quarta-feira, julho 29, 2026

Autor: Redação

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Sustentabilidade portuária nacional é exposta na COP29



A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), em Baku, no Azerbaijão, começou nesta segunda-feira (11) e teve como foco inicial a aprovação de novas regras para o mercado internacional de créditos de carbono.

No entanto, discussões mais diretamente ligadas ao dia a dia do agronegócio nacional também estiveram na mesa por meio da delegação brasileira presente no evento.

O diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, entrevistou neste segundo dia de COP29 representantes da Portos do Paraná a respeito da expansão sustentável da área portuária e, consequentemente, do escoamento mais eficiente das commodities agropecuárias do país.

De acordo com o diretor de engenharia da empresa, Victor Kengo, o principal projeto estrutural hoje é o Moegão, sistema que reorganizará a logística de exportação em Paranaguá.

“O objetivo é o de aumentar a capacidade de recebimento de cargas por meio do modal ferroviário, que emite significativamente menos CO2 em comparação ao rodoviário”.

Já o diretor de Meio Ambiente da comanhia, João Paulo Santana, enfatiza que as políticas do local são baseadas em ESG (Governança ambiental, social e corporativa) e estão sendo expostas ao público internacional como “case de sucesso”.



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Escalas de abate e ritmo de exportações continuam elevando preços do boi; veja cotações


O mercado físico do boi gordo apresenta preços em alta no decorrer desta terça-feira (12). O ambiente de negócios ainda sugere pela manutenção do movimento no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, bastante apertadas neste momento, posicionadas entre quatro e cinco dias úteis na média nacional.

“Os frigoríficos exportadores permanecem agressivos no mercado, o que se justifica diante da atual movimentação do câmbio, somado ao agressivo ritmo de embarque registrado nas últimas semanas”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 337
  • Goiás: R$ 328,75
  • Minas Gerais: R$ 327,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 325,34
  • Mato Grosso: R$ 314,12

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista volta a apresentar preços acomodados no decorrer da semana. O ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a boa demanda ao longo da primeira quinzena do mês.

“Ainda é importante mencionar que a carne de frango tende a ganhar competitividade no restante da temporada, consequência do baixo poder de compra da população brasileira”, disse Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,00 por quilo. A ponta de agulha está no patamar de R$ 18,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,7730 para venda e a R$ 5,7710 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7534 e a máxima de R$ 5,7980.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de algodão abaixo do esperado na Espanha



Espanha é o segundo maior produtor de algodão da União Europeia




Foto: Divulgação

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, em seu relatório de novembro “World Agricultural Production” (WAP), a produção de algodão da Espanha para o ciclo de comercialização 2024/25 foi estimada em 195 mil fardos de 480 libras. A projeção representa uma redução de 10 mil fardos, ou 5%, em relação ao mês passado. Ainda representando um aumento de 120 mil fardos sobre a produção do ano anterior, que foi duramente afetada pela seca. A área colhida está estimada em 48 mil hectares, uma queda de 4% em relação ao mês passado e de 8% em comparação com o ano passado. A áre ficou 17% abaixo da média de cinco anos. O rendimento estimado é de 885 kg por hectare, um leve recuo de 1% em relação ao mês anterior, mas ainda 182% superior ao da safra passada e 7% acima da média quinquenal.

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A Espanha é o segundo maior produtor de algodão da União Europeia, atrás apenas da Grécia, e contribui com cerca de 20% da produção total do bloco. A produção do país está quase totalmente concentrada no Vale do Guadalquivir, na Andaluzia, especialmente nas províncias de Sevilha e Cádiz, e em menor escala em Córdoba. Após três anos de seca, a falta de água nos reservatórios levou o governo a limitar a irrigação, o que desestimulou os agricultores a plantar a quantidade usual de algodão, resultando em menor produtividade.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Embora tenha chovido na primavera de 2024, a precipitação veio tarde demais para restaurar o potencial produtivo da safra. Além disso, a recente incidência de pragas e, mais recentemente, severas inundações no final de outubro, provocadas por um sistema de baixa pressão, causaram estragos na região, especialmente na Andaluzia e em Valência. A colheita já avançada ainda está em avaliação quanto ao impacto no rendimento final e na qualidade do algodão.





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Ministério da Agricultura avalia criação de duas novas secretarias



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) avalia a criação de duas novas secretarias na pasta: uma para o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outra para Promoção Comercial.

O anúncio foi feito pelo ministro da pasta, Carlos Fávaro, em fala a jornalistas após receber 24 entidades do setor agropecuário nesta terça-feira (12). A reestruturação do ministério foi apresentada por ele também aos representantes do setor privado.

“Estamos fazendo pequenos ajustes para melhorar a eficiência. Validaremos a proposta com os secretários e suas diretorias na sexta-feira (8). Sem ônus para o tamanho da máquina pública e com remanejamento entre as áreas, a ideia é termos o empoderamento de uma área que não existe, que é a criação de uma secretaria que trate da promoção comercial dos produtos agropecuários brasileiros”, disse Fávaro.

“Sem inchamento da máquina”

O ministro garantiu que a reorganização da pasta não exigirá ampliação de recursos orçamentários.

“Provavelmente, teremos duas novas secretarias, mas sem o inchamento da máquina. Estamos fazendo remanejamento interno para dar focos específicos, trocando peças internas”, assegurou Fávaro.

Segundo ele, hoje quem faz a promoção comercial é parte da equipe do seu próprio gabinete.

Sobre a secretaria a ser criada para Promoção Comercial, o ministro disse que ela atuará como um “braço forte” da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e do Ministério das Relações Exteriores juntamente com a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI).

“Ficará muito claro o papel de quem faz a promoção comercial, a relação diplomática e a relação sanitária no Ministério da Agricultura. Com isso, devemos ter mais efetividade e continuar batendo recordes na conquista e ampliação de mercados para o setor”, disse.

Modernização do Inmet

Fávaro afirmou, ainda, que estão assegurados R$ 200 milhões para a modernização do Inmet. “O Inmet vai ganhar outro status nos próximos dias. A reestruturação já está acontecendo e seguramente teremos o melhor instituto meteorológico da América Latina”, disse o ministro.

Segundo ele, a plataforma tecnológica e a estrutura do órgão estão sendo modernizados e serão fundamentais para “prever melhor tanto as mudanças durante as safras quanto para seguro rural e garantir maior estabilidade diante das mudanças climáticas”.

Manifestação de servidores

Sobre a carta divulgada hoje por servidores do Inmet, do Inpe e da Ana pedindo o fortalecimento do monitoramento meteorológico e hidrológico no Brasil, Fávaro disse desconhecer o conteúdo, mas que a manifestação é legitima.

“É legítimo se preocupar com a questão orçamentária, não seguindo o mesmo modelo praticado na governança do órgão, mas com nova configuração e com tratamento de secretaria para ter acesso a gestão e pleitear a modernização”, apontou o ministro.

Outra medida que está sendo avaliada pelo ministério é dividir atribuições da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) com as Superintendências Federais de Agricultura (SFAs), na chamada desverticalização da defesa sanitária.

“Essa proposta está caminhando bem e também será validada com as equipes técnicas no dia 22 e, validando, será implementada imediatamente. É também um empoderamento gradual, relativo e responsável para maior efetividade do serviço”, antecipou o ministro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Especialista em Alimentadores Automáticos, aborda eficiência produtiva na Carcinicultura


A 20ª edição da Feira Nacional do Camarão (FENACAM) será palco da palestra  “Eficiência produtiva: como alcançar em tempos de desafios”, ministrada por Marita Monserrate Vite, Diretora Técnica da Skretting no Equador. A palestra acontecerá no dia 21 de novembro, às 8h30, e abordará práticas e inovações que podem elevar a eficiência na produção de camarões no Brasil.

Vite, especialista em produção de camarão, trabalha na Skretting, líder global em alimentos para aquicultura, que oferece soluções nutricionais sustentáveis. Na FENACAM, ela abordará tecnologias de ponta como a utilização de hidrofones – equipamentos que captam o som emitido durante a alimentação dos camarões. Esses dispositivos integram os alimentadores automáticos da Eruvaka, permitindo um controle preciso da quantidade de ração, o que reduz desperdícios, melhora o crescimento dos camarões e evita a poluição ambiental.

A tecnologia da Eruvaka tem sido amplamente adotada no Equador, onde ocupa 60% do mercado de alimentadores automáticos. “Essas inovações são fundamentais para enfrentar os desafios da produção de camarão em tempos de pressão econômica e ambiental”, explica Vite, destacando o impacto positivo na eficiência produtiva e sustentabilidade das operações.

Marita Monserrate Vite é especialista em produção de camarão, com ampla experiência no setor. Sua atuação na Skretting é voltada para o desenvolvimento de soluções que impulsionam a eficiência e sustentabilidade na aquicultura. A Skretting, parte do grupo Nutreco, é reconhecida globalmente por sua abordagem inovadora e sustentável na nutrição de espécies aquáticas, alimentando mais de 60 espécies em diferentes fases de crescimento.

FENACAM 2024

A FENACAM, que ocorre de 19 a 22 de novembro no Centro de Convenções de Natal, reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável da aquicultura e carcinicultura. O evento reunirá especialistas, produtores e empresários em uma série de palestras e simpósios sobre as tendências e avanços do setor, incluindo o XX Simpósio Internacional de Carcinicultura e a Feira Internacional de Produtos para a Aquicultura. Ao longo dos anos, a FENACAM se consolidou como um centro de referência para a troca de conhecimento e o estabelecimento de contatos no setor.

A Feira deste ano conta com 8.000 m² de exposição, com mais de 200 estandes que vão de empresas de tecnologia a fornecedores de equipamentos e insumos para aquicultura. A programação inclui sessões técnicas e científicas, onde serão apresentados estudos recentes sobre práticas sustentáveis e avanços em sanidade e genética para camarões, peixes e outros organismos aquáticos.

Produção de camarão no Brasil em crescimento

O cenário brasileiro da carcinicultura registrou números recordes em 2023. De acordo com o IBGE, a produção de camarão em cativeiro atingiu 127,5 mil toneladas, com um crescimento de 13% em relação ao ano anterior e uma valorização de R$ 2,63 bilhões. O Ceará e o Rio Grande do Norte lideram a produção nacional, com destaque para os municípios de Aracati e Pendências.





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Mercado da soja: poucos negócios e baixa oferta disponível



O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios nesta terça-feira (12), com preços variáveis entre estáveis e mais baixos. A baixa oferta da soja nas praças produtoras foi o principal fator que manteve o mercado com pouca movimentação e os preços em patamares nominais.

As informações são da Safras & Mercado.

Preços do grão

  • Passo Fundo (RS): queda de R$ 137,00 para R$ 135,00 a saca de 60 quilos
  • Missões (RS): queda de R$ 136,00 para R$ 134,00 a saca
  • Porto de Rio Grande (RS): queda de R$ 146,00 para R$ 144,00 a saca
  • Cascavel (PR): queda de R$ 141,00 para R$ 140,00 a saca
  • Porto de Paranaguá (PR): queda de R$ 147,00 para R$ 145,00 a saca
  • Rondonópolis (MT): queda de R$ 156,00 para R$ 154,00 a saca
  • Dourados (MS): queda de R$ 144,00 para R$ 142,00 a saca
  • Rio Verde (GO): preço estável a R$ 138,00 a saca

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com queda, pressionados por vendas técnicas e realização de lucros. A soja atingiu o maior patamar em um mês na semana passada, mas a correção de preços foi necessária nesta terça-feira. Um dos principais destaques foi a queda de mais de 4% no óleo de soja, que puxou para baixo as cotações do grão e do farelo.

O mercado segue pressionado por uma das maiores safras de soja da história dos Estados Unidos, apesar de um relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ter indicado números abaixo das expectativas do mercado. Além disso, a possibilidade de uma guerra comercial entre os EUA e a China, em função da eleição de Donald Trump, gera incertezas adicionais.

O óleo de soja foi o grande responsável pela queda, seguindo a tendência de desvalorização do óleo de palma na Malásia. Outro fator que tem gerado apreensão é a possível adoção gradual do B40 na Indonésia, o que reduziria a demanda pelo óleo de soja.

Expectativa em Chicago A especulação em torno da postura do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em relação à indústria de biocombustíveis, também tem sido um fator de pressão, principalmente após o nome do ex-deputado Lee Zeldin para a direção da Agência de Proteção Ambiental (EPA), o que poderia significar uma postura menos favorável ao setor de biocombustíveis.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam com queda. O contrato para entrega em janeiro de 2024 recuou 11,75 centavos, ou 1,14%, encerrando a US$ 10,10 1/2 por bushel.

A posição de março de 2024 teve uma perda de 12,75 centavos, ou 1,23%, fechando a US$ 10,22 1/2 por bushel. No mercado de subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro caiu US$ 2,20, ou 0,74%, para US$ 295,20 por tonelada, enquanto o óleo de soja, também para entrega em dezembro, perdeu 1,91 centavo, ou 3,96%, fechando a 46,23 centavos por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, negociado a R$ 5,7730 para venda e R$ 5,7710 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,7534 e a máxima de R$ 5,7980.



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Pressão de inseto capaz de destruir 90% das lavouras de algodão será maior em 24/25



O monitoramento digital de pragas feito pela FMC abrange mais de 6 milhões de hectares de lavouras brasileiras. Em levantamento recente, a ferramenta detectou aumento na pressão de Spodoptera frugiperda em todas as regiões analisadas nesta safra 2024/25, assim como do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), no Cerrado.

“Com mais de 3 mil armadilhas espalhadas pelo Brasil, recentemente, observamos um pico de até seis mariposas por dia por armadilha, sendo que na safra 2022/23, no mesmo período, o máximo identificado era de dois insetos”, conta o gerente de agricultura de precisão da empresa Piero Castro.

De acordo com ele, essa informação confirma a tendência do aumento da pressão de Spodoptera frugiperda entre outubro e dezembro, período com altas temperaturas, chuvas e de início da safra. “Isso deixa o produtor em alerta e preparado para um manejo mais eficiente em campo”.

Bicudo-do-algodoeiro no Cerrado

Outro dado importante monitorado pela ferramenta da FMC foi o aumento do bicudo-do-algodoeiro no Cerrado.

“Esse inseto é capaz de dizimar até 90% de uma área de plantio e as armadilhas demonstraram que nesta safra 24/25, a pressão já está maior do que a do ano anterior e a tendência, caso o manejo não seja efetivo nesse período, é aumentar ainda mais em novembro”, diz Castro.

O gerente lembra que a proliferação desse inseto é intensa e um único casal pode gerar milhões de descendentes do início ao final da safra. Isso porque entre as fases de ovo e inseto adulto são necessários apenas 20 dias, em média.

Por isso, Castro destaca que o monitoramento diário por plataformas inteligentes é uma das melhores estratégias para o manejo do algodão, já que é possível prever quais áreas sofrerão a maior pressão da praga.

Para abranger a identificação de pressão dessas e outras pragas no território brasileiro agrícola, o gerente conta que o monitoramento digital da empresa foi expandido nos estados de Mato Grosso, nas regiões do Vale do Araguaia e BR-163, Maranhão, Tocantins, Piauí e São Paulo.



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Haddad é um dos 100 líderes climáticos mais influentes nos negócios, segundo a Time



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, figura na lista dos 100 líderes climáticos mais influentes em negócios de 2024, publicada nesta terça-feira (12), pela revista Time.

De acordo com a publicação, o tema das finanças se mostrou inescapável em se tratando do clima, em um momento em que tomadores de decisão, executivos, pesquisadores e inovadores estão trabalhando para ajudar a desbloquear o financiamento e os recursos para impulsionar ações na área.

No texto dedicado a Haddad, a Time classifica o ministro como a “força” por trás da missão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em transformar o Brasil em um líder climático global. À publicação, o ministro afirmou que o objetivo do plano de transformação ecológica do governo é mostrar que o planeta é capaz de conciliar uma agenda ambiciosa de sustentabilidade com uma agenda econômica e produtiva ambiciosa.

A revista também cita a emissão dos títulos soberanos sustentáveis promovida pelo governo brasileiro, uma das políticas que, para a Time, colocaria o Brasil apenas na mesma página de seus vizinhos, após a presidência de Jair Bolsonaro. Já a criação de um mercado de carbono, como discutido no Congresso, deixaria o País entre as nações que estão na vanguarda das finanças verdes.

Líder de mais destaque

Para a capa da edição que traz a lista dos 100 líderes mais influentes nas áreas climáticas e de finanças, a Time escolheu o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, que assumiu o cargo com a “aspiração de tornar menos arriscado para o setor privado investir na transição energética no Sul Global”, descreveu a publicação.

Banga recentemente assinou um artigo com Haddad e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no qual deram destaque para o projeto Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, Tropical Forest Forever Facility), iniciativa lançada pelo governo brasileiro durante a COP28 nos Emirados Árabes.

A ação busca viabilizar um mecanismo financeiro atrelado a uma recompensa para países manterem suas florestas protegidas.

O artigo foi publicado em outubro, enquanto os três estavam reunidos em Washington, durante os encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.



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confira a projeção de exportação de soja para novembro



As exportações brasileiras de soja em grão devem totalizar 2,813 milhões de toneladas no mês de novembro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC).

O volume projetado para este mês está abaixo do registrado no mesmo período de 2023, quando o Brasil embarcou 4,599 milhões de toneladas. Em outubro deste ano, o país exportou 4,444 milhões de toneladas de soja, o que também demonstra uma redução nas vendas externas.

Na semana entre 3 e 9 de novembro, o Brasil exportou 464,771 mil toneladas de soja, com uma previsão de 809,935 mil toneladas para o período de 10 a 16 de novembro. Esse desempenho reflete as dificuldades logísticas enfrentadas e as também condições de mercado mais desafiadoras em relação ao ano passado. Em comparação com 2023, quando o Brasil registrou exportações muito mais expressivas, o atual cenário mostra uma desaceleração no volume embarcado.

No caso do farelo de soja, o Brasil deverá exportar 1,868 milhão de toneladas em novembro, o que representa um aumento em relação ao mesmo mês de 2023, quando o volume exportado foi de 1,652 milhão de toneladas.

No entanto, o volume de embarques também apresentou uma queda quando comparado a outubro de 2024, quando o Brasil exportou 2,462 milhões de toneladas. Durante a semana de 3 a 9 de novembro, o país enviou 346,739 mil toneladas de farelo de soja, e para o período de 10 a 16 de novembro, a previsão é de 702,074 mil toneladas.



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alta de preços foi maior para famílias de renda mais baixa


A inflação acelerou em outubro para quase todas as faixas de renda, na comparação com o mês de setembro. A exceção foi para as famílias de renda alta.

Já para os domicílios com renda muito baixa, a taxa de inflação avançou de 0,58%, em setembro, para 0,75%, em outubro, enquanto as famílias de renda mais alta passaram de 0,33% para 0,27% no mesmo período.

Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Famílias de renda baixa

A faixa de renda baixa é a que registrrou a maior alta inflacionária no acumulado do ano (4,17%), enquanto o segmento de renda alta tem a taxa menos elevada (3,20%).

Já no acumulado em 12 meses, as famílias de renda alta apresentam a menor taxa de inflação (4,44%), ao passo que a faixa de renda muito baixa aponta a taxa mais elevada (4,99%).

“Embora os grupos alimentos e bebidas e habitação tenham sido os principais pontos de descompressão inflacionária para todos os estratos de renda, o impacto de alta vindo destes dois segmentos foi proporcionalmente mais forte nas classes de rendas mais baixas, dado o maior percentual do gasto com esses bens e serviços no orçamento dessas famílias”, diz a nota do Ipea.

Inflação dos alimentos

Corte de carne especial, Picanha fatiada., carne vermelha, abatesCorte de carne especial, Picanha fatiada., carne vermelha, abates
Foto: CNA

A contribuição positiva dos alimentos à elevação inflacionária em outubro é explicada pelos seguintes produtos:

  • Carnes (5,8%);
  • Óleo de soja (5,1%);
  • Café (4%)
  • Leite (2,0%)
  • Frango (1,0%)

A alta não foi contida nem mesmo com as deflações registradas em diversos alimentos in natura, como tubérculos (-2,5%), hortaliças (-1,4%) e frutas (-1,1%).

“Já o baixo nível dos reservatórios fez com que fosse adotada a bandeira vermelha patamar 2 nas tarifas de energia elétrica em outubro, gerando um reajuste de 4,7% e contribuindo para a pressão do grupo habitação”.

Em contrapartida, houve melhora no desempenho do grupo transportes, refletida principalmente pelas quedas das tarifas de transporte público, como ônibus urbano (-3,5%), trem (-4,8%) e metrô (-4,6%), além da deflação de 0,17% dos combustíveis. Com isso, houve um alívio inflacionário para todas as classes em outubro.

As famílias de renda alta sentiram uma descompressão inflacionária ainda mais forte da inflação dada a queda de 11,5% das passagens aéreas e de 1,5% no transporte por aplicativo, anulando, inclusive, a pressão exercida pelo grupo despesas pessoais, refletindo, especialmente, os reajustes de 1,4% dos serviços de recreação e lazer.



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