quinta-feira, julho 30, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Alta da soja na CBOT: impacto do USDA


Conforme informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a semana em alta, impulsionado pela crescente demanda americana e pelo relatório WASDE do USDA. O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,12%, a $1016,75/bushel, enquanto o contrato para janeiro de 2025 teve um aumento de 0,39%, finalizando a $1030,25/bushel. O farelo de soja para dezembro registrou uma leve baixa de -0,75%, encerrando a $296,3/ton curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,93%, cotado a $48,77/libra-peso.

A demanda externa foi um fator-chave para as valorizações semanais, com exportadores americanos reportando vendas de 107 mil toneladas de soja para a China e outras 132 mil toneladas para destinos desconhecidos. Outro ponto de impacto foi a revisão para baixo nas estimativas da safra americana, conforme apresentado no relatório WASDE. O USDA reduziu a produtividade esperada da safra 2024/25 em 2,63%, estimando agora uma produção de 121,42 milhões de toneladas. Esse ajuste fez com que a safra americana deixasse de ser a maior da história, resultado abaixo de todas as projeções de mercado. Para equilibrar os estoques finais, o departamento revisou para baixo as exportações americanas, reforçando o cenário de oferta mais restrita.

Com essas movimentações, o acumulado da semana refletiu altas expressivas: o contrato da soja fechou com aumento de 3,49%, ou $34,25 cents/bushel, enquanto o farelo de soja subiu 0,32% e o óleo de soja avançou 5,33%, cotado a $48,77/libra-peso. Esses ganhos semanais destacam o papel da demanda e das revisões de safra nos Estados Unidos sobre os preços futuros em Chicago, com uma tendência de suporte para os valores no mercado global.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Soja tem oportunidades de negócios


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja no Brasil apresenta boas oportunidades de negociação, mas com variações pontuais em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, o preço para entrega em novembro, com pagamento no dia 29 do mesmo mês, foi cotado a R$ 147,70 no porto. No interior do estado, os preços refletem as cotações das principais praças: Cruz Alta e Passo Fundo a R$ 140,00, Ijuí a R$ 139,00, e Santa Rosa/São Luiz a R$ 138,50, todas para pagamento em 29/11. Em Panambi, o preço para o produtor subiu para R$ 126,00 por saca.

Em Santa Catarina, os preços no porto de São Francisco iniciam em R$ 135,50 para fevereiro com pagamento em abril, subindo gradativamente até R$ 141,50 para junho com pagamento em julho. O plantio de soja no estado está atrasado em comparação ao ano anterior, com 17% da área plantada até agora, segundo dados da Conab. A EPAGRI estima que a safra 2024/25 ocupe 830 mil hectares, com expectativa de produção de 3,171 milhões de toneladas e rendimento médio de 3.840 quilos por hectare. Hoje, o preço no porto foi de R$ 143,50, enquanto em Chapecó a cotação foi de R$ 135,50.

No Paraná, as perspectivas de produtividade são boas. Em Paranaguá, o preço da soja para entrega em novembro e pagamento em 15 de dezembro é de R$ 144. Em Ponta Grossa, o preço para entrega na indústria local é de R$ 142 CIF, com pagamento até 30 de novembro, enquanto no balcão, o valor ficou em R$ 137,00.

No Mato Grosso do Sul, as negociações spot estão travadas, com produtores pedindo R$ 145 por saca FOB em Dourados, enquanto compradores oferecem R$ 140, refletindo uma alta de R$ 2 em relação ao preço anterior. No Mato Grosso, a diferença entre as ofertas de compra e venda ainda é significativa, o que preocupa produtores quanto à janela de plantio da próxima safra de milho. As cotações no estado variam entre R$ 143,50 em Lucas do Rio Verde e R$ 145,50 em cidades como Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis.

 





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Petrobras e Gerdau firmam parceria no mercado livre de gás



A Petrobras e o grupo produtor de aço Gerdau assinaram, nesta segunda-feira (11), contratos para fornecimento de gás natural no mercado livre de comercialização, atendendo a unidade de produção de aços especiais no Rio Grande do Sul.

O acordo marca a primeira migração de um cliente do mercado industrial cativo para o mercado livre em território gaúcho.

Assim, a companhia se torna pioneira na mudança para esse modelo de comercialização no estado, cujas regras foram recentemente aprovadas pela agência reguladora estadual e pelo governo gaúcho.

“A ampliação da parceria entre Petrobras e Gerdau no mercado livre de gás demonstra que o portfólio de venda de gás natural da Petrobras está, a cada dia, mais competitivo e atrativo. Estamos investindo mais de US$ 7 bilhões em novas infraestruturas de oferta de gás natural, além de oferecer diversas opções de contratos flexíveis, adequados às necessidades dos clientes, com diferentes modalidades de prazo e indexadores, contribuindo para a descarbonização e aumento da competitividade da indústria nacional”, afirmou o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim.

“A Gerdau teve início há mais de 123 anos no Rio Grande do Sul e tem o estado como uma de suas bases para crescimento no longo prazo. Este acordo fortalece a competitividade de suas operações. A nova parceria com a Petrobras representa movimento pioneiro e inovador na busca pelo desenvolvimento do mercado livre do gás natural no Rio Grande do Sul, um insumo que acreditamos ser fundamental para a produção e descarbonização do aço nos próximos anos”, informou a diretora global de Energia e Suprimentos da Gerdau, Flávia Souza.

Pioneirismo no mercado livre de gás

A Petrobras, a Gerdau e a Sulgás consolidam o pioneirismo no mercado livre de gás natural, apostando no desenvolvimento de soluções para a criação de um ambiente de comercialização, competitivo, transparente, sustentável e cada vez mais avançado no país.

“O mercado livre é positivo para todos os agentes do mercado. Os consumidores passam a ter maior liberdade de escolha, os supridores atuam em um mercado mais aberto e competitivo, e a distribuidora segue focada em expandir e operar a rede com segurança e excelência, conectando mais consumidores ao sistema. O propósito da Sulgás é promover o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Apoiar e integrar o mercado livre do gás faz parte dessa jornada”, disse o diretor executivo da Sulgás, Marcelo Leite.



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Frente fria traz chuva de mais de 100 mm e risco de alagamentos


Uma nova frente fria se desloca pela faixa sudeste do Brasil a partir desta terça-feira (12), trazendo um cenário de instabilidade que deverá persistir por vários dias.

De acordo com a Climatempo, o sistema vai influenciar o tempo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, mantendo as condições para chuva intensa até pelo menos quinta-feira (14).

Alerta de temporais no sul de São Paulo

Nesta terça, o destaque é para o sul do estado de São Paulo, onde há alerta para temporais, especialmente em algumas áreas (em vermelho no mapa). Além disso, outros locais (em amarelo) devem receber chuvas com intensidade de moderada a forte.

Com a migração da frente fria para o mar, o sistema continua a trazer umidade para o Sudeste, resultando em pancadas de chuva significativas.

Previsão do tempo para os próximos dias

A partir de quarta-feira (13), a frente fria se tornará quase estacionária sobre o Sudeste, canalizando umidade vinda da faixa norte do Brasil. Os meteorologistas da Climatempo explicam que irá manter as condições para chuvas contínuas e volumosas em grande parte da região.

De acordo com os modelos meteorológicos, os acumulados mais expressivos deverão se concentrar em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e leste de São Paulo. Em algumas áreas, como o norte de Minas Gerais, os volumes poderão ultrapassar 100 mm ao longo da semana, com risco de alagamentos e enchentes em pontos vulneráveis.

Muitas áreas do Sudeste já registraram elevados volumes de chuva em novembro. De acordo com o mapa de Previsão de Risco Hidrológico do Centro Nacional de Monitoramento Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), há um alerta moderado para faixa leste do estado de São Paulo, válido para o dia 12 de novembro de 2024. O aviso indica risco de alagamentos devido à previsão de chuvas intensas associadas à frente fria que está atuando na região.

Com o solo já saturado e a previsão de mais precipitações ao longo dos próximos dias, há um risco maior de inundações localizadas, especialmente em áreas urbanas e regiões mais vulneráveis do estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fatores de alta e baixa


A TF Agroeconômica recomenda que produtores aproveitem o momento para fixar preços do milho, mesmo que o lucro esteja baixo, pois há maior probabilidade de queda nos valores a médio e longo prazos. Além disso, sugere-se que o próximo inverno seja aproveitado para o plantio de trigo em vez de milho, dado o maior potencial de lucro da cultura do trigo para 2024.

Entre os fatores de alta para o milho, destaca-se a demanda crescente dos Estados Unidos, impulsionada por compras do México, que enfrentou seca e aumentou suas importações, e pela China, que antecipou compras devido a possíveis sanções. O USDA reportou vendas de milho acima das expectativas, com o México adquirindo 1,39 milhão de toneladas. 

Outro ponto de elevação foi o ajuste feito pelo USDA no rendimento médio do milho, reduzindo a previsão de colheita dos EUA para 384,64 milhões de toneladas, abaixo das expectativas de mercado. No Brasil, a forte demanda interna, puxada pelo setor de carnes, tem mantido os preços do milho em patamares levemente lucrativos, uma disputa que pode continuar até a colheita de verão em estados como RS e MG.

Já entre os fatores de baixa, um aspecto relevante é a diminuição nas importações de milho pela China, que foi ajustada pelo USDA para 16 milhões de toneladas, representando uma queda de 30,43% em relação a estimativas anteriores. Esse declínio poderá afetar mais o mercado brasileiro do que o norte-americano, dada a importância do país sul-americano como fornecedor para a China desde o final de 2022. 

Outro fator de baixa é o clima favorável na América do Sul, com chuvas benéficas tanto para as colheitas iniciais quanto para o desenvolvimento da Safrinha. No Brasil, as boas condições climáticas permitem que o plantio da soja siga dentro do cronograma ideal, essencial para o sucesso da segunda safra de milho. Por fim, a iminência da colheita de verão e o aumento dos preços do milho acima dos custos de produção para as indústrias de carne podem reduzir a demanda a curto prazo, buscando um equilíbrio nos custos.





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Preços da arroba do boi no país se aproximam dos valores paulistas; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços em alta nesta segunda-feira (11). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade na aquisição de boiadas e, portanto, ainda operam com escalas de abate reduzidas.

Tal cenário resulta em negócios acima da referência média em diversos estados. Em São Paulo, por exemplo, se consolidam as negociações na base de R$ 340 a arroba a prazo.

Teto da arroba do boi

  • São Paulo: até R$ 340, com as negociações entre R$ 330 e R$ 335 a prazo
  • Minas Gerais: no Triângulo Mineiro, indicação de negócios em até R$ 320 e R$ 325
  • Goiás: em Goiânia, indicação de negócios em até R$ 325 a R$ 330 a prazo. Em Mineiros, também foram relatados negócios em até R$ 325/330
  • Mato Grosso do Sul: preços firmes, com viés de alta. Em Naviraí foram relatadas negociações a R$ 320
  • Mato Grosso: na região de Rondonópolis, relatos de negócios ao nível de R$ 315. Em Cuiabá também foram vistas negociações em até R$ 315 a prazo

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, considerando a boa demanda ao longo da primeira quinzena do mês.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,59%, sendo negociado a R$ 5,7698 para venda e a R$ 5,7679 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7628 e a máxima de R$ 5,8165.



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Brasil exporta recorde de 4,9 milhões de sacas de café em outubro



O Brasil exportou 4,926 milhões de sacas de 60 quilos de café em outubro, 11,6% a mais que em outubro de 2023. O resultado é recorde para um único mês, sendo que o maior volume embarcado havia sido em novembro de 2020, com 4,770 milhões de sacas.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a receita avançou 62,6%, para US$ 1,393 bilhão, com cada saca a um preço médio de US$ 282,80. Esses valores também são recorde.

Com o desempenho de outubro, o Brasil elevou para 17,075 milhões de sacas o volume de café exportado no acumulado dos quatro primeiros meses do ano safra 2024/25, com receita de US$ 4,529 bilhões. Na comparação com julho a outubro de 2023, há crescimento de 17,9% em volume e de 58,1% em receita cambial.

Exportação de café no ano

No acumulado do ano (janeiro a outubro), o Brasil exportou volume recorde de 41,456 milhões de sacas, incremento de 35,1% em relação ao embarcado em igual período do ano passado, de acordo com o Cecafé.

A receita cambial de US$ 9,875 bilhões também é recorde, com alta de 53,8% na mesma base de comparação.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destaca em nota que os resultados foram alcançados mesmo com os gargalos logísticos que impossibilitaram o embarque de 2,1 milhões de sacas até o fim de setembro neste ano.

“Esse resultado de outubro foi, sem dúvida, muito bom para o comércio exportador de café do Brasil, pois demonstra o engajamento das empresas e de suas equipes de logística para consolidar seus embarques, buscando alternativas, como as exportações de cinco navios de break bulk, para honrar os compromissos com os clientes internacionais”, disse.

Atrasos nos navios

Ferreira afirma que o aumento na demanda por contêineres para a exportação de café, açúcar e algodão, somado à falta de infraestrutura portuária adequada para atender a produtos em contêineres, tem elevado os índices de atrasos dos navios e rolagens de cargas.

“Mantemos conversas com os demais segmentos do agronegócio brasileiro para que possamos, juntos, reivindicar a ampliação dos investimentos em infraestrutura e ter maior celeridade nos processos junto às autoridades públicas, caso contrário os exportadores seguirão bancando, literalmente, o recorde exportado”, completou, na nota.



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Idoso é resgatado por bombeiros após ataque de abelhas


Um idoso de 88 anos, foi vítima de um ataque de abelhas na manhã desta segunda-feira (11). Ele trabalhava em uma roça, no Oeste da Bahia, quando foi surpreendido pelos insetos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o idoso foi atacado enquanto trabalhava na terra.

Além dele, outros dois rapazes que tentaram ajudar, também foram alvos do enxame, mas conseguiram fugir do local.

A vítima precisou ser resgatada por equipes do 17º Batalhão de Bombeiros Militar, na Rua da Entrada, no Barrocão, Zona Rural de Barreiras.

Bombeiros durante resgate de Idoso atacado por abelhas em Barreiras, no Oeste da BahiaBombeiros durante resgate de Idoso atacado por abelhas em Barreiras, no Oeste da Bahia
Foto: 17º Batalhão Bombeiros Militar de Barreiras

Com equipamentos de proteção individual, roupas especiais para o manejo de abelhas, os militares realizaram o resgate da vítima.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência também foi acionado. Assim como os dois rapazes, o idoso que não teve a identidade divulgada sofreu ferimentos.

Ele foi encaminhado para o Hospital do Oeste, em Barreiras, para atendimento médico.

Abelhas podem matar

De acordo com o Ministério da Saúde, acidente por abelha é o quadro de envenenamento decorrente da injeção de toxinas através do aparelho inoculador (ferrão) de abelhas.

No Brasil, as abelhas ditas africanizadas, ou seja, mestiças de Apis mellifera scutellata (africana) e Apis mellifera ligustica (européia) principalmente, são responsáveis por muitos relatos de acidentes, por serem mais agressivas do que as europeias.

Entre os 5 principais tipos de acidentes por animais peçonhentos, o acidente por abelhas é o único que não possui um soro específico para o tratamento no Brasil, porém há estudos acerca de sua produção. 

No caso de poucas picadas, o quadro clínico pode variar de uma inflamação local até uma forte reação alérgica (choque anafilático).

No entanto, o Ministério da Saúde alerta que casos de múltiplas picadas podem levar uma manifestação tóxica mais grave e, às vezes, até mesmo fatal.


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confira como ficou o mercado em meio à volatilidade do grão



O mercado brasileiro de soja teve boas oportunidades de negócios nesta segunda-feira (11), com os preços nos portos chegando a R$ 150,00 por saca, impulsionados pela volatilidade de Chicago e pela valorização do dólar. Durante a manhã, os compradores estavam mais agressivos, favorecendo transações com pagamento para o final de dezembro.

Segundo a Safras & Mercado, no entanto, à medida que os preços em Chicago reverteram, as ofertas se estabilizaram e os vendedores ficaram mais cautelosos.

Preços da commodity

  • Passo Fundo (RS): R$ 137,00/saca
  • Região das Missões (RS): R$ 136,00/saca
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 145,50 para R$ 145,00/saca
  • Cascavel (PR): R$ 141,00/saca
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 147,00/saca
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 154,00 para R$ 156,00/saca
  • Dourados (MS): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00/saca
  • Rio Verde (GO): R$ 138,00/saca

Chicago

O mercado de soja em Chicago, que é uma das referências globais para os preços da oleaginosa, fechou a segunda-feira em baixa. A queda foi influenciada por fatores como a desvalorização do petróleo e a alta do dólar frente a outras moedas. Além disso, o mercado também reavaliou os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a safra de soja.

USDA

De acordo com o relatório mais recente do USDA, a produção de soja dos EUA em 2024/25 deve totalizar 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas), abaixo da estimativa anterior de 4,553 bilhões de bushels (123,9 milhões de toneladas). No entanto, o mercado ainda observa uma oferta elevada da oleaginosa por parte dos EUA, o que mantém as pressões sobre os preços.

Os estoques finais de soja nos EUA também foram revisados para baixo, ficando em 470 milhões de bushels (12,8 milhões de toneladas), abaixo dos 535 milhões de bushels (14,56 milhões de toneladas) previstos anteriormente.

Em relação à safra mundial, o USDA ajustou sua previsão para 425,4 milhões de toneladas em 2024/25, uma redução em relação ao número de 428,9 milhões de toneladas estimadas em outubro.

Câmbio

O dólar comercial também teve alta de 0,59%, fechando a R$ 5,7698 para venda e R$ 5,7679 para compra. Durante o dia, a moeda americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7628 e a máxima de R$ 5,8165. A valorização do dólar frente ao real favorece os preços da soja no Brasil, já que a oleaginosa fica mais competitiva no mercado internacional.

Contratos futuros da soja

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em janeiro fecharam com uma baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 0,77%, cotados a US$ 10,22 1/4 por bushel. A posição de março teve perda de 8,25 centavos, ou 0,79%, fechando a US$ 10,35 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro caiu US$ 1,10, ou 0,37%, fechando a US$ 295,10 por tonelada. O óleo de soja, também com vencimento em dezembro, teve uma baixa de 0,63 centavo, ou 1,29%, fechando a 48,14 centavos de dólar.



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Semeadura customizada de milho e algodão aumenta a produtividade, mostra pesquisa


Variar a quantidade de sementes plantadas, dependendo de características de cada talhão da propriedade, ajuda a aumentar a produtividade. Em experimentos com produtores de fazendas de Mato Grosso e Paraná, foi possível observar ganhos de produtividade de até 8% no milho e 3% no algodão na safra 2023, graças às dosagens de sementes recomendadas para plantio.

O trabalho é resultado da cooperação entre a Embrapa e a empresa Bosch para o desenvolvimento de métodos e recomendações de semeadura em taxa variável usando ferramentas de agricultura de precisão (AP).

Conduzido pela Embrapa Instrumentação (SP), que coordena o trabalho com a Embrapa Agricultura Digital (SP) e a Embrapa Soja (PR), o estudo de semeadura à taxa variável envolve técnicas de AP, aprendizado de máquina e a Solução de Plantio Inteligente (IPS, na sigla em inglês) da Bosch embarcada em plantadoras.

Essa ferramenta aplica as sementes em quantidades específicas, de forma precisa, em qualquer tipo de relevo, de acordo com o mapa de aplicação estabelecido pelo gestor da produção. De maneira simplificada, a tecnologia permite que o potencial produtivo de cada área do talhão seja aproveitado ao máximo.

A semeadura é feita sob medida e leva em conta parâmetros do solo (argila, condutividade elétrica aparente e fertilidade) e das plantas (índices de vegetação). São usados também mapas de produtividade elaborados por colhedoras com sensores.

Parte desse trabalho de pesquisa é capacitar produtores rurais a coletar essas informações e inseri-las nos equipamentos de precisão.

“Estamos desenvolvendo uma metodologia que permita aos gestores das propriedades terem autonomia para conduzir seus experimentos on-farm, que ocorrem durante a produção das culturas. O objetivo é capacitá-los a executar, analisar e interpretar os resultados, facilitando a tomada de decisão sobre ajustes na aplicação de insumos, seja por meio de taxas fixas ou variáveis”, conta o coordenador do projeto e pesquisador da Embrapa Instrumentação, João de Mendonça Naime.

Experimento on-farm

O trabalho é executado no formato de pesquisa on-farm, que utiliza a experimentação agronômica nas condições reais de produção. O objetivo é aumentar a produtividade e a lucratividade aplicando os conhecimentos acumulados em safras anteriores, nas safras seguintes.

O sistema on-farm emprega implementos e máquinas disponíveis na fazenda, permitindo que o produtor possa fazer ajustes de doses e taxas de aplicação de insumos como sementes, fertilizantes e corretivos por unidade de produção – talhão – e em taxa variável nos talhões com alta variabilidade espacial. Ao fim de 30 meses, os pesquisadores devem elaborar uma publicação técnica para orientar os produtores a plantar em taxa variável.

Resultados preliminares da pesquisa

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Os experimentos estão sendo realizados nas fazendas Tucunaré e Tanguro, do Grupo Amaggi, em Sapezal e Querência, ambas em Mato Grosso. No Paraná, o estudo se dá nas fazendas Minas Gerais, em Santa Mariana; Londrinópolis e Águas das Nogueiras, em Londrina; Tupi, em Astorga; Cachoeira, em Arapongas; e Indaiá, em Campo Mourão.
Um exemplo desse trabalho ocorreu na fazenda Minas Gerais, onde foi realizado um teste de populações de sementes de milho.

O pesquisador da Embrapa Soja à frente dos estudos no Paraná, Júlio Franchini, explica que o híbrido B2702 apresentou um aumento de produtividade com o aumento de população, enquanto para o B2401 não houve ganhos para taxas de sementes maiores que a recomendada pelo obtentor.

“Para o híbrido responsivo, um aumento de 10% na população de sementes trouxe um aumento de 8% na produtividade. Os custos com o aumento da quantidade de sementes aplicada foram superados pelo aumento da produtividade, proporcionando maior lucratividade”, relata o pesquisador.

Em Mato Grosso, por exemplo, o estudo com algodão apresentou resultados de aumento da produtividade do algodoeiro de até 3%, com aumento de 10% na população de sementes, mas apenas nas áreas de maior potencial produtivo, ou seja, as que apresentaram teores de argila maiores que 30%.

O pesquisador da Embrapa Instrumentação, Carlos Vaz, relata que, apesar de os ganhos de produtividade no algodão serem menores do que os observados com o milho, os dados são interessantes, pois indicam um potencial de resposta da população de sementes para as áreas de maior potencial produtivo dentro do talhão.

Entretanto, o cientista destaca a necessidade de mais experimentos para uma melhor comprovação, bem como de avaliações econômicas. “Nesse sentido, na safra 2023-2024 foram realizados mais sete experimentos on-farm que estão sendo avaliados, com talhões plantados em diferentes épocas e meses, que deverão trazer mais subsídios para o desenvolvimento das recomendações propostas no projeto”, detalha Vaz.

“Qual é a população ideal de sementes que o produtor deve semear? Sem o estudo que está sendo realizado pela Embrapa, não temos como determinar com precisão”, afirma o engenheiro agrônomo e coordenador de Agricultura Digital da fazenda Tucunaré, do Grupo Amaggi, em Sapezal (MT), Sérgio Chagas.

Segundo ele, correlacionar a quantidade de sementes a ser plantada com as necessidades específicas de cada talhão é fundamental não apenas para otimizar a produção, mas também para reduzir o consumo de combustível e a frota de caminhões utilizados no transporte do insumo. “Esperamos semear a quantidade exata no local adequado. A expertise da Embrapa nos proporcionará a segurança necessária para esse processo”, conclui.

Zonas de Manejo

Pesquisa EmbrapaPesquisa Embrapa
Foto: Sérgio Chagas/Embrapa

O projeto também elaborou uma metodologia para a definição de zonas de manejo (ZM), áreas dentro do mesmo talhão que apresentam potenciais produtivos diferentes. Essa metodologia baseia-se em mapas dos parâmetros físicos do solo, índices de vegetação obtidos por meio de imagens de satélite e mapas de colheita.

As diferentes zonas de manejo definidas para um talhão específico podem ser utilizadas na análise dos dados dos experimentos on-farm, gerando recomendações de aplicações diferenciadas por ZM.

Foi definida, no projeto, uma metodologia baseada em aprendizado de máquina e dados acessíveis para delinear zonas de manejo com base em diferentes tipos de solo e atributos de diferentes sistemas de produção.

Os experimentos mostraram que zonas de manejo podem ser obtidas com boa qualidade utilizando basicamente as informações de índices de vegetação de imagens de satélite de uso aberto, como o Sentinel.

“Ao analisar os resultados das quatro parcelas delineadas para o estudo, ficou evidente que os índices de vegetação podem efetivamente funcionar como únicos atributos que definem zona de manejo em cenários sem variações significativas na textura do solo e fatores externos que possam introduzir variabilidade nas culturas”, conta o analista da Embrapa Agricultura Digital Eduardo Antônio Speranza.

Uso de sistema inteligente

O estudo realiza experimentos com a Solução de Plantio Inteligente (IPS) desenvolvido pela Bosch. Embarcado em plantadoras, o sistema ajusta em tempo real o fluxo de sementes de modo a compensar as variações de velocidade linear e angular da máquina.

Para o gerente de engenharia da Bosch Leonardo Vecchi o objetivo principal é entender os benefícios que a tecnologia para plantio e fertilização pode gerar, como o aumento de produtividade, uma vez que o sistema é uma solução de aplicação precisa de insumos, sementes e fertilizantes, baseados em mapas de prescrição à taxa variável.

“Mas, como essa aplicação é construída a partir da condição de solo inicial, que pode sofrer mudança, o estudo visa compreender esse fenômeno e corrigir a nova taxa de sementes por meio de um fator, de forma que se adeque à nova condição do solo. Assim podemos esperar um aumento de produtividade ainda maior”, detalha o gerente.

Vecchi revela que os resultados iniciais têm se mostrado promissores, e destaca a necessária continuidade da investigação para gerar modelos ou recomendações de aplicação mais gerais.

“A parceria com a Embrapa é muito importante para o desenvolvimento tecnológico realizado pela Bosch. Nosso objetivo é buscar inovações que gerem grandes benefícios para clientes e mercado e que aumentem a sustentabilidade ambiental”, afirma o engenheiro industrial.

Desafios da pesquisa

“A obtenção de mapas de colheita fidedignos esbarra em dois problemas principais: a falta de calibração rotineira dos sensores e o emprego de diferentes colhedoras que podem operar no mesmo talhão”, conta Naime.

De acordo com ele, como são comuns frotas multimarcas e de diferentes modelos e gerações tecnológicas, há desafios técnicos para a integração dos dados, muitas vezes intransponíveis dentro da realidade do produtor.



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