domingo, agosto 2, 2026

Autor: Redação

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Funcionários de fazendas recebem capacitação para combate a incêndios florestais


Funcionários de fazendas no Oeste da Bahia, receberam capacitação para combate a incêndios florestais com uso de máquinas agrícolas. O treinamento foi direcionado a gestores, técnicos, operadores de máquinas e gerentes de fazendas da região, com o objetivo de capacitar equipes que estão na linha de frente no combate aos incêndios florestais.

De acordo com as entidades do setor, a demanda por esse tipo de treinamento é crescente entre os produtores rurais, especialmente diante da alta incidência de incêndios durante os períodos de seca e baixa umidade do ar.

Em setembro, o Canal Rural exibiu a segunda temporada da série especial “Cerrado Sem Fogo”, com os impactos das queimadas no Cerrado, na saúde das pessoas e produção agrícola.

No último episódio da série, representantes do setor agropecuário comentam sobre as ações de enfrentamento do problema que é recorrente no país todos os anos.

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Foto: Divulgação/Abapa

Com carga horária de 16 horas, parte teórica e prática, realizada na Algodoeira Zanotto Cotton, localizada no distrito de Novo Paraná, em Luís Eduardo Magalhães (BA), o curso atende uma demanda do setor produtivo.

O curso de combate a incêndios florestais com máquinas agrícolas foi realizado na última semana pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Importância

Além disso, o curso contou com o suporte institucional do Corpo de Bombeiros, reforçando a importância da formação especializada no manejo de máquinas agrícolas e caminhões-pipa no controle de focos de incêndio.

Segundo Deibi Soares dos Santos, instrutor do Centro de Treinamento da Abapa, “é muito importante saber utilizar as ferramentas diárias, como tratores e caminhões-pipa, no combate aos incêndios”.

De acordo com Aloísio Junior, gerente de Agronegócios da Aiba, “tendo em vista que na entressafra tivemos muitas demandas de combate a incêndio utilizando equipamentos agrícolas, o grande intuito do curso é preservar a vida dos profissionais envolvidos e resguardar os bens e as áreas produtivas e as áreas de reserva e de preservação permanente”.


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Marrocos concede isenção de impostos para carne bovina e ovina do Brasil



O governo do Marrocos anunciou a isenção total do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) para a importação de carne bovina, ovina, caprina e camelídea do Brasil. A decisão, formalizada por meio de ofício, concede uma cota de 20 mil toneladas de carnes e miúdos brasileiros, facilitando o acesso desses produtos ao mercado marroquino.

Essa conquista é resultado direto da missão oficial realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em abril deste ano, liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Julio Ramos. Durante a visita, a comitiva brasileira, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e a participação do embaixador do Brasil em Marrocos, Alexandre Parola, avançou nas negociações que culminaram na redução das tarifas marroquinas, que chegavam a 200% para carne bovina congelada.

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Além da cota de 20 mil toneladas, a regulamentação marroquina também permite a importação de até 120 mil cabeças de bovinos e 100 mil ovinos com isenção de IVA, medida que deve fortalecer ainda mais o comércio entre os dois países. No entanto, o imposto parafiscal continuará sendo aplicado aos importadores.

Julio Ramos destacou a importância da medida para o setor agropecuário brasileiro: “Esse acordo fortalece as relações diplomáticas e comerciais e amplia a competitividade do agro brasileiro em mercados estratégicos, como o de Marrocos.” Em 2023, Marrocos foi o quarto maior destino das exportações brasileiras para a África, e o comércio bilateral entre os países atingiu US$ 2,65 bilhões.



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indicador se aproxima dos R$ 70 por saca de 60 kg



Os preços do milho continuam subindo, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa (Campinas – SP) se aproximando dos R$ 70/saca de 60 kg, patamar verificado pela última vez no dia 9 de janeiro deste ano. 

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Pesquisadores do Cepea atribuem o movimento de alta à retração de vendedores e à necessidade de parte dos compradores recompor os estoques. 

Ressaltam também que os aumentos de preços ocorrem mesmo diante do avanço da semeadura da safra verão e de previsões indicando chuvas na maior parte das regiões produtoras. 

Relatório divulgado nesta semana pela Conab apontou a produção agregada de milho para 2024/25 em 119,74 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de 3,5% em relação ao volume de 2023/24.



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Chuvas desta semana devem favorecer o plantio da soja em algumas regiões do Brasil



O alerta climático da Safras & Mercado destaca que as chuvas desta semana no Brasil estarão mais concentradas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, beneficiando o plantio da soja.

O início da semana apresenta tempo aberto na Região Sul, mas há previsão de precipitações em grande parte da região central e norte, afetando estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e partes de São Paulo.

Na terça-feira (22), a previsão aponta chuvas para as regiões central e norte, incluindo Amazonas, Acre, Roraima, Mato Grosso, Pará e Tocantins, enquanto Maranhão e Piauí devem apresentar um clima mais seco.

Na quarta-feira (23), uma nova frente fria avançará pelo Sul, trazendo chuvas para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de afetar partes do Sudeste e do Centro-Oeste. Apesar de os volumes de chuvas esperados serem regulares, a distribuição pode ser irregular, com regiões como o norte do Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia mantendo tempo seco ao longo da semana.

Na faixa central do Brasil, as chuvas são importantes para o plantio do grão, mas podem causar interrupções na colheita de cana-de-açúcar. Na sexta-feira (26), o Sul deve retornar a um clima firme, facilitando a colheita do trigo e o plantio de arroz e soja. Além disso, há previsão de chuvas irregulares no Matopiba na virada do mês.

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Paraguai

No Paraguai, as chuvas da semana passada afetaram várias regiões produtoras, com volumes variados. A previsão indica tempo aberto até quarta-feira, quando uma nova frente fria deverá provocar chuvas. Esse sistema deve se mover rapidamente, permitindo que o tempo volte a ficar firme na sexta-feira (25).

Modelos meteorológicos indicam um retorno das chuvas entre os dias 29 e 30, embora de forma irregular. O modelo europeu sugere um clima mais aberto no país nos próximos sete a dez dias, com temperaturas possivelmente elevadas.



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nova lei reconhece evento como cultura popular



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei 15.008/24, que regulamenta o rodeio crioulo como atividade da cultura popular. A nova norma teve origem no projeto de lei 213/15, do deputado Giovani Cherini (PL-RS), aprovado na Câmara e pelo Senado.

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Rodeio crioulo é o evento que envolve animais nas atividades de montaria, provas de laço, vaquejada, gineteada, pealo, chasque, cura de terneiro, provas de rédeas e outras.

A nova lei traz dispositivos sobre defesa sanitária animal, exigindo atestados de vacinação contra a febre aftosa e de controle de anemia infecciosa equina; e de proteção à saúde e à integridade física dos animais, compreendendo o transporte e a acomodação deles.

O texto também obriga os organizadores de rodeio a contratar seguro de vida e invalidez permanente para as pessoas envolvidas diretamente com as provas, como peões, laçadores, juízes e narradores.



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oferta global recorde pressiona cotações



A oferta global recorde e os estoques elevados pressionaram as cotações da soja no spot brasileiro na última semana, segundo levantamentos do Cepea. Por outro lado, a valorização do dólar frente ao real limitou o movimento de baixa.

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Além disso, conforme colaboradores do Cepea, chuvas irregulares seguem deixando sojicultores nacionais em alerta e recuados nas comercializações.

Dados divulgados pelo USDA apontam produção mundial da oleaginosa na temporada 2024/25 em 428,9 milhões de toneladas, 8,6% superior às 394,7 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/24.

O esmagamento global é projetado em 346,3 milhões de toneladas e as transações globais, em 181,5 milhões de toneladas, respectivos aumentos de 4,8% e de 2,6% frente à temporada anterior; o estoque mundial também pode ser recorde, previsto em 134,6 milhões de toneladas.



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Mercado financeiro eleva previsão da inflação de 4,39% para 4,5%


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,39% para 4,5% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (21), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

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Para 2025, a projeção da inflação também subiu de 3,96% para 3,99%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A estimativa para 2024 está no teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua e, assim, o CMN não precisará mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em setembro, puxado principalmente pela conta de energia elétrica das residências, a inflação no país foi de 0,44% após o IPCA ter registrado deflação de 0,02% em agosto. De acordo com o IBGE, em 12 meses o IPCA acumula 4,42%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o colegiado elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos.

A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.

A próxima reunião do Copom está marcada para 5 e 6 de novembro, quando os analistas esperam um novo aumento da taxa básica. Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 11,75% ao ano.

Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 11,25% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 3,01% para 3,05%. No segundo trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) surpreendeu e subiu 1,4% em comparação com o primeiro trimestre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o segundo trimestre de 2023, a alta foi de 3,3%.

Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,93%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro estima expansão do PIB também em 2%, para os dois anos.

Em 2023, também superando as projeções, a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o IBGE. Em 2022, a taxa de crescimento havia sido de 3%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,42 para o fim deste ano. No fim de 2025, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,40.



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confira a previsão do tempo



Saiba como o clima irá se comportar nesta terça-feira (22) em todo o Brasil:

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Sul

Pancadas de chuva isoladas na região metropolitana de Curitiba, litoral e centro-sul do Paraná, e no litoral norte de Santa Catarina. Nas demais áreas, o sol aparece entre algumas nuvens e as temperaturas chegam até os 30 ºC.

Sudeste

Ainda há pancadas de chuva no interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, e não se descarta a possibilidade de temporais localizados. O estado do Rio de Janeiro terá tempo estável, com sol predominando entre algumas nuvens.

Centro-Oeste

A condição de tempo mais instável persiste em todo o Centro-Oeste. No Mato Grosso, a chuva pode ser de forte intensidade, acompanhada de trovoadas e raios. Em Goiás e no Distrito Federal, a chuva será mais isolada, mas com potencial para temporais. No Mato Grosso do Sul, o céu estará mais nublado, e, se houver chuva, será passageira.

Nordeste

A chuva se concentra no interior da Bahia e entre as capitais Salvador e Natal. O interior da região volta a ter tempo ensolarado e quente, com a umidade à tarde atingindo índices em torno de 30%.

Norte

Chove em grande parte da região. No Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins, Roraima e sul do Pará, a previsão é de pancadas de chuva com raios e trovoadas. As temperaturas sobem e a sensação à tarde será de abafado. Nas demais regiões do Pará e no Amapá, o tempo permanece ensolarado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mudanças climáticas intensificam presença de pragas


O aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas têm intensificado a presença de pragas nas lavouras brasileiras, exigindo dos agricultores novas estratégias de manejo. Segundo Felipe Biazola, gerente de produtos biológicos, esses fenômenos encurtam o ciclo de vida das pragas, aumentando o número de gerações dentro de uma mesma safra e provocando uma expansão geográfica significativa. “Regiões que antes não enfrentavam certos problemas, como a cigarrinha-do-milho, agora precisam lidar com essas ameaças, mesmo em climas mais frios”, alerta Biazola.

Clima e a aceleração dos ciclos de pragas

Segundo Biazola, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas são os principais responsáveis pela intensificação do problema. “As temperaturas elevadas encurtam o ciclo de vida das pragas, gerando mais gerações por safra e aumentando a população ao longo do ano”, explica. Em condições normais, o frio funciona como uma barreira natural, limitando a proliferação de muitas pragas.

Além disso, a expansão geográfica das pragas é outro fenômeno preocupante: “Regiões que antes não enfrentavam certas pragas agora estão suscetíveis devido ao aumento das médias térmicas”, comenta. Um exemplo citado foi a cigarrinha-do-milho, que, antes restrita a algumas áreas do Brasil, agora se espalha por todo o território, inclusive em regiões mais frias.

Chuvas irregulares e estresse das plantas

A escassez ou excesso de chuvas também interfere na resistência das culturas. “Com o estresse hídrico, as plantas se tornam mais vulneráveis a ataques de pragas, já que precisam dividir seus recursos entre o crescimento e a defesa”, destaca Biazola. Por outro lado, períodos de chuvas excessivas seguidos por estiagens afetam os predadores naturais das pragas, comprometendo o equilíbrio ecológico. “Esse desequilíbrio pode transformar pragas secundárias em problemas primários”, acrescenta.

Cigarrinha-do-Milho e Mosca-Branca: vetores de doenças

Entre as pragas emergentes, Felipe Biazola ressalta a importância de controlar a cigarrinha-do-milho e a mosca-branca. Ambas, além de causarem danos diretos, são vetores de doenças que impactam significativamente a produtividade. No caso da mosca-branca, a situação é mais complexa devido à sua capacidade de se hospedar em diversas culturas e plantas daninhas, o que facilita sua persistência entre safras.

Controle biológico como ferramenta fundamental

Questionado sobre as medidas preventivas, Biazola enfatiza a importância do manejo integrado e destaca o papel do controle biológico. “O controle biológico ajuda a manter as populações de pragas em níveis baixos, permitindo que o controle químico seja mais eficiente quando necessário”, esclarece. Ele também menciona a relevância do planejamento fitossanitário, desde a escolha de sementes até o escalonamento das janelas de plantio, para reduzir o impacto das condições adversas.

Felipe explica que a introdução de agentes biológicos no início do ciclo das pragas é uma estratégia eficaz. “Produtos biológicos à base de fungos, por exemplo, têm alta persistência no ambiente, agindo sobre as pragas adultas e inibindo a eclosão de novas gerações”, observa. Essa abordagem não apenas reduz a pressão inicial das pragas, mas também cria um ambiente favorável para o controle químico nos momentos críticos.

Pesquisa e inovação: o futuro do manejo agrícola

Para Felipe Biazola, a pesquisa é essencial para desenvolver soluções inovadoras diante das mudanças climáticas. “Estamos trabalhando na seleção de cepas de microrganismos mais resistentes a estresses térmicos e hídricos, além de aprimorar as formulações dos produtos para aumentar sua eficácia”, explica. A inovação também se estende à tecnologia de aplicação, com o objetivo de maximizar a exposição das pragas aos produtos biológicos e químicos.

“É fundamental integrar diferentes ferramentas e disciplinas, desde a biotecnologia das culturas até a tecnologia de aplicação, para alcançar um controle eficaz”, ressalta Biazola. A pesquisa, portanto, busca alinhar essas inovações para oferecer soluções mais resilientes e sustentáveis ao setor agropecuário.

Assista a entrevista na íntegra





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