sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

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Você viu? Polícia Federal inicia desarticulação de contrabando milionário de grãos



Na manhã da última terça-feira (24), a Polícia Federal, em parceria com a Receita Estadual do Rio Grande do Sul, deflagrou a fase ostensiva da Operação Tebas. O objetivo da operação é desarticular uma associação criminosa envolvida em um esquema milionário de contrabando de grãos, especialmente soja e milho.

As investigações revelaram que as cargas eram trazidas da Argentina para o Brasil por meio de portos clandestinos localizados às margens do Rio Uruguai. A operação envolveu 54 policiais federais e 14 auditores-fiscais, que cumpriram 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Crissiumal e Tiradentes do Sul, além de Curitiba.

Medidas adicionais incluem o bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, totalizando cerca de R$ 80,8 milhões, além do sequestro e arresto de veículos e imóveis, bem como a indisponibilidade de criptoativos.

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Investigações

As investigações, iniciadas em 2021, apontam que a organização criminosa utilizava dezenas de empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas, conferindo aparência de legalidade às mercadorias internadas de forma ilegal no Brasil. Estima-se que o consórcio criminoso tenha emitido notas fiscais no valor superior a R$ 209 milhões.



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fraude milionária na venda de grãos é apurada pela Polícia Civil



A Polícia Civil deu continuidade à investigação de uma fraude milionária na venda de grãos, envolvendo um grupo de empresários do agronegócio.

A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em Itapetininga e Pilar do Sul, ambos no interior de São Paulo, nesta terça-feira (17). A informação parte de reportagem do G1.

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A operação já está na 4ª fase da operação e, agora, foram descobertas mais vítimas. O prejuízo estimado alcança meio bilhão de reais.

As investigações apuram crimes como lavagem de dinheiro e outros delitos contra a ordem econômica, revelando um núcleo financeiro do grupo composto por quatro empresas ligadas à securitização e comércio de cereais.

Essas empresas seriam responsáveis pela movimentação e ocultação dos ativos provenientes das fraudes.

Confira todos os detalhes aqui na íntegra da reportagem.



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Brasil abre 205 novos mercados para o agronegócio e mira 300 até o final do ano; descubra quais são



O Brasil projeta encerrar 2024 com cerca de 300 novos mercados abertos para o segmento do agronegócio. Esse objetivo surge após o país atingir, nesta semana, 205 mercados em 60 destinos desde o início do ano passado. “Superamos todas as expectativas e estamos prontos para avançar ainda mais nos últimos três meses”, afirma Roberto Perosa, ministro substituto e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

Atualmente, cerca de 2 mil processos estão em andamento, buscando novas oportunidades de exportação e ampliação de mercados. Entre as negociações, o Brasil está em discussões para abrir os mercados japonês e sul-coreano para suas carnes, além de aumentar o volume de açúcar e carne bovina exportado para os Estados Unidos. Com a China, principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, há mais de 18 itens em pauta, representando um terço das exportações do país.

A abertura de novos mercados é crucial para a economia brasileira, dada a importância do setor agropecuário na balança comercial. Em 2023, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um recorde de US$ 166,55 bilhões, um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. O agronegócio foi responsável por 49% da pauta exportadora total do Brasil em 2023, comparado a 47,5% no ano anterior.

Para o setor de proteína animal, que abriu 60 novos mercados, a ampliação das exportações ajudou a mitigar quedas na demanda em certos mercados. “Houve um avanço nas vendas para mercados já abertos, com novas autorizações de frigoríficos e sistemas facilitados de habilitação (pré-listing), como nas vendas para Filipinas, Chile e Cingapura”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA. A indústria projeta exportações recordes de carne de frango e suína, totalizando cerca de 6,575 milhões de toneladas.

Entre os destaques do setor privado, estão as autorizações para venda de carne bovina para o México, após 20 anos de negociações, a exportação de algodão para o Egito e a venda de carne de frango kosher para Israel, o único país autorizado a comercializar frango de acordo com os preceitos religiosos judaicos.

Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o avanço supera as 186 aberturas entre 2019 e 2021. Em 2023, foram 122 novos mercados, com 26 aberturas em junho, refletindo a competitividade do setor agropecuário, reconhecido em mais de 200 países

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Negociações bilaterais

O processo de abertura de mercados para o agro nacional foi intensificado com inúmeras missões internacionais realizadas pelo ministro Carlos Fávaro e pela equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de concluir protocolos sanitários entre o Brasil e os países interessados em receber os produtos nacionais. “Nos últimos 20 meses, alcançamos, em média, uma nova oportunidade de comercialização a cada três dias”, destacou Fávaro.

As perspectivas de abertura de mercados continuam a crescer. Em novembro, haverá uma visita importante do presidente chinês, Xi Jinping. O Brasil está negociando com a China a abertura de mercados para produtos como uvas frescas, gergelim, sorgo, DDGs (grãos secos de destilaria, subproduto do etanol de milho) e subprodutos de carne bovina, suína e de aves. Essas oportunidades podem ser concluídas durante o encontro bilateral dos presidentes brasileiro e chinês.



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ameaça oculta que pode causar perdas de até 100% no sorgo


A broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) é uma das principais pragas do sorgo, dependendo da densidade populacional desse inseto no campo. Essa é a conclusão do primeiro estudo que determinou o nível de dano econômico em sorgo granífero e que, efetivamente, mostra quanto rendimento é comprometido em função da infestação da broca. 

De modo geral, os resultados desse estudo, que utilizou híbridos comerciais comumente plantados no Brasil, mostraram suscetibilidade do sorgo granífero à broca-da-cana-de-açúcar, também conhecida por broca-do-colmo, sob altos níveis de infestação, causando perdas substanciais na produtividade quando não tratados com o inseticida.

O artigo publicado no Journal of Applied Entomology, registra uma pesquisa realizada durante três safras, entre 2021 e 2023, na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG). O estudo compõe a tese de doutorado de Camila da Silva Fernandes Souza, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), orientada pelo professor Bruno Henrique Sardinha de Souza, e por Simone Martins Mendes, pesquisadora da Embrapa.

Recentemente temos falado muito do pulgão-do-sorgo (Melanaphis sorghi), obviamente, porque tem causado grandes prejuízos às lavouras desse cereal em função da dificuldade de controle. Contudo, esse estudo mostra os prejuízos causados pela broca-do-colmo, na cultura”, relata a cientista da Embrapa. 

Ela conta que, muitas vezes, a broca passa despercebida por causa de seu hábito. Ela vive escondida dentro do colmo da planta do sorgo, cujos prejuízos foram medidos, pela primeira vez nesse trabalho e, dependendo do híbrido, pode alcançar em torno de 50% da produção.

Praga na fase de lagarta, dentro do colmo da plantaPraga na fase de lagarta, dentro do colmo da planta
Foto: Simone Mendes e Otávio Araújo/Embrapa

Muitos desses prejuízos têm sido controlados com uso de inseticidas, tanto para lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) quanto para o pulgão-do-sorgo . “Todavia, é fundamental estar atento à broca na cultura do sorgo, pois os danos muitas vezes passam despercebidos pelo produtor”, revela Mendes.

A pesquisadora relata que, recentemente, o pulgão-do-sorgo tem recebido muita atenção do produtor. É uma praga detectada há pouco tempo na cultura. Os primeiros relatos de prejuízos econômicos foram feitos na safra de 2018/2019. “Apesar dos prejuízos severos que o pulgão vem causando, não se pode neglicenciar o monitoramento das demais pragas da lavoura, como a broca”, alerta Mendes.

A broca-do-colmo foi capaz de causar perdas de produtividade de até 100% em casos mais severos, quando as plantas não foram tratadas com inseticida em híbrido menos tolerante. O híbrido mais produtivo e tolerante registrou perda de 50%. Isso mostra como híbridos de sorgo podem se comportar de forma diferente no campo sob a mesma infestação de pragas. Por isso, é importante o produtor estar atento também à infestação dessa praga no campo, uma vez que o uso de híbrido suscetível combinado com o não uso de inseticidas pode levar a prejuízos severos. 

Segundo Camila Souza, apesar da importância dessa espécie de inseto-praga, pouco se sabia sobre a relação entre a infestação por broca e a redução na produtividade de grãos de sorgo. Outra demanda era saber o limiar de ganho e o nível de injúria econômica para a tomada de decisão de controle de pragas.

Conforme publicado no estudo, fizemos uma medição criteriosa, tanto dos parâmetros da infestação dessa praga, quanto de produtividade da cultura, avaliamos desde o comprimento das galerias causadas pela alimentação da broca, como a altura de plantas, comprimento e peso das panículas, além da injúria da broca do caule e comprometimento da produtividade de grãos. A infestação da broca-da-cana-de-açúcar foi maior quando as plantas de sorgo não foram tratadas com inseticida, resultando em menor produtividade”, explica Souza.

Com o uso de inseticida para o controle da praga foi observado o aumento da altura das plantas, em função principalmente da redução das galerias (furos), causadas pela broca nos colmos da planta, que impede a translocação de fotoassimilados (compostos resultantes da fotossíntese) pela planta e, consequentemente, aumenta o comprimento e o peso das panículas. 

Híbrido mais resistente

Dois híbridos comerciais apresentaram redução na produção de grãos com o aumento do comprimento da galeria, enquanto o sorgo BRS 373 não apresentou correlação significativa, o que pode sugerir certo nível de tolerância ao ataque da broca-da-cana-de-açúcar.

“O estudo foi pioneiro ao determinar o limiar de ganho e o nível de dano econômico causado pelo ataque dessa lagarta em híbridos de sorgo granífero. Essa informação é fundamental para os agricultores porque permite planejar melhor o cultivo, sabendo que é necessário tomar medida de controle se a infestação da praga atingir 3% de intensidade”, pontua Camila Souza.


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AgroNewsPolítica & Agro

Vídeo: Irrigação: cenário, desafios e caminhos para a citricultura


45º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

A irrigação na citricultura é tema do 45º episódio do Fundecitrus Podcast. O tema é importantíssimo para a agricultura, como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem, fortalecendo a produtividade no campo. Na citricultura, não é diferente. Em dois episódios, o Fundecitrus Podcast traz orientações sobre a implantação desse sistema, planejamento, benefícios, estudo de solo e tipos mais adequados para o setor. Hoje, 36% da área total do cinturão conta com irrigação e a tendência é de aumento. Nesse primeiro episódio, a conversa é com o consultor e professor do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Unesp de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino Hernandez.





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De pesquisas sobre câncer à agricultura: tecnologia avança no campo


Avanços na fisiologia vegetal estão abrindo novas possibilidades para aumentar a produtividade agrícola. Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech, explica que a tecnologia criada pela empresa tem como foco estimular o metabolismo primário das plantas, potencializando a produção e o consumo de ATP. Essa energia adicional permite que as plantas alcancem seu pleno potencial genético, resultando em aumentos expressivos de produtividade, especialmente em testes de campo.

“A maioria dos produtores costuma focar muito em defensivos, adubos e fertilizantes, mas a fisiologia vegetal precisa ser tratada de forma mais especializada”, explica Marcelo. “Nós, da Krilltech, desenvolvemos produtos que atuam em rotas metabólicas específicas, como a produção de ATP, que é a energia base da planta. Com isso, ativamos processos metabólicos que permitem à planta expressar todo o seu potencial produtivo, mesmo em condições adversas.”

A tecnologia da Krilltech difere dos produtos convencionais por não utilizar extratos vegetais ou hormônios. “Desenvolvemos produtos baseados na fisiologia da planta, quase como uma ‘medicina’ para vegetais”, destaca Marcelo. “Nossa abordagem é tratar a planta como um atleta de alta performance, ajudando-a a expressar o máximo de seu potencial genético.”

Parceria com a Embrapa 

O CEO também menciona que os produtos da Krilltech são os primeiros a utilizar nanotecnologia com foco em processos metabólicos específicos nas plantas. A primeira geração de produtos, como o Arbolina, foi desenvolvida em parceria com instituições de peso, como a Universidade de Brasília (UnB), a UFRJ e a Embrapa. “Desde os primeiros trabalhos, os resultados têm sido expressivos, com aumentos de 15% a 25% na produtividade de culturas como tomate e pimentão.”

Em campo, os resultados são consistentes: “Na soja, obtivemos 80% de resultados positivos, com retorno significativo para os produtores. Em culturas como cacau, café e tomate, os ganhos também são impressionantes”, afirma Marcelo. Ele destaca que, para cada real investido pelo produtor, há um retorno de até R$ 50, como no caso do tomate industrial.

Como surgiu

Marcelo Rodrigues revela que a inovação nasceu a partir de estudos sobre o câncer. “Inicialmente, eu trabalhava com pesquisas na área de câncer, estudando como modificar a superfície de partículas para interagir com organelas e processos metabólicos específicos. Esse trabalho envolvia a utilização de luminescência para marcar tumores.”

A aplicação da tecnologia em plantas surgiu quando Marcelo apresentou os resultados de suas pesquisas para a Embrapa. “O Dr. Jimar Silva, da Embrapa, me sugeriu usar a mesma lógica em plantas, e foi aí que surgiu a ideia de desenvolver produtos agrícolas com base nesse conceito. Nós adaptamos o que fazíamos em laboratório para a agricultura e criamos a Krilltech.”

 





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Morre o jornalista Leonardo Caldas Vargas em São Paulo



É com profundo pesar que informamos o falecimento do coordenador de jornalismo do Canal Rural, Leonardo Caldas Vargas, ocorrido neste sábado (28) em São Paulo. Leonardo fazia parte do Canal Rural desde fevereiro deste ano, onde coordenava a operação jornalística em diversos estados do país.

Natural de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, Leonardo tinha uma sólida trajetória no jornalismo. Formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), ele passou por veículos importantes como o Grupo RBS e a Rádio Gaúcha.

Em sua carreira, também atuou como repórter de política na revista Veja e assessorou diversos órgãos públicos, como a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e o Senado Federal. Além disso, sua experiência incluiu a produção e direção de documentários, bem como a organização de obras literárias.

Ainda não há informações sobre a data do sepultamento, que deve ser realizado em sua cidade natal, São Gabriel.

Neste momento de tristeza, expressamos nossos mais profundos sentimentos à família e aos amigos.



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preços se recuperam em setembro no Brasil, com clima seco atrasando plantio



O mercado brasileiro da soja registrou uma recuperação nos preços em setembro, acompanhada por uma melhoria na comercialização. Os ganhos internos foram impulsionados pelos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No entanto, a queda do dólar limitou a melhora nas condições de comercialização.

Preços da soja no país

  • Na região de Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 131,00 para R$ 135,00
  • Em Cascavel (PR), o valor passou de R$ 128,00 para R$ 139,00
  • Em Rondonópolis (MT), o preço aumentou de R$ 127,00 para R$ 131,00
  • No Porto de Paraguá, a saca também teve alta, de R$ 133,00 para R$ 142,00,

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros com vencimento em novembro, os mais negociados na CBOT, valorizaram 4,4%, cotados a US$ 10,44 por bushel na manhã de sexta-feira, 27. As preocupações climáticas desempenharam um papel importante nessa recuperação, mesmo diante de previsões de ampla oferta mundial de oleaginosas.

Nos Estados Unidos, as lavouras estão em fase de colheita, mas algumas questões climáticas geraram incertezas sobre o potencial produtivo. No entanto, as previsões continuam indicando uma safra recorde no segundo maior produtor de soja do mundo.

No Brasil, o plantio começou com atraso em setembro, e há preocupações com o clima seco em várias regiões produtoras. Esse atraso na semeadura levanta temores sobre possíveis comprometimentos nos rendimentos, embora ainda seja cedo para avaliar perdas, especialmente com previsões otimistas sobre a produção.

Câmbio

O câmbio foi um fator limitante para a melhora nas condições de mercado. Durante setembro, a moeda americana desvalorizou 3,4%, sendo cotada a R$ 5,4423 na manhã da sexta-feira. O início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos impactou o câmbio, mas os níveis atuais ainda conferem competitividade à soja brasileira.



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Nova lei estimula mercado e regularização das queijarias mineiras



O Queijo Artesanal de Minas acaba de ganhar mais um reforço rumo ao fortalecimento de sua produção no estado. O governo de Minas Gerais sancionou, nesta semana, a Lei nº 24.993, que institui a Política Estadual Queijo Minas Legal (PEQML).

A lei prevê 12 objetivos (veja lista abaixo) para a valorização dos produtos e da cultura regional, estimulando a regularização das agroindústrias, a diversificação do produto e novas oportunidades de mercado.

Entre os objetivos estão promover a adoção das boas práticas agropecuárias e de fabricação, estimular a certificação, o cooperativismo e o associativismo entre os produtores da iguaria.  As ações irão beneficiar produtores como Maria Lucilha de Faria, de São Roque de Minas. A produção de queijo está na família há cinco gerações e o negócio conta com a assistência da Emater-MG

Só neste ano, a Queijaria Pingo de Amor já foi premiada com o ouro no 3º Mundial do Queijo do Brasil 2024, em São Paulo, e dois ouros e duas pratas no prêmio Queijo Brasil, em Santa Catarina. “Hoje só eu estou cuidando da queijaria, trabalhando com o melhor leite vindo do curral, diminuindo perdas e agregando sabor e valor”, contou Maria Lucilha.

Proteção para a continuidade do trabalho

O secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Thales Fernandes, destaca que essa é uma entrega muito importante que assegura a continuidade das ações governamentais, impedindo que essa política se torne vulnerável às mudanças e seja descontinuada. 

“Nós não tínhamos, até então, uma política do Queijo Minas Artesanal tão específica. Isso vai promover principalmente a regularização de mais queijarias, com uma legislação mais simplificada e menos burocrática”, destaca. Ele explica ainda que a lei vai atrair o apoio de mais parceiros e facilitar financiamentos, propiciando cada vez mais segurança alimentar no consumo desse produto.

De acordo com o secretário, a Secretaria de Agricultura, em conjunto com suas vinculadas Emater-MG,  Epamig e  IMA, está empenhada em desenvolver um amplo processo de treinamento para atualização e padronização das ações dos fiscais agropecuários e extensionistas rurais.

A busca pela regularização sanitária de queijarias mineiras também está prevista no planejamento do estado por meio da Ação 4403 – Plano Queijo Minas Legal. 

A ação consta no Plano Plurianual de Ação Governamental – PPAG triênio 2024/2027 e é desenvolvida pela Secretaria de Agricultura em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais e o Fundo de Defesa do Consumidor.

Reconhecimento pela Unesco

Neste ano, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal podem ser reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O pedido de candidatura, entregue em março de 2023, está sendo analisado pela Unesco, que dará o parecer definitivo na 19ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, em dezembro, no Paraguai.

Com o reconhecimento da Unesco, as regiões mineiras produtoras de queijo artesanal se tornarão pontos de atenção ainda maior do público, impulsionando o turismo em níveis nacional e internacional e garantindo o desenvolvimento econômico e sociocultural dessas regiões.

Conheça os 12 objetivos do PEQML

  1. Fomentar a regularização sanitária das queijarias e a obtenção do Selo Arte, de que trata o art. 10-A da Lei Federal nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950;
  2. Sensibilizar os produtores quanto à importância do registro dos estabelecimentos;
  3. Aprimorar o processo produtivo, visando à melhoria da qualidade e da inocuidade final dos queijos;
  4. Promover a adoção das Boas Práticas Agropecuárias – BPAs e das Boas Práticas de Fabricação – BPFs;
  5. Implementar um ambiente favorável e desburocratizado ao produtor e ao empreendedor rural para a legalização dos estabelecimentos.
  6. Sistematizar procedimentos assistenciais, fiscalizatórios e de inspeção entre os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA);
  7. Estimular a obtenção de certificação de propriedade;
  8. Incentivar e fortalecer o associativismo e o cooperativismo entre os produtores e os empreendedores rurais;
  9. Conscientizar os consumidores para a importância do consumo de queijo legalizado;
  10. Incentivar a abertura de novos mercados;
  11. Fortalecer a imagem dos queijos mineiros artesanais e valorizar os territórios em que são produzidos;
  12. Informar produtores e consumidores sobre o processo de Indicação Geográfica (IG).

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Queda na produção de bergamota e laranja no Rio Grande do Sul


Segundo as informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26), nas regiões administradas pela Emater/RS-Ascar, os produtores de citros observam variações na produtividade e no andamento da colheita devido às condições climáticas. Em Alegrete e São Gabriel, na região de Bagé, há floração abundante nos pomares, e a colheita de laranja e bergamota em São Gabriel está próxima de ser finalizada.

Já na região de Caxias do Sul, as estimativas indicam uma queda de 40% na produtividade da bergamota. Excesso de chuvas e baixa insolação resultaram em queda de frutos, rachaduras e dificuldades para a realização e eficácia dos tratamentos fitossanitários. Neste momento, a floração está em pleno curso, e os produtores aplicam fungicidas para proteger a florada. Variedades tardias como Montenegrina e Murcott estão sendo colhidas, enquanto as variedades precoces já tiveram a colheita encerrada. O preço da bergamota Montenegrina subiu, sendo comercializada a R$ 3,50/kg.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

A produção de laranja do grupo Umbigo enfrenta reduções ainda mais acentuadas, com as laranjeiras sendo severamente afetadas pelo clima durante a fase de florescimento na primavera de 2023. Alta umidade e baixa radiação solar prejudicaram o pegamento dos frutos. A colheita das variedades tardias, como Monte Parnaso e Lane Late, continua, acompanhada de tratamentos fitossanitários para garantir a sanidade da florada. Os preços no mercado seguem em alta, com a laranja de bom calibre cotada a R$ 3,20/kg.

Na região de Erechim, a floração está na fase final, com excelente pegamento de frutos. Os produtores intensificam os tratamentos fitossanitários para prevenir doenças nas flores e frutos jovens. O preço da fruta destinada à indústria caiu, variando entre R$ 1,70 e R$ 1,80/kg, enquanto a fruta para mesa está em R$ 2,00/kg. Em alguns pomares, há incidência de mosca-branca, exigindo manejo especializado.

Na região de Santa Rosa, a floração predomina na maioria das variedades de citros, inclusive as tardias que ainda têm frutas em maturação. As plantas mostram vigorosa brotação, refletindo mudanças nas condições climáticas. A fase de floração, com grande presença de abelhas, demanda atenção especial no controle de pragas como pinta-preta, larva-minadora e cochonilha, com o uso de bioinsumos.





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