segunda-feira, julho 27, 2026

Autor: Redação

News

Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem adesão de 82 países



A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será lançada na abertura da cúpula do G20, nesta segunda-feira (18), já teve adesão de 82 países. A proposta foi idealizada pelo Brasil com o objetivo de acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Entre os países que já aderiram estão todos os integrantes do G20. Apenas a Argentina ainda não havia anunciado a adesão até a manhã desta segunda, mas o país decidiu aderir de última hora e se tornou fundador do grupo.

Além dos países, anunciaram a adesão as uniões Europeia e Africana, que são membros do bloco, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.

A adesão, que começou em julho e segue aberta, é formalizada por meio de uma declaração, que define compromissos gerais e específicos, os quais são alinhados com prioridades e condições específicas de cada signatário.

Entre as ações estão os “Sprints 2030”, que são uma tentativa de erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala.

A Aliança Global espera alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.

A Aliança terá governança própria vinculada ao G20, mas que não será restrita às nações que integram o grupo.

A administração ficará a cargo de um Conselho de Campeões e pelo Mecanismo de Apoio. O sistema de governança deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil dará o suporte temporário para funções essenciais.



Source link

News

Quais são os desafios climáticos enfrentados pelos produtores de soja em Mato Grosso?



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) dá início, nesta segunda-feira (19), à série Clima e Mercado 2024, que percorrerá as principais regiões agrícolas do estado. O objetivo é dialogar com produtores sobre os desafios climáticos e do mercado que impactam a produção de soja e milho.

A iniciativa visa entender, de forma prática e regionalizada, os principais eventos adversos enfrentados pelos produtores, que incluem variações de temperatura, mudanças nas precipitações, secas prolongadas e eventos climáticos extremos, como ondas de calor e chuvas intensas.

Outro ponto de preocupação é a safra atual, que se assemelha ao ciclo produtivo de 2020/21, gerando apreensão entre os produtores. A Aprosoja já alertou as tradings sobre a necessidade de antecipar o planejamento logístico para evitar congestionamentos e gargalos na colheita.

O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destaca a importância da série para proporcionar uma visão mais precisa da realidade do campo e ajustar as projeções de safra. “Nos últimos anos, tanto o USDA quanto a Conab superestimaram a produção, o que desajustou o planejamento da indústria e das exportações. Precisamos de dados mais próximos da realidade para evitar problemas, como a escassez de soja no mercado interno”, explica.

O programa em Mato Grosso

A série terá início em Nova Mutum e se estenderá por quatro semanas, com encontros em diferentes municípios. A equipe da Aprosoja se reunirá com produtores locais, delegados e especialistas para discutir as condições de cultivo, as variações climáticas e as características dos solos, favorecendo a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções regionais.

Segundo o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Pedro Bier, a série representa uma importante oportunidade para aproximar os produtores das gestões e projeções de safra, além de permitir um acompanhamento mais detalhado da evolução da lavoura.

“A safra deste ano começou com desafios, como o atraso nas chuvas, o que pode surpreender os produtores. Com Clima e Mercado 2024, conseguiremos informações mais precisas e dar voz ao produtor sobre os impactos reais da safra”, afirma.



Source link

News

Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem adesão de 81 países



A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será lançada na abertura da cúpula do G20, nesta segunda-feira (18), já teve adesão de 81 países. A proposta foi idealizada pelo Brasil com o objetivo de acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Entre os países que já aderiram estão 18 dos 19 integrantes do G20. Apenas a Argentina ainda não anunciou a adesão. Segundo o governo brasileiro, os argentinos ainda estão negociando a entrada na Aliança.

Além dos países, anunciaram a adesão as uniões Europeia e Africana, que são membros do bloco, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.

A adesão, que começou em julho e segue aberta, é formalizada por meio de uma declaração, que define compromissos gerais e específicos, os quais são alinhados com prioridades e condições específicas de cada signatário.

Entre as ações estão os “Sprints 2030”, que são uma tentativa de erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala.

A Aliança Global espera alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.

A Aliança terá governança própria vinculada ao G20, mas que não será restrita às nações que integram o grupo.

A administração ficará a cargo de um Conselho de Campeões e pelo Mecanismo de Apoio. O sistema de governança deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil dará o suporte temporário para funções essenciais.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do milho permanecem em viés de alta no Brasil


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) publicada na última quinta-feira (14), as preços do milho seguem em viés de alta no Brasil, refletindo uma demanda interna aquecida e uma produção menor no último ciclo. A média gaúcha encerrou a semana em R$ 67,43 por saca, enquanto outras regiões do país registraram cotações variando entre R$ 54,00 e R$ 74,00 por saca. Nas principais praças, o cereal foi negociado a R$ 66,00 por saca.

De acordo com o Ceema, os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de milho nos primeiros seis dias úteis de novembro. A média diária dessas exportações foi 23,2% inferior à registrada em novembro de 2023, quando o total exportado alcançou 7,4 milhões de toneladas. Para 2024, o mercado projeta vendas anuais entre 36 e 38 milhões de toneladas, uma queda significativa frente aos 55 milhões de toneladas exportadas no ano anterior. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o volume exportado em novembro deste ano será de 5,4 milhões de toneladas.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

No Mato Grosso, principal estado produtor, as vendas da safra 2024 atingiram 86% da produção total, abaixo da média histórica de 89%. Já para a safra futura, que será colhida em 2025, o índice de comercialização alcançou 20,9% do total esperado. O avanço foi impulsionado por uma valorização de 15,5% no preço médio estadual em outubro, que fechou em R$ 50,67 por saca. Para a safra futura, o preço médio no mesmo mês foi de R$ 42,62 por saca, um aumento de 4% em relação a setembro.

O plantio da safra de verão também avança no Brasil. No Paraná, 98% da área prevista já havia sido plantada até 11 de novembro. No Rio Grande do Sul, o índice chegou a 78% até 7 de novembro, superando a média histórica de 76% para o período, conforme a análise do Ceema.





Source link

News

Como está o plantio da soja no Brasil? Confira os dados por região



O plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil alcançou 78,2% da área total até o dia 14 de novembro, um avanço em comparação ao ano passado e à média dos últimos cinco anos.

Entre os estados, Mato Grosso lidera o avanço, com 98% da área semeada, seguido por Mato Grosso do Sul (97%) e Paraná (94%). De acordo com a Safras & Mercado, São Paulo também apresenta um bom desempenho, com 87%, seguido por Goiás com 80%, e Minas Gerais com 78%. Santa Catarina está com 67%, enquanto a Bahia alcançou 60%.

O Maranhão, por sua vez, tem 59% da área da soja plantada. O Tocantins está com 50%, e os demais estados somam 49%. Por fim, o Rio Grande do Sul segue com o menor percentual, com apenas 38% da área semeada até o momento.

Na última semana, em 8 de novembro, o percentual de plantio estava em 69,1%, com os seguintes números por estado: Rio Grande do Sul com 24%, Paraná com 88%, Mato Grosso com 94%, Mato Grosso do Sul com 88%, Goiás com 83%, São Paulo com 77% e Minas Gerais com 70%.

A Bahia apresentou 35%, Santa Catarina 60%, Maranhão 40%, Piauí 33%, Tocantins 38% e outros estados 35%. Com isso, o avanço na semeadura nesta semana foi de 78,2%, evidenciando o ritmo acelerado de plantio, especialmente em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás.



Source link

News

Previsão do tempo mostra frente fria se deslocando e chuva forte em várias áreas



Veja como ficam as condições do tempo em todo o Brasil nesta terça-feira (19), de acordo com a análise de meteorologistas da Climatempo.

Sul

A frente fria continua se deslocando, estimulando áreas de instabilidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com condições de pancadas fortes de chuva no decorrer do dia.

Em boa parte do Paraná, o predomínio é de sol, com pancadas de chuva a partir da tarde no oeste, sul, sudeste e leste. No sul gaúcho o dia fica encoberto, assim como no noroeste paranaense.

Sudeste

Dia de sol e calor na região. A circulação de ventos nos diferentes níveis da atmosfera favorece a ocorrência de pancadas típicas da estação entre a tarde e a noite em Minas Gerais, no centro-sul e interior do Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Em São Paulo, o sol predomina e pode ter chuva isolada no fim do dia no interior, enquanto a capital terá um dia de sol e sem chuva.

Centro-Oeste

Ar quente e úmido e atuação da baixa pressão na altura do Paraguai favorecem a ocorrência de nuvens carregadas na metade oeste de Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso.

A maior parte de Goiás e o Distrito Federal continuam com aberturas de sol pela manhã e pancadas com trovoadas a partir da tarde.

Nordeste

O calor ainda é destaque na região. Na parte da manhã, faz sol em todas as capitais das costas norte e leste. Há chance de pancadas moderadas de chuva no sul do Maranhão e no oeste e sul da Bahia. Pode haver chuva passageira no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e no litoral de Alagoas.

Norte

Todas as capitais da região ficam em estado de atenção para fortes pancadas de chuva com risco de raios e trovoadas no decorrer do dia.

O tempo fica mais encoberto no Acre, em Rondônia, Amazonas, sul do Pará e Roraima, com chuva a qualquer momento. Faz sol nas capitais Palmas, Belém e Macapá, com previsão de chuva à tarde.



Source link

News

retração compradora limita alta de preços



O afastamento de alguns compradores limitou as altas de preços do milho na última semana, conforme levantamentos do Cepea. 

Segundo o Centro de Pesquisas, a melhora do clima, as exportações em ritmo lento e as quedas dos contratos externos levaram demandantes a apostar em enfraquecimento nos valores domésticos. 

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Além disso, as estimativas para safra 2024/25 indicam melhora na produção, o que pode aumentar o interesse de vendedores em negociar.

Segundo relatório divulgado pela Conab na última quinta-feira (14), a produção agregada de milho para 2024/25 é estimada em 119,81 milhões de toneladas, o que representaria um incremento de 3,6% em relação ao volume de 2023/24.



Source link

News

clima favorece semeadura, e colheita pode ser recorde



As recentes chuvas intercaladas de sol vêm favorecendo a semeadura da safra 2024/25 de soja, com as atividades estando adiantadas em relação a igual período da temporada anterior. 

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Vale lembrar que a atual safra iniciou em meio a condições climáticas adversas no Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, essa melhora no cenário – que sustenta as expectativas de produção recorde no Brasil – afastou consumidores das negociações no mercado spot nacional na última semana. 

Sojicultores também estiveram mais afastados das vendas, atentos à valorização do dólar e às projeções indicando crescimento na oferta global da soja, ainda conforme pesquisadores do Cepea. No Brasil, a produção é estimada em 166,14 milhões de toneladas pela Conab e em 169 milhões de toneladas pelo USDA, ambos volumes recordes. 



Source link

News

Petrobras e Yara assinam acordos para cooperação técnica e industrialização de Arla 32



A Petrobras informou nesta segunda-feira (18) que assinou com a Yara e a Araucária Nitrogenados (Ansa), subsidiária integral da companhia, dois acordos, em mais uma etapa para construção de uma potencial parceria nos segmentos de fertilizantes e produtos industriais.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal afirma que o primeiro acordo prevê a comercialização, pela Yara, de Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32) produzido na Ansa, o qual será elaborado utilizando como matéria-prima ureia fornecida pela Yara.

Segundo a empresa, este acordo permitirá a retomada da produção nacional do produto, que atualmente é importado. O processo de industrialização será realizado em paralelo às atividades de retomada integral da operação da fábrica de Araucária.

O segundo é um acordo, acrescenta, de cooperação técnica para desenvolvimento de estudos conjuntos nas áreas de fertilizantes e produtos industriais correlatos, e contempla esforços de transição energética vinculados a projetos de descarbonização e produção de fertilizantes renováveis e de baixa intensidade de carbono.

“Essa cooperação científica, tecnológica e operacional tem por objetivo atingir uma maior eficiência produtiva e aumento da oferta desses produtos no mercado. Sobre a retomada da Ansa”, diz.

Conforme já anunciado, a Petrobras investirá R$ 870 milhões para o retorno das atividades operacionais da Ansa. A fábrica, localizada no Paraná, está hibernada desde 2020 e teve o retorno das suas atividades operacionais aprovado em junho de 2024.

A previsão é de que a fábrica volte a operar em maio de 2025, num esforço de antecipação da previsão inicial. As atividades de desibernação e retomada estão sendo realizadas diretamente pela Petrobras e Ansa.



Source link

News

Comércio do Brasil subirá 5 vezes com acordo Mercosul-UE, dizem empresários a líderes do G20



Aproveitando a presença dos líderes do grupo das 20 maiores economias do mundo (G20) ao Rio de Janeiro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a BusinessEurope assinaram uma carta conjunta com o pedido do fechamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE). De acordo com o documento, o tratado que vem sendo costurado há mais de duas décadas aumentaria em quase cinco vezes a integração do Brasil ao mercado global.

Pelos cálculos da CNI, os parceiros com quem o país tem acordos atualmente permitem acesso preferencial (com taxa menor, por exemplo) a cerca de 8% das importações mundiais de bens. Com um consenso sobre o tema com o bloco do Norte, esse percentual subiria para 37% – levando em conta que a UE conta com uma fatia de 29% das vendas para o mercado doméstico – e abre mais oportunidades de negócios em novos mercados. Para a entidade, a “tímida integração global desfavorece o Brasil”.

Considerando a relevância e urgência da conclusão do acordo, 79 entidades da União Europeia e do Mercosul assinaram uma declaração a favor do avanço nas negociações. “Instamos a que priorizem a rápida conclusão das negociações do Acordo de Livre Comércio UE-Mercosul, um passo fundamental para preservar nossa competitividade conjunta”, trouxe o documento endereçado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a quatro ministros.

As tratativas, no entanto, voltaram a ficar na berlinda depois que o primeiro-ministro francês, Michel Barnier, disse na semana passada que seu país não aceitará a assinatura do acordo que está sendo negociado se o texto atual não for mudado. “Recomendo que a posição de um país como a França não seja ignorada”, declarou.

Dias antes, ao falar sobre os preparativos para a cúpula do G20 em Brasília, o embaixador Mauricio Lyrio afastou a possibilidade de um consenso durante o evento do Rio, acrescentando que este não é o fórum adequado para as discussões, mas reforçou que o objetivo do governo brasileiro continua sendo buscar concluir as negociações até o fim do ano.

O documento das empresas foi entregue esta semana aos governos brasileiros e argentinos, às autoridades do Uruguai, que preside temporariamente o Mercosul, e ao parlamento europeu. Na carta, as entidades ressaltam que este é o momento para concluir e ratificar o acordo Mercosul-UE, argumentando que o tratado apoiará a resiliência da indústria e fortalecerá as cadeias de abastecimento, abrindo novos mercados para as empresas e proporcionando uma oferta estável de insumos.

“Em tempos marcados por turbulência geopolítica e inúmeras crises, as interrupções nas cadeias de abastecimento e as pressões sobre as indústrias se tornam cada vez mais frequentes. O aprofundamento de nossas relações comerciais é fundamental para assegurar a resiliência de nossas economias. O acordo UE-Mercosul nos permite avançar em nosso compromisso com um comércio livre, justo e sustentável”, traz um trecho do documento.

As expectativas da indústria doméstica para a economia brasileira são grandes. De acordo com a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado para a UE no ano passado proporcionou a criação de 21,7 mil empregos, R$ 441,3 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção. A entidade comparou o resultado ao das vendas nacionais à China, principal parceiro comercial do Brasil, que criaram 15,7 mil empregos, R$ 315,2 milhões em massa salarial e R$ 2,7 bilhões em produção por bilhão de reais exportados no mesmo período.

Leia abaixo a íntegra da carta, que foi enviada em português e em inglês:

Excelentíssimos Senhores,

Estamos escrevendo a Vossas Excelências em nome de 79 associações empresariais da UE e do Mercosul, representando uma ampla gama de indústrias e outros negócios. Juntos, nossos membros cobrem uma parte significativa do comércio total de bens e serviços, que ultrapassou 590 bilhões de reais em 2023 entre a UE e a região do Mercosul. A importância de nossa parceria econômica é ainda mais destacada pelos níveis significativos de investimentos mútuos em nossas duas regiões (aproximadamente 2,05 trilhões de reais).

Esses fluxos de comércio e investimento são cruciais para a manutenção de milhões de empregos em ambos os lados, contribuindo de forma significativa para a nossa força econômica. Portanto, instamos a que priorizem a rápida conclusão das negociações do Acordo de Livre Comércio UE-Mercosul, um passo fundamental para preservar nossa competitividade conjunta.

Em tempos marcados por turbulência geopolítica e inúmeras crises, as interrupções nas cadeias de abastecimento e as pressões sobre as indústrias se tornam cada vez mais frequentes. O aprofundamento de nossas relações comerciais já bem estabelecidas entre a UE e o Mercosul é crítico para assegurar a resiliência de nossas economias. O acordo UE-Mercosul é impulsionado por premissas modernas e promete abrir caminho para avanços em áreas-chave que são vitais para nossa parceria e prosperidade mútua. Ele nos permite avançar em nosso compromisso com um comércio livre, justo e sustentável.

O acordo trará acesso a mercados, diversificará cadeias de abastecimento, fomentará investimentos e nos ajudará a aprofundar a cooperação no desenvolvimento sustentável em áreas como mudanças climáticas, preservação florestal e direitos sociais e laborais com padrões elevados.

Acreditamos que o momento atual apresenta uma janela de oportunidade crucial para concluir e ratificar um acordo entre parceiros estratégicos que cobrirá um quinto da economia global e contribuirá para o crescimento econômico e a criação de empregos, beneficiando 750 milhões de pessoas em nossas duas regiões. Estamos convencidos de que os líderes de ambos os lados devem buscar um compromisso para garantir que essa oportunidade seja aproveitada. O acordo UE-Mercosul apoiará a resiliência de nossas indústrias, fortalecendo as cadeias de abastecimento, abrindo novos mercados para nossas empresas e garantindo uma oferta estável de insumos.

Portanto, instamos a que tomem todas as medidas necessárias para concluir definitivamente as negociações, proporcionando assim um impulso positivo para a recuperação econômica e o desenvolvimento, tão necessários em ambos os lados do Atlântico.”



Source link