sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

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Cade aprova operação Marfrig-Minerva, mas impõe restrições



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval nesta quarta-feira (25) à venda de ativos da Marfrig para a Minerva condicionada a restrições, como a alienação de uma planta em Goiás.

O “remédio” foi imposto pelo órgão antitruste diante da preocupação com a “concentração excessiva” que a operação geraria no estado.

Por isso, a planta produtiva no município de Pirenópolis (GO) que hoje é da Marfrig terá de ser vendida pela Minerva. Embora esteja inativa, a reativação da unidade geraria uma concentração danosa após a operação, disse o relator.

O órgão também decidiu declarar sem efeitos a cláusula que previa um limite de expansão da capacidade própria da Marfrig em abate e desossa na planta produtiva de Várzea Grande, em Mato Grosso – embora a empresa não possa iniciar novas plantas no estado por cinco anos.

As restrições impostas pelo órgão antitruste foram apontadas pelo relator do processo, o conselheiro Carlos Jacques, como “cruciais” para o prosseguimento do aval do Cade à venda.

Todos os integrantes do tribunal seguiram o voto de Jacques. O presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, não votou por impedimento.

O negócio, anunciado em agosto de 2023, envolve 16 ativos pelo valor de R$ 7,5 bilhões. São 11 plantas de bovinos no Brasil, uma unidade industrial na Argentina e outras três no Uruguai, além de uma planta de cordeiros no Chile e um centro de distribuição no Brasil. Segundo o relator, a operação entre a Marfrig e a Minerva ainda precisa ser analisada pelos órgãos antitruste da Argentina e Uruguai.

O conselheiro ressaltou que buscou ser célere na análise do caso, que chegou ao seu gabinete há pouco mais de 40 dias. Desde então, o maior foco das discussões foram os efeitos da operação nos mercados de Goiás e Mato Grosso.

Inicialmente, Jacques buscou a assinatura de um Acordo em Controle de Concentração (ACC) com as requerentes, como sugerido pela Superintendência Geral (SG), mas “resistências” das empresas emperraram o ACC, o que foi lamentando pelo relator, embora elas tenham concordado em vender a unidade em Pirenópolis.

A alienação da unidade na cidade de Goiás deve obedecer uma série de regras. A Minerva deverá alienar a planta em até seis meses do trânsito em julgado do ato de concentração no Cade. Esse prazo pode ser prorrogado por seis meses, mediante petição ao órgão. Após esse período, se a venda não for feita, a companhia deverá promover um leilão aberto em até seis meses, com fixação de preço mínimo. Mas se o leilão for frustrado, a obrigação de alienação será dada como satisfeita.

Já o ajuste sugerido pela SG em agosto – acatado pelo relator e já incorporado pelas companhias – visou a revisão de uma cláusula de não competição no mercado de carne bovina prevista no contrato de compra e venda.

De acordo com a SG, diante das preocupações do Cade, “foi negociada a redução do escopo geográfico e de produto da cláusula de não competição inicialmente planejado” pela Marfrig e Minerva.



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Confira a projeção da área cultivada da soja na safra 2024/25 em Uberlândia (MG)



A forte estiagem que atinge a região de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, favoreceu a ocorrência de queimadas nas palhadas, o que representa um desafio adicional para o plantio da safra da soja 2024/25.

Segundo a Emater local, embora tenham sido registrados alguns episódios de chuvas em determinadas áreas, o clima seco continua predominando na região. Neste momento, a expectativa é que a área cultivada mantenha os 62 mil hectares registrados na safra anterior.

Caso as chuvas se normalizem, o cultivo poderá iniciar dentro de 30 dias. Se as condições climáticas forem favoráveis, espera-se que o rendimento médio das lavouras alcance 4.300 quilos por hectare.

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Plantio da soja

Além disso, um levantamento realizado pela Safras & Mercado indica que o plantio da soja em Minas Gerais deve ocupar 2,35 milhões de hectares na temporada 2024/25, um aumento de 4,4% em relação aos 2,25 milhões de hectares cultivados na safra passada.

A produção no estado está projetada para atingir 8,979 milhões de toneladas em 2024/25, o que representa um crescimento de 7,8% em comparação com as 8,328 milhões de toneladas obtidas na safra 2023/24. O rendimento médio esperado é de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos por hectare registrados na temporada anterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil projeta alta histórica na produção de algodão


Aumento está sendo impulsionado pela expansão da área cultivada





Foto: Divulgação

A safra de algodão 2024/25 no Brasil promete alcançar um novo recorde de produção, com estimativa de 3,97 milhões de toneladas de pluma, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa) em setembro de 2024. Esse volume representa um crescimento de 8% em relação à safra anterior.

Esse aumento está sendo impulsionado pela expansão da área cultivada, que deverá atingir 2,14 milhões de hectares, um incremento de 7,35% em comparação ao ciclo 2023/24. Mato Grosso e Bahia, os dois principais estados produtores de algodão do país, são os responsáveis por essa ampliação na área plantada, refletindo a confiança dos produtores no potencial do mercado.

Além disso, a produtividade média também apresenta sinais positivos, com expectativa de alcançar 123,95 arrobas por hectare, um crescimento de 0,61% em relação ao ciclo anterior. Esse aumento na produtividade, aliado à maior área cultivada, consolida a previsão de recorde para a produção nacional.





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Bioinsumos podem gerar economia de US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro



A utilização de bioinsumos na agricultura brasileira pode gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões ao país. É o que indica um estudo elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras.

O estudo estratégico “Bioinsumos como alternativa a fertilizantes químicos em gramíneas: uma análise sobre os aspectos de inovação do setor” mostra como a tecnologia pode ser aplicada em culturas como arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens, com possibilidade de redução de até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente.

O trabalho, lançado em conjunto com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) lançaram, nesta terça-feira (24), foi o passo inicial do Projeto Nitro+, que pretende elaborar uma estratégia para a ampliação do uso de tecnologias de inoculantes em gramíneas, aos moldes do que aconteceu com as leguminosas como a soja.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, ressaltou a importância da consolidação dos processos de inovação na agropecuária e o desafio do Mapa de criar formas de “tangibilizar” a inovação, tornando-a acessível e fazendo com que agregue valor ao que é produzido por todos os agricultores no país, independente do seu porte.



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cenário da abertura do plantio da soja


Às margens da Rodovia Belém-Brasília, a Fazenda Pau Brasil, localizada em Açailândia (MA) recebe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2024/25. O evento faz parte do Projeto Soja Brasil, iniciativa do Canal Rural e da Aprosoja Brasil. As porteiras serão abertas no dia 11 de outubro, às 9h. Para fazer parte da abertura, basta se inscrever gratuitamente por meio do formulário.

Semeando história

Foto: Fazenda Pau Brasil

A Fazenda Pau Brasil passou a fazer parte do grupo Arco-Irís em 2016, com a aquisição de algumas áreas que faziam parte de reflorestamento antigos da árvore Paricá e um antigo seringal. Atualmente, a Fazenda Pau Brasil possui uma área plantada de 2.600 hectares e implementa agricultura de precisão desde as primeiras safras.

Gerson Kyt, produtor da soja da Fazenda Pau Brasil, comenta que o espaço se destaca pelo uso intensivo de técnicas de preservação e regeneração do solo, além da aplicação de insumos biológicos de qualidade. Todas as áreas da fazenda foram convertidas à agricultura, aproveitando a qualidade do solo, caracterizado como Latossolo Amarelo Eutrófico.

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Em meio a desafios, sucesso na produtividade

Foto: Fazenda Pau Brasil

Kyt ressalta a importância de alcançar alta produtividade para garantir resultados operacionais positivos. “Nossa região tem uma localização geográfica privilegiada para logística, mas ainda enfrentamos desafios que precisam ser superados”, afirma. Ele ressalta, também, que melhorias na malha rodoviária, ampliação da capacidade e do fluxo no porto de Itaqui, além do incentivo a novos terminais de embarque de soja na malha ferroviária podem proporcionar ganhos logísticos e redução de custos.

Ele observa que, nos últimos anos, houve uma queda nos preços das commodities agrícolas, mesmo diante de custos de produção elevados. Embora o setor de soja no Brasil tenha alcançado sucesso com o aumento da área plantada e da produtividade, é fundamental manter o equilíbrio entre oferta e demanda. Fatores como o preço de mercado e os prêmios na formação dos preços também são importantes.

“Embora o acesso ao crédito e a simplificação dos processos sejam questões a serem consideradas, a união e o planejamento são essenciais para assegurar um futuro promissor. O setor agrícola tem um papel fundamental para o país, especialmente em momentos desafiadores. Diante das atuais condições de mercado, é crucial que trabalhemos em conjunto para superar os obstáculos e garantir colheitas saudáveis e produtivas”, completa Kyt.

Sobre o evento

Falta pouco para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 24/25, que será realizada pela primeira vez no Maranhão, com entrada gratuita para todos os interessados.

Com o enfileiramento das plantadeiras no campo, o evento também promove discussões sobre gestão e diversificação, rentabilidade das propriedades, a relevância do Matopiba, os impactos climáticos na lavoura e a sustentabilidade na produção do grão.

Nome: Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2024/2025
Data: 11 de outubro, às 9h de Brasília
Local: Fazenda Pau-Brasil, em Açailândia, Maranhão
Transmissão: ao vivo pela TV, pelo site e pelas redes sociais do Canal Rural

Inscreva-se para participar presencialmente!



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de verão na Turquia se mantém estável, apesar de ondas de calor


Turquia enfrenta clima seco e quente em setembro





Foto: Pixabay

De acordo com a edição de setembro do boletim de monitoramento de colheitas JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, a época agrícola de verão de 2024 na Turquia apresentou resultados médios, com poucos eventos climáticos adversos, o que manteve o potencial de rendimento das culturas de verão próximo à média histórica. Apesar de um mês de agosto quente e seco, a colheita seguiu favorável na maior parte do país.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Em agosto, as temperaturas na Anatólia ficaram em linha com a média, com exceção de uma onda de calor entre os dias 18 e 23, que elevou os termômetros acima de 35°C. Esse evento causou estresse térmico em áreas com irrigação limitada, afetando os órgãos de armazenamento das colheitas. Contudo, com a normalização das temperaturas no final do mês e o retorno de leves precipitações, o cenário climático foi mais positivo. Já em setembro, o clima voltou a ser seco e quente, com máximas em torno de 30°C.

Nas regiões mediterrâneas, como Hatay e Adana, as culturas de verão estão em boas condições. Em Adana, o segundo ciclo de produção, iniciado em abril, está se encerrando, enquanto em Hatay o milho do segundo ciclo atingiu a fase de floração. No sudeste, em províncias como Sanliurfa e Mardin, o segundo ciclo de milho ainda está na fase vegetativa, mas o desenvolvimento das plantas se mantém dentro ou acima da média.

As previsões de rendimento para as culturas de verão na Turquia foram ajustadas para cima, mas continuam próximas aos valores médios, indicando que, apesar de condições climáticas desafiadoras, o impacto sobre a produção foi controlado.





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Bahia retoma liderança nacional da produção de cacau



Após 5 anos, a Bahia voltou a ter a maior produção de cacau em amêndoa do país. Em 2023, o estado produziu 139.011 toneladas, em um leve aumento de 0,6% frente ao ano anterior (+860 toneladas).

Com isso, ultrapassou o Pará, cuja produção foi de 138.471 toneladas, registrando queda de 5,2% em relação a 2022.

As informações são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2023), divulgada neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao valor da produção do cacau, a Bahia seguiu na liderança nacional em 2023, com R$ 2,4 bilhões, 16,1% a mais que em 2022 (+R$ 326,6 milhões).

De acordo com o IBGE, apesar de não ter tido a maior safra de cacau do país em 2023, o Pará tinha os três maiores produtores entre os municípios: Medicilândia (44.178 toneladas), Uruará (21.266 t) e Placas (12.788 toneladas).

A Bahia aparecia na sequência, com Ilhéus (8.961 toneladas, 4º maior produtor), Wenceslau Guimarães (8.775 t, 5º maior) e Ibirapitanga (8.655 t, 6º maior produtor).

De acordo com os dados do Valor Bruto Da Produção Agropecuária, calculados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de agosto/2024, divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), relacionado com o preço do cacau, o valor bruto de produção do cacau saiu de 1,9 bilhões em 2023 para uma previsibilidade de 5,4 bilhões em 2024, saindo da sexta posição no ranking estadual das culturas agrícolas para a terceira posição, ficando em primeiro lugar a soja com 14,2 bilhões seguido do algodão com 6 bilhões.


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preços enfraquecem após subir por seis semanas



Após subir por seis semanas consecutivas, o preço do café robusta se enfraqueceu nos últimos dias.

O indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, abriu esta semana à média de R$ 1.509,99/saca de 60 kg, queda de 1,3% frente à da segunda-feira (16) anterior. 

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmam que a baixa esteve atrelada a previsões de chuvas em importantes áreas produtoras de café do Brasil (robusta e arábica), ao real valorizado frente ao dólar e a realizações de lucros em bolsas internacionais. 

Ressaltam que o atual enfraquecimento no valor do robusta pode ser um sinal de que o preço da variedade teria atingido um “limite” no curto prazo. Apesar da recente queda, o contexto mundial de robusta ainda é de oferta limitada e de expectativa de colheita menor no Vietnã.



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Exportação de alimentos atinge recorde de US$ 30,7 bi no 1º semestre, diz Abia



As exportações brasileiras de alimentos cresceram 8,5% e atingiram o recorde de US$ 30,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, revela levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).

Em volume, as vendas externas do setor aumentaram 19,1% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado, somando 37,2 milhões de toneladas. A Abia projeta que as exportações do setor podem alcançar entre US$ 65 bilhões e US$ 68 bilhões no acumulado do ano.

De acordo com a Abia, o crescimento das exportações deve-se, sobretudo, à “forte demanda” por alimentos, impulsionada pelas vendas para os 22 países da Liga Árabe – principal mercado para os alimentos industrializados brasileiros. A comercialização de alimentos do Brasil para a região alcançou US$ 6,2 bilhões de janeiro a junho deste ano, 35,1% acima do apurado no primeiro semestre de 2023, apontou a pesquisa conjuntural semestral da Abia.

“O Brasil, que sempre se destacou como o celeiro do mundo, passou a ser também o supermercado do mundo”, comentou o presidente executivo da Abia, João Dornellas. O Brasil exporta alimentos industrializados para 190 países.

O faturamento total da indústria brasileira no primeiro semestre, considerando exportações e vendas internas, atingiu R$ 586,2 bilhões. O valor é 7,8% superior ao registrado nos primeiros seis meses do ano passado. A expectativa da Abia para este ano é de avanço anual entre 2,5% e 3% das vendas reais de alimentos industrializados, acompanhando a perspectiva de crescimento econômico do Brasil e no cenário global.

Na primeira metade do ano, as vendas de alimentos da indústria para o mercado interno representaram 73% do total, alcançando R$ 441,7 bilhões. A comercialização interna, segundo a Abia, foi impulsionada pelo canal de food service, no qual as vendas subiram 10,3%, atingindo R$ 124,9 bilhões. “O food service continua a se recuperar depois do impacto da pandemia, influenciado pela ampliação do emprego e da renda no país. Essa tendência é um indicativo de que o mercado interno está se fortalecendo e se diversificando”, destacou Dornellas.

O varejo alimentar cresceu 8,2% em valores nominais, para R$ 316,8 bilhões ao fim de junho deste ano. O desempenho positivo, segundo a Abia, deve-se em parte à estabilidade dos preços dos alimentos industrializados, em meio à maior disponibilidade interna dos grãos.

“As intensas chuvas no Rio Grande do Sul afetaram o preço do arroz, porém, não se percebe interferência no abastecimento. Já o café e o cacau, com oferta reduzida no mercado internacional, mantiveram tendência de alta. Os alimentos produzidos pela indústria contribuíram para frear a inflação dos alimentos no primeiro semestre do ano, ponderou a Abia. De acordo com dados entidade, a inflação acumulada para alimentos in natura é de 13,57% nos primeiros seis meses deste ano, contra 1,28% dos alimentos e bebidas industrializados.

A indústria brasileira de alimentos investiu R$ 21,11 bilhões no primeiro semestre deste ano, 8,7% mais ante igual período do ano passado. O aporte foi direcionado para a ampliação e modernização de plantas fabris e para a construção de novas unidades.

A indústria de alimentos processa 61% da produção agropecuária do país.



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Brasil acumula 1,9 milhão de sacas não embarcadas em agosto



O Brasil acumulou em agosto 1,861 milhão de sacas de 60 kg de café não embarcadas, com a continuidade dos elevados índices de atrasos ou alterações de escala dos navios para exportação do produto, de acordo com levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do país (Cecafé). Os associados do conselho são responsáveis por 77% dos embarques totais.

No mês passado, o Brasil conseguiu enviar 3,774 milhões de sacas ao exterior, a um preço médio de US$ 256,55 por saca. Dessa forma, o volume não embarcado em virtude de gargalos logísticos em agosto indica que o país deixou de receber US$ 477,41 milhões em receita cambial, disse o Cecafé.

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Além disso, os exportadores associados tiveram custos extras e imprevistos de R$ 5,364 milhões no mês passado.

De acordo com o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, 69% dos navios, ou 197 de um total de 287 embarcações, tiveram alteração de escalas ou atraso para exportar café nos principais portos do Brasil. O maior prazo de espera foi de 29 dias entre a abertura do primeiro e do último deadline, registrado no Porto de Santos.

O diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, disse em boletim que a entidade vem buscando diálogo com autoridades públicas e privadas para encontrar um caminho que, ao menos, mitigue esses prejuízos ao comércio exportador.

“Esse cenário é reflexo dos congestionamentos portuários e da falta de infraestrutura adequada nos portos brasileiros para atender às demandas crescentes das cargas conteinerizadas destinadas à exportação”, afirmou.

“Nesse sentido, são necessárias a ampliação de investimentos e maior celeridade, urgência, na execução dos projetos existentes e na adoção de novas medidas, pois, apesar dos recordes que o café vem registrando, o potencial dos embarques já está reduzido, como demonstramos com o 1,9 milhão de sacas que estão acumuladas, sem embarque, em agosto.”



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