segunda-feira, agosto 3, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus discute desafios e conquistas da citricultura no Juice Summit, na Bélgica


Fundecitrus participou, nesta quarta e quinta-feira da edição do Juice Summit


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou, nesta quarta e quinta-feira (16 e 17), da edição 2024 do Juice Summit, realizado na Antuérpia, Bélgica. A conferência internacional é organizada pelas indústrias de sucos e oferece oportunidades de networking e discussão de temas importantes enfrentados pelos setores, incluindo tendências de mercado e de consumo, estratégias futuras, pesquisa e oportunidade de crescimento. O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, participou da conferência e ministrou palestra dentro da sessão “Principais ameaças e novas abordagens para uma indústria de laranja saudável no Brasil”.

Ayres apresentou o cenário de desafio para a produção de citros diante da evolução do greening e dos impactos provocados pelas altas temperaturas no cinturão citrícola. Ele também traçou a evolução das pesquisas desenvolvidas pelo Fundecitrus em benefício da sustentabilidade da citricultura, atualizando o setor sobre os resultados promissores no desenvolvimento de laranjeiras repelentes ao psilídeo, vetor do greening, e a combinação delas com outros mecanismos para repelir e matar o inseto. “É uma oportunidade muito importante para a citricultura brasileira poder reunir-se nesse fórum global para compartilhamento de conhecimento com todos os participantes da indústria internacional. O greening é um desafio mundial que cobra união de todos os envolvidos. Por onde passou, devastou pomares! Não há cura. Mostramos, nesse fórum, que nossas pesquisas estão no caminho certo para a mitigação da pior doença do setor”, diz Ayres.

A abordagem sobre o tema também contou com a participação do pesquisador parceiro do Fundecitrus Leandro Peña, da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), e do consultor Marcos Fava Neves, Professor da USP/Ribeirão Preto (SP) e da Harven Agribusiness School.





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Representantes da Innocent Drinks visitam o Fundecitrus


O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita de representantes da Innocent Drinks, uma das principais envasadoras de suco da Europa. Maria Ntova, chefe da área técnica e fornecimento, e Phil Mitchell, gerente técnico, conheceram mais de perto as pesquisas desenvolvidas pelo Fundecitrus e visitaram, também, os laboratórios da instituição.   

Para o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau, o encontro foi importante para a troca de informações técnicas sobre o setor e para que a empresa pudesse conhecer o trabalho realizado pelo Fundecitrus em benefício da citricultura. “Nesse encontro, pudemos apresentar, pessoalmente, os andamentos e resultados dos nossos estudos relacionados às mais diversas doenças, em especial ao greening. De acordo com eles, o trabalho do Fundecitrus é muito reconhecido na Europa, pelos artigos e pesquisas que são produzidos e pelos impactos positivos em benefício da sustentabilidade da nossa citricultura”, diz. A Innocent Drinks foi fundada em 1999, em Cambridge, no Reino Unido. 

PARCERIA

Em 2023, uma importante pesquisa desenvolvida pela Embrapa Territorial, com o apoio do Fundecitrus e financiada pela Innocent Drinks, identificou mais de 300 espécies de animais silvestres no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. Foram encontrados, principalmente, aves e mamíferos circulando em pomares ou vivendo nas fazendas produtoras de laranja. Em termos de riqueza, esse valor chega a aproximadamente 30% das espécies da avifauna registradas para o estado de São Paulo.

Neste mesmo estudo, também foi possível estimar a capacidade do cinturão citrícola de estocar carbono nas laranjeiras, no solo e nas áreas de vegetação nativa. De acordo com o estudo, há 36 milhões de toneladas de carbono em uma área avaliada que abrangeu cerca de 500 mil hectares, 68% dela ocupada por pomares e 32% ocupada por áreas destinadas à preservação ambiental. O trabalhou calculou em 36 milhões de toneladas o carbono estocado nesse território, conhecido como cinturão citrícola brasileiro. O montante equivale a 133 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2), o que corresponde ao que é emitido pela cidade de São Paulo em oito anos.

Confira os estudos na íntegra:

Relatório de Pesquisa Fauna na Citricultura – Embrapa Fundecitrus

https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/Relatorio_de_Pesquisa_Fauna_na_Citricultura__Embrapa_Fundecitrus.pdf

Relatório de Pesquisa Carbono na Citricultura – Embrapa Fundecitrus

https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/Relatorio_de_Pesquisa_Carbono_na_Citricultura__Embrapa_Fundecitrus.pdf





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Alta da arroba do boi vai cessar no curto prazo? Analista responde


O mercado de boi gordo registrou nova elevação para os preços da arroba durante a semana. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios, bastante aquecido, sugere a continuidade deste movimento no curto prazo.

Segudo ele, isso decorre por conta da posição das escalas de abate, que está em sua pior posição na atual temporada.

“Em contrapartida, o mercado registra sintomas de um superaquecimento, com exportações muito agressivas na atual temporada, caminhando para um recorde histórico”.

As escalas de abate na semana passada giraram em torno de 5 dias úteis em vários estados do país, o que deve continuar nesta próxima semana, favorecendo a continuidade do movimento de alta nas cotações da arroba.

Preços da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim em 17 de outubro:

  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 1,64% frente aos R$ 305 registrados na
    semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 300, avanço de 5,26% perante os R$ 285
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 305, aumento de 3,39% ante aos R$ 295
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, valorização de 1,69% frente aos R$ 300
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 280 a arroba, 3,10% acima dos R$ 270
  • Rondônia (Vilhena): – R$ 285, aumento de 3,64% em relação aos R$ 275

Mercado atacadista

O mercado atacadista registrou novo movimento de alta nos preços no decorrer da semana e a tendência é de que este movimento tenha continuidade no curto prazo.

Iglesias destaca que as proteínas concorrentes também devem apresentar elevação em seus preços em função do atual movimento delimitado de oferta de carne bovina, com grande destaque para a carne de frango.

O quarto do traseiro avançou 0,87% ao longo da semana, passando de R$ 23,00 o quilo para R$ 23,20 o quilo. O quarto do dianteiro subiu 1,11%, de R$ 18,00 para R$ 18,20.

Exportações de carne bovina

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Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 467,680 milhões em outubro (9 dias úteis), com média diária de US$ 51,964 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 101,660 mil toneladas, com média diária de 11,295 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.600,40.

Em relação a outubro de 2023, houve alta de 27,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 27,4% na quantidade média diária exportada e avanço de 0,1% no preço médio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisas procuram encontrar variedades de citros tolerantes à seca


Os desafios para se ter uma boa produção de laranja são grandes. Além das doenças, na qual o greening é o grande destaque, fatores climáticos também são preponderantes para o sucesso ou insucesso de um pomar de citros. A queda na safra de 2024 se deve, dentre outros fatores, ao longo período de estiagem observado no cinturão citrícola.

Mitigar problemas relacionados aos períodos de seca é o objetivo de diversas pesquisas realizadas em parceria entre Fundecitrus, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e Instituto Agronômico (IAC). Um desses trabalhos é realizado em Bebedouro (SP), local em que estão plantadas algumas variedades de porta-enxertos que já dão indícios de vigor em meio à seca.

O pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Eduardo Girardi, explica que essas variedades podem ser tolerantes à seca, para dispensar o uso da irrigação, ou mais responsivas nas áreas irrigadas. “Temos aqui 27 experimentos, muitos deles híbridos do tipo citrandarin, desenvolvidos pela Embrapa ou pelo Instituto Agronômico. Alguns deles vêm demonstrando alta tolerância à seca, comparável ao limão Cravo, enquanto outros são muito sensíveis”, completa.

O pesquisador também afirma que esse tipo de pesquisa é bastante importante para o cinturão citrícola e para as áreas de expansão. “Com esse tipo de trabalho é possível trazer novas opções de recomendações, e isso dará ao citricultor a possibilidade de buscar mais sustentabilidade. São opções que o produtor que não consegue irrigar poderá ter, ou quando ele até consegue irrigar, mas o volume de água não é muito grande”, afirma Girardi. O estudo permite ainda identificar os porta-enxertos mais apropriados para o manejo irrigado, pois são aqueles que sentem a seca primeiro.

As variedades do experimento com copa de laranja Pera IAC em Bebedouro foram plantadas em maio de 2022, com um espaçamento de 6,5 por 2,5 metros. No total, existem 27 porta-enxertos na área. “Além de alguns controles comerciais, como Cravo, Swingle e trifoliata, ele reúne alguns híbridos originados ou da Embrapa, ou do IAC, quase todos eles citrandarins, que são cruzamentos de tangerina com trifoliata. Além disso, temos outros híbridos, alguns vigorosos, outros mais ananicantes ou semiananicantes”, detalha o pesquisador.

Por fim, Girardi reforça a importância da parceria entre instituições na realização do estudo. “É muito importante essa parceria que existe entre as instituições, essa junção de conhecimentos é essencial na realização desse trabalho que ainda está em fase inicial, mas que certamente trará resultados”, finaliza Girardi.





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Bioeconomia amazônica: um caminho imprescindível para o desenvolvimento sustentável


A Amazônia se encontra em um momento crítico. Apesar de sua abundante biodiversidade, riqueza cultural e valor ambiental incalculável, enfrenta ameaças sérias que colocam em risco seu futuro e o das comunidades que dependem dela. Os altos índices de pobreza, a desigualdade e os desafios ambientais comprometem o progresso de seus habitantes e sua capacidade de acessar alimentos seguros e nutritivos.

Esse vasto território, que abrange Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, não é apenas uma fonte de recursos naturais, mas também o lar de 50 milhões de pessoas, mais de 400 povos indígenas e diversas comunidades tradicionais.

As soluções para os desafios da Amazônia não devem vir apenas de fora, mas, fundamentalmente, devem surgir do coração das próprias comunidades. São elas que possuem o conhecimento local e a força para propor ações em direção a um futuro sustentável.

É aqui que ganha relevância o conceito de bioeconomia amazônica, que propõe aproveitar de forma sustentável e inclusiva os recursos naturais da região, beneficiando as populações locais. Embora seja uma proposta promissora, o caminho inclui diversos desafios. Os riscos climáticos, o desmatamento e as desigualdades agravam as dificuldades para estabelecer um modelo econômico que funcione tanto para as pessoas quanto para a natureza.

Não podemos permitir a continuidade de modelos de negócios que sacrificam a biodiversidade e os recursos naturais, pois, inevitavelmente, estaremos diante de um colapso irreversível. Por isso, é crucial promover mecanismos que possibilitem o desenvolvimento econômico sustentável, melhorando o acesso a alimentos, aumentando a renda, criando empregos e elevando as condições de vida.

O evento “Diálogos Amazônicos”, organizado pelo governo do Brasil com apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), há um ano em Belém, abriu as portas para que múltiplos setores – academia, sociedade civil, setor público, setor privado, povos indígenas – discutissem como enfrentar esse desafio.

Como resultado, oito países assinaram a Declaração de Belém, com 113 objetivos para avançar em direção ao desenvolvimento sustentável da região. A conclusão foi clara: a bioeconomia pode ser um pilar fundamental, mas exige uma abordagem integrada e multissetorial.

A FAO, em conjunto com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), continua a trabalhar para garantir a segurança alimentar e nutricional, reduzir a pobreza e fortalecer cadeias de valor sustentáveis na região, por meio de ações voltadas a melhorar a produtividade, gerar bens públicos e impulsionar a bioeconomia, oferecendo perspectivas de um futuro melhor.

Por meio da iniciativa Mão de Mão, a FAO promove um programa de investimentos com três componentes: fortalecer os bens públicos e a formulação de políticas; garantir o acesso a serviços digitais e conectividade; e desenvolver cadeias de valor sustentáveis, especialmente na gestão de bacias hidrográficas e recursos pesqueiros.

A bioeconomia amazônica não é apenas um modelo econômico; é uma oportunidade de reforçar nossa relação com a natureza, reconhecendo a Amazônia como um patrimônio que devemos proteger e valorizar.

Avançar nesse caminho requer uma abordagem intersetorial com a participação de comunidades, governos, setor privado e financeiro e a academia.

Mario Lubetkin é subdiretor-geral e representante regional da FAO para América Latina e o CaribeMario Lubetkin é subdiretor-geral e representante regional da FAO para América Latina e o Caribe
Foto: FAO

*Mario Lubetkin é subdiretor-geral e representante regional da FAO para América Latina e o Caribe


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Brasil lança nova plataforma para exportações no Sial Paris



A ApexBrasil inaugurou oficialmente neste domingo (20) o Pavilhão Brasil no Salon International de l’Alimentation (Sial Paris), um dos maiores eventos globais de alimentação.

Durante o evento, que contou com a presença de autoridades e empresários, a agência também lançou a plataforma digital Buy Brazil, criada para conectar exportadores brasileiros a compradores internacionais. A iniciativa já conta com mais de 100 empresas, facilitando o acesso ao mercado externo.

Com um número recorde de 192 empresas brasileiras, a participação no Sial Paris representa uma oportunidade estratégica para expandir a visibilidade do agronegócio e das exportações do país.

Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, foram investidos quase R$ 30 milhões na participação brasileira, com expectativa de negócios superiores a US$ 2,5 bilhões. “Estamos fortes em um dos mais importantes eventos de alimentos do mundo, e o Brasil voltou com recorde de empresas”, afirmou Viana.

O setor de proteínas animais, representado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), também marcou forte presença, com projeções otimistas para o aumento das exportações de carnes bovina, suína e de aves. As entidades agradeceram o apoio contínuo da ApexBrasil no crescimento do setor. Em 2023, o setor bovino já alcançou exportações de US$ 9 bilhões, um aumento de 26% em volume.

Segundo a ApexBrazil, outro destaque foi a participação de empresas lideradas por mulheres. Das 192 empresas brasileiras presentes, 55 são lideradas por mulheres empreendedoras, reforçando a diversidade do setor no cenário internacional. Segundo Daniela Ferreira, diretora da Up4Market, o apoio da ApexBrasil tem sido essencial para que pequenas empresas se internacionalizem.

Buy Brazil lançada no Sial Paris

A plataforma Buy Brazil promete aumentar a visibilidade global dos produtos brasileiros, promovendo um diretório de exportadores e facilitando a criação de parcerias comerciais internacionais.

“Estamos entusiasmados em lançar a Buy Brazil. Essa plataforma é uma ferramenta poderosa para conectar compradores internacionais com os melhores exportadores brasileiros, ajudando a construir parcerias de sucesso no comércio global”, disse Jorge Viana.



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Após acidente doméstico, Lula cancela ida a reunião do Brics na Rússia


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua ida a Kazan, na Rússia, para participar da 16ª Cúpula de líderes do Brics. Ele sofreu uma queda neste sábado (19), bateu a cabeça e levou cinco pontos. A equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, de Brasília, que o atendeu após o acidente, recomendou que ele evitasse viagens de longa distância.

Conforme o boletim médico do hospital, o acidente não foi grave e o presidente “pode exercer suas demais atividades”.

O embarque para a Rússia seria hoje (20), às 17h. Sua participação será agora feita por videoconferência, informou a Presidência da República.

Brics

O encontro ao qual Lula não comparecerá presencialmente será o primeiro com a participação dos novos países-membros do bloco desde a admissão da Arábia Saudita, Egito, Irã, Etiópia e Emirados Árabes. A cúpula vai de 22 a 24 de outubro.

Apesar de não ter uma pauta específica, o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, disse que o tema principal do encontro deve ser a criação de um modelo de adesão aos Brics por parte dos chamados “países parceiros”. A categoria de participação tem as mesmas prerrogativas dos países-membros, com direitos plenos.

“É nisso que é consumido o nosso trabalho neste semestre, quais são os critérios para essa modalidade, e há uma expectativa de que, aprovada essa modalidade, possa ser feito um anúncio dos países que seriam convidados para integrar essa categoria”, disse Saboia.

Entre os outros temas que deverão ser abordados no encontro estão a crise do Oriente Médio, operação política e financeira dentro do bloco, além da análise dos relatórios do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff -, do Conselho Empresarial do Brics e da Aliança Empresarial das Mulheres.

O governo russo informou que 32 países confirmaram presença no evento, com a presença de 24 líderes de Estado. Dos dez países-membros do bloco, oito contarão com seus representantes máximos, com a exceção agora do presidente do Brasil e da Arábia Saudita, que enviará seu ministro de Relações Exteriores.

No encontro, deve ser anunciada também uma declaração cujo teor é o fortalecimento do multilateralismo para um “desenvolvimento global justo e seguro”.

A partir do próximo ano, o Brasil assumirá a presidência do Brics, que tem comando rotativo pro tempore com mandatos de um ano.



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Reserva aumenta taxa de sobrevivência de tartarugas e registra eclosão de 147 ovos


A temporada de eclosão dos ovos de quelônios (tartarugas) começou nas Unidades de Conservação do Amazonas.

Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Amapá, na comunidade Rio Novo, em Manicoré (a 332 km de Manaus), os primeiros 147 ovos de cágados (Podocnemis unifilis e Podocnemis erytrocephala) já eclodiram.

A eclosão é a primeira monitorada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) na Reserva. A RDS tornou-se a 24ª Unidade de Conservação a realizar o trabalho de monitoramento de quelônios. O local escolhido para essa atividade está localizado no km 360 da BR-319.

Segundo o gestor da RDS, Rosivan Moura, a comunidade recebe diversas pressões e ameaças ambientais. Banhado pelo Rio Novo, o local é utilizado como meio de acesso até o interior da reserva, onde há histórico de caça predatória de ovos de quelônios.

“A ideia de trazer a primeira chocadeira para cá foi de tentar sensibilizar e ter um monitoramento dessa área com uma presença maior do governo do estado, dos órgãos de fiscalização, bem como uma participação mais ativa dos parceiros de trabalho, para que nós possamos minimizar os impactos que essa área vem sofrendo”, explicou o gestor.

Montagem da chocadeira de tartarugas

Foto: Noir Miranda/Sema

A supervisora do Consórcio Concremat/Hollus e gestora ambiental do DNIT, Karen De Santis, explica como foi processo de planejamento. “Nas reuniões, fomos vendo as necessidades, quais apoios seriam necessários, e chegamos no resultado da montagem da chocadeira, por meio de parceria com a empresa que faz a manutenção da BR-319”.

A capacitação para os trabalhos foi realizada pelos técnicos em monitoramento ambiental da Sema, que unem o conhecimento técnico-científico ao conhecimento popular. Foram ensinados os métodos de coleta, identificação da desova e a maneira correta de depositar os ovos na chocadeira.

Ataque de jacaré

O pescador e primeiro morador do trecho do meio da BR-319, Paulo Nazareth, afirma que tentou trabalhar no monitoramento por conta própria há 20 anos, mas não obteve sucesso. “No tempo que meu filho adoeceu precisei ir para Manaus, tinha um cercado para proteger os cágados. Mas como não tinha ninguém para cuidar deles, um jacaré entrou, arrombou a cerca, e levou os tracajás chocados todos embora”, contou.

Segundo especialistas e técnicos da Sema, a taxa de sobrevivência do quelônio manejado é de 15% a 20%, sendo que, na natureza, esta taxa é entre 0,5% a 2%.

“Enquanto eu existir nesse lugar e for vivo, a minha obrigação é fazer isso. Porque a gente convive com a natureza, e a gente sente muito a perda de um animal desse. A gente vê que está diminuindo as tartarugas. Então temos que trabalhar para recuperar. Têm nossos filhos, nossos netos, a nossa família e eles precisam disso”, completou o pescador.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Viu esta? Propriedade de Pelé e sítio de ‘A Fazenda’ estão à venda


O mercado de imóveis rurais de luxo no Brasil ganhou novos destaques, com o anúncio de venda de duas propriedades famosas: o sítio onde foi gravado o reality show “A Fazenda” (na foto acima) e a fazenda que pertenceu ao rei do futebol, Pelé.

As informações são do Portal Chaozão e a reportagem, originalmente escrita por Henrique Almeida, ficou entre as mais lidas do Canal Rural na última semana.

O sítio do programa televisivo, localizado em Itu, São Paulo, está disponível por R$ 7 milhões. O imóvel oferece uma estrutura preparada para turismo e criação de equinos. O local foi palco de diversas edições da atração e, além do apelo midiático, é considerado ideal para atividades de lazer.

Fazenda de Pelé

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Foto: Divulgação Chaozão

Outra propriedade que chama atenção é a fazenda de Pelé, situada em Juquiá, também no estado de São Paulo. Avaliada em R$ 35 milhões, a fazenda tem 661 hectares e é descrita como um local com grande potencial para atividades turísticas e comerciais, além de oferecer uma ampla estrutura para pecuária e agricultura.

De acordo com Geórgia Oliveira, CEO do Portal Chaozão, a compra de propriedades como essas exige não apenas um investimento financeiro considerável, mas também uma compreensão clara sobre o manejo e os custos operacionais de grandes fazendas.

Para os interessados, a lista destaca outras propriedades de alto valor no Brasil, mostrando que o setor de imóveis rurais de luxo segue em alta, com opções que atendem tanto a investidores quanto a quem busca um refúgio no campo sem abrir mão de conforto e infraestrutura.



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Probióticos ajudam a controlar doenças e promovem crescimento em mudas de café


Estudos recentes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Instituto Biológico de São Paulo (IB) e da Embrapa indicam que probióticos podem ser aliados importantes no controle de doenças e na promoção do crescimento de mudas de café.

Testes com dois probióticos comerciais formulados com Bacillus (Colostrum BIO 21 MIX e Colostrum BS), mostraram redução significativa na severidade de doenças do cafeeiro como ferrugem, mancha de phoma e mancha aureolada. Além disso, esses probióticos estimularam o desenvolvimento das mudas do cafeeiro.

De acordo com Guilherme de Freitas, que concluiu seu mestrado pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, os probióticos foram particularmente eficazes contra a ferrugem do cafeeiro, reduzindo sua severidade em até 95% nas mudas.

O produto Colostrum BIO 21 MIX contém uma mistura de Bacillus subtilis e várias bactérias do ácido lático (Lactobacillus spp, Enterococcus faecium e Pediococcus acidilactici entre outras) enquanto o Colostrum BS é composto apenas por células de Bacillus subtillis.

Além do controle de doenças, explica Freitas, os probióticos promoveram o crescimento das mudas de café, aumentando a massa fresca e seca da parte aérea, o volume radicular e a área foliar, o que pode estar relacionado à produção de fitohormônios pelas bactérias, bem como ao aumento na disponibilidade de nutrientes como fósforo e potássio do solo.

Foto: Carlos Alberto Meira/Embrapa

Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), destaca que a aplicação de probióticos também foi eficaz no controle de outras doenças. No caso da mancha de phoma, os probióticos Colostrum BIO 21 MIX e Colostrum BS reduziram a severidade em até 79%, enquanto para a mancha aureolada, a redução chegou a 56%.

Ferrugem impõe perdas de até 50%

O café, uma das culturas de maior importância nacional, é suscetível ao ataque de doenças que afetam diretamente a sua produtividade. Altos índices de severidade da ferrugem, principal doença da cultura, podem resultar em perdas de produção que variam de 35% a 50%, afirma a pesquisadora do Instituto Biológico Flavia Patrício, que também participou da pesquisa.

Ela conta que o uso de consórcios microbianos, como o presente no BIO 21 MIX, mostra-se promissor, pois combina microrganismos que atuam de forma sinérgica. A sua aplicação preventiva pode oferecer uma alternativa sustentável ao uso de agrotóxicos, contribuindo para a sanidade e a produtividade das plantações de café, uma vez que não existe produto biológico recomendado para o controle da mancha de phoma até o momento, de acordo com o Agrofit 2023. Contudo, há necessidade de se comprovar a sua eficiência no campo e a sua viabilidade econômica.

Como funcionam os probióticos nos cafezais

As bactérias do ácido lático produzem compostos como ácidos acético, lático e propiônico que são considerados determinantes na atividade antifúngica. Após serem administrados, os probióticos competem e impedem a adesão dos patógenos, produzem compostos antimicrobianos e estimulam a proliferação da microflora benéfica, além de também atuarem modulando o sistema imunológico do hospedeiro, no caso, o cafeeiro.

A utilização desses consórcios pode melhorar a saúde e a vitalidade das mudas de café desde as fases iniciais do cultivo, preparando-as para um crescimento mais vigoroso e sustentável quando transplantadas para o campo, estratégia que pode contribuir para o aumento da produtividade.

“Vale ressaltar também que as bactérias do ácido lático presentes nos probióticos são reconhecidas como seguras conforme estabelecido pela Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), e pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), portanto, podem ter maior agilidade para serem registrados para o segmento agrícola, ao serem comparados com produtos formulados com outras espécies ainda não estudadas”, explica Freitas.


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