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Foto: Kadijah Suleiman
De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, o mercado de bovinos em São Paulo segue firme, impulsionado pela redução das escalas de abate e pela oferta mais restrita de animais prontos para o mercado. Esse cenário elevou as cotações do boi gordo e do “boi China”, com um aumento de R$2,00 e R$5,00 por arroba, respectivamente. Enquanto isso, os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis em comparação com o dia anterior.
No Espírito Santo, as escalas de abate curtas, em torno de sete dias, também colocaram pressão de alta no mercado local. Assim como em São Paulo, houve um acréscimo de R$2,00 por arroba para o boi gordo e o “boi China”.
Em Goiás, especificamente na região de Goiânia, a quarta-feira (25/9) começou com uma oferta mais alta de R$2,00 por arroba para os bovinos destinados à exportação. No entanto, no sul do estado, os preços se mantiveram estáveis, sem grandes variações no comparativo diário.
No oeste do Maranhão, o cenário foi diferente para as fêmeas. Com a oferta reduzida, comum nesta época do ano, o preço da vaca e da novilha registrou uma alta significativa de R$5,00 por arroba, refletindo a escassez de animais no mercado local.
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Foto: Divulgação
De acordo com o boletim de monitoramento de colheitas JRC MARS Bulletin, divulgado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, as condições climáticas adversas prejudicaram severamente a produtividade das safras de verão na Romênia. A seca persistente e as ondas de calor que atingiram o país reduziram ainda mais o potencial de rendimento de culturas como milho e girassol, levando a novas revisões negativas nas previsões de produtividade.
As temperaturas, que ficaram entre 1,5°C e 3,5°C acima do normal, tornaram o período de 1º de agosto a 14 de setembro um dos mais quentes já registrados. A falta de chuvas até 9 de setembro, especialmente nas regiões oeste e sul, intensificou o déficit hídrico no solo, mantendo os níveis de umidade criticamente baixos na maior parte do país. Apenas algumas regiões do centro e nordeste receberam chuvas moderadas, mas insuficientes para melhorar as condições de solo.
A colheita de girassol e milho começou de 3 a 4 semanas antes do habitual, impulsionada pelas condições secas e pelo estresse térmico que aceleraram a senescência das plantas. No entanto, chuvas abundantes, registradas em meados de setembro, causaram inundações em áreas ao longo das fronteiras com a Moldávia e a Hungria, além de Sud-Muntenia, agravando os danos às plantações e prejudicando o andamento da colheita.
A previsão de rendimento para as safras foi revisada para baixo, atingindo níveis comparáveis ao severo ano de seca de 2022. Além disso, as fortes chuvas comprometeram a campanha de semeadura de colza, que já vinha sendo afetada pela seca superficial no solo desde agosto. As perdas adicionais ainda estão sendo avaliadas.
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Foto: Pexels
O boletim de setembro do JRC MARS, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, revelou que as altas temperaturas e a falta de chuvas afetaram gravemente a produção das safras de verão na Hungria. O período de seca, que persistiu ao longo de julho e agosto, impactou o enchimento de grãos, reduzindo as expectativas de rendimento. Embora chuvas abundantes tenham sido registradas em setembro, elas chegaram tarde demais para reverter os danos, além de causarem inundações em algumas regiões, complicando ainda mais a colheita.
As condições climáticas extremas durante o verão – com temperaturas entre 2,5 e 4,5 °C acima da média e a ocorrência de até 36 dias consecutivos de calor intenso – tornaram esse o verão mais quente em 33 anos. As áreas mais afetadas foram aquelas no leste do país, onde as safras atingiram a maturidade semanas antes do esperado, diminuindo o tempo para o enchimento completo dos grãos.
Em setembro, o oeste da Hungria recebeu até 130 mm de chuva, enquanto o leste registrou cerca de 70 mm, intensificando o risco de inundações. Com isso, o impacto da seca, seguido pelas chuvas torrenciais, comprometeu ainda mais a produção agrícola, particularmente de milho.
As previsões de rendimento para as safras de verão foram revisadas para níveis inferiores à média dos últimos cinco anos, com a colheita de milho de grãos e outras culturas enfrentando quedas. A campanha de plantio de colza também sofreu atrasos, tanto pela seca no início quanto pelas chuvas excessivas no final do período.
Em pesquisa realizada pelo Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), foi detectado que 91% dos moradores do RS sofrem de ansiedade devido ao estresse causado pelas enchentes ocorridas entre abril e maio deste ano. Burnout e depressão também foram listados no documento, que serve de parâmetro para facilitar o planejamento de ações futuras relacionadas à saúde mental.
A pesquisa serve de alerta também para a população rural do RS, que perdeu produções inteiras, animais e perfis de solo que demoraram décadas para se formar. Prejuízos que começam a ser contabilizados após cerca de 90 dias da catástrofe, já que algumas localidades ainda estão com acesso dificultado. Uma jornada que se inicia sem a definição clara de políticas públicas para direcionar esse retorno, criando assim um limbo de expectativas e frustrações.
Essa incerteza resultou no movimento SOS RS, iniciativa pública representativa que visa dar apoio jurídico, psicológico, social e político a milhares de produtores que tiveram suas propriedades destruídas pela força das águas. Grazi Camargo, produtora rural e uma das organizadoras do evento, comenta que o grupo se tornou um pilar de apoio diante desse cenário tão desafiador.
“Já se passaram três meses com quase nenhum apoio governamental. O que tivemos até o momento foi uma prorrogação dos pagamentos de safra e de custeio, que venceram em 30 de maio e 20 de julho, respectivamente. Alguns bancos aceitaram adiar esse pagamento para 15 de agosto, com acréscimo de juros do período em atraso. Esse prazo é inviável pois não houve tempo hábil para as pessoas se recuperarem ou até mesmo reiniciarem suas atividades”, comenta.
Em resposta ao anseio popular, uma Medida Provisória foi publicada no primeiro dia de agosto. Porém, o retorno não agradou o setor e pouco explica sobre como os inúmeros problemas econômicos do Estado serão solucionados.
“Estamos em um cenário pós-guerra e pedimos urgência. Nossa grande preocupação é sobre como a dívida rural, que é gigantesca, será solucionada. Enquanto não tivermos uma posição clara sobre isso, nossa próxima safra corre risco e, pior ainda, gera problemas psicológicos na sociedade”, argumenta Grazi.
A saúde mental é um assunto considerado tabu por parte da população brasileira e a situação se agrava no ambiente rural, já que muitas vezes os agricultores cumprem uma jornada de trabalho solitária e alheia aos tratamentos terapêuticos. Izabela Inforzato, consultora de recursos humanos, vem de uma família de produtores rurais e se especializou no atendimento de profissionais agropecuários. Dentro dessa expertise, normalmente o processo terapêutico busca encontrar uma linha de equilíbrio entre as equipes que trabalham no campo e os administradores das propriedades.
“A situação do RS extrapola isso por afetar todos os envolvidos na produção ao mesmo tempo, o que exige acompanhamento diferenciado. Essas pessoas precisam resgatar sua essência e reencontrar suas raízes, já que muitos aprenderam a trabalhar no seio familiar. A partir disso, direcionar essas capacidades no que mais gostam de fazer e assim ter um caminho para recomeçar”, orienta.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar-RS), em parceria com o Sistema CNA/SENAR, lançou o programa “Telessaúde no Campo”, que fornece atendimento médico e apoio psicológico aos trabalhadores rurais e seus familiares, residentes dos municípios decretados em calamidade pública e emergência. Para agendar consultas, é necessário ligar para o número 0800 941 546.
“Na nossa última manifestação, levamos uma psicóloga para abordar esse tema. Ouvimos relatos graves, de pessoas que estão feridas por dentro, mas que não levam mais essas preocupações para seus familiares. Essas pessoas buscam voltar às suas atividades, mas para isso é preciso ter recurso financeiro. Não dá para reconstruir o que foi perdido sem capital e é isso que estamos cobrando constantemente do governo”, reitera Grazi.
HISTÓRIAS DE UM RS EM CONSTRUÇÃO
Bibiana Terra Barbosa – Produtora Rural
Sou produtora rural de Palmares do Sul, no litoral norte do RS, e tenho duas propriedades. Nossa sede, que fica entre duas lagoas, foi a mais afetada pelas cheias e ficou 100% impactada. Já vivemos outras enchentes, então sabíamos o que fazer, mas dessa vez foi um nível jamais visto. Nossos galpões de produtos, máquinas, peças, tudo encheu de água. Consegui sair com meus filhos antes da situação ficar crítica, mas meu irmão e meu marido ficaram no local, na tentativa de inibir roubos.
No entanto, a água continuou subindo e eles saíram do local, deixando a propriedade abandonada por cerca de um mês. Só conseguimos entrar de carro recentemente e começamos a mensurar os danos e realizar a limpeza. É muito lodo, fedor e muita coisa estragada. Um prejuízo enorme e uma grande devastação, sendo que na lavoura perdemos nossos canais de irrigação e ainda não sabemos como será a safra de arroz, pois não há estrutura para o plantio.
Meus silos foram afetados pela falta de energia e isso comprometeu a qualidade do arroz armazenado. Não sei nem o que conseguirei vender, já que uma parte pode ter apodrecido ou amarelado. Os animais também foram muito afetados e tivemos que improvisar áreas para eles ficarem, estando sem pastagens.
Teremos muitos detalhes para consertar o trabalho de uma vida inteira, ou seja, não conseguiremos nos organizar o suficiente até o dia 15. Em condições normais, nessa mesma época eu já estaria com todo meu planejamento pronto, com custeios feitos e insumos negociados. No entanto, não tenho nada disso em mãos e não sei nem como serão feitas as minhas vendas ou o valor que irei receber pela minha produção.
Precisa ser um planejamento de longo prazo. Enquanto isso, fico pensando na questão da negociação, esperando para tomar uma decisão sobre a nova safra, mas ao mesmo tempo tenho que pensar em como vender os produtos e fazer o máximo de esforço para manter toda a equipe.
O produtor rural sabe que precisa ser resiliente, no entanto estamos desamparados e ninguém dorme direito com essas preocupações. Não temos medo do trabalho da reconstrução, o que incomoda é a falta de uma resposta definitiva, de uma ação governamental além do discurso bonito.
Carolina Neves Palmeiro e Joaquim Rodrigues de Freitas – Produtores Rurais
Carolina: Moramos em Pelotas, cuja zona urbana não foi tão atingida quanto outras cidades. Tivemos tempo para evacuar, mas no campo não teve o que fazer e algumas áreas estão alagadas até agora, com o gado sem ter o que comer. Recentemente fomos até Brasília e parece que as pessoas acham que o problema já acabou. Pelo contrário, os problemas estão apenas começando e a devastação econômica está presente em todo o Estado.
Todo mundo está desmotivado, sem saber o que fazer. Queremos honrar nossas dívidas, mas para isso precisamos ter a capacidade de nos reerguer e até agora não vejo condições para isso acontecer. Não bastasse isso, além das condições climáticas severas, as pressões por pragas e doenças estão cada vez mais intensas. Se não houver uma movimentação forte e eficiente sobre isso, ficaremos muito vulneráveis a essas condições adversas.
Joaquim: O sul vem de três anos de seca e muita gente já enfrenta problemas para continuar na atividade. Este ano era para ser de recuperação, mas acabamos perdendo tudo mais uma vez. Nossa perda de lavoura foi de praticamente 100%, então estamos muito apreensivos pois muitas famílias dependem dessa produção para se sustentar.
Esperamos um pronunciamento do governo, que até agora não trouxe boas perspectivas, e estou assustado pois não tenho como atender meus compromissos. Nem mesmo o gado, que sempre teve liquidez, está com poucas vendas. Estamos à deriva e com muito medo pela sociedade como um todo, já que, se não houver negociação, haverá uma quebradeira generalizada. Já passei por outras crises, mas essa vai demorar muito tempo para se recuperar. Se não houver apoio e forma de viabilizar, vai ser bem complicado.
Luise Jardim Pedó – Advogada
É uma situação muito delicada e de abandono, principalmente para os pequenos produtores e para a agricultura familiar, que é a maior característica produtiva do RS. O produtor é mais familiar e parece até um contrassenso, pois o atual governo levantou a bandeira da agricultura familiar, mas é justamente esse produtor que está mais abandonado neste momento.
Tem agricultores com essa característica que não têm como plantar ou planejar a próxima safra. São pessoas que já sofreram com dois, três anos de seca e que agora passam por essa situação de alagamentos. Mesmo em cidades em que a situação de calamidade não foi decretada temos problemas, pois a soja apodreceu na lavoura e esses casos não fazem parte da prorrogação do dia 15 de agosto.
A orientação que tenho dado é para que meus clientes façam o pedido de prorrogação conforme o manual de crédito rural, que prevê essa condição para caso de perda de safra comprovado por laudo técnico realizado antes do vencimento. Porém, nem todos os produtores estão conseguindo realizar esse laudo por ser muito criterioso e por exigir capacidade financeira para pagar o recurso a longo prazo. Pode ser que muitos desses pedidos sejam indeferidos, pois muitos agricultores não sabem nem quais serão as condições de plantio e isso vai virar um problema social muito grande.
Além disso, os pequenos agricultores não têm assistência jurídica ou organização administrativa. É diferente de produtores mais capitalizados, que possuem a capacidade de negociar soja, mesmo que avariada, para ter um capital de giro. Para aqueles que têm menos de 100 hectares, a margem fica muito apertada, com cerca de R$ 5 mil de lucro por mês e poucos recursos para superar crises. Esses estão com uma dívida muito alta e apenas esse lucro mensal não fica viável para realizar o pagamento, são necessários outros recursos para dar maior segurança a esses agricultores.
Dou como exemplo a história do meu pai, que sempre foi produtor rural, desde muito jovem. Ele buscou uma formação como agrônomo para sair de um contexto social muito humilde e acreditava que estudar era o caminho para o sucesso. Ele se formou como agrônomo e mudou o contexto social dele, pois teve a oportunidade de trabalhar como responsável técnico de uma grande lavoura de arroz.
A partir dessa experiência, ele resolveu arriscar produzir por conta própria. Para isso, minha família vendeu o único imóvel que tinha e deu entrada em uma área arrendada. Porém, a pessoa que comprou o imóvel não fez o pagamento total e isso foi um baque. Meu pai teve que cuidar da lavoura como podia, chegou a pulverizar essa área a pé, utilizando um costal.
Apesar das dificuldades, a lavoura dele rendeu bem e isso deu a oportunidade para ele deslanchar na produção. Até que em 2004 houve uma enchente em que perdemos muita coisa para a inundação. Não por acaso, naquele ano entrou arroz do Uruguai no país, algo muito parecido com o que tentaram fazer recentemente. Esse arroz veio mais barato, pois os custos de produção no Uruguai são menores e isso fez com que o mercado regulasse os preços para baixo.
Ele tentou armazenar arroz, pensando que a situação fosse melhorar, mas acabou vendendo a um preço muito pior e não conseguiu pagar os custos da safra. Além disso, ele era avalista de um vizinho, que também não conseguiu pagar as contas. Esse vizinho nunca conseguiu se recuperar do prejuízo e meu pai demorou 20 anos para quitar essa dívida como avalista.
Por insistência e ajuda de um amigo, ele atuou como consultor para áreas de arroz e soja em terras baixas. Abriu sua própria empresa e conseguiu se estabilizar. Minha formação em direito agrário nasceu dessa história e isso me forjou para ter uma compreensão da situação atual. Meu pai demorou 20 anos de reestruturação, com alguns traumas que ele leva até hoje, como o receio de voltar a plantar. Fico pensando nos produtores nesse momento, já que nem todos conseguiram ter uma formação como a de meu pai e dependem exclusivamente de suas lavouras. Me preocupa quanto tempo essas pessoas levarão para retomar o controle de suas vidas.
O mercado de boi gordo abriu a semana em alta, impulsionado por escalas de abate mais curtas e ofertas limitadas. Os pecuaristas conseguiram negociar melhores valores para todas as categorias de bovinos destinados ao abate, com exceção do “boi China”, que manteve sua cotação estável. A arroba do boi gordo teve uma valorização de R$ 3,00, enquanto as fêmeas registraram um aumento de R$ 5,00/@.
Na região Noroeste do Paraná, o cenário também foi de alta generalizada, com os preços subindo R$ 5,00/@ em todas as categorias. As escalas de abate na região variam entre cinco e sete dias, destacando o aumento do preço do “boi China”, que também subiu R$ 5,00/@.
Já no Oeste do Maranhão, a valorização foi mais moderada, com o boi gordo subindo R$ 2,00/@ devido às ofertas razoáveis e escalas reduzidas. As demais categorias, no entanto, permaneceram estáveis. O curto prazo deve trazer estabilidade nos preços, mas a falta de chuvas e o avanço dos incêndios estão pressionando os produtores a retirar seus animais dos pastos.
No cenário das exportações, o desempenho da carne bovina in natura segue firme. Até a terceira semana de setembro, o Brasil exportou 185,5 mil toneladas, com uma média diária de 12,4 mil toneladas, um crescimento de 26,8% em relação ao mesmo período de 2023. O preço médio por tonelada, entretanto, sofreu uma queda de 1,3%, ficando em US$ 4,4 mil/t. Apesar disso, o aumento no volume exportado fez com que o faturamento crescesse 25,2% no período.
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De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio da safra 24/25 de algodão foi estimado em R$ 9.801,76 por hectare, representando uma leve queda de 0,11% em relação à estimativa de julho de 2024. O estudo do projeto Acapa-MT também apresentou os valores do Custo Operacional Efetivo (COE), Custo Operacional Total (COT) e Custo Total (CT), que ficaram em R$ 13.301,91/ha, R$ 14.230,91/ha e R$ 15.867,21/ha, respectivamente.
Para que o cotonicultor consiga cobrir esses custos com base na produtividade média da safra 23/24, de 120,94 @/ha de pluma, o preço mínimo necessário de comercialização seria de R$ 109,98/@ para o COE, R$ 117,67/@ para o COT e R$ 131,19/@ para o CT. Atualmente, o preço médio ponderado da comercialização da safra 24/25 até agosto é de R$ 131,69/@, o que cobre todos os custos de produção até o momento.
No entanto, apenas 21,84% da produção estimada para o ciclo foi comercializada até agosto, um atraso de 19,79 pontos percentuais em relação à média histórica. Esse ritmo mais lento na comercialização preocupa os produtores, que enfrentam incertezas sobre a evolução dos preços do algodão no mercado futuro.
Discussão sobre a legislação referente à edição gênica e à transgenia foi um dos principais assuntos no Congresso Brasileiro de Sementes
Durante sua palestra no XXII Congresso Brasileiro de Sementes, realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), a pesquisadora da Embrapa Soja, Liliane Mertz Henning, apresentou os avanços da biotecnologia, com destaque para o uso da edição gênica via CRISPR.
Um dos principais pontos levantados por Liliane foi a discussão sobre a legislação referente à edição gênica. Ela explicou que a comunidade acadêmica internacional tem debatido a necessidade de uma legislação que diferencie claramente essa técnica da transgenia. A justificativa é que, se não houver introdução de DNA de outras espécies, as modificações poderiam ser consideradas naturais, equivalentes ao que ocorreria por cruzamentos convencionais.
Esse conceito tem ganhado espaço em diversos países, como Estados Unidos, Japão e na América Latina. “Na Europa, embora as modificações genéticas inicialmente fossem categorizadas como transgênicas, a legislação foi revisada, criando uma nova categoria chamada conventional-like. Já na China, que investe fortemente em biotecnologia, ainda não há uma posição clara, apesar de ser responsável por grande parte das publicações na área”, afirmou Liliane.
Na Embrapa Soja, a tecnologia CRISPR tem sido aplicada no desenvolvimento de sementes tolerantes à seca. Inicialmente, esse trabalho foi realizado por meio da transgenia, utilizando genes da planta modelo Arabidopsis thaliana. “Existe uma similaridade genética entre essa planta e a soja. Assim, buscamos esses genes e aumentamos sua produção por meio da edição gênica, sem a necessidade de introduzir genes de outras espécies”, explicou Liliane.
A meta é alterar quatro genes relacionados à tolerância à seca; dois já foram modificados e os testes de campo devem ocorrer em breve. Se os resultados forem positivos, Liliane estima que o produto estará disponível comercialmente em cerca de cinco anos.
Os avanços da pesquisa não param aí. A Embrapa Soja vem utilizando outra ferramenta que não é a edição gênica: o RNA de interferência (RNAi) tem sido bastante usado nos últimos anos no combate plantas invasoras, ervas daninhas.
“Uma das grandes barreiras era estabilizar o RNAi, mas no ano passado os Estados Unidos conseguiram estabilizar a molécula e lançaram um inseticida à base dessa técnica para controle de pragas agrícolas”, comentou Liliane. Diferentemente da edição gênica, que altera o DNA da planta, o RNAi não modifica o DNA, mas bloqueia a produção de determinadas proteínas essenciais para a sobrevivência das pragas. “É como um inseticida biológico que não altera a base genética da planta”, explicou.
Liliane também destacou que a biotecnologia CRISPR está em constante crescimento, oferecendo um potencial ainda inexplorado. Enquanto a transgenia se focou em características agronômicas, como resistência a herbicidas e pragas, a CRISPR amplia as possibilidades para melhorias nutricionais e adaptação às mudanças climáticas.
“Embora a maior parte da área cultivada seja com transgênicos, não se desenvolveu muita coisa voltada para qualidade. As tecnologias anteriores, como a transgenia, focaram principalmente em características que ofereciam retorno financeiro imediato, o que limitou o desenvolvimento de melhorias nutricionais ou de adaptação às mudanças climáticas”, observa a pesquisadora.
Liliane Mertz Henning também ressaltou a importância de discutir a remuneração pelo uso dessas tecnologias e argumentou que essa questão deve avançar no contexto da lei de proteção de cultivares e outras regulamentações, para que as novas biotecnologias possam capturar valor no mercado. Ela apontou, ainda, que o sucesso dessas inovações dependerá de ajustes regulatórios e de um modelo de negócios que torne as novas características economicamente atrativas para os produtores.
A colheita do algodão na Bahia referente à safra 2023/2024 foi oficialmente encerrada na última quinta-feira (19). A área total plantada no estado foi de 345.431 hectares, sendo 247.609 hectares em regime de sequeiro e 97.821hectares em áreas irrigadas.
Iniciada em maio, a colheita concentrou-se principalmente na região Oeste, responsável por 98% da área plantada, com 339.721 hectares.
Por outro lado, a região Sudoeste do estado contribuiu com 5.710 hectares, majoritariamente em áreas de sequeiro.
As informações são da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), divulgadas nesta quarta-feira (25).
Ao final da colheita, a produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, levemente inferior às 330,8 arrobas por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, considerando os imprevistos climáticos enfrentados pelos produtores.
Luiz Carlos Bergamaschi, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), detalhou as dificuldades e os resultados alcançados.
“No início da semeadura, enfrentamos chuvas irregulares devido ao fenômeno El Niño, o que trouxe incertezas. Contudo, com a regularização das chuvas nos meses seguintes, o desenvolvimento da cultura foi favorecido. Nossa expectativa inicial era de 312 arrobas por hectare nas áreas de sequeiro, mas alcançamos 316 arrobas por hectare, além de 348 arrobas por hectare nas áreas irrigadas”, disse Bergamaschi.
De acordo com Bergamaschi, esses resultados são frutos das boas práticas adotadas pelos produtores, garantindo a qualidade do algodão baiano.
Crescimento em área
A Abapa informou ainda que a região Oeste registrou um aumento de 10,7% na área plantada em relação à safra anterior, que somou 312,5 mil hectares.
Para a próxima safra, 2024/2025, espera-se um crescimento de 10,5%, atingindo 380 mil hectares plantados.
Do total da fibra colhida nesta safra, cerca de 75% já passou pelo beneficiamento, e aproximadamente 70% já foi analisada no Centro de Análise de Fibras da Abapa.
Manejo adequado
Com o fim da colheita, os produtores agora se concentram nas atividades da entressafra, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
O período de vazio sanitário, que começou em 20 de setembro e vai até 20 de novembro, exige a eliminação de restos culturais e plantas tigueras nas áreas de rotação com algodão, soja, milho e outras culturas.
Segundo a Abapa, essas medidas são essenciais para o controle do bicudo-do-algodoeiro, uma das principais pragas da cultura.
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Foto: Leonardo Gottems
Segundo informações da Grão Direto, o mercado de soja está enfrentando um período de volatilidade reduzida, com os preços encontrando suporte em Chicago após uma sequência de baixas. Na última semana, o contrato de soja para novembro de 2024 encerrou cotado a US$ 10,13 o bushel, uma alta de 0,70%, enquanto o dólar registrou queda de 0,90%, fechando a R$ 5,52. No Brasil, o cenário foi misto, com o mercado físico reagindo ao comportamento dos mercados internacionais e à oscilação da moeda americana.
A perspectiva para a próxima semana gira em torno das projeções climáticas e do comportamento da safra na Argentina. A Bolsa de Cereales argentina estimou uma safra de 55 milhões de toneladas de soja para 2025, o que pode pressionar os prêmios da safra brasileira. Além disso, o clima no Brasil está sob atenção, com chuvas esperadas para o centro-oeste e o norte nas próximas semanas, fator decisivo para o plantio.
Com a demanda chinesa por farelo de soja abaixo do esperado, especialmente pela menor criação de suínos, o mercado deve seguir em baixa volatilidade nos próximos dias, aguardando definições sobre o clima e a demanda global.
As tendências indicam que o foco do mercado será a chegada das chuvas, que podem alterar as expectativas de produção, além de monitorar as movimentações cambiais e a demanda externa.
Quando falamos de preços de suplementos minerais, insumo essencial para a nutrição de bovinos a pasto, as discussões são sempre acaloradas. Mas será que estamos realmente fazendo comparações justas? Será que estamos olhando para diferentes prismas sobre esse assunto ou estamos comprando “gato por lebre”?
A expressão significa receber algo com qualidade inferior ao esperado. O cliente, quase sempre por fruto da sua inexperiência em identificar o que está adquirindo ou má assessoria, pode ser levado a cometer equívocos.
Dessa forma, a escolha dos suplementos exige conhecimento global, levando em consideração a composição do produto, a formulação equilibrada, os níveis de garantia, os custos da ingestão diária e aspectos fundamentais, como biodisponibilidade da matéria-prima utilizada para a fabricação da mistura mineral, garantindo assim o desempenho desejado: saúde do rebanho e melhor rentabilidade das operações pecuárias. Discorreremos neste texto sobre os principais tópicos a serem considerados para comparar “maçãs com maçãs”.
A base da nutrição bovina e a suplementação mineral
O rebanho brasileiro, estimado em 197,2 milhões de animais, é o maior rebanho comercial do mundo. Mais de 90% da atividade pecuária baseia-se no sistema de produção a pasto, que é amplamente favorecida pelo clima tropical predominante no país. Contudo, na sua imensa maioria, nossos solos são pobres em minerais como fósforo, zinco e cobre.
Os desequilíbrios minerais ou a submineralização dos rebanhos são responsáveis pela baixa produtividade pecuária, seja no âmbito produtivo e reprodutivo, como ganho médio diário, baixa produção de leite, baixa fertilidade; seja no âmbito da saúde propriamente dita, com impacto no crescimento e na formação óssea, fraturas, abortos e queda da resistência imunológica.
Dessa forma, a suplementação mineral de boa qualidade é primordial, mesmo em pastagens bem manejadas ou na época das águas, pois, normalmente, a alimentação fornecida não é suficiente para atender a todas as exigências dos animais, e as deficiências dessa categoria causam anormalidades fisiológicas e/ou estruturais.
Dentre os minerais que devem ser suplementados, o fósforo é essencial pela importância das funções que desempenha no organismo animal. É o mineral com maior número de funções descritas. Imprescindível para a formação dos ossos e dentes, ele atua no controle da ingestão da matéria seca, na multiplicação das bactérias do rúmen, além de ser fundamental para a reprodução dos bovinos.
A suplementação via fosfatos de boa procedência na mistura mineral é indispensável por ser importantíssimo na nutrição animal, além de ter relevância na composição do preço dos suplementos mais utilizados no Brasil, como os da linha branca. Quando consideramos um sal com 8% de fósforo em sua composição (sal 80), essa matéria-prima pode representar acima de 70% do custo do produto. Por esse aspecto citado, é possível perceber que não há milagres. Quando na comparação entre dois suplementos com mesmo percentual de fósforo, um deles apresenta-se 20%, 30% mais barato, deve-se investigar a procedência e atentar para a qualidade do produto.
Como separar o joio do trigo?
As empresas idôneas do mercado, responsáveis pela fabricação de suplementos minerais para bovinos, seguem rigorosos padrões de legislações específicas, adotam boas práticas, são criteriosas na qualificação de fornecedores e na seleção das matérias-primas, considerando padrões mínimos que assegurem a qualidade, conformidade, inocuidade dos ingredientes e a segurança dos alimentos ao longo da cadeia.
Essa boa prática envolve a escolha de fontes minerais de alta pureza e biodisponibilidade, levando em consideração a origem da rocha fosfática, o processo de fabricação, a forma química em que o elemento está presente, a solubilidade em ácido cítrico 2% e o teor de elementos indesejáveis.
O fosfato bicálcico é obtido através da reação de uma fonte de cálcio (cal ou calcário) com o ácido ortofosfórico. Dos três tipos de rochas possíveis de se extrair o concentrado fosfático – ígneas, metamórficas e sedimentares -, as primeiras são as que apresentam maior pureza em sua formação: são rochas provenientes da solidificação do magma, massa incandescente que existe no interior dos vulcões e que são lançadas para fora. As rochas magmáticas são muito duras, formam grandes blocos e não contêm fósseis (restos de animais e vegetais). Por essas características, elas possuem os menores teores de flúor e outros metais indesejáveis (cádmio, arsênio, chumbo, mercúrio).
Os produtos da Linha Foscálcio são formulados a partir de ácido fosfórico feed grade e carbonato de cálcio, oriundos de rochas ígneas, que contêm os menores teores de elementos indesejáveis.
Representação esquemática do processo de produção dos produtos Foscálcio.
Fontes de fósforo de origem duvidosa, que possam conter altos teores de flúor, elementos indesejáveis e contaminantes, dioxinas e furanos têm seu uso proibido na nutrição animal.
A portaria 359, de 9 de julho de 2021 (Mapa), estabelece a relação fósforo/flúor mínima de 100/1, ou seja, as fontes de fósforo devem ter no máximo 1% de flúor em sua composição. O excesso pode ocasionar fluorose, que pode causar problemas, como a má mineralização óssea, fraturas, anomalias dentárias, manqueiras e a diminuição do apetite. Já os suplementos de pronto uso devem atender o limite máximo de dois mil miligramas de flúor por quilograma de produto (IN 12 /2004, Mapa).
Os produtos da Linha Foscálcio, melhor e mais pura fonte de fósforo (P) e cálcio (Ca) para a nutrição animal, contribuem para os melhores índices produtivos e reprodutivos do rebanho. A produção é verticalizada, ou seja, todas as matérias-primas necessárias para a produção são oriundas da mina, o que assegura a qualidade em todas as fases do processo, atendendo aos mais rigorosos requisitos de controle de qualidade, nacionais e internacionais. Os produtos são diariamente analisados para determinar seus níveis de garantia e assegurar um ingrediente seguro para o mercado consumidor.
Teores de cádmio, arsênio, chumbo e mercúrio são constantemente monitorados, considerando parâmetros de normativas internacionais da União Europeia, que estabeleceu os níveis máximos para as substâncias indesejáveis por meio dos regulamentos 1275/2013 de 6/12/2013 e 2019/1869 de 7/11/2019 sobre os ingredientes e produtos acabados para animais, visando manter uma fisiologia animal saudável e sem risco de contaminação de seus produtos para consumo humano.
Biodisponibilidade
Mais importante que o percentual do nutriente presente no alimento ou o preço por kg da fonte de fósforo, é considerar sua biodisponibilidade, pois de nada adianta termos o elemento presente se o mesmo não refletirá em melhores índices produtivos, correndo-se o risco de “o barato custar caro”.
As fontes minerais de fósforo podem apresentar de 30% a 90% de biodisponibilidade, dependendo da sua origem (ígneas, metamórficas e sedimentares), do processamento industrial (controle de temperatura, uso de diferentes fontes de cálcio) e da forma molecular (monocálcico, bicálcico ou tricálcico).
Quando falamos em contaminação das fontes de P pelos elementos indesejáveis, temos que o alumínio e o ferro podem complexar o fósforo, reduzindo sua disponibilidade. O excesso de chumbo e cádmio nos fosfatos podem levar a uma menor absorção do fósforo por serem antagônicos ao mesmo, diminuindo sua absorção e podendo causar alterações no sistema reprodutivo dos bovinos, como o abortamento e baixa absorção de cálcio. Além de menor desempenho, os contaminantes também representam um risco à saúde animal e humana, uma vez que essas substâncias podem se propagar na cadeia alimentar via contaminação de carne, miúdos e leite dos animais que, consequentemente, serão consumidos por todos nós.
No processo de fabricação de fosfatos, temperaturas acima das recomendadas podem levar à formação de pirofosfato (resultado de aquecimento brando) e metafosfato (resultado de aquecimento forte). Essas duas formas apresentam biodisponibilidade inferior ao fosfato bicálcico e, por isso, a avaliação dos fosfatos pelo método da solubilidade em ácido cítrico 2% é tão importante e essencial para avaliarmos a qualidade da matéria-prima utilizada. Nesses dois casos, a solubilidade fica abaixo de 80%.
Os produtos da Linha Foscálcio são produzidos com calcário, ou seja, são estáveis e seguros. O uso dessa fonte de cálcio inibe a formação de fósforo insolúvel, o que aumenta a absorção dos minerais e, consequentemente, a performance dos animais.
Outro ponto a ser considerado na avaliação da biodisponibilidade das fontes inorgânicas de fósforo é a solubilidade em água. Essa análise realizada em laboratório fornece informações sobre as proporções da composição molecular dos fosfatos, seja ela monocálcica, bicálcica ou tricálcica. Quanto maior o valor de solubilidade em água encontrado, maior a proporção monocálcica, o que se traduz em maior digestibilidade do nutriente.
Contudo, é preciso lembrar que a forma monocálcica contém em sua composição a maior quantidade de fontes de hidrogênio e, apesar de ser altamente biodisponível, é muito pouco estável, não sendo recomendada para uso em linha branca. A forma bicálcica é a mais utilizada no Brasil, por possuir estabilidade nas misturas minerais com teor de biodisponibilidade de 75% a 90%, dependendo das matérias-primas utilizadas e do processamento. Na forma tricálcica, não há nenhuma fonte de hidrogênio e, dessa forma, é muito estável e não causa empedramento, porém tem baixa biodisponibilidade (30% a 60%). Um exemplo dessa fonte de fósforo são as farinhas de ossos calcinadas.
Isso posto, a Linha Foscálcio possui o perfeito equilíbrio entre fosfatos mono e bicálcico, proporcionando maior estabilidade e biodisponibilidade para a linha de nutrição animal. Em um estudo conduzido pelo professor Fernando Leonel em São João Del Rey (MG), comparou-se diferentes fosfatos disponíveis no mercado para a suplementação de bovinos de corte e sua correlação com o consumo da matéria seca (CMS) e digestibilidade da matéria seca ingerida (DMS).
Dentre os quatro produtos testados, os animais que receberam Foscálcio 19® Microgranulado apresentaram um CMS quase 10% superior aos demais tratamentos. O valor encontrado para a DMS, quando do uso de Foscálcio 19® Microgranulado foi de 53%, valor superior aos 48% ou menos dos demais produtos testados.
Esses resultados podem ser explicados pela proporção de fosfato monocálcico presente no Foscálcio 19® Microgranulado, que é mais disponível no rúmen. Dessa forma, a multiplicação de microrganismos celulolíticos é maximizada.
Por serem responsáveis pela fermentação e absorção da fibra do pasto, microrganismos em maior número tendem a aumentar o consumo de pastagem pelo aumento da taxa de passagem do alimento.
Com um maior ataque à fibra ingerida, otimiza-se o uso e a absorção dos nutrientes, impactando diretamente a digestibilidade da matéria seca da dieta e favorecendo o maior desempenho animal.
Escolha consciente
Em um setor cada vez mais competitivo e tecnológico, a informação é uma ferramenta poderosa.
Apesar de não haver “receita de bolo” para a nutrição animal, ao entender a importância da qualidade da matéria-prima nos suplementos minerais para bovinos, os produtores estão não apenas investindo na saúde de seu rebanho, como também na sustentabilidade e na rentabilidade de suas operações pecuárias a longo prazo.
Optar por fornecedores que valorizam a transparência, a rastreabilidade e a excelência desde a origem dos minerais até o produto final é essencial ao considerar adquirir um suplemento mineral. Lembre-se: nem sempre o menor preço é o melhor preço!
A Mosaic é considerada a maior produtora de fosfato bicálcico da América Latina e opera em uma linha de produção verticalizada. Possui unidades em Cajati (SP) e Uberaba (MG), ambas com certificação ISO 9001 e selo IBD para produção orgânica. Os produtos para nutrição animal da Mosaic são elaborados seguindo os mais rigorosos padrões de uma empresa reconhecida mundialmente pela sua excelência, que contribui para o crescimento da pecuária brasileira, fortalecendo o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a missão de ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa.
*especialista em desenvolvimento de mercado da Mosaic