segunda-feira, julho 27, 2026

Autor: Redação

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Brasil apresenta meta ambiciosa de redução de emissões



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país”



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país"
“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país” – Foto: Divulgação

A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil apresentada na COP29, em Baku, Azerbaijão, estabelece uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de até 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a meta é um passo importante, mas o Brasil tem potencial para ser ainda mais ambicioso na diminuição de suas emissões, dada sua experiência e capacidade de ação.

André Guimarães, diretor executivo do IPAM, destaca que a participação de toda a sociedade é fundamental para o cumprimento da NDC. Ele enfatiza que, para ser plenamente implementada, a meta precisa da colaboração do setor privado, ciência, academia e dos governos subnacionais. Somente com essa união será possível garantir o sucesso da meta, podendo até torná-la mais ambiciosa.

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de GEE (SEEG) aponta que o Brasil emitiu, entre 2005 e 2012, cerca de 16,6 bilhões de toneladas brutas de GEE. A redução das emissões líquidas proposta para 2035 representa um grande desafio, mas o país possui as condições necessárias para alcançá-lo.

“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país. É importante ainda dizer que a NDC apresentada hoje na COP 29 é de toda a sociedade brasileira. E, por isto, para ser integralmente cumprida, necessita da união de todos. Setor privado, ciência, academia e os governos subnacionais. Só assim será possível garantir o cumprimento da nossa NDC e, se possível, torná-la ainda mais ambiciosa”, afirma André Guimarães, diretor executivo do IPAM.

 





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Sustentabilidade e inovação na pecuária brasileira



Frigorífico tem inovado na abordagem



Frigorífico tem inovado na abordagem
Frigorífico tem inovado na abordagem – Foto: Divulgação

A pecuária brasileira tem se destacado não apenas pela sua produção eficiente em sistemas tropicais, mas também pela contribuição à sustentabilidade, como destacou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, durante a COP29. Em painel realizado em Baku, Correia abordou a reciclagem de resíduos da agricultura, como o etanol de milho, e a importância do papel biológico do boi dentro dos sistemas alimentares. O animal tem a capacidade de absorver coprodutos da produção de etanol, como o DDG, o que fortalece a integração entre a agricultura e a pecuária.

O evento contou com a participação de diversas autoridades, como Bruno Brasil, diretor do Ministério da Agricultura, e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa. Durante o painel, também foram debatidas ações perenes para o desenvolvimento do campo e para a melhoria da qualidade dos produtos, com foco na sustentabilidade. Liège Correia destacou que o setor privado tem avançado significativamente na recuperação de pastagens no Brasil, o que abre portas para maior produção de alimentos, incluindo grãos, sem a necessidade de expandir áreas agrícolas.

A diretora da JBS ressaltou que, para aumentar a eficiência no campo, é essencial envolver o produtor rural nas discussões e decisões. Ela defendeu que é possível combinar qualidade e práticas sustentáveis, assegurando a satisfação do consumidor e o cumprimento das metas climáticas. Além disso, enfatizou a importância da produção tropical, lembrando que o Brasil possui a capacidade de realizar até três safras por ano, o que pode contribuir para a sustentabilidade e a segurança alimentar global.





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doença pode reduzir produção de soja em 90%



A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce




Foto: Divulgação

A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, segue como uma das principais ameaças às lavouras de soja no Brasil. No Rio Grande do Sul, os primeiros focos da doença já foram detectados no Noroeste, conforme dados recentes do programa Monitora Ferrugem RS, que utiliza 74 coletores distribuídos pelo estado. A doença, que pode reduzir a produtividade em até 90% sob condições climáticas favoráveis, já causa preocupação.

A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce, impedindo a formação completa dos grãos. O fungo se espalha rapidamente pelo vento, afetando praticamente todas as regiões produtoras do país. Os sintomas incluem pontuações escuras na face superior das folhas e urédias castanho-escuras na parte inferior, que produzem os esporos responsáveis pela disseminação da doença.

Desde sua detecção no Brasil, em 2001, a ferrugem tem desafiado os sistemas de manejo, sendo responsável por perdas de produtividade, dependendo do estágio da cultura e das condições ambientais.

Estratégias de controle

Embora o desenvolvimento de cultivares resistentes seja difícil devido à alta variabilidade genética do fungo, o controle químico permanece como a medida mais eficiente. Práticas adicionais incluem:

•    Plantio em épocas menos favoráveis à doença

•    Uso de cultivares precoces

•    Monitoramento constante e diagnóstico precoce

•    Controle de plantas daninhas, que também podem hospedar o fungo

A assistência técnica e o monitoramento contínuo são essenciais para definir estratégias de manejo específicas para cada área, ajustando ao estádio das plantas e às condições climáticas. 

 





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Modelo inédito de restauração florestal remunerada com créditos de carbono é lançado pelo Pará



Durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou o edital de concessão da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX).

A área, com 10,3 mil hectares localizada em Altamira, no sudoeste do estado, será recuperada por meio de um modelo inédito no Brasil, que prevê restauração ecológica por até 40 anos.

A concessão permitirá a restauração da vegetação nativa na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, com o concessionário remunerado pelo aproveitamento de créditos de carbono gerados durante o processo.

Estima-se que cerca de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente sejam sequestradas, o que equivale a 330 mil voltas ao redor da Terra de avião.

O modelo exige um investimento inicial de R$ 258 milhões para instalação e operação, com uma receita total projetada de quase R$ 869 milhões. Além de restaurar a floresta, o projeto visa atrair investimentos para o Pará (estado sede da COP30, em 2025) e fortalecer políticas de desenvolvimento sustentável.

Impacto social e contrapartidas

O projeto prevê a geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos na região. Entre as exigências ao concessionário, estão:

  • Capacitação de mão de obra local;
  • Apoio a cadeias produtivas agroflorestais;
  • Parcerias para fornecimento de insumos, mudas e sementes.

Já as contrapartidas do estado incluem a implementação do Plano de Atuação Integrada (PAI), que abrange:

  • Regularização fundiária e ambiental;
  • Investimentos em segurança, infraestrutura, logística e comunicações;
  • Serviços públicos para as comunidades locais.

O governador enfatizou o papel pioneiro do Pará na criação de uma economia verde. “Estamos falando de 10 mil hectares que vão gerar 2 mil empregos e transformar áreas degradadas em florestas restauradas para o mercado de carbono e manejo florestal. É um modelo que alia combate ao desmatamento ilegal com geração de emprego e desenvolvimento sustentável.”

Barbalho destacou, ainda, que o Brasil só alcançará suas metas ambientais ao restaurar áreas degradadas e implementar projetos como o da URTX. “Lançamos o plano de restauro há um ano, e hoje publicamos o primeiro edital de concessão para restauração em área pública no Brasil”, celebrou Barbalho.

O edital de concessão da URTX estará aberto por 120 dias, e o vencedor será conhecido em março de 2025. Os documentos completos podem ser consultados nos sites da Semas e do Ideflor-Bio.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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Frente fria passageira trará chuva superior a 100 mm na semana; veja quando e onde


A semana será marcada por grandes volumes de chuva entre as regiões central, sudeste e norte, prevê o informativo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgado nesta segunda-feira (18).

Algumas localidades do Amazonas, sul de Mato Grosso, Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo (tons vermelho e rosa no mapa abaixo) devem ser marcadas por precipitações que ultrapassam os 100 mm até o dia 25 de novembro.

Previsão de chuva para as 5 regiões

previsão de chuva no Brasil - 18 a 25 de novembroprevisão de chuva no Brasil - 18 a 25 de novembro
Foto: Inmet/ Reprodução

Sul

A semana começará com a atuação de uma frente fria que avançará rapidamente para o oceano. As áreas de instabilidade favorecerão chuvas em grande parte da região, com acumulados acima de 50 mm no norte do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e litoral do Paraná.

Contudo, a partir do dia 23 de novembro, o tempo ficará firme em grande parte do territporio gaúcho, enquanto no catarinense e paranaense, essa condição de estabilidade está prevista apenas para o dia 24 de novembro.

Centro-Oeste e Sudeste

As instabilidades devem persistir em boa parte do Centro-Oeste e Sudeste, proporcionando chuvas localmente significativas em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com acumulados previstos acima de 40 mm e em torno de 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho).

Em São Paulo, os acumulados poderão superar 20 mm em grande parte do estado, exceto em localidades da parte central do estado, onde são esperados volumes menores nos próximos dias.

“Ressalta-se que, no início da semana, a frente fria que vem do Sul do país, avançará rapidamente em direção ao oceano, alinhando um canal de umidade sobre as regiões Sul e Sudeste a partir do dia 22 de novembro, o que provocará chuvas mais expressivas na faixa central do país”, diz o informativo do Inmet.

Norte

Na Região Norte, áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm (tons de amarelo a laranja) no centro-oeste do Amazonas, Acre, Rondônia e sul do Tocantins, podendo superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa).

Já nas demais áreas da região, as chuvas serão isoladas, variando entre 30 mm e 50 mm. No entanto, no norte do Pará, Amapá e grande parte de Roraima, os acumulados poderão ficar abaixo de 20 mm.

Nordeste

A previsão indica tempo quente e seco em grande parte do centro-leste da Região Nordeste. Entretanto, há tendência de aumento da nebulosidade com pancadas de chuva a partir do dia 24, especialmente no centro-sul da Bahia, onde os acumulados podem superar 50 mm.

Em algumas áreas do sul do Piauí e do Maranhão, há condições para chuvas isoladas ao longo da semana.

Temperaturas mínimas e máximas

De acordo com o informativo do Inmet, os principais destaques em termos de temperaturas máximas e mínimas são os seguintes:

  • Norte e Nordeste: temperaturas máximas previstas entre 30°C e 36°C, podendo superar 38°C em algumas localidades ao longo da semana.
  • Centro-Oeste: termômetros devem variar entre 24°C e 32°C.
  • Sudeste: máximas previstas entre 16°C e 30°C.
  • Sul: início da semana com máximas entre 14°C e 28°C, aumentando ao longo dos dias e podendo atingir 30°C.



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Movimentação de 30 milhões de metros cúbicos de gás argentino ao Brasil é firmada no G20



O Ministério de Minas e Energia (MME) assinou nesta segunda-feira (18) Memorando de Entendimento com a Argentina para viabilizar a exportação de gás natural argentino ao Brasil.

O acordo foi feito durante o G20, cúpula de líderes mundiais das 19 maiores economias mais União Europeia e União Africana.

O ato cria um grupo de trabalho bilateral para identificar as medidas necessárias para viabilizar a oferta do produto argentino, com destaque para o Gás de Vaca Muerta, no norte da Patagônia.

Escala de movimentação

Dentre as medidas, se destacam o estudo da viabilidade econômica das rotas logísticas, considerando a possível expansão da infraestrutura existente dos dois países, por meio da qual estima-se uma viabilidade de movimentação de dois milhões de metros cúbicos por dia no curto prazo, aumentando nos próximos três anos para dez milhões, até atingir 30 milhões em 2030.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da concretização do ato.

“Essa é uma importante entrega do programa Gás Para Empregar, que criamos com o objetivo de aumentar a oferta de gás natural e promover a reindustrialização do país. Ao concretizar a importação do gás de Vaca Muerta, estamos fortalecendo o desenvolvimento das indústrias de fertilizantes, vidro, cerâmica, petroquímicos e tantas outras que trazem desenvolvimento econômico ao Brasil. Teremos mais gás, e junto com ele mais emprego, renda e riqueza para brasileiras e brasileiros”, afirmou.

Infraestrutura para o gás

O documento indica que o grupo deve buscar o uso da infraestrutura já existente nos dois países, permitindo a exportação do gás argentino no menor tempo e com o menor custo possível.

Para isso, o grupo formado deverá identificar meios para viabilizar o projeto e a construção de infraestruturas necessárias para interconectar os gasodutos existentes de cada país.

Na agenda de trabalho dos estudos, estão elencadas prioridades como infraestrutura, transporte e interconexão entre os países e tipos de operações. O memorando tem validade de 18 meses, prorrogáveis. Ao final desse período, será apresentado relatório das atividades.

“Hoje estabelecemos um protocolo com o ministro da Economia argentino, o que demonstra que estamos empenhados em construir política de Estado e não de governo para poder dar mais um passo fundamental no programa Gás Para Empregar que visa ampliar a competitividade nacional. Sabemos da importância do gás para reindustrializar o Brasil. A indústria química do Brasil tem hoje 30% de ociosidade porque não tem competitividade na aquisição do gás. O gás no Brasil só vamos diminuir o preço quando aumentarmos a oferta”, disse o ministro em coletiva de imprensa.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Tilápia/Cepea: Oferta elevada e fraca demanda mantêm preços em queda


Os preços da tilápia continuaram em queda em setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da oferta elevada, visto que ainda há muitos peixes com alta biomassa nos tanques, e da demanda enfraquecida. Também como reflexo da disponibilidade interna elevada, as exportações brasileiras de tilápia (filés e produtos secundários) voltaram a crescer em setembro. Foram 1,6 mil toneladas embarcadas no último mês, avanço de 17,4% frente a agosto/24 e de expressivos 60,2% em relação a setembro/23. 

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Escalas de abate evoluem, mas preços do boi gordo não reduzem


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços em alta nesta segunda-feira (18), com negócios saindo acima da referência média em vários estados.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate apresentam tímida evolução, ainda posicionadas entre quatro e seis dias úteis na média nacional.

“O fato é que os frigoríficos exportadores seguem com grande apetite dentro do mercado, mantendo um comportamento agressivo na compra de gado. Como se sabe, a movimentação cambial, somada a recente elevação dos preços em dólar pagos pelas carnes no mercado internacional, torna a conta das exportações altamente vantajosa”, disse o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Preços da arroba de boi gordo

  • São Paulo: R$ 345,92
  • Goiás: R$ 339,64
  • Minas Gerais: R$ 333,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 326,48
  • Mato Grosso: R$ 330,20

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista volta a apresentar elevação de seus preços no início da semana, e o
ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 26,00 por quilo, alta de R$ 0,50. Quarto dianteiro ainda é
cotado a R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 19,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,7484 para venda e a R$ 5,7464 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7357 e a máxima de R$ 5,7996.



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Confira como ficaram as cotações da soja e o mercado do grão



O mercado brasileiro de soja teve uma segunda-feira (18) tranquila, com preços voláteis devido à oscilação de Chicago. Segundo a Safras & Mercado, o dólar recuou em relação ao real e os preços domésticos ficaram mistos, com pouco movimento de negócios.

Preços por região

  • Passo Fundo (RS): R$ 134,00
  • Missões (RS): R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 143,00
  • Cascavel (PR): R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 153,00
  • Dourados (MS): R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): R$ 135,00 para R$ 134,00

Mercado em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta, impulsionados pela recuperação do petróleo e pela boa demanda dos Estados Unidos. A escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia causou uma alta superior a 4% no petróleo, o que favoreceu também o aumento dos preços das commodities, incluindo o trigo e a soja.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 261 mil toneladas de soja para o México, 135 mil toneladas de farelo para as Filipinas e 30 mil toneladas de óleo para a Índia, com exportadores privados liderando as transações. Em outubro, o esmagamento de soja nos EUA atingiu um recorde histórico de 199,959 milhões de bushels, superando a expectativa do mercado e o número registrado no mês anterior.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja com entrega em janeiro subiram 11,25 centavos, ou 1,12%, fechando a US$ 10,09 3/4 por bushel. Já a posição de março teve um aumento de 10,25 centavos, ou 1,01%, fechando a US$ 10,19 por bushel. Nos subprodutos, o farelo teve uma alta de US$ 0,70, fechando a US$ 290,30 por tonelada, enquanto o óleo subiu 0,17 centavos, fechando a 45,52 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,7484 para venda e R$ 5,7464 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7357 e a máxima de R$ 5,7996.

O mercado segue com certa volatilidade, mas as expectativas para os próximos dias permanecem em atenção, com a oferta e demanda internacionais ainda influenciando os preços da soja no Brasil.



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leilão de grãos do Cerrado mineiro vende saca a R$ 115 mil



A saca de 60 kg de café do produtor Enivaldo Marinho Pereira, da Fazenda Cruzeiro/Cachoeira, em Carmo do Paranaíba (MG), foi vendida, na quarta-feira passada (13), por R$ 115 mil, valor recorde do Leilão Café Solidário, com o vencedor do 12º Prêmio Região do Cerrado Mineiro (RCM), promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado com apoio do Sebrae Minas, em Uberlândia (MG).

O produto foi adquirido pelo consórcio formado pelo Sebrae, Carpec e Louis Dreyfus. Para efeito de comparação, o Indicador do café arábica, à vista, para exportação, calculado pela Esalq, fechou naquele dia em R$ 1.698,83 a saca.

O segundo maior lance foi para o café campeão da categoria Fermentação Induzida, produzido na fazenda São Lourenço, em Patrocínio, do cafeicultor Haroldo Barcelos Veloso, adquirido por R$ 100 mil.

O leilão arrecadou um total de R$ 557 mil. “O resultado do leilão do Prêmio Cerrado Mineiro é fruto da solidariedade da nossa região e da competência dos cafeicultores que não medem esforços para elevar a qualidade. Estamos muito felizes pois 50% dos recursos arrecadados irão para projetos sociais em nossa região”, destacou em nota Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

A premiação revelou os melhores cafés da safra em uma disputa acirrada, com pontuações mínimas de 80 pontos para serem classificados como cafés especiais. Este ano, o prêmio registrou recorde de amostras inscritas, totalizando 547, uma conquista que evidencia o crescente interesse dos cafeicultores pela excelência. A seleção dos finalistas envolveu um painel internacional de juízes que escolheram 60 amostras nas categorias Café Natural, Cereja Descascado e Fermentação Induzida.

O Prêmio RCM é um reconhecimento aos produtores que se destacam pela alta qualidade, rastreabilidade e compromisso socioambiental na produção de café, fortalecendo a marca da Região do Cerrado Mineiro, que há mais de cinco décadas produz cafés com qualidade reconhecida e é a primeira Denominação de Origem (DO) para café no Brasil. Atualmente, 4.500 produtores da RCM ocupam 250 mil hectares em 55 municípios de Minas Gerais, responsáveis por 25,4% da produção do estado e 12,7% da produção nacional.

Confira os vencedores:

Categoria Cereja Descascado
1º lugar: Flávio Márcio Ferreira da Silva (Carpec) – 90,13 pontos
2º lugar: Guimarães Agropecuária (Expocacer) – 89,35 pontos
3º lugar: Eduardo Pinheiro Campos Filho (Expocacer) – 88,48 pontos

Categoria Fermentação Induzida
1º lugar: Haroldo Barcelos Veloso (Carmocer) – 90,13 pontos
2º lugar: Beatriz Aparecida de Souza Guimarães (Expocacer) – 89,70 pontos
3º lugar: M&F Coffee (Carmocer) – 89,45 pontos

Categoria Natural
1º lugar: M&F Coffee (Carmocer) – 90,58 pontos
2º lugar: Carla Poliana da Silva Oliveira (Carmocer) – 90,15 pontos
3º lugar: Enivaldo Marinho Pereira (Carmocer) – 88,16 pontos

O evento também premiou as mulheres que contribuem para a inovação e qualidade no setor cafeeiro com o Troféu Mulher de Atitude. As três melhores produtoras de 2024 foram Carla Poliana da Silva Oliveira, destacando-se nas categorias Cereja Descascado e Café Natural e Beatriz Aparecida de Souza Guimarães, na categoria Fermentação Induzida.



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