sexta-feira, julho 31, 2026

Autor: Redação

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poder de compra avança sobre o farelo, mas cai frente ao milho



Os preços dos ovos encerraram outubro em alta em relação ao mês anterior, de acordo com levantamentos do Cepea.

Quanto aos principais insumos utilizados na avicultura de postura, o comportamento dos valores foi distinto: enquanto o milho teve valorização mais intensa, o farelo de soja apresentou leve queda de setembro para outubro, também conforme pesquisas do Cepea. 

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Assim, o poder de compra do avicultor de postura paulista caiu frente ao cereal pelo quarto mês consecutivo, mas avançou na comparação com o derivado da oleaginosa, interrompendo o movimento de queda que vinha sendo observado há seis meses. 

Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento nos preços dos ovos foi influenciado pela demanda, que se recuperou no início de outubro, elevando as cotações na primeira quinzena e, consequentemente, a média mensal, e pela redução da oferta, devido ao descarte das poedeiras mais velhas.



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média de preços em outubro é a maior em 14 meses



Os preços da mandioca seguem em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. A média de outubro para a raiz posta fecularia subiu 10,1% em relação ao mês anterior, para R$ 632,37/t (R$ 1,0998 por grama de amido), o maior valor, em termos nominais, desde agosto/23. 

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Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso sobre os preços da mandioca continua vindo sobretudo da oferta restrita, uma vez que a maior parte dos produtores tem postergado a comercialização, seja pela baixa rentabilidade ou por priorizar plantio e/ou tratos culturais em outras atividades agrícolas. 

A demanda, por sua vez, segue maior que a oferta, tanto por parte da indústria de fécula como, mais recentemente, pelas farinheiras do Paraná e do estado de São Paulo, ainda conforme o Cepea.



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AgroNewsPolítica & Agro

Impactos das eleições americanas nas commodities



Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa



Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa
Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa – Foto: Pixabay

Na semana passada, a Veeries, liderada por Marcos Rubin, esteve na China para discutir temas importantes relacionados à economia e ao setor agrícola. Entre os tópicos abordados, a possibilidade de Donald Trump retornar à presidência dos Estados Unidos e o impacto que isso poderia ter nas relações comerciais entre os EUA e a China se destacaram. O receio de uma nova guerra comercial poderia ter consequências diretas nas negociações bilaterais, especialmente nas commodities agrícolas. 

A primeira fase do conflito, iniciada em 2018, já resultou em uma queda nas importações de soja americana pela China, o que permitiu ao Brasil preencher parte desse espaço. Com as eleições americanas se aproximando, agendadas para o dia 5 de novembro, as pesquisas indicam uma disputa acirrada entre Trump e a atual vice-presidente, Kamala Harris.

Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa, que está se acomodando em níveis mais baixos, se comparados aos padrões anteriores. A infraestrutura do país já está amplamente consolidada, e setores como a construção civil estão enfrentando os desafios de uma expansão acelerada. Esse novo cenário exige uma adaptação das estratégias econômicas, uma vez que o crescimento robusto do passado não será mais uma realidade.

Além disso, o governo chinês tem demonstrado um compromisso contínuo em aumentar a segurança alimentar e a produção de alimentos, o que se traduz em investimentos em tecnologia e na expansão da área agrícola. Uma mudança relevante que vem sendo observada é a tendência de aumento no tamanho médio das propriedades agrícolas, o que pode, teoricamente, proporcionar ganhos de escala e produtividade. Essas transformações estruturais na agricultura chinesa podem ter implicações significativas tanto para a produção local quanto para o comércio internacional de commodities.

 





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Previsão de alta do PIB de 2024 sobe de 3,08% para 3,10% no Focus do BC



A mediana das previsões dos economistas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 aumentou pela quarta semana seguida, de 3,08% para 3,10%, aproximando-se das estimativas do BC e do Ministério da Fazenda, de 3,20%. Considerando apenas as 64 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 3,07% para 3,10%.

A estimativa intermediária para 2025 se manteve em 1,93%, estável há quatro semanas, apesar da expectativa de um ciclo maior de aumento de juros – que, tudo mais constante, deveria esfriar a atividade.

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Considerando apenas as 108 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 1,90% para 1,97%.

Os economistas do mercado não alteraram as projeções de crescimento da economia em 2026 e 2027. Ambas permaneceram em 2,0%, como já estão há 65 e 67 semanas, respectivamente.



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Ibama apreende 24 t de camarão-rosa sem origem legal e doa para o Fome Zero



Em uma operação realizada esta semana em Belém, no Pará, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu cerca de 24 toneladas de camarão-rosa (farfantepenaeus brasiliensis) congelado. A ação ocorreu com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental do Pará após uma empresa pesqueira não apresentar a documentação exigida que comprovasse a origem legal do pescado.

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Diante da irregularidade, o Ibama destinou o camarão apreendido ao programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (Sesc), vinculado ao Fome Zero. O camarão-rosa será distribuído a instituições que atendem pessoas em situação de insegurança alimentar, convertendo o produto apreendido em um benefício social para a população vulnerável.



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Mapa apreende 10,5 t de arroz com fraude em supermercados



Em uma operação de rotina realizada no dia 28 de outubro, fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreenderam 10,5 toneladas de arroz em uma rede de supermercados em Araraquara, São Paulo. A irregularidade foi identificada após a análise de 2.119 pacotes de 5 quilos cada, produzidos por uma empresa do Rio Grande do Sul. O rótulo do produto indicava que o arroz era de classe longo fino e tipo 1, mas a análise fiscal classificou o alimento como tipo 3, caracterizado por um maior percentual de grãos quebrados e quirera.

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Conforme a Instrução Normativa Ministerial nº 06/2009, o arroz tipo 1 deve conter, no máximo, 7,5% de grãos quebrados e quirera. No entanto, os lotes analisados apresentavam 24,59% desses fragmentos, mais que o triplo do permitido. A discrepância representa uma fraude ao consumidor, pois o produto vendido não corresponde à qualidade anunciada na embalagem.

A empresa envolvida, com sede no Rio Grande do Sul e distribuição nacional, é reincidente em infrações desse tipo. O Mapa iniciará um processo administrativo fiscal contra a empresa, garantindo seu direito de defesa. Se confirmada a irregularidade, a empresa será obrigada a substituir os lotes apreendidos por produtos conformes. Além disso, os produtos recolhidos serão encaminhados para reprocesso na indústria, sob supervisão de agentes fiscais, para que sejam reenquadrados na classificação correta.

A apreensão foi realizada com base no Decreto Federal 6.268/2007 e na lei federal 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole, que estabelece sanções em casos de não conformidade. O Mapa reforça que o nome da empresa só será divulgado após o fim do processo administrativo.



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com cenário externo favorável e maior demanda, Chicago opera em alta



Os contratos da soja em grão registram preços significativamente mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado recupera as perdas registradas na semana anterior, impulsionado pela crescente demanda pelo grão dos Estados Unidos. Os preços baixos atraem compradores, enquanto os agricultores norte-americanos seguem com uma das maiores colheitas da história.

O cenário externo também favorece a alta das cotações, com a significativa desvalorização do dólar frente a outras moedas e a alta expressiva do petróleo em Nova York, que já ultrapassa 3%.

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Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 9,95 por bushel, alta de 12,50 centavos de dólar, ou 1,27%, em relação ao fechamento anterior.

Na sexta-feira (01), a soja fechou com preços mais baixos para o grão, acentuadamente mais baixos para o farelo e fortemente mais altos para o óleo. Na semana, a posição janeiro/25 do grão acumulou queda de 0,38%.

O mercado, que vinha sendo sustentado pela forte demanda pela soja norte-americana, perdeu força e reverteu para o território negativo. O final da sessão foi bastante volátil. Preponderou a previsão de clima benéfico ao plantio e ao desenvolvimento das lavouras no Brasil. A força do dólar frente a outras moedas também pressionou as cotações.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2025 fecharam com baixa de 0,75 centavo ou 0,07% a US$ 9,93 3/4 por bushel. A posição março/25 teve cotação de US$ 10,08 1/4 por bushel, com recuo de 1,25 centavo ou 0,12%.



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Soja: preços encerram outubro próximos da estabilidade



Levantamento do Cepea mostra que os preços da soja estiveram praticamente estáveis ao longo da última semana. 

De um lado, pesquisadores do Cepea explicam que a firme demanda por óleo de soja e a valorização cambial deram suporte às cotações do grão.

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De outro, as recentes chuvas na América do Sul e a maior oferta nos Estados Unidos interromperam as altas. 

De setembro para outubro, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná subiram 1,4% e 2,2%, respectivamente, ainda conforme pesquisas do Cepea.



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indicador sobe 13,4% no mês



O Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa (Campinas – SP) encerrou outubro a R$ 72,94/saca de kg, acumulando valorização de 13,4% no mês e atingindo o maior patamar desde 18 de abril de 2023. 

Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de alta foi sustentado pela demanda interna aquecida e pela retração de vendedores no decorrer de outubro. 

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Compradores indicam ter dificuldades em adquirir novos lotes, alegando baixa disponibilidade no spot nacional e altos valores pedidos por produtores. 

Do lado da oferta, colaboradores do Cepea apontam que a expectativa de que os preços sigam avançando mantém produtores afastados dos negócios e atentos ao andamento da atual safra verão. 

O retorno das chuvas nas principais regiões favoreceu a semeadura da safra verão, o que, conforme pesquisadores do Cepea, ameniza em partes as recentes preocupações relacionadas a possíveis atrasos na segunda safra de 2025.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de citros finaliza com rendimento abaixo do esperado


A Emater/RS-Ascar informou, em seu boletim semanal divulgado nesta quinta-feira (31), que a colheita de citros na região de Frederico Westphalen está praticamente concluída, com cerca de 98% da área já colhida. No entanto, as produtividades de laranjas de suco e de mesa ficaram abaixo das expectativas iniciais. As variedades Valência, Folha Murcha, Iapar 73, Salustiana e Rubi alcançaram cerca de 15 toneladas por hectare, abaixo da expectativa de 18 t/ha. Já as variedades de laranja-de-umbigo Bahia e Bahia Monte Parnaso registraram 12 t/ha, em contraste com a previsão de 15 t/ha. Para as variedades de bergamota Ponkan, Murcott e Montenegrina, a produtividade final foi de 12 t/ha, acima do esperado, enquanto o limão Tahiti ficou em 20 t/ha, abaixo da projeção de 26 t/ha.

Com o fim da colheita, inicia-se um novo ciclo de desenvolvimento dos frutos, que conta com o clima favorável para o pegamento e crescimento saudável. O manejo dos pomares segue com adubação e aplicação de tratamentos fitossanitários para controle de pragas e doenças, com foco nas ocorrências de clorose variegada dos citros (CVC) e leprose.

Os preços da laranja suco variam entre R$ 2.250 e R$ 2.350 por tonelada para a indústria e R$ 2.800 a R$ 3.000 para o mercado de frutas frescas. Para a laranja de umbigo e a bergamota Murcott, os valores de mercado estão entre R$ 2,50 e R$ 2,80 por quilo, enquanto a Montenegrina é comercializada entre R$ 2,50 e R$ 3,00/kg.

Na região de Lajeado, incluindo Montenegro, Brochier, Maratá e São José do Sul, a colheita foi encerrada, mas a comercialização de bergamotas armazenadas em câmaras frias continua. Apesar das adversidades climáticas, a safra foi avaliada de forma positiva pelos produtores, que obtiveram bons preços. O foco atual está nas práticas de poda, monitoramento e controle fitossanitário para a nova safra, que promete um bom rendimento devido às condições climáticas favoráveis e uma floração robusta. O limão, comercializado em caixas de 20 kg, alcança valores entre R$ 95 e R$ 100.





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