sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

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Soja: Chicago fecha em alta por clima seco no Brasil, mas abaixo da máxima do dia



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta terça-feira em alta (24), mas abaixo das máximas do dia. As preocupações com o clima seco e o atraso do plantio no Brasil sustentaram os contratos. Há, ainda, reportes de rendimentos abaixo do esperado no início do plantio nos Estados, fator que ajudou na elevação.

Outro ponto que mereceu atenção dos investidores foi o ousado plano de incentivo à economia divulgado pelo governo chinês. Na avaliação do mercado, as medidas poderiam garantir uma maior demanda por commodities. Os chineses são os maiores compradores e soja do mundo.

Ao longo do dia, o mercado foi perdendo força. Um movimento de realização de lucros e o cenário fundamental de longo prazo baixista, com ampla oferta mundial da oleaginosa, pesaram na composição dos preços.

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USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem relatório sobre a evolução colheita das lavouras da soja. Até 22 de setembro, a área colhida estava apontada em 13%. Na semana passada, eram 6%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 10%. A média é de 8%.

Segundo o USDA, até 22 de setembro, 64% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 54%, 25% e 11%, respectivamente.

Soja em grão

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,28%, a US$ 10,42 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,60 1/2 por bushel, com ganho de 3,75 centavos ou 0,35%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,85% a US$ 325,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,34 centavos de dólar, com alta de 1,50 centavo ou 3,58%.



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John Deere lança plataforma de ensino online com cursos sobre práticas agrícolas


A John Deere, líder global em tecnologia e soluções para o agronegócio, lançou recentemente o Campus John Deere, uma plataforma de ensino online com foco na disseminação de conhecimentos sobre o universo agrícola.

Com a iniciativa, a empresa oferece, por tempo limitado, mais de 30 cursos gratuitos que abrangem desde fundamentos básicos da agricultura até o uso de equipamentos específicos da marca. O objetivo é promover o desenvolvimento e a profissionalização do agronegócio brasileiro, um setor vital para a economia do país.

O Campus John Deere tem interface de fácil navegação e pode ser acessado através de notebooks e smartphones. Seu conteúdo em vídeo foi desenvolvido de maneira didática e é voltado para quem já atua no campo e deseja aprimorar suas habilidades e, também, para pessoas que ainda não tiveram contato com o setor, mas têm interesse em aprender sobre o agronegócio e suas práticas.

Um dos grandes atrativos da plataforma é o curso “Fundamentos da Agricultura de Precisão”, que oferece uma introdução à agricultura de alta tecnologia, área que vem crescendo exponencialmente no Brasil.

Além disso, a plataforma traz ensinamentos detalhados sobre o uso de equipamentos da John Deere, como colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores, instrumentos essenciais para a mecanização agrícola moderna.

Também são oferecidas aulas voltadas para a administração de propriedades e empreendimentos rurais, como o curso de “Gestão de Fazendas”, que proporciona aos participantes uma visão completa dos desafios e oportunidades do gerenciamento de negócios do campo.

Certificado e gratuidade temporária

Ao fazer aulas através do Campus John Deere, os participantes têm a chance de aprender diretamente com uma das empresas mais respeitadas do agronegócio, com mais de 180 anos de história e reconhecimento mundial pela inovação e qualidade de seus produtos e serviços agrícolas.

Além disso, ao concluir cada curso, o aluno recebe um certificado emitido pela própria John Deere, um selo de qualidade que pode ser um diferencial importante no currículo de quem busca avançar na carreira ou mesmo ingressar no mercado de trabalho agrícola.
Outro diferencial da plataforma é a acessibilidade. Com inscrição gratuita e conteúdo disponível de forma online, qualquer pessoa interessada pode acessar os cursos sem restrições geográficas.

Apesar de a inscrição no Campus John Deere ser totalmente livre de encargos, a gratuidade dos cursos é temporária. No futuro, os cursos passarão a ser cobrados, o que torna este um momento oportuno para aproveitar os conteúdos sem custo.

A John Deere informa que a plataforma também é indicada para profissionais experientes do mercado agrícola, podendo ser usada como ferramenta de atualização e desenvolvimento de carreira.

Além de seu foco no agronegócio, o Campus John Deere oferece cursos completos sobre os setores de construção e florestal, áreas que também são de grande relevância para a John Deere.

Esses cursos complementares ampliam ainda mais o leque de opções para os usuários, permitindo que profissionais de diferentes setores tenham a oportunidade de se capacitar e crescer em suas respectivas áreas de atuação.

A John Deere sempre foi sinônimo de inovação e excelência no agronegócio. E o Campus John Deere reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento do mercado agrícola no Brasil e no mundo.

A plataforma surge em um momento de crescente demanda por profissionalização e qualificação online de quem atua no campo, onde o conhecimento técnico e a adoção de novas tecnologias são cruciais para garantir a sustentabilidade e a competitividade da produção agrícola.

Para mais informações e para se inscrever na plataforma, basta acessar o site oficial: https://campus.deere.com.br



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Brasil cresce em exportação e importação da soja em 2024


No acumulado de janeiro a setembro de 2024, o Brasil registrou um crescimento nas exportações e importações da soja, mesmo com uma queda na produção. Apesar de um cenário desafiador, o comércio internacional do grão parece se manter estável.

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Números

Até o momento, as exportações superaram 87,3 milhões de toneladas, enquanto as importações passaram de 100 mil para mais de 800 mil toneladas.

O Brasil, que em 2023 exportou cerca de 87 milhões de toneladas e importou apenas 100 mil, agora se aproxima de um acumulado de 88,6 milhões de toneladas, com a expectativa de alcançar cerca de 90 milhões ao final do mês.

Foto: Mercado & Companhia

A importação da soja se mostra essencial, pois o país enfrenta uma escassez do produto para atender à demanda interna e às necessidades de exportação. A previsão é que, até o final de setembro, o país alcance um recorde de importação.

No entanto, os preços da soja continuam em baixa, tanto em Chicago quanto no Brasil, devido à oferta internacional, especialmente da América do Sul e à expectativa de uma safra abundante nos Estados Unidos.

Previsão

A previsão inicial para as exportações de 2024 era de menos de 100 milhões de toneladas. No entanto, com os números atuais, há uma boa chance de igualar ou até superar o volume do ano passado, que foi de 102 milhões de toneladas.

Confira a reportagem completa aqui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja sobe em Chicago com atraso no plantio brasileiro


Ação dos fundos de investimento foi importante




Esse cenário climático adverso também afeta a colheita nos Estados Unidos
Esse cenário climático adverso também afeta a colheita nos Estados Unidos – Foto: Nadia Borges

Segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica, o mercado de soja na CBOT (Chicago Board of Trade) fechou em alta nesta segunda-feira, impulsionado por atrasos no plantio no Brasil. O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, subiu 2,69%, equivalente a $27,25 cents por bushel, fechando a $1.039,25. 

Já o contrato de soja de janeiro de 2025 teve alta de 2,65%, fechando a $1.056,75 por bushel. Segundo a consultoria, o farelo de soja para outubro também registrou alta de 2,87%, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês subiu 1,09%.

Neste contexto, a alta no mercado de soja está ligada ao atraso no plantio no Brasil, especialmente na região Centro-Oeste, que enfrenta falta de chuvas e queimadas. Esse cenário climático adverso também afeta a colheita nos Estados Unidos, onde chuvas recentes estão atrasando o avanço da colheita. Nas primeiras semanas, os rendimentos das lavouras americanas estão abaixo das expectativas, o que pode levar a novos ajustes no mercado.

Outro fator que contribuiu para a alta relatada pela TF Agroeconômica foi a ação dos fundos de investimento, que começaram a cobrir suas posições vendidas no mercado de grãos, um movimento comum próximo ao fechamento do terceiro trimestre. Essa cobertura de posições ajudou a impulsionar o preço dos três grãos negociados em Chicago. O mercado está atento ao comportamento climático nas principais regiões produtoras, que pode continuar influenciando os preços no curto prazo, especialmente se as condições adversas persistirem tanto no Brasil quanto nos EUA.
 





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Contrabando milionário de grãos começa a ser desarticulado pela Polícia Federal


A fase ostensiva da Operação Tebas, que visa desarticular associação criminosa responsável por esquema milionário de contrabando de grãos – soja e milho, em especial – foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Estadual do Rio Grande do Sul na manhã desta terça-feira (24).

A investigação descobriu que a carga era trazida da Argentina para o Brasil por meio de portos clandestinos às margens do Rio Uruguai.

A ação mobilizou 54 policiais federais e 14 auditores-fiscais da Receita Estadual que dão cumprimento a 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Crissiumal e Tiradentes do Sul, ambas no Rio Grande do Sul, e Curitiba, capital paranaense.

Também estão sendo executadas medidas de bloqueio de contas bancárias, vinculadas às pessoas físicas e jurídicas, com valores aproximados de R$ 80,8 milhões, bem como o sequestro e o arresto de dezenas de automóveis e imóveis, além de indisponibilidade de criptoativos.

Notas fiscais milionárias

ação da PF e da Receita no RS contra organização criminosa que desviava grãosação da PF e da Receita no RS contra organização criminosa que desviava grãos
Foto: Polícia Federal

As investigações, que se iniciaram em 2021, apuram associação criminosa dedicada ao contrabando de grãos e lavagem de capitais com a criação de dezenas de empresas de fachada, que eram utilizadas para emissão de notas fiscais inidôneas como mecanismo para conferir ares de legalidade à mercadoria internalizada de forma ilegal no território brasileiro.

Assim, amparada por essa documentação fraudulenta, a carga era transportada dos portos clandestinos às empresas destinatárias que, posteriormente, fazia sua distribuição pelo estado.

Há indícios que este consórcio criminoso foi responsável pela emissão de notas fiscais com valor superior a R$ 209 milhões de reais.



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Brasil deve embarcar até 5,821 milhões de t da soja em setembro



As exportações brasileiras da soja em grão devem totalizar 5,821 milhões de toneladas em setembro, de acordo com levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em comparação, no mesmo mês do ano passado, as exportações foram de 5,546 milhões de toneladas. Em agosto deste ano, o Brasil embarcou 7,974 milhões de toneladas.

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Exportações

Na semana encerrada em 21 de setembro, o país exportou 1,209 milhão de toneladas. Para o período de 22 a 28 de setembro, a ANEC projeta uma exportação de 1,241 milhão de toneladas.

Farelo da soja

Quanto ao farelo da soja, a previsão de embarques para setembro é de 1,971 milhão de toneladas. No mesmo período do ano passado, o total exportado foi de 1,906 milhão de toneladas, e em agosto, 2,100 milhões de toneladas. Na semana passada, as exportações atingiram 272,563 mil toneladas, com uma previsão de 424,373 mil toneladas para esta semana.



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Caiado diz que incêndios já deram prejuízo de R$ 1,5 bi a Goiás



O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que os incêndios já deram prejuízos de R$ 1,5 bilhão a Goiás, valor equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. As declarações ocorreram durante o painel “Brasil 2025/26: As oportunidades nos estados”, em conferência do Banco Safra, em São Paulo, nesta terça-feira (24).

“Nós precisamos ter uma retaguarda maior dentro do federalismo, porque nós não podemos admitir que, até o Congresso se reunir para tratar de um assunto que é específico de alguns estados, o estado já queimou todo”, declarou o governador.

Caiado acrescentou: “Tanto é que nós já fizemos um cálculo. Goiás teve uma perda de R$ 1,5 bilhão, o que está comprometendo hoje 0,4% do PIB do estado de Goiás.”

Na sequência, Caiado criticou o governo federal no combate às queimadas. “Então, isto é uma irresponsabilidade muito grande, porque o governo federal não só não atendeu no Rio Grande do Sul, como não atendeu nas enchentes e não atendeu nas queimadas. Não tinha plano nenhum. Fez uma reunião na semana passada para dizer que ia mandar 100 bombeiros militares para Goiás. O que isso significa?”, questionou.



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Série especial do Canal Rural mostra a importância das eleições municipais ao campo



Qual a importância das eleições municipais e os limites de atuação de prefeitos e vereadores? Até o dia 6 de outubro, o Canal Rural traz uma série de reportagens sobre as demandas e os desafios que os novos gestores vão enfrentar.

Antes, é importante entender como tudo começou, visto que o conceito de escolha dos representantes da sociedade remonta ao período colonial do país.

“Ainda não havia o conceito de prefeitura, mas a Câmara Municipal congregava as duas coisas naquela época, ou seja, era como se fosse o legislativo e o executivo fundidos. Era uma etapa importante do processo porque a administração central estava muito longe, em Portugal”, conta o cientista político Leandro Consentino.

Já o Brasil de hoje ostenta dimensões equivalentes a de um continente, com mais de 8,5 milhões me de quilometros quadrados, o que torna a atuação de vereadores e prefeitos item indispensável para o exercício da cidadania.

“Então a gente tem que saber separar muito bem esses papéis. Às vezes o vereador que você acha que é bom porque traz coisas para o teu bairro, para a tua proximidade, não é aquele que está fiscalizando a contento a prefeitura”, alerta Consentino.

Ele lembra da importância de saber separar o Poder Executivo, que é o lugar onde a população se dirige para reclamar e buscar melhorias de gestão, enquanto o Legislativo tem como objetivo o de criar leis, mas, sobretudo, o de fiscalização.

Números das eleições deste ano

No próximo dia 6 de outubro, mais de 155 milhões de eleitores estão aptos a comparecer às urnas. Serão eleitos 5.569 prefeitos e cerca de 58 mil vereadores por todo o país, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nas eleições municipais deste ano, 34% das candidaturas são de mulheres, 52,73% dos postulantes aos cargos se declaram negros. Contudo, um dado que chama atenção é a queda de 18% no número de candidatos, a menor quantidade de registros desde 2008.

O calendário eleitoral prevê que além do primeiro turno em 6 de outubro, haverá uma segunda consulta no último domingo do mesmo mês nos municípios com mais de 200 mil eleitores e que um único candidato à prefeitura não alcançou a maioria absoluta, ou seja, metade mais um dos votos válidos.

Neste cálculo, não são computados os votos nulos e em branco. Essa é uma das particularidades desta votação, que influencia nas eleições gerais daqui dois anos.

“Um bom prefeito de capital, bem avaliado, é um candidato muito provável para um governo de estado nas eleições gerais. Ao mesmo tempo, há um jogo importante que a gente também tem que olhar para o legislativo. Tem o vício no Brasil de olhar muito para o Poder Executivo e esquecer do Poder Legislativo”.

Influência no campo

O voto consciente para o poder local é uma ferramenta de transformação da realidade na zona rural do país.

“O Brasil ainda é um dos países que tem muita gente morando nas zonas rurais e que, normalmente, são os produtores. As decisões que venham a favorecer os produtores rurais está exatamente na prefeitura, porque ela é a base do sistema eleitoral”, considera o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud.



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Evento gratuito foca em estratégias de comercialização de commodities



A 8ª edição do Safras Agri Week acontecerá entre os dias 02 e 03 de outubro deste ano. O evento, online e gratuito, tem como objetivo analisar e discutir o cenário nacional e internacional de commodities agropecuárias, com foco em estratégias de comercialização.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, que promove o encontro virtual, mais de 10 especialistas de renome no setor já estão confirmados. O objetivo é que eles compartilhem as suas perspectivas e estratégias sobre o futuro do agronegócio.

Entre os temas a serem abordados, destacam-se:

  • Cenário macroeconômico;
  • Mercados de grãos e fertilizantes;

Segundo a consultoria, ao final do evento, os participantes receberão um certificado com reconhecimento de mercado, atestando a participação e o envolvimento no aprendizado e atualização sobre as últimas tendências e estratégias do agronegócio.

Serviço

O que: 8ª Safras Agri Week
Quando: 02 e 03 de outubro de 2024
Horário: 9h às 12h
Formato: online e gratuito
Inscrições: acesse aqui.



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Preços de todas as hortaliças analisadas no atacado caem em agosto, mostra Conab



Os preços de todas as hortaliças analisadas no atacado no mês de agosto tiveram um movimento preponderante de baixa. A avaliação faz parte do 9º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo mensal colheu dados de importantes Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país.

A pesquisa da Conab considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do país e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).

De acordo com o boletim, a cebola foi a hortaliça com queda mais expressiva no preço, com baixa observada em todas as Ceasas. A média ponderada caiu 31,64% em relação a julho. Os porcentuais de baixa foram mais acentuados nas Ceasas de São José (SC), de 45,30%, e de Recife (PE), de 39,41%.

“O motivo pode ter sido a oferta crescente e a origem do bulbo em diversas áreas produtoras, notadamente por remessas feitas a partir da Bahia, Pernambuco, Goiás e São Paulo. Minas Gerais também enviou um volume significativo aos mercados, mas abaixo do observado em julho”, destacou a Conab.

A batata também manteve-se na lista dos mais acessíveis, em termos de preço, apresentando novamente a tendência de queda. Em agosto, a média ponderada caiu 23,67%. A estatal explicou que “a permanência da grande quantidade ofertada nas Ceasas explica esse movimento. Deve-se destacar que em julho a oferta já havia apresentado aumento de cerca de 5%. No acumulado do ano, entretanto, as quantidades movimentadas de batata nas Ceasas em 2024 estão 6% menores em comparação com o mesmo período de 2023”.

Segundo o levantamento, o tomate, a alface e a cenoura, embora com menores índices, também decresceram na média ponderada em -19,25%, -16,94% e -15,50%, respectivamente. No caso do tomate, o preço médio vem em queda desde junho/julho, com oferta bastante pulverizada, originada em vários Estados.

Para a alface, a diminuição foi em quase todas as Ceasas analisadas no boletim, com exceção da Ceasa/RJ, que apresentou alta de apenas 1,65%, e da Ceasa/GO, que mostra absoluta estabilidade de preço dessa hortaliça, sem variação com o mês anterior.

Já para a cenoura, em virtude da oferta abundante e da produção satisfatória na maioria das áreas produtoras, “não houve pressão de demanda sobre a oferta de Minas Gerais, a principal abastecedora do mercado, o que segurou os preços baixos do produto”, argumentou a Conab.

Frutas

Contrariando as cotações do mês de julho e a tendência observada nas hortaliças, as frutas tiveram alta no mês de agosto nas Ceasas analisadas, especialmente mamão, banana, laranja e maçã, informa a Conab no boletim.

A melancia foi a única fruta analisada que apresentou queda na média ponderada, com oscilação das cotações e aumento da oferta em boa parte das centrais de abastecimento, como as Ceasas do Sudeste, que tradicionalmente recebem bastantes frutas originárias de Ceres, em Goiás, e também de praças tocantinenses.

“Os preços começaram o mês em baixa e foram crescendo à medida que a demanda aumentava por causa da elevação do calor. As exportações começaram bem a temporada 2024/25, e devem ser positivas em decorrência da boa demanda externa”, informou a estatal.

Conforme o estudo, “o mamão foi a fruta com maior oscilação entre os produtos analisados, com aumento de 48,90% na média ponderada de preços, com destaque para as Ceasas de Vitória/ES (+122,56%) e Ceagesp/SP (+81,48%), onde os preços médios registrados foram R$ 5,49 e R$ 5,20 o quilo, respectivamente”.

Para a banana, de acordo com a Conab, “o aumento ocorreu por causa da estiagem no norte mineiro e na Bahia, além do estresse térmico na região Sul, que prejudicou bastante a produção de banana nanica”. A previsão é que a oferta de banana nos mercados deverá melhorar no fim do ano.

Quanto à laranja, a elevada destinação para processamento, em um contexto de oferta restrita da fruta, provocou a alta de preços na indústria, o que acabou por levar as cotações para o alto também no atacado e varejo, com boa demanda de consumo por causa do calor. “A colheita das variedades tardias deve iniciar em setembro, muitas dessas já comprometidas por causa de contratos com a indústria. As exportações brasileiras de suco de laranja registraram queda, por causa da redução da oferta da fruta”, observou a Conab.

A maçã teve queda da comercialização e aumento dos preços, num contexto de quebra de safra do Sul. Com o controle das câmaras frias pelas classificadoras e o aumento da demanda nos primeiros dois terços do mês, principalmente com a volta às aulas, os preços subiram. As exportações continuaram baixas, em virtude do baixo volume da safra atual. As importações estiveram bastante aquecidas, tendo causado preocupação nos produtores ao pressionarem seus preços de venda.



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