Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Desde o início do dia, o mercado é apoiado pela ausência de chuvas em regiões produtoras do Brasil, o que tem atrasado o plantio. Além disso, os investidores estão atentos às exportações semanais dos Estados Unidos, que mostraram números robustos.
As exportações líquidas norte-americanas da soja referentes à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 1.574.700 toneladas na semana encerrada em 19 de setembro. A China foi o principal destino, importando 869.700 toneladas. As expectativas dos analistas variavam entre 900 mil e 2,050 milhões de toneladas. Esses dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
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Em relação aos contratos futuros, aqueles com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,58 por bushel, apresentando uma alta de 4,75 centavos de dólar, ou 0,45%, em comparação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em janeiro de 2025 operam com um avanço de 4,75 centavos de dólar, ou 0,44%, sendo cotados a US$ 10,76 1/2 por bushel.
A primavera será quente e com chuva abaixo da média histórica em todo o Paraná. É o que aponta o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) para a estação que começou oficialmente no último domingo (22) e se estende até 21 de dezembro.
A previsão indica que as temperaturas médias do ar ficarão acima da normalidade para o período no Estado. De acordo com os dados históricos, os maiores valores são habitualmente registrados nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e Litoral. Em outubro, a chuva deve seguir o padrão de normalidade. Já em novembro e dezembro fica mais próxima da média histórica em todo o Paraná.
“São esperadas ondas de calor e longos períodos sem chuvas”, afirma o meteorologista do instituto, Reinaldo Kneib. Por ser considerada uma estação de transição entre o inverno e o verão, a primavera favorece a ocorrência de eventos meteorológicos severos como rajadas de ventos fortes, granizo, alta incidência de raios e chuvas volumosas. Por esse motivo, o monitoramento sistemático das condições meteorológicas é essencial para prevenir e mitigar os efeitos do clima.
Outro ponto destacado pelo meteorologista é que ao se aproximar o verão, os dias se tornam progressivamente mais longos e quentes. Neste ano, explica ele, o fenômeno meteorológico La Niña se forma entre a primavera e o verão, com intensidade fraca, influenciando o clima paranaense até o primeiro trimestre de 2025. “Além disso, as águas do Oceano Atlântico Sul e a temperatura média do ar sobre a América do Sul continuarão mais quentes que o normal”, ressalta Kneib.
AGROMETEOROLOGIA – A agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Heverly Morais, orienta os produtores a adotarem cuidados com as plantações nesta primavera. “O cenário é preocupante por causa das temperaturas muito elevadas e chuvas abaixo da média climatológica, com distribuição irregular e períodos prolongados de estiagem”, afirma.
Culturas como soja, milho e feijão podem ser afetadas de diversas maneiras, incluindo atraso na semeadura, germinação desuniforme, crescimento inadequado das plantas e desenvolvimento deficiente dos grãos. Para mitigar os efeitos desses períodos secos e quentes, é recomendável escalonar a semeadura utilizando cultivares de ciclos diferentes. Deve ser evitado o uso de uma população de plantas superior à recomendada. É importante escolher sementes de boa qualidade e cultivares adaptadas à região, mantendo o equilíbrio nutricional.
As altas temperaturas e ondas de calor podem prejudicar também as hortaliças, especialmente as folhosas, que exigem muita água para irrigação. É alto o risco de danos a culturas como café, cana-de-açúcar, mandioca e frutíferas, bem como as pastagens. Comuns na primavera, eventos meteorológicos extremos, como vendavais e granizo, podem causar danos físicos nas plantas e prejuízos significativos. Chuvas intensas podem provocar erosão do solo e aumentar a incidência de pragas e doenças.
Os períodos de estiagem durante a safra das grandes culturas têm sido recorrentes no Paraná. Uma estratégia preventiva eficaz para melhorar a estrutura do solo e aumentar o armazenamento de água é o cultivo com a incorporação de plantas de cobertura em sistemas de plantio direto. Essa técnica aprimora os atributos físicos e químicos do solo, favorecendo a infiltração de água e aprofundando as raízes. Além disso, reduz a temperatura e a evaporação do solo, mantendo a água disponível para as plantas durante períodos de estiagem fraca e moderada.
Segundo Morais, “é fundamental que essa prática seja planejada e acompanhada por assistência técnica, já que os benefícios são obtidos em médio e longo prazos”.
PREVISÃO – Valores médios históricos de chuva (faixa de variação), temperaturas do ar mínimas e máximas para cada região do Paraná nos meses de outubro, novembro e dezembro:
Obs.: Estes dados são divulgados para fins de informação como referenciais das médias históricas para a estação. Não devem ser utilizados para deduções sobre previsão do tempo, a qual é feita por profissionais de meteorologia com base na análise de um conjunto de fatores e indicadores de monitoramento ambiental da atualidade.
A expansão do mercado de frutas nacional e internacional será um dos assuntos que serão discutidos no I Seminário da Fruticultura Irrigada, evento que acontece em Barra, no Oeste da Bahia, nos dias 18 e 19 de outubro.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, está entre as presenças confirmadas.
Realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Barra (SindBarra), o Seminário que tem como tema principal, “Oportunidades e Inovações no solo baiano”,terá na programação painéis sobre o desenvolvimento da cacauicultura em áreas não tradicionais, os desafios para a produção de uva, manga, entre outras variedades.
Autoridades querem nova fronteira agrícola em Barra (BA) | Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA
“Vamos contar com cerca de 50 expositores, marcas e empresas que apostam e acreditam no crescimento e sucesso da nossa produção 100% irrigada e tecnificada”, afirma Marco Caviola, presidente do SindBarra.
Inscrições
O I Seminário da Fruticultura Irrigada, tem como público-alvo produtores, investidores e empresários do setor agrícola. As inscrições que já estão abertas, podem ser realizadas através da plataforma Sympla e tem número de vagas limitadas.
Aproximadamente 350 visitantes são esperados. Os interessados devem acessar o link e podem conferir a programação completa no site oficial.
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Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (26) em todo o Brasil:
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Sul
Condições para pancadas de chuva ainda na serra do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. O sol aparece entre nuvens nessas áreas, e pode chover em vários momentos com intensidade moderada a forte. As temperaturas voltam a ficar mais amenas na Campanha e no oeste gaúcho, mas não chove.
Sudeste
O sul de São Paulo volta a receber mais umidade devido à passagem de uma frente fria. Centro-leste, norte paulista, sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro com sol e pancadas de chuva, com potencial para trovoadas. Tempo firme em Vitória e Belo Horizonte.
Centro-Oeste
Algumas pancadas irregulares podem ocorrer no noroeste e norte de Mato Grosso, devido à umidade que vem do norte do Brasil, mas ainda de maneira pontual. Há condições de pancadas típicas da primavera no sul de Mato Grosso do Sul e de Goiás, enquanto as capitais e o Distrito Federal continuam com tempo firme, calor intenso e ar mais seco.
Nordeste
Condições de chuva bem pontual no litoral, enquanto o interior da região continua com tempo firme e seco. A umidade continua em alerta no extremo sul do Maranhão e do Piauí.
Norte
A chuva se espalha mais, com risco de temporais entre Acre, Amazonas e Roraima. Pancadas de chuva com risco de trovoadas e ventos de moderada a forte intensidade. A condição ainda é de tempo abafado nas capitais, enquanto o ar seco predomina na maior parte do Pará, no Amapá e em Tocantins.
Pouco a pouco, estados importantes vão sendo liberados para dar início à safra 2024 de soja. Recentemente, o plantio foi autorizado em Goiás e na Bahia, mas ainda há regiões que aguardam o fim do vazio sanitário, período crucial para o controle da ferrugem asiática.
No calendário das principais regiões produtoras, os estados em verde já estão liberados para semear, enquanto os em laranja aguardam autorização. No Rio de Janeiro, por exemplo, a semeadura começa em 29 de setembro, e em Minas Gerais, no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, o plantio deve iniciar em outubro.
Foto: Rural Notícias
O Maranhão, como segundo maior produtor de soja do Nordeste, enfrenta desafios climáticos determinantes para o sucesso da safra. Apesar de algumas nuvens começarem a surgir sobre a região, as previsões indicam que as chuvas nos primeiros dias de outubro não serão volumosas. A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no estado, marcada para o dia 11 de outubro, na Fazenda Pau Brasil, em Açailândia.
Na Bahia, a situação não é diferente. A previsão é que a chuva retorne apenas no final de outubro, com atraso no plantio. A umidade do solo está comprometida em diversas áreas, tornando a monitorização das condições climáticas uma tarefa vital. Esse cenário também se estende a outras regiões, onde a falta de precipitações pode impactar não só a soja, mas também outras culturas, como o milho, que depende do ciclo de plantio da soja.
A partir do dia 10 de outubro, espera-se um alívio nas condições climáticas, com chuvas mais consistentes começando a aparecer. Isso é especialmente importante para o Sudeste e outras áreas do país, onde os produtores esperam um aumento na umidade do solo, fundamental para garantir uma colheita saudável. Assim, enquanto o plantio avança, a adaptação às condições climáticas permanece essencial para o êxito da safra.
Pela sétima vez seguida os preços da indústria nacional registraram crescimento, com ganho de 0,61% em agosto de 2024 frente a julho. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado hoje (26) pelo IBGE, acumula alta de 6,42% em 12 meses, enquanto o acumulado no ano ficou em 4,76%. Em agosto de 2023, a taxa mensal havia sido de 0,75%.
Em agosto de 2024, 18 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral.
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Em julho deste ano, 21 atividades haviam apresentado maiores preços médios em relação ao mês anterior. Após um período com registros negativos, o IPP em 2024 chega ao seu sétimo resultado positivo seguido.
O crescimento verificado em agosto foi um pouco menor do que o de julho, com destaque para os aumentos de preços nos setores de alimentos e outros produtos químicos. Por outro lado, a variação negativa obtida pela atividade de indústrias extrativas ajudou a conter o quadro inflacionário na indústria, explica Alexandre Brandão, gerente do IPP.
As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de agosto foram alimentos (0,32 p.p.), indústrias extrativas (-0,25 p.p.), outros produtos químicos (0,19 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,12 p.p.). Em termos de variação, indústrias extrativas (-5,06%), impressão (2,85%), outros produtos químicos (2,42%) e móveis (2,04%) foram os destaques em agosto.
O setor de alimentos (1,33%) mostrou variação positiva pelo quinto mês seguido. O acumulado no ano está em 3,42%, diferente do que foi observado em agosto de 2023, quando a variação acumulada atingiu -6,14%. Já em relação à variação acumulada em 12 meses, o resultado de 7,10% registrado em agosto de 2024 é o maior desde outubro de 2022 (8,15%).
Esse desempenho da indústria de alimentos pode ser explicado pela alta de preços da carne bovina, em decorrência de problemas na oferta do produto e uma melhora da renda da população, que por sua vez acarreta um aumento da demanda por carne. Também houve crescimento da demanda por arroz.
Já o preço do café, que vem subindo há algum tempo, se deve à conjuntura internacional, com sérios problemas na produção do Vietnã que desestabilizaram a oferta no mundo todo, acrescenta Alexandre.
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Foto: USDA
De acordo com a edição de setembro do boletim de monitoramento de colheitas na Europa, JRC MARS Bulletin, divulgado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, as culturas de verão na Espanha e em Portugal estão se desenvolvendo em condições favoráveis. O retorno de temperaturas moderadas após a onda de calor no início de agosto, combinado com a disponibilidade constante de água para irrigação, permitiu que a colheita avançasse de maneira positiva, especialmente nas regiões centrais e norte da Península Ibérica. As previsões de rendimento estão ligeiramente acima da média dos últimos cinco anos.
Nas partes sul e oeste da península, não foram registradas chuvas durante o período de análise, enquanto o nordeste, incluindo regiões como Aragão e Catalunha, recebeu precipitações no final de agosto e início de setembro. Apesar de terem causado alguns danos localizados, essas chuvas ajudaram a melhorar a umidade do solo, beneficiando as próximas semeaduras, previstas para meados de outubro.
A primeira quinzena de agosto foi marcada por uma forte onda de calor, com temperaturas alcançando entre 35 e 40 ºC. Contudo, as condições climáticas se estabilizaram a partir de setembro, com temperaturas normais e até mais baixas em alguns dias. Essa mudança, aliada à irrigação, foi crucial para o bom desempenho das culturas de verão.
A colheita de milho em grão começou no sul da Espanha, enquanto as safras do norte estão em fase final de enchimento de grãos. Em Castilla-La Mancha, a colheita de girassol está em andamento, e em Castilla y León as plantações ainda estão amadurecendo. A colheita de beterraba sacarina na Andaluzia também está quase concluída, com autoridades regionais relatando boas expectativas de rendimento. Nas regiões do norte, a colheita de variedades precoces de batata está em curso.
As previsões de rendimento para milho em grão, girassol e beterraba sacarina foram revisadas para cima, permanecendo acima da média de cinco anos. Já as estimativas para batata e milho verde permanecem em torno ou ligeiramente abaixo da média histórica.
O Projeto de Lei 2384/24 descriminaliza a posse e legaliza a criação de animal silvestre não ameaçado de extinção. A proposta é batizada de Lei Agenor Tupinambá, em homenagem ao influencer multado e obrigado a devolver diversos animais que estavam em sua posse.
Em nota, o Ibama explicou que Agenor foi autuado pelo órgão em R$ 17 mil por diversos crimes ambientais, entre eles matar espécie da fauna silvestre (preguiça real), praticar abuso (capivara) e manter em cativeiro para obter vantagem financeira (capivara e papagaio).
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O autor, deputado Pezenti (MDB-SC), afirma que a atual criminalização da posse de animais silvestres leva muitos proprietários a esconderem seus animais, o que dificulta o monitoramento das condições em que eles são mantidos.
“Com a descriminalização, seria possível criar mecanismos de fiscalização e controle, garantindo que os animais sejam tratados com dignidade e respeito, enquanto se mantém a criminalização da mesma atividade para as espécies em risco”, defende.
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Antes de virar lei, precisa ser aprovado pelo Senado.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
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No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o IPCA-15 de setembro veio muito melhor que o esperado. A prévia da inflação registrou um avanço de 0,13%, menos da metade da mediana das expectativas do mercado, que tinha 0,28%. Apesar disso, o real se desvalorizou frente ao dólar e o Ibovespa fechou em queda.
O Indicador do boi gordo Cepea/B3 acumula forte alta de 10,55% em setembro (até o dia 24), atingindo R$ 265,05 nessa terça-feira (24).
No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne com osso também registram aumentos ao longo do mês na casa de 10%.
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Segundo pesquisadores do Cepea, as escalas de abate estão relativamente curtas tanto em São Paulo quanto em outros estados. Em vários casos, o agendamento se dá para a própria semana – em até cinco dias, mesmo em frigoríficos de grande porte.
Uma ou outra empresa está com a escala mais abastecida por contratos com confinadores, ainda conforme pesquisadores do Cepea.