Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil exportou 89,55 milhões de toneladas da soja, um aumento de 2,64% em comparação ao mesmo período de 2023.
De acordo com a Safras & Mercado, o crescimento foi impulsionado pelas importações chinesas, que adquiriram 65,47 milhões de toneladas, representando uma alta de 6,03% em relação ao ano anterior.
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Em contraste com o cenário nacional, Mato Grosso representou 27,06% das exportações brasileiras em 2024, uma queda de 11,72 pontos percentuais em relação a 2023. Até agora, o estado exportou 24,23 milhões de toneladas, uma redução de 9,39% em relação ao ano passado, devido à quebra na produção da safra 2023/24 e ao aumento da demanda interna.
Em setembro, as exportações de Mato Grosso atingiram o menor volume em sete anos para o mês, com 240,12 mil toneladas exportadas, representando uma queda de 60,57% em comparação ao ano anterior.
As informações são do Boletim Semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea).
No Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, é importante refletirmos sobre o papel fundamental que esses profissionais desempenham no desenvolvimento da agricultura e do agronegócio no Brasil. Embora muitas vezes a figura do professor seja associada ao ambiente escolar, no campo, eles são agentes de transformação, transmitindo conhecimento técnico e capacitando novas gerações para os desafios e oportunidades do setor.
Educação e inovação no agronegócio
A agricultura e o agronegócio estão em constante evolução, movidos por tecnologias de ponta e práticas mais sustentáveis. Nesse contexto, a educação tem sido essencial para preparar os produtores rurais a lidar com as novas exigências do mercado. Desde cursos técnicos em escolas agrícolas até formações superiores em agronomia e áreas correlatas, os professores têm sido responsáveis por levar inovações ao campo, como o uso de drones, irrigação de precisão e manejo sustentável do solo.
Em parceria com instituições de ensino, entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e as universidades agrícolas promovem uma série de capacitações e treinamentos que impactam diretamente a produtividade e a qualidade da produção rural. Os professores, portanto, não apenas ensinam, mas também moldam a próxima geração de líderes rurais que irão garantir a competitividade do Brasil como potência agrícola global.
A conexão entre o campo e a sala de aula
Uma característica única dos professores ligados ao agronegócio é a proximidade com a prática. Muitos docentes atuam diretamente no campo, seja por meio de consultorias ou como produtores rurais, levando para a sala de aula a realidade do dia a dia da agricultura. Essa troca direta de experiências possibilita que os alunos tenham uma formação mais completa e conectada com as demandas reais do setor.
Além disso, professores desempenham um papel crucial na disseminação de práticas mais sustentáveis e na promoção de uma agricultura regenerativa. Em um cenário em que a preservação do meio ambiente se torna cada vez mais vital, o papel do professor é capacitar os produtores a adotarem técnicas que conciliem produtividade com respeito ao ecossistema, como o plantio direto, o manejo integrado de pragas e o uso consciente da água.
Professores rurais: agentes de transformação social
O impacto dos professores no campo vai além do aumento da produção e da produtividade. Eles também têm um papel importante na transformação social das comunidades rurais. Ao promoverem o acesso ao conhecimento, incentivam o empreendedorismo, o protagonismo feminino e o empoderamento dos jovens no meio rural.
Essa atuação ajuda a combater o êxodo rural, promovendo o desenvolvimento sustentável das pequenas e médias propriedades e garantindo que as novas gerações vejam no campo um lugar de oportunidades.
Nesta terça-feira (15), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Rural, uma data que homenageia as mulheres que desempenham um papel fundamental no setor agropecuário em todo o mundo. No Brasil, o cenário do agronegócio tem testemunhado uma crescente participação feminina, que está impulsionando inovações e transformações sustentáveis no campo.
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Exemplos de liderança feminina como as de Vanessa Moreno Cintra, cafeicultora em Minas Gerais, e Priscila Silvério Sleutjes, produtora de grãos e engenheira agrônoma no sudoeste paulista, destacam como as mulheres estão moldando o futuro do agro brasileiro. Ambas lideram iniciativas que combinam tradição, tecnologia e sustentabilidade, integrando sistemas de irrigação avançados e práticas de gestão inovadoras.
Trajetórias inspiradoras no campo
Cintra começou sua jornada no café especial em 2017, transformando a fazenda familiar em um negócio de sucesso, com exportações para países como Estados Unidos, Austrália e Suécia. Sleutjes, seguindo os passos do pai, se destacou pela liderança em associações e cooperativas, além de integrar tecnologias de irrigação para otimizar a produção de grãos.
Priscila Silvério Sleutjes é engenheira agrônoma e produtora rural. (Foto: Divulgação)
Desafios e conquistas femininas no agro
Apesar dos desafios de atuar em um ambiente historicamente dominado por homens, essas mulheres estão conquistando reconhecimento e respeito no setor. Cintra ressalta que, embora as mulheres sempre tenham atuado na produção agrícola, seu protagonismo só agora está sendo reconhecido. Já Sleutjes destaca que o conhecimento técnico e a postura são fundamentais para superar as barreiras de gênero.
Tecnologia e sustentabilidade no campo
A irrigação, por exemplo, tem sido uma ferramenta crucial na jornada dessas produtoras. Vanessa utiliza soluções da Netafim, uma das principais empresas de irrigação no Brasil, para garantir a sustentabilidade e a produtividade em sua fazenda de café. Sleutjes também vê na irrigação uma maneira de mitigar os riscos climáticos e aumentar a eficiência de suas produções.
Perspectivas para o futuro
O futuro das mulheres no agro é promissor. Com mais participação em cargos de liderança e uma visão inovadora, mulheres como Cintra e Sleutjes estão ajudando a construir um agronegócio mais sustentável e colaborativo.
A celebração do Dia Internacional da Mulher Rural serve como um lembrete da importância dessas mulheres na transformação do campo brasileiro.
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Foto: Mapa
Uma fábrica clandestina de fertilizantes foi interditada em São Roque, no interior de São Paulo, durante uma operação realizada nos dias 8 e 9 de outubro. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ação contou com o apoio da unidade regional de Araraquara e teve início após uma denúncia anônima encaminhada pela Ouvidoria do Ministério.
A fiscalização identificou que o estabelecimento operava sem registro junto ao Mapa, não possuía licença ambiental e utilizava equipamentos inadequados para a produção de Fertilizantes minerais mistos. Entre os itens apreendidos, estavam 40 toneladas de matéria-prima a granel e 500 sacas de 25 kg de produtos já embalados e prontos para comercialização. Todo o estoque de embalagens e rótulos também foi confiscado, e a fábrica foi imediatamente interditada.
De acordo com o Mapa, a empresa tem 30 dias para regularizar sua situação perante os órgãos competentes. Além das irregularidades na produção, foram encontrados indícios de fraude: enquanto as embalagens indicavam que os produtos eram fertilizantes minerais mistos, o material apreendido era, na verdade, fertilizante mineral simples.
A operação foi conduzida com base na legislação vigente, incluindo a Lei n.º 14.515/22 e os Decretos n.º 4.954/2004 e 8.384/2014, que regulamentam a produção e fiscalização de fertilizantes no país.
A recuperação judicial da Agrogalaxy, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, levantou uma série de preocupações sobre o futuro do setor. O pedido de recuperação e a renúncia de executivos indicam dificuldades financeiras impulsionadas por margens de lucro apertadas e um endividamento elevado. Além disso, outra empresa do setor, a Portal Agro, também seguiu o mesmo caminho recentemente, evidenciando que o problema pode ser mais amplo do que casos isolados.
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Apesar do crescente número de recuperações judiciais no setor de insumos agrícolas, o agronegócio brasileiro mantém sua estrutura sólida, de acordo com o especialista em mercado de capitais, Octaciano Neto.
“São entre 250 a 270 recuperações judiciais no agro, de um total de 1.600 na economia como um todo. Isso não representa uma crise estrutural do agronegócio”, afirma. Para ele, o setor passa por um momento de dificuldade, mas continua resiliente, sem crise estrutural.
Recuperação judicial: boa ou ruim para o agro?
Quando questionado se a recuperação judicial é algo positivo ou negativo para o agro, Octaciano Neto foi categórico: “Recuperação judicial é péssimo, muito ruim. A melhor coisa que o empresário com dificuldades pode fazer é sentar com seus credores, negociar, vender ativos e honrar seus compromissos.” Na visão do especialista, a recuperação judicial encarece o crédito e aumenta a insegurança jurídica, principalmente porque mais da metade do crédito no agro atualmente é privado.
Apesar disso, ele reforça que, embora o barulho em torno das recuperações judiciais seja grande, o impacto real é pequeno. “Tudo isso é pouquíssimo relevante para o agro. O barulho é muito maior do que a realidade”.
Desafios para o mercado financeiro e produtores rurais
Sobre a crise financeira da Agrogalaxy, que acumula prejuízos desde 2016, Neto enfatiza a importância de os produtores manterem o diálogo com as empresas. “A Agrogalaxy vai se esforçar para honrar seus compromissos, mas os produtores devem se certificar de que os insumos serão entregues conforme o combinado”, afirma.
Outro ponto relevante são os impactos sobre os Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), que investem em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) emitidos pela Agrogalaxy. A crise da empresa já provocou a suspensão de dividendos em alguns fundos, gerando incertezas sobre a segurança dos investimentos no setor.
Na avaliação de Neto, qualquer dificuldade enfrentada pelo agronegócio pode ressoar de forma mais ampla no mercado. “Com cerca de 600 mil investidores em Fiagros, qualquer problema no agro repercute de forma significativa no mercado financeiro. A repercussão foi maior do que o real impacto da dívida”.
Apesar disso, ele reforça que os desafios no setor de insumos não desestabilizam a safra brasileira. “Mesmo que alguns produtores enfrentem dificuldades com revendas em recuperação judicial, isso não afeta a agricultura como um todo. A recomendação é sempre manter o diálogo com as empresas e buscar alternativas, se necessário”, conclui.
Em uma declaração polêmica, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Chile, Gabriel Boric, seriam “agentes da CIA” e teriam sido “cooptados” pelos Estados Unidos para desempenhar papéis estratégicos na América Latina.
Saab, que é aliado próximo do governo de Nicolás Maduro, expressou sua teoria durante uma entrevista à televisão estatal venezuelana no domingo (13), acusando ambos os líderes de agirem em consonância com os interesses americanos.
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Segundo Saab, Lula teria sido “cooptado” enquanto esteve preso, o que, em sua visão, transformou suas posições políticas. “Lula que saiu da prisão não é o mesmo em seu discurso, nem em sua aparência”, declarou o procurador. Ele criticou a postura do presidente brasileiro em relação às eleições venezuelanas de 2024, nas quais Maduro foi reeleito em meio a acusações de fraude eleitoral. Saab acusou Lula de estar alinhado com a CIA e o governo dos Estados Unidos, assim como Gabriel Boric, que também é um crítico vocal do regime de Maduro.
Lula recentemente afirmou que o governo venezuelano deveria apresentar provas para que sua reeleição fosse reconhecida, enfatizando a importância de que as atas das votações fossem divulgadas. Já Boric, por sua vez, considera o governo de Maduro uma “ditadura” e afirma que o regime falsifica eleições, comparando a situação da Venezuela ao cenário da Síria após a guerra.
A reeleição de Maduro tem sido questionada pela oposição venezuelana, que alega que o ex-diplomata Edmundo González Urrutia teria vencido as eleições com 67% dos votos, uma afirmação que Maduro e seus aliados rejeitam.
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Foto: Divulgação
Apesar de preocupações relacionadas à baixa produtividade, o avanço da colheita de trigo no Sul do Brasil tem resultado em novas quedas de preços. Os vendedores começam a liquidar os estoques de 2023 e muitos estão flexíveis nos valores de negociação.
Conforme dados divulgados pelo Cepea, os compradores, por sua vez, aguardam uma maior entrada do cereal da nova safra e, com isso, apostam em preços menores. Já no mercado externo, os valores têm reagido, influenciados pela baixa umidade, que preocupa o avanço do cultivo do trigo de inverno no Hemisfério Norte.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
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No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que a notícia de que o governo brasileiro prepara medidas de contenção de gastos obrigatórios para depois do segundo turno das eleições municipais trouxe alívio aos ativos locais após a tensão da semana passada. Os juros futuros caíram, o real valorizou frente ao dólar e o Ibovespa fechou em alta.
De acordo com a TF Agroeconômica, o aumento da oferta mundial de milho e a redução nas compras pela China, maior importador global, têm aumentado a disponibilidade do grão e, consequentemente, a possibilidade de queda nos preços. Com as previsões climáticas favoráveis, a expectativa é que essa tendência se confirme tanto no curto quanto no médio e longo prazos, favorecendo as exportações americanas em detrimento das brasileiras, como observado em outubro.
No Brasil, a disputa entre indústrias de carnes e exportadores, que sustentava uma tendência de alta, reverteu com a confirmação das menores exportações brasileiras no mês, fazendo com que os preços recuassem para R$ 64,00 e, possivelmente, R$ 62,50.
Entre os fatores de alta, destacam-se as menores exportações brasileiras, estimadas pela ANEC em 5,68 milhões de toneladas para outubro, comparadas a 6,44 milhões em setembro e 8,09 milhões no mesmo mês de 2023. Além disso, os problemas de navegabilidade nos rios amazônicos afetam a capacidade de exportação pelos portos do Arco Norte, que escoam grande parte da produção nacional de milho e dependem das exportações devido à baixa demanda local.
Já os fatores de baixa incluem as previsões do USDA, que apontam para um aumento na produção dos Estados Unidos, consolidando essa safra como a segunda maior da história. A produção foi ajustada para 386,18 milhões de toneladas, com um rendimento médio maior de 11.536 kg/ha. Além disso, houve redução na expectativa de importação de milho pela China, de 21 para 19 milhões de toneladas. Também foram mantidos os números para a América do Sul: o Brasil com 127 milhões de toneladas de produção e 49 milhões de exportações, e a Argentina com 51 milhões e 36 milhões, respectivamente.
Diante desse cenário, a TF Agroeconômica recomenda que os produtores coloquem ordens de venda nos níveis atuais para evitar quedas maiores nos preços.