segunda-feira, julho 27, 2026

Autor: Redação

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Explosão em galpão de soja deixa dois mortos e um ferido no Tocantins



Na madrugada desta segunda-feira (18), uma explosão em um galpão de soja em Cariri, região sul do estado do Tocantins, resultou na morte de dois homens e deixou outro funcionário ferido. O acidente ocorreu por volta da 1h, em uma empresa localizada às margens da BR-153.

A explosão no galpão de soja em Cariri, TO, deixou dois mortos e um ferido. O Corpo de Bombeiros encontrou uma das vítimas, Wanderson Koolonan Ferreira do Carmo Karajá, de 26 anos, sem vida. Outros dois trabalhadores foram resgatados com ferimentos graves e encaminhados ao hospital. Um deles, Romilson Santos Milhomem, de 27 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu após dar entrada no Hospital Regional de Gurupi.

A operação de resgate no galpão de soja, que durou cerca de quatro horas, foi dificultada pelo colapso parcial da estrutura do galpão, provocado pela explosão. Parte do telhado e das paredes do galpão foram destruídos. Além disso, um princípio de incêndio atingiu maquinários que acumulavam resíduos de soja, mas foi rapidamente controlado pelos bombeiros.

O galpão afetado pertence à empresa Fazendão Agronegócio, responsável pela planta de processamento de grãos, que ainda investiga as causas do acidente. Em nota, a empresa informou que está prestando suporte integral às famílias das vítimas e ao colaborador que segue hospitalizado.

Segundo a empresa, as operações no galpão de Cariri foram temporariamente suspensas em respeito às vítimas, enquanto a planta de Porto Nacional e Luzimangues continua operando para garantir a continuidade dos compromissos comerciais. A empresa também reforçou seu compromisso com a investigação do ocorrido e com a melhoria dos protocolos de segurança para evitar novos incidentes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da aveia branca varia entre R$ 60,00 e R$ 78,00 no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a colheita da aveia branca já alcançou 85% da área total plantada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes permanecem a campo, em estágio de maturação fisiológica. A produtividade continua altamente variável, refletindo as condições climáticas e o nível de manejo aplicado pelos produtores, especialmente no controle de doenças. A área plantada com aveia branca nesta safra foi de 354.987 hectares, com produtividade média estimada em 2.474 kg/ha. No entanto, os rendimentos têm variado entre as regiões administrativas do Estado.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita foi encerrada com produtividade média de 2.400 kg/ha, valor próximo das expectativas locais, considerando o nível tecnológico aplicado. Em Ijuí, 95% da colheita foi concluída, com as últimas lavouras, semeadas tardiamente, ainda a campo. A qualidade do grão segue abaixo dos padrões para industrialização, levando muitos produtores a armazenar a produção para comercialização futura, conforme os dados do informativo.

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Na região de Passo Fundo, a colheita avançou sobre 80% das áreas, mas a produtividade média caiu para 2.000 kg/ha, abaixo do esperado. Em contraste, na região de Santa Maria, a colheita atingiu 80%, com destaque para Tupanciretã, onde os rendimentos superaram as expectativas, alcançando 3.600 kg/ha, contra a previsão inicial de 2.455 kg/ha.

Segundo a Emater/RS, na região de Soledade, a colheita está em fase de finalização, com 93% das áreas colhidas. A produtividade média gira em torno de 3.000 kg/ha, com registros de até 3.900 kg/ha em lavouras com manejo tecnológico adequado. Já nas áreas com práticas inadequadas de adubação e controle fitossanitário, os índices de produtividade foram consideravelmente mais baixos.

Os preços médios da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 60,00; em Passo Fundo, a R$ 78,00; e em Frederico Westphalen, a R$ 72,00.





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Porto de Paranaguá mostra ações socioambientais para as comunidades do entorno na COP29



A convite da Organização das Nações Unidas (ONU), a Portos do Paraná, mais conhecida como Porto de Paranaguá, é a única autoridade portuária na agenda oficial da COP29, em Baku, no Azerbaijão.

No evento, apresentam ações de sustentabilidade, governança ambiental e social. As experiências bem-sucedidas na relação porto-comunidade credenciaram o terminal a participar de painéis internacionais da Responding to Climate Change (RTCC), organização ligada à ONU para a conscientização das mudanças climáticas.

“Nossos projetos socioambientais mais uma vez estão sendo considerados de referência para o planeta. A RTCC fez o convite em nome da COP29 para a Portos do Paraná vir participar. Disseram que as soluções socioambientais que temos em andamento, os nossos projetos socioambientais são referências para o planeta, que eles podem ser replicados porque a forma como nós fazemos é considerada vanguardista”, disse o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana.

Segundo ele, o mercado e, principalmente, os consumidores, estão buscando soluções com responsabilidade socioambiental para toda a sua cadeia de produção logística. “Então nós, como um elo da cadeia logística mundial, temos por obrigação fazer parte dessa solução dentro do transporte de mercadorias”.

Projetos de Paranaguá para a comunidade

O diretor conta sobre um dos projetos do Porto de Paranaguá que estão sendo demonstrados na COP29, o Liderando em Territórios, cujo objetivo é investir em boas práticas socioambientais voltadas às comunidades que vivem no entorno do terminal portuário.

“Nas comunidades que estão nas ilhas, nas áreas insulares, onde só se chega por água, estamos levando para eles aulas de educação ambiental, soluções para os problemas das comunidades, como sistemas de tratamento de esgoto alternativo, capacitação, cursos de inglês, de guia de pesca esportiva. Estamos ensinando-os a fazer os seus sistemas de tratamento de esgoto e a sua captação de água de forma protegida, para que tenham abastecimento de água de qualidade”, conta Santana.

O segundo projeto em destaque na Conferência do Clima é o Porto Construindo Florestas, que visa reduzir os impactos ambientais inerentes à atividade portuária.

“Estamos implantando florestas, sistemas agroflorestais em áreas degradadas no entorno da baía de Paranaguá, Antonina e Guaraqueçaba para calcular o quanto de sedimento a chuva deixa de trazer para dentro da baía, ou seja, é um projeto que busca segurar o assoreamento da baía e, por consequência, diminuir a atividade de dragagem, que é uma das atividades mais impactantes para o meio ambiente dentro da área portuária.



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Banco do Brasil atinge R$ 100 bilhões em desembolsos na safra 2024/25



O Banco do Brasil (BB) atingiu na última semana R$ 100 bilhões em desembolsos na safra 2024/2025. Esse volume abrange R$ 86,7 bilhões em operações de crédito rural e títulos, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), e outros R$ 13,6 bilhões destinados à cadeia de valor do agro.

“A marca de R$ 100 bilhões reforça o compromisso do Banco do Brasil com o agronegócio e a agricultura familiar brasileiros. Seguiremos sempre ao lado de cada produtor e produtora, levando crédito, prestando consultoria e compartilhando conhecimento com as pessoas que trabalham no campo, para sermos cada vez mais relevantes e próximos no dia a dia de seus negócios”, afirma a presidente do BB, Tarciana Medeiros.

De acordo com o banco, o montante está praticamente em linha com o volume disponibilizado no mesmo período da safra anterior. Ao todo, foram contratadas mais de 286 mil operações de crédito, alcançando quase cinco mil municípios.

Os financiamentos destinados à agricultura familiar, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e ao médio produtor, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), ganham destaque, representando 70% do total das operações realizadas.

O BB anunciou em julho seu maior Plano Safra da história, com R$ 260 bilhões para o financiamento da atual safra.

“Nosso compromisso é fazer o agro cada vez mais sustentável e vigoroso, reforçando nossa atuação em toda a cadeia produtiva, desde os pequenos agricultores, passando pelos médios e grandes produtores até as agroindústrias e cooperativas”, afirma Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de Agronegócios e agricultura familiar.

Na atual safra, estão sendo também implementadas ações no âmbito dos Circuitos de Treinamento e de Negócios Agro, que envolvem capacitação (treinamentos, assistência técnica, disseminação de boas práticas e tecnologias) durante as feiras agropecuárias, seminários e dias de campo, que alcançaram mais de 11 mil produtores e produtoras rurais de pequeno porte. Além disso, tais iniciativas levam bons negócios para o campo e movimentação da economia de cada município, contando com as Carretas Agro BB (agências móveis) que já percorreram, em 2024, 135mil quilômetros em centenas de cidades pelo país.



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Produtores devem ser beneficiados com a nova portaria do Imac |


O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Luiz Hassem, assinou no último dia 14, a Portaria nº 211/2024, que torna mais simples a emissão da declaração ambiental para pequenos produtores do estado. 

A iniciativa visa beneficiar 25 mil produtores do Acre, promovendo regularização e acesso a linhas de crédito, como o Plano Safra e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A declaração ambiental permite que pequenos produtores rurais comprovem regularidade ambiental, requisito essencial para obtenção de financiamento em instituições bancárias.

A previsão é que, já neste mês de novembro, sejam liberados R$ 90 milhões em crédito para os agricultores, podendo chegar a R$ 1 bilhão em 2025.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Presidente do Imac, André Luiz Hassem em pé, atrás do púlpito.Presidente do Imac, André Luiz Hassem em pé, atrás do púlpito.
Presidente do Imac, André Luiz Hassem Foto: José Caminha/Secom

Para solicitar a declaração, o produtor acreano deve comparecer à sede do Imac. Confira os documentos necessários, de acordo com o governo do Acre:

  • Requerimento de declaração ambiental, especificando a área consolidada do imóvel, em hectares (ha);
  • Documentos pessoais (RG e CPF);
  • Procuração pública, quando for o caso;
  • Inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • Relatório de análise técnica do CAR, se houver;
  • Declaração de ocupação do imóvel com assinaturas reconhecidas em cartório;
  • Comprovante de pagamento da taxa de serviço.

Segundo o presidente do Imac, a medida acelera investimentos e reforça o compromisso com a preservação ambiental, fortalecendo o desenvolvimento sustentável no estado.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.



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Noruega anuncia doação de US$ 60 milhões ao Fundo Amazônia


Em reconhecimento aos esforços do Brasil com a redução do desmatamento da Amazônia em 31%, em 2023, a Noruega fará a doação de US$ 60 milhões, cerca de R$ 348 milhões na cotação desta segunda-feira (18), para o Fundo Amazônia.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, neste domingo (17), durante a Conferência Global Citizen Now: Rio de Janeiro. O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, é mais uma demonstração importante da confiança do mundo e, em especial, da Noruega, ao compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a redução do desmatamento, a preservação da Amazônia e com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

“A Noruega é um país com quem temos uma longa parceria e que segue se fortalecendo”, disse Mercadante, em nota.

Quase 1 bilhão em aprovações de projetos

O primeiro-ministro Støre destacou os reflexos obtidos a partir do combate ao desmatamento no país. “O sucesso do Brasil na redução do desmatamento é uma prova clara das ambições e da determinação do governo Lula. Mostra como medidas direcionadas podem produzir resultados importantes para o clima e a natureza,” afirmou.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o Fundo Amazônia alcançou a marca de R$ 882 milhões em aprovações de projetos este ano.

Ela disse que certamente o Fundo Amazônia é um dos mais auditados do mundo e o BNDES segue reforçando a sua governança, na busca de ampliar o impacto na proteção ambiental, na bioeconomia e na inclusão social na região amazônica.

“Essa nova doação da Noruega mostra que estamos num caminho auspicioso para amplificar ações que beneficiem ainda mais pessoas e a natureza naquele território”, pontuou Tereza Campello.

Redução do desmatamento

Amazônia LegalAmazônia Legal
Foto: Marizilda Cruppe/Embrapa

De acordo com o BNDES, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/Inpe), indicam que no período entre agosto de 2023 e junho de 2024, o desmatamento na Amazônia no Brasil chegou ao nível mais baixo desde 2015. O patamar é o quinto menor índice desde o início das medições, em 1988.

“É crucial para o clima e a natureza global que o Brasil atinja seus objetivos de controle do desmatamento. Por meio de nosso apoio ao Fundo Amazônia, estamos ajudando a proteger um dos ecossistemas mais importantes do planeta”, comentou o primeiro-ministro norueguês.

A meta do governo brasileiro de zerar o desmatamento na Amazônia é até 2030, o que é “fundamental para a maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel essencial na regulação climática global”, segundo o BNDES.

O ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Tore Sandvik, lembra que as florestas tropicais do mundo absorvem e armazenam bilhões de toneladas de CO² e o investimento na preservação da floresta tropical é um dos mais importantes que o país realiza.

“Desde que Lula reassumiu a Presidência em janeiro passado, o desmatamento diminuiu drasticamente, mostrando que o Brasil é um líder global e uma força motriz na proteção das florestas tropicais”, afirmou.

Doação dos Estados Unidos

Também neste domingo (17), o governo dos Estados Unidos anunciou uma série de iniciativas de apoio à conservação da Amazônia, que integram o programa norte-americano de combate às mudanças climáticas. O anúncio foi feito em visita do presidente Joe Biden à Manaus.

Biden anunciou que os Estados Unidos farão a doação de US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia. O total de contribuições dos país ao fundo atinge US$ 100 milhões, sujeito a notificação do Congresso estadunidense.



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Na França, agricultores fazem mobilizações contra acordo Mercosul-UE



Os agricultores franceses organizaram mobilizações nesta segunda-feira (18) contra o acordo comercial União Europeia-Mercosul. Apoiados pelo governo, os produtores argumentam que o acordo ameaça os seus meios de subsistência ao permitir um aumento das importações agrícolas sul-americanas produzidas sob padrões ambientais menos rigorosos.

Os protestos estavam previstos para ocorrer em todo o país. Até agora, os atos eram pequenos. Um grupo bloqueou uma rodovia a sudoeste de Paris na noite de domingo (17) com tratores. Testemunhas em Velizy-Villacoublay disseram que cerca de 20 tratores foram estacionados por agricultores com cartazes durante a noite em uma via adjacente à rodovia N118, em sentido para Paris, mas haviam deixado o local no fim da manhã de segunda-feira.

A União Europeia e o Mercosul chegaram a um acordo inicial em 2019, mas as negociações tropeçaram devido à oposição dos agricultores e de alguns governos europeus, como a França.

“É inaceitável tal como está”, disse o ministro de Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.

Mas as mãos da França podem estar atadas.

Há temores de que o acordo possa ser finalizado na cúpula do G20, que está sendo realizada no Rio de Janeiro, nesta semana. Um acordo parcial poderia ser acordado mesmo contrariando os interesses da França, que não detém poder de veto.

Outras nações como a Alemanha e a Espanha gostariam de ver um acordo amplo com os sul-americanos.

“Há uma certa mitologia em torno do Mercosul”, disse o ministro espanhol da Agricultura, Luis Planas Puchades, que argumenta que há mais em jogo do que apenas a agricultura.

“A União Europeia está interessada, neste momento, em se fechar dentro de si mesma?”, perguntou o ministro antes de uma reunião ministerial agrícola da UE na segunda-feira. “Ou está interessada, neste contexto geopolítico particular que vivemos, e especialmente depois das eleições norte-americanas, em expandir a rede dos nossos acordos comerciais com terceiros países para manter também a nossa influência econômica e comercial? Acho que a resposta é muito clara.”

Os novos protestos na França são liderados por sindicatos, que se opõem a importações isentas de tributos de carne bovina, aves e açúcar, que, segundo eles, criam uma concorrência desleal.

Os proponentes do acordo argumentam que o pacto reforçaria significativamente os laços econômicos entre a Europa e a América do Sul, eliminando as tarifas sobre as exportações europeias, sobretudo para maquinaria, produtos químicos e automóveis, melhorando assim o acesso ao mercado e criando oportunidades lucrativas para as empresas europeias.

A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, opôs-se publicamente ao acordo comercial UE-Mercosul, citando riscos de desmatamento e preocupações de saúde associadas à carne tratada com hormônios. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou o acordo, a menos que os produtores sul-americanos cumpram os padrões da UE.



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Ministério da Fazenda aumenta para 3,3% estimativa para o PIB este ano


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou de 3,2% para 3,3% a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de acordo com o Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (18) pela pasta. Em relação à inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão avançou de 4,25% para 4,40%.

Em relação ao desempenho da economia, houve ligeiro aumento na expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) no terceiro trimestre, que levou à revisão na estimativa de crescimento para o ano. Para o terceiro trimestre, a projeção de crescimento subiu de 0,6% para 0,7%, “ainda implicando em desaceleração moderada do ritmo de atividade na margem”.

“A mudança na projeção reflete pequenas revisões nas estimativas de crescimento para o setor agropecuário e de serviços. Na margem, a perspectiva é de desaceleração no ritmo de crescimento, principalmente em função da forte expansão observada no segundo trimestre”, explicou a SPE. 

No segundo trimestre, o resultado do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou acima do esperado, com alta de 1,4%, levando a uma revisão maior para a expansão da economia no último boletim, de setembro, com carregamento estatístico (impacto positivo do resultado de um trimestre para os seguintes) de 2,5% na atual projeção.

Para 2025, a estimativa de crescimento ficou em 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no próximo ano à perspectiva de um novo ciclo de aumentos na taxa Selic, os juros básicos da economia, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. 

Por sua vez, as expectativas para a safra de grãos e para a produção extrativa em 2025 melhoraram significativamente, “compensando o efeito negativo da política monetária mais contracionista sobre a atividade”.

Setores

Para os próximos dois trimestres, a SPE projeta aumento da atividade em ritmo inferior ao observado nos dois primeiros trimestres. A previsão de crescimento dos setores produtivos quase não se alterou nesta edição do Boletim Macrofiscal.

Para a agropecuária, a variação esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retração, que era de 1,9%, melhorou para 1,7%. Segundo o documento, o novo número já incorpora revisões para cima nas expectativas para a colheita de algodão e para os produtos da pecuária no ano, que mais que compensaram os efeitos negativos resultantes da revisão para baixo na produção esperada de laranja, trigo, café e cana-de-açúcar.

Para a indústria, a expectativa de crescimento se manteve em 3,5%, guiada pelo “bom desempenho” projetado para as indústrias da transformação e construção, em contrapartida à desaceleração projetada para a indústria extrativa e para a produção e distribuição de eletricidade e gás.

“O bom desempenho projetado para a indústria de transformação reflete a expansão nas concessões de crédito às empresas e as menores taxas de juros comparativamente a 2023, além das políticas de estímulo ao investimento como o novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e a depreciação acelerada. Para o crescimento da construção, se destaca a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida, além do aumento da massa de rendimentos real e do crescimento das vagas de trabalho formais”, informou a SPE.

A projeção para a expansão dos serviços subiu ligeiramente, passando de 3,3% para 3,4%. De acordo com a secretaria, após a divulgação do PIB do segundo trimestre, o carregamento estatístico para o crescimento do setor de serviços avançou para 3%.

“A expectativa é que esse setor continue em expansão até o final do ano, guiado pelo mercado de trabalho aquecido e pelas melhores condições de crédito para as famílias comparativamente ao ano anterior. No entanto, deve haver desaceleração do ritmo de crescimento dos serviços na margem nos próximos dois semestres, refletindo tanto a forte base de comparação como a redução de estímulos vindos do aumento real do salário mínimo e do pagamento de precatórios”, diz o boletim.

Inflação

A previsão da SPE para o IPCA passou de 4,25% para 4,4%, ficando próxima do teto da meta de inflação para o ano. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

Segundo a SPE, contribuíram para o aumento das estimativas a aceleração dos preços de itens mais voláteis, mais afetados pelo câmbio e pelo clima, como alimentos. Porém, até o final do ano, deverá haver desaceleração nos preços  monitorados, repercutindo, principalmente, mudanças esperadas nas bandeiras tarifárias de energia elétrica. Após dois meses no nível vermelho, a bandeira tarifária para novembro será amarela.

“A partir de novembro, a inflação acumulada em 12 meses deve voltar a cair. Esse cenário considera bandeira verde para as tarifas de energia elétrica em dezembro e pode ser afetado pela ocorrência de novos eventos climáticos”, de acordo com o boletim.

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,4%, um pouco mais alto que os 4,1% divulgados no boletim anterior, em setembro.

Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, acelerou de 3,8% para 6,4% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Segundo a SPE, o processo de desinflação deverá continuar nos próximos anos, com desaceleração dos preços livres e monitorados. Para 2025, a estimativa de inflação pelo IPCA avançou de 3,3% para 3,6%, “a fim de incorporar maiores efeitos inerciais, o aumento esperado para a inflação de proteínas animais, reverberando as perspectivas para o ciclo de abate de bovinos, e os impactos da depreciação cambial mais recente”.

As projeções para o INPC e IGP-Di para 2025 estão em 3,4% e 4%, respectivamente.

Os números do Boletim Macrofiscal são usados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 22. Publicado a cada dois meses, o relatório traz previsões para a execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e da previsão de gastos do governo, com o PIB e a inflação entrando em alguns cálculos. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo bloqueia ou libera alguns gastos não obrigatórios.



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Como ficou o mercado da soja em Chicago na reabertura?



Os contratos futuros da soja em grão na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registram preços mais baixos nesta segunda-feira (18), com o mercado ainda pressionado pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul. Por outro lado, as perdas nas cotações foram limitadas pelos sinais de forte demanda por soja dos Estados Unidos, especialmente no mercado exportador.

Desde o início da manhã, o mercado foi influenciado pelo clima na América do Sul, onde a previsão de boas condições para as lavouras tem gerado expectativas de uma safra robusta, especialmente no Brasil e na Argentina. A boa umidade e a ausência de eventos climáticos adversos no momento favorecem o desenvolvimento das culturas, o que acaba impactando as cotações da oleaginosa.

Outro fator relevante no cenário atual é a valorização do dólar. O Dollar Index, embora tenha apresentado um recuo momentâneo, ainda se mantém em níveis elevados, o que prejudica a competitividade da soja dos Estados Unidos no mercado internacional. Esse aspecto, por sua vez, tem contribuído para o movimento de baixa nos preços da soja nas negociações da CBOT.

USDA

Entretanto, o mercado encontrou suporte com o retorno de sinais de demanda consistente pelo produto norte-americano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores privados dos EUA reportaram a venda de 261.264 toneladas de soja ao México, com entrega prevista para a temporada 2024/25. Essa transação é vista como um indicativo de que a demanda global pela soja dos EUA segue firme, apesar da pressão do clima na América do Sul e da força do dólar.

Contratos futuros da soja

Em relação às cotações, os contratos futuros de soja com entrega em janeiro de 2025 estão sendo negociados a US$ 9,96 3/4 por bushel, registrando uma queda de 1,75 centavos de dólar, ou 0,17%, em comparação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em março de 2025 operam com recuo de 2,75 centavos de dólar, ou 0,27%, sendo cotados a US$ 10,06 por bushel.

O clima na América do Sul continua a ser o principal fator que deve ditar o rumo do mercado nos próximos dias, com os operadores atentos às atualizações sobre as condições de safra na região, que pode afetar a oferta global da soja nos próximos meses.



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Governo nomeia 11 novos adidos agrícolas do Brasil no exterior



O governo federal nomeou na quinta-feira (14) os 11 novos adidos agrícolas do Brasil no exterior, conforme decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU). Os adidos agrícolas são responsáveis por prospectar oportunidades de comércio, investimento e cooperação para o agronegócio brasileiro e atuam junto às representações diplomáticas do país no exterior.

“Com esses novos postos, fortaleceremos ainda mais as oportunidades para o setor, o que resultará em mais empregos e renda para os brasileiros, ampliando nossa presença global e garantindo mais competitividade para o Brasil no cenário internacional”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

A missão dos adidos tem duração de quatro anos consecutivos. Foram nomeados:

  • Vanessa Medeiros, designada para atuar nos Emirados Árabes Unidos;
  • Frederique Abreu, na Nigéria;
  • Fabiana Alves, na Etiópia (incluindo União Africana, Djibuti e Sudão do Sul);
  • Diego Leonardo Rodrigues, na Turquia;
  • Luciana Gomes, na Argélia;
  • Silvio Luiz Testaseca, em Bangladesh;
  • Dalci de Jesus Bagolin, na Malásia (incluindo Brunei);
  • Virgínia Carpi, nas Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau);
  • Priscila Moser, na Costa Rica;
  • Rodrigo Padovani, no Chile; e
  • Marlos Vicenzi, no Irã.

O governo autorizou o aumento das adidâncias agrícolas das atuais 29 para 40 postos em julho deste ano, conforme decreto presidencial.

“A ampliação para 40 postos de adidâncias reforça a crescente relevância da agropecuária brasileira e o papel fundamental dos adidos agrícolas, que atuam diretamente em negociações, discussões de temas sanitários e fitossanitários e na abertura e ampliação de mercados para os produtos brasileiros. Essa estrutura fortalece a posição do Brasil no comércio internacional, ampliando oportunidades para o setor”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luís Rua.

Atualmente, há adidos agrícolas nos seguintes países:

  • África do Sul,
  • Alemanha,
  • Angola,
  • Arábia Saudita,
  • Argentina,
  • Austrália,
  • Canadá,
  • China (dois adidos),
  • Colômbia,
  • Coreia do Sul,
  • Egito,
  • Estados Unidos da América,
  • França (Delegação do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas Sediadas na França),
  • Índia,
  • Indonésia,
  • Itália (Delegação Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e aos Organismos Internacionais),
  • Japão,
  • Marrocos,
  • México,
  • Suíça (Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra),
  • Peru,
  • Reino Unido,
  • Rússia,
  • Singapura,
  • Tailândia,
  • Bélgica (Missão do Brasil junto à União Europeia em Bruxelas, dois adidos) e
  • Vietnã.



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