quinta-feira, agosto 6, 2026

Autor: Redação

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Brasil avança com novo marco regulatório para biocombustíveis



A Lei dos Combustíveis do Futuro foi sancionada nesta terça-feira (8) pelo presidente Lula, que estabelece o marco regulatório para biocombustíveis no país. A nova legislação cria diretrizes para o Programa Nacional do Diesel Verde (PNDV) e incentiva o uso de bioquerosene na aviação (ProBioQAV).

Durante a cerimônia de sanção na Base Aérea de Brasília, autoridades e especialistas destacaram a importância do marco para o futuro dos biocombustíveis no país. O setor prevê que a nova lei impulsionará investimentos de até R$ 200 bilhões, além de fortalecer a produção de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, consolidando o Brasil como protagonista na descarbonização do transporte.

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Para Francisco Turra, presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), a medida vai redefinir a história do desenvolvimento sustentável do Brasil. “Este projeto inaugura um novo momento da economia nacional, caracterizado por fortes investimentos no parque industrial e pela agregação de valor em toda a cadeia do agronegócio, impulsionando a economia e o emprego verde”, afirma.

A exposição Liderança Verde Brasil Expo, também foi um dos pontos altos do evento, destacando o compromisso do setor privado com a transição energética. Na avaliação de Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8, empresa líder em produção de biodiesel, a exposição é a prova viva de que o setor privado está avançando e assumindo compromissos para tornar a transição energética uma realidade e o país”.

Os avanços também envolvem o aumento da mistura de etanol na gasolina para até 35% e o biodiesel no diesel para 20% até 2030, o que deve gerar impacto direto na expansão de pesquisas e no mercado global de energia sustentável.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção nacional de biodiesel atingiu mais de 7,5 bilhões de litros em 2023, impulsionada pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 12%, em vigor desde abril deste ano. A região sul do Brasil lidera a produção com 3,1 bilhões de litros, seguida pelo Centro-Oeste, que produziu 3 bilhões de litros no ano passado.

O principal insumo utilizado é o óleo de soja, mas também há participação de gordura animal e óleo de algodão.

Aceleração na tramitação

Após ter sido aprovado inicialmente pela Câmara dos Deputados, o projeto foi analisado pelo Senado, que fez algumas modificações no texto. Entre as principais alterações estão o aprimoramento dos programas voltados à promoção do diesel verde, combustível sustentável para aviação, e a descarbonização do setor energético.

O relator na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), acatou grande parte das emendas, destacando que as mudanças fortaleceram o avanço do Brasil na adoção de combustíveis sustentáveis. Com a aprovação tanto na Câmara quanto no Senado, o projeto seguiu para a sanção presidencial, que é a última etapa do processo legislativo antes de uma proposta se tornar lei.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estudos revelam impacto do nitrato de cálcio no algodão


O algodão, uma das culturas mais tradicionais e importantes no cenário agrícola global, tem se destacado no Brasil, que hoje é o terceiro maior produtor mundial e o maior exportador. O protagonismo brasileiro nessa área é resultado de avanços tecnológicos e da adoção de novas práticas de manejo, que têm contribuído para a elevação da produtividade. Entre as inovações mais recentes, está o uso do nitrato de cálcio, que tem mostrado resultados expressivos na melhoria do desempenho do algodão. Estudos recentes apontam que esse insumo é capaz de aumentar a produtividade da cultura, beneficiando tanto a qualidade quanto a quantidade do algodão colhido.

Um estudo conduzido pela Yara, em parceria com a Universidade do Oeste Paulista, destacou o papel do cálcio na produtividade do algodão. A pesquisa, realizada na fazenda experimental da universidade, em Presidente Bernardes (SP), revelou que a disponibilidade natural de cálcio no solo pode não ser suficiente para atender às demandas da planta durante seu ciclo de crescimento, especialmente em períodos críticos de alta absorção de nutrientes.

Ao testar diferentes fontes de cálcio, o nitrato de cálcio se destacou como o mais eficaz. O estudo apontou um aumento de 155% no comprimento das raízes do algodão, quando comparado ao controle, além de uma redução entre 21% e 50% nos níveis de alumínio tóxico no solo. Isso é extremamente relevante, pois o alumínio é prejudicial ao desenvolvimento do algodoeiro, limitando seu crescimento e produtividade. Outro aspecto relevante foi o aumento do teor de cálcio nas folhas e flores, o que contribui para o vigor da planta e, consequentemente, para melhores resultados na colheita.

Em um segundo estudo, realizado no Centro de Aprendizagem e Difusão Oeste da Fundação MT, em Sapezal (MT), foi possível observar os benefícios da aplicação de nitrato de cálcio em um sistema de rotação de culturas soja/algodão. A pesquisa, que abrangeu as safras de 2021 a 2023, mostrou que o uso de fontes nitrogenadas com cálcio solúvel, como o YaraLiva NITRABOR, associadas a outros insumos como YaraBela ou YaraMila, resultou em um aumento expressivo no desenvolvimento radicular da planta, além de maior rendimento do algodão em caroço.

Além de favorecer o desenvolvimento das raízes, essa combinação de insumos promoveu a saturação por bases, reduzindo a necessidade de calagem ao longo dos anos, o que representa um ganho em sustentabilidade. A prática de manejo adequada, combinada ao uso de tecnologias como o nitrato de cálcio, coloca o Brasil na vanguarda da produção global de algodão, com uma postura cada vez mais sustentável e eficiente.

O especialista agronômico da Yara Brasil, Diego Pelizari, ressalta que o sucesso da cotonicultura está diretamente ligado à aplicação de técnicas avançadas de manejo. “Para o algodão, elementos como nitrogênio, cálcio, potássio e boro são essenciais. Análises de solo detalhadas e preparos adequados, considerando as condições climáticas regionais, são fundamentais. Além disso, práticas como irrigação controlada, manejo de pragas e uma desfolha eficiente garantem a qualidade da fibra colhida.” Ele também destaca a importância de adotar práticas sustentáveis, como o uso de insumos com menor pegada de carbono, algo que tem se tornado uma tendência no mercado global. A crescente demanda por algodão de alta qualidade, aliado a práticas ambientais mais conscientes, abre portas para novos mercados e valoriza ainda mais a produção brasileira.





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Projeto de horta escolar ensina sustentabilidade e alimentação saudável em SC



A Escola EEB Morro Chato, localizada no município de Turvo, no interior de Santa Catarina, é a mais recente a aderir ao projeto “Plantando para o Futuro: Horta Escolar“, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) em parceria com os sindicatos rurais. O projeto visa promover a educação ambiental e incentivar hábitos alimentares saudáveis entre os alunos do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano.

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A iniciativa, que já impacta várias escolas em diferentes regiões do estado, oferece aos estudantes a oportunidade de cultivar hortas e aprender sobre práticas agrícolas sustentáveis. As atividades na EEB Morro Chato foram conduzidas pelo instrutor Gilsonei Duarte, sob supervisão de Sueli Silveira Rosa, do Senar/SC. Ela destacou a alegria das crianças em participar do projeto, que une educação e meio ambiente.

A diretora da escola, Cleusa Bardini, agradeceu a parceria com o Senar/SC e destacou a importância do projeto para o desenvolvimento das crianças. “O cultivo de uma horta na escola incentiva os alunos a prestarem mais atenção na natureza e desperta o gosto por uma alimentação saudável, essencial para o futuro”, disse Cleusa.

O presidente do Sindicato rural de Turvo, Moacir Bendo, também ressaltou a relevância do projeto para a educação prática dos estudantes, contribuindo para complementar o aprendizado com a vivência agrícola.

O projeto “Plantando para o Futuro: Horta Escolar”, lançado no ano passado, já beneficiou centenas de alunos em várias escolas catarinenses, promovendo o trabalho em equipe e o respeito ao meio ambiente. José Zeferino Pedrozo, presidente da Faesc/Senar, afirmou que o projeto tem gerado impactos concretos no cotidiano escolar, incentivando hábitos alimentares saudáveis e o desenvolvimento de habilidades essenciais para o futuro das crianças.



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semeadura de milho verão safra 24/25 atinge 25,9% da área



A semeadura de milho verão no país, referente à safra 2024/25, alcançava, até domingo (6), 25,9% da área prevista, avanço de 4,3 pontos porcentuais ante a semana anterior. A informação parte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em relatório semanal de progresso de safra publicado nesta terça-feira (8).

Em comparação com igual período da safra passada, há atraso de 0,9 ponto porcentual. O Paraná, com 74% da área semeada, lidera os trabalhos, seguido do Rio Grande do Sul, com 73%, e de Santa Catarina, com 55%.

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Em relação à soja da safra 2024/25, o país havia semeado, até segunda-feira (7), 5,1% da área, avanço de 2,7 pontos porcentuais em relação à semana anterior, mas atraso de 5 pontos porcentuais em relação a igual período da safra 2023/24, quando 10,1% da área já havia sido trabalhada.

O Paraná, com 22% da área plantada, lidera os trabalhos, seguido de Mato Grosso do Sul, com 10%. Mato Grosso, o principal estado produtor de soja do país, semeou, até ontem, 3,7% da área prevista.

Em relação ao arroz, até este domingo,13,1% da área havia sido semeada, avanço de 2,5 pontos porcentuais ante a semana passada e de 1,5 ponto porcentual na comparação com igual período da safra 2023/24. Santa Catarina já plantou 55% da área, seguido por Goiás, com 15%. O Rio Grande do Sul, principal produtor, semeou 11%.

Quanto à colheita de trigo 2023/24, até o domingo, 36,7% da área havia sido ceifada, avanço de 5,8 pontos porcentuais em relação à semana passada, mas atraso de 4,3 pontos porcentuais em relação a igual período da safra passada.

Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia já encerraram a colheita do cereal. Entre os maiores estados produtores, o Paraná contava com 62% da área trabalhada. Já o Rio Grande do Sul ainda não iniciou a colheita.



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Nova Ranger Black da Ford promete conforto, economia e alta performance


A Ford apresentou a nova Ranger Black, uma picape que combina robustez e sofisticação. Com design imponente e estilo moderno, a Ranger Black traz detalhes marcantes como a cor grafite “Bolder Gray“, faróis full-LED e rodas de 18 polegadas, reforçando sua presença no mercado.

Seu motor Panther 2.0 turbodiesel, com 170 cavalos de potência e transmissão automática de seis velocidades, garante conforto e economia, especialmente em áreas urbanas. A picape também possui tecnologia avançada, como atualizações multimódulos over-the-air (OTA), que aprimoram o desempenho e a segurança continuamente.

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No interior, a Ranger Black oferece bancos parcialmente em couro, painel digital de 8 polegadas, sistema multimídia SYNC 4 com tela de 10 polegadas e conectividade com Android Auto e Apple CarPlay. Além disso, conta com um carregador por indução, completando o pacote de conveniência para o motorista moderno.

Foto: Ford/Divulgação

Com preço inicial de R$ 219.990, a Ford oferece aos cem primeiros compradores um protetor de caçamba e capota marítima elétrica gratuitamente. Segundo Dennis Rossini, gerente de Marketing da Ford, a Ranger Black foi projetada para clientes que buscam a robustez de uma picape com a sofisticação de um veículo de luxo para o uso urbano.

A Ranger Black é um marco no segmento de picapes, não apenas pelo seu desempenho e design, mas também pela inovação tecnológica que redefine o padrão de conectividade e segurança no mercado.



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colheita nos EUA e clima no Brasil pressionam perdas em Chicago



Os contratos da soja em grão registram preços significativamente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Pelo quinto pregão consecutivo, o mercado segue em queda. A soja enfrenta pressão devido à ampla oferta da colheita nos Estados Unidos e à previsão de melhora nas condições climáticas no Brasil.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 6 de outubro, a área colhida estava apontada em 47%. Na semana passada, eram 26%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 37%. A média é de 34%.

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Já sobre as condições das lavouras americanas de soja, segundo o USDA, até 6 de outubro, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 64%, 25% e 11%, respectivamente.

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,18 3/4 por bushel, baixa de 15,25 centavos de dólar, ou 1,37%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (07), a soja fechou em leve baixa. A previsão de clima seco nos Estados Unidos deve favorecer o trabalho de colheita. Já no Brasil, a previsão é de retorno das chuvas, viabilizando a aceleração do plantio. As perdas foram limitadas por sinais de boa demanda pela soja americana e pela valorização do petróleo.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,75 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 10,34 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,52 1/2 por bushel, com perda de 3,50 centavos ou 0,33%.



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Governo edita MP com Auxílio Extraordinário de R$ 2.824 para pescadores do Norte



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou medida provisória que concede um “Auxílio Extraordinário” de R$ 2.824 aos beneficiários do Seguro Defeso do Pescador Artesanal. O pagamento em parcela única é destinado aos trabalhadores cadastrados em municípios da região Norte em situação de emergência decorrente de seca ou estiagem reconhecida pelo Poder Executivo Federal.

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“As despesas do Auxílio Extraordinário correrão à conta das dotações consignadas ao Ministério da Pesca e da Aquicultura, observadas as disponibilidades orçamentárias e financeiras”, detalha a MP, publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU).

A pasta fará o pagamento por meio da Caixa Econômica Federal em conta poupança social digital, de abertura automática em nome do beneficiário, ou em outra conta já existente no banco.



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AgroNewsPolítica & Agro

AEASP celebra 80 anos de história e conquistas na valorização da agronomia em São Paulo


Fundada em 1944, em Campinas (SP), a Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP) comemora seus 80 anos de existência, reafirmando seu papel fundamental na defesa e promoção da agronomia e dos profissionais da área. Ao longo de sua trajetória, a AEASP tem sido uma voz ativa na luta por melhores condições de trabalho e no desenvolvimento do setor agropecuário, além de promover iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Originalmente chamada de Sociedade Paulista de Agronomia, a entidade nasceu durante um período de repressão política no Brasil, quando sindicatos eram proibidos pelo governo de Getúlio Vargas. Para contornar as restrições, os fundadores optaram pela criação de uma sociedade que, mais tarde, em 1970, passaria a ser a AEASP, ampliando seu escopo de atuação.

Ao longo das décadas, a AEASP se consolidou como uma referência na defesa dos interesses da categoria, levantando bandeiras históricas, como o receituário agronômico, a equiparação salarial no serviço público estadual, o salário mínimo profissional e a criação de carreiras de extensionista e pesquisador. Além disso, a associação desempenhou um papel crucial na implementação do Projeto de Tríplice Lavagem e Recuperação de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, que culminou na criação do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), em parceria com o Ministério da Agricultura e a Associação de Defesa Vegetal (Andef).

A AEASP também tem se adaptado às mudanças da sociedade e das demandas do setor agronômico. Com a criação das Delegacias Regionais, a entidade expandiu sua presença no interior do estado, ampliando o acesso de engenheiros agrônomos a serviços e debates sobre temas cruciais como questões trabalhistas, inovação tecnológica e preservação ambiental. A edição do Jornal do Engenheiro Agrônomo (JEA), uma publicação voltada ao público especializado, é um dos canais de comunicação e educação profissional promovidos pela associação.

Filiada à Confederação das Federações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB), a AEASP segue com sua missão de defender e valorizar a agronomia, sempre em consonância com a ética, a cidadania e a sustentabilidade social, econômica e ambiental. As eleições internas ocorrem a cada três anos, com voto secreto, assegurando a participação democrática de seus associados.

Ao completar 80 anos, a AEASP reafirma seu compromisso com a categoria e o desenvolvimento da agronomia no Brasil, demonstrando que, ao se adaptar às novas demandas do setor, segue contribuindo ativamente para o fortalecimento da agricultura sustentável e para a valorização do engenheiro agrônomo.





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saiba o que mexe com o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas do Pic Pay.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca a sabatina de Gabriel Galípolo à presidência do Banco Central na CAE do Senado. Ainda no Brasil, os juros futuros fecharam em queda enquanto o Ibovespa teve leve alta, puxado pela valorização das commodities. Nos EUA, o que continua chamando atenção são os rendimentos dos Treasuries, que continuaram subindo.



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AgroNewsPolítica & Agro

cenário pessimista permanece para o cereal


Safra norte-americana mantém pressão sobre o milho





Foto: Agrolink

Segundo a análise do especialista do Grão Direto desta segunda-feira, (7), na última semana, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou um ritmo de exportações de milho abaixo do registrado em 2023, confirmando a tendência observada até o momento. A análise mais recente também indicou que os estoques trimestrais estão maiores que os de 2023, corroborando o cenário de exportações mais lentas. Nos Estados Unidos, a colheita do milho segue sem interrupções, com desempenho satisfatório, de acordo com as expectativas do mercado.

Sobre as previsão de mercado para essa semana, sobre o mercado de milho e pecuária, destaca-se a estreita relação entre os preços da arroba do boi gordo e da saca de milho. Nas últimas semanas, a arroba do boi gordo registrou uma valorização de aproximadamente 30%, influenciando o aumento das cotações do milho. No entanto, apesar da melhora nas margens para os pecuaristas, não se espera um aumento imediato na demanda, mas o cenário abre novas perspectivas para a próxima safra de inverno, conforme aponta o Grão Direto.

A análise aponta também para uma possível redução na área plantada de milho safrinha, com atrasos no plantio e a possível necessidade de replantio. Esses fatores podem comprometer a janela ideal de cultivo e, consequentemente, impactar negativamente a oferta de milho no Brasil.

Já sobre a safra norte-americana, há expectativa de uma colheita satisfatória, por sua vez, continua pressionando os preços do cereal, impedindo altas mais expressivas no curto prazo, considerando que na última semana o milho fechou positivo.

De acordo com o Grão Direto, diante da baixa demanda pelo milho, o cenário pessimista permanece para o cereal. “Impactos passíveis de elevar as cotações do grão de forma mais acelerada normalmente são projetados para o próximo ano. Em função disso, podemos ter mais uma semana negativa”, informa a análise.





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