domingo, agosto 9, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

entenda a parceria entre Petrobras e Embrapa


A Petrobras e a Embrapa firmaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento de produtos de baixo carbono, biocombustíveis, fertilizantes sustentáveis e novas tecnologias agrícolas. O objetivo principal é não só ampliar a oferta de insumos para o mercado, mas também reduzir o impacto ambiental da produção agrícola, beneficiando tanto o campo quanto a indústria.

Para entender melhor os impactos dessa cooperação, conversamos com o engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, especialista em práticas agrícolas sustentáveis.

Segundo João Pedro, a Embrapa desempenha um papel fundamental na criação de protocolos agrícolas de baixo carbono. “O mundo inteiro está procurando caminhos para descarbonizar, ou seja, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que hoje estão na faixa de 42 bilhões de toneladas. A Embrapa, com seus centros regionais e uma equipe técnica altamente qualificada, é essencial nesse processo”, explica.

A parceria com a Petrobras, destaca João Pedro, possibilitará à Embrapa avançar em pesquisas que muitas vezes são limitadas por falta de recursos. “A Embrapa entra com o conhecimento técnico e a Petrobras com os recursos necessários, como custeio de viagens e combustíveis para efetivar as pesquisas”, complementa.

Ele ainda exemplifica com o Centro de Trigo em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que poderia impulsionar a pesquisa de novas culturas para a produção de biocombustíveis, como o querosene verde e o diesel verde.

Ao ser questionado sobre a diversificação de culturas, João Pedro reforça a importância de alternativas à soja, que atualmente representa 90% do biodiesel no Brasil. “Não podemos depender apenas da soja, pois se trata de um alimento, e sua produção pode encarecer ou afetar a oferta. Culturas como carinata e macaúba  têm grande potencial para preencher essa lacuna”, afirma.

Ele também menciona o papel da Embrapa na pesquisa dessas culturas alternativas e no desenvolvimento de tecnologias para que elas se tornem viáveis comercialmente. “A macaúba, por exemplo, é uma planta perene que poderia ser uma ótima opção para pequenos produtores, além de contribuir para a produção de biocombustíveis.”

Outro ponto de destaque da parceria é a retomada da produção de fertilizantes pela Petrobras, com foco em sustentabilidade. João Pedro aponta que essa iniciativa busca desenvolver fertilizantes de baixo impacto ambiental, que não apenas aumentam a produtividade, mas também melhoram a saúde do solo.

“Os fertilizantes precisam ativar a vida no solo, o que contribui para o sequestro de carbono. Esse processo pode ser mensurado, e o produtor pode ser remunerado por essa contribuição ambiental”, explica. Ele sugere que o uso de resíduos orgânicos, como os de granjas, pode ser um caminho viável para a produção de fertilizantes organominerais.

Segundo João Pedro, a parceria entre a Petrobras e a Embrapa tem o potencial de transformar o Brasil em um líder global na produção de biocombustíveis e insumos agrícolas sustentáveis. “Já temos grande expertise no etanol e no biodiesel, mas é preciso ampliar essa produção com novas tecnologias e culturas, aproveitando a diversidade do nosso território e o conhecimento técnico da Embrapa.”

Para ele, o grande desafio é unir inovação tecnológica com práticas agrícolas sustentáveis, garantindo que o Brasil não só atenda à demanda por biocombustíveis, mas também contribua para a redução das emissões de carbono.

 





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semana será importante para política monetária; ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac repercute os principais acontecimentos da última semana.

Nos Estados Unidos, o Fed começou o ciclo de cortes dos juros mais forte, com 0,50%.

Por aqui, o Banco Central divulga a ata do Copom, que além de trazer mais detalhes sobre a decisão de elevar a Selic para 10,75%, deve fornecer pistas sobre os próximos passos.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse Bom Dia Mercado



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La Niña pode impactar a safra 2024/25, mas cenário ainda é incerto, afirma meteorologista


Segundo Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, a primavera de 2024 promete ser um período desafiador para a agricultura brasileira, com mudanças climáticas significativas influenciando o desenvolvimento das lavouras. Durante a estação, muitas culturas estão em fase de plantio e evolução, tornando o acompanhamento do clima fundamental.

Um dos principais fenômenos em observação é o possível estabelecimento do La Niña, que pode alterar as condições climáticas no Brasil. “Atualmente, as temperaturas da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño estão cerca de -0,2°C abaixo da média, e para que o La Niña seja configurado, essas temperaturas precisam cair pelo menos -0,5°C”, explica Gabriel Rodrigues. Ele ressalta que, além do resfriamento das águas, é necessário haver sinais atmosféricos que, até o momento, não foram detectados.

Previsões para a primavera

A chance de ocorrência do La Niña entre outubro e dezembro é de 60%, e caso se configure, deverá ser de fraca intensidade e curta duração. Historicamente, o fenômeno é associado a chuvas mais intensas no centro-norte do Brasil, especialmente no Nordeste, e períodos secos intercalados com tempestades severas na Região Sul. No entanto, as previsões atuais não indicam uma influência forte do La Niña nas chuvas deste ano.

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No Sul, espera-se um período mais seco, mas com chuvas intensas em momentos pontuais. No Norte e Nordeste, as projeções não mostram um aumento significativo de precipitações, contrariando o padrão usual do fenômeno.

Temperaturas acima da média

Rodrigues alerta que as temperaturas na primavera de 2024 devem ser mais altas que a média histórica em todas as regiões do Brasil, com uma leve tendência de queda ao longo do trimestre. “Ainda assim, os desvios de temperatura continuarão acima do normal, com exceção do extremo sul do país, onde os valores devem se aproximar da média histórica”, complementa o meteorologista.

Chuvas irregulares e safra desafiadora

As projeções de precipitação indicam chuvas abaixo da média no extremo sul da Região Sul, Nordeste e parte da Região Norte. O centro-norte do Amazonas, norte do Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso, além do litoral norte de São Paulo e Rio de Janeiro, poderão ter chuvas acima da média. Nas demais regiões, incluindo o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de Minas Gerais, as chuvas devem se manter dentro da média.

“A safra 2024/25 será bastante desafiadora para os produtores brasileiros, especialmente em regiões onde há previsão de menor volume de chuvas”, destaca Gabriel Rodrigues. O acompanhamento climático de curto prazo será fundamental para a tomada de decisões no campo, e o planejamento para enfrentar períodos de seca deve ser prioridade para o produtor.

Perspectivas para o início das chuvas

A boa notícia, segundo Rodrigues, é que há uma expectativa de chuvas na última semana de setembro e na primeira quinzena de outubro, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, essas precipitações tendem a ocorrer de forma isolada e irregular, o que exigirá atenção redobrada dos agricultores.





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Semana começa com chuva em algumas áreas: tem até chance de temporal; veja onde



Confira como ficam as condições do tempo nesta segunda-feira (23) em todas as regiões do Brasil, de acordo com a análise da Climatempo.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva forte em todo a região. Há risco de temporais no sudoeste e oeste do Paraná, em Santa Catarina e no centro-leste, nordeste e serra do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Pancadas bem irregulares atingem São Paulo e o calor se mantém. A condição ainda é de um dia abafado.

O tempo é firme em Minas Gerais e faz calor no Rio de Janeiro, com temperaturas altas à tarde. Não chove e o sol brilha forte no Espírito Santo.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva atingem o noroeste de Mato Grosso, devido à umidade que vem do Norte. Também chove no extremo leste e no sul de Mato Grosso do Sul.

Enquanto isso, Goiás e Distrito Federal continuam sem previsão de chuva nesta segunda-feira, e com temperaturas bem altas.

Nordeste

Algumas pancadas de chuva mais irregulares ainda podem ocorrer nas capitais da costa leste da região, mas, sem alertas.

A maior parte do Nordeste começa a semana sem chuva, mas com ventania. Rajadas mais fortes serão registradas na costa norte, entre Piauí e Ceará.

Norte

O dia traz risco de chuva forte em Manaus (AM), assim como a possibilidade de temporais no norte e noroeste do Amazonas e no noroeste do Pará.

A chuva ocorre em forma de pancadas no Acre e em Rondônia, mas o calor continua. O tempo é firme e seco no Tocantins.



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Queimadas: a ameaça constante aos produtores de cana-de-açúcar


Incêndios na região de Ribeirão Preto-SP causam grandes prejuízos e preocupação entre agricultores

Onde há fumaça, há fogo. E onde há queimada, há prejuízo para o produtor de cana-de-açúcar. Essa dura realidade foi vivida por diversos produtores na região de Sertãozinho, SP, nesta quinta-feira (22), quando um incêndio de grandes proporções devastou parte das propriedades, trazendo não apenas fumaça, mas perdas significativas que ainda estão sendo calculadas.

Na ocasião, um incêndio se alastrou rapidamente por uma área de canavial próxima à Rodovia Armando de Sales Oliveira (SP-322). As chamas obrigaram a evacuação imediata das sedes e casas localizadas nas propriedades atingidas. Funcionários do Bio Parque Santa Elisa, localizado nas proximidades, também tiveram que suspender suas atividades e evacuar o local como medida de segurança.

“Tentamos combater o fogo, mas com a seca e o vento forte, pouco pôde ser feito. A única coisa que conseguimos foi salvar a sede, onde estavam meus pais, funcionários, crianças, e graças a Deus ninguém se feriu”, declarou produtor Marco Guidi, que inalou muita fumaça durante a tentativa de combater o incêndio e precisou ficar hospitalizado por três horas.

“Tenho uma propriedade que foi queimada e não sei se a cana vai brotar novamente, pois a camada de húmus na terra, que se forma a partir da palhada ao longo dos anos, foi completamente destruída pelo fogo. Isso cozinha a soqueira de cana, e não sei se terei cana no próximo ano. O prejuízo ainda é incerto, mas a área de muda, onde investi R$ 40 mil em adubo líquido, foi perdida. Não perdi só o adubo, mas também as mudas, e agora não sei o que vou plantar no ano que vem. É uma propriedade que considero inoperante. Esse é o resultado do fogo que começou a 3 quilômetros de distância e foi se espalhando”, relatou.

Marcos Paulo Meloni, proprietário dos sítios São Pedro e São Luiz, ainda não tem dimensão do seu prejuízo. “A nossa cana estava em palha e, por conta da seca, estava difícil de brotar. Agora, com o fogo, é impossível. Aqui, só com reforma, e nem imagino quanto vai custar. Este ano, o custo médio por alqueire foi de R$ 24 mil, e no ano que vem, não sei como será”, lamenta o produtor.

Já o produtor José Rogério Sanches Soto teve um pouco mais de sorte. Apesar do desespero, ele e sua equipe conseguiram apagar o fogo na área de reserva, que estava próxima às casas.

O produtor Gabriel Merlo Galdeano, que não teve sua propriedade atingida, foi um dos primeiros a perceber o incêndio. “Estava trabalhando na lavoura quando vi o fogo e já avisei o grupo da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) PAM (Plano de Auxílio Mútuo). Logo depois, outro foco surgiu, e o fogo se espalhou rapidamente, atingindo a mata, a cana e a palhada. É muito triste”, relatou, suspeitando que o incêndio tenha sido criminoso.

O Plano de Auxílio Mútuo (PAM), mencionado por Galdeano, é um programa que estabelece medidas e ações coordenadas para minimizar os riscos e combater incêndios. Segundo Almir Torcato, gestor executivo da Canaoeste, a associação disponibiliza para seus membros um sistema de monitoramento das áreas via satélite.

“Quem combate ao incêndio é o plano integrado entre os produtores, utilizando informações de satélite. Além das propriedades dos associados, monitoramos também algumas áreas públicas”, explica Torcato.

Ele enfatiza que o produtor não tem interesse algum em incendiar a cana, uma prática que foi abandonada desde as décadas de 2017, quando era utilizada na colheita. Hoje, o processo é totalmente mecanizado. “Atualmente o setor como um todo não mede esforções para o combate aos focos de incêndio, pois além de prejudicar o meio ambiente, causa um enorme prejuízo financeiro”, acrescenta.

Ele também chama a atenção para o clima seco nesta época do ano, que favorece a proliferação de incêndios. Torcato destaca a importância da conscientização sobre os cuidados necessários nas áreas próximas à cidade, como evitar o descarte de cigarros, a realização de churrascos e outras atividades que possam gerar faíscas e resultar em incêndios desastrosos, como o que ocorreu na quinta-feira.

Nesta sexta-feira (23), a associação divulgou uma nota de repúdio e esclarecimentos acerca dos incêndios criminosos que vêm atingindo imóveis rurais da região. No documento, reforça a informação que os incêndios não são provocados pelos produtores de cana-de-açúcar e tampouco pelas usinas e isso se dá por várias razões, grande parte delas evidenciada no protocolo “Etanol Mais Verde”, firmado em 2017 entre produtores, usinas e o Governo do Estado de São Paulo, onde deixaram claro e afirmaram o compromisso do setor com a preservação do meio ambiente e com a extinção da queimada como método de colheita da cana.

“Um canavial atingido por incêndio pode se deteriorar significativamente dentro de poucos dias ocorrendo perdas da qualidade dos açúcares, aumento da presença de impurezas e a decomposição dos tecidos vegetais da matéria

prima, tornando a cana inadequada para o processamento industrial. O incêndio na palhada é também altamente prejudicial, acarretando principalmente perda de matéria orgânica dos solos, perda da biodiversidade dos solos e compactação”, informa a associação.

Além disso, aponta que os incêndios trazem prejuízos econômicos diretos aos produtores rurais, trazendo diversas implicações legais, com aplicação de multas de valores elevados, partindo de R$ 1.000,00 por hectare de cana queimada, indo até R$ 7.000,00, por hectare de vegetação nativa queimada, isso quando não há incidência de agravantes, o que pode levar a duplicação ou triplicação desses valores, tudo sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos ambientais e responsabilização criminal.

“Sabendo de todos esses prejuízos fica a pergunta: quem em sã consciência colocaria fogo em sua própria casa? Sabendo de todos os riscos e prejuízos que podem ocorrer, você atearia fogo em seu próprio canavial?”, pergunta Torcato.

A associação destaca ainda que estamos enfrentando uma verdadeira catástrofe climática conhecida como “triplo 30”, que é composta pela conjunção de três fatores climáticos:

– umidade relativa do ar abaixo de 30%;
– temperaturas acima de 30°C e
– ventos acima de 30 km/hora. Além desses eventos que favorecem a ocorrência de incêndios e sua propagação, de modo a tornar quase impossível o efetivo controle pelas brigadas de incêndio das unidades industriais e dos produtores, importante destacar que nossa região está há aproximadamente 100 (cem) dias sem um volume de chuva significativo.

“Pedimos desesperadamente o apoio da população e das autoridades para apuração dos responsáveis por tais atos criminosos e apoio do corpo de bombeiros para combate aos incêndios. Rogamos ainda à Polícia Militar Ambiental que siga os estritos termos das legislações vigentes, responsabilizando apenas quando houver efetiva comprovação do nexo de causalidade, sob pena de punirem injustamente o produtor que já vem sofrendo inúmeros prejuízos”, conclui a associação.





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Clima seco não freia otimismo com a safra 24/25 de soja



A safra brasileira de soja em 2024/25 está em fase inicial de plantio. Assim, a consultoria Safras & Mercado e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgaram novas estimativas a respeito dos futuros resultados.

Apesar do atraso no começo dos trabalhos e da preocupação com o clima seco, as projeções ainda são otimistas, com a possibilidade de produção recorde.

Para a Safras, a produção nacional da oleaginosa pode totalizar 171,78 milhões de toneladas, com elevação de 12,8% sobre o ciclo anterior, fixado em 152,3 milhões de toneladas. Já a Conab estima colheita de 166,28 milhões de toneladas em 2024/25.

Em julho, data da divulgação da intenção de plantio de Safras, a projeção era de 171,54 milhões de toneladas.

“Foram feitos ajustes positivos na área esperada para o estado do Rio Grande do Sul. A queda esperada na área de milho, devido à elevação dos custos do seguro agrícola, deve levar a transferências de algumas áreas, antes destinadas ao cereal, para a oleaginosa no estado, o que endossa a elevação da área a ser plantada com soja, elevando também a expectativa de produção”, considera o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

Aumento de área de soja

Safras indica aumento de 2,1% na área, estimada em 47,4 milhões de hectares. Em 2023/24, o plantio ocupou 46,46 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.295 quilos por hectare (54,9 sacas) para 3.642 quilos (60,7 sacas).

Cenário positivo também é previsto pela Conab para a produção de soja. Mesmo com a pressão baixista nos preços nacionais e os desafios de rentabilidade, a oleaginosa continua a ser uma cultura lucrativa e com alta liquidez.

A crescente demanda global, impulsionada pelo aumento do esmagamento e pela expansão da produção de biocombustíveis, tanto no Brasil quanto internacionalmente, alimenta expectativas de crescimento nas exportações e no esmagamento interno.

Esse panorama influencia na projeção de aumento da área plantada, de 3%, podendo chegar a 47,401 milhões de hectares.

Para a consultoria, a produtividade tende a apresentar recuperação, após problemas climáticos nos principais estados produtores brasileiros. A combinação de maior área e melhor desempenho nas lavouras resulta na projeção de uma colheita em torno de 166,281 milhões de toneladas, 12,82% superior à safra 2023/2024.



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Ministério da Agricultura quer priorizar controle de doença do cacau


O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, informou a secretários do Consórcio da Amazônia Legal que a prioridade da pasta é combater e controlar a doença monilíase do cacaueiro (moniliophthora roreri).

“Nossa expectativa é conter a dispersão até que a pesquisa e a ciência desenvolvam um protocolo de manejo adequado. Caso o fungo se espalhe, estaremos preparados para conviver com ele, evitando que ocorra o que aconteceu com a vassoura-de-bruxa no sul da Bahia, anos atrás”, afirmou Goulart, em reunião com os secretários do Consórcio da Amazônia Legal, região produtiva da amêndoa.

De acordo com o secretário, o controle da praga é feito em conjunto com os órgãos de defesa agropecuária estaduais.

“A monilíase é um fungo que leva anos para ser erradicado. O trabalho cooperativo realizado no Acre é um exemplo a ser seguido, pois é essencial para controlar essa doença e proteger os produtores de cacau e cupuaçu do Acre e de todo o Brasil”, disse Goulart na reunião.

Perdas de produção do cacau

cacaucacau
Foto: Divulgação/Agência Pará

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também presente no encontro, destacou que o país é “eficiente” em resolver questões sanitárias. “Estamos comprometidos com o combate à monilíase para proteger nossos produtores e produtoras”, acrescentou o ministro.

A monilíase é uma doença que afeta plantas do gênero theobroma, como o cacau (theobroma cacao L.) e o cupuaçu (theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

O país está em estado de emergência fitossanitária de 5 de agosto até o mesmo mês de 2025, decretado pelo ministério, em virtude da doença. O primeiro foco da praga no Brasil foi identificado em julho de 2021 em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Em novembro de 2022, o segundo foco foi detectado no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, dessa vez em comunidades rurais ribeirinhas. Conforme o Ministério da Agricultura, na América do Sul, a praga já se encontra presente no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.



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Estado aposta em rodovias de concreto para ampliar durabilidade e reduzir custos



Um estado brasileiro está avançando na construção de rodovias de concreto como parte de sua estratégia de melhorar a logística e a segurança no tráfego pesado. A escolha pelo pavimento rígido, feito de concreto, tem sido implementada em diversos trechos importantes, totalizando cerca de 340 quilômetros.

A durabilidade do material é um dos principais atrativos, de acordo com o governo local, já que o concreto possui uma vida útil de pelo menos 20 anos, o dobro das estradas de asfalto, além de exigir menos manutenção ao longo do tempo.

Trata-se do Paraná, que tem entre as rodovias que receberam ou receberão esse tipo de pavimento a PRC-280, entre os municípios de General Carneiro e Pato Branco, e a PR-412, entre Matinhos e Pontal do Paraná.

A inspiração vem das estradas americanas e alemãs, que estão entre as mais eficientes do mundo e utilizam esse tipo de material. “Como um estado forte na produção agrícola e industrial, fomos buscar as melhores soluções de infraestrutura adotadas pelo mundo. As estradas de concreto são opções mais duradouras e que aguentam melhor o tráfego pesado”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

As obras, conduzidas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), também utilizam uma técnica chamada de whitetopping, na qual o concreto é aplicado sobre uma base de asfalto já existente, reduzindo os custos e o tempo de execução das obras.

Segundo o governo paranaense, além da durabilidade, as estradas de concreto oferecem benefícios operacionais, como menor deformação do pavimento e melhor eficiência no consumo de combustível dos veículos, já que o concreto esquenta menos e proporciona mais conforto térmico.

A escolha pelo pavimento rígido também contribuiria para a segurança, evitando aquaplanagem em dias de chuva e melhorando a visibilidade noturna nas estradas.



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Líderes mundiais adotam pacto com 56 ações para o futuro do planeta


Líderes da maioria dos países reunidos na Cúpula do Futuro, da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, assinaram um documento com 56 ações para o futuro do planeta, neste domingo (22).

De acordo com a ONU, o documento foi adotado por consenso, com apenas sete países resistindo à aprovação do Pacto para o Futuro, entre eles a Rússia.

Entre as medidas previstas no pacto estão agir de forma ambiciosa, acelerada e justa para implementar a Agenda 2030 e atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, “não deixando ninguém para trás”. A erradicação da pobreza está colocada no centro desses esforços, segundo o pacto.

Também estão previstos a erradicação da fome, a proteção de civis em conflitos armados, a busca por soluções pacíficas para conflitos, o combate a ilícitos transnacionais, o avanço no sentido de um mundo livre de armas nucleares, a proteção aos conhecimentos tradicionais e a transformação do sistema de governança global.

Em relação à reforma do Conselho de Segurança da ONU, há um compromisso em ampliar o número de membros e melhorar a representatividade de nações da América Latina, Ásia-Pacífico e África.

“Intensificaremos os nossos esforços no quadro das negociações intergovernamentais sobre a reforma do Conselho de Segurança, como uma questão prioritária e sem demora”, destaca o documento, entre suas ações.

Outra ação do documento é a reforma da arquitetura de financiamento internacional. “Vamos acelerar a reforma da arquitetura do sistema financeiro para que ela possa atender ao desafio urgente das mudanças climáticas”.

O fortalecimento de ações para combater as mudanças climáticas, aliás, é outra das ações previstas no plano.

“Estamos profundamente preocupados com o atual ritmo lento de progresso no combate às mudanças climáticas. Estamos igualmente profundamente preocupados com o crescimento contínuo das emissões de gases de efeito estufa e reconhecemos a importância dos meios de implementação e apoio aos países em desenvolvimento, e a crescente frequência, intensidade e escala dos impactos adversos das mudanças climáticas, em particular nos países em desenvolvimento, especialmente aqueles que são particularmente vulneráveis aos efeitos adversos das mudanças climáticas”, diz o texto.



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Projeto planta 234 mil mudas no Vale do Araguaia com apoio de produtores e aldeias indígenas



A Primavera Máquinas, concessionária do grupo RZK, liderou uma série de iniciativas ambientais no Vale do Araguaia, Mato Grosso, por meio do projeto “Juntos por um Brasil Mais Verde”, promovido pela John Deere. A ação, que inicialmente previa a doação de três mudas para cada máquina vendida, superou as expectativas, com mais de 234 mil mudas nativas plantadas em 2023.

Com o apoio de instituições públicas e privadas, a iniciativa focou na recuperação de áreas degradadas e nascentes, além de promover o engajamento de produtores rurais e comunidades indígenas em ações de reflorestamento.

mudas foram plantadas em diversas regiões, incluindo a Fazenda Boa Esperança, em Nova Xavantina (MT), que recebeu 77 mil mudas para recuperar áreas de proteção permanente.

Parcerias para ações sustentáveis

Para viabilizar a produção de mudas, a concessionária formou parcerias com a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e a Aldeia Kisêdjê, promovendo uma imersão entre produtores e comunidades indígenas.

A iniciativa também incluiu a construção de viveiros nas aldeias e o apoio a projetos de retenção de carbono no solo.

O grupo RZK e a Primavera Máquinas planejam expandir essas ações até 2025, envolvendo novas parcerias e o fortalecimento de projetos sustentáveis.



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