sexta-feira, agosto 7, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do boi gordo sobe pelo quarto dia consecutivo em São Paulo


Mercado bovino de fêmeas em alta com dificuldade de oferta





Foto: Divulgação

Segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, pelo quarto dia consecutivo, o preço da arroba de bovinos terminados registrou alta nas principais praças pecuárias de São Paulo. A redução nas escalas de abate, que variam entre quatro e sete dias, é reflexo da oferta limitada de animais prontos para o abate. Nesse contexto, o mercado abriu com um aumento de R$ 3,00 por arroba para o “boi China” e R$ 5,00 por arroba para o boi gordo, com algumas negociações oferecendo valores acima da referência.

O mercado de fêmeas também apresentou alta. A arroba da vaca subiu R$ 3,00, enquanto a novilha teve um aumento significativo de R$ 10,00, evidenciando a escassez dessas categorias no mercado.

No Pará, o cenário foi semelhante, com alta no preço do boi gordo em todas as regiões, impulsionado pela oferta restrita, o que levou as escalas de abate a se reduzirem para quatro a cinco dias. Já no mercado de fêmeas, os preços se mantiveram estáveis.

Em Marabá, o boi gordo teve aumento de R$ 5,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha mantiveram seus preços inalterados. Em Redenção, a arroba do boi subiu R$ 3,00, e as fêmeas seguiram estáveis. Já em Paragominas, o boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba, sem mudanças nas demais categorias.

No Acre, o mercado de bovinos permaneceu estável na comparação diária, conforme o informativo.





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Luis Rua é nomeado para secretaria de Relações Internacionais da Agricultura



O novo secretário de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Luis Rua, foi nomeado oficialmente para o cargo nesta sexta-feira (4). A nomeação consta em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), conforme antecipou na quinta o Broadcast Agro. A portaria do DOU traz ainda a exoneração, a pedido, o ex-secretário Roberto Perosa, que deixa o cargo para retornar ao setor privado.

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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou ontem à reportagem que a escolha de Luis Rua para o posto deve-se à sua experiência na área internacional e capacidade técnica. “Foi uma escolha técnica. Rua dará sequência favorável ao trabalho de Perosa, que fez uma grande gestão”, disse o ministro.

A SCRI é a pasta responsável pelas negociações internacionais bilaterais do agronegócio e conduz o processo de aberturas de mercado. A escolha de Rua é bem-vista no setor privado pela sua experiência em negociações para aberturas de mercado, em estudos de inteligência comercial e expertise em relacionamento com governos e embaixadas.

Luis Rua estava à frente da diretoria de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) desde 2020 e integrou várias comitivas internacionais do governo no cargo. Anteriormente, ele atuou como gerente de Relações Corporativas para a América Latina da BRF, com sede na Argentina. Ele também já foi vice-presidente do Departamento de Comércio Internacional da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços Brasil-Argentina (Cambras) e teve passagens pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

Rua assume o posto após a saída de Perosa, após 21 meses na gestão. À frente da secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Perosa conduziu os processos de 248 aberturas de mercado para produtos agropecuários em 60 destinos. Perosa relatou à reportagem que, num primeiro momento, enquanto cumpre a quarentena de desligamento do serviço público, vai se dedicar à propriedade da família na região de São José do Rio Preto (SP), onde tem produção de cana-de-açúcar e pecuária. Após esse período, ele deve avaliar novos projetos na iniciativa privada.



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saiba o que mexe com o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas do Pic Pay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que, na véspera do Payroll, tivemos mais uma amostra de que a economia dos EUA vai bem. Ainda no exterior, os mercados têm acompanhado com cautela o aumento das tensões no Oriente Médio. Por aqui, o real desvalorizou mais de 0,5%, fechando em R$ 5,47. Na bolsa, o Ibovespa caiu 1,4%, com as petrolíferas sendo uma das poucas altas do dia.



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expansão do tabaco enfrenta escassez de mão de obra, mas safra avança


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (03), pela Emater/RS-Ascar, na região administrativa de Pelotas, a safra de tabaco 2024/2025 promete expansão, impulsionada pelo bom desempenho da safra anterior e pelos preços atrativos. No entanto, o crescimento da área plantada ainda enfrenta limitações devido à escassez de mão de obra, tanto familiar quanto contratada. Durante o mês de setembro, os produtores aceleraram o transplante das mudas para as lavouras definitivas e realizaram o preparo do solo e dos canteiros para a próxima safra de verão, além de continuarem com o manejo das mudas no sistema floating, incluindo podas e repicagem. A produção de mudas segue dentro do esperado, garantindo a implantação completa das áreas planejadas.

Entre os dias 22 e 28 de setembro, a região enfrentou chuvas intensas, com acumulados significativos, o que causou erosão nas lavouras e atrasou temporariamente o transplante de mudas. Entretanto, o aumento do fotoperíodo ajudou no desenvolvimento vegetativo das plantas já transplantadas. Até o momento, 45% da área destinada ao tabaco de verão foi transplantada. Nas regiões de Pelotas, Canguçu e São Lourenço do Sul, a colheita do tabaco de inverno continuou, embora algumas áreas tenham sofrido com danos causados por granizo, especialmente em Canguçu, São Lourenço do Sul e Amaral Ferrador. Por serem plantas jovens, espera-se que a recuperação ocorra sem grandes prejuízos à produtividade.

Na região de Santa Rosa, o cultivo de tabaco, que é realizado em pequenas áreas, teve o transplante das mudas concluído, com ótimo desenvolvimento vegetativo e expectativas otimistas de uma boa safra. O clima, com boa luminosidade e temperaturas elevadas, contribuiu para o crescimento das plantas, e os produtores estão focados nas práticas de adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas.

Em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, as atividades continuam concentradas na adubação nitrogenada e no controle de ervas daninhas, tanto por métodos químicos quanto por capina manual. A incidência de pragas permanece baixa, e o tabaco na região, que se caracteriza por um relevo de menor altitude, apresenta ótimo crescimento vegetativo. A colheita está prevista para começar em outubro. Nas áreas de maior altitude, o ritmo de plantio foi intensificado após as chuvas, e 45% da área prevista já foi transplantada. Em termos regionais, mais de 70% da área total destinada ao tabaco já foi plantada.





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produtores intensificam combate a doenças fúngicas em videiras no Rio Grande do Sul


Alta nas temperaturas acelera brotação das videiras em Soledade





Foto: Nadia Borges

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (03), pela Emater/RS-Ascar, na região administrativa de Santa Rosa, as videiras estão em fase de brotação e iniciando o ciclo reprodutivo. Os produtores já começaram a realizar o manejo cultural e o controle de doenças fúngicas comuns nessa fase, como antracnose e escoriose (Phomopsis viticola). Essas pragas são frequentes devido às condições climáticas da época.

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Além disso, a ocorrência de ventos fortes e granizo causou danos às plantações em áreas de cultivo protegido, com quebra de ramos. A brotação deste ano está atrasada em comparação ao ano passado, em função das baixas temperaturas registradas no mês de agosto.

Na região de Soledade, as videiras também estão em início de brotação, sendo que as altas temperaturas observadas recentemente aceleraram esse processo. Nesta etapa, os produtores iniciam os tratamentos preventivos contra antracnose e escoriose e realizam o manejo cultural nos vinhedos, com a rolagem das plantas de cobertura e a aplicação de herbicidas seletivos para controle de ervas daninhas.





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Frente fria deve afetar seis estados brasileiros hoje; veja a previsão



A semana termina com tempo instável em regiões brasileiras, com destaque para áreas litorâneas. No Sudeste, os efeitos da frente fria ficam mais intensos, afetando os quatro estados. No Centro-Oeste, apenas partes de Mato Grosso e Goiás são impactadas.

Confira a previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo para esta sexta-feira (4):

Sul

O tempo volta a ficar firme na maior parte da região. O destaque vai para o litoral do Paraná e o de Santa Catarina, áreas onde há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia.

Sudeste

A frente fria desloca-se lentamente, deixando o tempo instável na faixa leste de São Paulo, Rio de Janeiro, leste de Minas Gerais e todo o Espírito Santo, com previsão de pancadas de chuva ao longo do dia.

Centro-Oeste

A chuva continua sobre boa parte de Mato Grosso e o sul de Goiás, com previsão de pancadas ao longo do dia. No restante das regiões, o tempo volta a ficar firme, sem chuva.

Nordeste

O tempo segue firme na maior parte da região. O destaque vai para a faixa entre o litoral do Rio Grande do Norte e o da Bahia, onde há previsão de pancadas de chuva.

Norte

O tempo seguirá instável na maior parte da região ao longo do dia. Destaque para Amazonas, Acre, Rondônia, oeste do Pará e Roraima, estados onde há previsão de pancadas de chuva.



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Chuvas atrasam plantio do arroz em várias regiões gaúchas


Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (03), pela Emater/RS-Ascar, a semeadura do arroz avança de forma lenta no Rio Grande do Sul, com progresso concentrado na região Oeste do estado, onde os produtores aproveitaram períodos de clima seco, intercalados por chuvas moderadas e temperaturas elevadas. No entanto, nas regiões Sul, Campanha, Centro e Metropolitana, chuvas intensas entre os dias 23 e 26 de setembro interromperam tanto o preparo do solo quanto o início das primeiras semeaduras.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta uma área cultivada de 948.356 hectares, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade de 8.478 kg por hectare. Na Fronteira Oeste, a semeadura avançou rapidamente até o dia 26 de setembro, quando as chuvas interromperam as atividades. De modo geral, as precipitações foram suficientes para garantir uma boa germinação e emergência das plantas, exceto em algumas localidades de São Gabriel, onde volumes de até 200 mm causaram danos em áreas já preparadas para o plantio.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Em Maçambará, 30% dos 20 mil hectares previstos foram semeados. Os rizicultores de Uruguaiana e Barra do Quaraí estão otimistas com o aumento no preço do arroz, sendo considerado excelente pelos produtores, muitos dos quais ainda mantêm estoques em suas propriedades. Na Campanha, o excesso de umidade impediu o avanço do plantio, com apenas algumas centenas de hectares semeados até o momento. Em Dom Pedrito, as chuvas entre 23 e 26 de setembro danificaram taipas, canais e estradas internas, que precisarão de reparos, conforme dados do informativo.

Na região de Pelotas, as atividades de implantação foram interrompidas devido ao acúmulo de água nas lavouras. O Rio Jaguarão e a Lagoa Mirim registraram elevação em seus níveis, causando alagamentos em áreas próximas. A Barragem do Chasqueiro também atingiu 110,8% de sua capacidade de armazenamento, com um nível de 42,68 metros.

Em Santa Maria, a semeadura começou em municípios como Cachoeira do Sul e São Vicente do Sul, mas foi interrompida pelas chuvas, com apenas 2% da área prevista já plantada. Em Santa Rosa, as atividades estão suspensas devido à recorrência de chuvas, e os produtores esperam iniciar o cultivo na segunda quinzena de outubro, para aproveitar melhor a insolação no período de floração e enchimento de grãos.

Na região de Soledade, o excesso de precipitações inundou várzeas e interrompeu o preparo do solo. Embora o plantio de arroz pré-germinado tenha começado, apenas 2% da área prevista foi semeada até o momento.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos de arroz no estado aumentou 0,84%, passando de R$ 115,00 para R$ 115,97, conforme o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Potencial produtivo da cevada se mantém alto no Rio Grande do Sul


Mercado da cevada registra preço médio de R$ 83,00/sc em Frederico Westphalen





Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (03), pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas favoráveis têm beneficiado o cultivo da cevada no Rio Grande do Sul, com chuvas intensas e ventos fortes restritos ao Sul e Noroeste, longe das principais regiões produtoras do cereal, como o Planalto e o Alto Uruguai. O manejo adequado e a ausência de pressões significativas de patógenos mantêm o potencial produtivo elevado nesta safra. No entanto, para que a cevada atinja valor comercial na produção de malte, é crucial que seu poder germinativo supere 95%, um fator que depende das condições climáticas nas fases finais do ciclo de produção.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a projeção para a área de cultivo é de 34.429 hectares, com uma expectativa de produtividade de 3.245 kg/ha. Na região administrativa de Erechim, as lavouras têm evoluído satisfatoriamente, especialmente no estágio de enchimento de grãos, com uma expectativa média de produção de 3.600 kg/ha.

Em Ijuí, a cultura está avançando rapidamente, com mais de 60% das lavouras em fase de enchimento de grãos e cerca de 20% em maturação. As condições fitossanitárias continuam favoráveis, com baixa incidência de pragas e doenças, refletindo no bom estado geral das plantas.

Na região de Soledade, todas as lavouras estão na fase reprodutiva, com 50% em espigamento/florescimento e 50% em enchimento de grãos, com uma expectativa de produtividade de 3.200 kg/ha.

No mercado, a cotação média da cevada para a indústria de malte na região de Frederico Westphalen está fixada em R$ 83,00 por saca de 60 quilos.





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Brasil pode obter grau de investimento até 2026


O Brasil pode conseguir o grau de investimento (selo de bom pagador da dívida pública) até 2026, no atual governo, disse nesta terça-feira (1º) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O ministro comentou nesta noite a elevação da nota da dívida pública do país pela agência de classificação de risco Moody’s.

Com a decisão da Moody’s, que melhorou a nota brasileira de Ba2 para Ba1, o Brasil está um nível abaixo do grau de investimento. As outras duas principais agências, a Fitch e a S&P Global, mantém o país dois níveis abaixo do grau de investimento.

“Penso que, se o governo como um todo compreender que vale a pena esse esforço, que esse esforço que está sendo feito produz os melhores resultados e continuarmos sem baixar a guarda em relação às despesas, em relação às receitas, fazendo o nosso trabalho, acredito realmente que nós temos a chance de completarmos mandato do presidente Lula reobtendo o grau de investimento. Ele não está dado, mas é uma possibilidade concreta”, declarou Haddad ao deixar o ministério.

Na avaliação do ministro, o comunicado da Moody’s “está em linha” com o trabalho da equipe econômica nos últimos dois anos. “Se continuarmos perseverando nesse caminho, de ajuste fiscal e monetário, nós temos uma grande chance de conseguir uma estabilidade da relação dívida/PIB, dos gastos públicos depois de muitos anos de desequilíbrio fiscal”, comentou o ministro.

Sem mencionar medidas específicas, Haddad disse que, depois de o governo aumentar as receitas, “ainda há um trabalho a ser feito”, em relação às despesas. Segundo ele, o reequilíbrio das contas públicas permitirá ao país reduzir os juros que corrigem a dívida do governo e conseguir o grau de investimento, que deixou de ser concedido ao Brasil em 2015.

A decisão da Moody’s ocorre uma semana depois de Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirem com representantes das principais agências de classificação de risco durante viagem oficial a Nova York. Os dois se encontraram tanto com representantes Moody’s como da Fitch Ratings e da S&P Global.

Em comunicado, a Moody’s citou a melhora “significativa” no crédito do país. Segundo a agência, isso se deve ao crescimento “robusto” do Produto Interno  Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) e às recentes reformas econômicas e fiscais, como a reforma tributária, que melhorará o ambiente de negócios e a alocação de tributos.

A agência também mencionou o plano de transição energética como fator que atrai investimentos privados e reduz a vulnerabilidade do país a choques climáticos.





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Ministério realiza 1ª inspeção na origem de algodão com destino à Ásia



A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP) realizou na quarta-feira (2), em Jundiaí, interior paulista, a primeira inspeção de algodão em pluma na origem.

O produto será acondicionado em 44 contêineres que seguirão para a China, Bangladesh e Vietnã – países que não exigem tratamento fitossanitário. A autorização da certificação fitossanitária na origem do algodão em pluma foi formalizada pelo Ministério para ocorrer a partir do dia 1º de outubro.

“O procedimento segue o que foi estabelecido pela Portaria nº 177, de 16 de junho de 2021. Até então, essa vistoria era feita pelo sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Mapa, em uma estrutura que fiscaliza as fronteiras e responde diretamente a Brasília”, disse a pasta em nota.

A expectativa é que sejam certificados 400 contêineres do produto por mês nessa nova operação autorizada pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, de acordo com o auditor fiscal Lucas Zago, que acompanhou a inspeção. O algodão em pluma é resultante da operação de beneficiamento do algodão em caroço.

Gargalos logísticos ao algodão

Conforme a pasta, há limitação de espaço e gargalos logísticos no Porto de Santos, que escoa 95% do volume exportado de algodão.

“Paralelamente, há expectativa de aumento nas exportações de algodão brasileiro na próxima safra na ordem de 8%, alcançando 4 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Esses dois fatores foram decisivos para essa autorização da Secretaria de Defesa Agropecuária.”

A certificação fitossanitária na origem do algodão é realizada no Terminal Contrail Logística em Jundiaí pela equipe do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal de São Paulo (Sisv-SP), com apoio da regional do Mapa em Campinas. Do terminal os contêineres seguirão para Santos, na sua grande maioria por meio de transporte ferroviário, o que impacta positivamente a logística e diminui o fluxo de caminhões nas imediações do porto.



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