quinta-feira, agosto 6, 2026

Autor: Redação

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Em Unaí (MG), plantio da soja atinge 30%; produtores esperam por chuvas volumosas



O plantio da soja em Minas Gerais, liberado desde 30 de setembro, enfrenta desafios devido à situação hídrica do estado. A irrigação, embora seja uma alternativa para alguns produtores, é limitada pela falta de chuvas, com previsões para outubro indicando apenas 6 a 20 milímetros, volume insuficiente para a semeadura.

Além disso, as queimadas no Cerrado têm gerado preocupações, danificando a palhada essencial para a conservação do solo e comprometendo a fertilidade das lavouras. As altas temperaturas, que chegam a 40 graus, dificultam ainda mais a recuperação hídrica e afetam o aquífero Guarani.

Em Unaí (MG), o plantio da soja irrigada já alcançou 30% da área prevista de 100 mil hectares, segundo a Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril). De acordo com a Safras & Mercado, os produtores planejam cultivar mais 250 mil hectares em sistema de sequeiro, mas a continuidade do plantio depende do retorno das chuvas, com previsões indicando a possibilidade de precipitações em breve.

A área total de cultivo na grande Unaí deve atingir 350 mil hectares, com expectativa de 180 mil hectares dedicados à soja. Em condições climáticas favoráveis, os produtores acreditam que poderão colher até 3.900 quilos por hectare na safra 2024/25.

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Expectativas para a safra

O plantio de soja em Minas Gerais deve ocupar 2,35 milhões de hectares na temporada 2024/25, representando um aumento de 4,4% em relação à safra anterior. A produção está prevista para atingir 8,979 milhões de toneladas, um crescimento de 7,8% em relação à safra 2023/24, com 8,328 milhões de toneladas. O rendimento médio esperado é de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos registrados anteriormente.



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IPCA de setembro sobe 0,44% após cair 0,02% em agosto, afirma IBGE



A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,44%, ante uma redução de 0,02% em agosto, informou nesta quarta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado ficou próximo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,45%. O intervalo das previsões ia de alta de 0,38% a 0,52%.

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,31%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,42%, resultado também próximo à mediana das projeções dos analistas, de 4,44%, com estimativas que iam de 4,36% a 4,59%.



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AgroNewsPolítica & Agro

perspectiva positiva para grãos no oeste do país


Clima favorece enchimento de grãos e semeadura de verão





Foto: Canva

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na última terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas dispersas, entre 3 e 20 mm, beneficiaram o enchimento de grãos de inverno e sementes oleaginosas no oeste, garantindo boas perspectivas para a safra de inverno em geral da Austrália.

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No sul da Austrália e em Victoria, as chuvas também contribuíram para estabilizar as previsões de rendimento das safras de inverno, que se encontram em estágios de floração e enchimento. No entanto, em Nova Gales do Sul e no sul de Queensland, as precipitações foram mais leves e distribuídas, com muitas áreas permanecendo secas (menos de 5 mm). Nessas regiões, o trigo e outras culturas de inverno começaram a amadurecer, especialmente no norte da Austrália Oriental.

O clima relativamente seco nas áreas do cinturão do trigo facilitou a secagem das safras de inverno e permitiu o rápido início da semeadura das culturas de verão. As temperaturas se mantiveram próximas da média, variando dentro de 1°C do normal na maioria das áreas. As máximas oscilaram entre 20°C e 30°C, enquanto as mínimas permaneceram acima de 0°C, condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.





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Agro sustentável impulsiona liderança brasileira na transição energética, destaca Fávaro



Nesta terça-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei do Combustível do Futuro, em uma cerimônia realizada na Base Aérea de Brasília durante a Liderança Verde Brasil Expo. A iniciativa visa consolidar o Brasil como líder global na transição energética e promover a mobilidade sustentável de baixo carbono.

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do setor agropecuário nesse avanço. “O Brasil se destaca como um país de produção energética, impulsionada pela nossa agropecuária. Pequenos, médios e grandes produtores são protagonistas dessa transição, que vem da terra e se transforma em biocombustível, biogás e biomassa. O agro está promovendo uma verdadeira revolução”, afirmou Fávaro.

A lei, desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia (MME), visa destravar investimentos de R$ 260 bilhões, com metas para evitar a emissão de 705 milhões de toneladas de CO2 até 2037. Além disso, a mistura de etanol na gasolina poderá chegar a até 35%, enquanto o percentual de biodiesel no diesel de origem fóssil aumentará gradativamente, atingindo 20% até 2030.

O ministro Alexandre Silveira também destacou o impacto da nova legislação. “Estamos introduzindo o combustível sustentável de aviação e o diesel verde na matriz energética, descarbonizando setores críticos. O Combustível do Futuro representa transição energética com desenvolvimento social e responsabilidade ambiental”, disse Silveira.

Além dos biocombustíveis, a Lei do Combustível do Futuro cria programas voltados para a pesquisa e uso de combustíveis sustentáveis e estabelece um marco regulatório para a captura de carbono, reforçando o compromisso do Brasil com a redução de gases de efeito estufa e a liderança na economia verde.



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Peste suína africana põe em risco produção de prosciutto, que movimenta 20 bi de euros



Uma das porcas de Giovanni Airoli testou positivo para peste suína africana no fim de agosto. Em uma semana, todos os 6,2 mil leitões, porcos e porcas de sua fazenda ao sul de Milão, Itália, foram abatidos sob protocolos rigorosos para conter a doença que ameaça a indústria de € 20 bilhões por ano (por volta de R$ 121,3 bilhões) de prosciutto (presunto cru), linguiças curadas e carne suína da Itália.

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Desde que a peste suína apareceu na península em janeiro de 2022, a Itália abateu quase 120 mil porcos – três quartos deles apenas nos últimos dois meses, à medida que a emergência se intensificou.

“É uma desolação”, disse Airoli, fora de sua fazenda na região da Lombardia, no norte, epicentro da epidemia de peste suína da Itália. Ninguém pode entrar ou sair, exceto funcionários, e esses sob rigorosos protocolos de higiene que exigem o uso de macacões e botas limpas dentro das instalações. “Isso aconteceu conosco, apesar de aplicarmos todas as medidas de segurança exigidas. Houve, obviamente, uma falha. Não entendemos o que pode ter sido”, disse Airoli.

A doença aumentou com 24 surtos no início de setembro, a maioria na Lombardia. A área de maior preocupação, onde a infecção foi confirmada em porcos domésticos, se estende por 4,5 mil km² e inclui as regiões vizinhas do Piemonte e da Emília-Romanha, uma região mundialmente famosa por seu renomado presunto de Parma.

O impacto do surto de peste suína vai além. Os agricultores na área de 23 km² também enfrentam restrições devido a javalis infectados ou por estarem em uma zona de contenção. A doença, que é quase sempre fatal para os suínos, inicialmente infectou javalis e rapidamente se espalhou para porcos domésticos. Ela não afeta humanos.

Alerta

A Coldiretti, o poderoso grupo de lobby agrícola da Itália, estima que os danos à indústria até agora somam € 500 milhões (R$ 3 bilhões), em parte devido às proibições de importação, e alerta que alguns agricultores correm o risco de perder seus meios de subsistência.

“A propagação da peste suína atingiu níveis alarmantes, colocando em risco não apenas a saúde dos animais, mas todo o setor da suinocultura”, alertou o presidente da Confindustria, Ettore Prandini, em uma recente carta ao Ministério da Agricultura.

O governo nomeou um novo comissário especial para enfrentar a epidemia no verão, escolhendo Giovanni Filippini, veterinário treinado e ex-diretor da autoridade de saúde animal da Itália, que erradicou a peste suína da ilha da Sardenha.

Dois comissários anteriores concentraram esforços no envio do Exército para caçar javalis, enfrentando resistência de caçadores esportivos e da União Europeia, que destacou que a caça poderia espalhar animais infectados para novas áreas. Em vez disso, Filippini impôs novas restrições ao acesso às fazendas e à movimentação de animais, e ampliou as zonas de contenção, medidas que parecem estar surtindo efeito. Na Lombardia, apenas um novo surto foi relatado durante a última semana completa de setembro.

“É um sinal positivo, mas ainda não é uma vitória”, disse Giovanni Loris Alborali, diretor do Instituto de Saúde Animal da Lombardia e da Emília-Romanha. “Devemos manter altos os padrões sanitários e isso ajudará a saúde dos animais com melhores taxas de crescimento para os agricultores e menos antibióticos para os consumidores no futuro.”

Prejuízos

Assim que a peste suína foi confirmada na Itália, 12 países, incluindo China, Taiwan e México, impuseram uma proibição imediata à importação de iguarias suínas italianas, como o presunto cru, independentemente de terem sido produzidas em uma área onde a peste suína foi detectada ou não. Japão, Coreia do Sul e outros quatro países limitaram as importações.

Isso causou uma perda imediata de € 20 milhões (R$ 121,3 milhões) por mês em exportações para um setor que registrou € 2,1 bilhões (R$ 12,7 bilhões) em vendas no ano passado, segundo a Assica, a associação das indústrias de carne da Itália. Mercados como os Estados Unidos e o Canadá não pararam de importar produtos suínos, desde que viessem de áreas não afetadas pela peste suína.

Airoli, que produz presunto tanto para o San Daniele quanto para o Parma, como muitos outros agricultores, não espera retomar seu negócio de criação de cerca de 13 mil porcos por ano até que a peste suína seja controlada. E não há indicação de quando isso pode acontecer, impactando a produção de presunto da Itália.

“A disponibilidade limitada de pernas de porco frescas está gerando fortes limitações na produção”, segundo um comunicado do Consórcio do Presunto de Parma, que produz presunto com certificado de origem projetado para proteger alimentos de alta qualidade feitos por métodos tradicionais.

Sergio Visini, que dirige a fazenda Piggly, livre de antibióticos, na província de Mantova, na Lombardia, exige que os caminhões que transportam porcos sejam higienizados uma segunda vez quando entram na zona estéril onde os porcos são mantidos.

“Fazemos outra esterilização detalhada de todas as rodas e qualquer parte do caminhão que possa trazer contaminação”, disse Visini, que abriu a fazenda em 2017 com o objetivo de criar porcos com menos estresse e mais espaço. Ele espera que mais agricultores adotem seus métodos. “Este surto também pode se transformar em uma oportunidade para melhorar a saúde e o bem-estar dos animais”, disse.



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STF autoriza retorno da rede social X e Anatel adota medidas para retomada no Brasil



O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o retorno imediato da rede social X, antigo Twitter, ao Brasil, após a plataforma cumprir as condições estipuladas pelo ministro Alexandre de Moraes. O ministro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tome as providências necessárias para que o serviço seja retomado no país.

O funcionamento da rede social estava suspenso desde o dia 30 de agosto, devido ao descumprimento de decisões judiciais. Segundo o ministro, o retorno só foi possível após a empresa cumprir integralmente a legislação brasileira e garantir o respeito às determinações do Poder Judiciário.

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Entre as exigências, o X precisou bloquear perfis que disseminavam informações falsas e nomear um representante legal no Brasil. Além disso, a plataforma pagou multas que totalizavam R$ 28,6 milhões. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não identificou impedimentos para a retomada das atividades da empresa no país.

A decisão marca o fim de uma suspensão que havia sido referendada pela Primeira Turma do STF, reforçando a necessidade de que empresas estrangeiras respeitem a soberania e as leis nacionais para operar no Brasil.



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Lula sanciona Lei do Combustível do Futuro com três vetos



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou três trechos da Lei do Combustível do Futuro, sancionada nesta terça-feira (8), durante cerimônia na Base Aérea de Brasília. O novo marco legal dispõe sobre a mobilidade sustentável, propõe o aumento da mistura do biodiesel ao óleo diesel e eleva o porcentual mínimo obrigatório de etanol na gasolina.

O projeto também cria os programas nacionais de combustível sustentável de aviação (SAF), diesel verde e biometano, além do marco legal de captura e estocagem geológica de dióxido de carbono. A lei inclui ainda a integração entre as políticas públicas RenovaBio, o Programa Mover e o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

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De acordo com publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 9, os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia (MME) recomendaram o veto ao artigo que determinava que não produziriam efeitos na apuração de tributos federais “as eventuais diferenças decorrentes dos métodos e dos critérios contábeis previstos na legislação comercial em relação às situações objeto da Lei”.

De acordo com as pastas, esse trecho “contraria o interesse público em razão da possibilidade de sobreposição com a disciplina da Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014, o que comprometeria a segurança jurídica”.

O MME também recomendou o veto ao trecho que estabelecia que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) passasse a definir diretrizes para a aquisição de biometano por comercializadores e importadores de gás natural para assegurar o cumprimento da adição obrigatória de biometano ao gás natural.

“O dispositivo contraria o interesse público ao alterar texto recém acrescentado à Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, pela Medida Provisória nº 1.255, de 26 de agosto de 2024. Além disso, a consecução da finalidade do inciso ora vetado não ficará prejudicada porque estará abarcada pela sanção da nova redação dada pelo art. 30 do Projeto de Lei ao inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997”, justificou o Planalto.

Lula também vetou, por recomendação do MME, o trecho que determinava à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a função de regular e autorizar as atividades relacionadas à captura e à estocagem geológica de dióxido de carbono.

“O dispositivo contraria o interesse público ao alterar texto recém acrescentado à Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, pela Lei nº 14.948, 2 de agosto de 2024. Além disso, a consecução da finalidade do inciso ora vetado não ficará prejudicada porque estará abarcada pela sanção da nova redação dada pelo art. 30 do Projeto de Lei ao caput do art. 8º da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997”, completou.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que a CAE do Senado aprovou por unanimidade a indicação de Gabriel Galípolo para ser o presidente do Banco Central a partir do ano que vem. Durante a sabatina, a fala dele foi em linha com o que o mercado esperava, se mostrando, mais uma vez, técnico e ortodoxo. Para hoje, olho na divulgação do IPCA.



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AgroNewsPolítica & Agro

plantio de girassol avança, mas seca prejudica trigo e milho


Plantio de verão na Argentina em risco com seca prolongada





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A seca que atinge a Argentina tem agravado o estresse nas lavouras de grãos de inverno, especialmente nas áreas agrícolas do oeste do país, segundo o boletim semanal do Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

De acordo com o boletim, as falta de chuvas tem coberto uma vasta área, desde La Pampa e noroeste de Buenos Aires até as fronteiras com Bolívia e Paraguai. A precipitação significativa, superior a 10 mm, ficou restrita ao sudeste de Buenos Aires e a alguns pontos no nordeste.

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Além disso, as temperaturas na região ficaram em média de 3 a 4°C acima do normal, com máximas entre 30 e 40°C, afetando especialmente as regiões de Córdoba, Santa Fé e Entre Rios. Esse aumento nas temperaturas e a escassez de chuvas têm intensificado o estresse nas lavouras, que agora avançam para o estágio reprodutivo. Sem chuvas nas próximas semanas, o plantio das safras de verão pode ser comprometido.

O governo argentino informou que, até o dia 26 de setembro, 20% das lavouras de girassol foram plantadas, 3 pontos percentuais acima do ano passado. O milho, por sua vez, tem 10% de sua área plantada, número que estava em 12% no mesmo período de 2023. No entanto, a seca já causou danos visíveis às plantações de trigo de inverno em Córdoba e Santa Fé, dois dos principais estados produtores do país.





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AgroNewsPolítica & Agro

Seca limita plantio de soja e milho em regiões centrais do Brasil


A escassez de chuvas continua a afetar as principais áreas agrícolas do Brasil, de acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A umidade permaneceu limitada para a soja e outras culturas de verão em regiões centrais e do nordeste brasileiro, agravando a seca já presente nessas áreas.

Segundo dados do boletim, no Mato Grosso, chuvas moderadas entre 10 e 35 mm foram registradas nas áreas ocidentais do estado, enquanto em outras partes do Centro-Oeste, como o sul de Goiás e o norte do Mato Grosso do Sul, as precipitações foram escassas, com índices inferiores a 5 mm. O cenário é semelhante em São Paulo, Minas Gerais e Bahia, onde a seca predominou quase completamente, acompanhada de temperaturas acima do normal, com máximas variando entre 30°C e 40°C, o que agravou a falta de umidade do solo.

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De acordo com dados do governo do Mato Grosso, apenas 2% da área destinada ao plantio de soja havia sido semeada até o dia 4 de outubro, um índice muito abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado e da média histórica de 9% nos últimos cinco anos.

O calor e a falta de chuvas também avançaram para o sul do Paraná, favorecendo a colheita do trigo, mas prejudicando a germinação das culturas de verão. No Paraná, 62% do trigo havia sido colhido até 30 de setembro, enquanto o milho e a soja da primeira safra apresentavam 74% e 22% de área plantada, respectivamente.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul, chuvas esparsas, com acumulados entre 10 e 25 mm, chegaram a superar 50 mm em algumas áreas, beneficiando o plantio do milho, que atingiu 54% até 3 de outubro, e o desenvolvimento do trigo, que estava principalmente na fase de florescimento até o enchimento.





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