sexta-feira, agosto 7, 2026

Autor: Redação

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método é capaz de detectar substância tóxica nos grãos


Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um método inovador para detectar a presença de uma substância tóxica, a fumonisina, em grãos de milho sem a necessidade de moagem e de reagentes químicos. Isso reduz custos e torna o processo ambientalmente mais saudável.

A técnica utiliza imagens hiperespectrais de infravermelho próximo (NIR-HSI), integrando preceitos de química e agricultura de precisão, para identificar e quantificar essa micotoxina (substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos), considerada um dos maiores entraves à produção de milho no Brasil porque contamina os grãos ainda no campo e não é destruída por processamento térmico.

As fumonisinas são produzidas, principalmente, por fungos do gênero Fusarium e, por
apresentarem ampla distribuição, grande ocorrência e alta toxicidade, são consideradas as piores entre as micotoxinas produzidas por esses microrganismos.

Associado ao modelo matemático de análise multivariada de imagem, o NIR-HSI permite
identificar e quantificar as fumonisinas diretamente nos grãos de milho, que são invisíveis a olho nu, de forma rápida e sem destruição das amostras.

“A tecnologia NIR-HSI funciona com base no princípio da reflectância difusa, que depende das
propriedades químicas e estruturais do material. É uma abordagem não destrutiva para obter
espectros distribuídos espacialmente, o que permite visualizar e localizar pixel a pixel as
alterações químicas em qualquer sistema complexo”, explica a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (MG) Maria Lúcia Simeone.

Inovação na detecção de micotoxinas

De acordo com a Embrapa, o método utilizado atualmente para quantificar fumonisinas é caro, complexo, demorado e requer a moagem da amostra e um alto nível de conhecimento técnico. Soma-se a essas desvantagens o fato de que os reagentes químicos utilizados para realizar a análise são tóxicos, o que resulta em prejuízos para a saúde do analista e o ambiente.

Segundo Simeone, o novo método é muito mais rápido, não utiliza produtos químicos, não destrói a amostra e possui custo inferior. “Funciona por meio de um algoritmo construído a partir de informações espectrais e espaciais, obtidas em um equipamento de NIR-HSI, utilizando diferentes amostras de milho, uma vez que os dados dependem da interação entre a radiação eletromagnética e átomos ou moléculas da amostra analisada”, completa.

A pesquisadora destaca ainda que os resultados obtidos com a técnica NIR-HSI foram
surpreendentes, especialmente porque possibilitaram identificar lotes contaminados e prevenir
infecção cruzada durante o armazenamento do milho. “Essa metodologia tem o potencial de
transformar a forma como quantificamos e controlamos a fumonisina, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos”, acrescenta.

A nova técnica traz diversos benefícios para toda a cadeia produtiva do milho:
  • Maior rapidez: a quantificação do teor de fumonisina é realizada de forma rápida, em apenas 30 segundos, permitindo que um número maior de amostras possa ser analisado em menor tempo com resposta mais ágil em caso de contaminação.
  • Redução de custos: a técnica é mais econômica que os métodos tradicionais, pois dispensa a moagem e o uso de reagentes químicos.
  • Não destrutiva: a análise não danifica a amostra, permitindo realizar a análise diretamente nos grãos e seu uso posterior.

Futuro mais seguro para o consumo de milho

A pesquisa, publicada na revista Brazilian Journal of Biology, representa um avanço significativo na área de segurança alimentar. “Ao permitir a detecção rápida e direta do teor de fumonisinas em grãos de milho, essa nova metodologia contribui para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, protegendo a saúde de consumidores e animais”, observa Renata Pereira da Conceição, pós-graduanda da UFMG.

Para Valéria Aparecida Vieira Queiroz, pesquisadora da Embrapa, “com essa tecnologia, é possível desenvolver estratégias mais eficientes para o controle de fumonisinas no milho, reduzindo as perdas na produção, possibilitando a segregação de lotes de amostras e garantindo um alimento mais seguro para a população”.

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Foto: Edna Santos/Embrapa

O pesquisador da Embrapa Algodão (PB) Everaldo Medeiros afirma que a técnica gera uma
espécie de “imagem química do objeto”, combinando técnicas quimiométricas de tratamento de dados. Isso possibilita explorar aplicações inovadoras para a agricultura, a partir de conceitos de química verde e de agricultura de precisão, que colocam a Embrapa e parceiros na fronteira da inovação de aplicações com imagens NIR-HSI.

“Nossa participação no trabalho foi estudar as melhores configurações de imagens nas medidas de fumonisinas diretamente nas sementes de milho. Os resultados permitiram detectar e quantificar as micotoxinas de forma automática com maior sensibilidade e rapidez do que as técnicas atualmente utilizadas”, conclui Medeiros.


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Brasil tem segunda-feira de poucos negócios e preços de estáveis a mais baixos



O mercado brasileiro da soja enfrentou uma segunda-feira de poucos negócios, com preços variando entre estáveis e mais baixos. As cotações internas continuam firmes em relação à paridade de exportação, mas a combinação de uma queda na Bolsa de Chicago e um movimento lento do dólar impactou negativamente a atividade comercial.

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Preços da saca no país

  • Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos recuou de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Na região das Missões (RS), o valor caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), a saca passou de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 139,00 para R$ 138,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço se manteve em R$ 143,00
  • Em Rondonópolis (MT), o preço da saca caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS) também registrou uma queda, passando de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 132,00 para R$ 131,00

Contratos futuros

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa devido a um movimento de realização de lucros e previsões de clima mais úmido no Brasil, o que deve beneficiar o plantio. Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) gerou uma rápida mudança de direção na parte da tarde, mas a tendência não se consolidou.

Os estoques trimestrais do grão nos EUA, em 1º de setembro, totalizaram 342 milhões de bushels, um aumento de 29% em comparação ao ano anterior, embora abaixo da expectativa de 350 milhões de bushels. A produção norte-americana em 2023 foi revisada para cima, agora estimada em 4,162 bilhões de bushels.

Exportações e preços dos contratos

As inspeções de exportação da soja dos EUA chegaram a 675.749 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, superando as 498.586 toneladas da semana anterior. Recentemente, exportadores privados relataram a venda de 116.000 toneladas para a China para a temporada 2024/25.

Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,57 por bushel, uma queda de 8,75 centavos ou 0,82%. A posição para janeiro teve uma cotação de US$ 10,75 1/4, com perda de 7,75 centavos ou 0,71%. Nos subprodutos, o farelo para dezembro fechou em US$ 341,60 por tonelada, com uma redução de US$ 2,50 ou 0,72%, enquanto o óleo registrou uma alta de 0,95 centavo, fechando a 43,31 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, negociado a R$ 5,4478 para venda e R$ 5,4459 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4030 e a máxima de R$ 5,4728. No mês e no trimestre, o dólar teve quedas de 3,28% e 2,55%, respectivamente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Outubro terá bandeira tarifária mais cara do sistema nas contas de luz


A bandeira tarifária para o mês de outubro será vermelha patamar 2, com cobrança extra de R$ 7,877 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos. Esta é a primeira vez, desde agosto de 2021, que a bandeira mais cara do sistema criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é acionada.

Segundo a Aneel, um dos fatores que determinaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2 foi o risco hidrológico, ou seja, a baixa previsão de chuva para os reservatórios das hidrelétricas. Também teve influência a elevação do preço do mercado de energia elétrica em outubro.

Uma sequência de bandeiras verdes foi iniciada em abril de 2022 e interrompida apenas em julho de 2024 com bandeira amarela, seguida da bandeira verde em agosto, e da vermelha, patamar 1, em setembro. No mês passado, a Aneel chegou a anunciar a bandeira vermelha patamar 2 para setembro, mas corrigiu a informação dias depois. 

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem custo maior, e a verde, sem custo extra.

Segundo a Aneel, as bandeiras permitem ao consumidor um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. “Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta”, avalia a agência.





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Próximos prefeitos do RS terão de lidar com prejuízos bilionários da agropecuária


O Rio Grande do Sul é o terceiro maior estado do Brasil em número de municípios, com 497. Desses, as enchentes de maio afetaram 478. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o prejuízo no estado foi superior a R$ 13 bilhões.

O maior impacto está no setor habitacional, com perdas de quase 114 mil casas. Já na agropecuária, a baixa estimada é de quase R$ 6 bilhões. Esses números mostram os desafios dos prefeitos que serão escolhidos pela população a partir de 6 de outubro. Para mostrar esse cenário, a série Eleições 2024 do Canal Rural traz um retrato das adversidades enfrentadas por agropecuaristas do país.

Produção leiteira em risco

Produtores em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, Arceli e Dorival Junkeen já sofreram três enchentes de setembro para cá. No período, venderam 30 vacas para diminuir o custo. Assim, a produção de leite caiu pela metade.

“Já vendemos para o açougue, não para leite. A previsão é de que a gente ainda vai ter que se desfazer de mais vacas por causa do pasto, porque não temos pasto suficiente. Já plantamos milho, ele já está nascido, está alto […]. Mas até que [possamos] fazer silagem, ainda vai demorar três meses, o que é bastante”, relata Arceli.

Um dos maiores problemas do setor leiteiro do Rio Grande do Sul, o quarto segmento de maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado é, justamente, a falta de alimento para as criações.

Na propriedade dos Junkeen, a silagem foi toda perdida: uma parte ficou na lavoura e não há como plantar em mais da metade da área. “Eu não tenho muita esperança que vai melhorar de um ano para o outro, de repente só daqui a mais doi anos para a gente recuperar [e chegar no ponto] onde nós estávamos […]. Tem muito custo para manter as vacas hoje e para plantar”, diz Dorival.

Desafios aos próximos prefeitos

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Foto: Agência Brasil

Um dos maiores desafios para as próximas gestões municipais está no Vale do Taquari. A região é formada por 36 municípios, todos eles afetados pelas enchentes e que têm como base de suas arrecadações a agropecuária.

Em Estrela, por exemplo, esse volume corresponde a 40%. Em Roca Sales, a 45% e em Arroio do Meio, a 14%, mas, quando somado à indústria, alcança 79%.

De norte a sul do estado, as lavouras de grãos, proteínas, tabaco, silvicultura, olivas, nozes e frutas somaram mais de R$ 98 bilhões no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 47,5% dos prefeitos concorrem à reeleição, o que pode ser explicado por dois motivos: por já estarem no segundo mandato ou pelo desânimo de seguir no cargo.

Para o presidente do Sindicato Rural de Roca Sales, Gilmar Bernstein, as perdas da agropecuária do estado devem fazer a arrecadação dos municípios despencarem.

Os desafios dos próximos quatro anos passam pela recomposição de estradas e pela logística, visto que muitas regiões do Rio Grande do Sul ainda estão com pontes provisórias feitas pelo exército ou pela comunidade, mas que não suportam cargas pesadas.

A reconstrução de estruturas de produção e dos solos também podem ser determinantes para manter ou não os produtores na atividade, especialmente em regiões afetadas diretamente pela enchente.



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Semana será marcada por tempestades, mas com calorão


Esta semana que se inicia será marcada por tempestades em áreas das Regiões Sul e Norte do país, de acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na figura abaixo, é possível notar que os volumes podem ultrapassar os 60 mm (representados em tons de laranja e vermelho). Acompanhe a previsão entre esta segunda e a próxima (7).

Previsão de tempestades

mapa de chuva - tempestadesmapa de chuva - tempestades
Precipitação acumulada (em mm) em 174 horas. Validade: 00:00 de 30/09 – Fim: 06:00 de 07/10

Sul

A semana começa com tempestades no Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, em decorrência da passagem de um sistema frontal, com volumes de chuva que podem ultrapassar os 70 mm.

O sistema avança para os outros estados da Região a partir do dia 3 de outubro, com previsão de pancadas de chuvas isoladas. No entanto, a partir do dia 4, será de tempo bom no Rio Grande do Sul, trazendo condições mais estáveis.

Sudeste

Há previsão de chuva em áreas isoladas de São Paulo, leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, entre os dias 3 e 4 de outubro, devido ao avanço de um sistema frontal que se desloca em direção ao oceano. Nas demais áreas, o tempo permanecerá quente e seco.

Centro-Oeste

A previsão é de tempo quente e seco, exceto no noroeste de Mato Grosso e sul de Mato Grosso do Sul, áreas onde não se descartam pancadas de chuva isoladas.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e alta umidade provocarão pancadas de chuva no decorrer da semana, com valores acima de 60 mm no noroeste do Amazonas, Roraima e Pará. Pancadas de chuva isoladas não estão descartas nas demais áreas da Região, com exceção do centro e sul do Tocantins, onde a chance de chuva é pequena.

Nordeste

A previsão é de tempo quente e seco na Região. No entanto, no início da semana, espera-se um aumento na nebulosidade que pode gerar instabilidades, resultando em pancadas de chuva isoladas, especialmente em áreas do nordeste e leste da região.

Há ainda, previsão de ventos costeiros e ventanias no interior do Nordeste, principalmente no início da semana.

Previsão de temperatura

mapa temperaturamapa temperatura
Temperatura máxima do ar – Validade: 00:00 de 30/09 a 18:00 de 06/10

Para os próximos dias, o Inmet prevê temperaturas elevadas em áreas do Centro-Oeste e Norte do país, com máximas podendo superar os 40°C.

Além da elevação dos termômetros devido a uma onda de calor, os baixos índices de umidade relativa do ar também se destacam na porção central do país

No dia 6 de outubro (conforme a imagem acima), as temperaturas máximas podem ultrapassar 40°C na porção central do país, com máximas que podem superar os 35°C em áreas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.

Já na faixa leste, desde a Paraíba até as áreas da Região Sul, as máximas serão mais amenas. Assim, não devem ultrapassar os 33°C.

As temperaturas mínimas podem superar 24°C em áreas das Regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto nas áreas serranas entre Bahia e o norte de Minas Gerais, as mínimas podem ficar abaixo dos 18°C.

Na Região Sul, no sudeste de São Paulo e áreas serranas do Rio de Janeiro, está previsto até o final da semana um declínio da temperatura associado à alta pressão pós-frontal. Nas demais áreas, as temperaturas poderão ultrapassar os 23°C.



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Soja: tempo segue seco, mas chuvas devem aliviar o calor em parte do Brasil; confira quando


Atualmente, o solo permanece seco em grande parte do Brasil central, na região Nordeste e em algumas áreas do Sudeste. A previsão de chuva para os próximos dias nas áreas produtoras da soja indicam que a umidade deve retornar, especialmente na região Norte.

A distribuição das chuvas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso será irregular, com precipitações concentradas nas áreas próximas à fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Já na região Sul, a expectativa de chuvas está ligada à frente fria que avança entre quarta e quinta-feira, podendo provocar temporais em algumas localidades.

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Previsão para outubro

Foto: Canal Rural

O cenário para outubro se mostra otimista entre os dias 6 e 10, com a chuva retornando ao Centro-Oeste e Minas Gerais. Os volumes esperados variam entre 5 e 10 mm, o que ajudará a aliviar as altas temperaturas, especialmente no Triângulo Mineiro e interior do Centro-Oeste, onde os termômetros podem atingir 40°C.

Diante dessas condições climáticas, não é recomendável iniciar a semeadura da safra 2024/2025 na primeira quinzena de outubro. No entanto, a segunda quinzena traz boas perspectivas, com chuvas intensificando-se em Mato Grosso, Rondônia, Goiás e interior de São Paulo e Minas Gerais, com volumes que podem ultrapassar 40 mm. Essa reposição hídrica é essencial para que os produtores comecem os trabalhos no campo com segurança.



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Com dupla proteção, fungicida BASF oferece defesa inovadora contra doenças da soja


Doenças fúngicas trazem grandes prejuízos aos sojicultores brasileiros: a ferrugem-asiática, por exemplo, causa a desfolha precoce das plantas, deteriora sua capacidade de realizar fotossíntese e pode gerar perdas de até 90% na produção de grãos na lavoura, segundo a Embrapa.

A mancha-alvo, por sua vez, tem capacidade para atacar diferentes fases do ciclo da soja e gerar quedas de produtividade de até 40%, dependendo do grau de infecção e evolução no talhão afetado.

Para combater de maneira eficiente esses agentes nocivos, que dão prejuízos milionários à sojicultura, a BASF desenvolveu um produto com uma fórmula inovadora. Trata-se do fungicida Blavity®, que combina os ingredientes ativos Xemium (Fluxapiroxade) e Protioconazol – ambos com mecanismos de ação distintos que se complementam e que, juntos, tornam a proteção da soja mais eficaz.

Gerente de Marketing, Cultivo e Portfólio Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF, Daniel Holzhausen explica que, atualmente, outros fungicidas vendidos e registrados para uso na soja no Brasil trazem o Protioconazol em sua formulação. Segundo ele, entretanto, a composição do Blavity® se destaca nesse mercado.

Mancha-alvo. Foto: Roberto Castro/BASF

“A sinergia entre o Protioconazol e o Fluxapiroxade é o grande diferencial do Blavity®. Com os dois ingredientes ativos trabalhando em conjunto e de forma complementar, o fungicida atua desde a germinação dos esporos, criando uma camada que protege e dificulta a ocorrência de infecções na soja”, diz Holzhausen.

O produto, além disso, tem capacidade para criar uma segunda barreira de proteção, combatendo o desenvolvimento das hifas após a germinação dos esporos.

“Ao combinarmos o Fluxapiroxade com o Protioconazol, agregamos a ação curativa, reforçando o controle sobre as diferentes fases do fungo e trazendo melhor resultado para o agricultor”, afirma o executivo da BASF.

Vale lembrar que, mesmo quando isolados, tanto o Protioconazol quanto o Fluxapiroxade apresentam boas respostas no controle para a mancha-alvo e a ferrugem-asiática. Mas é a combinação dos dois ingredientes ativos que faz com que o produto se destaque frente a outros manejos do mercado.

Ferrugem-asiática. Foto: Roberto Castro/BASF

Além de sua efetividade no combate da ferrugem-asiática e da mancha-alvo, recentemente, o Blavity® conseguiu extensão de registro para o manejo da podridão de grãos da soja, doença que tem prejudicado a qualidade e produtividade de grãos nas últimas cinco safras, principalmente em Mato Grosso.

Funcionamento do Blavity®

O duplo modo de ação do Blavity é complexo e, ao mesmo tempo, altamente eficaz. Após a aplicação, o Xemium atua na linha de frente para proteger a folha: o ingrediente ativo protege a planta das fases iniciais das doenças fúngicas, bloqueando seu processo de sintetização de energia e impedindo que o fungo se desenvolva, penetre e se espalhe pela planta e pela lavoura.

O Protioconazol, por sua vez, funciona principalmente como uma segunda barreira de proteção contra os fungos que, eventualmente, não tenham sido atingidos e eliminados pelo Xemium. Uma de suas funções é impedir a síntese do Ergosterol, elemento fundamental na composição da parede celular das células do fungo.

Ao controlar as doenças, Blavity® permite que as folhas da soja recebam e absorvam plenamente a energia solar e, assim a planta possa se desenvolver e gerar mais grãos de alta qualidade.

Para Daniel Holzhausen, a fácil aplicação é outra vantagem do Blavity®. “A formulação do nosso produto é uma suspensão concentrada com alta solubilidade. Isso significa que, durante a preparação da calda, temos um produto de fácil mistura, com uma calda homogênea e com uma concentração uniforme do começo ao fim da aplicação”, explica o executivo da BASF.

Daniel Holzhausen, gerente de Marketing, Cultivo e Portfólio Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF. Foto: BASF

Essa fórmula também diminui a chance de entupimento dos bicos do pulverizador, algo que tira o sono do agricultor. E, além disso, Blavity® é um produto de baixa dosagem, trazendo facilidade operacional tanto na hora da mistura quanto para a armazenagem do produto e descarte de embalagens.

Para fortalecer ainda mais a solução na proteção das plantas da soja, é recomendável que Blavity® seja usado em sinergia com outros produtos da BASF nas diferentes fases do desenvolvimento das plantas.

“O Blavity® faz parte de um amplo programa de manejo de doenças da soja desenvolvido pela BASF. Nossa recomendação é usar o fungicida Belyan® como primeira aplicação, logo no desenvolvimento do sexto nó (V6). O Belyan® é uma tríplice mistura composta por Fluxapiroxade, Piraclostrobina e o exclusivo e inovador Revysol® (Mefentrifluconazol), com ação seletiva e eficiente e com um grande espectro de controle para as principais doenças da soja”, diz Daniel Holzhausen.

Já próximo ao início do florescimento ou 15 dias após a primeira aplicação, é hora de entrar com o Blavity®, que trará grande robustez no controle da mancha-alvo e ferrugem-asiática. E, para o fechamento da lavoura, temos o lançamento em 2024, do fungicida Keyra®, que trará eficiência para o manejo das doenças de final de ciclo da soja.

Atualmente, a BASF investe mais de 900 milhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento para criar soluções eficientes e inovadoras para a agricultura. E boa parte desse investimento é destinado a pesquisas para soluções eficientes para agricultura.

“A BASF está atenta às necessidades do produtor para entregar as soluções que vão fazer a diferença na lavoura. A empresa tem construído, cada vez mais, uma relação de confiança e de legitimidade com os agricultores para alcançar resultados de alta produtividade safra após safra”, finaliza Holzhausen.

Para saber mais, clique aqui.

ATENÇÃO: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual.



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Rio Negro pode passar por pior seca da história ainda esta semana



O Rio Negro registra a marca de 13,19 metros nesta segunda-feira (30), ultrapassando a seca de 2010 quando o rio que banha a capital amazonense chegou a 13,63 metros.

Comparado com o ano passado, quando o Rio Negro chegou à cota de 12,70 metros, o rio está a 49 centímetros para alcançar o recorde em 120 anos.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, a previsão é que em 2024 a seca do Negro supere a de 2023.

O rio tem descido em média 19 centímetros por dia. Desta forma, a previsão é que em cerca de quatro dias Manaus alcançará a pior seca de todos os tempos.

O Rio Negro é o maior rio em extensão na Bacia Amazônica, sendo um dos maiores rios do mundo em volume de água.

A estiagem no Amazonas afeta mais de meio milhão de pessoas, com cerca de 140.300 famílias prejudicadas de alguma forma pela descida das águas. Todos os municípios do estado estão em situação de emergência.



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AgroNewsPolítica & Agro

Índia retoma exportações de arroz branco não-basmati


A medida é vista como um alívio para o mercado global





Foto: Divulgação

A Índia autorizou no último sábado, 28 de setembro, a retomada das exportações de arroz branco não-basmati, à medida que seus estoques cresceram e os agricultores se preparam para colher uma nova safra nas próximas semanas. Segundo dados divulgados pelo Infoarroz, essa decisão pode fortalecer o abastecimento global e reduzir os preços internacionais do grão.

A medida, vista como um alívio para o mercado global, deve pressionar outros grandes exportadores, como Paquistão, Tailândia e Vietnã, a ajustarem seus preços para competir, afirmam comerciantes. Nova Délhi estabeleceu um preço mínimo de US$ 490 por tonelada para as exportações de arroz branco não-basmati, conforme uma ordem do governo. Isso ocorreu um dia após a redução da taxa de exportação desse tipo de arroz para zero.

A decisão segue uma série de flexibilizações nas restrições de exportação de variedades premium, como o arroz basmati aromático e o arroz parboilizado. Na sexta-feira, o governo indiano também reduziu o imposto sobre o arroz parboilizado de 20% para 10%.

Ainda este mês, o governo eliminou o preço mínimo de exportação do arroz basmati, respondendo a pedidos de milhares de agricultores que buscavam acesso a mercados internacionais lucrativos, como Europa, Oriente Médio e Estados Unidos.





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Incêndio florestal atinge área próxima de aeroporto regional


O corpo de Bombeiros da Base Florestal Oeste, foi acionado na manhã desta segunda-feira (30) para combater um incêndio florestal na Serra da Bandeira, numa área próxima ao Aeroporto Regional de Barreiras, no Oeste da Bahia.

Nas imagens é possível observar o tamanho da fumaça que impressiona e dá uma dimensão do incêndio, além de provocar transtornos aos moradores.

Residente do bairro São Pedro, Phillipe Juan, teme a invasão de cinzas e fuligem em casa, situação comum na região quando ocorrem queimadas próximas a áreas urbanas: “aqui vai encher de cinza já estou até vendo”, disse.

O Corpo de Bombeiros da Base Florestal Oeste, informou que 4 viaturas e 12 bombeiros militares foram deslocados para o combate inicial das chamas.

De acordo com a página do Instagram, Barreiras Desenvolvimento, o sítio aeroportuário possuía Seção Contra Incêndio com estrutura fixa do Corpo de Bombeiros para proteção das aeronaves, equipamentos e salvamento.

No entanto, a infraestrutura foi desmobilizada pelo Governo do Estado em 2018, enviando o caminhão de combate para outro aeroporto.

Mesmo isolado, o local só possui extintores e caixas d’água para combate a chamas, e os investimentos são de responsabilidade do Estado.

Serra da Bandeira e aeroporto regional de Barreiras, Oeste da BahiaSerra da Bandeira e aeroporto regional de Barreiras, Oeste da Bahia
Foto: Reprodução/Google Earth

Fogo recorrente

Durante gravações do especial ‘Cerrado Sem Fogo’, a equipe de reportagem do Canal Rural Bahia registrou no dia 16 de setembro, focos de incêndio em outra área da Serra da Bandeira.

Na ocasião, o fogo consumiu toda vegetação de Cerrado numa região próxima a residências.

Até o dia 29 de setembro, a Bahia registrou 2.623 focos de incêndios florestais, segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.


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