quarta-feira, agosto 5, 2026

Autor: Redação

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Criança de 9 anos mata 23 animais em fazendinha no Paraná



Um menino de 9 anos invadiu uma fazendinha em Nova Fátima, no Paraná, e matou 23 animais no último domingo (13). O incidente ocorreu em um espaço próximo a uma clínica veterinária e foi registrado pelas câmeras de segurança do local. Entre as vítimas, 20 eram coelhos e três porquinhos-da-índia.

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Nas imagens, o garoto aparece pulando uma pequena cerca e permanecendo na fazendinha por cerca de 40 minutos. Ele estava acompanhado por um cachorro e, conforme relatos da proprietária do local, Brenda Almeida, a criança já havia causado maus-tratos a animais anteriormente. “Ele confessou o que fez, detalhou como matou os animais e não mostrou arrependimento”, disse Almeida.

A Polícia Civil informou que, devido à idade do menino, ele não pode ser responsabilizado criminalmente, mas o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar para as devidas providências.

A ação causou comoção na cidade de Nova Fátima, que possui menos de 10 mil habitantes. O proprietário da fazendinha, Lúcio Barreto, lamentou o ocorrido, afirmando que o menino havia participado da inauguração do espaço no dia anterior e que, inicialmente, pensaram que ele havia voltado apenas para brincar com os animais.



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Sustentabilidade do agro depende dos eixos ambiental, social e econômico, diz chefe-geral da Embrapa Soja



Em 2025, a Embrapa Soja celebra 50 anos dedicados ao desenvolvimento de tecnologias para a produção da soja no Brasil. Desde 1975, a empresa tem inovado em práticas de manejo responsável, da semeadura à pós-colheita.

Durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja em Açailândia, no Maranhão, foram ressaltadas as principais contribuições da empresa para o setor, como o aprimoramento do plantio direto na palha, técnicas de integração lavoura-pecuária-floresta e inovações no manejo de pragas e plantas daninhas.

Práticas e tecnologias que transformam o setor

A Embrapa também recomenda práticas para aumentar a eficiência no uso de fertilizantes e desenvolve cultivares produtivas. Além disso, implementa tecnologias para garantir a qualidade das sementes e trabalha em estratégias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, contribuindo para políticas públicas como o zoneamento agrícola de risco climático.

Segundo Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, celebrar 50 anos é reconhecer meio século de contribuição à ciência e tecnologia. Ele destaca a importância de garantir a sustentabilidade da agricultura brasileira em três eixos: ambiental, social e econômico, e alerta que a falta de harmonia entre eles compromete o progresso.

Nepomuceno também compartilha expectativas positivas para a nova safra e prevê grandes produtividades e bons preços, no entanto, ressalta a necessidade de estar preparado para os desafios, como enchentes na região sul e secas em outras partes do país.

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A importância do Matopiba

Na região do Matopiba, foi instalada a unidade de pesquisa da Embrapa em Balsas na década de 1980. Essa localidade se transformou de uma pequena vila em uma das maiores cidades do Maranhão, apresentando um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e evidenciando o impacto positivo das iniciativas da Embrapa na região.

Celebração dos 50 anos

Os 50 anos da Embrapa Soja serão celebrados no Congresso Brasileiro de Soja, que acontecerá em Campinas na última semana de julho de 2025. O evento terá como foco a sustentabilidade da agricultura e a apresentação de tecnologias inovadoras, destacando a trajetória da Embrapa na promoção de práticas responsáveis.

Para isso, os esforços de inovação da Embrapa estão concentrados em quatro eixos principais: genética avançada, bioinsumos, agricultura digital e soja de baixo carbono. A instituição mantém uma ampla rede de parcerias e canais de comunicação com a sociedade, buscando ser protagonista nas transformações do campo.

Ao completar meio século, a Embrapa Soja reafirma seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, atualizando suas unidades com a colaboração de pesquisadores e analistas. “Estamos prontos para enfrentar os desafios da nova safra, apostando em tecnologia e parcerias para garantir resultados positivos no agro brasileiro”, conclui o chefe-geral.



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AgroNewsPolítica & Agro

Financiamento inovador para o setor de commodities


A Tether contratou uma equipe dedicada ao desenvolvimento de oportunidades




A empresa acredita que o crédito é essencial para empresas de comércio de commodities
A empresa acredita que o crédito é essencial para empresas de comércio de commodities – Foto: Pixabay

A Tether Holdings Ltd, conhecida como a emissora da stablecoin mais utilizada do mundo, o USDT, está considerando entrar no mercado de empréstimos para empresas de comércio de commodities. Esse movimento tem o potencial de transformar uma indústria tradicionalmente dependente de bancos convencionais para a obtenção de crédito. A Tether vem conversando com diversas empresas do setor, que enfrentam dificuldades em acessar financiamento, especialmente em um cenário global desafiador.

As reuniões da Tether com os comerciantes incluem discussões sobre como sua stablecoin pode ser utilizada não apenas para evitar o dólar em países sob sanções, como Venezuela e Rússia, mas também em transações de commodities mais tradicionais. A proposta é considerada atrativa, uma vez que o financiamento da Tether não estaria sujeito às rigorosas regulamentações que afetam os bancos tradicionais, o que poderia agilizar pagamentos e transações.

A empresa acredita que o crédito é essencial para empresas de comércio de commodities que movimentam grandes quantidades de petróleo, metais e alimentos. Enquanto gigantes do setor, como a Trafigura, possuem vastas linhas de crédito, os jogadores menores enfrentam barreiras significativas. A Tether, que relatou US$ 5,2 bilhões em lucros no primeiro semestre de 2024, possui capital suficiente para participar desse mercado em crescimento.

Com a guerra na Ucrânia exacerbando a dependência do setor de commodities em relação ao dólar, surgiu um incentivo para o uso de stablecoins como a USDT. Empresas como a estatal de petróleo da Venezuela e produtores de metais na Rússia já começaram a utilizar a stablecoin para facilitar transações internacionais. A Tether contratou uma equipe dedicada ao desenvolvimento de oportunidades de financiamento no comércio e enviou executivos a dois eventos do setor em setembro: um em Genebra e outro na LME Week em Londres. Sua divisão de investimentos, a Tether Investments, analisa centenas de propostas mensalmente, concentrando-se em áreas como infraestrutura financeira alternativa para mercados emergentes, inteligência artificial e biotecnologia.





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Custos de produção de frangos de corte e de suínos sobem em setembro



Os custos de produção de frangos de corte e de suínos nos principais estados produtores e exportadores do país subiram no mês de setembro conforme estudos da Embrapa Suínos e Aves divulgados na Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo de suíno vivo alcançou R$ 5,91 em setembro, um aumento de 0,06% em comparação a agosto, mas ainda com uma queda acumulada no ano (-4,79%), enquanto registra alta nos últimos 12 meses (3,13%), com o ICPSuíno atingindo 337,92 pontos.

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Os custos com o Funrural e a genética foram determinantes, com aumentos de +5,87% e +4,43%, respectivamente. Enquanto isso, os custos com a ração tiveram uma leve baixa (-0,23%), embora os gastos com a ração dos animais representem a maior parte dos custos (72,34%).

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,61, representando uma alta de 1,91% em relação ao mês de agosto. No ano, o ICPFrango registra um aumento acumulado de 4,58%, enquanto nos últimos 12 meses houve uma variação de +9,23%, com o índice da Embrapa alcançando 357,01 pontos em setembro.

A ração se destacou como o principal componente de custo, com um aumento de 0,78% e uma participação de 65,87% no custo total de produção, além dos pintinhos de 1 dia (+8,15%) e o transporte de frangos com 4,93%.

Também estão disponíveis os custos de produção para os estados de Goiás (suínos), Minas Gerais (suínos), Paraná (suínos), Rio Grande do Sul (suínos e frangos de corte) e de Santa Catarina (frangos de corte).

Os estados de Santa Catarina e Paraná são referências nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS devido à sua posição como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. Essas informações são fundamentais para indicar a evolução dos custos nesses setores produtivos.



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Mato Grosso exporta 240,12 mil t da soja em setembro



Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil exportou 89,55 milhões de toneladas da soja, um aumento de 2,64% em comparação ao mesmo período de 2023.

De acordo com a Safras & Mercado, o crescimento foi impulsionado pelas importações chinesas, que adquiriram 65,47 milhões de toneladas, representando uma alta de 6,03% em relação ao ano anterior.

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Em contraste com o cenário nacional, Mato Grosso representou 27,06% das exportações brasileiras em 2024, uma queda de 11,72 pontos percentuais em relação a 2023. Até agora, o estado exportou 24,23 milhões de toneladas, uma redução de 9,39% em relação ao ano passado, devido à quebra na produção da safra 2023/24 e ao aumento da demanda interna.

Em setembro, as exportações de Mato Grosso atingiram o menor volume em sete anos para o mês, com 240,12 mil toneladas exportadas, representando uma queda de 60,57% em comparação ao ano anterior.

As informações são do Boletim Semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).



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Safra 2024 alcançará 295,1 mi de toneladas, 6,4% menor que a de 2023, diz IBGE



A safra agrícola de 2024 deve totalizar 295,1 milhões de toneladas, 20,2 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 6,4%.

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Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (15).

O resultado é 1,2 milhão de toneladas menor que o previsto no levantamento de agosto, uma queda de 0,4%.



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a importância do ensino para o futuro do agro brasileiro



No Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, é importante refletirmos sobre o papel fundamental que esses profissionais desempenham no desenvolvimento da agricultura e do agronegócio no Brasil. Embora muitas vezes a figura do professor seja associada ao ambiente escolar, no campo, eles são agentes de transformação, transmitindo conhecimento técnico e capacitando novas gerações para os desafios e oportunidades do setor.

Educação e inovação no agronegócio

A agricultura e o agronegócio estão em constante evolução, movidos por tecnologias de ponta e práticas mais sustentáveis. Nesse contexto, a educação tem sido essencial para preparar os produtores rurais a lidar com as novas exigências do mercado. Desde cursos técnicos em escolas agrícolas até formações superiores em agronomia e áreas correlatas, os professores têm sido responsáveis por levar inovações ao campo, como o uso de drones, irrigação de precisão e manejo sustentável do solo.

Em parceria com instituições de ensino, entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e as universidades agrícolas promovem uma série de capacitações e treinamentos que impactam diretamente a produtividade e a qualidade da produção rural. Os professores, portanto, não apenas ensinam, mas também moldam a próxima geração de líderes rurais que irão garantir a competitividade do Brasil como potência agrícola global.

A conexão entre o campo e a sala de aula

Uma característica única dos professores ligados ao agronegócio é a proximidade com a prática. Muitos docentes atuam diretamente no campo, seja por meio de consultorias ou como produtores rurais, levando para a sala de aula a realidade do dia a dia da agricultura. Essa troca direta de experiências possibilita que os alunos tenham uma formação mais completa e conectada com as demandas reais do setor.

Além disso, professores desempenham um papel crucial na disseminação de práticas mais sustentáveis e na promoção de uma agricultura regenerativa. Em um cenário em que a preservação do meio ambiente se torna cada vez mais vital, o papel do professor é capacitar os produtores a adotarem técnicas que conciliem produtividade com respeito ao ecossistema, como o plantio direto, o manejo integrado de pragas e o uso consciente da água.

Professores rurais: agentes de transformação social

O impacto dos professores no campo vai além do aumento da produção e da produtividade. Eles também têm um papel importante na transformação social das comunidades rurais. Ao promoverem o acesso ao conhecimento, incentivam o empreendedorismo, o protagonismo feminino e o empoderamento dos jovens no meio rural.

Essa atuação ajuda a combater o êxodo rural, promovendo o desenvolvimento sustentável das pequenas e médias propriedades e garantindo que as novas gerações vejam no campo um lugar de oportunidades.

Feliz Dia do Professor!



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Liderança feminina e inovação tecnológica marcam o Dia Internacional da Mulher Rural


Nesta terça-feira (15), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Rural, uma data que homenageia as mulheres que desempenham um papel fundamental no setor agropecuário em todo o mundo. No Brasil, o cenário do agronegócio tem testemunhado uma crescente participação feminina, que está impulsionando inovações e transformações sustentáveis no campo.

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Exemplos de liderança feminina como as de Vanessa Moreno Cintra, cafeicultora em Minas Gerais, e Priscila Silvério Sleutjes, produtora de grãos e engenheira agrônoma no sudoeste paulista, destacam como as mulheres estão moldando o futuro do agro brasileiro. Ambas lideram iniciativas que combinam tradição, tecnologia e sustentabilidade, integrando sistemas de irrigação avançados e práticas de gestão inovadoras.

Trajetórias inspiradoras no campo

Cintra começou sua jornada no café especial em 2017, transformando a fazenda familiar em um negócio de sucesso, com exportações para países como Estados Unidos, Austrália e Suécia. Sleutjes, seguindo os passos do pai, se destacou pela liderança em associações e cooperativas, além de integrar tecnologias de irrigação para otimizar a produção de grãos.

Priscila Silvério Sleutjes é engenheira agrônoma e produtora rural. (Foto: Divulgação)

Desafios e conquistas femininas no agro

Apesar dos desafios de atuar em um ambiente historicamente dominado por homens, essas mulheres estão conquistando reconhecimento e respeito no setor. Cintra ressalta que, embora as mulheres sempre tenham atuado na produção agrícola, seu protagonismo só agora está sendo reconhecido. Já Sleutjes destaca que o conhecimento técnico e a postura são fundamentais para superar as barreiras de gênero.

Tecnologia e sustentabilidade no campo

A irrigação, por exemplo, tem sido uma ferramenta crucial na jornada dessas produtoras. Vanessa utiliza soluções da Netafim, uma das principais empresas de irrigação no Brasil, para garantir a sustentabilidade e a produtividade em sua fazenda de café. Sleutjes também vê na irrigação uma maneira de mitigar os riscos climáticos e aumentar a eficiência de suas produções.

Perspectivas para o futuro

O futuro das mulheres no agro é promissor. Com mais participação em cargos de liderança e uma visão inovadora, mulheres como Cintra e Sleutjes estão ajudando a construir um agronegócio mais sustentável e colaborativo.

A celebração do Dia Internacional da Mulher Rural serve como um lembrete da importância dessas mulheres na transformação do campo brasileiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fábrica clandestina de fertilizantes é fechada


Empresa tem 30 dias para regularizar a situação





Foto: Mapa

Uma fábrica clandestina de fertilizantes foi interditada em São Roque, no interior de São Paulo, durante uma operação realizada nos dias 8 e 9 de outubro. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ação contou com o apoio da unidade regional de Araraquara e teve início após uma denúncia anônima encaminhada pela Ouvidoria do Ministério.

A fiscalização identificou que o estabelecimento operava sem registro junto ao Mapa, não possuía licença ambiental e utilizava equipamentos inadequados para a produção de Fertilizantes minerais mistos. Entre os itens apreendidos, estavam 40 toneladas de matéria-prima a granel e 500 sacas de 25 kg de produtos já embalados e prontos para comercialização. Todo o estoque de embalagens e rótulos também foi confiscado, e a fábrica foi imediatamente interditada.

De acordo com o Mapa, a empresa tem 30 dias para regularizar sua situação perante os órgãos competentes. Além das irregularidades na produção, foram encontrados indícios de fraude: enquanto as embalagens indicavam que os produtos eram fertilizantes minerais mistos, o material apreendido era, na verdade, fertilizante mineral simples.

A operação foi conduzida com base na legislação vigente, incluindo a Lei n.º 14.515/22 e os Decretos n.º 4.954/2004 e 8.384/2014, que regulamentam a produção e fiscalização de fertilizantes no país.





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recuperação judicial acende alerta, mas não indica crise



A recuperação judicial da Agrogalaxy, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, levantou uma série de preocupações sobre o futuro do setor. O pedido de recuperação e a renúncia de executivos indicam dificuldades financeiras impulsionadas por margens de lucro apertadas e um endividamento elevado. Além disso, outra empresa do setor, a Portal Agro, também seguiu o mesmo caminho recentemente, evidenciando que o problema pode ser mais amplo do que casos isolados.

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Apesar do crescente número de recuperações judiciais no setor de insumos agrícolas, o agronegócio brasileiro mantém sua estrutura sólida, de acordo com o especialista em mercado de capitais, Octaciano Neto.

“São entre 250 a 270 recuperações judiciais no agro, de um total de 1.600 na economia como um todo. Isso não representa uma crise estrutural do agronegócio”, afirma. Para ele, o setor passa por um momento de dificuldade, mas continua resiliente, sem crise estrutural.

Recuperação judicial: boa ou ruim para o agro?

Quando questionado se a recuperação judicial é algo positivo ou negativo para o agro, Octaciano Neto foi categórico: “Recuperação judicial é péssimo, muito ruim. A melhor coisa que o empresário com dificuldades pode fazer é sentar com seus credores, negociar, vender ativos e honrar seus compromissos.” Na visão do especialista, a recuperação judicial encarece o crédito e aumenta a insegurança jurídica, principalmente porque mais da metade do crédito no agro atualmente é privado.

Apesar disso, ele reforça que, embora o barulho em torno das recuperações judiciais seja grande, o impacto real é pequeno. “Tudo isso é pouquíssimo relevante para o agro. O barulho é muito maior do que a realidade”.

Desafios para o mercado financeiro e produtores rurais

Sobre a crise financeira da Agrogalaxy, que acumula prejuízos desde 2016, Neto enfatiza a importância de os produtores manterem o diálogo com as empresas. “A Agrogalaxy vai se esforçar para honrar seus compromissos, mas os produtores devem se certificar de que os insumos serão entregues conforme o combinado”, afirma.

Outro ponto relevante são os impactos sobre os Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), que investem em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) emitidos pela Agrogalaxy. A crise da empresa já provocou a suspensão de dividendos em alguns fundos, gerando incertezas sobre a segurança dos investimentos no setor.

Na avaliação de Neto, qualquer dificuldade enfrentada pelo agronegócio pode ressoar de forma mais ampla no mercado. “Com cerca de 600 mil investidores em Fiagros, qualquer problema no agro repercute de forma significativa no mercado financeiro. A repercussão foi maior do que o real impacto da dívida”.

Apesar disso, ele reforça que os desafios no setor de insumos não desestabilizam a safra brasileira. “Mesmo que alguns produtores enfrentem dificuldades com revendas em recuperação judicial, isso não afeta a agricultura como um todo. A recomendação é sempre manter o diálogo com as empresas e buscar alternativas, se necessário”, conclui.



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