sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Cannabis no controle de pragas


O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal




O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal
O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal – Foto: Laiha

No Dia Nacional da Sustentabilidade (25 de setembro), foi anunciado o projeto “ValorCannBio”, que visa valorizar subprodutos da cannabis medicinal como biopesticida para o olival. Liderado pelo InnovPlantProtect (InPP) em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT) e as empresas GreenBePharma e AGR Global, o projeto foi um dos vencedores do Programa Promove da Fundação ”la Caixa”. 

O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal para criar um biopesticida sustentável, focado no controle de doenças graves que afetam o olival, como a Gafa e a Tuberculose. Essas doenças são de grande relevância no setor agrícola, especialmente no Alentejo, onde a olivicultura desempenha um papel econômico e social crucial. A Gafa, por exemplo, pode causar perdas de até 100% na produção, impactando diretamente a qualidade do azeite e ameaçando variedades tradicionais de olival, como a galega. A Tuberculose, por sua vez, afeta a maioria dos olivais, reduzindo ainda mais a qualidade do produto final.

O biopesticida será desenvolvido a partir das folhas de cannabis, que atualmente precisam ser descartadas. O projeto pretende não só atender às necessidades dos olivicultores, mas também criar uma nova cadeia de valor para a indústria de cannabis medicinal em Portugal. Além disso, visa substituir pesticidas químicos que estão sendo descontinuados devido aos seus efeitos nocivos no meio ambiente, promovendo uma agricultura mais sustentável e alinhada às diretrizes da Comissão Europeia.

Ao integrar a agricultura sustentável com a química verde, o projeto “ValorCannBio” busca oferecer soluções inovadoras e ecologicamente corretas, contribuindo também para metas de redução de pesticidas até 2050.
 





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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus recebe a visita do ministro de Agricultura e Pecuária


Titular da pasta visitou os laboratórios da instituição


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, nesta segunda-feira (16), a visita do ministro de Agricultura e Pecuária, Carlos Henrique Baqueta Fávaro. O titular da pasta visitou os laboratórios da instituição e reforçou a necessidade de um trabalho em conjunto entre os setores público e privado para a mitigação do greening, a pior doença da citricultura. Durante a visita, o presidente do Fundecitrus, Lourival Carmo Monaco, e o gerente-geral, Juliano Ayres, apresentaram dados sobre a citricultura do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiros e os impactos que a doença vem provocando na produção de laranja.  

Fávaro destacou a evolução das pesquisas na citricultura e o papel fundamental que o Fundecitrus desempenha no controle fitossanitário dos pomares comerciais. Disse que o ministério vai se empenhar para contribuir com o setor na batalha contra a doença, em pesquisa e liberação de moléculas. “É um trabalho conjunto muito importante para a solução e o enfrentamento dessa doença. A citricultura brasileira é exemplo para o mundo e precisamos dessa parceria bastante forte para manter essa atividade forte também. A prioridade do ministério é a liberação de moléculas e apoio à pesquisa para o setor”, destacou   

Durante o encontro, Ayres reforçou a necessidade de uma construção conjunta de estratégias para batalha contra a doença e controle psilídeo. “É uma visita importantíssima para ampliarmos, ainda mais, a parceria que o Fundecitrus tem com o ministério. O greening demanda a construção de parcerias sólidas entre os setores público e privado para o controle da doença e a redução da incidência. É um trabalho conjunto que precisa ser ampliado em benefício de uma das maiores cadeias produtivas do Brasil”, diz.

Dentre outros, a comitiva do ministério também contou com a presença do prefeito de Araraquara, Edinho Silva; Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária; Edilene Cambraia Soares, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal, e Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal; Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola e Fábio Paarmann, superintendente do ministério em São Paulo.





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Conta de luz ficará mais cara em outubro com bandeira vermelha patamar 2


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou no começo da noite desta sexta-feira (27) bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o mês de outubro.

Será o maior patamar de cobrança adicional na conta de luz desde abril de 2022, quando a bandeira “escassez hídrica” estava em vigor.

Para o próximo mês, serão cobrados R$ 7,877 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Os fatores que acionaram a bandeira vermelha patamar 2 foram: risco hidrológico (GSF) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor da energia elétrica calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Baixa nos reservatórios

Na prática, as previsões de baixa afluência para os reservatórios das hidrelétricas e pela elevação do preço do mercado de energia elétrica ao longo do mês de outubro levaram ao resultado.

Estimativas apresentadas na semana passada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) já apontavam que o PLD de outubro deve superar os R$ 500 por megawatt-hora (MWh).

Houve um sequência de bandeiras verdes – iniciada em abril de 2022 e interrompida em julho de 2024 com bandeira amarela. Em agosto, houve bandeira verde em agosto e a vermelha, patamar 1, em setembro.

O acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 2 representa um acréscimo de 0,45 ponto porcentual sobre o IPCA. A projeção de impacto na inflação é da CM Capital.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, vai atingir em outubro a marca de 60 acionamentos na classificação amarela, vermelha 1, vermelha 2 ou, a de maior impacto, bandeira de “escassez hídrica”.

Em quase 10 anos, a economia com juro foi de R$ 4 bilhões. Os dados são da Aneel.

Bandeiras para a conta de luz

Apagão - IPCA - Inflação, bandeira vermelhaApagão - IPCA - Inflação, bandeira vermelha
Foto: Agência Brasil/Arquivo

O sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no país, e visa a atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros.

No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.



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Ventos intensos no RS causaram acamamento nas lavouras de canola



A cultura da canola está em pleno desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com 33% das lavouras em florescimento, 59% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 1% já colhido, de acordo com a Emater-RS.

O estado geral das plantações é considerado adequado, porém, ventos intensos na região das Missões e noroeste do estado causaram acamamento em algumas lavouras na fase final de enchimento dos grãos.

Apesar disso, o terço inferior das plantas não foi afetado, garantindo boas perspectivas para a colheita e sem grande impacto na produtividade.

Situação da canola nos municípios

São Luiz Gonzaga: maior área plantada da região. Um levantamento das perdas devido ao vendaval estimou acamamento em 5% das lavouras.

Bagé: lavouras estão nas fases de floração e enchimento de grãos, com uma pequena área em maturação. O potencial produtivo é satisfatório, exceto nas áreas semeadas no final do período recomendado, que foram afetadas pela estiagem em julho, resultando em estande de plantas desuniforme. A baixa incidência de doenças é um ponto positivo, apesar das chuvas intensas em agosto.

Frederico Westphalen: cerca de 60% das lavouras estão em florescimento e 40% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias têm maior potencial produtivo devido às condições ambientais favoráveis, com produtividade estimada em 1.540 kg/ha.

Ijuí: a cultura avança da floração para o enchimento de grãos, mantendo bom potencial produtivo. No entanto, algumas áreas não conseguiram compensar totalmente o potencial devido ao mau estabelecimento inicial das plantas. Atualmente, 1% da área foi colhida e 6% está em maturação.

Passo Fundo: lavouras em floração (30%) e enchimento de grãos (70%), com produtividade esperada de 1.500 kg/ha.

Santa Maria: lavouras apresentam ótimo desenvolvimento e boa situação fitossanitária. Cerca de 40% das lavouras estão em enchimento de grãos e 9% em maturação, com produtividade média estimada em 1.646 kg/ha.

Santa Rosa: cerca de 18% das lavouras estão em floração, 66% em enchimento de grãos, 14% em maturação e 2% já foram colhidas. A produtividade nas áreas colhidas ficou entre 1.000 e 1.200 kg/ha, mas as lavouras semeadas mais tarde têm expectativa de atingir até 2.000 kg/ha.

Segundo a Emater-RS, a projeção para o estado é de 134.975 hectares cultivados, com uma produtividade média inicial de 1.679 kg/ha.



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Veja os destaques do Cooperativismo em Notícia deste sábado



O programa Revitalizar da Cooper A1, a expansão dos cereais de inverno no Alto Vale e a família Souza Netto no quadro Gente que Faz o Agronegócio serão os destaques da semana do programa Cooperativismo em Notícia:

Revitalizando o campo

O programa Terra Boa, parceria entre o governo do estado de Santa Catarina e a Fecoagro, injeta recursos nas lavouras em busca do aumento de produtividade ne milho e nos cereais de inverno. Porém, a iniciativa tem um limitador de recursos. Ao observar isso, a Cooper A1 decidiu criar um programa que pudesse aumentar os recursos disponíveis para seus cooperados.

Isso, fora da cota do Troca-Troca. Chamado de Revitalizar, o programa tem espaço para injetar 15 milhões de reais em recursos neste ano. Nesse programa estão disponíveis o fósforo, o potássio, o geso agrícola, os corretivos minerais e todos os demais insumos que auxiliam no melhor desempenho das culturas.

Cada associado da Cooper A1, pode buscar investimentos para, no máximo, 30 hectares de área.

Cereais de inverno

Já que tocamos no assunto dos cereais de inverno, a nossa equipe esteve no Alto Vale do Itajaí para ver de perto com está o desenvolvimento do programa. Por lá, apoiados pela Cravil, os produtores tem melhorado suas lavouras e com mais dinheiro no bolso o programa se viabilizou de fato.

A ponte está construída. Para atender a demanda comercial, a Cravil tem selecionado produtores, como o seu Balduíno Schütz, para a produção de sementes. Na área dele, são dez hectares, de uma variedade, chamada de Guardião, a mais produtiva do país. Toda a assistência técnica é feita pela Cravil, inclusive com a indicação das cultivares e dos manejos produtivos.

Quadro Gente que faz

Se você não é rico e nem herdeiro, se contente em ter saúde e energia pra trabalhar. Porque só assim irá construir a sua história. E isso serve como uma luva para uma família que veio do Paraná, da cidade de Realeza, para trabalhar na cultura da cebola. Isso foi na década de 80.

E lá no Alto Vale, os agregados se tornaram donos das próprias terras. Não foi fácil. Foi heroico. A primeira propriedade, onde estão até hoje, tinha seis hectares. Isso era o suficiente pra alimentar todo mundo. Aí os piás foram crescendo, e a dona Gessi e o seu Amilton Souza Netto, sabiam que era preciso encaminhá-los.

Com a segurança dos pais, os cinco filhos foram adquirindo propriedades por perto. Hoje, cada um tem o seu pedaço de terra. Mas o cordão umbilical jamais foi cortado. Porque muitas das operações, especialmente na seleção da cebola, ainda são feitas em conjunto. A família, planta 132 hectares, com produção de cinco mil toneladas/ano.

O programa Cooperativismo em Notícia é produzido pela equipe de comunicação da Fecoagro/SC e veiculado pelo Canal Rural aos sábados às 8h30, com reprises às terças feiras, às 13h30.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

CMN aprova regras para renegociação de crédito rural em municípios gaúchos…


Entre as medidas, o Conselho autorizou as instituições financeiras a estender o prazo para pagamento das parcelas das operações de crédito rural contratadas até 15 de abril de 2024

Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou nesta quinta-feira (23) a Resolução CMN nº 5.164/24, que autoriza as instituições financeiras a prorrogarem as parcelas das operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização para produtores do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes ocorridas neste ano.

Para que as operações sejam elegíveis, elas devem ter sido contratadas até 15 de abril deste ano, com vencimento entre maio e dezembro de 2024. Além disso, os recursos devem ter sido liberados, parcial ou totalmente, antes de maio.

A medida tem como objetivo auxiliar os produtores rurais e agricultores familiares gaúchos que sofreram perda de renda igual ou superior a 30%. A prorrogação se aplica aos empreendimentos localizados em municípios com decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal.

No caso das operações de custeio e industrialização, a prorrogação pode ser estendida por até quatro anos, com a primeira parcela vencendo em 2025. Para operações de investimento, as parcelas podem ser prorrogadas por até 12 meses após a data de vencimento do contrato. Em ambos os casos, as demais condições do contrato original serão mantidas. Os mutuários deverão solicitar a prorrogação até 13 de setembro de 2024.

 

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CMN aprova regras para renegociação de crédito rural em municípios gaúchos afetados por enchentes

 

Além disso, a resolução autoriza as instituições financeiras, a seu critério, a prorrogar automaticamente para 15 de outubro de 2024 o vencimento das parcelas de principal e juros das operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização vencidas ou a vencer entre 1º de maio e 14 de outubro de 2024, desde que atendam aos critérios para obtenção dos descontos.

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Veja os preços da soja na véspera do relatório de estoques do USDA


O mercado brasileiro de soja registrou preços de estáveis a mais altos nesta sexta-feira (27). O mercado teve movimento moderado no dia, internamente pagando melhor do que a paridade de exportação em algumas regiões.

Com a alta forte de Chicago, o spread diminuiu um pouco. Porém, com estoques de soja mais apertados e a busca por soja disponível, houve o descolamento.

Preços médios da soja no país

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135 para R$ 136
  • Região das Missões: avançou de R$ 134 para R$ 135
  • Porto de Rio Grande: aumentou de R$ 142 para R$ 143
  • Cascavel (PR): seguiu em R$ 139
  • Porto de Paranaguá (PR): passou de R$ 142 para R$ 143
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 131 para R$ 133
  • Dourados (MS): passou de R$ 132 para R$ 135
  • Rio Verde (GO): cresceu de R$ 130 para R$ 132

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com forte alta. A preocupação com o persistente clima seco no Brasil – a previsão é de poucas chuvas e temperatura em elevação na próxima semana – fez as cotações dispararem.

O farelo liderou os ganhos, com altas em torno de 5%. “A China está com estoques de farelo bem curtos e a perspectiva de um movimento acelerado de compras por parte daquele país justifica a alta de hoje”, disse o analista de Safras & Mercado, Gabriel Viana, que considera, no entanto, a alta de hoje exagerada e baseada em movimentos especulativos.

O mercado também digere positivamente o pacote de incentivo à economia chinesa, com uma série de medidas anunciadas ao longo da semana e que podem acelerar a demanda por commodities.

Relatório USDA

Para completar, os agentes de posicionam frente ao relatório de estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “A China está com estoques de farelo bem curtos e a perspectiva de um movimento acelerado de compras por parte daquele país justifica a alta de hoje”, disse o analista.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1º de setembro deverão ficar acima do número indicado pelo USDA em igual período do ano anterior.

A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 350 milhões de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 13hs, nesta segunda (30). Em igual período do ano anterior, o número era de 264 milhões de bushels.

Contratos futuros da soja

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Foto: Pixabay

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 24,75 centavos de dólar, ou 2,37%, a US$ 10,65 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,83 por bushel, com ganho de 23,75 centavos ou 2,24%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 17,30 ou 5,29% a US$ 344,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,36 centavos de dólar, com baixa de 0,54 centavo ou 1,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,4361 para venda e a R$ 5,4341 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4258 e a máxima de R$ 5,4582. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,52%.



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veja como os preços da arroba fecharam a semana



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com alta dos preços no decorrer da sexta-feira (27).

Segundo informações da consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, pois mesmo diante do constante movimento de alta, as indústrias não conseguem uma evolução consistente de suas escalas de abate.

A demanda no geral permanece aquecida, com exportações muito representativas, em um ano que certamente será pautado por um recorde de embarques.

Por sua vez, a demanda doméstica também está aquecida, considerando a atual taxa de ocupação da economia brasileira. Neste caso, o impacto do 13º salário na atividade econômica será amplo na atual temporada.

Preços médios da arroba do boi a prazo

  • São Paulo: até R$ 280 a prazo
  • Mato Grosso do Sul: na região de Campo Grande, até R$ 270
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, até R$ 235

Mercado atacadista

Mercado atacadista segue com preços firmes no decorrer da sexta-feira. A expectativa para a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo em função da entrada dos salários na economia.

As proteínas concorrentes devem continuar ganhando competitividade em relação a carne bovina, mais uma vez a carne de frango deve ser a principal beneficiada.

Quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.



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AgroNewsPolítica & Agro

IPCA-15 foi de 0,13% em setembro


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,13% em setembro, 0,06 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em agosto (0,19%).

O IPCA-E, o IPCA-15 acumulado trimestralmente, foi de 0,62%, acima da taxa de 0,56% registrada em igual período de 2023.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,15%. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 4,12%, abaixo dos 4,35% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em setembro de 2023, o IPCA-15 foi de 0,35%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em setembro. A maior variação e o maior impacto positivo vieram de Habitação (0,50% e 0,08 p.p). Já Alimentação e bebidas (0,05% e 0,01 p.p.), grupo de maior peso no índice, registrou aumento de preços após dois meses de queda. As demais variações ficaram entre o recuo de 0,08% de Transportes e o aumento de 0,32% em Saúde e Cuidados Pessoais.

No grupo Habitação (0,50%), o principal impacto veio da energia elétrica residencial, que passou de -0,42% em agosto para 0,84% em setembro, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1 a partir de 1º de setembro. Além disso, houve os seguintes reajustes redução de 2,75% em Belém (-2,52%), a partir de 7 de agosto; e reajuste médio de 0,06% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,81%), a partir de 19 de agosto.

Destaca-se, ainda, a alta da taxa de água e esgoto (0,38%), que decorre dos seguintes reajustes tarifários: redução média de 0,61% em São Paulo (-0,15%), a partir de 23 de julho; de 5,81% em Salvador (3,02%), a partir de 1º de agosto; e de 8,05% em Fortaleza (5,23%), a partir de 5 de agosto. O resultado do subitem gás encanado (0,19%) decorre do reajuste de 2,77% no Rio de Janeiro (1,43%), a partir de 1º de agosto; e da mudança na estrutura das faixas de consumo nas faturas em Curitiba (-2,01%), também a partir de 1° de agosto.

No grupo Transportes (-0,08% e -0,02 p.p), o resultado foi influenciado pela gasolina (-0,66% e -0,03 p.p.). Em relação aos demais combustíveis (-0,64%), o etanol (-1,22%) também recuou, enquanto o gás veicular (2,94%) e o óleo diesel (0,18%) apresentaram altas. As passagens aéreas registraram aumento nos preços (4,51% e 0,03 p.p).

No grupo Alimentação e Bebidas (0,05%), alimentação no domicílio registrou variação de -0,01%, após recuar 1,30% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado as quedas da cebola (-21,88%), da batata-inglesa (-13,45%) e do tomate (-10,70%). No lado das altas, destacam-se o mamão (30,02%), a banana-prata (7,29%) e o café moído (3,32%).

A alimentação fora do domicílio (0,22%) desacelerou em relação ao mês de agosto (0,49%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 0,76% em agosto para 0,20% em setembro) e da refeição (0,37% em agosto para 0,22% em setembro).

Quanto aos índices regionais, sete áreas de abrangência tiveram alta em setembro. A maior variação foi observada em Salvador (0,35%), por conta da alta da gasolina (2,17%) e do gás de botijão (3,04%). Já o menor resultado foi em Recife (-0,37%), que registrou queda nos preços da gasolina (-4,51%) e da cebola (-31,80%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de agosto a 13 de setembro de 2024 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de julho a 14 de agosto de 2024 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.





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Fortalecimento do agro paulista é firmado entre secretaria e universidade



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo assinou, na noite desta quinta-feira (26), um protocolo de intenções com o Instituto Presbiteriano Mackenzie para incrementar a pesquisa agrícola paulista e desenvolver o agro.

O termo foi assinado pelo secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes e pelo diretor-presidente do Instituto Mackenzie, Milton Flávio Moura.

Entre as ações previstas, estão um projeto de qualificação e formação especializada de estudantes universitários para atender as demandas do setor agrícola e a transferência de conhecimento por meio de estágio.

Projeto Agrojovem

A ocasião também destacou o lançamento do Projeto Agrojovem. O deputado estadual Lucas Bove, presente na ocasião, comentou que o combate à doutrinação nas escolas contra o agro brasileiro é uma das ideias centrais da iniciativa.

“A ideia é justamente fazer com que esse tipo de problema não ocorra mais e que a gente possa, de fato, ter uma educação de qualidade que não prejudique o nosso agronegócio e também que ajude, obviamente, o produtor rural”.

De acordo com o parlamentar, no âmbito estadual, o ensino fundamental e médio são os alvos, mas a intenção é, também, levar o programa para as universidades.

“Mas, principalmente, para a Educação Básica junto aos municípios porque é desde cedo que a gente precisa formar esses jovens para que eles tenham uma real noção do que representa o agronegócio e, também, a liberdade de pensar e de criticar se tiver que criticar, mas também poder elogiar quando tem que elogiar”, frisa Bove.

A fundadora do projeto De Olho no Material Escolar, Leticia Jacintho, salienta que observa a atuação de jovens universitários que fazem parte do agronegócio ou desejam se inserir.

“Eles trazem inovação, força de trabalho, energia, então, realmente, é muito é muito interessante. […] tenho visto isso em diversas universidades, antes eram somente em algumas, mas hoje em dia várias têm aberto esse espaço para o agronegócio”, observa Leticia.



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