sexta-feira, agosto 7, 2026

Autor: Redação

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Grupo do G20 debate soluções energéticas em Foz do Iguaçu



Com 40 anos de operação, Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional é protagonista quando o assunto é transição energética, e referência em produção de energia limpa e renovável. Estes são os temas principais que devem ser debatidos durante as reuniões preparatórias para o G20, quem acontecem em Foz do Iguaçu nesta semana.

Responsável por produzir  10% da energia consumida no Brasil e 88% do Paraguai, a usina já preservou mais de 100 mil hectares de mata atlântica. Só nos últimos 30 anos, estima-se que o local ajudou a recuperar cerca de 30% do bioma em áreas florestais do Paraná. O território de uma das maiores hidrelétricas do mundo abrange 434 municípios sendo 399 deles no Paraná e 35 municípios no Mato Grosso do Sul.

E para a produção agrícola dos municípios que cercam Itaipu, a usina é parceira quando o assunto é sustentabilidade. Enio Verri, diretor geral brasileiro da Itaipu, dá destaque a isso: “a unsina criou no ano passado uma política chamada “Itaipu mais que energia” e com investimentos bastante altos em políticas de sustentabilidade em nosso território”.

Os principais temas que serão debatidos nesta fase de reuniões ministeriais de transição energética do G20 são: a transição energética justa e inclusiva, as perspectivas de inovação de combustíveis sustentáveis e ainda como acelerar os processos de financiamento dessas mudanças estruturais.  

Rodrigo Meneguette, superintendente de energias renováveis da Itaipu Binacional, explica que a usina tem buscado sempre a inovação e que sempre é um desafio: “Muitas empresas não estão dispostas a correr este risco de assumir um projeto piloto, que por vezes não tem a viabilidade econômica num primeiro momento. Mas e aí? Se ninguém der este passo, quem dará? E a Itaipu, dado todo esse histórico de ações de meio ambiente, entende que é papel dela dentro do governo federal, dar estes primeiros passos com os projetos”.

O Parquetec da Itaipu por exemplo, conta com instituições científicas de tecnologia e inovação. Uma delas trabalha com o biogás, gerado a partir de dejetos das atividades agropecuárias, além de iniciativas para transformá-lo em petróleo sintético renovável e a geração de biometano, a partir de resíduos orgânicos da própria hidrelétrica.

“Tem o Cibiogás por exemplo, que a Itaipu ajudou a fundar e hoje caminha com suas próprias pernas”, ressalta a chefe do escritório de Brasília da Itaipu, Lígia Leite Soares.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima seco e postura cautelosa de produtores elevam preço do milho


Produtores limitam a oferta no mercado spot, aguardando novas valorizações





Foto: Nadia Borges

Os preços do milho voltaram a subir em praticamente todas as regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Segundo informações divulgadas pelo Cepea, a alta nas cotações é impulsionada principalmente pela retração dos vendedores, que têm priorizado os trabalhos no campo e estão atentos ao clima quente e seco em algumas das principais regiões produtoras da safra de verão.

Muitos produtores já concluíram a colheita da segunda safra 2023/24 e, após conseguirem armazenar boa parte da produção, agora limitam a oferta no mercado spot, aguardando novas valorizações. Enquanto isso, a demanda segue firme, com compradores aumentando suas intenções de aquisição, mas enfrentando os preços mais elevados pedidos pelos vendedores que estão ativos no mercado.

Ainda segundo os pesquisadores do Cepea, esse cenário tem resultado em um ritmo lento de negociações no mercado spot nacional, com ambos os lados aguardando melhores condições para fechar novos negócios. O clima e a postura cautelosa dos agentes do setor seguem como fatores determinantes na dinâmica de preços do milho.





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AgroNewsPolítica & Agro

Registro de queimadas em setembro é 30% maior que a média do mês


Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já colocam 2024 como um dos anos com maior quantidade de focos de queimada na última década. Setembro já contabilizou mais de 80 mil focos, cerca de 30% acima da média histórica, registrada desde 1998 pelo Inpe. Mesmo que a quantidade de focos não extrapole as médias históricas nos últimos três meses do ano, 2024 terá o maior número de focos desde 2010, quando o Brasil teve 319.383 registros.

Os dados indicam que essa média pode ser superada, pois o mês de setembro teve aumento de 311%, passando de 18 mil focos em 2023 para 75 mil em 2024.

Centro-Oeste puxa altas 

O levantamento do Inpe indica aumento consistente nos focos em todas as regiões do país, em relação a 2023, com destaque para o Centro-Oeste, que teve três unidades com mais aumentos neste ano: Mato Grosso do Sul, com 601% e 11.990 focos em 2024; o Distrito Federal, com 269%, ainda que com apenas 318 focos; e Mato Grosso, 217%, com 45 mil focos, tornando-se o estado com o maior número no país neste ano, ultrapassando o Pará. Os números em Mato Grosso são mais fortes em setembro, quando foi responsável até agora por 23,8% dos focos do país ou 19.439 registros. O Pará também teve grande quantidade de queimadas no mês: 17.297 focos, ou 21,2% de todos os registros.

Completam o ranking dos maiores aumentos dois estados do Sudeste, com números totais de queimadas menos representativos, porém com grande aumento: São Paulo e o Rio de Janeiro. O aumento para os paulistas foi de 428% em setembro, com 7855 focos ativos. No Rio, foi de 184%, ou 1074 focos.

Em São Paulo, grande parte dos focos esteve concentrada em setembro, quando o estado registrou 2.445 focos ativos, 3% das ocorrências em todo o território nacional. Nas últimas 48 horas, o estado registrou 65 focos ativos, de acordo com  o Inpe. A Defesa Civil estadual informou que quatro municípios registraram focos nesse domingo (29), entre eles Luiz Antônio, na região de Ribeirão Preto, onde o combate se concentra na Estação Ecológica do Jataí. Somente lá atuam 133 agentes, entre defesa civil, bombeiros, brigadistas e voluntários. São 42 veículos, entre caminhões pipa, tratores e camionetes 4×4. Usinas da região uniram-se à força-tarefa enviando brigadistas e veículos de apoio. Seis aeronaves, sendo quatro aviões e dois helicópteros, também foram mobilizados nessa frente. 

Desde o começo das medições, o país teve mais de 300 mil focos apenas em seis anos: 2002, 2003, 2004, 2005, 2007 e 2010. Neste ano de 2024 caminha para a volta dessa marca. Com seus 208 mil focos registrados, está atrás somente dos totais de 2020, com 222.797 focos, e 2015, com 216.778, considerando apenas os últimos dez anos.





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Brasil abre 20 novos mercados para produtos agropecuários em 6 países



O Brasil poderá exportar produtos agropecuários para 20 novos mercados em seis destinos, informou o ministro substituto e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Roberto Perosa, em redes sociais.

Peru, Coreia do Sul, Austrália, Reino Unido, Angola e México aceitaram novos produtos brasileiros que até então não importavam. As autorizações foram recebidas pelo governo brasileiro com o aceite dos protocolos sanitários nesta segunda-feira.

Para o Peru, o Brasil está autorizado a exportar erva-mate, farelo de mandioca, feno, flor seca de cravo da índia e fibra de coco.

Coreia do Sul e Angola, por sua vez, liberaram a entrada de farelo de mandioca, polpa cítrica desidratada e feno do Brasil, assim como Reino Unido que, além dos produtos anteriores, deu aval para erva-mate brasileira.

Já o México abriu seu mercado para farelo de mandioca, erva-mate e polpa cítrica desidratada brasileiros.

No ano, o País acumula 147 aberturas de mercado para produtos agropecuários.



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Alta no trigo exige cautela dos moinhos


Entre os principais fatores de alta, destacam-se problemas climáticos




Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens
Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os moinhos devem se preparar para um potencial de alta nos preços do trigo nos próximos meses. A recomendação é que ordens de compra sejam colocadas ao redor de US$ 580, com uma projeção de saída em torno de US$ 640, o que permitiria uma cobertura de até R$ 120 por tonelada nos custos das matérias-primas. 

Aqueles que conseguiram coberturas a valores mais baixos, como US$ 560 e US$ 525, garantem melhores margens, de R$ 160 e R$ 230 por tonelada, respectivamente. Para cooperativas e cerealistas, as oportunidades de ganho podem variar de R$ 7,20 a R$ 13,80 por saca, dependendo do momento de entrada no mercado futuro.

Entre os principais fatores de alta, destacam-se problemas climáticos na Rússia e na Europa, como a falta de umidade nas áreas produtoras e uma queda na oferta de trigo mole na União Europeia, cuja produção foi revisada de 116,10 para 114,60 milhões de toneladas. No Brasil, a safra de trigo no Paraná deverá atingir apenas 2,58 milhões de toneladas, uma queda significativa de 29% em relação ao ciclo anterior, o que aumentará a demanda por importações, principalmente de países como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Por outro lado, fatores de baixa incluem a desaceleração das exportações americanas, com vendas de apenas 159,9 mil toneladas, e a pressão das vendas dos agricultores após a recente recuperação dos preços. Além disso, o Mar Negro continua a exportar rapidamente, com a Ucrânia embarcando 5,80 milhões de toneladas de trigo até o momento, um aumento de 85,90% em relação ao mesmo período de 2023.
 





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Confira os preços da arroba do boi gordo neste início de semana


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços mais altos no início da semana, e o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com um cenário ainda pautado por maior restrição de oferta.

Esse ambiente dificulta a evolução das escalas de abate mesmo com preços em forte elevação nos últimos dias.

Em relação à demanda, o ambiente ainda é favorável, com exportações caminhando para um recorde histórico na atual temporada.

“A demanda doméstica também conta com indícios de aquecimento, a começar pela taxa de ocupação, em níveis historicamente elevados”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi gordo

  • Mato Grosso do Sul: R$ 275

Mercado atacadista

carne bovina, carnes, abatecarne bovina, carnes, abate
Foto: Agência Brasil/arquivo

O mercado atacadista volta a apresentar firmeza em seus preços, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta durante a primeira quinzena do mês.

“Diante da dificuldade de aquisição de boiadas as indústrias não se deparam com estoques confortáveis. Da mesma maneira que a entrada dos salários na economia motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva”, apontou Iglesias.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,4361 para venda e a R$ 5,4341 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4258 e a máxima de R$ 5,4582. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,52%.



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Conab recebe quase R$ 1 bi para compra de até 500 mil toneladas de arroz



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, em nota, que os R$ 998 milhões em crédito extra disponibilizados para a companhia por meio da Medida Provisória 1.260/2024 serão destinados para o lançamento dos contratos de opção de venda de arroz.

A cifra é destinada à formação de estoques públicos, segundo a MP publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a Conab, a partir da MP, a companhia está autorizada a lançar os mecanismos de opção para compra de até 500 mil toneladas de arroz.

“A medida é mais uma ação dentro da retomada dos estoques públicos no país e visa incentivar a produção do grão, bem como apoiar os agricultores e as agricultoras”, disse a estatal.

Leilões de arroz

A Conab deve divulgar nos próximos dias os critérios que serão adotados nas operações, como preços e volumes a serem ofertados em leilões. A ideia do governo é diversificar e estimular a produção de arroz no país, em meio à elevada concentração das lavouras no Rio Grande do Sul.

Com os contratos de opção firmados com os produtores, na prática, o governo vai garantir ao produtor preço de compra do produto com margem de lucro. Se no momento da operação o preço de mercado for mais remunerador, o produtor tem a opção de não exercer o direito de vender ao governo (opção de venda) e negociar o produto no mercado.

Já no caso inverso (preços de mercado inferiores ao custo), o produtor exerce a opção de venda ao governo, que compra o cereal para os estoques públicos.

Os valores dos contratos de opção tendem a ser a um preço médio 10% acima do valor mínimo de garantia (estipulado pelo governo para cada cultura e que cobre os custos de produção) e mais custo de carregamento, o que alcançaria entre 12% e 15% sobre o mínimo



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Veja como ficaram os preços da soja no Brasil e em Chicago pós-relatório do USDA


O mercado brasileiro da soja enfrentou uma segunda-feira (30) de poucos negócios, com preços variando entre estáveis e mais baixos.

As cotações internas continuam firmes em relação à paridade de exportação, mas a combinação de uma queda na Bolsa de Chicago e um movimento lento do dólar impactou negativamente a atividade comercial.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 136 para R$ 135
  • Região das Missões (RS): caiu de R$ 135 para R$ 134
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 143 para R$ 142
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 139 para R$ 138
  • Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 143
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 133 para R$ 132
  • Dourados (MS): queda de R$ 135 para R$ 133
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 132 para R$ 131

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa devido a um movimento de realização de lucros e previsões de clima mais úmido no Brasil, o que deve beneficiar o plantio.

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) gerou uma rápida mudança de direção na parte da tarde, mas a tendência não se consolidou.

Os estoques trimestrais do grão nos EUA, em 1º de setembro, totalizaram 342 milhões de bushels, um aumento de 29% em comparação ao ano anterior, embora abaixo da expectativa de 350 milhões de bushels. A produção norte-americana em 2023 foi revisada para cima, agora estimada em 4,162 bilhões de bushels.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

As inspeções de exportação da soja dos EUA chegaram a 675.749 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, superando as 498.586 toneladas da semana anterior. Recentemente, exportadores privados relataram a venda de 116.000 toneladas para a China para a temporada 2024/25.

Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,57 por bushel, uma queda de 8,75 centavos ou 0,82%.

A posição para janeiro teve uma cotação de US$ 10,75 1/4, com perda de 7,75 centavos ou 0,71%. Nos subprodutos, o farelo para dezembro fechou em US$ 341,60 por tonelada, com uma redução de US$ 2,50 ou 0,72%, enquanto o óleo registrou uma alta de 0,95 centavo, fechando a 43,31 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, negociado a R$ 5,4478 para venda e R$ 5,4459 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4030 e a máxima de R$ 5,4728. No mês e no trimestre, o dólar teve quedas de 3,28% e 2,55%, respectivamente.



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método é capaz de detectar substância tóxica nos grãos


Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um método inovador para detectar a presença de uma substância tóxica, a fumonisina, em grãos de milho sem a necessidade de moagem e de reagentes químicos. Isso reduz custos e torna o processo ambientalmente mais saudável.

A técnica utiliza imagens hiperespectrais de infravermelho próximo (NIR-HSI), integrando preceitos de química e agricultura de precisão, para identificar e quantificar essa micotoxina (substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos), considerada um dos maiores entraves à produção de milho no Brasil porque contamina os grãos ainda no campo e não é destruída por processamento térmico.

As fumonisinas são produzidas, principalmente, por fungos do gênero Fusarium e, por
apresentarem ampla distribuição, grande ocorrência e alta toxicidade, são consideradas as piores entre as micotoxinas produzidas por esses microrganismos.

Associado ao modelo matemático de análise multivariada de imagem, o NIR-HSI permite
identificar e quantificar as fumonisinas diretamente nos grãos de milho, que são invisíveis a olho nu, de forma rápida e sem destruição das amostras.

“A tecnologia NIR-HSI funciona com base no princípio da reflectância difusa, que depende das
propriedades químicas e estruturais do material. É uma abordagem não destrutiva para obter
espectros distribuídos espacialmente, o que permite visualizar e localizar pixel a pixel as
alterações químicas em qualquer sistema complexo”, explica a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (MG) Maria Lúcia Simeone.

Inovação na detecção de micotoxinas

De acordo com a Embrapa, o método utilizado atualmente para quantificar fumonisinas é caro, complexo, demorado e requer a moagem da amostra e um alto nível de conhecimento técnico. Soma-se a essas desvantagens o fato de que os reagentes químicos utilizados para realizar a análise são tóxicos, o que resulta em prejuízos para a saúde do analista e o ambiente.

Segundo Simeone, o novo método é muito mais rápido, não utiliza produtos químicos, não destrói a amostra e possui custo inferior. “Funciona por meio de um algoritmo construído a partir de informações espectrais e espaciais, obtidas em um equipamento de NIR-HSI, utilizando diferentes amostras de milho, uma vez que os dados dependem da interação entre a radiação eletromagnética e átomos ou moléculas da amostra analisada”, completa.

A pesquisadora destaca ainda que os resultados obtidos com a técnica NIR-HSI foram
surpreendentes, especialmente porque possibilitaram identificar lotes contaminados e prevenir
infecção cruzada durante o armazenamento do milho. “Essa metodologia tem o potencial de
transformar a forma como quantificamos e controlamos a fumonisina, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos”, acrescenta.

A nova técnica traz diversos benefícios para toda a cadeia produtiva do milho:
  • Maior rapidez: a quantificação do teor de fumonisina é realizada de forma rápida, em apenas 30 segundos, permitindo que um número maior de amostras possa ser analisado em menor tempo com resposta mais ágil em caso de contaminação.
  • Redução de custos: a técnica é mais econômica que os métodos tradicionais, pois dispensa a moagem e o uso de reagentes químicos.
  • Não destrutiva: a análise não danifica a amostra, permitindo realizar a análise diretamente nos grãos e seu uso posterior.

Futuro mais seguro para o consumo de milho

A pesquisa, publicada na revista Brazilian Journal of Biology, representa um avanço significativo na área de segurança alimentar. “Ao permitir a detecção rápida e direta do teor de fumonisinas em grãos de milho, essa nova metodologia contribui para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, protegendo a saúde de consumidores e animais”, observa Renata Pereira da Conceição, pós-graduanda da UFMG.

Para Valéria Aparecida Vieira Queiroz, pesquisadora da Embrapa, “com essa tecnologia, é possível desenvolver estratégias mais eficientes para o controle de fumonisinas no milho, reduzindo as perdas na produção, possibilitando a segregação de lotes de amostras e garantindo um alimento mais seguro para a população”.

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Foto: Edna Santos/Embrapa

O pesquisador da Embrapa Algodão (PB) Everaldo Medeiros afirma que a técnica gera uma
espécie de “imagem química do objeto”, combinando técnicas quimiométricas de tratamento de dados. Isso possibilita explorar aplicações inovadoras para a agricultura, a partir de conceitos de química verde e de agricultura de precisão, que colocam a Embrapa e parceiros na fronteira da inovação de aplicações com imagens NIR-HSI.

“Nossa participação no trabalho foi estudar as melhores configurações de imagens nas medidas de fumonisinas diretamente nas sementes de milho. Os resultados permitiram detectar e quantificar as micotoxinas de forma automática com maior sensibilidade e rapidez do que as técnicas atualmente utilizadas”, conclui Medeiros.


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Brasil tem segunda-feira de poucos negócios e preços de estáveis a mais baixos



O mercado brasileiro da soja enfrentou uma segunda-feira de poucos negócios, com preços variando entre estáveis e mais baixos. As cotações internas continuam firmes em relação à paridade de exportação, mas a combinação de uma queda na Bolsa de Chicago e um movimento lento do dólar impactou negativamente a atividade comercial.

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Preços da saca no país

  • Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos recuou de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Na região das Missões (RS), o valor caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), a saca passou de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 139,00 para R$ 138,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço se manteve em R$ 143,00
  • Em Rondonópolis (MT), o preço da saca caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS) também registrou uma queda, passando de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 132,00 para R$ 131,00

Contratos futuros

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa devido a um movimento de realização de lucros e previsões de clima mais úmido no Brasil, o que deve beneficiar o plantio. Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) gerou uma rápida mudança de direção na parte da tarde, mas a tendência não se consolidou.

Os estoques trimestrais do grão nos EUA, em 1º de setembro, totalizaram 342 milhões de bushels, um aumento de 29% em comparação ao ano anterior, embora abaixo da expectativa de 350 milhões de bushels. A produção norte-americana em 2023 foi revisada para cima, agora estimada em 4,162 bilhões de bushels.

Exportações e preços dos contratos

As inspeções de exportação da soja dos EUA chegaram a 675.749 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, superando as 498.586 toneladas da semana anterior. Recentemente, exportadores privados relataram a venda de 116.000 toneladas para a China para a temporada 2024/25.

Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,57 por bushel, uma queda de 8,75 centavos ou 0,82%. A posição para janeiro teve uma cotação de US$ 10,75 1/4, com perda de 7,75 centavos ou 0,71%. Nos subprodutos, o farelo para dezembro fechou em US$ 341,60 por tonelada, com uma redução de US$ 2,50 ou 0,72%, enquanto o óleo registrou uma alta de 0,95 centavo, fechando a 43,31 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, negociado a R$ 5,4478 para venda e R$ 5,4459 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4030 e a máxima de R$ 5,4728. No mês e no trimestre, o dólar teve quedas de 3,28% e 2,55%, respectivamente.



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