pode impactar negativamente o início da safra de grãos no Paraná e em Santa Catarina. Por outro lado, o Rio Grande do Sul pode ser favorecido por chuvas mais regulares, beneficiando tanto as lavouras de inverno ainda em campo quanto o plantio da safra 2024/2025. Contudo, a possibilidade de redução da umidade no solo em dezembro se intensifica caso o fenômeno La Niña se confirme.

A primavera se encerra no Brasil em 21 de dezembro, às 6h20 (horário de Brasília).





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Safra recorde deve frear inflação de alimentos após pressão da seca, diz Bradesco



O clima seco no país afeta diversas culturas agrícolas e contribui para uma alta superior a 6% nos preços dos alimentos neste ano. Porém, as perspectivas para a próxima safra de grãos seguem positivas, o que indica um quadro mais benigno para a inflação no ano que vem.

A observação é feita em relatório do departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, que observa que, embora a inflação da alimentação no domicílio deva encerrar o ano acima de 6%, o cenário para 2025 é de arrefecimento, dada a expectativa de recorde, puxado por soja e arroz, na próxima safra de grãos.

Por outro lado, o Bradesco pondera que o aumento esperado nos preços de carne bovina tende a limitar a desinflação de alimentos. Considerando a elevação da arroba do boi, a projeção é de alta de 4,5% aos preços de alimentos no próximo ano.

Em relatório assinado pelas analistas Mariana Freitas e Priscila Trigo, é observado que, além dos impactos da seca na safra atual, a demanda doméstica se mostrou mais aquecida do que o antecipado. Em paralelo, o câmbio teve depreciação de cerca de 12% neste ano. As queimadas em São Paulo, comentam, tiveram efeitos pontuais na produção, com maior impacto no mix produtivo da cana do que pressões altistas em preços. A cana queimada tende a ser direcionada para etanol, minimizando as perdas ao produtor.

Ao analisar também o menor volume de chuvas nos reservatórios do sistema elétrico, que estão com cerca de 50% da capacidade, e expectativa de recuo para 40% até o fim do ano, o Bradesco considera que o nível não é tão crítico quanto em 2021. Há, contudo, um impacto no custo, pois o operador do sistema (ONS) optou por mais despacho térmico para preservar o armazenamento hidráulico.

No caso do saneamento, pontuam as analistas do Bradesco, não parece haver risco de abastecimento apesar da seca em São Paulo. Os dados da Sabesp indicam uma redução dos reservatórios, mas os principais mananciais ainda estão com armazenamento acima da média histórica, observam.



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Carvão vegetal terá novas embalagens com informações de origem florestal



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) anunciou que embalagens de carvão vegetal no Rio Grande do Sul deverão ser rotulados com a expressão “Carvão vegetal de florestas plantadas”.

A determinação parte da Instrução Normativa 19/2024, publicada pela Seapi no fim de agosto.

A medida visa esclarecer melhor a origem do produto para os consumidores, conforme explica o chefe da Divisão de Florestas Plantadas da Seapi, Fabrício Azolin.

“Isso dará uma maior compreensão ao consumidor. Mesmo que algumas embalagens digam que o carvão vegetal é de acácia-negra, por exemplo, não fica claro ao leigo que ele vem de florestas plantadas”.

Embaladoras de carvão vegetal

Além da expressão, as embalagens também deverão incluir o número do registro no Cadastro Florestal RS e os CNPJs da empresa embaladora e da empresa responsável pela confecção das embalagens.

Embalagens já produzidas poderão ser utilizadas por até dois anos a contar da data da publicação da Instrução Normativa 19/2024.

Empresas embaladoras de carvão vegetal que garantirem aos consumidores que o produto é originado de uma determinada espécie florestal, além de “Carvão vegetal de florestas plantadas”, poderão também incluir o nome comum da espécie florestal na embalagem.



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Certificação de mel de abelhas sem ferrão tem protocolo desenvolvido


A Embrapa Meio Ambiente iniciou um projeto inovador para desenvolver um protocolo de identificação e autenticação de mel produzido por abelhas sem ferrão.

A iniciativa busca valorizar a meliponicultura nacional, assegurando a qualidade e a identidade desses produtos, reconhecidos por seus sabores únicos, propriedades distintas e importância para a conservação da biodiversidade brasileira.

Combinando técnicas analíticas avançadas e o conhecimento de profissionais especializados, o projeto visa criar um protocolo robusto que certifique a pureza e a origem dos méis.

“Enfrentamos desafios com os órgãos reguladores para garantir a rastreabilidade e a integridade dos produtos. Esse trabalho beneficiará tanto os criadores de abelhas quanto as empresas do setor”, explica Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente.

Sommelier de mel

concha com melconcha com mel

O estudo se baseia em dois pilares principais. O primeiro utiliza análises sofisticadas, como técnicas de DNA e espectroscopia no infravermelho próximo, capazes de identificar com precisão a espécie de abelha produtora e garantir a rastreabilidade do mel.

O segundo pilar envolve a análise sensorial, realizada por especialistas do Instituto 4e, consultoria que organiza concursos de méis no Brasil.

Os sommeliers de méis, Felipe Meireles, Robson Gaia e Luciano Soares avaliarão mais de 350 amostras de mel de abelhas sem ferrão em uma maratona de testes às cegas, identificando características sensoriais específicas de diferentes espécies de abelhas nativas.

Davi Pereira, bolsista de Desenvolvimento Tecnológico da Embrapa Meio Ambiente, esclarece que as amostras foram coletadas diretamente de produtores de mais de 23 cidades do estado de São Paulo e de colmeias do Meliponário da Embrapa.

Cristiano Menezes destaca que o objetivo é criar um protocolo semelhante ao que já existe para degustadores de café e azeite, levando em conta a diversidade dos méis e aproveitando a expertise sensorial desses especialistas.

Mel de xarope

Entre as amostras analisadas, estão também méis adulterados propositalmente, produzidos quando as abelhas são alimentadas com água e açúcar, prática conhecida como “xarope” entre os criadores. As abelhas estocam esse alimento artificial como se fosse mel, gerando o chamado “mel de xarope”.

Algumas dessas amostras permaneceram nas colmeias por meses, adquirindo padrões específicos de aroma e sabor, tornando o processo de identificação da fraude ainda mais desafiador. Os testes em desenvolvimento são essenciais para avaliar como a tecnologia e a expertise humana podem se complementar na detecção de fraudes e na certificação da autenticidade dos méis.

Aline Biazoto, pesquisadora da Embrapa e líder do estudo, ressalta que um dos principais objetivos é avaliar a eficácia das análises humanas e tecnológicas na identificação das características dos méis nativos, diferenciando-os dos méis de abelhas africanizadas.

“Queremos entender se o homem ou a máquina é mais eficiente, ou se há uma complementaridade entre ambos. Se conseguirmos combinar essas duas frentes, teremos um protocolo muito mais eficiente e confiável, beneficiando toda a cadeia produtiva do mel”, afirma Aline.

União de homens e máquinas

Determinação melDeterminação mel
Foto: Marcos Vicente/Embrapa

Menezes concorda, “a sensibilidade humana e a precisão tecnológica são essenciais. O olfato e o paladar treinados dos especialistas captam nuances que as máquinas ainda não conseguem interpretar, enquanto as ferramentas tecnológicas garantem objetividade e consistência nos resultados”, pontua o pesquisador.

Além disso, o projeto inclui uma análise molecular detalhada, como explica a pesquisadora Simone Prado, da Embrapa.

Segundo ela, essa investigação, inédita no Brasil, busca detectar fragmentos de DNA de abelhas nas amostras de mel, permitindo associar cada mel à espécie produtora com alta precisão. “Esperamos desvendar as associações entre espécies de abelhas e flores, ampliando nosso conhecimento sobre essas interações e os padrões de coleta dos insetos”, explica Simone.

Projeto em parceria

O estudo faz parte de um projeto de inovação aberta entre a Embrapa Meio Ambiente e o entreposto Vida Natural, localizado em Artur Nogueira (SP).

O entreposto se destaca por oferecer um serviço pioneiro no Brasil, disponibilizando sua infraestrutura com o Serviço de Inspeção Federal (SIF) a um custo acessível, permitindo a regularização da comercialização de produtos das abelhas no mercado formal.

Com essa iniciativa, a Vida Natural solucionou um dos principais entraves da cadeia produtiva, beneficiando especialmente pequenos e médios produtores que enfrentam dificuldades para investir em uma estrutura própria. Além de atender apicultores há bastante tempo, a empresa foi uma das primeiras a obter o SIF para produtos de abelhas sem ferrão, com apoio técnico-científico da Embrapa.

“Hoje temos mais de 150 rótulos com SIF de produtos de abelhas sem ferrão, o que permite que pequenos e médios produtores agreguem valor aos seus produtos. A parceria com a Embrapa tem sido essencial para garantir um serviço de qualidade, trazendo credibilidade e segurança tanto para os consumidores quanto para os produtores”, destaca o empresário Edson Rezende do entreposto Vida Natural.

A Embrapa é amplamente reconhecida por sua produção de conhecimento científico no Brasil, especialmente no setor produtivo. Segundo Menezes, embora outras instituições também contribuam na área, a Embrapa se destaca como referência nacional e internacional no estudo das abelhas sem ferrão.

Ele reforça que este projeto não apenas fortalece o setor apícola brasileiro, mas também consolida a posição da Empresa como líder na produção de conhecimento e na aplicação de pesquisas na meliponicultura.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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