sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Queda na produção de bergamota e laranja no Rio Grande do Sul


Segundo as informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26), nas regiões administradas pela Emater/RS-Ascar, os produtores de citros observam variações na produtividade e no andamento da colheita devido às condições climáticas. Em Alegrete e São Gabriel, na região de Bagé, há floração abundante nos pomares, e a colheita de laranja e bergamota em São Gabriel está próxima de ser finalizada.

Já na região de Caxias do Sul, as estimativas indicam uma queda de 40% na produtividade da bergamota. Excesso de chuvas e baixa insolação resultaram em queda de frutos, rachaduras e dificuldades para a realização e eficácia dos tratamentos fitossanitários. Neste momento, a floração está em pleno curso, e os produtores aplicam fungicidas para proteger a florada. Variedades tardias como Montenegrina e Murcott estão sendo colhidas, enquanto as variedades precoces já tiveram a colheita encerrada. O preço da bergamota Montenegrina subiu, sendo comercializada a R$ 3,50/kg.

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A produção de laranja do grupo Umbigo enfrenta reduções ainda mais acentuadas, com as laranjeiras sendo severamente afetadas pelo clima durante a fase de florescimento na primavera de 2023. Alta umidade e baixa radiação solar prejudicaram o pegamento dos frutos. A colheita das variedades tardias, como Monte Parnaso e Lane Late, continua, acompanhada de tratamentos fitossanitários para garantir a sanidade da florada. Os preços no mercado seguem em alta, com a laranja de bom calibre cotada a R$ 3,20/kg.

Na região de Erechim, a floração está na fase final, com excelente pegamento de frutos. Os produtores intensificam os tratamentos fitossanitários para prevenir doenças nas flores e frutos jovens. O preço da fruta destinada à indústria caiu, variando entre R$ 1,70 e R$ 1,80/kg, enquanto a fruta para mesa está em R$ 2,00/kg. Em alguns pomares, há incidência de mosca-branca, exigindo manejo especializado.

Na região de Santa Rosa, a floração predomina na maioria das variedades de citros, inclusive as tardias que ainda têm frutas em maturação. As plantas mostram vigorosa brotação, refletindo mudanças nas condições climáticas. A fase de floração, com grande presença de abelhas, demanda atenção especial no controle de pragas como pinta-preta, larva-minadora e cochonilha, com o uso de bioinsumos.





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Cigarrinha-das-raízes é vetor da escaldadura das folhas na cana, revela pesquisa


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta) mostrou que a bactéria causadora da escaldadura das folhas da cana-de-açúcar, a principal doença bacteriana desta cultura, é transmitida pela cigarrinha-das-raízes.

O inseto vetor carrega a bactéria Xanthomonas albilineans e a transfere para plantas sadias, transmitindo essa doença que não tem controle e, na maioria das vezes, é assintomática.

De acordo com a pesquisadora do IAC, Silvana Creste, com essa descoberta, o desenvolvimento de variedades resistentes à cigarrinha-das-raízes pode ser uma das estratégias para controlar a escaldadura das folhas.

“Essa descoberta traz um novo olhar em relação à praga e também à doença porque nos possibilitou saber que a cigarrinha, além de ser uma das principais pragas da cana, carrega também um inimigo oculto”, diz.

Baixa germinação da cana

Cana-de-açúcarCana-de-açúcar
Foto: Pixabay

A bactéria, ao colonizar principalmente os vasos de xilema, dificulta a absorção de água e seiva bruta pela planta. Os danos incluem baixa germinação das gemas, queda na produtividade e no teor de açúcar da cana, além de redução na longevidade dos canaviais.

Os prejuízos dependem da variedade, ciclo da cultura, idade do canavial, condições ambientais, agressividade do isolado da bactéria e da interação entre todos esses fatores.

“Em variedades suscetíveis, a doença provoca a morte das gemas/brotos e, consequentemente, da planta”, afirma a pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Fases seguintes de estudos

As próximas etapas da pesquisa visam avaliar se outras espécies da cigarrinha-das-raízes que infestam a cultura da cana-de-açúcar também são hospedeiras de Xanthomonas albilineans.

Pretende-se também estabelecer novas estratégias de manejo para a praga e a doença, visto que, atualmente, se preconiza o uso de mudas sadias e desinfecção de instrumentos de corte no plantio e na colheita.

De acordo com a pesquisadora, uma vez infectada, uma variedade só pode ser recuperada por meio da limpeza clonal em laboratórios de cultura de tecidos, seguida da checagem da sanidade por meio de métodos avançados de biologia molecular em laboratórios.

A Unidade laboratorial de referência do Centro de Cana IAC, em Ribeirão Preto, é o único laboratório no Brasil com tecnologia ultrassensível para detectar a presença dessa bactéria em cana.

“Desenvolvemos essa tecnologia há cerca de uma década, quando percebemos que os materiais com intenção de plantio não apresentavam sanidade suficiente para entregar alta produtividade ao longo de ciclos de cultivo de uma variedade”, comenta Silvana Creste.

Oportunidade da descoberta

A partir do desenvolvimento das tecnologias de checagem da sanidade, Silvana e equipe desenvolveram a tecnologia Invicta IAC, que consiste na produção de mudas em laboratório de cultura de meristema, em que a sanidade para as doenças transmitidas por mudas são certificadas por técnicas de biologia molecular, além da identidade genética atestada por fingerprint de DNA.

Conhecer os métodos de transmissão da doença permite definir estratégias para evitar sua ocorrência ou minimizar os danos por ela causados. A pesquisa ainda não gerou uma recomendação para controle da doença, mas a cientista afirma que a descoberta abriu uma nova oportunidade para debates, focando em estratégias de manejo para seu controle em viveiros de mudas e em canaviais, visando reduzir os prejuízos.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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safra da uva avança sem doenças e com floração precoce


De acordo com as informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26), nas regiões administradas pela Emater/RS-Ascar, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, o clima tem sido favorável para a viticultura, com intensa insolação, temperaturas moderadas e chuvas em volumes ideais. Essas condições têm proporcionado um excelente desenvolvimento das vinhas, que exibem brotação vigorosa e uniforme. Até o momento, a safra segue sem registro de geadas tardias, o que trouxe tranquilidade aos viticultores da região.

As variedades superprecoces, cultivadas em áreas mais quentes, como os vales dos maiores rios, já começaram a florescer, enquanto variedades mais tardias, como Cabernet Sauvignon e Moscatos, estão iniciando a brotação das gemas. Além disso, as vinhas não apresentam problemas de doenças ou pragas até o momento. As últimas videiras implantadas estão passando pelo processo de amarração da estrutura aérea, e o azevém tem crescido espontaneamente como planta de cobertura do solo, com poucos casos de dessecação registrados.

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Na região de Soledade, os picos de temperatura aceleraram a brotação das videiras, e os viticultores seguem com tratamentos preventivos contra antracnose e escoriose. Em Santa Rosa, a maioria das variedades de videiras quebrou a dormência e iniciou a brotação, com as mais precoces já em floração. Pulverizações com calda bordalesa foram aplicadas para controlar antracnose e míldio. No entanto, a brotação está um pouco atrasada em relação ao ano anterior, devido às temperaturas mais baixas em agosto.

Na região de Frederico Westphalen, as videiras, principalmente da variedade Niágara, estão em plena floração, enquanto a Vênus já se encontra na fase de grão chumbinho. A Seyve Villard continua em desenvolvimento. Tratamentos para prevenção de escoriose e antracnose estão em andamento, e, apesar da ausência de doenças, ainda há registro de algumas ocorrências de cochonilha-do-tronco.





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Com prejuízo de R$ 181 mi no agro, Goiás intensifica monitoramento de incêndios



O estado de Goiás tem intensificado o monitoramento de incêndios em áreas agrícolas e as ações de combate ao fogo.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou nesta semana que o prejuízo nas colheitas é de R$ 181,71 milhões entre o final de julho e setembro de 2024, considerando sete culturas plantadas no período (feijão, cana-de-açúcar, milho, tomate, sorgo, batata inglesa e algodão).

O documento apresenta um panorama que auxilia nas análises, apontando caminhos para atuação das autoridades. “A situação está mais controlada em Goiás, apesar das adversidades climáticas, graças a ações como o monitoramento em tempo real e a pronta resposta da Defesa Civil”, disse o governador Ronaldo Caiado em evento recente em Brasília (DF), para tratar do assunto com a União. O chefe do Executivo afirma ainda que, na economia como um todo, o impacto pode chegar a R$ 1,5 bilhão até o final do ano.

Conforme o governo do estados, os dados do acumulado do ano até agosto de 2024 mostram que a área produtiva queimada é de quase 102 mil hectares no estado. Na produção agrícola, os municípios mais atingidos são Itumbiara, Quirinópolis, Gouvelândia, Água Fria de Goiás e Padre Bernardo.

O valor tem como base o calendário de safras agrícolas e está relacionado apenas às colheitas do final do mês de julho ao início de setembro. Além disso, não engloba custos com infraestrutura, maquinários, pastagem, custo de recuperação ou replantio. O Sul goiano detém mais de R$ 46,58 milhões dos prejuízos nas colheitas, cerca de 25,64% do total. Em seguida, estão o Sudoeste (24,82%), o Entorno do Distrito Federal (13,6%) e o Nordeste (11,45%).

O titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, reforçou a importância de ações efetivas no enfrentamento dos focos de incêndio. “A secretaria tem realizado campanhas de conscientização sobre a importância da prevenção de incêndios florestais e reforçado os estudos técnicos que demonstram o impacto dessas queimadas sobre o solo e o meio ambiente. Além disso, temos trabalhado em parceria com produtores rurais e entidades competentes, buscando alternativas e estratégias para lidar com esse desafio”, destacou.

Em julho deste ano, por meio do decreto 10.503, o governador Ronaldo Caiado suspendeu o uso de fogo na vegetação, com exceção de casos expressamente autorizados pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Em agosto, por meio decreto 10.539, declarou situação de emergência em 20 municípios goianos afetados por “incêndios em áreas não protegidas, com reflexos na qualidade do ar”. O documento autoriza, por 180 dias, a dispensa de licitação para aquisição de materiais e contratação de pessoal.


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quando começa o horário de verão em 2024?



O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica – recomendou na última semana que o o Brasil volte a adotar o horário de verão.

No entanto, o governo federal ainda vai avaliar o cenário, antes de efetivamente optar pela medida.

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Comitiva chinesa visita terminal de exportação no Porto de Santos



Uma comitiva da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) visitou, na última quinta-feira (26), o Porto de Santos para conhecer um dos terminais de exportação de grãos e discutir o comércio agropecuário entre Brasil e China.

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Recebida por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e o diretor de Negociações Não-Tarifárias, Augusto Billi, a comitiva chinesa, liderada pelo vice-ministro Zhao Zenglian, conheceu de perto o sistema de controle e amostragem de grãos conduzido pelos auditores fiscais agropecuários do porto.

Durante a visita, os representantes da China ficaram impressionados com a infraestrutura e os processos de fiscalização da maior exportadora agrícola do Brasil. A China, que responde por 33,91% das exportações agrícolas brasileiras, já importou US$ 38 bilhões em produtos do Brasil nos primeiros oito meses de 2024, sendo a maior parte desse montante ligada ao complexo da soja.



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CNA prevê ano desafiador com retração de R$ 40 bilhões


Segundo dados divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve registrar uma queda de 3,2% em 2024, alcançando a marca de R$ 1,2 trilhão. Esse indicador reflete o faturamento bruto das atividades agrícolas e pecuárias dentro dos estabelecimentos rurais, considerando a média dos preços recebidos pelos produtores no país.

Entre os destaques do setor agrícola, a soja, principal cultura do país com participação de 37,4% no VBP, deverá sofrer uma retração de 17%, impulsionada pela queda de 12,9% nos preços e de 4,7% na produção. O milho também enfrenta um cenário desafiador, com previsão de queda de 19,6% no VBP, devido à redução de 12,3% na produção e 8,4% nos preços. Por outro lado, algumas culturas mostram desempenho positivo, como a cana-de-açúcar, que ocupa a terceira posição no VBP agrícola e deve registrar um crescimento de 5% em 2024, resultado de um aumento tanto na produção (0,5%) quanto nos preços (4,5%).

No setor pecuário, a bovinocultura de corte é uma das poucas áreas que projeta crescimento de 4,3% na produção, apesar de enfrentar uma redução de 8,8% nos preços. Essa combinação resulta em uma queda de 4,8% no VBP da carne bovina. Já a produção de carne de frango e carne suína devem registrar crescimento de 5,4% e 5,1%, respectivamente.

De acordo com a CNA, o VBP da agricultura para 2024 deve ser de R$ 834 bilhões, uma queda de 4% em relação a 2023. Já a pecuária, apesar de alguns destaques positivos, deve fechar o ano com R$ 404 bilhões, uma retração de 1,4% em comparação ao ano anterior?.





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Google decide barrar anúncios de bets sem registro no Ministério da Fazenda



O Google limitará a partir de segunda-feira (30) os anúncios de jogos virtuais das empresas de apostas online, as chamadas bets. Com a mudança, apenas as empresas registradas no Ministério da Fazenda poderão fazer anúncios, segundo a atualização da Política de Jogos de Azar do Google Ads, publicada pela companhia em seu site.

Para veicular anúncios de serviços de apostas esportivas online ou jogos de azar online após 30 de setembro de 2024, os anunciantes devem demonstrar que solicitaram autorização do Ministério da Fazenda do Brasil para operar esses serviços”, afirma a empresa.

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Segundo o Google, para anunciar serviços após a mudança, os anunciantes deverão “solicitar e obter a certificação” por meio de um formulário.

A decisão da empresa americana de tecnologia de suspender a publicidade das bets sem registro acompanha uma portaria do governo que impedirá, a partir de terça-feira, 1º de outubro, a atuação das bets sem autorizadas para operar no país.

Ao suspender as bets não autorizadas pelo Ministério da Fazenda, a intenção do governo é separar companhias sérias do setor daquelas com atuação suspeita, sobretudo as envolvidas em operações policiais.

No final de agosto, o Ministério da Fazenda recebeu 113 pedidos de autorização, de um total de 108 empresas, para atuar no mercado de apostas esportivas no país. Nessa lista, está a Caixa Loterias, subsidiária da Caixa Econômica Federal. O número de solicitações superou as estimativas da equipe econômica, que quase quintuplicou a projeção de arrecadação com o setor neste ano.

No Orçamento de 2024, a estimativa de receita com a regulação dessas apostas é de R$ 728 milhões. Após os pedidos, a Fazenda projetou até R$ 3,4 bilhões, caso todas as interessadas atendam às regras estabelecidas na regulamentação. Em dezembro, o Estadão já havia antecipado que a cifra poderia ultrapassar os R$ 3 bilhões em 2024. Na ocasião, 134 empresas haviam solicitado autorização prévia.

Força-tarefa

O tema dos jogos online virou um das prioridades do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião para semana que vem com ministros sobre a regulamentação das bets, diante da escalada de preocupação com o impacto social e econômico dos jogos de apostas online. A reunião, segundo apurou o Estadão/Broadcast, será com os Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento Social, Saúde e Casa Civil.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, na sexta-feira, 27, que o presidente Lula pediu providências a todos os ministérios que têm envolvimento no assunto e citou a necessidade de lidar com questões como lavagem de dinheiro, dependência dos jogos, tratamento sobre os meios de pagamentos nas apostas para coibir o endividamento e banimento de empresas que não credenciadas para atuar no Brasil.

Pesquisa do Banco Central revelou nesta semana que 5 milhões de beneficiados pelo Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões via Pix a plataformas de apostas online em agosto.

Diante desse quadro, o governo federal já avalia transferir o titular do Bolsa Família para outro nome, caso o titular tente usar o dinheiro do programa em bets, segundo afirmou o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, em entrevista à Coluna do Estadão.



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Valor Bruto da produção agropecuária deve recuar 3,2% neste ano, para R$ 1,2 trilhão



O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve recuar 3,2% neste ano, alcançando R$ 1,239 trilhão, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2023, o VBP da agropecuária foi de R$ 1,280 bilhão, informou a CNA em nota técnica divulgada na sexta-feira (27). O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.

A maior retração tende a ser registrada na agricultura, com redução prevista de 4% no VBP, passando de R$ 869,7 bilhões para R$ 834,6 bilhões neste ano. Na pecuária, o VBP é projetado pela CNA, de R$ 404,4 bilhões ao fim deste ano, queda de 1,4% ante 2023, quando o setor registrou R$ 410,2 bilhões.

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Na agricultura, a soja, que deve representar 37,4% do VBP, com maior participação entre as culturas, tende a registrar um resultado 17% menor que o de 2023. “Os preços da oleaginosa seguem em redução (-12,9%) e há queda na produção (-4,7%). No caso do milho, também há a previsão de queda na produção (-12,3%) e no preço (-8,4%), em 2024”, observou a CNA, na nota, mencionando que o desempenho do cereal tende a recuar 19,6%. Em contrapartida, o aumento de 4,5% dos preços e de 0,5% da produção pode impulsionar o VBP da cana-de-açúcar em 5% neste ano, cultura com a terceira maior participação no VBP da agricultura.

Na pecuária, tanto a bovinocultura de corte quanto a pecuária leiteira têm previsões de queda no desempenho neste ano, segundo a CNA, respectivamente de 4,8% e de 2%. Os resultados destas cadeias foram afetados neste ano pelo arrefecimento de 8,8% de preços na pecuária bovina e de 2% nos preços do leite.



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CNA vê prejuízo de R$ 14,7 bi à agropecuária por incêndios entre junho e agosto



Os incêndios ocorridos de junho a agosto deste ano geraram prejuízos de R$ 14,7 bilhões à agropecuária brasileira, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O cálculo considera perdas à produção de bovinos de corte, cana-de-açúcar e qualidade do solo. De acordo com levantamento feito pela entidade, 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais no Brasil foram atingidos pelos incêndios. O levantamento foi divulgado na quinta-feira (26).

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São Paulo (R$ 2,8 bilhões), Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão) foram os Estados com maiores prejuízos nessas cadeias. Os maiores impactos econômicos foram em pecuária e pastagem (R$ 8,1 bilhões), cercas (R$ 2,8 bilhões), perdas com a produção de cana-de-açúcar (R$ 2,7 bilhões), e outras culturas temporárias e permanentes (R$ 1,068 bilhão), estima a CNA.

A estimativa não considera os impactos com os incêndios ocorridos neste mês, portanto, o prejuízo econômico pode ser ainda maior. “A abordagem foi conservadora e considerou as áreas com maior impacto. Com a continuidade de incêndios em setembro e volta de focos em São Paulo e em Mato Grosso, a área afetada pode ser maior e revisaremos os números”, explicou o diretor técnico-adjunto da CNA, Maciel Silva, ao Estadão/Broadcast. “Os números mostram que os produtores rurais, assim como toda a sociedade e o meio ambiente, são vítimas dos incêndios, de origem criminosa”, acrescentou.

De acordo com a CNA, as áreas afetadas foram levantadas com base em imagens de satélite, em levantamentos do MapBiomas e dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe). Já as perdas financeiras das áreas incendiadas foram calculadas com base no custo de reposição da matéria orgânica em toda a área agropecuária queimada, perdas ocasionadas na produção de cana-de-açúcar que ainda não tinha sido colhida, perdas de produtividade do rebanho em razão da limitação de pasto, perdas de cercas em áreas de pastagem e perda de fósforo e potássio nas camadas superficiais dos solos.

O impacto econômico, calculado pela CNA, considerou as perdas nas culturas plantadas e na qualidade do solo. Entretanto, o prejuízo tende a subir quando considerado eventuais impactos na produção da próxima safra, caso das lavouras de cana-de-açúcar e da produção bovina. “Poderá haver impactos na produção das lavouras seguintes e para pecuária de perdas de produtividade e de ganho de peso por danos nas pastagens”, observou Silva.

Na avaliação da CNA, será necessária uma série de medidas de apoio aos produtores rurais para recuperação das áreas e da atividade agropecuária nas áreas incendiadas. “O financiamento é uma delas, dado que os produtores vão demandar recursos para recuperação, além de mecanismos de realavancagem em virtude das perdas monetárias”, observou o diretor técnico adjunto da CNA.

A liberação de recursos do Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro) do Plano Safra 2024/25, linha com aproximadamente R$ 6,5 bilhões disponíveis, para financiamento de recuperação de áreas atingidas por incêndios florestais é aquém do necessário para recuperação das propriedades rurais, na opinião da CNA.

O esforço governamental para análise e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) também é citado pela CNA como medida que agilizaria a responsabilização pelos incêndios criminosos.



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