segunda-feira, agosto 3, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Preços da soja registram alta em Santa Catarina


De acordo com o Boletim Agropecuário de outubro, produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de soja em Santa Catarina registrou uma leve alta de 2,6% nos preços pagos ao produtor em setembro, após dois meses consecutivos de queda. O movimento de alta continua em outubro, com um aumento de 2,2% nos primeiros 10 dias do mês, em comparação com o preço médio de setembro.

A elevação das cotações é atribuída à menor oferta interna do produto, aliada às condições climáticas desfavoráveis, como a estiagem que afeta o início da safra 2024/25 na região Centro-Oeste do Brasil. Apesar desse movimento positivo nos preços, os fatores predominantes no mercado indicam uma estabilização e até uma possível queda das cotações, em função da oferta e demanda global de soja, principalmente pela incerteza sobre o volume de compras da China até o final do ano.

Nos Estados Unidos, o clima favoreceu uma safra recorde em 2024. No Brasil, embora o clima tenha se mostrado irregular no início do plantio, o país, maior produtor mundial de soja, ainda se encontra na janela ideal para semeadura, conforme o zoneamento agroclimático. A oscilação do mercado também tem sido influenciada por investimentos na Bolsa de Chicago e por iniciativas do governo brasileiro, como a sanção da Lei do Combustível do Futuro, que aumenta a demanda pelo biodiesel, feito a partir de óleo de soja.

Em Santa Catarina, a safra 2024/25 de soja está sendo plantada com maior intensidade em outubro. A área plantada deve crescer 1,78%, atingindo 768 mil hectares, com uma expectativa de aumento significativo na produtividade. A projeção indica um incremento de 10,8% na produtividade média, que deve alcançar 3.837 quilos por hectare. Com isso, a produção catarinense de soja da primeira safra deve crescer 13,5%, chegando a aproximadamente 2,94 milhões de toneladas.

As regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste registraram o maior avanço no plantio até o início de outubro, com 8% a 12% da área prevista já semeada. As chuvas intensas no estado, que chegaram a acumular mais de 180 mm até o dia 10 de outubro, atrasaram o ritmo do plantio, mas os produtores ainda estão dentro da janela ideal para a semeadura.

Entre janeiro e setembro de 2024, as exportações catarinenses de soja somaram 1,22 milhão de toneladas. A expectativa é de que o volume total exportado seja inferior ao de 2023, devido à queda na produção da safra 2023/24. As exportações atingiram seu pico em abril e mantiveram uma média entre 119 mil e 158 mil toneladas mensais. Em setembro, o volume exportado foi de 129 mil toneladas, com a China sendo o principal destino, absorvendo 78% das vendas externas do estado. No entanto, houve uma redução de 6% nas exportações para o mercado chinês, enquanto outros destinos mostraram crescimento.

O mercado global de soja e outras oleaginosas tem mostrado volatilidade. Enquanto os preços da soja subiram devido às condições climáticas adversas na América do Sul, eles recuaram ligeiramente com a chegada das chuvas no Brasil em outubro. Produtos derivados, como o farelo de soja, acompanharam as oscilações de preço da commodity. Já os óleos vegetais, incluindo óleo de soja nos EUA e óleo de palma, registraram alta de preços, impulsionados pela menor oferta esperada de outros óleos, como palma, colza e girassol.





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JBS amplia alcance de programa de regularização ambiental do produtor



A JBS ampliou o alcance do seu programa de auxílio ao produtor rural na regularização de passivos socioambientais de imóveis rurais. A companhia lançou o Escritório Verde Virtual, uma ampliação do programa Escritórios Verdes JBS, que já contribuiu para a regularização de 13 mil imóveis rurais desde 2021. Com a iniciativa, a JBS permitirá que produtores de todo o Brasil acessem serviços por e-mail, telefone e WhatsApp, facilitando a regularização ambiental de suas propriedades.

O Escritório Verde Virtual complementa o atendimento presencial realizado em 20 unidades da JBS e tem como objetivo fortalecer a parceria com os produtores. A nova plataforma também filtrará e categorizará demandas, agilizando o atendimento e permitindo que as equipes dos Escritórios Verdes presenciais possam focar em questões mais específicas, explicou a companhia.

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O atendimento virtual funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, por meio de ligações gratuitas, e-mail e WhatsApp. Segundo o diretor de Pecuária da Friboi, Fábio Dias, a novidade garante maior flexibilidade e abrangência no atendimento aos produtores. “A partir desse lançamento, portanto, a gente pretende ampliar ainda mais o acesso ao programa de forma prática e eficiente”, afirmou.

O Escritório Verde Virtual faz parte de uma estratégia maior da JBS, que inclui ferramentas como a Plataforma Pecuária Transparente e o Cowbot, para promover uma cadeia de fornecimento sustentável.



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Governo lança programa de R$ 1 bilhão para produção e compra de arroz



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Programa Arroz da Gente nesta quarta-feira (16) para incentivar a produção e formar estoques de arroz no país.

O programa contará com um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, destinado à compra de até 500 mil toneladas do grão.

Pequenos e médios produtores de arroz

A iniciativa tem como objetivo permitir que pequenos e médios produtores assinem contratos de opção com o governo federal, garantindo a compra de sua produção a preços previamente estabelecidos.

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou que os parâmetros dos contratos foram definidos em parceria com os ministérios da Fazenda e da Agricultura.

“O programa visa estimular a produção de até 500 mil toneladas de arroz, ajudando a mitigar as perdas das safras de 2023 e 2024 devido à seca e enchentes na Região Sul”, disse Teixeira.

Plano Nacional de Abastecimento Alimentar

O Programa Arroz da Gente faz parte do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar (Planaab), lançado após um leilão fracassado de arroz importado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em maio.

A medida visa garantir o abastecimento e estabilizar os preços, que tiveram um aumento de até 100% em algumas regiões após as inundações no Rio Grande do Sul, estado responsável por cerca de 70% da produção de arroz no Brasil.

No evento, o presidente Lula reafirmou seu compromisso de tirar o Brasil do Mapa da Fome, elaborado pela FAO. Ele destacou que, desde o início de seu governo, 24,5 milhões de brasileiros já saíram da situação de fome, e a meta é erradicar esse problema até 2026.

Lula ressaltou que o combate à fome é uma escolha política dos governantes e que o Brasil vai lançar a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza na Cúpula de Líderes do G20 em novembro.

Segurança alimentar

Além do Programa Arroz da Gente, o governo também está lançando medidas para ampliar os sacolões populares e as centrais de abastecimento em todo o país, com a criação de seis novas unidades na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo.

Essas iniciativas visam melhorar o acesso a alimentos saudáveis e frescos, principalmente para as populações mais vulneráveis.

O governo também lançou o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), com 197 iniciativas para fortalecer as cadeias produtivas de alimentos orgânicos e agroecológicos.

O programa contará com R$ 6 bilhões em crédito do Pronaf para apoiar a transição agroecológica e a sustentabilidade ambiental, além de incentivar a substituição de agrotóxicos por insumos biológicos.

O ministro Paulo Teixeira destacou que muitos defensivos agrícolas proibidos na Europa e nos Estados Unidos ainda são usados no Brasil, mas o governo busca promover a substituição por alternativas mais seguras e sustentáveis.



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Governo lança programa para agroecologia



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (16) que muitas pessoas não gostariam que o governo lançasse o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, agora anunciado, e reclamou que jornais e o mercado tratam política social sempre como gasto. Ele deu as declarações em discurso que ainda estava em andamento pouco antes das 11h no lançamento do programa.

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“Está cheio de gente que não gostaria que a gente estivesse fazendo isso, e essa gente vai estar notando para ver se estamos fazendo direito”, declarou o presidente da República. “É um problema que repercute nas manchetes de jornais, nos editoriais de jornais, no chamado mercado. Toda vez que a gente está cuidando de fazer política social é tratado como gasto. Isso não é à toa. Essa foi uma doutrina de palavras criadas para induzir a gente a determinados erro”, disse o petista.

Lula também deu como exemplo as vezes em que seu governo destina dinheiro para educação, e citou o exemplo dos professores: “Salário merreca para pessoa que toma conta de 40 crianças na sala de aula, ou de 50.” Lula também disse que será necessário um programa para incentivar estudantes a se tornarem professores.

O presidente também criticou a descontinuidade de programas lançados na gestão do PT nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. “Historicamente a gente semeia, a gente aduba, a gente joga água, e quando a gente sai vem alguém e destrói tudo com a maior desfaçatez. E mais incrível é que não há reação do movimento contra a destruição”, disse Lula.



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Fortes pancadas de chuva atingem várias regiões do Brasil com temporais localizados



Saiba como clima irá se comportar nesta quinta-feira (17) em todas as regiões do país:

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Sul

Novas áreas de instabilidade avançam do interior do continente, provocando chuva entre o noroeste do Rio Grande do Sul, metade oeste de Santa Catarina e sul do Paraná. Nas demais áreas da região, o dia será de sol entre muitas nuvens. As temperaturas ficam elevadas, principalmente no norte paranaense.

Sudeste

Áreas de instabilidade continuam se espalhando pelo Sudeste do país, provocando chuva no centro-norte e Triângulo Mineiro, além do Espírito Santo. Na metade oeste de Minas Gerais, não se descarta chuva forte e alguns temporais localizados. Já no norte de São Paulo e áreas mais centrais do estado do Rio de Janeiro, a previsão é de pancadas de chuva. Nas demais áreas paulistas, no sul mineiro e no norte fluminense, predomínio de tempo firme.

Centro-Oeste

Áreas de instabilidade se espalham pelo Centro-Oeste, provocando chuva a qualquer momento entre Mato Grosso e Goiás. A chuva pode ser forte e acompanhada por trovoadas, especialmente no norte do Mato Grosso do Sul. Na metade oeste e sudoeste do Mato Grosso do Sul, há pancadas de chuva isolada. As temperaturas permanecem elevadas, e faz calor em toda a região.

Nordeste

Tempo instável e com chuva a qualquer momento no oeste da Bahia, centro-sul do Piauí e do Maranhão, onde não se descartam temporais localizados. Nas demais áreas desses estados, há pancadas de chuva com trovoadas. Entre Sergipe e Rio Grande do Norte, a chuva ocorre de forma mais isolada, enquanto no norte do Ceará e no interior do Rio Grande do Norte, o sol aparece entre algumas nuvens passageiras.

Norte

Previsão de pancadas de chuva a qualquer hora, de moderada a forte, com possibilidade de temporais localizados entre o Tocantins e o sudeste do Pará. No Amazonas e em Roraima, há pancadas de chuva isolada, alternadas com períodos de melhora, assim como no norte e leste do Amapá. Em Rondônia, o dia será mais nublado, com possibilidade de chuva a qualquer momento. Não há previsão de chuva no norte do Pará e na capital, Belém.



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Chicago reabre em alta com sinais de demanda aquecida nos EUA



Os contratos da soja em grão registram alta nas negociações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta manhã, buscando recuperação após quatro pregões consecutivos de baixa. Segundo a Safras & Mercado, essa recuperação é impulsionada pela forte demanda de esmagamento nos Estados Unidos, embora os ganhos sejam limitados pelo avanço da colheita americana e pelas previsões de chuvas no Brasil.

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A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja alcançou 177,320 milhões de bushels em setembro, um recorde para o mês e acima das expectativas de 170,331 milhões. O volume também supera os 158,008 milhões de agosto e os 165,456 milhões de setembro de 2023.

Além disso, exportadores privados dos EUA informaram ao USDA a venda de 175.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega programada para a temporada 2024/25.

Atualmente, os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 9,97 por bushel, alta de 6 centavos, ou 0,60%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos para janeiro de 2025 operam com avanço de 4,75 centavos, ou 0,47%, cotados a US$ 10,08 1/4 por bushel.



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valorização do feijão se mantém em outubro


De acordo com os dados da edição de outubro do Boletim Agropecuário produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de feijão em Santa Catarina apresentou forte valorização em setembro. O preço do feijão-carioca subiu 11,30% em comparação ao mês anterior, enquanto o feijão-preto teve uma alta de 25,05%. Na comparação anual, o feijão-preto está 25,52% mais caro, enquanto o feijão-carioca registrou aumento de 10,26%.

Nos primeiros 10 dias de outubro, a tendência de alta se manteve: o feijão-preto subiu 1,21% e o feijão-carioca 0,34%. Esses aumentos estão relacionados às condições climáticas adversas, que têm impactado diretamente a produção e a oferta do produto.

A variação nos preços do feijão está fortemente ligada à oferta, que sofre com oscilações causadas por fenômenos climáticos, como cheias, secas e geadas. Essas variações afetam as épocas de plantio, o desenvolvimento das lavouras e a colheita. As condições climáticas influenciam diretamente a produção, criando uma sazonalidade que também reflete nos preços, tanto para os produtores quanto para os consumidores.

Em setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou suas estimativas para a safra 2024/25, apontando uma queda de 9,54% na produção nacional de feijão, resultado principalmente da seca nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Enquanto a produção deve diminuir, o consumo deve crescer 1,64%, aumentando a necessidade de importação em 51,2% em relação ao ano anterior. A expectativa é de que o estoque final seja 17,43% maior ao término do ciclo.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o início da safra 2024/25 de feijão pode ser influenciado pelo fenômeno La Niña, que tende a reduzir as chuvas na Região Sul do Brasil, afetando negativamente as plantações em Santa Catarina e Paraná. Por outro lado, o Rio Grande do Sul pode ser beneficiado por chuvas mais regulares, o que favoreceria as lavouras de inverno e o plantio da nova safra. Contudo, há o risco de uma redução na umidade do solo em dezembro, caso o fenômeno La Niña se intensifique.

Até o final de setembro, cerca de 17% da área destinada ao cultivo de feijão em Santa Catarina já havia sido plantada, com as condições climáticas sendo favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. As regiões de Araranguá, Criciúma e Tubarão apresentaram 88% da área já semeada, e as plantas estão se desenvolvendo bem. Em Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste, 30% da área de cultivo foi semeada, com boa germinação e desenvolvimento das lavouras.

Nas regiões de Canoinhas, São Bento do Sul, Curitibanos, Joaçaba e Campos de Lages, o plantio comercial deverá começar na segunda quinzena de outubro, para evitar perdas causadas por possíveis geadas tardias. Em Curitibanos, muitos produtores preferem semear o feijão após a colheita do trigo, entre o final de novembro e o início de dezembro.

A estimativa para a safra 2024/25 de feijão em Santa Catarina é de um crescimento de 3,9% na área plantada, com uma produtividade média de 1.926 kg/ha, um aumento de 11,4% em relação ao ciclo anterior. A produção total deve atingir 55,6 mil toneladas, um crescimento de 15,8%.





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Medida provisória prorroga isenção de tributos para exportadores gaúchos



A medida provisória (MP) 1266/24 prevê a prorrogação excepcional, por até um ano, de regime aduaneiro especial para empresas exportadoras do Rio Grande do Sul. O texto foi publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (15).

Conhecido como drawback, esse regime especial isenta ou suspende tributos (como Imposto de Importação, IPI e PIS/Cofins) sobre os insumos estrangeiros utilizados na produção de mercadorias destinadas exclusivamente à exportação.

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Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a MP dará mais prazo para que firmas afetadas por chuvas e enchentes atestem a exportação de bens pelo regime especial, evitando eventuais sanções.

Pela regra do drawback, a empresa interessada precisa se habilitar na Secretaria de Comércio Exterior, hoje ligada ao MDIC. A secretaria define então um prazo para a exportação ser efetivada, sob pena de pagamento dos tributos devidos.

Atualmente, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, 211 empresas gaúchas usuárias do regime de Drawback Suspensão possuem US$ 848 milhões em exportações previstas para 2024. Além disso, US$ 360 milhões em reposições dos estoques de 94 empresas estão vinculados ao Drawback Isenção.

A medida provisória 1266/24 já está em vigor e precisa ser aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para se tornar lei.



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Direito à alimentação saudável ainda é um desafio para bilhões de pessoas, alerta FAO



O Dia Mundial da Alimentação (DMA), celebrado nesta 16 de outubro, traz à tona questões urgentes sobre a fome e a alimentação saudável no mundo. A campanha deste ano, promovida por organizações internacionais como a FAO, WFP, FIDA e IICA, aborda o tema “Direito aos alimentos para um futuro e uma vida melhores”, destacando a importância de garantir acesso universal a alimentos nutritivos e sustentáveis.

Estima-se que cerca de 733 milhões de pessoas enfrentam fome atualmente, e mais de 2,8 bilhões não conseguem acessar uma dieta saudável, o que corresponde a mais de um terço da população mundial. A iniciativa global tem como objetivo aumentar a conscientização sobre o problema e mobilizar governos, empresas e sociedade civil em busca de soluções.

Desafios no campo e nas cidades

A agricultura familiar é apontada como um dos pilares para combater a fome e a pobreza, especialmente no Brasil. Arnoud Hameleers, Diretor-País do FIDA no Brasil, ressaltou a importância de investimentos públicos e privados para apoiar os pequenos agricultores, que produzem a maior parte dos alimentos consumidos no país e empregam grande parte da força de trabalho rural. Segundo ele, a agricultura familiar desempenha um papel crucial na garantia da segurança alimentar, principalmente em um contexto de mudanças climáticas.

No entanto, além dos desafios no campo, a má nutrição nas cidades também é motivo de preocupação. O consumo de alimentos ultraprocessados tem contribuído para o aumento da obesidade, com 2,5 bilhões de adultos e 37 milhões de crianças sofrendo com o problema. Para Daniel Balaban, do Centro de Excelência contra a Fome do WFP, essa má alimentação afeta a saúde pública e gera consequências econômicas e sociais significativas.

Iniciativas no Brasil

No Brasil, o governo federal apoia a campanha do Dia Mundial da Alimentação por meio de iniciativas como o Plano Brasil Sem Fome e a proposta de criação de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será lançada em novembro durante a presidência do G20. O país tem um histórico de sucesso em programas de combate à fome, como o Bolsa Família e o Fome Zero, que o tiraram do Mapa da Fome em 2014, mas a pandemia e outras crises recentes fizeram o Brasil retornar a esse índice em 2021.



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iniciativa em SP estimula compra de alimentos para merenda escolar



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Educação, tem promovido o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), uma iniciativa voltada para estimular a produção agrícola familiar e garantir a comercialização desses produtos. Uma das principais áreas de destino desses alimentos é a merenda escolar da rede pública de ensino do estado.

O programa, que teve sua primeira chamada pública no valor de R$ 1 milhão, começou com 37 escolas na região de Presidente Prudente, beneficiando 16 mil alunos e firmando contratos com 17 produtores individuais, uma cooperativa e uma associação. A medida visa não apenas assegurar uma alimentação de qualidade para os estudantes, mas também fortalecer a renda e as oportunidades de pequenos agricultores.

Um dos aspectos mais positivos do PPAIS é o aumento no valor destinado às compras de alimentos da agricultura familiar, que dobrou de R$ 52 mil para R$ 104 mil anuais por produtor. Segundo Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento, essa ação promove a dignidade dos agricultores e melhora a qualidade dos alimentos fornecidos às crianças.

Além disso, a Secretaria de Educação tem se dedicado à compra de leite em pó, com a aquisição de 342 mil quilos, o que ajuda a fortalecer a cadeia produtiva do leite no estado e garante a oferta de um alimento nutritivo nas escolas. Cerca de 3,3 milhões de estudantes recebem refeições balanceadas diariamente nas escolas públicas, o que também ajuda a promover bons hábitos alimentares entre as crianças e adolescentes.

Agricultores como José Marcos, da Associação União AGR no município de Caiuá, destacam a importância do programa, que não apenas garante a comercialização de seus produtos, mas também ajuda a combater o desperdício. “É gratificante fornecer alimentos saudáveis para a merenda escolar, sem uso de defensivos agrícolas, e saber que estamos contribuindo para uma alimentação de qualidade”, afirma.



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