sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

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Governo vai acionar seguro-defeso para famílias do NO e NE atingidas por seca



O ministro do Trabalho em exercício, Chico Macena, reforçou nesta sexta-feira (27) que a pasta vai acionar o seguro-defeso para famílias do Norte e Nordeste afetadas pela seca. Além disso, ele reiterou que o governo vai facilitar o acesso a crédito dos setores que foram atingidos pelas queimadas, a exemplo das ações adotadas em prol do Rio Grande do Sul.

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É uma preocupação com relação ao emprego, de todo o governo, na Casa Civil tem um grupo de trabalho para adotar as medidas necessárias (por causa da seca e queimadas). Vamos acionar o seguro-defeso para proteção das famílias no Norte e Nordeste que foram afetadas (pela seca) e outras medidas através de iniciativas para facilitar crédito de setores que foram afetados (pelas queimadas), a exemplo do que aconteceu no Rio Grande do Sul“, disse durante do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente ao mês de agosto.



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Uso de bactérias em feijão melhora crescimento e saúde das plantas



Um estudo realizado na área experimental da Esalq/USP investigou os efeitos do uso de bactérias como inoculantes na cultura do feijão. O experimento seguiu recomendações específicas de adubação, e os resultados revelaram um impacto significativo aumentando o crescimento da planta.

A introdução do inoculante no solo causou uma alteração na comunidade de microrganismos que habita o solo em torno das raízes do feijão, ou seja, o microbioma da rizosfera. Essas alterações estão relacionadas ao aumento de nutrientes como magnésio, ferro e cobre e ao aumento da biomassa da planta.

Conforme Izadora Cunha, da USP, a inoculação com diferentes cepas bacterianas, incluindo Bacillus cereus e Paenibacillus polymyxa, demonstrou efeitos distintos na estrutura microbiana.

“Notou-se uma diminuição na abundância dos gêneros Rhizobium e Dyella, enquanto  BradyrhizobiumAcidobacteriales Gemmatimonadaceae foram mais presentes nos tratamentos com P. polymyxa. Quando mais de uma bactéria foi inoculada de uma vez, também foi maior a complexidade do microbioma da rizosfera e o número de grupos microbianos que desempenham funções específicas também foi aumentado”, disse Cunha.

Outro efeito observado foi a alteração no pH do solo, especialmente quando mais de uma bactéria foi inoculada ao mesmo tempo, que promoveu maior acidez devido à produção de ácidos orgânicos e moléculas capazes de sequestrar ferro (sideróforos) pelas bactérias promotoras de crescimento vegetal. 

“A inoculação de bactérias também aumentou a atividade da enzima fosfatase ácida, que é uma enzima produzida por membros do microbioma e tem o papel de ajudar a planta a obter o nutriente fósforo  em solos pobres deste elemento”, disse Lucas Mendes, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, também da USP.  

Quando a bactéria Paenibacillus polymyxa foi inoculada no feijão, ela melhorou a absorção de ferro, facilitando a captação de ferro pelas plantas por meio da produção de sideróforos. Além disso, a inoculação dessa bactéria influenciou a expressão gênica das plantas, reduzindo o estresse da planta e melhorando a eficiência fotossintética.

De acordo com Rodrigo Mendes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a inoculação com Bacillus cereus aumentou a associação entre raízes e micorrizas, que são fungos que melhoram a absorção de água e nutrientes pela planta. 

“Beneficiou ainda a colonização das raízes por microrganismos como Bradyrhizobium, o qual contribui para a obtenção de nitrogênio pela planta, e Nocardioides, que participa da decomposição da matéria orgânica do solo. Um outro efeito importante observado após a inoculação com B. cereus foi um aumento da diversidade bacteriana na rizosfera, que tem como consequência um aumento da resiliência do sistema para enfrentar estresses climáticos ou patógenos”, destacou Mendes.

Análises de coocorrência mostraram que a inoculação bacteriana aumentou a presença de microrganismos que favorecem a aquisição de nutrientes e o fortalecimento do sistema imunológico das plantas. O uso de inoculantes no feijão, resultou na montagem de comunidades microbianas mais complexas na rizosfera quando comparado ao tratamento controle (sem inoculantes), este aumento de complexidade do microbioma normalmente está associado a plantas mais saudáveis e vigorosas.

O tratamento com P. polymyxa foi o único que alterou significativamente as interações entre fungos e bactérias, reforçando o impacto da inoculação na estrutura e nas interações microbianas, com implicações positivas para a saúde e produtividade das plantas.

A equipe do estudo é composta também por Ana Reina da Silva, Eduardo Marcandalli Boleta, Thierry Pellegrinetti, Luis Felipe Zagatto, Solange Zagatto, Miriam de Chaves, da USP, Camila Patreze, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Siu Mui Tsai da USP, e pode ser acessado aqui 



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Angola, Coreia do Sul, México, Reino Unido e Rússia abrem mercados para o Brasil



O Brasil poderá exportar erva-mate, DDGs (grãos secos de destilaria, subproduto do etanol de milho) e ração compactada de feno para novos mercados, informaram os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, em nota conjunta. As aprovações sanitárias foram recebidas pelo governo brasileiro nesta sexta-feira (27).

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Essas aberturas de mercado contribuirão para aumentar o fluxo comercial com esses três importantes destinos e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil“, destacaram as pastas.

Angola e Coreia do Sul abriram seus mercados para a erva-mate brasileira. A Rússia autorizou a entrada de embriões ovinos do Brasil.

O Reino Unido e o México liberaram a importação de DDGs do Brasil. Para o México, o Brasil poderá exportar também farinha e “pellets” (ração compactada) de feno para alimentação animal.

Além disso, Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido deram aval para flor seca de cravo da Índia e fibra de coco do Brasil – utilizado na indústria da construção e da manufatura.

No ano, o país acumula 138 aberturas de mercado para produtos agropecuários, chegando a 216 desde 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Modelo suíço prevê tempo de germinação da batata


Foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas




Foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas
Foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas – Foto: Agrolink

O centro científico suíço Agroscope desenvolveu um modelo inovador que permite prever o tempo de germinação de uma variedade específica de batata com base nas condições climáticas. Com uma base de dados de 25 anos de testes de variedades, o objetivo principal é fornecer à prática agrícola e à indústria uma ferramenta eficiente para otimizar o armazenamento de batatas. A germinação durante o armazenamento resulta na perda de qualidade do tubérculo, acarretando prejuízos econômicos para os produtores. A previsão precisa do tempo de germinação após o período de dormência permite um melhor controle do processo de armazenamento, minimizando perdas.

No estudo realizado pela Agroscope, foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas testadas em seis locais ao longo de 25 anos, acumulando mais de 3.000 registros de germinação. A análise revelou que a variedade da batata é o principal fator na duração do período de dormência, representando 60,3% da variação, seguida pelo ano de plantio (13,9%) e pela localização geográfica (5,4%). Isso destaca a importância de se conhecer a variedade específica para otimizar o armazenamento e a qualidade do produto final.

O modelo preditivo desenvolvido pela Agroscope é baseado em cerca de 250 parâmetros, com uma precisão impressionante de 14,59 dias na previsão do tempo de germinação. Entre os principais parâmetros utilizados estão a “classe varietal” e a “soma das temperaturas máximas diárias do ar desde o plantio até a colheita”. O modelo foi testado e validado em experimentos de estufa, nos quais se observaram medições precisas da dormência de sementes de diferentes variedades de batata sob diversas condições de temperatura.

Com o aumento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas na agricultura, ferramentas preditivas como essa podem se tornar essenciais para manter a qualidade dos produtos armazenados e reduzir desperdícios. A Agroscope já planeja desenvolver um aplicativo para smartphones ou um site que permitirá aos agricultores prever o tempo de germinação de uma variedade específica de batata, inserindo apenas o nome da variedade, a data de plantio e a data de colheita. Isso trará benefícios significativos para a agricultura, possibilitando um gerenciamento mais eficiente e econômico do armazenamento de batatas.
 





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Livro ensina pequeno produtor a criar peixes em tanques escavados



Um livro completo e de acesso gratuito sobre piscicultura familiar em viveiros escavados acaba de ser atualizado pela Embrapa e disponibilizado em sua segunda edição.

Composto por dez capítulos técnicos, o manual traz informações essenciais para os produtores e interessados na área, abordando todo o processo produtivo, desde o planejamento até a comercialização dos peixes. A obra busca contribuir para a redução de gargalos tecnológicos na piscicultura por meio do compartilhamento de conhecimentos.

Planejamento e construção dos viveiros

No início da publicação, são apresentados pontos cruciais para o planejamento da atividade, como a proximidade com fornecedores de ração e alevinos de qualidade e as exigências do licenciamento ambiental. Na parte de construção dos viveiros, o manual destaca a importância da avaliação da topografia e do tipo de solo, além de orientar sobre o dimensionamento, formato, abastecimento e drenagem das estruturas.

Preparação dos viveiros e cuidados com os peixes

A preparação dos viveiros e a produção de peixes são os temas do terceiro capítulo. São abordados procedimentos como esvaziamento e secagem dos viveiros, calagem, adubação inicial, transporte e aclimatação de alevinos.

Os cuidados necessários nas fases de recria e engorda também estão presentes. O manual dedica um capítulo exclusivo à qualidade da água, com informações detalhadas sobre oxigênio dissolvido, transparência, pH, alcalinidade e temperatura.

Alimentação e sanidade dos animais

A alimentação dos peixes, considerada uma etapa essencial do processo produtivo, é tratada no quinto capítulo. A publicação explica como escolher a ração adequada e orienta sobre taxas e frequências de alimentação, destacando que a ração pode representar até 80% dos custos de produção. Em seguida, o manual aborda a sanidade dos animais, trazendo recomendações para garantir o crescimento saudável dos peixes.

Autores e contribuições para a piscicultura familiar

O “Manual de piscicultura familiar em viveiros escavados” conta com dez autores. A primeira edição, publicada em 2015, reuniu folhetos temáticos do projeto “Fortalecimento da piscicultura como alternativa de renda e diversificação da agricultura familiar no estado do Tocantins”. Na nova edição, os autores incluíram um capítulo inicial com questões fundamentais a serem consideradas antes de iniciar a atividade, como disponibilidade de água e necessidade de licenças.

A pesquisadora da Embrapa Patrícia Oliveira Maciel-Honda, uma das autoras, afirma que houve atualizações pontuais em conteúdos técnicos e melhorias em imagens e ilustrações. Ela destaca que, ao final do livro, são fornecidas planilhas prontas para impressão, facilitando o registro e o acompanhamento técnico da criação de peixes.

Ana Paula Oeda Rodrigues, também pesquisadora e autora, ressalta a importância do formato de manual e da linguagem acessível, favorecendo o desenvolvimento da piscicultura familiar no país. Já o pesquisador Adriano Prysthon da Silva enfatiza a disseminação do livro em redes sociotécnicas e eventos, com o objetivo de contribuir para a melhoria do sistema de produção e da cadeia produtiva como um todo.



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Área de florestas plantadas cresce em Goiás e produção florestal bate recorde


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, a produção florestal em Goiás ultrapassou R$ 472 milhões em 2023, de acordo com a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (26). O levantamento mostra que a silvicultura, responsável pela extração de madeira, continua sendo a principal atividade do setor, gerando R$ 457 milhões, enquanto a extração vegetal respondeu por R$ 15,3 milhões.

Do total produzido pela silvicultura, 67,7% do valor é proveniente da produção de lenha, que gerou R$ 309,4 milhões. A madeira em tora representou 30,9% da produção, com R$ 141,3 milhões, e o carvão vegetal contribuiu com 1,4%, somando R$ 6,3 milhões. Em comparação com 2022, houve um aumento no valor da lenha, enquanto a participação da madeira em tora e do carvão vegetal apresentou uma leve queda.

A pesquisa também aponta que a área de florestas plantadas em Goiás aumentou 2,4% em 2023, totalizando 124,4 mil hectares. Esse crescimento quebra uma sequência de quatro anos de queda, com destaque para o aumento de 1,6% na área plantada de eucalipto, que agora representa 92,4% das plantações florestais no estado.

Além da silvicultura, a extração de produtos alimentícios também teve um bom desempenho. Foram extraídas 3,77 mil toneladas desses produtos em Goiás, um aumento de 21,6% em relação ao ano anterior. O valor total gerado por essa extração foi de R$ 6,7 milhões, sendo o pequi o principal destaque, com crescimento de 21,8%, gerando R$ 5,65 milhões, o que corresponde a 37,1% do valor total da extração vegetal no estado.





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AgroNewsPolítica & Agro

Conselho Monetário Nacional define preços de referência para produtos agropecuários


Valores consideram a evolução dos custos de produção





Foto: Canva

Segundo dados divulgados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião ordinária realizada nesta quinta-feira (26/9), foram aprovados os preços de referência para diversos produtos agropecuários que vigorarão no ano agrícola 2024/2025. Esses valores consideram a evolução dos custos de produção e os preços médios praticados no mercado, sendo fundamentais para nortear a concessão de crédito ao amparo do Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) e do Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP).

O FEE destina-se aos produtores rurais, enquanto o FGPP abrange a aquisição de produtos por cooperativas, agroindústrias e empresas que atuam no beneficiamento e industrialização de produtos agropecuários.

O CMN, presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A definição dos preços de referência impacta diretamente o setor, oferecendo segurança financeira e previsibilidade ao mercado agropecuário.





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Avalia Greening é a nova ferramenta do Fundecitrus para a batalha contra a doença


O Fundecitrus lançou, nesta quinta-feira (19), a plataforma Avalia Greening, que disponibiliza, gratuitamente, os resultados de eficácia de produtos comerciais e tratamentos lançados para a mitigação dos danos e sintomas provocados pelo greening em pomares comerciais. A nova ferramenta reúne um banco de dados com 12 experimentos realizados pelo Fundecitrus, desde 2012, com produtos nutricionais e reguladores de crescimento amplamente comercializados para a citricultura. A ferramenta contará com atualização constante para oferecer dados cada vez mais apurados para o setor.

De acordo com o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau, o Avalia Greening é mais um importante instrumento que poderá ser utilizado pelo citricultor para balizar as suas decisões de manejo para uma doença que ainda não tem cura. “Elaboramos essa plataforma para que o citricultor possa conferir os resultados desses experimentos, além de saber em qual região ele foi feito. Tudo de forma muito fácil e intuitiva, o Avalia Greening permite que o produtor consulte não apenas os resultados, mas também a duração, a variedade e a região do cinturão citrícola onde os testes foram realizados”, explica. Na ferramenta, é possível filtrar as informações, também, segmentando por quantidade de experimentos com um determinado composto ou produto, se ocorreu em pomares irrigados ou em sequeiro e quais os efeitos esperados no pomar.  

Rigor

Os resultados da plataforma obedecem a rigor estatístico, padronização da severidade das plantas doentes avaliadas, grande número de plantas envolvidas nas testagens e aplicações em várias safras. Isso dá segurança para o citricultor poder optar por utilizar ou não um determinado produto mitigador de sintomas. “Diante do avanço da incidência do greening, a nova ferramenta é indispensável para que os profissionais do setor possam acompanhar essas análises feitas pelo Fundecitrus, desde as mais antigas até as mais recentes. O Avalia Greening é uma fonte de informações referenciais, baseada em critérios científicos muito robustos para a aferição dos resultados”, diz o pesquisador.  

Manejo

Independentemente da utilização dos tratamentos avaliados pela ferramenta para a mitigação dos danos ou redução de perdas pelo greening, é indispensável que os produtores continuem realizando o controle do psilídeo para que não haja a inviabilização de novos plantios. “O manejo exige a utilização de moléculas eficazes em sistema de rotação, qualidade de aplicação e em intervalos de ao menos dez dias, inspeção e eliminação de plantas doentes, principalmente em áreas com média e baixa incidência”, finaliza Behlau.

O acesso ao Avalia Greening pode ser feito na home do site do Fundecitrus: www.fundecitrus.com.br

 





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Fundecitrus realiza encontro Citros em Foco com citricultores de Duartina (SP)


Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (19), o encontro Citros em Foco em Duartina


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (19), o encontro Citros em Foco em Duartina (SP). Cerca de 100 participantes, entre citricultores, agrônomos e demais profissionais do setor citrícola, receberam informações sobre assuntos importantes da citricultura.

A palestra de abertura foi conduzida pelo técnico de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus Rafael Silvestre, que falou sobre a incidência de greening na região e reforçou as principais medidas de manejo para controlar a doença. “O citricultor precisa manter o controle rigoso, fazer o monitoramento adequado, rotacionar os inseticidas com pelo menos quatro grupos químicos diferentes e manter a erradicação de plantas em talhões com baixa incidência de greening.  O Fundecitrus está sempre em busca de capacitação para facilitar o trabalho no campo, e o Citros em Foco é uma oportunidade de levar informações atualizadas aos citricultores”, afirma.    

De acordo com o levantamento realizado pelo Fundecitrus, a região de Duartina registrou um aumento na incidência da doença, de 55% em 2023, para 64% em 2024. “O greennig teve um aumento significativo nessa região nos últimos anos. Por isso, os citricultores precisam fazer o manejo conjunto para evitar que a doença aumente. Esse é um período que exige atenção redobrada com as brotações e com o pico populacional do psilídeo, pois aumenta a possibilidade de infecção e disseminação da doença”, explica.

Em seguida, o pós-doutorando no Fundecitrus Eduardo Gorayeb falou sobre os estudos em desenvolvimento para o uso de reguladores vegetais na mitigação dos sintomas de greening e na redução dos impactos sobre a produção nos pomares, causando a diminuição na queda dos frutos. “Apresentei aos participantes os resultados recentes com os reguladores Ácido Giberélico e 2,4-D em plantas afetadas pela doença. Também falei sobre a nova plataforma Avalia Greening, que disponibiliza resultados de eficácia de produtos comerciais e tratamentos lançados para a mitigação dos danos e sintomas provocados pelo greening. É muito importante dividir o nosso aprendizado com os citricultores, é uma troca de conhecimento que nos auxilia na busca de métodos para combater a doença”, diz Gorayeb.

Além das palestras, os produtores receberam materiais do Fundecitrus, com orientações de manejo sobre as principais pragas e doenças dos citros. Outras cidades do cinturão citrícola irão receber o Citros em Foco nos próximos meses.





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Cannabis no controle de pragas


O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal




O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal
O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal – Foto: Laiha

No Dia Nacional da Sustentabilidade (25 de setembro), foi anunciado o projeto “ValorCannBio”, que visa valorizar subprodutos da cannabis medicinal como biopesticida para o olival. Liderado pelo InnovPlantProtect (InPP) em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT) e as empresas GreenBePharma e AGR Global, o projeto foi um dos vencedores do Programa Promove da Fundação ”la Caixa”. 

O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal para criar um biopesticida sustentável, focado no controle de doenças graves que afetam o olival, como a Gafa e a Tuberculose. Essas doenças são de grande relevância no setor agrícola, especialmente no Alentejo, onde a olivicultura desempenha um papel econômico e social crucial. A Gafa, por exemplo, pode causar perdas de até 100% na produção, impactando diretamente a qualidade do azeite e ameaçando variedades tradicionais de olival, como a galega. A Tuberculose, por sua vez, afeta a maioria dos olivais, reduzindo ainda mais a qualidade do produto final.

O biopesticida será desenvolvido a partir das folhas de cannabis, que atualmente precisam ser descartadas. O projeto pretende não só atender às necessidades dos olivicultores, mas também criar uma nova cadeia de valor para a indústria de cannabis medicinal em Portugal. Além disso, visa substituir pesticidas químicos que estão sendo descontinuados devido aos seus efeitos nocivos no meio ambiente, promovendo uma agricultura mais sustentável e alinhada às diretrizes da Comissão Europeia.

Ao integrar a agricultura sustentável com a química verde, o projeto “ValorCannBio” busca oferecer soluções inovadoras e ecologicamente corretas, contribuindo também para metas de redução de pesticidas até 2050.
 





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