quinta-feira, julho 30, 2026

Autor: Redação

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Soja fecha em baixa com falta de relatórios nos EUA



A expectativa de uma safra recorde no Brasil contribuiu para esse cenário



A expectativa de uma safra recorde no Brasil contribuiu para esse cenário
A expectativa de uma safra recorde no Brasil contribuiu para esse cenário – Foto: Nadia Borges

Segundo dados da TF Agroeconômica, o mercado de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) registrou queda na última segunda-feira, refletindo uma falta de referência de relatórios regulares que impulsionam decisões de compra e venda. Com a soja para novembro/24, que serve de referência para a safra brasileira, fechando em baixa de 0,49%, a $ 1011,75 por bushel, o mercado viu uma realização de lucros após acumular alta de 3,49% na semana anterior. A cotação de janeiro/25 também fechou em baixa de 0,78%, a $ 1022,25 por bushel, enquanto o farelo e o óleo de soja registraram recuos de 0,39% e 1,29%, respectivamente.

O feriado do Dia dos Veteranos de Guerra nos Estados Unidos foi um dos fatores que influenciaram essa queda, já que atrasou a divulgação de relatórios importantes como o Crop Progress e os dados semanais de exportação, programados para a terça-feira. Sem essas informações, o mercado optou pela estratégia de lucro, interrompendo a sequência de ganhos da semana anterior.

A expectativa de uma safra recorde no Brasil contribuiu para esse cenário de ajuste nos preços, pois os atrasos no plantio da soja no país praticamente desapareceram. Dessa forma, as previsões de uma colheita robusta mantêm-se firmes, tranquilizando o mercado em relação ao fornecimento futuro e impactando a competitividade das exportações brasileiras. Com a volatilidade gerada pela falta de referências do mercado norte-americano e o desempenho esperado da safra brasileira, a CBOT continua a observar o comportamento dos traders que aproveitam para reequilibrar suas posições.





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com valorização do dólar e oferta dos EUA, Chicago estende perdas



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado prolonga a tendência negativa do pregão anterior, influenciado pela valorização do dólar em relação a outras moedas.

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Os investidores reavaliam o relatório de oferta e demanda de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Embora os números da safra e dos estoques americanos tenham ficado abaixo das expectativas, o cenário ainda indica uma oferta abundante da oleaginosa nos EUA. Contribuindo para o panorama desfavorável, as bolsas de valores da Europa e da Ásia também recuam.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 10,14 3/4 por bushel, baixa de 7,50 centavos de dólar, ou 0,73%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (11), a soja fechou em baixa. O mercado sentiu a pressão da queda consistente do petróleo e da valorização do dólar frente a outras moedas. O dia também foi de reavaliação do relatório do USDA.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 0,77%, a US$ 10,22 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,35 1/4 por bushel, com perda de 8,25 centavos, ou 0,79%.



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Etanol: apesar de maior volume negociado, preços fecham estáveis



Levantamentos do Cepea mostram que os preços dos etanóis encerraram a última semana estáveis em relação ao período anterior. 

De 4 a 8 novembro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado fechou em R$ 2,6025/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), enquanto o Indicador Cepea/Esalq do anidro subiu ligeiro 0,12%, a R$ 2,9186/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 

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Esse cenário de estabilidade ocorreu mesmo com o aumento no volume negociado. Entre 4 e 8 de novembro, a quantidade de etanol hidratado comercializada praticamente dobrou (alta de 94%) em relação ao intervalo anterior, conforme levantamento do Cepea. 

Segundo o Centro de Pesquisas, distribuidoras realizaram compras antecipadas ao longo da semana passada, se programando para atender à demanda do feriado de 15 de novembro (Proclamação da República), na próxima sexta-feira.



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oferta elevada mantém pressão sobre cotações



Pesquisas da equipe Hortifrúti/Cepea mostram que os preços do tomate seguem em queda, refletindo a oferta elevada em decorrência das altas produtividades na safra de inverno, que ainda está sendo colhida. Na última semana, a caixa do tomate salada 3A no atacado de São Paulo (SP) fechou à média de R$ 56, recuo de 16,4% frente ao período anterior.

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Em Belo Horizonte (MG), a baixa foi de 10,1%, para R$ 49/cx; em Campinas (SP), os valores fecharam na casa dos R$ 66/cx, com queda de 3,5%, e no Rio de Janeiro (RJ), em R$ 47/cx (-12,6%). 

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, as chuvas registradas nas regiões produtoras de São Paulo e Minas Gerais dificultaram um pouco a colheita na última semana, mas a oferta seguiu elevada. 

Além disso, devido às precipitações, houve perda de qualidade, com aparecimento de manchas nos frutos, reduzindo ainda mais o seu valor de comercialização.



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venda de café no varejo foi 0,7% maior em setembro



A venda de café no varejo registrou leve crescimento em setembro em relação ao ano anterior, de 0,70%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O volume total vendido foi de 1.239.489 sacas de 60 kg, frente às 1.230.438 sacas registradas em setembro de 2023. Em relação ao mês anterior, as vendas de setembro subiram 3,5%. No acumulado entre janeiro e setembro de 2024, o setor registra crescimento de 1,1% nas vendas, totalizando 10.475.750 sacas, comparadas às 10.363.786 sacas do igual período de 2023.

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Os preços do café variaram entre as diferentes categorias, com destaque para o café tradicional/extraforte, com o maior aumento, de 26,20% na comparação anual, seguido pelo café solúvel, com alta de 15,80%. O café superior teve aumento de 14,81%, enquanto as cápsulas apresentaram queda de 3,71% no preço médio.

Em termos regionais, o Norte destacou-se com os preços mais altos para o café tradicional/extraforte e para o café especial, de R$ 47,17/kg e R$ 124,07/kg, respectivamente. Já o Sul teve o café superior com maior preço, de R$ 75,65/kg, enquanto o Centro-Oeste liderou no preço do café gourmet, de R$ 91,24/kg.

No canal de distribuição, o atacarejo consolidou-se como o principal ponto de venda, com presença de café em 18,90% das cestas básicas, em comparação aos 16% do ano anterior. A classe D, com 14,40%, foi a que mais destinou recursos ao café, seguida pela classe C, com 10,50%. As classes AB apresentaram o maior tíquete médio, de R$ 25,41.



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dívida e pacote fiscal ampliam necessidade de medidas; veja análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca o “Trump trade” pressionando emergentes, com dólar e bolsas em alta e commodities em baixa.

No Brasil, a ausência de um pacote fiscal e a dívida crescente aumentam a necessidade de medidas para restaurar a confiança. Hoje, o foco são os dados de varejo de setembro.



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Oscilações da soja geram oportunidades no RS


Segundo a TF Agroeconômica, a oscilação nos preços da soja trouxe boas oportunidades de negócios em várias regiões, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a cotação para entrega em novembro no porto é de R$ 147,70, com pagamento previsto para 29/11. Nos mercados locais, as cotações refletem as características de cada praça: Cruz Alta e Passo Fundo indicam R$ 140,00 por saca, Ijuí apresenta R$ 139,00 e Santa Rosa/São Luiz R$ 138,50, todos com pagamento também no fim de novembro. Em Panambi, o preço de pedra subiu para R$ 126,00 a saca para o produtor.

Em Santa Catarina, apesar de ofertas no porto de São Francisco com cotações variadas — R$ 135,50 para fevereiro até R$ 141,50 para junho —, os volumes negociados seguem baixos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da soja no estado alcançou 17% da área prevista, inferior aos 24% do ano passado. De acordo com a EPAGRI, a área cultivada deve chegar a 830 mil hectares, com uma produção esperada de 3,171 milhões de toneladas e rendimento médio de 3.840 kg/ha. No porto, o preço atual é de R$ 143,50, enquanto em Chapecó atinge R$ 135,50.

No Paraná, as cotações para entrega em novembro estão em R$ 144 no porto de Paranaguá, com pagamento até 15 de dezembro. Em Ponta Grossa, o preço balcão é de R$ 137,00, e para entrega direta à indústria local, a oferta é de R$ 142 por saca CIF, com pagamento até o final de novembro. As expectativas de produtividade no estado permanecem positivas.

Já no Mato Grosso do Sul, a soja segue como principal produto de exportação em 2024, mas as negociações no mercado spot em Dourados estão limitadas, com produtores pedindo R$ 145 por saca, enquanto compradores ofertam R$ 140. Em Mato Grosso, onde o plantio da safra 2024/25 já alcança 93,7% da área prevista, o mercado spot está parado em Sinop devido à escassez de mercadoria. As cotações variam conforme a localidade: R$ 145,50 em Campo Verde, R$ 143,00 em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, e R$ 147,50 em Primavera do Leste e Rondonópolis.





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Frente fria chega ao Sul com temporais e clima úmido favorece culturas no MATOPIBA


Nesta segunda-feira (11.11), o clima no Brasil traz condições climáticas variadas. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, uma frente fria avança pelo Sul do país, provocando chuvas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com volumes esperados entre 20 e 30 mm, especialmente no sudoeste gaúcho.

A frente fria vai trazer temporais na fronteira sul do Rio Grande do Sul, com tendência de avanço pelo estado e chegada a Santa Catarina ainda hoje. Para os produtores, essas precipitações são esperadas e beneficiam algumas culturas de inverno, enquanto podem atrapalhar a colheita em regiões ainda com trigo no campo. A expectativa é que essas chuvas possam ajudar a repor a umidade do solo, fundamental para as plantações de milho e soja que já estão em desenvolvimento.

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No Centro-Norte, os corredores de umidade continuam ativos, promovendo chuvas volumosas na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Para hoje, os volumes de chuva podem alcançar até 70 mm, sobretudo no norte do Tocantins, sul do Maranhão, sul do Piauí e na região central da Bahia, alcançando até o recôncavo baiano. A elevada umidade traz alívio para culturas como a soja e o milho, que dependem de umidade constante para um desenvolvimento saudável. No entanto, essa condição também cria uma sensação de abafamento nas áreas atingidas, o que exige atenção dos produtores em relação a doenças nas lavouras, favorecidas pela alta umidade.

Além disso, estão previstas pancadas de chuva em outras regiões centrais, como Mato Grosso, Goiás, Pará, Amazonas e Rondônia, embora com menor intensidade comparada à esperada no MATOPIBA. Esse cenário beneficia a semeadura da soja, que já alcançou 95% de avanço em Mato Grosso e 68,4% da média nacional, conforme dados da Consultoria Pátria Agronegócios.

Para os próximos dias, a frente fria deve avançar para o Sudeste e Centro-Oeste, podendo se ligar com os corredores de umidade no Brasil central, trazendo mais chuvas para áreas agricultáveis do país.





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Ucrânia diz que mísseis russos atingiram dois navios de grãos do Mar Negro


Logotipo Reuters

(Reuters) – Um míssil russo atingiu um navio com bandeira de Palau no porto de Odesa, no sul da Ucrânia, matando um cidadão ucraniano e ferindo cinco tripulantes no segundo ataque do tipo em dois dias, disseram autoridades.

O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse no X que os dois navios foram danificados no centro de exportação de grãos do Mar Negro, sem dar detalhes sobre as condições dos navios. Ele condenou as ações da Rússia.

“Devemos unir forças de todos os estados e organizações responsáveis ​​para… garantir a liberdade de navegação no Mar Negro e a segurança alimentar global.”

O ministério da defesa da Rússia não respondeu imediatamente a um e-mail solicitando comentários. Moscou negou repetidamente que ataque alvos civis.

O governador regional de Odesa, Oleh Kiper, escrevendo no aplicativo de mensagens Telegram, disse que o homem morto no último ataque era um trabalhador portuário. Os cinco homens feridos eram estrangeiros e membros da tripulação do navio.

O vice-primeiro-ministro Oleksiy Kuleba identificou o navio como o Optima e disse que ele chegou a Odessa horas antes do ataque.

A Rússia “está tentando, dessa forma, destruir a navegação no Mar Negro, garantindo a segurança alimentar.

As consequências só podem significar maior instabilidade em regiões sensíveis, dependentes de importações de alimentos, e tensão nas relações internacionais”, disse Kuleba.

O Ministério da Restauração da Ucrânia identificou o navio atacado no domingo no porto próximo de

Pivdennyi como o Paresa, de bandeira de São Cristóvão e Nevis, que transportava uma carga de 6.000 toneladas de milho.

Em uma publicação no Facebook, o ministério disse que a tripulação de 15 membros do Paresa, cidadãos sírios e egípcios, não ficou ferida.

O ministério disse que o Paresa foi o 20º navio civil a ser danificado por ataques russos.

No mês passado, o graneleiro Aya, com bandeira de Saint Kitts e Nevis, foi atingido por um míssil russo no Mar Negro. Outra embarcação, um porta-aviões com bandeira de Antígua, foi danificada em um ataque de míssil russo em Odesa.

A Rússia atacou o porto repetidamente na guerra desde sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Reportagem de Yuliia Dysa; Edição de Toby Chopra, Ron Popeski e Cynthia Osterman





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