sexta-feira, agosto 7, 2026

Autor: Redação

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Agro gera menos vagas de emprego na Bahia; veja setores que se destacaram



A Bahia gerou 16.149 empregos formais no mês de agosto, com 6.535 a mais do que em julho, o que representa um aumento de 67,97%. Em relação ao mesmo período de 2023 foram 4.469 empregos a mais, um aumento de 38,26%. Os setores da Construção Civil e Agropecuária apresentaram saldo positivo, mas inferior ao registrado em 2023.

O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos formais em agosto, representando 58,4% do total (9. 438), seguido do Comércio com 19,6% do saldo total (3.160). A Indústria representou 11,9% do total de vagas (1.922). O boletim com as informações foi divulgado pelo Observatório do Trabalho, parceria da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre -BA) com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O estado ocupa a quarta colocação na geração de empregos em todo o país, em agosto, segundo os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A faixa etária de 18 a 24 anos foi a que registrou maior participação, com 53,5% do saldo total (ou 8.646 empregos). Quanto ao grau de escolaridade, o maior saldo positivo foi registrado nos empregos formais para trabalhadores com Ensino Médio Completo (12.229 empregos ou 75,7% do saldo total mensal).

O Novo Caged de agosto mostra que foram gerados em todo o país mais de 230 mil novos postos de trabalho (232.513), resultado 22% maior do que o apresentado no mês de julho e 5,8% maior do em relação ao contabilizado no mesmo período de 2023.

Para alguns especialistas, o Brasil está tecnicamente na condição de pleno emprego, que é aquela em que os que buscam emprego, em sua maioria, conseguem se encaixar no mercado em pouco tempo.


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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece algodão e arroz na Índia, mas novo ciclone ameaça Filipinas


Chuvas de monção avançam lentamente no sul da Ásia





Foto: Pixabay

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o recuo das monções no sul da Ásia tem ocorrido de maneira lenta, com grande parte da região ainda recebendo chuvas abundantes. O clima seco ficou concentrado no norte e noroeste da Índia, aliviando o excesso de umidade das fortes chuvas das últimas semanas e beneficiando a maturação de safras como algodão e arroz. A maioria do país registrou entre 25 mm e 100 mm de chuva, com alguns locais chegando a 200 mm, o que favoreceu as culturas de kharif plantadas tardiamente. As chuvas de monção devem durar até outubro.

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Segundo o boletim, no leste da Ásia, predominou o tempo seco, especialmente nas áreas de cultivo da China, favorecendo a maturação de grãos e sementes oleaginosas. Em Heilongjiang, chuvas passageiras (até 25 mm) pouco impactaram as colheitas, enquanto precipitações mais intensas (até 150 mm) no sudeste causaram inundações localizadas, mas foram benéficas para o arroz de colheita tardia. A semeadura das culturas de inverno, que normalmente inicia em outubro, será feita sob irrigação.

Já no Sudeste Asiático, o clima chuvoso seguiu presente em grande parte da Indochina, com a maioria das áreas recebendo mais de 100 mm de chuva, o que beneficiou o desenvolvimento do arroz e reabasteceu reservatórios para a estação seca, que começa em novembro. Nas Filipinas, chuvas leves trouxeram alívio às áreas afetadas por um ciclone na semana anterior, mas a chegada de outro ciclone ao final do período pode resultar em novas chuvas intensas, impactando o arroz em maturação. A precipitação sazonal nas áreas produtoras de óleo de palma da Malásia e Indonésia causou poucos atrasos na colheita, enquanto chuvas ocasionais em Java marcaram o início da estação chuvosa e beneficiaram a última safra de arroz do atual ciclo de cultivo, conforme dados do Weekly Weather and Crop Bulletin.





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Projeto de Mourão ameaça atuação de médicos-veterinários



O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou nota se posicionando contra um projeto de lei (PL) de autoria do senador Hamilton Mourão que, segundo a entidade, prejudica a atuação de médicos-profissionais e coloca os animais em risco. O PL 3665/2024 dispõe sobre a regulamentação das análises clínicas animais no Brasil.

O texto do projeto propõe que atividades como coleta, processamento de amostras biológicas de animais, emissão de laudos e responsabilidade técnica por laboratórios de análise clínica animal possam ser exercidas por profissionais de outras áreas.

Segundo o CFMV, isso representa uma ameaça à profissão de médico-veterinário. “Se aprovado, o projeto coloca em risco a saúde, a integridade e o bem-estar dos animais, além de permitir que atividades exclusivas da Medicina Veterinária sejam realizadas por profissionais não qualificados, o que contraria a legislação atual”, diz a nota da entidade.

O conselho informou que preparou uma manifestação formal que será apresentada no Senado, repudiando o projeto e apresentando argumentos técnicos e legais contra a proposta. “Essa postura segue a linha de atuação da atual gestão da autarquia, que está comprometida em defender os interesses da classe veterinária”, diz o texto.

A justificativa apresentada no projeto de Mourão é de que a Constituição Federal indica que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

“Não há, no ordenamento jurídico vigente, norma que regulamente as análises clínicas veterinárias, deixando todas as classes que trabalham em sua cadeia de atuação em um limbo jurídico, trazendo insegurança jurídica para esses profissionais e para a sociedade como um todo”, complementa o PL.

“É inimaginável entender como um biólogo é visto legalmente competente para assinar um laudo de análises clínicas humano ou banco de sangue em diversos hospitais e laboratórios pelo país, mas encontra dificuldade em assinar laudos na área veterinária, assim como é inconcebível que um zootecnista, que estuda profundamente a produção, nutrição, anatomia e fisiologia animal não poder realizar nem mesmo a coleta de material biológico para envio ao laboratório clínico veterinário, sem falar nos milhares de técnicos
em agropecuária que tem formação para tal”, diz o texto.



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Soja: com previsão de chuvas para este mês, Brasil deve ter grande safra



Os modelos climáticos para os próximos 15 dias indicam bons volumes de chuvas no Brasil, gerando expectativas positivas para o plantio da soja. Conforme a consultoria Safras & Mercado, as chuvas, que demoraram a chegar neste ano, estão previstas para ocorrer neste mês.

A massa de ar polar que atinge o Sul do Brasil impediu a ascensão de frentes frias para outras regiões. No entanto, a partir de segunda-feira (7), uma nova frente fria deve avançar pela costa da Argentina e Paraguai, rompendo este período de seca.

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Chuvas pelo país

O retorno das chuvas é esperado entre os dias 8, 9 e 10 de outubro, normalizando a regularidade das precipitações. “Esse cenário deve criar condições favoráveis não apenas para o plantio, mas também para a continuidade do cultivo. As chuvas ocorrerão a cada cinco ou sete dias, dependendo da região”, comenta o agrometeorologista.

Ele também observa que não há problemas para a safra do grão neste início de plantio. “A melhor janela fisiológica e produtiva para o plantio da soja no Cerrado é entre os dias 5 e 25 de outubro, e hoje é dia 3 de outubro. Portanto, ainda não estamos na janela ideal de plantio”, destacou.

O consultor Paulo Molinari reforça que o atraso no plantio não necessariamente resultará em quebras de safra. “A soja plantada mais tarde, entre outubro e novembro, pode ter um potencial de produtividade superior àquela plantada em setembro. Embora o atraso no plantio gere estresse no mercado, se as condições climáticas se confirmarem, devemos ter uma grande safra novamente”, pontua.

Por fim, o agrometeorologista alerta para a possibilidade de um período de invernada entre janeiro e fevereiro, o que pode impactar a colheita da soja. “A janela ideal para a colheita pode coincidir com um período chuvoso, o que estressaria ainda mais o mercado”, conclui.



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Tempo muda em Mato Grosso com previsão de chuvas intensas



Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (4) em todo o Brasil:

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Sul

O tempo volta a ficar firme na maior parte da região. O destaque é para o litoral do Paraná e o litoral de Santa Catarina, onde há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia.

Sudeste

A frente fria desloca-se lentamente, deixando o tempo instável na faixa leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no leste de Minas Gerais e em todo o Espírito Santo, com previsão de pancadas de chuva ao longo do dia.

Centro-Oeste

A chuva continua sobre boa parte de Mato Grosso e do sul de Goiás, com previsão de pancadas ao longo do dia. No restante da região, o tempo volta a ficar firme, sem chuva.

Nordeste

O tempo segue firme na maior parte da região. O destaque é para a faixa entre o litoral do Rio Grande do Norte e o litoral da Bahia, onde há previsão de pancadas de chuva.

Norte

O tempo seguirá instável na maior parte da região ao longo do dia. Destaque para o Amazonas, Acre, Rondônia, oeste do Pará e Roraima, onde há previsão de pancadas de chuva.



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AgroNewsPolítica & Agro

Calor fora de época e seca prolongada ameaçam safras na Argentina


Plantio de girassol acelera, enquanto milho avança mais lentamente





Foto: Divulgação

Segundo dados do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o clima seco e quente fora de época segue causando preocupações em importantes áreas agrícolas do oeste da Argentina. O estresse hídrico nas plantações de grãos de inverno continua, especialmente em Córdoba, onde as temperaturas diurnas superaram os 30°C, prejudicando o desenvolvimento das lavouras e limitando a umidade para a germinação de safras de verão.

Segundo o boletim, enquanto chuvas leves a moderadas (entre 5 e 35 mm) atingiram as regiões do sul da Argentina, como La Pampa e Buenos Aires, o aumento sazonal das temperaturas foi acompanhado por geadas persistentes, retardando o crescimento das culturas de inverno. No norte, precipitações leves em torno de Salta contrastaram com as chuvas mais intensas (25-50 mm) registradas no nordeste, incluindo áreas de cultivo de algodão em Santa Fé e Formosa.

Em relação ao plantio, o governo da Argentina relatou que, até o dia 26 de setembro, 18% da área destinada ao cultivo de girassol já havia sido plantada, quatro pontos percentuais à frente do ritmo do ano passado. O plantio de milho, por outro lado, avançou 8%, ligeiramente abaixo dos 9% registrados no mesmo período de 2023, conforme dados do Weekly Weather and Crop Bulletin.





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reajustes de setembro compensam perdas do ano



As cotações máximas do ano têm se renovado dia a dia tanto para o boi quanto para os animais de reposição e também para a carne no atacado. Levantamento do Cepea mostra que, no acumulado de setembro, o Indicador do boi gordo Cepea/B3 teve forte acréscimo de 14,4%, fechando em R$ 274,35 no dia 30.

No comparativo com a média de agosto, a de setembro (R$ 255,45) foi 8,7% maior. 

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No mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, a carcaça casada de vaca/novilha se valorizou 15,2% no balanço do último mês, com o quilo chegando a R$ 17,73 no dia 30; a carcaça casada de boi avançou 12,2%, a R$ 18,70. 

Pesquisadores do Cepea explicam que, em julho e agosto, as cotações pecuárias ensaiaram o início da recuperação das quedas que se sucederam ao longo de todo o primeiro semestre. 

Mas foi em setembro que os reajustes compensaram as perdas do ano. 

Segundo pesquisadores do Cepea, a forte estiagem agravada por queimadas reduziu significativamente as ofertas de animais a pasto em setembro, ao mesmo tempo em que a demanda esteve aquecida.



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projeto prioriza produtos frescos e orgânicos



O projeto de lei 2481/24 institui o Programa de Priorização do Abastecimento
Escolar com Produtos Frescos e Orgânicos. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei da Alimentação Escolar para incluir a nova diretriz.

Pela proposta, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deverá comprar itens livres de defensivos agrícolas e aditivos químicos e produzidos conforme os princípios da agroecologia e dos sistemas agroalimentares alternativos.

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“Essa medida proporcionará refeições mais saudáveis e nutritivas para os alunos, valorizará os agricultores familiares e estimulará uma transição ecológica”, disse o autor da proposta, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI).

O Programa de Priorização do Abastecimento Escolar com Produtos Frescos e Orgânicos terá como princípios:

  • a promoção da saúde e do bem-estar dos alunos;
  • o apoio ao desenvolvimento sustentável da agricultura local e familiar;
  • a redução do uso de defensivos agrícolas e adubos químicos;
  • o incentivo à conservação do solo e ao manejo ecológico de pragas e doenças;
  • a destinação adequada de resíduos sólidos;
  • o fortalecimento da economia local;
  • a diminuição da distância entre produtores e consumidores.

O programa incentivará a criação de hortas escolares e projetos pedagógicos que envolvam os alunos na produção dos alimentos, conscientizando-os sobre a importância da alimentação saudável e da sustentabilidade ambiental.

Os agricultores interessados em fornecer alimentos para o programa deverão fazer um cadastro, comprovando o cumprimento de diretrizes de sustentabilidade.

O programa deverá capacitar os agricultores familiares participantes, com objetivo de fortalecer práticas agrícolas sustentáveis e melhorar a produção de alimentos seguros e variados.

A compra de produtos pelo programa priorizará:

  • a origem geográfica;
  • a produção ecológica;
  • a inclusão social dos produtores; e
  • a qualidade nutricional.

O novo programa será coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Os recursos para o programa virão do Orçamento Geral da União e de parcerias. Caberá ao FNDE, em parceria com os ministérios, monitorar e avaliar periodicamente a iniciativa para promover ajustes.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado na Câmara pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Crédito extra reforça segurança ao produtor rural, mas mudanças no Plano Safra são urgentes



Diante da crise climática que atingiu o Rio Grande do Sul, especialmente com as enchentes que devastaram o estado em maio, o governo federal aprovou a liberação de crédito extraordinário para reforçar o apoio ao setor agropecuário. A medida, publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro, visa garantir a formação de estoques públicos, assistência técnica aos pequenos produtores e fortalecer o sistema de defesa agropecuária. 

A medida provisória nº 1.260 autoriza a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 1,659 bilhão para diversos ministérios, incluindo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Deste total, a pasta vai receber R$ 60,643 milhões, com foco em meteorologia, climatologia e defesa agropecuária. Com esse auxílio, a expectativa é mitigar os impactos da seca e fortalecer a resiliência dos agricultores na região.

O consultor em finanças do agro Ademiro Vian afirma que essa medida provisória traz uma importante ferramenta para os pequenos produtores, principalmente os de arroz no Rio Grande do Sul.

“Essa MP implementa uma ferramenta essencial, a aquisição de estoques públicos pelo AGF, que garante ao produtor uma segurança quanto ao preço mínimo. Se o preço de mercado estiver abaixo do mínimo, ele pode entregar ao governo, o que dá tranquilidade para plantar sabendo que terá comprador”, diz.

Ele ressalta também que a medida traz estabilidade para os produtores ao oferecer proteção tanto no risco de comercialização quanto no risco climático. “O outro risco, que é o climático, é coberto pelo Proagro ou por um seguro. O pequeno produtor que contrata financiamento é obrigado a aderir ao Proagro, o que garante cobertura em situações adversas”, explica o consultor.

Mudanças no Plano Safra

No entanto, o especialista alerta para a necessidade de mudanças no Plano Safra. Para ele, o modelo atual já está ultrapassado e precisa ser reformulado para refletir a realidade atual da agricultura, especialmente no que diz respeito a seguros e formas de financiamento.

“Sem um seguro rural adequado, o produtor fica desamparado. O governo precisa participar ativamente para garantir a segurança financeira dos agricultores em situações de risco”, afirma.

Já o economista do Terraço Econômico Caio Augusto esclarece o contexto do descongelamento de recursos previsto pela medida. “Em termos práticos, isso significa que alguns recursos que estavam empenhados para o Mapa e ficaram retidos para o cumprimento da regra fiscal agora ficam disponíveis, com a arrecadação acima do esperado. Ou seja, o governo viu uma receita maior e decidiu liberar esses recursos, que haviam sido congelados para não descumprir o novo arcabouço fiscal”, afirma Augusto.

Em 20 de setembro, o governo anunciou que o volume de recursos congelados foi reduzido de R$ 15 bilhões para R$ 13,3 bilhões, situação favorecida pela reoneração gradual da folha de pagamento, aprovada pelo Congresso Nacional no mês passado. 

Segundo o economista, a escolha pelo Mapa tem relação com a continuidade das políticas de fiscalização que voltaram a ser implementadas desde 2023. “Devemos observar que as ações de verificação de conformidade de alimentos vão seguir adiante. Isso é uma boa notícia para os consumidores, mas uma péssima notícia para quem produz fora dos padrões exigidos”.

Dos R$ 60 milhões liberados para o Ministério da Agricultura, R$ 35,5 milhões serão para fortalecer o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

O especialista em finanças do agro destaca também que, embora a elevação dos juros seja uma preocupação para a economia, isso não afetará diretamente o crédito rural neste momento.

“A taxa de juros já foi fixada no Plano Safra até 2025, então o que realmente pesa é o endividamento dos produtores. Sem um seguro que cubra esses riscos, os produtores terão mais dificuldade em acessar crédito”, diz. No último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, analistas financeiros decidiram elevar as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, para 11,75% ao ano.

Sobre as políticas do Plano Safra, Vian reforça que os pequenos produtores enfrentam dificuldades específicas e para isso, precisam de instrumentos diferenciados.

“O pequeno produtor não se financia através de fundos de investimento ou do mercado de capitais. Esses instrumentos são muito caros, difíceis de acessar. Para esse público, é preciso uma política diferenciada, adaptada à realidade do mercado”, alerta.



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Morre Cid Moreira, ícone da TV brasileira, aos 97 anos



Faleceu nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, o jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira, um dos rostos mais marcantes da TV brasileira. Ele estava internado em um hospital em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, tratando de uma pneumonia nas últimas semanas. Cid Moreira morreu por volta das 8h, devido a uma insuficiência renal crônica.

Natural de Taubaté, no Vale do Paraíba, Cid iniciou sua carreira no rádio em 1944 e, ao longo das décadas seguintes, tornou-se um dos mais reconhecidos apresentadores de telejornais no Brasil. Sua trajetória incluiu passagens por diversas emissoras de rádio e TV, destacando-se especialmente sua atuação no “Jornal Nacional” (JN), onde trabalhou por 26 anos.

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Em 1969, Cid Moreira foi convidado a integrar a equipe do recém-criado “Jornal Nacional”, o primeiro telejornal transmitido em rede no país. Ao lado de Hilton Gomes, ele fez sua estreia, que marcou o início de uma parceria duradoura com Sérgio Chapelin. Seu “boa-noite” diário tornou-se um símbolo de credibilidade e seriedade na televisão brasileira. Após uma reformulação do JN em 1996, Cid se dedicou à leitura de editoriais.

Além do “Jornal Nacional”, Cid também esteve presente em outros programas da televisão brasileira, como o “Fantástico”, narrando quadros que se tornaram icônicos, como a série do mágico Mr. M. Na década de 1990, ele começou a gravar salmos bíblicos, um trabalho que resultou na gravação completa da Bíblia em 2011.



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