sábado, agosto 1, 2026

Autor: Redação

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Mistura de 25% de biodiesel ao diesel não é factível no momento, diz Anfavea


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avalia que o avanço da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel é mais factível de ser alcançada para 20% (B20) que para 25% (B25).

“Estamos mais próximos de avaliar do que seria B20 que B25. Temos condições de fazer isso mais rapidamente com o B20, assim como com 30% de etanol em detrimento de 35%, e posteriormente trabalhar com o B25”, disse o diretor de Sustentabilidade e de Parcerias Estratégicas e Institucionais da Anfavea, Henry Joseph Junior.

Segundo ele, a entidade também considera a combinação do biodiesel com outras fontes de biocombustíveis, além de oxigenadores que poderiam entrar na mistura, como o HVO.

A fala do executivo foi proferida durante workshop sobre a regulamentação da lei do Combustível do Futuro, realizado pelo Ministério de Minas e Energia na tarde desta quinta-feira (31).

Lei do Combustível do Futuro

A lei do combustível do futuro, sancionada pelo governo no início deste mês, prevê que a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030 e poderá atingir 25% a partir de 2031.

Atualmente, o percentual adotado é de 14%, devendo passar para 15% em março de 2025. O aumento do mandato, previsto na lei 14.993/2024, é condicionado à análise de viabilidade técnica da mistura, à análise de impacto regulatório e à definição do percentual da mistura pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O novo marco legal dos biocombustíveis gerou embate entre o setor energético e o agronegócio, sobretudo quanto à não inclusão do diesel coprocessado no projeto (diesel R5 fabricado pela Petrobras com adição de 5% de combustível renovável ao diesel) e a respeito da exigência de testes para elevação do teor obrigatório do biocombustível ao óleo fóssil.

Testes de viabilidade técnica do biodiesel

biodiesel soja abiovebiodiesel soja abiove
Foto: Pixabay

O diretor da Anfavea defendeu também a realização de testes para atestar a viabilidade técnica para elevação da mistura com participação dos consumidores e dos distribuidores dos biocombustíveis.

“A nova especificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para biocombustíveis foi um divisor de águas para o biodiesel porque trata da qualidade do produto de modo mais abrangente. Espero que com ela as nossas preocupações com a qualidade do biodiesel tenham ficado para trás, assim como os problemas que tivemos com testes”, observou.

Para Joseph Junior, o modelo de testes precisará incluir volume do biodiesel a ser auferido, localização dos testes e possibilidade de concentração de testes.



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Mistura de 25% de biodiesel ao diesel não é factível no momento, diz Anfavea


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avalia que o avanço da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel é mais factível de ser alcançada para 20% (B20) que para 25% (B25).

“Estamos mais próximos de avaliar do que seria B20 que B25. Temos condições de fazer isso mais rapidamente com o B20, assim como com 30% de etanol em detrimento de 35%, e posteriormente trabalhar com o B25”, disse o diretor de Sustentabilidade e de Parcerias Estratégicas e Institucionais da Anfavea, Henry Joseph Junior.

Segundo ele, a entidade também considera a combinação do biodiesel com outras fontes de biocombustíveis, além de oxigenadores que poderiam entrar na mistura, como o HVO.

A fala do executivo foi proferida durante workshop sobre a regulamentação da lei do Combustível do Futuro, realizado pelo Ministério de Minas e Energia na tarde desta quinta-feira (31).

Lei do Combustível do Futuro

A lei do combustível do futuro, sancionada pelo governo no início deste mês, prevê que a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030 e poderá atingir 25% a partir de 2031.

Atualmente, o percentual adotado é de 14%, devendo passar para 15% em março de 2025. O aumento do mandato, previsto na lei 14.993/2024, é condicionado à análise de viabilidade técnica da mistura, à análise de impacto regulatório e à definição do percentual da mistura pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O novo marco legal dos biocombustíveis gerou embate entre o setor energético e o agronegócio, sobretudo quanto à não inclusão do diesel coprocessado no projeto (diesel R5 fabricado pela Petrobras com adição de 5% de combustível renovável ao diesel) e a respeito da exigência de testes para elevação do teor obrigatório do biocombustível ao óleo fóssil.

Testes de viabilidade técnica do biodiesel

biodiesel soja abiovebiodiesel soja abiove
Foto: Pixabay

O diretor da Anfavea defendeu também a realização de testes para atestar a viabilidade técnica para elevação da mistura com participação dos consumidores e dos distribuidores dos biocombustíveis.

“A nova especificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para biocombustíveis foi um divisor de águas para o biodiesel porque trata da qualidade do produto de modo mais abrangente. Espero que com ela as nossas preocupações com a qualidade do biodiesel tenham ficado para trás, assim como os problemas que tivemos com testes”, observou.

Para Joseph Junior, o modelo de testes precisará incluir volume do biodiesel a ser auferido, localização dos testes e possibilidade de concentração de testes.



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confira os preços do grão



Os preços da soja nas principais praças de comercialização do Brasil apresentaram variações nesta quinta-feira (31). Foram registrados apenas lotes pequenos de soja comercializados, com disparidade entre as ofertas de compradores e vendedores.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Preços por região

  • Passo Fundo (RS): de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Missões (RS): de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): de R$ 141,00 para R$ 140,00
  • Porto de Paranaguá (PR): segue em R$ 145,00
  • Rondonópolis (MT): permanece em R$ 150,00
  • Dourados (MS): segue em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): de R$ 135,00 para R$ 136,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com altas para o grão, quedas para o farelo e acentuadas altas para o óleo. Em outubro, a posição novembro/24 acumulou uma queda de 7,05%.

O mercado continuou a apresentar ganhos, impulsionado pela forte demanda pela soja norte-americana. No entanto, a ampla oferta nos Estados Unidos e na América do Sul limitou a reação, impactando negativamente o farelo.

USDA

Os exportadores privados dos EUA reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 150.000 toneladas de farelo e torta de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2024/25.

As exportações líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 2.273.300 toneladas na semana encerrada em 24 de outubro, com a China liderando as importações, adquirindo 715.000 toneladas. As previsões dos analistas variavam entre 1,6 milhão e 2,95 milhões de toneladas, conforme dados divulgados pelo USDA.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,00 centavos, ou 0,61%, a US$ 9,82 1/2 por bushel. A posição janeiro/25 teve cotação de US$ 9,94 1/2 por bushel, com um ganho de 3,25 centavos, ou 0,32%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com queda de US$ 2,10, ou 0,69%, a US$ 299,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 45,14 centavos de dólar, com um ganho de 1,33 centavo, ou 3,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,7813 para venda e R$ 5,7793 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7537 e a máxima de R$ 5,7938. No acumulado do mês, a divisa subiu 6,12%.



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Projeto de lei propõe fim de financiamento público a atividades que geram desmatamento


Apresentado pelo deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) nesta quinta-feira (31), o projeto de lei complementar PLP 176/2024 propõe que, até 2045, 100% dos recursos das carteiras de financiamento dos bancos públicos, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sejam destinados a atividades sustentáveis.

A proposta também prevê uma revisão nos recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), administrados pelo Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB) e Banco do Brasil.

O texto do parlamentar, elaborado com apoio do Instituto Escolhas, prioriza o investimento em atividades e cadeias produtivas sustentáveis, restringindo o financiamento para setores que promovem desmatamento ou uso intensivo de combustíveis fósseis.

O projeto também condiciona a concessão de crédito com recursos dos Fundos Constitucionais à análise prévia do perfil socioambiental do solicitante, gerenciado em um banco de dados do Banco Central, proibindo financiamentos para perfis de médio ou alto risco.

De acordo com o deputado, o PLP propõe, ainda, uma conexão entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e instituições financeiras, que passariam a receber relatórios de desmatamento para avaliar financiamentos em áreas críticas.

Segundo Tatto, nos municípios com maior índice de desmatamento, a concessão de crédito dependerá de autorização expressa do presidente do banco.

“Esse projeto de lei complementar é um passo essencial para redirecionar recursos e gerenciar riscos socioambientais e climáticos, proporcionando ao Brasil uma economia de baixo carbono. Para isso, precisamos de uma mudança ousada nas políticas de financiamento. Queremos debater com o parlamento e a sociedade a construção de um marco legal nesse sentido”, afirma o parlamentar.

Lei quer incluir trabalhadores rurais no BNDES

BNDES anuncia concurso com salário inicial de R$ 20,9 mil e 150 vagas, cooperativasBNDES anuncia concurso com salário inicial de R$ 20,9 mil e 150 vagas, cooperativas
Foto: Agência Brasil

Em 2024, o orçamento dos Fundos Constitucionais de Financiamento atingiu R$ 60 bilhões, de acordo com o diretor executivo do Instituto Escolhas, Sergio Leitão.

“Esse montante deve ser canalizado para as prioridades socioambientais urgentes, apoiando o desenvolvimento de uma economia baseada na restauração da natureza, com geração de emprego, renda e mitigação climática”, argumenta.

Segundo ele, outro aspecto relevante do projeto é a inclusão de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais no Conselho de Administração do BNDES, bem como nos conselhos deliberativos da Sudam, Sudene e Sudeco. Assim, espera-se ampliar a representatividade dessas comunidades na tomada de decisões sobre o destino dos recursos públicos.

“Esse projeto visa interromper o financiamento ao desmatamento e às atividades que impulsionam as mudanças climáticas, além de dar voz aos setores mais vulneráveis da sociedade na definição do uso dos recursos públicos”, diz Leitão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Atraso no plantio de soja em MT preocupa



Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas



Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas e doenças
Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas e doenças – Foto: Pixabay

O atraso no plantio de soja em Mato Grosso representa um desafio significativo, exigindo dos produtores planejamento cuidadoso e práticas de manejo adequadas. Segundo o boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o plantio apresenta um atraso de 14,32 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior e de 6,59 pontos na comparação com a média dos últimos cinco anos. A irregularidade das chuvas impediu o cumprimento do calendário da safra 2024/25, resultando em apenas 55,73% dos 12,66 milhões de hectares previstos semeados até meados de outubro, em comparação aos 65% do ano anterior.

Esse início seco da safra cria um ambiente propício à proliferação de pragas e doenças, devido às plantas debilitadas. A orientação de consultorias técnicas é fundamental nesse contexto. A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) disponibiliza ferramentas para auxiliar na tomada de decisões. A Dra. Lucia Vivan, especialista em entomologia da Fundação, alerta que a seca pode acelerar a colonização da mosca branca, ocasionando danos em estágios iniciais da soja, como fumagina e queda de folhas.

Além disso, a falta de água provoca estresse nas plantas, tornando-as mais vulneráveis ao ataque de nematoides. Segundo a Dra. Tania Santos, especialista em nematologia da Fundação, a falta de conhecimento sobre a infestação pode agravar problemas, especialmente em anos de seca. Diagnosticar precocemente a presença desses parasitas é crucial para adotar estratégias eficazes, como o uso de cultivares resistentes e rotação de culturas. Essas medidas são essenciais para garantir a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso diante de condições climáticas adversas.





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Plantio de soja no RS avança; confira os dados da semeadura



O plantio de soja no Rio Grande do Sul avançou para 10% da área total estimada, segundo informações da Emater/RS. Na semana passada, o percentual estava em 3%, o mesmo observado no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos para essa época do ano é de 16%.

A expansão das atividades de plantio foi especialmente notada em grandes propriedades e em regiões onde não há colheita de trigo ou semeadura de arroz no momento. As lavouras semeadas até agora mostram uma emergência rápida e uniforme, com um estande de plantas considerado satisfatório. Essas condições são resultados das boas taxas de umidade e temperatura do solo.

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A maior parte dos agricultores continua concentrada na colheita e na dessecação das restevas de trigo, aveia, canola e pastagens, com o preparo do terreno para o plantio de soja previsto para continuar ao longo de novembro.

A Emater/RS-Ascar reforça a importância da atenção ao ciclo de maturação das cultivares e à classificação dos solos em relação à água disponível. Essas orientações visam garantir que o plantio ocorra dentro da janela preferencial, com baixos riscos e atendendo às exigências do Proagro, que oferece cobertura contra eventuais prejuízos.

A área total projetada para cultivo de soja é de aproximadamente 6.811.344 hectares, com uma produtividade média estimada em 3.179 kg/ha. A expectativa é que, com as condições climáticas favoráveis, a safra deste ano possa ser promissora para os produtores do estado.

As informações são da Safras & Mercado.



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Queda na exportação de manga faz preço da fruta cair na Bahia, diz Seagri


A redução na exportação da manga é um dos motivos apontados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) para a queda do preço da fruta que agrava crise na produção no Vale do São Francisco.

De acordo com a Seagri, os produtores enfrentam um cenário de preços historicamente baixos, comprometendo a viabilidade de suas atividades.

Na semana passada, a variedade Palmer foi comercializada a apenas R$ 0,90/kg, enquanto a manga Tommy atingiu R$ 0,62/kg, representando quedas de até 30% em relação à semana anterior, de acordo com a cotação de preços diária feita pela Secretaria.

A principal causa desse desequilíbrio no mercado é a oferta excessiva da fruta, resultado da baixa demanda externa.

Segundo a pasta, a exportação para os Estados Unidos, principal destino da manga brasileira, foi significativamente reduzida nos últimos meses devido a problemas logísticos, como a greve nos portos norte-americanos.

Contudo, a análise aponta que o excesso do produto no mercado interno, fez os preços entrarem em queda livre, pressionando as margens dos produtores.

Em baixa

A perspectiva para as próximas semanas não é animadora, avaliam os técnicos da Seagri. A expectativa é de que os preços da fruta continuem baixos até o fim do ano, uma vez que a demanda interna não é suficiente para absorver toda a produção.

A recuperação dos preços dependerá da normalização das exportações para os Estados Unidos, o que pode ocorrer gradualmente com o fim da greve nos portos.

MangaManga
Foto: Marcelino Ribeiro

Diante desse cenário desafiador, os produtores de manga do Vale do São Francisco buscam alternativas para minimizar os prejuízos e garantir a sustentabilidade da atividade.

Além disso, entre as medidas adotadas estão a redução dos custos de produção, a diversificação da produção e a busca por novos mercados consumidores.


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Informações sobre a qualidade da carne brasileira serão distribuídas na China



Para fortalecer laços com o mercado chinês, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), participará da China International Import Expo (CIIE), a ser realizada entre os dias 5 e 10 de novembro, em Xangai, na China.

Com o foco no reforço da imagem do Brasil no mercado chinês, serão distribuídos materiais promocionais com informações sobre a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da avicultura e da suinocultura do Brasil, além de contatos das empresas exportadoras que fornecem ao país asiático.

“Temos boas expectativas quanto à qualificação do público presente, exatamente pelo perfil oficial do evento. Nesta ação, vamos focar no fortalecimento institucional setorial que gerarão boas oportunidades de negócios futuros para os exportadores de proteína animal do Brasil”, avalia a coordenadora de promoção da ABPA, Nayara Dalmolin, que representará a Associação brasileira no encontro.

Paralelamente, o presidente da entidade, Ricardo Santin, participará por vídeo do 15º China International Meat Conference 2024, evento paralelo ao CIEE com a participação de autoridades governamentais e stakeholders do mercado chinês.

Organizado pelo Governo da China, o CIIE é o maior evento do país asiático voltado para setores fornecedores de diversos segmentos para este mercado, incluindo alimentos, indústria automobilística, tecnologia, inovação, saúde e outros.

Principal destino da carne

A China é o principal destino das exportações de carne suína e de frango do Brasil. Apenas nos nove primeiros meses de 2024, o país adquiriu 408 mil toneladas de carne de frango e 180 mil toneladas de carne suína.

De acordo com a ABPA, essas importações geraram no período uma receita de US$ 1,3 bilhão ao Brasil.



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Brasil é 2º país com mais fluxo de investimento estrangeiro direto, diz OCDE



A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que o Brasil é o segundo país que mais recebeu fluxos de investimento estrangeiro direto (IED), atrás apenas dos Estados Unidos nos primeiros seis meses do ano, segundo relatório publicado nesta quinta-feira (31).

Na perspectiva global, o fluxo de IED se recuperou para US$ 802 bilhões no primeiro semestre de 2024.

“Os fluxos de IED no Brasil permaneceram estáveis, pois os movimentos em empréstimos intraempresariais e maiores lucros reinvestidos compensaram uma diminuição nos fluxos de capital”, explica a OCDE.

No documento, a OCDE menciona que os fluxos de IED para a China continuaram diminuindo, isso por conta do contexto de risco geopolítico e pela incerteza econômica do país.

Na visão da organização, esses fatores impactam a confiança dos investidores estrangeiros.



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Avanços em biotecnologia da soja e a transformação do grão no Brasil



Desde o lançamento da primeira biotecnologia para a soja na safra 2002/2003, a produção no Brasil cresceu de 41 milhões para 150 milhões de toneladas anuais, responsável por tornar o país como o maior produtor e exportador do grão. Nos últimos 10 anos, as biotecnologias contribuíram com 21,2 milhões de toneladas adicionais, segundo a Agroconsult.

De acordo com a consultoria, o aumento resultou em um impacto econômico de R$ 114 bilhões, com o benefício em diversos setores. A adoção de biotecnologias que controlam pragas e são tolerantes a herbicidas revolucionou a agricultura tropical, com aumento da produtividade e redução de custos.

Em 2024, o PIB da cadeia produtiva da soja e biodiesel está estimado em R$ 422 bilhões, o que representa 18% do PIB do agronegócio e 3,9% do PIB nacional. O aumento na produção também beneficiou a balança comercial, com 12,8 milhões de toneladas exportadas a mais nos últimos 10 anos, com um acréscimo de US$ 8,3 bilhões em reservas.

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Cada vez mais produtores

A confiança dos produtores nas biotecnologias é evidente: a adoção das biotecnologias Bt saltou de 4% na safra de 2013/2014 para mais de 90% em 2023/2024. A terceira geração de biotecnologia de soja tem permitido produtividades superiores a 100 sacas por hectare, graças à colaboração entre agricultores e pesquisadores.

O desenvolvimento de biotecnologias leva de 12 a 14 anos, mas um ambiente favorável à inovação tem gerado impactos positivos na agricultura. As biotecnologias otimizam o uso de defensivos e diminuem a necessidade de novas áreas cultiváveis, reduzindo custos. Nos últimos 10 anos, os investimentos em sementes totalizaram R$ 68,6 bilhões, com uma economia de R$ 72,3 bilhões em defensivos e um ganho de R$ 54,8 bilhões em rentabilidade.

Além disso, houve uma redução de 834 mil toneladas no uso de defensivos e diminuições no consumo de combustível (183 milhões de litros) e água (6,2 bilhões de litros), contribuindo para a redução de 24,8 milhões de toneladas de CO2.

O futuro e o avanço em biotecnologias

O futuro da agricultura é promissor, com avanços em biotecnologia previstos para a próxima década, com o foco em uma produção mais eficiente e sustentável. A Intacta 2 Xtend® é uma inovação que permite produtividades superiores a 100 sacas por hectare.

A colaboração estreita com agricultores, distribuidores e pesquisadores tem sido essencial para o desenvolvimento de biotecnologias que atendam aos desafios do setor. Ao cocriar soluções, é possível identificar e monitorar problemas como pragas e adversidades climáticas, garantindo uma resposta mais eficaz às necessidades dos produtores.



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