sexta-feira, agosto 7, 2026

Autor: Redação

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Modernização dos acordos entre Brasil e México busca aumentar comércio bilateral


Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo Conselho Empresarial Mexicano de Comércio Exterior (Comce), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Fórum Empresarial México – Brasil ocorreu nesta segunda-feira (30/10), na Cidade do México, com presença presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Agência, Jorge Viana, e mais de 400 empresários de ambos os países. Após a cerimônia de abertura, o evento contou com cinco painéis que, ao longo do dia, reuniram especialistas e profissionais dos setores público e privado dos dois países para discutir o cenário, caminhos e o futuro das relações comerciais bilaterais.

Modernização dos acordos 

Com moderação da ministra-conselheira representante suplente do Brasil na Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e no Mercosul, Ivana Gurgel, o primeiro painel teve a participação da diretora de Negócios ApexBrasil, Ana Paula Repezza, que apresentou um panorama do comércio entre Brasil e México e lembrou que os acordo vigentes foram negociados há mais de 20 anos, quando o comércio mundial era bem diferente. “O mundo mudou, a dinâmica do comércio global mudou, as economias mudaram. Apesar do dinamismo e desta trajetória ascendente, a integração ainda é limitada”, disse a diretora.

Repezza também destacou o recorde histórico do fluxo comercial entre os dois países, que ultrapassou US$ 14 bilhões em 2023, e reafirmou o propósito da ApexBrasil de conectar empresas e compradores, promover encontros, missões empresariais, apresentar e fomentar oportunidades de negócios. Para ela, além dos valores, é importante frisar a qualidade desta corrente comercial descentralizada, que vai além da indústria de automóveis e inclui toda a cadeia de autopeças, além de setores da indústria da transformação, móveis, moda, calcados, têxteis. “São setores relevantes para a geração de emprego e renda e este comércio bilateral tem impactos positivos para os dois países”.

No mesmo painel, o diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI e diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), Rafael Lucchesi, detalhou como as mudanças climáticas impõem desafios e vão nortear futuros acordos. “O mundo vai viver, nos próximos anos, considerando as emergências climáticas, uma transição energética rápida e a descarbonização das economias”, afirmou. Segundo ele, este cenário vai criar uma enorme abertura de possiblidades de negócios para pensar em acordos mais abrangentes, inclusive com mútuo conhecimento de certificados e supressão de barreiras comerciais que podem travar negócios. “A aproximação entre Brasil e México tem não apenas uma importância comercial, mas fundamentalmente uma importância estratégica”, finalizou.

As múltiplas possibilidades de comércio entre os dois gigantes da América Latina e a importância da modernização dos acordos comerciais foram destacadas também pelo presidente do Comitê Empresarial Bilateral México Brasil (Comce), Lic. Enrique Gonzalez Calvillo. “Os acordos precisam contemplar soluções para proteger investimentos mexicanos no Brasil e investimentos brasileiros no México”.

Para o diretor do Departamento para o Mercosul do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Francisco Cannabrava, as duas maiores economias da América Latina têm todos os atributos para um acordo de livre comércio.  Ao defender a atualização dos acordos bilaterais, o diplomata usou a metáfora de que os acordos firmados entre México e Brasil, há mais de 20 anos, são como uma criança que cresceu e hoje não cabe mais nas roupas usadas no passado. Segundo ele, há um grau de complementariedade entre as economias brasileira e mexicana e é possível trabalhar de forma realista. “É preciso atualizar, reforçar e expandir nossas relações bilaterais. Recentemente avançamos em outros acordos e aqui também temos que avançar”, defendeu.

De acordo com a diretora geral do Instituto Mexicano para la Competitividade, Valeria Moy, há um ambiente de cooperação mútua que favorece os avanços, mesmo que neste momento não haja a efetivação de um acordo de livre comércio entre México e Brasil. “O objetivo é ambicioso e devemos fazer hoje com o que temos e ir paralelamente avançando”, ponderou.

Visão do empresariado 

Desafios e expectativas dos investimentos mexicanos e brasileiros na visão de empresários dos dois países foram temas centrais de um dos painéis do Fórum. Na ocasião, CEOs e diretores do Banco da Amazônia, Braskem Idesa, Bradescard, Pilgrim’s Mexico, Nubank, America Movil, Oxxo, Terminal Química Puerto México, Bimbo falaram sobre novos negócios em áreas como agroindústria, manufatura, finanças, serviços, além do acesso a novos mercados. “É uma oportunidade única para gerar sinergias, melhorar condições regulatórias e fiscais”, destacou a moderadora, diretora geral do Comité Empresarial Bilateral México Brasil (COMCE), Susana Duque.

Entre as oportunidades identificadas pelos participantes, destaque para a área digital, com foco na digitalização bancárias e nas operações financeiras, respeitando as diferenças e as semelhanças entre os consumidores brasileiros e os consumidores mexicanos. Outro setor mencionado é o do agronegócio, com destaque para proteína animal e alimentos preparados. Há investimentos brasileiros em regiões do México com abertura de postos de trabalho que geram renda e giram a economia local.

Entre os desafios citados, está a necessidade de projetos e investimentos que respeitem os critérios de sustentabilidade. O foco é conhecer as facilidades oferecidas para os empresários que tenham interesse em investir na região amazônica.

Oportunidades para os dois lados 

O gerente de Agronegócio da ApexBrasil, André Muller, abriu o painel  “Segurança alimentar e o controle da inflação” chamando atenção sobre a importância do componente de política econômica dentro da questão da segurança alimentar. “Brasil e México são grandes produtores e grandes consumidores de alimentos e, juntos, estes países vão impactar a segurança alimentar”.

Laudemir citou o exemplo do “Paquete contra la inflación y la carestia” (PACIC – Pacote contra a inflação e a carestia), implementado pelo México, que deu isenção de imposto de importação para itens da cesta básica como carnes de aves, suína e bovina, milho, arroz e ovos. A medida possibilitou o aumento do volume de exportação do setor do agronegócio do Brasil para o México – que girava em torno de US$ 1 bilhão, passando para US$ 3 bilhões e devendo chegar a US$ 4 bilhões neste ano. Do lado mexicano, a inflação que era de 13% caiu para 6%. No segmento do agronegócio, o Brasil passou então a ser o segundo parceiro comercial do México. Os participantes do painel seguiram o debate sobre a renovação das ações do PACIC e a necessidade de ter garantias de reciprocidade comercial com os acordos.

De acordo com a gerente de Exportação da Expoente Agronegócios, Carolina Machado, na produção de arroz o PACIC foi fundamental para o forte aumento das exportações, passando de 32 mil toneladas para 450 mil. Em sua fala, Machado assegurou que o aumento das exportações não impacta a demanda interna. “Temos segurança para o nosso país e podemos atender o mercado mexicano sem interferir no mercado interno”.

Bastante consumido nos dois países, o feijão, que não é considerado um produto tão nobre quanto as proteínas animais, tem espaço para ampliar a comercialização de diferentes tipos de grãos. No caso da proteína animal, em especial a de frango, a abertura e diversificação comercial são boas notícias para todos: produtores, compradores e consumidores, como explicou o vice-presidente Institucional, Jurídico e Compliance da BRF, Bruno Ferla: “A produção interna das proteínas tem capacidade de se adequar às demandas sem perder qualidade e competitividade”. De acordo com André Muller, “O PACIC é uma relação de sucesso e agora é seguir e aprofundar este caminho”.

Prioridades para o futuro 

Ao ser questionado se o Brasil está preparado aumentar o volume das exportações, o CEO da Minerva Foods, Fernando Queiroz, explicou que, com a competência e a força do Brasil no agro é possível fazer mais para que o alimento brasileiro seja um fator de inclusão e de acessibilidade para classes menos favorecidas. “Podemos fazer isso ao reduzir ou eliminar barreiras alfandegárias e não-alfandegárias, permitir acesso livre aos mercados e estarmos certos de que os alimentos são produzidos com sustentabilidade. O Brasil pode fornecer com competitividade”, defendeu. 

Sobre o futuro, o presidente do Consejo Nacional Agropecuario, Juan Gallardo, disse que os temas discutidos devem estar entre as prioridades da agenda dos países. “Devemos ser mais sustentáveis e a ciência e tecnologia terão um papel fundamental na solução dos problemas”.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Antonio Camardelli, encerrou falando que o “Brasil tem o combo ideal qualidade, quantidade, competitividade e alinhamento de regras sanitárias”.

Mobilidade e logística

No painel sobre “Integração das cadeias produtivas em mobilidade”, representantes da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Nissan, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Indústria Nacional de Autopartes do México e Associação Mexicana da Industria Automotora apresentaram alguns avanços do setor de transporte. O segmento passa por adaptações e enfrenta o desafio da transição energética diante das dificuldades de mobilidade. De acordo com o debate entre os participantes, os dois países têm necessidades de infraestrutura e abrem oportunidades de negócios do setor de logística. Há novas sinergias nas áreas de energia renovável e biocombustíveis e a tecnologia será uma das grandes aliadas para vencer o desafio de ampliar a produção com sustentabilidade.

Para fechar o Fórum, o último painel, que tratou do tema “Nova indústria e sustentabilidade”, teve moderação do gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, Igor Celeste, e reuniu representantes MDIC, de empresas brasileiras e mexicanas como Natura, Eurofarma, Mabe, Weg, Coca Cola Femsa e InBev. Ao longo do painel, todos foram unânimes ao falar sobre o potencial de ambas as nações para continuarem ampliando os laços econômicos não apenas via investimentos estratégicos, mas via inovação e adoção de práticas sustentáveis.

Para os participantes, é necessário criar uma agenda de prioridades que favoreça os negócios internacionais com equilíbrio no fluxo comercial, com foco em sustentabilidade e que resulte no desenvolvimento para os dois países. Por fim, concluíram que há um ambiente favorável à integração econômica entre México e Brasil e que a tendência é a ampliação das oportunidades e dos negócios com cooperação mútua e visão de longo prazo.





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Chuva faz nível do Guaíba voltar a subir em Porto Alegre



As chuvas registradas na região de Porto Alegre nas últimas semanas fizeram com que o nível das águas do Rio Guaíba voltasse a subir. A alta foi de 51 centímetros em aproximadamente dois dias.

Nesta quarta-feira (2), às 9h30, foi atingida a marca de 2,72 metros na estação da Usina do Gasômetro. Na segunda-feira (30), às 8h15, o nível estava em 2,21 metros. Os dados são da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O nível de alerta para inundação é de 3,15 metros, e o nível de inundação da cidade é de 3,60 metros. O pico da cheia ocorrida em maio de 2024 foi de 5,35 metros.

A elevação, no entanto, não deverá continuar a ocorrer nos próximos dias.

A Defesa Civil do estado prevê tempo firme em todas as regiões do estado nesta quinta-feira (3), o que deverá impedir que o nível do Guaíba volte a aumentar.



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AgroNewsPolítica & Agro

impacto do grão na cultura e economia brasileira


O Dia Internacional do Café é celebrado nesta terça-feira, 1º de outubro, destacando uma das bebidas mais populares no mundo. Criada pela Organização Internacional do Café (OIC), a data deste ano tem como tema “Café: seu ritual diário, nossa jornada compartilhada”, com foco em promover práticas mais sustentáveis, apoiar os cafeicultores e incentivar um mercado equilibrado e consciente.

Segundo o divulgado pelo  Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, a data ressalta a importância do setor para a economia e a cultura do país. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o impacto do café na vida dos brasileiros e na economia nacional. “O café faz parte do cotidiano brasileiro e é de grande importância para a economia do país. Somos o maior produtor e exportador de café do mundo e trabalhamos para que os produtores rurais tenham cada vez mais oportunidades de expandir sua produção.”

No Brasil, os principais tipos de café cultivados são o arábica (Coffea arabica) e o conilon (Coffea canephora). De acordo com a Coordenação Geral do Café do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o arábica é o mais produzido, representando cerca de 70% da produção nacional, sendo cultivado principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Já o conilon, que corresponde a 30% da produção, se destaca nos estados do Espírito Santo e Rondônia.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil exportou US$ 7,17 bilhões em café, um aumento de 45% em relação ao mesmo período de 2023. O volume exportado atingiu 1,82 milhões de toneladas, com crescimento de 43%. Os principais destinos do café brasileiro foram Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Itália.

O Governo Federal tem trabalhado para fortalecer a presença do café brasileiro no mercado internacional. Em junho deste ano, durante missão oficial à China, foram assinados acordos com a Luckin Coffee, a maior rede de cafeterias chinesa. O acordo viabiliza a compra de aproximadamente 120 mil toneladas de café brasileiro, com valor estimado em US$ 500 milhões.

Além disso, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), gerido pelo Mapa, tem sido uma importante ferramenta de apoio financeiro à cadeia produtiva do café, fornecendo recursos para estocagem, comercialização e recuperação de cafezais. Até o momento, foram contratados R$ 5,7 bilhões para a safra 24/25, dos quais R$ 1,7 bilhão já foi aplicado.





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preços seguem disparando com restrição de oferta e forte demanda



O mercado físico do boi gordo mantém ritmo acelerado de alta em grande parte do país. A expectativa de curto prazo ainda remete à continuidade deste movimento, em linha com a posição das escalas de abate, que seguem encurtadas.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, mesmo com preços mais altos, as indústrias não conseguem evoluir de maneira satisfatória suas escalas de abate, que seguem na menor posição da atual temporada.

“A demanda segue aquecida, em especial a demanda destinada às exportações, com embarques caminhando para um recorde na atual temporada”, disse.

Preços da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 280,57

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos para a carne bovina, e o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva.

“Vale destacar que diante de uma agressiva alta dos preços da carne bovina o mais provável é que haja perda de competitividade se comparado as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne de frango”, salientou Iglesias.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,50 por quilo, alta de R$ 1,35. O quarto traseiro foi precificado a R$ 21,50 por quilo, alta de R$ 1,60. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,50, alta de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,4455 para venda e a R$ 5,4435 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4049 e a máxima de R$ 5,4514.



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Agricultor brasileiro volta a fazer encomendas de fertilizantes, diz Anda


Logotipo Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – O agricultor brasileiro começou os preparativos para a safra 2024/25 com cautela, em meio a preços mais baixos de importantes produtos agrícolas como a soja e o milho, mas voltou a fazer encomendas de fertilizantes em um ritmo melhor, disse o diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão do Adubo (Anda), Ricardo Tortorella, em entrevista à Reuters.

“Ele (agricultor) demorou para tomar a decisão sobre as encomendas, mas voltou a fazer encomendas, estamos com armazéns lotados, portos lotados”, disse o diretor-executivo da Anda, sinalizando que os negócios voltaram a fluir.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro acumulam queda de 1,8% de janeiro a maio, para 14,2 milhões de toneladas, conforme os últimos dados divulgados pela Anda.

Mas Tortorella avalia que essa pequena queda nas entregas, frente a um ano de vendas volumosas como 2023, precisa ser relativizada.

Ele ainda vê um ano de mercado firme no Brasil, ainda que a associação não faça previsões.

“Quando olhamos dados de maio, produção e importação caíram, apesar disso, o produtor está encomendando”, acrescentou.

O Brasil importa grande parte de suas necessidade de fertilizantes.

As entregas de fertilizantes ao mercado caíram 10,1% em maio, para 3,26 milhões de toneladas.

O poder de compra de fertilizantes pelos agricultores caiu em julho ao menor nível em quase dois anos, segundo índice elaborado pela Mosaic, líder de mercado no Brasil, em meio a uma queda nos preços da soja e do milho e uma alta nos custos com adubos.

Mas os negócios voltaram a fluir, notou Tortorella. Ele avalia que o mercado agora está andando no mesmo ritmo do ano passado, quando as vendas foram quase recordes, ficando muito perto dos volumes de 2021.

“Foi um semestre bastante atípico e gerou dúvida ao produtor rural, ele retardou a compra, mas temos sinais até agora que ele vai comprar dentro da normalidade”, disse ele, ressaltando que a fertilizante do solo é fundamental para o aumento da produtividade.

Segundo o diretor-executivo da Anda, um primeiro semestre de vendas mais lentas expõe riscos logísticos para as entregas, mas a “indústria está fazendo tudo para superá-los”.

O plantio da safra de grãos 2024/25 deve começar a partir de meados de setembro, a depender também da chegada das primeiras chuvas.

Cenários sobre o mercado de fertilizantes no Brasil e no mundo vão ser discutidos na próxima terça-feira, no congresso anual da Anda, em São Paulo.

(Por Roberto Samora)





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Ministro de Minas e Energia diz que horário de verão deve ser confirmado; veja quando



O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (2) que o horário de verão é uma política internacional e que deve voltar a ser adotada pelo Brasil.

O titular da pasta criticou a descontinuidade da medida no governo anterior. “Chamo de irresponsabilidade o que aconteceu em 2019. Não se extingue uma política por questão ideológica e, sim, por fundamentação técnica”.

Em setembro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica – recomendou que o país volte a adotar o horário de verão.

Apesar do aval do órgão, Silveira destacou que a decisão ainda não está oficialmente tomada, apesar de ser uma “possibilidade real”.

“Me reuni com as empresas aéreas e já é público que se não houver nada que possa mudar o atual quadro nos próximos dias, [o anúncio do] horário de verão no mês de novembro pode se tornar uma realidade muito premente”.



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preços em queda e vendedores distantes das negociações no Brasil



O mercado brasileiro da soja registrou apenas transações pontuais nesta quarta-feira, com preços apresentando um viés baixista. De acordo com a consultoria Safras e Mercado, essa tendência foi influenciada pela movimentação na Bolsa de Chicago e pela desvalorização do dólar, levando muitos vendedores a se afastarem das negociações.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Missões (RS): a cotação passou de R$ 134,00 para R$ 132,00 a saca
  • Porto de Rio Grande (RS): o preço recuou de R$ 142,00 para R$ 140,00.
  • Cascavel (PR): o preço da saca desvalorizou de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): o valor caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00.
  • Rondonópolis (MT): o preço se manteve em R$ 133,00.
  • Dourados (MS): a saca passou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rio Verde (GO): o preço estabilizou em R$ 133,00

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em baixa, pressionados por previsões de aumento de chuvas no Brasil na próxima semana. A decisão da União Europeia de adiar a implementação da nova regulamentação sobre desmatamento também contribuiu para essa queda.

Recentemente, os preços do farelo subiram acentuadamente, indicando uma possível alta na demanda pelo produto americano. Entretanto, com a possibilidade de extensão do prazo de regulamentação, os contratos do subproduto voltaram a perder valor.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,11%, a US$ 10,56 por bushel. Já a posição de janeiro teve uma cotação de US$ 10,74 1/4 por bushel, também com perda de 1,25 centavo ou 0,11%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com uma baixa de US$ 7,10, ou 2,04%, a US$ 340,40 por tonelada. Em contrapartida, os contratos de óleo para dezembro registraram uma leve alta de 0,73 centavo, ou 1,70%, fechando a 43,64 centavos de dólar.

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Câmbio

O dólar comercial terminou a sessão com uma queda de 0,31%, negociado a R$ 5,4455 para venda e a R$ 5,4435 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre uma mínima de R$ 5,4049 e uma máxima de R$ 5,4514.

Com esse cenário, o mercado de soja no Brasil continua a enfrentar desafios, refletindo as condições globais e locais que impactam tanto a oferta quanto a demanda.



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Arroba do boi gordo ultrapassará os R$ 300? Analista responde



O indicador de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a trajetória da arroba do boi gordo em 2024 tem surpreendido o mercado.

Em janeiro, a arroba era negociada a R$ 249,65. Em junho, chegou ao menor valor, de R$ 220,70 e, a partir de então, vem experimentando um expressivo movimento de alta, atingindo R$ 255,45 em setembro.

Agora, cabe a pergunta: o que esperar para o restante do ano? De acordo com analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate se encontram, atualmente, apertadas, trabalhando na menor posição da atual temporada.

“Outubro tem uma grande incidência de animais confinados no mercado brasileiro […]. Isso vai trazer um certo alívio nas escalas de abate, mas não quer dizer que os preços da arroba do boi vão passar a cair, devem continuar em alta, mas em velocidade de movimento um pouco mais lenta”.

Segundo ele, ainda que os indíces de chuva estejam melhorando agora em outubro, a recuperação das pastagens vai ser lenta.

“Nesse restante de 2024, o mercado vai ter que ‘se virar’ para atender toda essa demanda com animais terminados em confinamento. Só teremos animais terminados a pasto no mercado brasileiro em 2025, a depender da decisão de venda do pecuarista”.

Assim, de acordo com o analista, é possível, sim, que a arroba do boi gordo ultrapasse os R$ 300 já no início de 2025.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bactérias podem ajudar a substituir insumos químicos no setor florestal


Chega a 1.023 a quantidade de bactérias com potencial para geração de bioinsumos apropriados ao setor florestal. Esse resultado é fruto do trabalho da Embrapa Florestas (PR) que, desde 2018, atua na construção da Coleção de Bactérias Multifuncionais de Áreas Florestais. O acervo conta com exemplares provenientes de diferentes solos e espécies florestais e tem sido determinante para seleção de estirpes com aptidão para o desenvolvimento de bioinsumos inovadores, na forma de inoculantes. Tais produtos podem reduzir, ou até substituir, insumos químicos em plantios florestais, desde a produção de mudas até o plantio no campo. Além de garantir mais sustentabilidade ao setor, aumenta a eficiência e reduz custos de produção.

Após a fase de isolamento e caracterização das bactérias no laboratório, são realizados ensaios em viveiros, com aplicação em mudas. Segundo Krisle da Silva (foto abaixo), pesquisadora da Embrapa, responsável pela formação da coleção, vários ensaios vêm sendo realizados em viveiro com essas bactérias, envolvendo parcerias com empresas florestais, para seleção das estirpes com mais potencial para aumentar as taxas de enraizamento e a capacidade de absorção de fósforo.

“A produção de mudas florestais inoculadas com as bactérias promotoras de crescimento tem se mostrado algo promissor, diante do efeito positivo no enraizamento, solubilização de fosfatos, estímulo ao crescimento vegetal das mudas e no controle biológico de pragas que temos encontrado ao longo dos estudos, principalmente para pínus e eucalipto”, aponta a pesquisadora. Ela espera que, dentro de dois anos, os estudos resultem na geração de um bioinsumo em forma de inoculante advindo dessas bactérias.

De acordo com a pesquisadora, todos os microrganismos da coleção estão caracterizados morfologicamente em meio de cultura e 229 já foram caracterizados geneticamente. O DNA desses isolados também é armazenado na coleção.

A coleção foi iniciada com 42 bactérias endofíticas (que vivem no interior do tecido vegetal sem causar dano à planta), isoladas de uma espécie de jabuticabeira, por possuírem características promotoras de crescimento. Posteriormente, foram introduzidas na coleção bactérias endofíticas isoladas de folhas, meristemas (tecidos vegetais responsáveis pelo crescimento das plantas) e raízes de pupunheira, que somam, até o momento, 222 bactérias. O trabalho prosseguiu com pínus, do qual foram isoladas 200 bactérias, além de 90 de eucalipto, 96 de erva-mate e 145 de araucária. Na busca de um possível controle biológico, também foram isoladas 220 bactérias e actinobactérias (bactérias importantes para a agricultura) de formigas cortadeiras (Atta sexdens).

Além dos bioinsumos, a coleção é a base para programas de melhoramento genético e outras ações de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de plantas mais adaptadas ao segmento florestal, tais como pupunha, pínus, eucalipto, erva-mate e araucária, entre outras.

Como é feito o isolamento?

Para o acervo, foram coletados materiais na rizosfera, zona próxima até quatro milímetros das raízes de plantas de espécies florestais. As amostras de solo na superfície da raiz foram levadas para um laboratório e diluídas em meio de cultivo, onde começaram a proliferar as colônias. Em seguida, deu-se início à seleção das colônias bacterianas. Posteriormente, as bactérias foram avaliadas quanto a características como tempo de crescimento, forma, cor e tamanho das colônias. Para preservar e conservar as bactérias, sem a manipulação frequente e sem alterações em suas características, utilizam-se três métodos de preservação: um em meio sólido, contendo óleo mineral à temperatura de 20oC; outro em água também a 20oC; e o terceiro, em criopreservação a 80oC abaixo de zero.

A identificação e a multiplicação das bactérias são etapas fundamentais. Se a bactéria for considerada boa para determinada caraterística, ela é multiplicada em grandes quantidades. Já para aquelas que não mostram bons resultados, o estudo é interrompido. Além disso, é preciso ter muito cuidado na seleção. “Nos solos, há muitas bactérias com potencial de danos a seres humanos, como a Staphylococcus ou a Burkholderia cepacea. Por isso, muita cautela nessa fase”, explica Silva.

Coleção em constante evolução

Entre os objetivos dos pesquisadores, está, por exemplo, identificar bactérias capazes de produzir fitormônios, para estimular o crescimento da planta, ou de estirpes com potencial para solubilizar nutrientes para a planta, entre outros benefícios agronômicos. Nesses casos, elas são levadas a viveiros para avaliação nas plantas. 

Conforme a pesquisadora, a coleção está em constante evolução e deve trazer bons resultados em breve. “A Embrapa continua empenhada em aprimorar a coleção de bactérias multifuncionais, explorando novas possibilidades de aplicação desses conhecimentos, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor florestal. Essa é uma coleção especialmente destinada a espécies florestais, com preservação de recursos genéticos, com grande potencial para o desenvolvimento de novos bioinsumos“, finaliza Silva.





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Em Goiás, cautela e paciência definem o início do plantio da soja


Prudência é a palavra-chave para o início do plantio da soja em Goiás. Desde 25 de setembro, os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura no estado, mas, segundo Clodoaldo Calegari, produtor e presidente da Aprosoja Goiás, essa decisão deve ser tomada com cautela. “Embora chuvas pontuais tenham trazido alívio em algumas áreas, a maioria dos municípios ainda enfrenta volumes insuficientes para um plantio seguro”, afirma.

Calegari ressalta que a decisão de semear é particular para cada produtor, baseada no conhecimento da propriedade e na disposição para assumir riscos. “Com margens de lucro apertadas, um replantio pode impactar negativamente tanto a produção quanto o sucesso da safra”, acrescenta.

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Quando as chuvas volumosas devem aparecer?

Foto: Imagem Freepik

Alguns produtores que registraram chuvas mais volumosas já começaram a semear, confiantes nas previsões de novas precipitações a partir do próximo final de semana. ”Essa decisão ainda envolve riscos consideráveis. As áreas irrigadas estão com a semeadura em andamento, mas muitos produtores permanecem apreensivos com as previsões climáticas e as altas temperaturas, optando por aguardar um pouco mais”, explica o presidente.

As expectativas são otimistas: entre 11 e 15 de outubro, espera-se que as chuvas se tornem mais volumosas e regulares, incentivando um aumento na semeadura em Goiás, especialmente nas regiões mais afetadas pela seca. O longo período de estiagem, com algumas áreas sem chuvas desde o início de abril, também representa uma preocupação.

Os solos, extremamente secos e aquecidos, demandam cuidados especiais para garantir uma boa emergência das lavouras. Portanto, é essencial que a capacidade de campo dos solos se restabeleça, assegurando uma plantação saudável e produtiva.



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