quinta-feira, agosto 6, 2026

Autor: Redação

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Na véspera do USDA, soja tem dia de poucos negócios no Brasil. Confira os preços


O mercado brasileiro da soja apresentou um dia fraco em termos de negócios, com preços em queda, ainda que leve. Segundo a Safras & Mercado, os agentes do setor permanecem fora do mercado, concentrados no plantio e aguardando o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

Veja os preços do grão

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Na região das Missões (RS), o preço recuou de R$ 134,00 para R$ 133,00 a saca
  • No Porto de Rio Grande (RS), o valor passou de R$ 142,00 para R$ 141,50
  • Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 139,00 para R$ 138,50
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço diminuiu de R$ 144,00 para R$ 143,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 136,00
  • Em Dourados (MS), o preço também se manteve em R$ 136,00
  • Em Rio Verde (GO), a saca desvalorizou de R$ 132,00 para R$ 131,00

Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa na quinta-feira. O mercado foi pressionado pela previsão de chuvas no Brasil, que beneficiam o plantio, e pela expectativa de uma produção recorde nos Estados Unidos, com o avanço da colheita.

Os agentes já estão ajustando suas carteiras em relação ao relatório do USDA, que será publicado na sexta-feira. Espera-se que o Departamento reduza suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja nos Estados Unidos para 2024/25.

Analistas consultados pelas agências internacionais projetam estoques americanos de 542 milhões de bushels para 2024/25, abaixo dos 550 milhões previstos em setembro. A produção esperada é de 4,572 bilhões de bushels, comparada aos 4,586 bilhões apontados anteriormente.

No cenário global, o mercado antecipa estoques finais de 134,3 milhões de toneladas para 2024/25, uma leve queda em relação aos 134,6 milhões de setembro. Para a safra de 2023/24, a expectativa é de 112,2 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 112,3 milhões indicadas no mês passado.

Os exportadores privados dos Estados Unidos relataram a venda de 166.000 toneladas de soja em grãos para a China, com entrega programada para a temporada 2024/25.

USDA

O USDA divulgou na segunda-feira um relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 6 de outubro, 47% da área havia sido colhida, comparado aos 26% da semana anterior e aos 37% do mesmo período do ano passado. A média histórica é de 34%.

Sobre as condições das lavouras americanas de soja, 63% foram classificadas como boas ou excelentes, enquanto 26% estão em situação regular e 11% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 64%, 25% e 11%, respectivamente.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos para a temporada 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 1.264.300 toneladas na semana encerrada em 3 de outubro. Para a temporada 2025/2026, as exportações foram negativas em 8.400 toneladas, com analistas prevendo volumes entre 1,2 milhão e 1,8 milhão de toneladas somados às duas temporadas.

Contratos da soja em grão

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com queda de 5,50 centavos de dólar, ou 0,53%, a US$ 10,14 3/4 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/2 por bushel, com perda semelhante.

Nos subprodutos, o farelo com entrega em dezembro fechou em baixa de US$ 5,10, ou 1,58%, a US$ 316,10 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em dezembro, encerrou a 43,76 centavos de dólar, com alta de 0,70 centavo, ou 1,62%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,03%, negociado a R$ 5,5844 para venda e a R$ 5,5824 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5664 e a máxima de R$ 5,6044.



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No Rio Grande do Sul, plantio da soja ainda está em fase inicial



Com o fim do vazio sanitário, período que proibiu o cultivo da soja no Rio Grande do Sul até 30 de setembro, a janela para o plantio, segundo o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), começou em 1º de outubro. Este é o marco da Safra 2024/2025 no estado.

De acordo com informações da Safras & Mercado, a semeadura no estado ainda se encontra em fase inicial, principalmente em pequenas áreas que, em sua maioria, são experimentais ou escalonadas, sem significância estatística. Os produtores estão concentrados na preparação do solo e na dessecação da vegetação, garantindo um bom início para as lavouras.

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Projeções

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a área cultivada deve chegar a 6.811.344 hectares, representando um aumento de 1,54% em relação à safra anterior. A produtividade média projetada é de 3.179 kg/ha, com uma produção estimada em 21.652.404 toneladas.

Esse crescimento acontece mesmo diante de dificuldades, como o endividamento de alguns produtores, a escassez de custeio e o aumento dos custos de seguros, resultado de frustrações em safras passadas.

As informações são do boletim semanal da Emater/RS.



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É necessário mitigar os impactos do clima, afirma produtor da soja de MG



O clima em Minas Gerais apresenta desafios para a semeadura da soja, como altas temperaturas e chuvas irregulares, gerando preocupação entre os agricultores. Eles buscam soluções para garantir a produtividade das lavouras. Um exemplo é Wander Lúcio Rodrigues Alves, diretor da Aprosoja-MG e produtor em Patos de Minas, que destaca a importância de práticas agrícolas para mitigar os impactos climáticos.

Wander destaca o plantio direto e a adubação verde com culturas como trigo, brachiaria e milheto. “Essas técnicas melhoram a qualidade do solo, conservam a umidade e reduzem a erosão”, explica. O uso de bioestimuladores de enraizamento e aminoácidos, aliado à agricultura de precisão, promove um desenvolvimento mais saudável das plantas e colheitas mais robustas.

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Sobre as chuvas esperadas para o fim do mês, Wander afirma que a preparação para o plantio está tranquila. “O plantio direto facilita o processo, pois a terra permanece coberta por palha.” Isso permite que, mesmo após fortes chuvas, o plantio ocorra sem complicações, evitando atolamentos nos discos da plantadeira e garantindo eficiência.

Apesar da liberação do plantio de soja em Minas Gerais desde 30 de setembro, os produtores ainda enfrentam dificuldades. Luiz Carlos Saad, vice-presidente da Aprosoja Minas Gerais, alerta sobre a gravidade da estiagem: “Desde março, lidamos com uma seca severa que impactou a produção da safrinha.” Diante dessas adversidades, agricultores como Wander buscam alternativas e inovações para garantir a produtividade das lavouras.



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Fiscalização apreende 95 mil garrafas de cachaça e R$ 3,2 milhões em cobre no mesmo dia



Fiscalização apreendeu 95.232 garrafas de cachaça em Santarém, no Baixo Amazonas, na última quarta-feira (9). A carga foi avaliada em R$ 257.076,66.

A operação partiu da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Tapajós, que apreendeu um veículo bitrem, que partiu de Anápolis, Goiás, com destino a Manaus, no Amazonas, com a documentação irregular.

Durante a abordagem da equipe, o condutor apresentou uma nota fiscal referente à carga de cachaça e um passe fiscal de trânsito emitido pela Sefa/PA, que deveria ser baixado na saída do estado. Ao analisar os documentos, os fiscais constataram que a empresa destinatária, localizada em Manaus, havia sido recentemente constituída.

Para garantir a idoneidade da operação, a Sefa entrou em contato com a Secretaria da Fazenda do Amazonas (Sefaz/AM). A empresa foi investigada e suspensa por não ter sido localizada, conforme informou Maycon Freitas, coordenador da unidade Tapajós.

Empresas de fachada e evasão fiscal

De acordo com o fiscal de receitas estaduais, a prática de criar empresas de fachada para evitar o recolhimento de impostos sobre bebidas alcoólicas é comum, devido à alta carga tributária sobre o setor.

Em razão disso, foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 175.152,50, referente ao imposto e multa.

Fiscalização apreende cobre

Ainda na quarta-feira, a Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Sefa de Serra do Cachimbo, em Novo Progresso, sudoeste do Pará, apreendeu 37,3 toneladas de concentrado de cobre.

A carga, avaliada em R$ 3.277.280,03, estava sendo transportada de Itaituba, no Pará, para Rondonópolis, Mato Grosso, sendo a segunda apreensão de minério realizada naquela semana.

Durante a fiscalização, o motorista apresentou documentos fiscais referentes ao concentrado de cobre, que seria utilizado para formar um lote de exportação. No entanto, os fiscais constataram que o regime especial de exportação do contribuinte havia sido revogado, impossibilitando a operação.

Com isso, foi lavrado um TAD no valor de R$ 550.583,04, referente ao imposto e multa, conforme explicou Roberto Mota, coordenador da unidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de sorgo avança nos EUA


Safra de sorgo no Texas acelera colheita





Foto: Pixabay

O boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que a colheita do sorgo nos EUA tem avançado de forma constante. Em 6 de outubro, 80% da área plantada de sorgo no país já estava madura, um progresso de 2 pontos percentuais em relação ao ano passado e 4 pontos percentuais à frente da média dos últimos cinco anos.

A colheita da safra de 2024 também apresentou avanços, com 43% da área já colhida até a mesma data, superando o desempenho do ano anterior em 2 pontos percentuais e ficando 3 pontos à frente da média de cinco anos. No Texas, estado que lidera a produção de sorgo, 93% da área plantada foi colhida, 6 pontos percentuais à frente do ano passado e 5 pontos à frente da média.

A condição da safra de sorgo também se manteve estável, com 45% da área classificada como boa a excelente, mesmo índice da semana anterior, mas 3 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período do ano passado.





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Alteração da tarifa de importação do nitrato de amônio é repudiada por entidade



A possível alteração da alíquota de importação do nitrato de amônio, matéria-prima utilizada para produção de fertilizantes nitrogenados, passando de zero para 15% é “um grande retrocesso” e contribui para o “aumento de custo do fertilizante no Brasil”. A posição é da Associação dos Misturadores de Adubos (AMA Brasil).

A entidade congrega mais de 60 misturadores de fertilizantes em todo o território nacional e participa do recebimento de 91% dos produtos importados através de diversos portos, visto que apenas 9% do insumo advém de produção nacional.

“Há, no Brasil, uma única produtora do Nitrato de Amônio – NCM 31.02.03.00, situada em Piaçaguera (Cubatão-SP), que tem limitação na logística de distribuição, realizada basicamente por rodovia”, diz a nota da Associação.

Assim, trata-se de uma “multinacional que se limita a produzir 416.000 toneladas/ano em sua unidade fabril, sendo que destina apenas 35% deste montante à utilização de fertilizantes agrícolas”.

Importância do nitrato de amônio

O nitrato de amônio é utilizado, principalmente, nas culturas de cana-de-açúcar e café. O Brasil possui um consumo anual de 1.500.000 de toneladas dessa matéria prima, sendo 85% importadas e apenas 15% de produção nacional.

“A ação de alteração de alíquota de importação visa unicamente o nitrato de amônio, o que acarretará, na cadeia final, significativo aumento de custos para as culturas agrícolas dependentes do referido fertilizante, sem trazer sequer um planejamento estruturante de fabricação no Brasil. Desta forma, esse aumento provocará única e exclusivamente impactos econômicos negativos ao agricultor”, defende a AMA Brasil.

Para a entidade, a demanda só vai contabilizar maiores margens de lucro do produtor de matéria prima local, ou seja, à referida empresa multinacional – que produz, em suas unidades mundiais, mais de 3 milhões de toneladas/ano do insumo -, “gerando transferência de divisas para o exterior, e mais impactante, sem previsão de investimentos para aumento da produção nacional”, diz a nota.

Quem é a favor da alíquota?

O pedido de aumento das tarifas de importação de produtos químicos, entre eles o nitrato de amônio, parte da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

A entidade fez o pedido ao Comitê de Comércio Exterior, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A solicitação da Abiquim parte de uma busca para retomar a capacidade de utilização das fábricas petroquímicas do Brasil, que enxergam concorrência desleal com os produtos advindos de fora, principalmente da Ásia.



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‘Apesar do enfraquecimento do furacão Milton, há riscos de inundações’



O furacão Milton, que chegou à costa da Flórida na noite desta quarta-feira (9), tocou o solo com ventos de 205 km/h, sendo classificado inicialmente como categoria 5. No entanto, após passar pela Baía de Tampa e seguir em direção a Orlando, o fenômeno foi rebaixado para categoria 1 na madrugada de quinta-feira (10), com ventos de 145 km/h. Mesmo com o enfraquecimento, os impactos do furacão ainda são graves, e as autoridades seguem em alerta máximo devido aos riscos de inundações e tornados.

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Análise meteorológica

O meteorologista Arthur Müller enfatizou que, apesar da redução na intensidade do furacão, os efeitos colaterais ainda são preocupantes. “Embora Milton tenha se enfraquecido e avançado em direção ao Oceano Atlântico, o sistema ainda traz instabilidade significativa. Não podemos descartar a formação de tornados, além de tempestades severas com potencial de granizo,” afirmou Müller. Ele também ressaltou a quantidade extraordinária de chuvas em algumas áreas: “Os acumulados de chuva já superaram 300 mm em certos pontos, o que representa meses de precipitação concentrados em poucas horas.”

Müller ainda explicou que, embora o furacão tenha perdido força, a situação continua delicada. “A tempestade foi enorme, com cerca de 600 km de diâmetro. Embora não tenha sido o maior furacão já registrado, ele apresentou uma intensificação extremamente rápida. Milton saltou de categoria 2 para 5 em menos de três horas, algo raríssimo,” observou o meteorologista. Segundo Müller, esse rápido fortalecimento foi alimentado pelas altas temperaturas do oceano, que chegaram a 31°C no Golfo do México.

Impactos e evacuações

Mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a evacuar suas casas e procurar abrigos seguros. Até o momento, foram confirmadas 10 mortes, e a situação mais crítica ocorre nas áreas de Tampa e Orlando, onde inundações repentinas foram relatadas. O condado de Hillsborough, que inclui Tampa, ainda enfrenta alertas de inundação, com fortes chuvas que continuam a castigar a região.

O furacão também provocou uma série de tornados ao longo da Treasure Coast, no sudeste da Flórida, causando danos severos e deixando as autoridades em alerta para novos eventos de tempestades. “Os ventos terrestres podem gerar novos tornados, então a população precisa continuar atenta,” reforçou Arthur Müller.

O que esperar nas próximas horas

Embora o furacão tenha se deslocado para o Oceano Atlântico e esteja se afastando da costa, os meteorologistas alertam que os efeitos ainda serão sentidos nas próximas 24 horas. “As chuvas ainda representam um grande risco, e os ventos fortes continuam a ser uma ameaça. Os serviços de emergência já estão atuando nas áreas mais atingidas, mas o cenário ainda é de apreensão,” finalizou Müller.

Com as autoridades em estado de alerta máximo, as ordens de evacuação continuam em vigor para as regiões mais vulneráveis. Serviços de emergência e resgate estão sendo mobilizados, enquanto a população tenta lidar com os estragos causados por Milton, o furacão que marcou um dos eventos mais intensos da temporada.



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Chuva alivia secura e ajuda no plantio da soja no Paraná, mas ainda há desafios



O plantio da soja na região de Francisco Beltrão, no Paraná, já atingiu mais de 40% da área planejada, segundo dados da Safras & Mercado. De acordo com Agustinho Girardello, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), os agricultores estão iniciando a semeadura assim que completam a colheita do trigo, em uma área total estimada de 310 mil hectares.

As condições das lavouras são positivas, com 60% das plantas em germinação e 40% em desenvolvimento vegetativo. Girardello mostrou-se otimista, ressaltando que as condições climáticas têm sido favoráveis, com chuvas regulares ajudando no progresso do cultivo.

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Situação no estado

O cultivo de soja no Paraná já está em andamento, com a liberação da cultura em todas as regiões. No sudoeste, onde o plantio é antecipado, o avanço é visível, beneficiado pelas chuvas de setembro. Em Maringá, as precipitações também trouxeram alívio, embora ainda existam desafios a serem enfrentados pelos produtores.

Zezé Sismeiro, diretor da Aprosoja-PR, comentou sobre a situação econômica: “Os custos elevados continuam a pressionar a lucratividade. Enquanto o preço da saca de soja caiu, os custos de insumos, maquinário, peças e óleo diesel não acompanharam essa queda.”

O que se espera?

No ciclo anterior, o Paraná colheu 18,3 milhões de toneladas de soja, uma queda em relação ao ano anterior. Apesar do início promissor da nova safra, os agricultores permanecem cautelosos devido aos altos custos que afetam suas margens de lucro.

Alguns agricultores que semearam em condições secas têm conseguido resultados satisfatórios, mas muitos enfrentam um plantio mais lento nas áreas que recentemente liberaram o vazio sanitário. A expectativa de uma melhora persiste, mas os produtores continuam lidando com incertezas no processo de semeadura.



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AgroNewsPolítica & Agro

produção de amendoim enfrenta atraso na colheita


Desempenho da safra de amendoim fica atrás do esperado em outubro





Foto: Canva

De acordo com o boletim semanal “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de amendoim no país tem enfrentado um ritmo mais lento que o habitual. Até o dia 6 de outubro, apenas 19% da área plantada de amendoim havia sido colhida, o que representa um atraso de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e 10 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

O atraso no ritmo da colheita foi observado em 7 dos 8 estados avaliados, destacando um cenário de desempenho abaixo da média histórica. Além disso, 50% da área de amendoim foi classificada como em boas a excelentes condições, uma queda de 2 pontos percentuais em comparação à semana anterior, mas igual ao registrado no mesmo período de 2023.

No mesmo período, os produtores de beterraba nos EUA haviam colhido 23% da safra, superando em 4 pontos percentuais o progresso do ano anterior, embora ainda abaixo da média de cinco anos. Já a colheita de girassol avançou de forma mais modesta, com 4% da safra colhida até 6 de outubro, um ponto percentual acima do ano anterior, mas três pontos percentuais atrás da média histórica.





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Polícia Federal investiga incêndios criminosos no Pantanal



A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quinta-feira (10), três mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Arraial São João, criada para combater os crimes de incêndio, desmatamento, exploração ilegal de terras da União, associação criminosa, entre outros, na região de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

As investigações da polícia apontam que a área atingida pelos incêndios é um alvo comum dos criminosos e que essa mesma área acaba sendo, posteriormente, usada para grilagem, com a realização de fraudes junto aos órgãos governamentais. Há, também, indícios de uso da área devastada para manejo de gado irregular proveniente da Bolívia.

“A perícia da Polícia Federal identificou que aproximadamente 30 mil hectares do bioma Pantanal foram queimados por ação dos investigados. A catástrofe ganhou grande repercussão, tendo em vista que o ápice das queimadas ocorreu no final de semana do Arraial São João, tradicional festa junina de Corumbá, revelando imagens impactantes enquanto a margem do Rio Paraguai ardia em chamas”, informou a PF.

Ainda segundo a polícia, os investigados poderão responder pelos crimes de provocar incêndio em mata ou floresta, desmatar e explorar economicamente área de domínio público, falsidade ideológica, grilagem de terras e associação criminosa.



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