O Indicador do boi gordo Cepea/B3 acumula forte alta de 10,55% em setembro (até o dia 24), atingindo R$ 265,05 nessa terça-feira (24).
No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne com osso também registram aumentos ao longo do mês na casa de 10%.
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Segundo pesquisadores do Cepea, as escalas de abate estão relativamente curtas tanto em São Paulo quanto em outros estados. Em vários casos, o agendamento se dá para a própria semana – em até cinco dias, mesmo em frigoríficos de grande porte.
Uma ou outra empresa está com a escala mais abastecida por contratos com confinadores, ainda conforme pesquisadores do Cepea.
Pela sétima vez seguida os preços da indústria nacional registraram crescimento, com ganho de 0,61% em agosto de 2024 frente a julho último. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), assim, acumula alta de 6,42% em 12 meses, enquanto o acumulado no ano ficou em 4,76%. Em agosto de 2023, a taxa mensal havia sido de 0,75%.
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Em agosto de 2024, 18 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral. Em julho deste ano, 21 atividades haviam apresentado maiores preços médios em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo IBGE.
Após um período com registros negativos, o IPP em 2024 chega ao seu sétimo resultado positivo seguido. O crescimento verificado em agosto foi um pouco menor do que o de julho, com destaque para os aumentos de preços nos setores de alimentos e outros produtos químicos. Por outro lado, a variação negativa obtida pela atividade de indústrias extrativas ajudou a conter o quadro inflacionário na indústria, explica Alexandre Brandão, gerente do IPP. As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de agosto foram alimentos (0,32 p.p.), indústrias extrativas (-0,25 p.p.), outros produtos químicos (0,19 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,12 p.p.).
Em termos de variação, indústrias extrativas (-5,06%), impressão (2,85%), outros produtos químicos (2,42%) e móveis (2,04%) foram os destaques em agosto.
O setor de alimentos (1,33%) mostrou variação positiva pelo quinto mês seguido. O acumulado no ano está em 3,42%, diferente do que foi observado em agosto de 2023, quando a variação acumulada atingiu -6,14%. Já em relação à variação acumulada em 12 meses, o resultado de 7,10% registrado em agosto de 2024 é o maior desde outubro de 2022 (8,15%). Esse desempenho da indústria de alimentos pode ser explicado pela alta de preços da carne bovina, em decorrência de problemas na oferta do produto e uma melhora da renda da população, que por sua vez acarreta um aumento da demanda por carne. Também houve crescimento da demanda por arroz. Já o preço do café, que vem subindo há algum tempo, se deve à conjuntura internacional, com sérios problemas na produção do Vietnã que desestabilizaram a oferta no mundo todo, acrescenta Alexandre.
Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Pelo quarto pregão seguido, o mercado registra ganhos. A oleaginosa é impulsionada por novas preocupações em relação às condições de seca que atrasaram o início do plantio de soja no Brasil, o maior produtor mundial. A previsão de chuvas “escassas” nas próximas duas semanas em Mato Grosso, principal estado produtor do grão do país, contribui para o avanço dos preços.
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Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,58 3/4 por bushel, alta de 5,50 centavos de dólar, ou 0,52%, em relação ao fechamento anterior.
Ontem (25), a soja fechou com preços significativamente mais altos. Após realizar lucros durante a manhã, o mercado reverteu para o território positivo. Apesar de chuvas benéficas no Sul do Brasil, a parte central segue com precipitações escassas, que atrasam o plantio da soja. Além disso, seguem dúvidas sobre o potencial produtivo norte-americano.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com alta de 11,00 centavos de dólar por bushel ou 1,05%, a US$ 10,53 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2025 teve cotação de US$ 10,71 3/4 por bushel, com avanço de 11,25 centavos ou 1,06%.
A frente fria que avança pelo Sul do país também começa a atingir outras áreas do país, levando chuva com raios e trovões. No Sudeste, destaque para o tempo seco. Veja a previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo para esta quinta-feira (26).
Sul
Na quinta-feira, a frente fria avança e espalha chuva pelos estados de Santa Catarina e do Paraná. No Rio Grande do Sul, a condição de chuva a qualquer momento se mantém.
Sudeste
Algumas instabilidades causam chuva isolada no litoral sul de São Paulo, mas sem intensidade. Nas demais regiões do Sudeste, o tempo é firme e com temperaturas altas. O alerta continua sendo para a baixa umidade do ar.
Centro-Oeste
Áreas de instabilidade se formam sobre o estado de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso por conta do avanço da frente fria. A condição será para pancadas de chuva com raios e trovoadas, não descartando a ocorrência de granizo. Em Goiás, tempo muito quente e seco.
Nordeste
Chuva passageira e isolada entre os litorais da Bahia e do Rio Grande do Norte por conta dos ventos úmidos do oceano. Chuva pontual também deve cair sobre o Ceará. No interior da Região, tempo seco e quente.
Norte
Chuva moderada com raios e trovoadas ocorrem por todo o Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e sul do Pará. No Tocantins, Amapá e no norte do Pará, tempo seco e quente.
A partir de 1 de janeiro de 2025, entra em vigor a chamada “Lei Antidesmatamento”, imposta pela União Europeia e que proíbe a importação de produtos oriundos de áreas degradadas ou desmatadas dos países dos quais o bloco mantém relações comerciais.
A nova diretriz valerá para soja, gado, café, madeira, borracha e cacau oriundos de áreas que tenham sido desmatadas após o ano de 2020. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro e outros atores do agronegócio nacional, a legislação não respeita o Código Florestal brasileiro, que diferencia desmatamento legal de ilegal.
De acordo com o pesquisador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Munhoz, ao se levar em conta as vendas brasileiras ao bloco em 2022, que totalizaram 25 bilhões de dólares, a legislação europeia passaria a afetar, aproximadamente, 60% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente.
Princípio da reciprocidade à União Europeia
O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, considera que a Lei Antidesmatamento da Europa desconhece a realidade logística brasileira.
“Hoje, os produtores vendem soja para as tradings, mas esse grão não tem carimbo, não dá para saber se é de tal área, ou seja, é uma soja normal. Historicamente, em nenhum momento de nossa economia, da produção agropecuária nacional, houve sobras de soja, de milho ou café, por exemplo, emtão como vai se determinar se essa soja veio desta ou daquela área. Isso é impraticável, não é possível de ser feito”.
Para ele, o Brasil deveria aplicar o princípio da reciprocidade, já que o país importa produtos industrializados da União Europeia, cujos países estão entre os mais poluidores do planeta.
Nesta quarta-feira (25), o mercado brasileiro da soja registrou algumas negociações. Com a Bolsa de Chicago em alta e o dólar apresentando leve valorização, os preços internos também subiram, estimulando a comercialização.
Por outro lado, o volume de negócios foi limitado. Algumas transações pontuais ocorreram acima do preço de mercado, com tradings em busca urgente de soja disponível.
Preços da saca no país
Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
Na região das Missões (RS), a cotação passou de R$ 133,00 para R$ 134,00.
No Porto de Rio Grande (RS), o preço aumentou de R$ 141,00 para R$ 142,00.
Em Cascavel (PR), o preço da saca valorizou de R$ 136,00 para R$ 137,00
No Porto de Paranaguá (PR), o valor subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
Em Rondonópolis (MT), a saca foi de R$ 133,00 para R$ 134,00
Em Dourados (MS), o preço aumentou de R$ 130,00 para R$ 132,00
Em Rio Verde (GO), a saca se estabilizou em R$ 131,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em alta, embora abaixo das máximas do dia. Preocupações com o clima seco e o atraso no plantio no Brasil sustentaram os preços. Além disso, foram reportados rendimentos abaixo do esperado nas primeiras lavouras, contribuindo para a elevação.
Outro ponto relevante para os investidores foi o novo plano de incentivo econômico divulgado pelo governo chinês, que pode aumentar a demanda por commodities, uma vez que a China é o maior comprador de soja do mundo.
Durante o dia, o mercado perdeu força, com um movimento de realização de lucros e um cenário fundamental de longo prazo baixista, devido à ampla oferta global da oleaginosa.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem um relatório sobre a colheita de soja. Até 22 de setembro, 13% da área havia sido colhida, comparado a 6% na semana anterior e 10% no mesmo período do ano passado, com uma média de 8%.
De acordo com o USDA, até 22 de setembro, 64% das lavouras estavam em boas e excelentes condições, 25% em condições regulares e 11% em situação ruim ou muito ruim. Na semana anterior, os índices eram de 54%, 25% e 11%, respectivamente.
Contratos futuros da soja
Os contratos de soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,28%, a US$ 10,42 1/4 por bushel. A posição para janeiro foi cotada a US$ 10,60 1/2 por bushel, com ganho de 3,75 centavos ou 0,35%.
Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80, ou 0,85%, a US$ 325,90 por tonelada. Já o óleo teve contratos com vencimento em dezembro a 43,34 centavos de dólar, alta de 1,50 centavo ou 3,58%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, negociado a R$ 5,4760 para venda e a R$ 5,4740 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4406 e a máxima de R$ 5,4963.
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Foto: Canva
De acordo com o boletim de monitoramento de colheitas na Europa de setembro, o JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, as condições climáticas no Reino Unido favoreceram o desenvolvimento das safras de primavera, com a colheita em andamento. No entanto, chuvas intermitentes têm causado atrasos na Escócia e na Irlanda do Norte.
Durante o período analisado, as temperaturas permaneceram em linha com a média de longo termo (LTA) na maior parte do Reino Unido, com exceção do sudeste, onde registraram até 6 °C acima da média. As chuvas também foram irregulares: no sudeste, o índice pluviométrico foi de apenas metade da média, enquanto o sul da Escócia experimentou níveis significativamente mais altos. No restante do país, a precipitação permaneceu dentro dos padrões esperados.
As condições climáticas moderadas, com temperaturas amenas e chuvas regulares, permitiram que as safras amadurecessem e secassem adequadamente, facilitando o trabalho das máquinas agrícolas e minimizando o impacto no solo. Mesmo assim, a colheita de safras de inverno, que estava prevista para terminar na primeira semana de setembro, foi afetada por chuvas esparsas na Escócia e Irlanda do Norte, o que também impactou a cevada da primavera nessas regiões.
Apesar desses contratempos, as previsões de rendimento para a cevada da primavera permanecem positivas, com estimativas de 5% acima da média dos últimos cinco anos. Em contrapartida, as safras de inverno devem registrar rendimentos 5 a 7% abaixo da média de cinco anos, refletindo os efeitos do clima variado nas diferentes regiões do país.
O mercado físico do boi gordo segue apresentando preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento foi mais destacado em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, estados que romperam de forma consistente a barreira dos R$ 270 por arroba.
“O quadro geral pouco mudou, com frigoríficos encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate em um ambiente pautado por demanda bastante aquecida. Ou seja, essa combinação remete a continuidade do movimento de alta nos próximos dias”, assinalou.
Preços médios da arroba
Mato Grosso do Sul: R$ 272,05
Mercado atacadista
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes para a carne bovina, e o viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a perspectiva de boa demanda durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.
“Mais uma vez, vale destacar que a carne bovina tende a perder competitividade em relação a carne de frango em um momento de forte elevação de preços as famílias, em especial as de menor renda, tendem a optar por proteínas de menor valor agregado”, disse Iglesias.
O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.
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Foto: Kadijah Suleiman
De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, o mercado de bovinos em São Paulo segue firme, impulsionado pela redução das escalas de abate e pela oferta mais restrita de animais prontos para o mercado. Esse cenário elevou as cotações do boi gordo e do “boi China”, com um aumento de R$2,00 e R$5,00 por arroba, respectivamente. Enquanto isso, os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis em comparação com o dia anterior.
No Espírito Santo, as escalas de abate curtas, em torno de sete dias, também colocaram pressão de alta no mercado local. Assim como em São Paulo, houve um acréscimo de R$2,00 por arroba para o boi gordo e o “boi China”.
Em Goiás, especificamente na região de Goiânia, a quarta-feira (25/9) começou com uma oferta mais alta de R$2,00 por arroba para os bovinos destinados à exportação. No entanto, no sul do estado, os preços se mantiveram estáveis, sem grandes variações no comparativo diário.
No oeste do Maranhão, o cenário foi diferente para as fêmeas. Com a oferta reduzida, comum nesta época do ano, o preço da vaca e da novilha registrou uma alta significativa de R$5,00 por arroba, refletindo a escassez de animais no mercado local.
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Foto: Divulgação
De acordo com o boletim de monitoramento de colheitas JRC MARS Bulletin, divulgado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, as condições climáticas adversas prejudicaram severamente a produtividade das safras de verão na Romênia. A seca persistente e as ondas de calor que atingiram o país reduziram ainda mais o potencial de rendimento de culturas como milho e girassol, levando a novas revisões negativas nas previsões de produtividade.
As temperaturas, que ficaram entre 1,5°C e 3,5°C acima do normal, tornaram o período de 1º de agosto a 14 de setembro um dos mais quentes já registrados. A falta de chuvas até 9 de setembro, especialmente nas regiões oeste e sul, intensificou o déficit hídrico no solo, mantendo os níveis de umidade criticamente baixos na maior parte do país. Apenas algumas regiões do centro e nordeste receberam chuvas moderadas, mas insuficientes para melhorar as condições de solo.
A colheita de girassol e milho começou de 3 a 4 semanas antes do habitual, impulsionada pelas condições secas e pelo estresse térmico que aceleraram a senescência das plantas. No entanto, chuvas abundantes, registradas em meados de setembro, causaram inundações em áreas ao longo das fronteiras com a Moldávia e a Hungria, além de Sud-Muntenia, agravando os danos às plantações e prejudicando o andamento da colheita.
A previsão de rendimento para as safras foi revisada para baixo, atingindo níveis comparáveis ao severo ano de seca de 2022. Além disso, as fortes chuvas comprometeram a campanha de semeadura de colza, que já vinha sendo afetada pela seca superficial no solo desde agosto. As perdas adicionais ainda estão sendo avaliadas.