sexta-feira, agosto 7, 2026

Autor: Redação

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Chocolate brasileiro cresce nos países árabes, mas ainda longe do potencial



As exportações de chocolate brasileiro para a Liga Árabe aumentaram 4,39% entre janeiro e agosto deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 16,06 milhões, de acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Embora o volume exportado tenha recuado 4,54%, para 4,43 mil toneladas, o valor médio por tonelada subiu 9,35%, atingindo US$ 3.623,84. Esses números referem-se às exportações para os 22 países membros da organização regional.

Líderes na compra de chocolate

O Iraque se destacou como o terceiro maior importador de chocolate brasileiro na região, registrando um aumento de 101% nas compras, alcançando 395 toneladas. À frente dele, estão os Emirados Árabes Unidos, com 475 toneladas importadas, representando um pequeno recuo de 4,09%, e a Arábia Saudita, que absorveu 2,36 mil toneladas, uma queda de 2,43% em relação ao ano anterior.

Segundo o gerente de inteligência de mercado da Câmara Árabe, Marcus Vinicius, 97% das exportações brasileiras para a Liga Árabe são preparações de cacau recheadas, barras, tabletes e paus, produtos de alto valor agregado.

Ele também destaca que os países do Golfo atuam como hubs de reexportação, o que pode ser uma vantagem para marcas que buscam se internacionalizar.

Participação ainda modesta

Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda tem uma participação modesta no mercado árabe. Um exemplo é o caso dos Emirados Árabes Unidos, que importaram US$ 1,64 milhão em chocolate brasileiro de janeiro a agosto, mas movimentam cerca de US$ 460 milhões anualmente com importações de chocolates de países como Turquia, Holanda, Itália e Egito.

O aumento dos preços do chocolate foi influenciado pela alta nos preços do cacau, que subiram significativamente devido a pragas e problemas climáticos que afetaram até 20% das safras da Costa do Marfim e Gana, responsáveis por 56% da produção mundial.

As cotações futuras do cacau na CBOT de Chicago dobraram, ultrapassando US$ 7 mil por tonelada, enquanto na bolsa de Londres, os preços subiram até 47% neste ano.

As entidades do setor cacaueiro preveem um déficit global na oferta de cacau nos próximos anos, indicando que o cenário pode demorar para se normalizar.



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PRF apreende quase 2 t de maconha em carga de amido de milho



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 1,9 tonelada de maconha transportada em uma carga de amido de milho. O caso aconteceu na BR-158, em Três Lagoas (MS), no último sábado (28).

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Segundo o motorista, o carregamento de amido de milho saiu de Marechal Cândido Rondon (PR) e tinha como destino o município de Silvianópolis (MG). Durante a inspeção do compartimento de carga do caminhão, os agentes sentiram um forte odor de maconha e encontraram vários fardos da droga no fundo do baú.

Ao todo, foram apreendidos 1.917 kg de maconha, que foram encaminhados à Polícia Civil em Três Lagoas (PCMS). O motorista e uma passageira foram presos, e o caminhão usado no transporte também foi levado para a unidade.

*Sob supervisão de Henrique Almeida



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Lalguard Java agora é Lalguard C99


O risco da seleção de pragas resistentes aos inseticidas químicos tem aumentado as chances da redução da eficiência desses produtos. Além disso, muitos desses produtos estão sendo banidos em várias partes do mundo, o que representa um grande desafio para a agricultura moderna.

No Brasil, a mosca-branca causou grandes danos em várias culturas na safra passada, enquanto a cigarrinha-do-milho se tornou a praga mais relevante para a cultura do milho.

Esses são exemplos claros de uma tendência preocupante e do que podemos esperar para a proteção das plantações no futuro.

Em 2022, a Lallemand Plant Care lançou no mercado brasileiro uma solução inovadora para o manejo de pragas: o Lalguard Java. Esse bioinseticida, desenvolvido após anos de pesquisa em colaboração com a Embrapa, é formulado a partir do isolado exclusivo BRM27666 do fungo entomopatogênico Cordyceps javanica. O Lalguard Java demonstrou eficácia comprovada no controle da mosca-branca em campo, ganhando a confiança dos produtores em todo o país.

Gráfico 1: manejo da cigarrinha-do-milho; gráfico 2: mortalidade de mosca-branca. Fonte: Embrapa/Lallemand Plant Care

Em julho de 2024, a marca comercial Lalguard Java WP foi alterada para Lalguard C99 WP. Além disso, o Lalguard C99 WP foi recentemente registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o controle da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), ampliando seu espectro de ação em bula e alinhando-se ao posicionamento de marca global da Lallemand Plant Care. Essa mudança reflete o compromisso contínuo da empresa com a inovação e a excelência.

A expertise centenária da Lallemand, em parceria com a Embra´pa, oferece ao produtor tecnologia de alta eficiência no manejo de pragas, garantindo rentabilidade.

Para mais informações, entre em contato com nossos especialistas pelo e-mail: [email protected].





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Preço do boi gordo em MT alcança o maior valor do ano em setembro, diz Imea



O preço do boi gordo em Mato Grosso alcançou, em setembro, o maior valor do ano, de R$ 215,73, alta de R$ 10,01 ante agosto, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Segundo o Imea, tal cenário foi resultado da menor participação de vacas nos abates totais, além de uma boa demanda interna e externa por carne bovina.

O Imea também diz que o preço de setembro de 2024 foi 16,24% maior do que a cotação de setembro de 2023, quando a arroba atingiu “o fundo do poço”.

“Mesmo com a maior valorização do boi em setembro de 2024, os preços nos meses anteriores praticamente vinham andando de lado, visto que a média de ganhos mensais entre janeiro e setembro ficou em R$ 3,25 por arroba”, prossegue o Imea. “Este cenário é típico de anos de transição do ciclo pecuário.”

Por fim, apesar de os abates totais ainda estarem em altos patamares, a redução na participação de vacas tem sido um fator positivo para os preços do boi em Mato Grosso, tanto que os preços no mercado futuro apontam para valorizações no quarto trimestre deste ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semana da soja começa lenta


A semana começou lenta no mercado de soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O mercado operou dos dois lados (alta e baixa) hoje, mas no final do pregão foi predominantemente no lado baixista em Chicago. Poucos negócios foram reportados, apesar de ainda haver bons preços aos produtores e comerciantes. R$ 143,50 para entrega em outubro, e pagamento 30/10, no Porto”, comenta.

Valores estáveis ao longo da semana e fraca negociação em Santa Catarina. “Os preços se mantiveram estáveis no estado no começo da semana. A oscilação em Chicago melhorou os preços, mas não animou os vendedores. O produtor está aproveitando a melhora na umidade  com as chuvas do começo da semana para voltar ao campo e diminuir o atraso do plantio no estado. O preço no porto foi de R$ 127,00, Chapecó a R$ 118,00”, completa.

No Paraná, o porto de Paranaguá subiu, mas poucos negócios são vistos. “Nos Campos Gerais, Paraná, o preço subiu, para R$ 140 por saca CIF indústria, com entrega imediata e pagamento em outubro, avanço de R$ 3. No spot, a saca FOB para embarque e pagamento em outubro subiu de R$ 129 para R$ 131, sem acordos. O mercado esteve mais ativo, com cotações em Guarapuava subindo de R$ 133 para R$ 136 por saca FOB, para entrega e pagamento em outubro”, indica.

O Mato Grosso do Sul registrou uma diferença de 2 reais na pedida e na oferta. “Em Mato Grosso do Sul, o mercado de soja disponível encerrou o mês com atividade limitada. Nesta segunda-feira, compradores propunham R$ 133 por saca FOB, com retirada e pagamento em outubro, enquanto produtores buscavam R$ 135. Preços do dia: Dourados R$ 129,00. Campo Grande: R$ 129,00”, informa.

Mesmo com preços melhores, os negócios ainda estão travados no Mato Grosso. “Apesar do ajuste, as negociações seguem travadas, já que os produtores mantiveram pedidos em R$ 135 por saca. Em Primavera do Leste, a indicação ficou em R$ 135, com negócios pontuais e volumes baixos. Campo Verde: R$ 131,90, Lucas do Rio Verde: R$ 126”, conclui.
 





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No Canadá, trabalhadores encerram greve em terminais de grãos



Trabalhadores de terminais de grãos na Costa Oeste do Canadá começaram a retornar ao trabalho no fim de semana após um acordo provisório ter sido fechado para encerrar uma greve de quatro dias. Os termos de um acordo foram acertados na sexta-feira, após negociações terem sido retomadas sob a mediação federal.

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O sindicato Grain Workers Union Local 333 disse que o acordo será recomendado aos membros no Porto de Vancouver, e uma votação será realizada na sexta-feira.

A Vancouver Terminal Elevators’ Association, que representa os empregadores no porto, concordou que nenhuma ação disciplinar seria tomada contra os trabalhadores sindicalizados por quaisquer problemas que possam ter ocorrido durante a greve.

A paralisação afetou seis terminais no Porto de Vancouver que são essenciais para exportações de canola, trigo, cevada e outros grãos. A Grain Growers of Canada, que representa cerca de 65 mil produtores, havia alertado que a paralisação interromperia a chegada de quase 100 mil toneladas de grãos aos terminais por dia, resultando em uma perda potencial de 35 milhões de dólares canadenses (cerca de US$ 26 milhões) em exportações diárias.



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Mandado judicial contra suspeito de atear fogo no DF é cumprido



Policiais federais cumpriram, nesta segunda-feira (30), mandado judicial contra um homem suspeito de atear fogo na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central, no Distrito Federal.

Com autorização da 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, os agentes realizaram buscas na residência do suspeito, onde apreenderam um veículo supostamente usado na ocasião.

A identidade do alvo da ação policial não foi divulgada. Em nota, a PF informa que o homem e um outro suspeito, ainda não identificado, foram filmados parando o veículo à margem de uma rodovia e colocando fogo na vegetação, próximo ao Gama, região administrativa do Distrito Federal.

Fogo se espalhou rapidamente

As imagens foram registradas no último dia 25 de setembro. Não chovia no Distrito Federal há mais de 150 dias. Com a vegetação seca e o calor, o fogo se espalhou rapidamente, destruindo uma área superior a 380 hectares.

A Polícia Federal instaurou quatro inquéritos para identificar os responsáveis pelos incêndios que consumiram parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central e outras regiões.

Se condenados, os suspeitos poderão responder por crimes contra o meio ambiente, como o de causar incêndio florestal, dano à unidade de conservação, dentre outros.



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Confira como está o plantio da soja no Paraná



O plantio da safra da soja 2024/25 no Paraná já alcançou 22% da área total prevista. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, na semana passada, os trabalhos se encontravam em apenas 1% da área.

Atualmente, 100% das lavouras estão em boas condições, mantendo o mesmo status da semana anterior. No entanto, as plantas estão em diferentes fases de desenvolvimento, com 78% na fase de germinação e 22% em crescimento vegetativo. Comparativamente, na semana passada, 96% das plantas estavam em germinação e 4% em crescimento vegetativo.

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Projeções

A área total a ser cultivada nesta safra deve atingir 5,810 milhões de hectares, levemente superior aos 5,785 milhões de hectares cultivados na safra 2023/24. Já a produção projetada é de 22,419 milhões de toneladas, representando um aumento de 21% em relação ao ano anterior. A expectativa é que a produtividade chegue a 3.858 quilos por hectare para a safra 2024/25.

Com essas perspectivas positivas, o Paraná se posiciona como um dos principais estados na produção da soja, refletindo a importância do setor agropecuário para a economia local e nacional.



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MT: quais são as estratégias dos produtores da soja diante das queimadas na região?


Em um cenário de aumento das queimadas na região Centro-Oeste, a prevenção e o manejo se tornam essenciais para a sustentabilidade da produção agrícola. As frequentes ocorrências de incêndios geram preocupações para o calendário de plantio da soja no estado do Mato Grosso. O Soja Brasil conversou com Lucas Costa Bêber, presidente da Aprosoja-MT, que analisa os impactos desse fenômeno climático e as medidas que os produtores têm adotado.

Bêber explica que o atraso no início das chuvas forçou os produtores a buscarem alternativas após o fim do vazio sanitário, em 7 de setembro. A única opção viável foi o uso de áreas irrigadas por pivô central. Porém, o excesso de fumaça tem reduzido a luminosidade, levando muitos a optarem por adiar o plantio até que as chuvas limpassem o ar, garantindo melhores condições para a fotossíntese e, consequentemente, a produtividade da soja.

Com o calendário de plantio já comprometido, a preocupação aumenta. O atraso nas chuvas afeta tanto a soja quanto a janela de plantio do milho, estreita em Mato Grosso. Isso pode impactar a produção e a produtividade de ambas as culturas.

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Estratégias de manejo e prevenção

Foto: Aprosoja MT

Para mitigar os efeitos das queimadas, a Aprosoja-MT implementa campanhas anuais de prevenção. Entre as principais medidas estão a construção de cercas nas lavouras e o manejo cuidadoso durante a colheita do milho, evitando períodos de maior intensidade de vento e calor, que favorecem a propagação do fogo.

Bêber destaca a importância do plantio direto sobre a palha, uma prática que não apenas conserva a umidade do solo, mas também aumenta a matéria orgânica e recicla nutrientes, contribuindo para a produtividade da soja e do milho. Essa abordagem é essencial, pois as queimadas prejudiciais exigem investimentos altos em controle e colocam em risco tanto a segurança das pessoas quanto o patrimônio dos produtores.



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Projeto proíbe permanentemente desapropriação de propriedades rurais invadidas



O projeto de lei 1320/24, que tramita na Câmara dos Deputados, proíbe, a qualquer tempo, a vistoria, avaliação ou desapropriação de imóvel rural de domínio publico ou particular objeto de invasão motivada por conflito agrário ou fundiário (esbulho possessório).

Atualmente, conforme a lei 8.629/93, a proibição de avaliação e desapropriação vigora nos dois anos seguintes à desocupação, ou no dobro desse prazo, em caso de reincidência.

Ou seja, atualmente, uma propriedade invadida ou ocupada à força só poderá ser alvo de desapropriação dois anos depois de ser desocupada. Esse período de tempo é eliminado pelo projeto – a proibição tem caráter permanente.

No entanto, a proposta cria a possibilidade de o proprietário vender o imóvel para a administração pública, nos termos da legislação vigente.

O projeto também determina que entidades e órgãos que incitarem a invasão podem ser responsabilizados civil e administrativamente pelo ato.

Segundo o deputado Adilson Barroso (PL-SP), autor do projeto, a função social da propriedade definida pela Constituição em nada se relaciona com requisitos para forçar a desapropriação por utilidade pública para fins de reforma agrária.

“A invasão clandestina de terras e, por vezes, violenta, com notícias de crimes de furto e de dano à produção rural implantada, não é meio legal de impulsionar a reforma agrária”, afirma o parlamentar.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto tem de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.



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