O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, foi fechado nesta quinta (26) por conta de um novo incêndio florestal.
O fogo teve início ontem (25) dentro do parque, próximo à Vila de São Jorge. Os visitantes, incluindo os que estavam na área de acampamento das Sete Quedas, foram retirados pela equipe da concessionária Parquetur.
Mais de 60 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e voluntários trabalharam no combate às chamas que foram controladas por volta da meia-noite. No dia de hoje, seguem os trabalhos de rescaldo e monitoramento na região.
De acordo com o ICMBio, ainda não há data para reabertura do parque. No início do mês, um incêndio já havia destruído 10 mil hectares do parque.
História do Parque
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste do estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança.
Criado em 1961, o local protege uma área aproximada de 240.611 hectares de Cerrado. No local, há espécies únicas de vegetais, nascentes e cursos d’água e rochas pré-históricas.
Desde 2001, o local foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
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Foto: Divulgação
Segundo o boletim de setembro do JRC MARS Bulletin, divulgado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, a França registrou condições climáticas variadas durante o período de revisão. As regiões ocidentais enfrentaram um déficit de chuvas até meados de agosto, enquanto o leste e o norte do país experimentaram precipitações acima da média. Mesmo com essas diferenças regionais, a perspectiva geral para as safras de verão no país é positiva.
O oeste e o sul da França sofreram com a escassez de chuvas entre julho e meados de agosto, o que gerou condições secas que afetaram parte da produção agrícola. No entanto, a partir da segunda metade de agosto, houve um aumento significativo nas chuvas, reabastecendo as reservas hídricas e melhorando as condições para o cultivo. Por outro lado, as regiões leste e norte mantiveram níveis regulares de precipitação durante todo o período, favorecendo o desenvolvimento das safras e preservando a umidade ideal do solo.
Do ponto de vista das temperaturas, o oeste do país permaneceu dentro da média histórica, enquanto o leste experimentou temperaturas de 0,5 a 2,5°C acima do esperado para o período. As safras de verão, que tiveram um desenvolvimento mais lento devido ao atraso na semeadura e temperaturas mais baixas durante a primavera, estão em processo de recuperação e devem atingir a maturidade até o fim da estação.
Apesar das condições secas no oeste e sul da França terem dificultado o enchimento de grãos, as previsões de rendimento para as safras de verão em todo o país foram revisadas para cima. A campanha de semeadura de colza, crucial para a produção de óleos vegetais, também está progredindo bem. A expectativa é que o rendimento permaneça acima da média, com perspectivas bastante otimistas para o fim da temporada.
O preço da gasolina no Brasil permanece mais elevado que o praticado no mercado internacional, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
O litro do combustível está, em média, R$ 0,11 mais caro no mercado doméstico, 4% superior ao praticado no exterior, conforme relatório publicado nesta quinta-feira (26).
“Os preços médios da Gasolina A operam acima ou na paridade em todos os polos analisados”, frisou a Abicom. “O mercado internacional e o câmbio pressionam os preços domésticos.”
Paridade de importação
O Preço de Paridade de Importação (PPI) acumula uma redução de R$ 0,51 por litro desde o último reajuste nos preços da Petrobras, calculou a entidade.
Já o preço do diesel está, em média, 4% mais caro internamente do que no Golfo do México, região usada como parâmetro para a comercialização desses combustíveis pelos importadores brasileiros. O resultado significa uma defasagem de R$ 0,13 por litro do diesel.
Segundo a Abicom, os preços médios do óleo diesel A operam acima ou na paridade em todos os polos analisados. O Preço de Paridade de Importação acumula uma redução de R$ 0,39 por litro desde o último reajuste nos preços da Petrobras, apontou a entidade.
Nos cinco polos da Petrobras, a gasolina estava, em média, 4% acima do preço internacional, R$ 0,10 a mais por litro, assim como o diesel A, 4% acima da paridade, o equivalente a R$ 0,14 a mais por litro.
Já o polo Aratu, na Bahia, operado pela Acelen, vendia o diesel 1% mais caro que o preço do Golfo. A gasolina era comercializada com preço 4% superior ao patamar internacional.
O Preço de Paridade de Importação (PPI) foi calculado pela Abicom usando como referência os valores do fechamento do mercado nesta última quarta-feira, 25.
“Com a estabilidade no câmbio e a ligeira redução nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está acima da paridade para o óleo diesel e para gasolina”, concluiu a Abicom.
Um homem de 30 anos foi preso nesta quarta-feira (25) suspeito de furtar sacas de café e maquinários agrícolas em uma fazenda na zona rural de Machado, sul de Minas Gerais.
Segundo informações da Polícia Civil, o crime ocorreu durante a madrugada. As informações partem de reportagem do G1.
A prisão foi realizada pela delegacia especializada em Repressão a Crimes Rurais de Alfenas, após receber dados preliminares da Delegacia de Polícia Civil de Machado.
Durante as investigações, a equipe conseguiu recuperar 33 sacas de café, avaliadas em cerca de R$ 15 mil, além de três roçadeiras e uma motosserra.
Trator furtado
Foto: Polícia Civil
A Polícia Militar também encontrou um trator avaliado em aproximadamente R$ 50 mil, que havia sido furtado e depois abandonado pelo autor do crime. A descoberta do veículo foi essencial para identificar e prender o suspeito.
O homem foi encaminhado à Santa Casa de Alfenas para realizar o exame de corpo de delito. Após o registro do Auto de Prisão em Flagrante, ele foi levado ao presídio local, onde aguardará a decisão da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, todos os materiais recuperados foram devolvidos à vítima.
A Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins) e o Grupo Associado de Agricultura Sustentável (Gaas) divulgaram nota de repúdio na última terça-feira (24) sobre a manifestação da pesquisadora da Embrapa Soja, Mariângela Hungria, a respeito da produção de bioinsumos on farm.
Em reportagem publicada pelo Canal Rural na segunda-feira (23), a especialista citou que há cinco anos são feitas análises dos biológicos que são produzidos dentro da fazenda por produtores e que os resultados são, em geral, insatisfatórios.
“Posso falar que até hoje a gente não encontrou sequer um produto ‘on farm’ que não tivesse um problema, seja de contaminação, de baixa concentração de células etc.”, disse. Na matéria, Mariangela ressalta a necessidade de regulamentação da preparação desses compostos pelos produtores.
Nota de repúdio
Para as entidades, a fala de Mariangela foi preconceituosa, de caráter alarmista e irreal. “A responsabilidade do agricultor com a qualidade de sua produção não é menor do que a responsabilidade do pesquisador com a qualidade do seu laboratório, das suas pesquisas”, diz a nota.
Ainda de acordo com o texto, desde 2009 os agricultores brasileiros têm o direito de produzir bioinsumos para uso próprio amparado pelo decreto nº 6.913.
Assim, para a Abbins e o Gaas, o salto nas exportações do agronegócio brasileiro, que eram de aproximadamente US$ 65 bilhões em 2009 e fecharam 2023 com o valor de US$ 166,78 bilhões, “ocorreu concomitantemente à adoção da prática de produção de bioinsumos para uso próprio nas mais diversificadas lavouras brasileiras”.
A nota continua: “alguns produtores de frutas na Região Nordeste conseguiram manter seus contratos de exportação para países europeus adotando o sistema de produção de bioinsumos para uso próprio, que permitiu a redução do uso de agrotóxicos e, consequentemente, a redução do Limite Máximo de Resíduos (LMR) exigido pelos clientes”.
As entidades defendem, também, que “manuais e cursos para aprimoramento da prática sejam disponibilizados de Norte a Sul do Brasil. Quanto mais conhecimento e preparação, melhor para todos”.
Bioinsumos on farm pelo mundo
A nota das duas entidades ressalta, ainda, que na Áustria; no Japão; na Inglaterra; no estado do Missouri, Estados Unidos; na Nova Zelândia e no México “os agricultores produzem seus bioinsumos para uso próprio, essa não é uma peculiaridade do Brasil. No México, o governo desenvolveu Manuais de Produção para orientar os agricultores, nos outros países e no Missouri são as indústrias que fornecem o concentrado de microrganismos para o agricultor fermentar seu bioinsumo na propriedade”.
A nota da Abbins e do Gaas finalizada dizendo que nos países e estado supracitado “não tem terrorismo nem empresas gananciosas querendo retirar o direito do agricultor de produzir bioinsumos para uso próprio. Ao contrário, as empresas estão aproveitando esse mercado de fornecimento de insumos para o agricultor que fez a opção por produzir seu próprio bioinsumo”.
Outro lado
Após a divulgação da nota de repúdio das entidades, a pesquisadora Mariangela Hungria se manifestou em rede social:
“Relatei apenas os resultados de análises feitas em laboratório acreditado pela ISO 17025 e publicados em revista científica analisada por revisores. Não foi uma opinião. Foram resultados científicos. Com base nisso nos esforçamos muito e publicamos um Manual de Análise ricamente ilustrado, quase 200 fotos, para ajudar a verificar a qualidade dos bioinsumos produzidos. A agricultura brasileira merece bioinsumos de boa qualidade”.
A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), por sua vez, também soltou nota em rede social:
“A Abinbio está do lado da Ciência, dos fatos e dos dados. Apoiamos e respeitamos o trabalho dos pesquisadores brasileiros e da Embrapa, que sempre foi uma força impulsionadora do agronegócio do País. Repudiamos qualquer ataque ou tentativa de descredibilizar pesquisas e resultados comprovados, sejam qual forem os interesses por detrás disso. O Brasil precisa basear sua legislação para os bioinsumos na Ciência, garantindo uma agricultura produtiva, sustentável e segura para todos”.
O Manual de Análise citado pela pesquisadora Mariangela pode ser acessado neste link.
O estado da Bahia já pode iniciar a semeadura da soja. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), a região se destaca como o sétimo maior produtor de soja do Brasil.
Dados da Conab confirmam a Bahia como um dos principais estados produtores, ocupando a sétima posição no ranking nacional. Desde 2001, a soja é o segundo produto agrícola mais importante do estado, representando 44% do Valor de Produção das Lavouras (VBP) e 36% do VBP da Agropecuária, conforme calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Atualmente, cerca de 99% da soja da Bahia é cultivada na região Oeste. Essa produção corresponde a 52% do total colhido no Nordeste e aproximadamente 5,1% do volume nacional, segundo a Conab.
As condições de solo e clima da região são favoráveis à cultura, com estações bem definidas, topografia plana, índices pluviométricos adequados e uma extensa bacia hidrográfica que se beneficia dos rios perenes sobre o Aquífero Urucuia, otimizando a irrigação.
Conforme Darci Salvetti, presidente da Aprosoja-BA, os produtores estão prontos para iniciar a semeadura assim que as condições de umidade forem favoráveis. Apesar das altas temperaturas previstas e dos desafios do ano anterior, a confiança nas tecnologias e na adaptação é alta. As máquinas estão prontas, com foco em um plantio seguro e produtivo.
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Na linha de frente do plantio
Foto: José Silmar Nogueira
A irrigação desempenha um papel importante, especialmente com a utilização de pivôs que já cobrem cerca de 250 mil hectares na região. O produtor rural José Silmar Nogueira destaca que os pivôs plantados indicam um bom começo, com a maioria das áreas já cultivadas.
O vazio sanitário para plantas emergidas com antecipação termina em 25 de setembro e para quem não solicita, o prazo é 8 de outubro. Após o término do vazio, os primeiros brotos emergiram, mas muitos agricultores preferem esperar até 10 de outubro para evitar a pressão do calor, que no ano passado causou perdas significativas na produtividade.
”A pressão de pragas, como a mosca-branca e a cigarrinha, também influencia a decisão dos produtores. Aqueles que planejam cultivar feijão carioca ou milho preferem aguardar até o final de março ou início de abril para maximizar a produtividade”, destaca Nogueira.
Ele comenta que. com o cenário atual de custos elevados, os agricultores não desejam arriscar replantios que poderiam eliminar suas margens de lucro. Portanto, a prioridade é plantar soja em um momento mais seguro, entre 15 de outubro e 15 de novembro, quando as condições são mais favoráveis.
”O plantio em sequeiro tende a atrasar, pois muitos produtores hesitam em semear precocemente devido ao receio de replantios, como os do ano passado. Embora a safrinha tenha vantagens, a baixa rentabilidade leva a um planejamento cauteloso”, comenta o produtor. A expectativa é que o plantio ocorra no período padrão, a partir do final de outubro, conforme as chuvas permitirem.
A estratégia para o plantio de soja na Bahia se baseia na cautela e no aprendizado do passado. A combinação de clima, custos e a necessidade de maximizar a produtividade molda a forma como os agricultores abordam esta safra. O foco está em reduzir riscos, controlar custos de irrigação e esperar pelas condições ideais para garantir uma colheita saudável e lucrativa.
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Foto: Nadia Borges
De acordo com a edição de setembro do boletim JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, o leste e o centro da Alemanha enfrentaram um agosto quente e seco, seguido por temperaturas recordes no início de setembro. Esses fatores causaram um ressecamento severo dos solos e anteciparam a colheita do milho em grão nas regiões mais afetadas. As safras de inverno, que já estão sendo semeadas, dependerão de chuvas adicionais durante o período de emergência para um desenvolvimento satisfatório.
Desde a segunda quinzena de agosto, as temperaturas subiram para máximas de até 35°C, enquanto a precipitação ficou dentro da média para grande parte do país. No entanto, no nordeste, leste e centro, as chuvas permaneceram significativamente abaixo da média até 7 de setembro, agravando o déficit hídrico. Somente a partir de 8 de setembro, a chegada de chuvas trouxe algum alívio para os solos ressecados, com Sachsen e Bayern registrando precipitações intensas desde o dia 12.
A colheita das safras de inverno foi concluída em meados de agosto, e a cevada de primavera foi colhida até o final do mês. As condições secas no período permitiram o avanço da campanha de semeadura, já concluída para a colza de inverno, enquanto outras safras ainda estão em processo de plantio. No geral, as safras de verão se beneficiaram do calor e das condições secas. O milho em grão, em especial, teve a colheita iniciada mais cedo no nordeste do país, onde o clima quente ameaçava a qualidade dos grãos.
Culturas como a batata e a beterraba sacarina também se beneficiaram das condições favoráveis de calor e radiação solar abundante. Entretanto, a umidade excessiva no início da temporada e a alta pressão de pragas limitaram os rendimentos da batata neste ano. As chuvas recentes no sul da Alemanha podem impactar tanto as safras de verão quanto as de inverno já semeadas, mas os efeitos ainda não podem ser mensurados de forma confiável.
As previsões de rendimento para o milho verde e o milho em grão permaneceram praticamente inalteradas, enquanto os girassóis tiveram suas projeções revisadas para cima, impulsionadas pelo aumento da radiação solar. Já para a beterraba sacarina e a batata, as expectativas foram elevadas levemente acima da média de cinco anos, refletindo as condições climáticas favoráveis. As estimativas de rendimento para as safras de inverno não sofreram alteração significativa.
Durante uma audiência de conciliação nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a um acordo para resolver o conflito fundiário envolvendo a demarcação de uma terra indígena no município de Antônio João, em Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai. A decisão, conduzida pelo ministro Gilmar Mendes, prevê o pagamento imediato de mais de R$ 27 milhões em títulos de benfeitorias e R$ 102 milhões via precatório aos proprietários das terras. Além disso, o governo de Mato Grosso do Sul deverá desembolsar outros R$ 16 milhões.
Após o pagamento das indenizações, os produtores rurais terão um prazo de 15 dias para desocupar as áreas. Para entender melhor o impacto desse acordo para o setor agropecuário sul-mato-grossense, o Canal Rural entrevistou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni.
O que diz o acordo e seus impactos
Segundo Bertoni, o acordo fechado no STF representa uma solução importante para um conflito fundiário que se arrasta há décadas. Questionado se o desfecho pode ser considerado uma vitória para os produtores rurais da região, ele ressaltou que, apesar de representar uma saída justa para ambas as partes, ainda há desafios pela frente. “Agora, o foco é organizar a desocupação e minimizar os impactos econômicos para os produtores atingidos.”
Próximos passos e orientações da Famasul
Os produtores rurais deverão desocupar a área assim que as indenizações forem pagas. Bertoni explicou que a Famasul está preparada para orientar os produtores em relação a essa transição, inclusive em relação ao processo de desocupação e ao cálculo das perdas econômicas. “Trinta anos de trabalho da CNA e da Famasul foram necessários para chegarmos a esse acordo. Para o futuro, esperamos que o diálogo e a conciliação sejam cada vez mais valorizados nas questões agrárias.”
O diálogo como ferramenta
O acordo firmado no STF demonstra a importância do diálogo para solucionar conflitos agrários. A Famasul celebra o desfecho e reforça seu papel em promover a segurança jurídica e os direitos dos produtores rurais. O acordo também estabelece um importante precedente para situações semelhantes, mostrando que, com diálogo e disposição das partes envolvidas, é possível alcançar soluções que atendam aos interesses de todos.
A Polônia enfrentou um período de clima extremo, com altas temperaturas e chuvas limitadas, segundo o boletim de setembro do JRC MARS Bulletin, divulgado pelo Serviço de Publicações da União Europeia. Enquanto essas condições foram favoráveis para a colheita e semeadura das safras de inverno, elas exerceram forte pressão sobre as safras de verão durante as fases finais de desenvolvimento. Embora a precipitação tenha retornado a tempo para restaurar os níveis de umidade do solo, chuvas pesadas no sudoeste trouxeram novos desafios, resultando em estresse adicional para algumas culturas.
As temperaturas permaneceram médias durante a primeira metade de agosto, mas subiram drasticamente até o início de setembro, com registros locais superiores a 33 °C. Desde então, a Polônia tem experimentado um clima mais ameno, especialmente no oeste do país. Em termos de precipitação, o norte e o leste sofreram déficits, enquanto o centro e o sul inicialmente se beneficiaram de chuvas em agosto. Contudo, essas regiões agora enfrentam chuvas recordes e inundações.
A colheita das safras de inverno foi finalizada em agosto, com rendimentos dentro da média nacional. O norte do país registrou resultados melhores, enquanto o sul sofreu com as condições secas durante o enchimento de grãos. A semeadura da colza começou em meados de agosto, favorecida por chuvas pontuais antes da emergência. Entretanto, as mudas estão agora sob pressão devido ao déficit hídrico e às altas temperaturas, especialmente no nordeste, onde a necessidade de mais chuvas é urgente.
As safras de verão, como milho e girassol, foram impulsionadas pelo clima quente e chuvas locais até meados de agosto, o que garantiu níveis adequados de umidade do solo durante a floração e o início do enchimento de grãos. Contudo, o calor persistente desde então acelerou o desenvolvimento dessas culturas, resultando em uma colheita antecipada. Já as batatas e beterrabas se beneficiaram da volta das chuvas e da queda nas temperaturas na segunda quinzena de setembro, evitando maiores danos. No entanto, o excesso de precipitação no sudoeste causou inundações locais, com impactos negativos que ainda estão sendo avaliados.
As previsões de rendimento para as safras de inverno permaneceram inalteradas, enquanto as estimativas para as safras de verão foram levemente ajustadas em ± 1%, mantendo-se, no geral, acima da média dos últimos cinco anos.
Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Desde o início do dia, o mercado é apoiado pela ausência de chuvas em regiões produtoras do Brasil, o que tem atrasado o plantio. Além disso, os investidores estão atentos às exportações semanais dos Estados Unidos, que mostraram números robustos.
As exportações líquidas norte-americanas da soja referentes à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 1.574.700 toneladas na semana encerrada em 19 de setembro. A China foi o principal destino, importando 869.700 toneladas. As expectativas dos analistas variavam entre 900 mil e 2,050 milhões de toneladas. Esses dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
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Em relação aos contratos futuros, aqueles com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,58 por bushel, apresentando uma alta de 4,75 centavos de dólar, ou 0,45%, em comparação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em janeiro de 2025 operam com um avanço de 4,75 centavos de dólar, ou 0,44%, sendo cotados a US$ 10,76 1/2 por bushel.