sexta-feira, julho 31, 2026

Autor: Redação

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Governo de SP lança programa para impulsionar café canephora e atrair novos mercados



Em um evento realizado no Instituto Biológico (IB-Apta), em São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou o Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de coffea canephora, conhecido como café canephora. A iniciativa, em parceria com a iniciativa privada, busca revitalizar a cafeicultura no oeste e noroeste do estado, fortalecendo o setor e gerando desenvolvimento rural e regional.

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Com um investimento de R$ 500 milhões, o programa pretende beneficiar cerca de 20 mil produtores paulistas, criando condições para o cultivo do café canephora, um grão adaptado a climas mais quentes e úmidos e que apresenta produtividade 60% superior à média do café arábica, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O projeto visa não apenas expandir a produção para atender ao mercado nacional e internacional, mas também trazer inovação e sustentabilidade ao setor.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, destacou a importância do projeto para a recuperação de áreas degradadas: “A região oeste de São Paulo, com suas vantagens hidrográficas, tem grande potencial para o cultivo do café canephora, uma cultura que pode agregar sustentabilidade financeira e ambiental, além de proporcionar ao produtor a oportunidade de recuperar pastagens degradadas e aumentar sua rentabilidade.”

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) coordenará a execução do programa em um modelo de gestão participativa, em colaboração com a Câmara Setorial do Café e com apoio de instituições parceiras, como a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).

Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, ressaltou a importância da pesquisa científica para o programa: “Com o melhoramento dos cultivares, produzimos conhecimento de alto valor para o setor agropecuário, gerando tecnologia de ponta para oferecer melhores resultados à população.”

Entre as principais diretrizes do programa estão a validação de tecnologias para o cultivo adaptadas ao oeste paulista, o estímulo à produção de mudas de alta qualidade genética e fitossanitária, a criação de vitrines tecnológicas e áreas piloto, e a capacitação de técnicos e produtores rurais. Parcerias com empresas dos setores de torrefação, solubilização, irrigação e comercialização também fazem parte do projeto.

O coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas da Secretaria, José Carlos de Faria Jr, celebrou o lançamento do programa, destacando a importância do envolvimento do setor produtivo e da colaboração entre a secretaria e as Câmaras para a realização desse projeto.

O interesse pelo café canephora está em crescimento no mercado internacional, devido às suas características de alta produtividade e adaptação climática. A expectativa é que o programa impulsione a competitividade do café paulista, beneficiando produtores e consolidando a posição de São Paulo como importante polo de produção de café.



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Projeto exige distância mínima entre moradia de trabalhador rural e depósito de defensivos



A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3263/23, para exigir que o empregador adote distâncias mínimas entre as moradias ou os alojamentos dos trabalhadores rurais e as plantações e os depósitos de defensivos agrícolas armazenados ou aplicados nas fazendas.

A proposta aprovada altera a Lei do Trabalho Rural e também estabelece que as distâncias mínimas deverão seguir as normas técnicas pertinentes e as orientações dos fabricantes dos defensivos agrícolas.

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O relator, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do texto. “Essa medida, em conjunto com outras já estabelecidas, aumentará a segurança dos trabalhadores, na medida em que reduzirá os riscos”, defendeu.

Já o autor da proposta, deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE), contou que a exposição aos defensivos agrícolas pode causar problemas de saúde ao trabalhador

De acordo com a Agência Câmara, projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bandeira amarela passa a valer e conta de luz ficará mais barata


Com o aumento no volume de chuvas, a bandeira tarifária amarela começa a valer nesta sexta-feira (1º), ou seja, a conta de luz ficará mais barata. A cobrança extra passará a ser de R$ 1,885 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos. 

Em outubro, a bandeira estava no nível vermelho patamar 2, a mais cara de todas, com a cobrança de R$ 7,877 por 100 kWh. Desde agosto de 2021 que a tarifa mais alta não era acionada.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um dos fatores que determinaram a redução da bandeira tarifária para amarela foi a melhoria nas condições de geração de energia no país. A agência reguladora, no entanto, informou que a previsão de chuvas e de vazões nas regiões das hidrelétricas continua abaixo da média, o que justifica o acionamento da bandeira tarifária para cobrir os custos da geração termelétrica para atender às necessidades dos consumidores.

Uma sequência de bandeiras verdes, sem a cobrança de tarifas extras, foi iniciada em abril de 2022. A série foi interrompida em julho deste ano, com a bandeira amarela, seguida da bandeira verde em agosto, e da vermelha patamar 1, em setembro. Com as ondas de calor e as fortes secas no início do segundo semestre, a Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 2 em outubro.

Bandeiras tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos de R$ 1,885 (bandeira amarela), R$ 4,463 (bandeira vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, vigorou uma bandeira de escassez hídrica de R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O SIN é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte.

Praticamente todo o país é coberto pelo SIN, à exceção de algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Segundo a Aneel, as bandeiras permitem ao consumidor um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. “Mesmo que as condições de geração sejam favoráveis, é necessário continuar com bons hábitos de consumo que evitam desperdícios e contribuem para a sustentabilidade do setor elétrico. Com o acionamento da bandeira amarela, a vigilância quanto ao uso responsável da energia elétrica é fundamental. A orientação é para utilizar a energia de forma consciente”, recomenda a agência reguladora. 





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Frente fria traz chuva forte ao Sul e instabilidades se espalham; saiba onde



Saiba como o clima irá se comportar em todas as regiões do Brasil nesta terça-feira (5):

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Sul

O deslocamento de uma frente fria aumenta as instabilidades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, trazendo um clima mais instável e condições para pancadas de chuva fortes. As temperaturas diminuem um pouco no estado gaúcho. No Paraná, o sol deve aparecer um pouco mais nas regiões oeste, sudoeste e noroeste, com possibilidade de pancadas de chuva. Já o leste e o litoral do estado terão um tempo mais fechado e chuvoso.

Sudeste

O tempo permanece instável no estado de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais, com previsão de chuva persistente e risco de temporais. Há muitas nuvens no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, no leste e nordeste de Minas Gerais, com pancadas de chuva mais irregulares.

Centro-Oeste

A terça-feira continuará com clima bastante instável na região. Previsão de chuva forte em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e no norte e nordeste de Mato Grosso do Sul. O sol deve aparecer um pouco mais no centro-sul de Mato Grosso do Sul, mas há possibilidade de chuva a qualquer momento, com risco de trovoadas.

Nordeste

A chuva deve continuar entre o oeste e o sul da Bahia, com previsão de pancadas irregulares e possibilidade de chuva forte em Salvador, Aracaju e Recife. Tempo firme nas demais áreas, incluindo Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e no interior de Pernambuco.

Norte

Na terça-feira, há previsão de pancadas de chuva entre o Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins, com chance de alguns temporais localizados e risco de raios e trovoadas. O tempo se mantém firme na maior parte do interior e norte do Pará, oeste e sul do Amapá e leste de Roraima.



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Plantio da soja em Rio Verde (GO) avança e atinge mais de 80% de área



O plantio da safra 2024/25 da soja em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, está em andamento e já atingiu mais de 85% da área estimada de 400 mil hectares, segundo informações da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo).

De acordo com o departamento técnico da cooperativa, o plantio nas regiões de alta altitude foi concluído na semana passada, enquanto nas áreas de baixa altitude o cultivo deve ser finalizado nos próximos dias. As chuvas têm sido regulares, o que tem contribuído para um bom desenvolvimento das lavouras.

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Projeções para o estado

Segundo um levantamento da Safras & Mercado, Goiás deverá plantar cerca de 4,85 milhões de hectares de soja na safra 2024/25, um aumento de 2,1% em relação aos 4,75 milhões de hectares da safra anterior. Até 1 de novembro, o plantio no estado atingia 63% da área total, um avanço em comparação aos 35% registrados na semana anterior e aos 44% do mesmo período em 2023. A média dos últimos cinco anos é de 46%.

As expectativas para a produção de soja são promissoras, com uma estimativa de 18,531 milhões de toneladas para a safra 2024/25, com um aumento de 7,1% em relação às 17,298 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/24. O rendimento médio das lavouras deve alcançar 3.840 quilos por hectare, superior aos 3.660 quilos por hectare do ano anterior.

Com as condições climáticas favoráveis e a boa gestão nas lavouras, a safra 2024/25 de soja em Goiás promete ser uma das melhores dos últimos anos, trazendo otimismo aos produtores da região.



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poder de compra avança sobre o farelo, mas cai frente ao milho



Os preços dos ovos encerraram outubro em alta em relação ao mês anterior, de acordo com levantamentos do Cepea.

Quanto aos principais insumos utilizados na avicultura de postura, o comportamento dos valores foi distinto: enquanto o milho teve valorização mais intensa, o farelo de soja apresentou leve queda de setembro para outubro, também conforme pesquisas do Cepea. 

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Assim, o poder de compra do avicultor de postura paulista caiu frente ao cereal pelo quarto mês consecutivo, mas avançou na comparação com o derivado da oleaginosa, interrompendo o movimento de queda que vinha sendo observado há seis meses. 

Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento nos preços dos ovos foi influenciado pela demanda, que se recuperou no início de outubro, elevando as cotações na primeira quinzena e, consequentemente, a média mensal, e pela redução da oferta, devido ao descarte das poedeiras mais velhas.



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média de preços em outubro é a maior em 14 meses



Os preços da mandioca seguem em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. A média de outubro para a raiz posta fecularia subiu 10,1% em relação ao mês anterior, para R$ 632,37/t (R$ 1,0998 por grama de amido), o maior valor, em termos nominais, desde agosto/23. 

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Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso sobre os preços da mandioca continua vindo sobretudo da oferta restrita, uma vez que a maior parte dos produtores tem postergado a comercialização, seja pela baixa rentabilidade ou por priorizar plantio e/ou tratos culturais em outras atividades agrícolas. 

A demanda, por sua vez, segue maior que a oferta, tanto por parte da indústria de fécula como, mais recentemente, pelas farinheiras do Paraná e do estado de São Paulo, ainda conforme o Cepea.



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AgroNewsPolítica & Agro

Impactos das eleições americanas nas commodities



Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa



Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa
Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa – Foto: Pixabay

Na semana passada, a Veeries, liderada por Marcos Rubin, esteve na China para discutir temas importantes relacionados à economia e ao setor agrícola. Entre os tópicos abordados, a possibilidade de Donald Trump retornar à presidência dos Estados Unidos e o impacto que isso poderia ter nas relações comerciais entre os EUA e a China se destacaram. O receio de uma nova guerra comercial poderia ter consequências diretas nas negociações bilaterais, especialmente nas commodities agrícolas. 

A primeira fase do conflito, iniciada em 2018, já resultou em uma queda nas importações de soja americana pela China, o que permitiu ao Brasil preencher parte desse espaço. Com as eleições americanas se aproximando, agendadas para o dia 5 de novembro, as pesquisas indicam uma disputa acirrada entre Trump e a atual vice-presidente, Kamala Harris.

Outro ponto discutido foi a nova fase de crescimento da economia chinesa, que está se acomodando em níveis mais baixos, se comparados aos padrões anteriores. A infraestrutura do país já está amplamente consolidada, e setores como a construção civil estão enfrentando os desafios de uma expansão acelerada. Esse novo cenário exige uma adaptação das estratégias econômicas, uma vez que o crescimento robusto do passado não será mais uma realidade.

Além disso, o governo chinês tem demonstrado um compromisso contínuo em aumentar a segurança alimentar e a produção de alimentos, o que se traduz em investimentos em tecnologia e na expansão da área agrícola. Uma mudança relevante que vem sendo observada é a tendência de aumento no tamanho médio das propriedades agrícolas, o que pode, teoricamente, proporcionar ganhos de escala e produtividade. Essas transformações estruturais na agricultura chinesa podem ter implicações significativas tanto para a produção local quanto para o comércio internacional de commodities.

 





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Previsão de alta do PIB de 2024 sobe de 3,08% para 3,10% no Focus do BC



A mediana das previsões dos economistas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 aumentou pela quarta semana seguida, de 3,08% para 3,10%, aproximando-se das estimativas do BC e do Ministério da Fazenda, de 3,20%. Considerando apenas as 64 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 3,07% para 3,10%.

A estimativa intermediária para 2025 se manteve em 1,93%, estável há quatro semanas, apesar da expectativa de um ciclo maior de aumento de juros – que, tudo mais constante, deveria esfriar a atividade.

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Considerando apenas as 108 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 1,90% para 1,97%.

Os economistas do mercado não alteraram as projeções de crescimento da economia em 2026 e 2027. Ambas permaneceram em 2,0%, como já estão há 65 e 67 semanas, respectivamente.



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Ibama apreende 24 t de camarão-rosa sem origem legal e doa para o Fome Zero



Em uma operação realizada esta semana em Belém, no Pará, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu cerca de 24 toneladas de camarão-rosa (farfantepenaeus brasiliensis) congelado. A ação ocorreu com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental do Pará após uma empresa pesqueira não apresentar a documentação exigida que comprovasse a origem legal do pescado.

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Diante da irregularidade, o Ibama destinou o camarão apreendido ao programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (Sesc), vinculado ao Fome Zero. O camarão-rosa será distribuído a instituições que atendem pessoas em situação de insegurança alimentar, convertendo o produto apreendido em um benefício social para a população vulnerável.



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