Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca a volatilidade dos mercados globais: os juros dos títulos americanos seguem em alta, impulsionando o dólar, enquanto o preço do petróleo despencou após as tensões no Oriente Médio aliviarem. No Brasil, o Ibovespa teve alta impulsionada pela Vale.
O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a vista do pesquisador Fernando Alferez
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Foto: Fundecitrus
O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a vista do pesquisador Fernando Alferez, do Centro de Pesquisa e Educação do Sudoeste da Flórida (SWFREC), da Universidade da Flórida. Acompanhado de pesquisadores do Fundecitrus e da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Alferez conheceu, pela primeira vez, pomares e experimentos em algumas regiões do parque citrícola, os trabalhos desenvolvidos e a estrutura dos laboratórios da instituição em Araraquara (SP). Também em passagem pelo Brasil, o coordenador de projetos do Citrus Reserch and Development Foundation (CRDF) e pesquisador, Jim Graham, integrou o grupo de visitas técnicas por algumas propriedades.
Alferez tem destaque em trabalhos de melhorias de práticas horticulturais para o combate ao greening, com destaque para a utilização de cobertura individuais para a proteção de plantas jovens e o uso do regulador vegetal brassinosteroides. Para ele, a colaboração entre Brasil e EUA é muito importante para a geração de conhecimento sobre o manejo da doença. “Na Flórida, quando falamos em citros, nosso principal problema é o greening. Por esse motivo, é muito importante essa colaboração internacional já que estamos falando sobre uma doença que é muito complexa. Fiquei realmente muito impressionado com o que está sendo feito aqui no Brasil, os pesquisadores brasileiros e a indústria estão fazendo um trabalho muito importante para controlar a doença” diz.
O pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau também ressaltou a parcerias entre os países na busca por uma solução eficiente e sustentável de combate ao greening. “Foi uma visita bastante importante para o fortalecimento dessa parceria histórica entre o Fundecitrus e a Universidade da Flórida. Temos colaboração com diversos pesquisadores e isso é muito importante para os avanços das pesquisas e de novos estudos. Nosso manejo do greening e do psilídeo tem sido referência internacional e isso reforça a qualidade do trabalho que vem sendo desempenhado pelo citricultor brasileiro”, explica.
Alferez participou, ainda, de seminário direcionado aos estudantes da ExpertCitrus, especialização em fitossanidade dos citros. Na palestra ministrada para os alunos, “Brassinosteroides para mitigação do greening: desenvolver a adoção de soluções viáveis ??para ajudar os citricultores em um cenário endêmico provocado pelo greenig”, o pesquisador apresentou os resultados dos seus estudos.
A terça-feira começa com pancadas de chuva em grande parte do país. Em certas áreas, as precipitações chegam de moderada a forte intensidade, com chance de trovoadas. Acompanhe a previsão do tempo e comece o dia bem informado:
Sul
No decorrer desta terça-feira, o sol aparece entre nuvens e pode garoar no litoral do Paraná. Pode chover fraco e isolado no sul, oeste e leste do estado. Já em Santa Catarina, condição de pancadas no oeste, leste e litoral. No Rio Grande do Sul, as precipitações atingem o nordeste, norte e litoral norte. Em todas as demais regiões, tempo firme.
Sudeste
Dia mais encoberto e chuva a qualquer momento desde o litoral de São Paulo até o sul do Espírito Santo. Nessas áreas, as pancadas podem acontecer de moderada a forte intensidade. Chove forte ainda no centro-sul e Triângulo mineiro, além do centro-norte e interior de São Paulo devido ao calor e a alta umidade.
Centro-Oeste
Goiás, Distrito Federal e áreas do centro-sul e nordeste de Mato Grosso continuam recebendo chuva forte nesta terça-feira. Em Mato Grosso do Sul, as precipitações chegam em forma de pancadas com trovoadas principalmente a partir da tarde sobre a metade oeste e norte do estado. Somente no extremo sul e leste do estado é que o sol predomina.
Nordeste
O Nordeste brasileiro segue com condição de pouca chuva. Dia de sol, muito calor durante a tarde e chuva moderada no leste e sul da Bahia, assim como entre os litorais de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Pouca chuva no litoral do Maranhão e na faixa oeste do estado. Tempo firme nas demais áreas da Região.
Norte
Tempo firme em Roraima, no Amapá, na maior parte do Pará e do Tocantins. Chove em forma de pancadas no Amazonas, em Rondônia e na metade oeste e norte do Amazonas. Condição de temporais localizados.
Após um fim de semana marcado por chuvas expressivas em diversas regiões, o Espírito Santo entra em alerta para temporais nesta terça-feira (29).
A capital, Vitória, e as áreas ao redor estão no centro das atenções, com previsão de tempestades, combinando fortes temporais e chuva volumosa, com destaque para as áreas marcadas em roxo no mapa abaixo:
O lento deslocamento de uma frente fria pelo litoral do Sudeste continua intensificando as instabilidades sobre grande parte do estado. As condições atmosféricas já se mostraram críticas no fim de semana, quando acumulados expressivos de chuva foram registrados em várias cidades capixabas:
Ibatiba: 85,2 mm
Conceição do Castelo: 53,8 mm
Ibitirama: 50,4 mm
Alegre (Rio Alegre): 48,6 mm
Itaguaçu: 47,3 mm
Itarana: 46,6 mm
Brejetuba: 44,0 mm
Alegre (Celina): 39,2 mm
Domingos Martins: 38,6 mm
Alegre (Centro): 33,3 mm
Irupi: 32,0 mm
Afonso Cláudio (Fazenda Guandu): 27,1 mm
Com o volume acumulado de 139,9 mm até agora, a capital Vitória já ultrapassou a média esperada para todo o mês de outubro, que é de 123,9 mm. A expectativa é que a chuva continue intensa ao longo desta terça-feira, agravando o risco de alagamentos e transtornos na cidade.
A previsão aponta que as chuvas seguirão elevadas ao longo da semana, com potencial de novos acumulados significativos. O litoral norte do estado é uma área de destaque, com projeção de que os acumulados de chuva ultrapassem 150 mm nos próximos dias, elevando o risco de enchentes e deslizamentos de terra.
O mercado físico do boi gordo volta a apresentar elevação em seus preços no início desta semana.
O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a posição das escalas de abate, que seguem na menor posição da atual temporada.
Exportações permanecem em um ritmo acelerado, com grande quantidade de produto adquirido pela China nas últimas semanas.
“Além disso, foi evidenciada melhora dos preços pagos pela carne bovina no mercado internacional”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Preços do boi gordo
São Paulo: de maneira mais recorrente acontecem negociações ao nível de R$ 320 a arroba, mas negociações no estado se concentram entre R$ 310, R$ 315 a prazo.
Minas Gerais: foram relatadas negociações acima da referência média no estado. No Triângulo mineiro, indicação de negócios em até R$ 310/315 a arroba a prazo.
Goiás: novamente foram relatadas negociações acima da referência média. Em Goiânia, indicação de negócios em até R$ 310/315 a arroba a prazo.
Mato Grosso do Sul: mais um dia de negócios acima da referência média. Na região de Naviraí, indicação de negócios a R$ 310 a arroba a prazo. Em Campo Grande, em até R$ 310.
Mato Grosso: foram novamente relatadas negociações acima da referência média. Na região de Rondonópolis, relatos de negócios ao nível de R$ 305 a arroba a prazo. Em Cuiabá também foram relatadas negociações de mesmo preço.
Mercado atacadista
O mercado atacadista volta a apresentar acomodação em seus preços no início da semana, mas o ambiente de negócios volta a sugerir elevação dos preços no curto prazo.
De acordo com Iglesias, isso ocorre em linha com a entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.
“Ressaltando que a carne bovina tende a perder competitividade na comparação com proteínas mais acessíveis, em especial carne de frango”.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,20 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,20 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,30 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,7077 para venda e a R$ 5,7058 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6864 e a máxima de R$ 5,7209.
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Foto: Fundecitrus
A 3ª edição do FDC Repórter fala sobre o mapeamento, também conhecido como censo da citricultura. O objetivo desse trabalho, realizado em todo o cinturão citrícola e em regiões de expansão, é estimar o número de plantas produtivas e não produtivas de laranjeiras no cinturão citrícola. Confira mais detalhes na reportagem.
Os preços da soja no mercado brasileiro ficaram de estáveis a mais baixos nesta segunda-feira (28). No entanto, segundo a consultoria Safras & Mercado consultoria, no contexto atual, estão firmes e bem acima da paridade de exportação.
As cotações perderam força nos portos devido à menor disponibilidade do produto no momento. Assim, o dia não teve registro de negócios, salvo uma ou outra movimentação pontual.
No momento, os produtores estão focados no plantio da safra nova. A Bolsa de Chicago caiu e o dólar variou pouco.
Preços médios da saca de soja
Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136 para R$ 134
Região das Missões: recuou de R$ 135 para R$ 133
Porto de Rio Grande: baixou de R$ 144 para R$ 142
Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 140 para R$ 139
Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 145 para R$ 144
Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 149
Dourados (MS): permaneceu em R$ 140
Rio Verde (GO): caiu de R$ 135 para R$ 134
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços significativamente mais baixos. O grão e o óleo tiveram forte queda.
Os contratos acentuaram a retração, pressionados pela derrocada do petróleo em Londres e Nova York. O andamento da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos completa o quadro baixista aos preços.
Na semana anterior, o total semeado era de 16,8%. A semeadura está atrasada em relação a igual período do ano passado, quando o número era de 37,1%. A média dos últimos cinco anos é de 33,3%.
Contratos futuros da soja
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 13,75 centavos ou 1,39% a US$ 9,74 por bushel. A posição janeiro/25 teve cotação de US$ 9,86 por bushel, com recuo de 11,50 centavos ou 1,15%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,32% a US$ 304,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,69 centavos de dólar, com recuo de 1,46 centavo ou 3,3%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,7077 para venda e a R$ 5,7058 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6864 e a máxima de R$ 5,7209.
O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em 8 estados e no Distrito Federal (DF) na semana passada, como na anterior. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 66,28% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.
O etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:
Acre (69,72%),
Espírito Santo (69,68%),
Goiás (67,79%),
Mato Grosso (61,18%),
Mato Grosso do Sul (64,97%),
Minas Gerais (68,46%),
Paraná (68,82%) e
São Paulo (65,20%), além do Distrito Federal (66,08%).
No restante dos estados, continua mais vantajoso abastecer o carro com gasolina.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância da transição para uma agricultura de base biológica no Brasil durante participação no Fórum Brasil de Investimentos (BIF, na sigla em inglês). Segundo o ministro, apesar do avanço do setor em direção a práticas mais sustentáveis, ainda há barreiras para a adoção dos bioinsumos. “Há no Congresso Nacional uma tentativa de engessar essa mudança, dando aos bioinsumos o mesmo status dos agrotóxicos”, afirmou.
Teixeira apelou para que o Congresso Nacional apoie a expansão do uso de bioinsumos no país. “É importante que o Congresso legisle no sentido de permitir essa revolução dos bioinsumos no Brasil, para que possamos garantir uma alimentação mais saudável para a população”, declarou.
O ministro também mencionou o papel da agricultura familiar no desenvolvimento sustentável, observando que as oportunidades de integração produtiva são fundamentais para a recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento da pecuária sustentável. “Empresas nos procuram para trabalhar em assentamentos, em parcerias para que esses locais ajudem na recuperação de áreas e promovam a criação de gado de forma sustentável”, comentou.
Ele também destacou a crescente demanda por florestas produtivas, uma iniciativa que produtores de cacau, açaí e café já estão explorando para fortalecer seus negócios e atender ao mercado de bioativos.
Ele reforçou a necessidade de inclusão tecnológica para o agricultor familiar “O agricultor quer ter acesso a tecnologias: internet, drones, estufas, sistemas modernos de irrigação e novas sementes”, disse o ministro, ressaltando o “desafio brasileiro de integrar o que há de mais avançado com aqueles que ainda lutam pela sobrevivência”.
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Esses debates mostram a necessidade de uma comunicação eficaz da indústria – Foto: Pixabay
A percepção sobre o glúten entre os brasileiros e sua abordagem na mídia foram temas centrais do painel “O trigo e a Mídia”, ocorrido durante o Congresso Internacional da Indústria do trigo, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do trigo (Abitrigo) em Foz do Iguaçu (PR). Um levantamento da Buzzmonitor monitorou o termo “glúten” nas redes sociais e sites de informação entre abril e outubro de 2024, revelando o contexto de discussão e a predominância de visões positivas ou negativas.
Erick Garcia, gerente de Negócios da Buzzmonitor, apresentou os resultados, enfatizando a relevância de entender como o glúten é discutido digitalmente. Ele apontou que 46,6% das publicações sobre o tema têm uma perspectiva positiva, enquanto 31,4% são negativas e 22% neutras. O público feminino foi o mais engajado, representando 63,5% das interações. Para a indústria do trigo, compreender essas dinâmicas é vital, pois as percepções públicas podem influenciar diretamente a aceitação e as vendas de produtos à base de trigo.
Rogério Tondo, presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo, destacou que, excluindo pessoas celíacas ou com problemas médicos, a maioria da população pode consumir derivados de trigo normalmente. O pesquisador Gilberto Igrejas reforçou que o trigo é um alimento nutritivo, alertando sobre os riscos de dietas sem glúten adotadas sem necessidade médica, que podem levar a deficiências nutricionais. Vanderli Marchiori, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição em Saúde Mental, acrescentou que a saúde é resultado de um conjunto de decisões e não da exclusão de carboidratos.
Esses debates mostram a necessidade de uma comunicação eficaz da indústria, promovendo informações corretas para combater a desinformação e atender à demanda crescente por produtos saudáveis.