sábado, agosto 1, 2026

Autor: Redação

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Chicago sobe com a valorização do petróleo e demanda americana



Os contratos de soja em grão na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta na sessão eletrônica, com o otimismo da quarta-feira (30). A recuperação busca compensar as perdas acumuladas na semana, impulsionada pela valorização do petróleo em Nova York e pela forte demanda pelo produto norte-americano.

Por outro lado, apesar do movimento positivo, os ganhos do grão enfrentam limitações devido à oferta global, favorecida pela colheita avançada nos Estados Unidos e pelo clima propício para a semeadura no Brasil.

Além disso, a incerteza em relação à oferta chinesa também pressiona os preços, especialmente após declarações do Ministério da Agricultura da China sobre uma possível cooperação mais estreita com a Rússia no setor.

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Contratos futuros da soja

Os contratos de soja com vencimento em novembro foram cotados a US$ 9,81 3/4 por bushel, com uma queda de 5,25 centavos de dólar, ou 0,53%, em comparação ao fechamento anterior.

No dia anterior, os preços da soja registraram alta, tanto para grão quanto para óleo, enquanto as cotações do farelo mostraram comportamento misto. A recuperação foi alimentada pela diminuição das exportações brasileiras e pela demanda aquecida pela soja dos Estados Unidos.

O aumento do petróleo e a queda do dólar em relação a outras moedas também contribuíram para o cenário altista. Contudo, em determinados momentos, os preços recuaram, refletindo as pressões da colheita nos EUA.

Já os contratos de soja com entrega em novembro de 2024 encerraram o dia com alta de 11,25 centavos de dólar por bushel, ou 1,16%, a US$ 9,76 1/2 por bushel. Para a posição de janeiro de 2025, a cotação foi de US$9,91 1/4 por bushel, um avanço de 12,25 centavos de dólar, ou 1,25%.

As informações são da Safras & Mercado.



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Inovação e tecnologia reduzem custos e aumentam produtividade no agro


Reduzir custos em todas as etapas da cadeia produtiva, em especial nas operações de campo, como plantio, colheita e tratos culturais é uma busca eterna do produtor rural. Por maior rentabilidade, o setor aposta em soluções que possam tornar a atividade mais competitiva, como forma de preservar as margens do negócio.

Cada vez mais, o foco está nos grupos de despesas que têm mais peso nas contas, como nos gastos com combustível, por exemplo, que no caso da soja representam em torno de 10% do custo operacional de produção. Garantir mais eficiência no consumo do diesel, com melhor rendimento do maquinário, pode representar um ganho robusto no custo médio de produção.

Nesse sentido, com ajuda da tecnologia e inovação, a manutenção das máquinas, com a devida regulagem dos equipamentos, ganha um aliado determinante, o primeiro combustível desenvolvido especificamente para o agronegócio brasileiro. Com especificações técnicas e características singulares no mercado, que permitem melhor desempenho com menor consumo, o novo diesel Agritop da Vibra traz para o mercado uma solução completa em aditivação avançada que garante alta eficiência e proteção para motores e sistemas de injeção.

“A melhora na eficiência da queima do diesel proporciona melhor performance e economia operacional de até 5% no combustível. Além disso, o alto teor de cetano em sua composição garante melhor combustão, trazendo comprovados 10% em maior potência e resposta do motor. Outro benefício é a eliminação de 100% de depósitos em injetores, com 70% menos bloqueio dos filtros”, explica Juliano Prado, vice-presidente executivo Comercial B2B e Aviação da Vibra. Conforme os testes e validações de campo, o Agritop evita em até 80% as paradas repentinas do maquinário pelo acúmulo desses resíduos.

O diesel Agritop atua de maneira preventiva em relação a biocomponentes, fator importante diante do recente aumento da porcentagem de biodiesel no diesel. O novo diesel apresenta melhor desempenho, inclusive nos casos em que o teor de biodiesel é mais alto, minimizando assim possíveis impactos na operação do maquinário. Na prática, com sua aditivação premium e composição com agentes antioxidantes, o novo Agritop garante um aumento seguro do teor de biodiesel, reduzindo em 100% a formação de borra e sujeira, o que garante uma melhor performance de tratores, colheitadeiras e pulverizadores para o produtor rural.

Com atuação em todo o território nacional, a Vibra é a única distribuidora presente em todos os estados brasileiros. E a primeira com um diesel, também único no mercado, formulado especificamente para as necessidades do campo e das máquinas agrícolas.

“Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida do agricultor, otimizar e reduzir custos na operação de campo. Seja pelo menor desembolso operacional, seja com a manutenção do maquinário”, acrescenta Vanessa Gordilho, vice-presidente de Produtos e Marketing da Vibra.

O novo diesel Agritop atua de maneira preventiva, diante da sazonalidade natural da atividade, evitando que máquinas paradas por meses na entressafra causem degradação no sistema de combustão, o que inevitavelmente gera altos custos de manutenção.

Quer saber mais? Acesse www.vibraenergia.com.br/vibra-agritop



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Produção de carnes do Brasil deve crescer 22% em dez anos



A produção brasileira de carnes deve crescer 22,21% nos próximos dez anos, passando de 30,776 milhões de toneladas previstas para este ano para 37,597 milhões de toneladas de carne de frango, bovina e suína em 2034.

A estimativa consta no estudo anual “Projeções do Agronegócio” da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o ministério, a produção deve crescer a uma taxa anual de 2,4% para carne de frango e suína e de 1,1% para a proteína bovina.

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O maior aumento previsto é para carne de frango, de 28,4%, com a produção podendo alcançar 19,497 milhões de toneladas em 2034 ante 15,189 milhões de toneladas estimados para este ano. A produção de carne suína deve crescer 27,5% em dez anos, de 5,366 milhões de toneladas para 6,840 milhões de toneladas. Já a produção de carne bovina tende a aumentar 10,2%, de 10,221 milhões de toneladas para 11,260 milhões de toneladas.

O consumo doméstico de carnes deve crescer 18,15% nos próximos dez anos, estima o ministério, passando de 20,954 milhões de toneladas neste ano para 24,758 milhões de toneladas. A maior alta projetada é no consumo de carne de frango, de 26,9%, para 12,799 milhões de toneladas. Na sequência, vem a carne suína com aumento de 25,4% projetado no consumo, para 5,206 milhões de toneladas. Por último, a demanda interna por carne bovina tende a subir 0,6% em dez anos, para 6,753 milhões de toneladas.

As exportações de carne bovina devem somar 12,671 milhões de toneladas em 2034, aumento de 27,9% ante a previsão de 9,907 milhões de toneladas para este ano. “Quanto às exportações, as projeções indicam elevadas taxas de crescimento para os três tipos de carnes analisados. As exportações representam a variável mais relevante no crescimento das carnes. As estimativas projetam um quadro favorável para as exportações brasileiras”, destacou o ministério no estudo.

As vendas externas de carne de frango tendem a aumentar 29,7% nos próximos anos, para 6,620 milhões de toneladas em 2034, enquanto as exportações de carne bovina devem subir 27,1%, para 4,540 milhões de toneladas em 2034, e os embarques de carne suína devem avançar 22,5%, para 1,511 milhão de toneladas em 2034.

De acordo com o ministério, conforme projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve se tornar o maior exportador mundial de carne bovina em 2033, respondendo por 27,5% dos embarques globais, líder também em embarques de frango com 41% das exportações mundiais, e terceiro de carne suína.

“Este cenário está sendo fortalecido pelos diversos acordos feitos pelo governo brasileiro com países consumidores, representando fortalecimento de mercados já sedimentados e, novos países que importarão carnes brasileiras, garantindo a posição de destaque no mercado internacional”, avaliou a pasta.

Para o leite, o ministério calcula aumento de 19% na produção em dez anos, saindo de 36,2 bilhões de litros em 2024 para 43,1 bilhões ao fim de 2034. O consumo deve ficar em 46,079 bilhões de litros e as exportações em 168 milhões de litros, enquanto a importação pode alcançar 1,322 bilhões de litros em 2034.



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Período de defeso da piracema começa em 1º de novembro em São Paulo



A partir do dia 1º de novembro, terá início o período de defeso da piracema nas principais bacias hidrográficas de São Paulo, abrangendo os rios das bacias do Paraná e do Atlântico Sudeste.

A medida, que se estenderá até 28 de fevereiro de 2025, visa a preservação das espécies nativas durante a fase de reprodução, permitindo a pesca apenas de espécies alóctones e exóticas.

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Durante o defeso, os pescadores poderão capturar espécies como a tilápia, carpa, tucunaré, e o bagre americano, mas devem observar restrições de método e local de pesca.

Na Bacia do Paraná, a pesca é permitida apenas de forma desembarcada e com equipamentos específicos, como linha de mão, caniço, vara com molinete ou carretilha, enquanto na Bacia do Atlântico Sudeste, incluindo o rio Juquiá, a pesca pode ser tanto embarcada quanto desembarcada.

Para garantir a conformidade, o Instituto de Pesca orienta os pescadores a seguirem as normas do Ibama (IN 25/2009 para a Bacia do Paraná e IN 195/2008 para a Bacia do Atlântico Sudeste).

Aqueles que se dedicam à pesca artesanal podem solicitar o Seguro Defeso, um benefício temporário destinado aos pescadores durante o período de proibição, disponível online no site do governo federal.



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Viracopos recebe carros da F1 e despacha frutas no voo de volta



O setor exportador aproveitou as aeronaves que, no domingo (27), trouxeram para Viracopos, em Campinas, os carros da disputa do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, para carregá-las com frutas destinadas ao exterior.

Em nota, o Ministério da Agricultura disse que foram enviadas mangas, mamões, limões e gengibre para Amsterdã, na Holanda, em um cargueiro, e também mamão para Lisboa, em Portugal, e manga para Paris, na França, em aeronaves de passageiros.

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As cargas foram inspecionadas pelo Vigiagro, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária.



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AgroNewsPolítica & Agro

Qual é o improvável futuro do agro?



Atualmente, a produtividade agrícola cresce entre 1,5% a 2% ao ano



Atualmente, a produtividade agrícola cresce entre 1,5% a 2% ao ano
Atualmente, a produtividade agrícola cresce entre 1,5% a 2% ao ano – Foto: USDA

Marcos Rubin, fundador da Veeries, reflete sobre o futuro da agricultura inspirado por Vinod Khosla, um renomado investidor em tecnologia. Em um podcast, Khosla afirmou que “apenas o improvável é importante para avaliar o futuro”, ressaltando que os especialistas frequentemente olham para o passado ao projetar o futuro, o que limita a inovação. Rubin se questiona sobre o impacto que um aumento de 3%  na produtividade agrícola poderia ter, desafiando as expectativas atuais.

Atualmente, a produtividade agrícola cresce entre 1,5% a 2% ao ano, e a área plantada aumenta de 1% a 2% anualmente, com o Brasil liderando essa expansão. O consumo de proteína deve crescer com a renda, e a indústria de ração continua dependente de soja e milho. Tecnologias inovadoras estão otimizando a eficiência operacional na agropecuária, enquanto o comércio global de grãos segue em ascensão.

Contudo, Rubin sugere que devemos considerar cenários improváveis. Entre eles, uma revolução na produtividade agrícola com ganhos superiores a 3% ao ano poderia reduzir a necessidade de expansão de áreas cultivadas. Avanços genéticos poderiam permitir o cultivo em regiões antes inadequadas, e a indústria de ração poderia se reinventar com produtos sintéticos mais eficientes. Além disso, alternativas sintéticas para algodão, café e açúcar podem transformar o mercado, enquanto o combate à obesidade pode mudar hábitos alimentares globais. Essas considerações não são meras especulações; muitas inovações estão em andamento. Rubin convida todos a imaginar fatores improváveis que possam impactar a produção de commodities e o consumo de alimentos.





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10 filmes de terror no campo para assistir no Halloween



Nada como o cenário de uma fazenda ou uma vila rural para ambientar filmes de terror que exploram o medo de forma única. Com personagens inusitados e cenários isolados, essa lista traz clássicos e obras cult do terror no campo, onde o sobrenatural encontra o agrícola. Confira a lista para maratonar neste Halloween:

A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

George Romero usa o campo para o clássico dos zumbis. Em uma fazenda na Pensilvânia, um casal enfrenta hordas de mortos-vivos. Romero fez história com uma trama de baixa produção e altas doses de horror, onde a sobrevivência é testada ao limite.

A Noite dos Coelhos (1972)

Quando uma experiência dá errado, coelhinhos fofos se transformam em monstros gigantes. Eles destroem uma cidadezinha nos EUA e mostram que, no campo, até os coelhos podem aterrorizar!

Colheita Maldita (1986)

Adaptado de Stephen King, crianças de uma vila usam sangue humano para fertilizar os campos. Este é um clássico onde o campo vira um cenário macabro para o terror psicológico.

Vampiros se refugiam em uma fazenda de escravos nos EUA. Com Tom Cruise e Brad Pitt, o filme traz uma elegância gótica ao campo, transformando a fazenda em um covil noturno.

O Pacto dos Lobos (2002)

Inspirado na França do século XVIII, o filme conta a história da Besta de Gévaudan, que aterrorizava uma vila rural. Um biólogo e aliados tentam deter a criatura mítica em meio à paisagem bucólica.

Maldição (2005)

Baseado em eventos reais, este filme narra a história da família Bell, que vive assombrada por um espírito em sua fazenda. Barulhos estranhos e visões fantasmagóricas levam a família à beira da loucura.



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O que o agro tem a ver com o Halloween? Entenda


Foto: Pixabay

O Halloween, muito popular nos Estados Unidos e em outros países, tem suas origens em uma antiga celebração agrícola celta chamada Samhain, realizada há mais de dois mil anos. Esse festival marcava o fim da colheita e o início das estações frias no hemisfério norte, sendo um momento de preparação para o inverno rigoroso.

Com o significado de “fim do verão”, o Samhain também era visto como o Ano Novo Celta e envolvia a colheita de grãos e vegetais, além do preparo de animais para o inverno. O festival era celebrado com banquetes, fogueiras e rituais para proteger as comunidades e garantir uma boa safra no ano seguinte.

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O Samhain, entretanto, não estava ligado apenas à agricultura, mas também a aspectos espirituais. Na tradição celta, acreditava-se que durante o Samhain o mundo dos vivos e dos mortos se tornava mais próximo, permitindo que as almas dos antepassados visitassem suas antigas casas. Para afastar maus espíritos, os celtas usavam máscaras e acendiam fogueiras.

Com a migração de irlandeses para os Estados Unidos no século 19, a celebração celta do Samhain se transformou, gradualmente, no Halloween moderno, que incorporou elementos típicos da cultura agrícola americana.

Nos Estados Unidos, abóboras, espantalhos e milho passaram a simbolizar a celebração. A famosa “Jack-o’-lantern” — abóbora esculpida com rosto assustador — substituiu o nabo, um vegetal utilizado originalmente na Irlanda para simbolizar a lenda de Jack, um personagem que enganou o diabo.

Foto: Pixabay

O espantalho, uma figura comum nas plantações de milho americanas, também se tornou parte das decorações de Halloween, refletindo a importância da agricultura na festa.

Assim, mesmo com o passar dos séculos, o Halloween moderno mantém uma forte conexão com suas origens agrícolas, celebrando a colheita e a conexão simbólica entre a vida e a morte.

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas não aliviam seca prolongada na Ucrânia e Rússia



Chuvas insuficientes agravam situação de seca




Foto: Divulgação

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica que, após um breve período de chuvas, o clima seco voltou a prevalecer no leste da Ucrânia e no oeste da Rússia. Embora tenham ocorrido chuvas leves e esparsas, entre 2 e 10 mm, esses volumes não foram suficientes para aliviar a seca prolongada na região. O mais recente Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido por satélite, revelou que a condição das colheitas permanece ruim a crítica em muitas dessas áreas, mesmo após a precipitação isolada na semana anterior.

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Em contraste, a Moldávia, o oeste e o centro da Ucrânia, e a Bielorrússia registraram condições completamente secas, favorecendo o trabalho de campo sazonal e o desenvolvimento das culturas de inverno após um setembro e uma primeira quinzena de outubro muito chuvosos. Nessas áreas, o VHI apontou uma saúde das colheitas variando de razoável a boa.

Ao longo da costa do Mar Negro, as temperaturas permaneceram próximas ou ligeiramente abaixo do normal, mas, mais ao norte, registraram-se leituras de até 4°C acima da média. O relatório também destaca que as culturas de inverno na região tendem a entrar em dormência do início de novembro nos distritos central e do Volga, na Rússia, até o final do mês ao longo da costa do Mar Negro.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar sobe em linha com emergentes com China e Oriente Médio em foco


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar subia frente ao real nesta quarta-feira, em linha com a força da moeda dos EUA no exterior, à medida que investidores analisavam dados do IPCA de setembro, que vieram praticamente em linha com o esperado, e avaliavam os efeitos de fatores externos sobre as divisas de países emergentes.

Às 9h46, o dólar à vista subia 0,51%, a 5,5614 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,37%, a 5,571 reais na venda.

Nesta sessão, o real acompanhava o movimento de seus pares emergentes, que ampliavam as perdas frente à moeda norte-americana diante de um cenário de incertezas para ativos de maior risco, com investidores aguardando notícias de China e Oriente Médio.

O governo chinês anunciou nesta quarta que o Ministério das Finanças realizará uma entrevista coletiva de imprensa no sábado para detalhar as medidas fiscais de estímulo que adotará para impulsionar a economia do país, um dia depois de os mercados se decepcionarem com a apresentação de um planejador estatal.

O otimismo pelas medidas de estímulo na China se dissipou na sessão de terça-feira, derrubando moedas de países emergentes, cujas exportações de diversas mercadorias, principalmente commodities, estão atreladas ao grande mercado consumidor da segunda maior economia do mundo.

“O pacote da China pode mexer bastante no mercado se for razoável ou até estimulador. Se houver um incentivo bem relevante, a tendência é que as commodities venham a subir, favorecendo exportadores de commodities como o Brasil”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

A aversão ao risco em mercados emergentes se mantinha nesta sessão, com o dólar avançando sobre divisas como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano.

A moeda dos EUA ainda era beneficiada pelo cenário incerto no Oriente Médio, com investidores avaliando se a recente escalada nas tensões geopolíticas pode provocar uma guerra ampla entre Israel e Irã.

Por outro lado, os rendimentos dos Treasuries estavam praticamente estáveis, após forte avanço recente na esteira de movimento de reavaliação de expectativas sobre o ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,21%, a 102,700.

Todas as atenções na quinta-feira se voltarão à divulgação de novos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, com agentes financeiros em busca de sinais sobre a trajetória de juros do Fed.

Mais tarde nesta sessão, os mercados avaliarão a ata da mais recente reunião do banco central dos EUA, quando as autoridades decidiram reduzir a taxa de juros em 50 pontos-base a fim de enfrentar o enfraquecimento do mercado de trabalho.

No cenário doméstico, o foco estava nos dados do IPCA de setembro, divulgados na abertura da sessão. O índice acelerou para uma alta de 0,44% no mês, ante queda de 0,02% em agosto. Em 12 meses, a inflação brasileira chegou a 4,42%. Economistas esperavam alta de 0,46% no mês, segundo pesquisa da Reuters.

Após os dados, houve movimentação na curva de juros brasileira, com juros futuros subindo, à medida que a alta dos preços se aproximou do teto da meta de inflação de 4,50%, provocando consolidação de apostas de aumento da taxa Selic em novembro.





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