segunda-feira, julho 27, 2026

Autor: Redação

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Cenário positivo para o milho


Segundo a Análise do Especialista divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (18), na última semana, a região Sul do Brasil teve condições climáticas favoráveis para o milho da primeira safra, com boa umidade no solo, permitindo o avanço do plantio. Apesar da pressão dos preços em Chicago, os valores domésticos do milho no Brasil apresentaram certa resistência. Isso ocorreu devido à desvalorização do real frente ao dólar, que oferece suporte aos preços internos, e ao ritmo lento da comercialização pelos produtores.

O desenvolvimento acelerado da safra brasileira de soja e a recente alta nos preços do milho estão levando o mercado a rever suas projeções para o plantio da segunda safra do cereal em 2024/25. Inicialmente, esperava-se uma redução na área plantada devido às cotações desvalorizadas, mas a recuperação nos preços pode reverter essa tendência, especialmente nas regiões sulistas.

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De acordo com a análise, as cotações do milho registraram disparadas no mercado disponível e uma boa recuperação no futuro, mudando o panorama que se desenhava há dois meses. Com a janela ideal de plantio prevista para grande parte do país e sem sinais de aumento expressivo nos custos de produção, as expectativas são de um bom desempenho em volume para a segunda safra do cereal.

De acordo com estimativas iniciais, a área plantada para a safra 2024/25 seria de 3,756 milhões de hectares, o que representaria uma redução de 5,2% em relação à safra anterior. Essa retração era atribuída às baixas cotações do milho, que levaram muitos agricultores a optarem por outras culturas mais rentáveis. Contudo, o recente aumento nos preços pode levar a uma ampliação da área plantada, sobretudo no Sul do país.

A demanda doméstica continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no mercado físico. A valorização do boi gordo e os aumentos nos preços da carne suína e de aves são os grandes propulsores dessa tendência.

Apesar de uma breve queda nos preços na última semana, o cenário geral permanece positivo para o milho no Brasil, com expectativas de uma nova semana favorável ao cereal, conforme a análise da Grão Direto.





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confira cenário macroeconômico na análise do especialista do PicPay



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que políticas inflacionárias de Trump elevam juros e incertezas nos EUA, enquanto Europa e China enfrentam crescimento fraco.

No Brasil, a deterioração fiscal pressiona o mercado, com a Selic podendo alcançar 14%, caso os cortes de gastos não avancem.



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Soja fecha em baixa em Chicago


As cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia em baixa nesta terça-feira, pressionadas pelo avanço do plantio no Brasil e pelas condições climáticas favoráveis em diversas regiões da América Latina. De acordo com o último relatório da Conab, o plantio da safra brasileira alcançou 73,8% da área planejada, superando os 65,4% registrados no mesmo período do ano passado.

Esse progresso representa uma mudança significativa, de atraso para adiantamento na semeadura, o que aumenta as expectativas de uma safra abundante. Além disso, a Abiove estimou um aumento de 9,4% no volume colhido para a temporada 2024/25, reforçando a pressão sobre os preços.  

O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, registrou queda de 1,11%, ou $ -11,25 cents por bushel, encerrando o dia a $ 998,50. Já o contrato para janeiro de 2025 recuou 1,03%, ou $ -10,50 cents por bushel, finalizando a $ 1008,50. No segmento de derivados, o farelo de soja para dezembro caiu 0,59%, ou $ -1,7 por tonelada curta, fechando a $ 288,6. O óleo de soja para o mesmo mês apresentou retração de 1,49%, ou $ -0,68 por libra-peso, encerrando a $ 44,84.  

A retração nos preços reflete o impacto direto das boas condições de plantio e do clima favorável nas regiões produtoras. O ritmo acelerado de semeadura no Brasil reduz incertezas no mercado, enquanto as perspectivas de aumento na produção consolidam uma oferta robusta para a próxima temporada. Além disso, a regularidade das chuvas em áreas estratégicas tem garantido condições ideais para o desenvolvimento das lavouras, contribuindo para a pressão negativa sobre as cotações.  

O mercado permanece atento à evolução da safra brasileira e à situação climática na América Latina, fatores cruciais para as tendências de preços da soja. Caso as condições climáticas continuem favoráveis e o ritmo de plantio se mantenha acelerado, é provável que as cotações sigam pressionadas nas próximas semanas.

 





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Mercado de soja no Brasil: Atualização por estados



No Mato Grosso do Sul, a umidade melhorou



Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente
Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente – Foto: Nadia Borges

De acordo com informações da TF Agroeconômica, o plantio e os preços da soja no Brasil apresentaram variações significativas nos estados produtores nesta semana. No Rio Grande do Sul, o ritmo de plantio voltou a desacelerar, com preços no porto fixados em R$ 143,00 para entrega e pagamento em 29 de novembro. No interior, os valores oscilaram entre R$ 134,00 em Santa Rosa e São Luiz e R$ 135,50 em Cruz Alta e Passo Fundo. Em Panambi, os preços pagos ao produtor recuaram para R$ 125,00 a saca.

Em Santa Catarina, o plantio avançou significativamente, com 55% da área prevista já semeada, segundo a Epagri. As lavouras estão em fase vegetativa, com 99% em boas condições, favorecidas pelas chuvas regulares. No porto, a soja foi negociada a R$ 143,00, enquanto em Chapecó o valor ficou em R$ 135,50. No Paraná, as chuvas irregulares mantiveram o mercado cauteloso. No Porto de Paranaguá, a soja CIF foi indicada a R$ 142,00, com entrega e pagamento em dezembro. No interior, Cascavel registrou R$ 138,00 para retirada imediata e Ponta Grossa apresentou preços balcão de R$ 134,00.

No Mato Grosso do Sul, a umidade melhorou e o estado é o quarto mais avançado no plantio de soja nesta temporada. Em Dourados, o preço FOB foi indicado a R$ 137,00, mas sem acordos concretizados. Já o Mato Grosso segue como destaque nacional, com o segundo plantio mais adiantado. Em Primavera do Leste, a saca FOB com embarque imediato recuou R$ 2, para R$ 142,00, com baixa disposição de venda. Outras praças apresentaram valores como R$ 143,50 em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum e R$ 141,50 em Rondonópolis e Campo Verde.





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Milho misto na B3: Entenda



O contrato de janeiro/25 fechou a R$ 72,92



Apesar do otimismo com a demanda, as cotações dos principais contratos futuros na B3 recuaram
Apesar do otimismo com a demanda, as cotações dos principais contratos futuros na B3 recuaram – Foto: Divulgação

Conforme dados da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho na B3 apresentaram fechamento misto nesta terça-feira (19), refletindo o avanço acelerado do plantio no Brasil e sinais de firme demanda interna e externa. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da primeira safra de milho já alcançou 52,4%, superando os 49% registrados no mesmo período do ano passado. Esse progresso, aliado à grande demanda interna e preços nacionais acima de Chicago e outras origens, projeta um aumento no volume disponível do grão no país.  

Outro fator positivo foi a reversão do atraso no plantio da soja, que abriu espaço para uma janela adequada ao plantio do milho safrinha, garantindo boas perspectivas para o próximo ciclo. No mercado externo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) revisou para cima a estimativa de exportações brasileiras de milho em novembro, de 5,37 milhões para 5,57 milhões de toneladas, embora o volume ainda fique ligeiramente abaixo das 5,66 milhões de toneladas exportadas em outubro.  

Apesar do otimismo com a demanda, as cotações dos principais contratos futuros na B3 recuaram. O contrato de janeiro/25 fechou a R$ 72,92, com baixa de R$ 0,88 no dia e acumulando queda de R$ 3,82 na semana. Já o vencimento março/25 encerrou a R$ 73,83, com queda diária de R$ 0,78 e semanal de R$ 2,90. O contrato de maio/25 também recuou, fechando a R$ 72,22, registrando baixas de R$ 0,45 no dia e R$ 1,67 na semana.  

O cenário reflete uma combinação de fatores: o avanço no plantio e a expectativa de oferta maior no Brasil pressionaram os contratos mais curtos, enquanto a firmeza na demanda, tanto doméstica quanto internacional, aponta para um mercado ainda aquecido no médio prazo. 

 





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negociações variam entre os estados


Segundo informações da TF Agroeconômica, o plantio de milho no Rio Grande do Sul avançou apenas 1% na última semana. No mercado, os preços mantiveram-se estáveis: Santa Rosa com R$ 73,00 a saca; Não-Me-Toque, R$ 74,00; Marau e Gaurama também a R$ 74,00; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 75,00, enquanto Montenegro apresentou o maior valor, R$ 77,00. Vendedores pedem valores mais altos, começando em R$ 80,00 no FOB interior e R$ 82,00 CIF fábricas. Negociações pontuais ocorreram em Palmeira das Missões e Erechim, com 300 toneladas a R$ 75,00 e 500 toneladas a R$ 75,50 para entrega imediata.  

Em Santa Catarina, os produtores ainda evitam fechar negócios, com pedidas pelo menos R$ 2,00 acima das ofertas. Compradores indicaram preços de R$ 72,00 no interior e R$ 73,00 a R$ 75,00 CIF fábricas, enquanto transações de até 2 mil toneladas foram realizadas a R$ 75,00/76,00 no CIF meio-oeste. Chapecó teve indicações de R$ 74,00; Campos Novos, R$ 75,00; Rio do Sul, R$ 76,00; e Videira, R$ 73,00. No porto, os valores ficaram em R$ 67 para outubro e R$ 69 para novembro, sem novos negócios após o feriado.  

No Paraná, o plantio está praticamente concluído, conforme a Conab e o Deral. O mercado local registrou maior movimentação no oeste do estado, com a saca FOB negociada a R$ 70,00 no mercado spot, para embarque imediato e pagamento em 30 dias.  

No Mato Grosso do Sul, o Valor Bruto de Produção (VBP) apresentou queda de 10%, refletindo a lentidão nas negociações. Em Maracaju, os preços foram de R$ 53,00 (+R$ 1,00), Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00), Naviraí a R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciaram ofertas FOB a R$ 52,00, concentrando pedidas em R$ 55,00 no interior e R$ 58,00 no FOB, com indicações nos portos a partir de R$ 60,00.

 





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COP29 foca no papel das cooperativas no combate às mudanças climáticas



Nesta quarta-feira, se comemora o Dia Internacional da Agricultura. A data faz parte da programação da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), em Baku, no Azerbaijão.

O evento abordou a importância do cooperativismo no setor. De acordo com o coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, o cooperativismo desempenha um papel de desenvolvimento social e econômico especialmente importante no Brasil.

“Nossas cooperativas representam mais de um milhão de produtores rurais e eles fazem parte do nosso cotidiano porque de tudo o que a gente come no dia a dia em nossas refeições, metade vem de cooperativas, desde o cafezinho, do leite, passando pelo arroz, feijão pela carne, então as cooperativas têm esse papel muito importante para o desenvolvimento do país”.

As cooperativas atuam diretamente no campo e facilitam a comunicação com o produtor rural, o que permite um relacionamento mais próximo com o campo, levando discussões sobre sustentabilidade a quem planta e colhe.

A gerente de ESG (Environmetal, Social e Governance) da Cooperativa Cooxupé, Natália Fernandes Carr fala, por exemplo, do projeto Gerações, que tem o foco de ir além da lavoura. Assim, o corpo técnico da cooperativa se dirige à propriedade rural e busca encontrar pontos de melhoria, traçando um plano de ação com 118 requisitos para que o produtor evolua indíces de cultivo e gestão sustentáveis.

Número de cooperativas no mundo

Dados da OCB mostram que ao redor do mundo existem mais de três milhões de cooperativas com cerca de um bilhão de membros, o que corresponde a 12% da humanidade.

No Brasil, existem mais de 4.500 cooperativas, sendo que entre as agrícolas, 71,2% são voltadas à agricultura familiar.

“Uma vez que qualifico o meu agricultor a fazer um plantio com uma planta de cobertura, a fazer uma integração lavoura-pecuária-floresta, a adotar um plantio a partir de um diagnóstico por imagens de Vant [veículo aéreo não tripulado], usando um algoritmo que vai fazer um controle de fluxo de enxurrada, que vai maximizar as linhas de plantio e reduzir o consumo de combustíveis fósseis, tudo isso gera uma economia para o agricultor, para o bolso. No entanto, acima de tudo, gera uma economia para o meio ambiente”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, Matheus Kfouri Marinho.

O painel ministrado na COP 29 sobre o tema mostrou que o cooperativismo vai muito além do lucro, servindo como ferramenta de desenvolvimento social das comunidades.

“Na Cooxupe, temos o núcleo de educação ambiental, em que a gente apoia a comunidade para que eles possam entender como cuidar do meio ambiente. É um local onde a gente pode também ensinar ações, modos de realmente reduzir o impacto negativo das mudanças climáticas. Também é onde a gente produz as nossas mudas de espécies nativas. Fazemos o fornecimento gratuito para os nossos cooperados para que eles possam continuar preservando a área deles […]”, diz a gerente de ESG da cooperativa.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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Ministério e Abiec rechaçam declaração do CEO do Carrefour que quer boicotar carnes do Mercosul



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu nota oficial nesta quarta-feira (20) rechaçando o comentário feito em redes sociais pelo presidente da rede de supermercados Carrefour da França, Alexandre Bompard, de que a gigante do varejo não mais iria comercializar carnes provenientes do Mercosul (veja abaixo).

“O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais. Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul”, traz a nota da pasta.

Em postagem publicada em redes sociais, Bompard reproduz uma carta enviada ao presidente dos sindicatos agrícolas da França, Arnaud Rousseau. No texto, ele diz que, em solidariedade aos agricultores do país frente à proposta de acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, o Carrefour “quer formar uma frente unida com o mundo agrícola e assume o compromisso de não vender carne do Mercosul”.

O presidente do Carrefour da França ainda afirma que espera “inspirar” outras empresas do setor agroalimentar e criar um movimento mais amplo de solidariedade no país, em favor das carnes de origem francesa.

Ministério defende produção de carne do Brasil

Na nota comentando a postagem, o órgão brasileiro ressalta o trabalho do sistema de defesa agropecuária brasileiro, que garantiria ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo, mantendo relações comerciais com aproximadamente 160 países.

“Atendendo aos padrões mais rigorosos, inclusive para a União Europeia, que compra e atesta, por meio de suas autoridades sanitárias, a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos”, continua o texto.

O ministério acrescenta que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor. “Apresentou à União Europeia propostas de modelos eletrônicos que contemplam as etapas iniciais do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), demonstrando compromisso com uma produção rastreável e transparente, sendo que os modelos privados de rastreabilidade são amplamente reconhecidos e aprovados pelos mercados europeus”.

O Mapa também lamenta que “questões protecionistas influenciem negativamente o entendimento de consumidores”, sem critérios técnicos que justifiquem as declarações do presidente da empresa francesa.

“O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul – União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”.

Por fim, a nota oficial reitera o compromisso da agropecuária brasileira com qualidade, sanidade e sustentabilidade dos alimentos aqui produzidos, e que contribuem com a segurança alimentar e nutricional de todo o mundo.

Abiec se posiciona sobre declaração do CEO do Carrefour

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) lamentou, em nota, a declaração do CEO do Carrefour. “Tal posicionamento vai contra os princípios do livre mercado e é contraditório, vindo de uma empresa que opera cerca de 1.200 lojas no Brasil, abastecidas majoritariamente com carnes brasileiras, reconhecidas mundialmente por qualidade e segurança”.

O texto afirma que, ao adotar um discurso protecionista em defesa dos produtores franceses, a rede de supermercados fragiliza seu próprio negócio e expõe o mercado europeu a riscos de abastecimento, já que a produção local não supre a demanda interna.

“O Brasil é líder global em exportação de carne bovina, com o maior rebanho comercial do mundo, produção sustentável e rigorosos controles sanitários que garantem qualidade para mais de 160 países. Nos últimos 30 anos, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 172%, reduzindo a área de pastagem em 16%, demonstrando compromisso com eficiência e sustentabilidade”, segue o texto da associação.

A nota da Abiec afirma que decisões como essa não prejudicam apenas o Brasil, mas também a França, que dependeria de diversas commodities brasileiras. “Em um mundo de desafios crescentes para a segurança alimentar global, o diálogo e a cooperação são mais urgentes do que nunca.”

ApexBrasil defende produção do Mercosul

Também por nota, a ApexBrasil considerou “lamentável” a declaração de Bompard. “Em nossa missão de promover as exportações brasileiras, temos participado dos esforços do governo e do setor privado que tornaram o Brasil e seus parceiros do Mercosul os principais fornecedores de proteína animal do mundo, assegurando a segurança alimentar de populações dos mais diversos países”, diz o texto da entidade. 

A ApexBrasil lembra que o país segue os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais para garantir a qualidade da proteína animal brasileira que é vendida ao exterior. 

“Muito estranhamos tal movimento por parte da gigante do varejo francês, em meio a pressões protecionistas em seu país, no momento em que Mercosul e União Europeia estão próximos de fechar o ambicionado acordo que formará o maior mercado do planeta, beneficiando enormemente as populações dos países signatários”, traz o texto.

A entidade conclui a nota afirmando que “é preciso que sejam rechaçadas as suspeitas infundadas e de viés protecionista lançadas sobre a carne do Brasil e dos demais países do Mercosul”.  





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Câmara aprova regulamentação do mercado de carbono, e projeto vai à sanção



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (19) o projeto que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, com a instituição do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O texto havia voltado para nova votação dos deputados após análise do Senado Federal e agora vai à sanção presidencial.

A Câmara rejeitou uma das mudanças feitas pelo Senado, ao retomar a obrigatoriedade de que as seguradoras, sociedades de capitalização e resseguradores locais invistam em ativos ambientais no mínimo 1% por ano dos recursos de suas reservas técnicas e de provisões. Os senadores haviam retirado essa obrigatoriedade a apenas autorizado a aplicação de até 0,5% dessas verbas.

De acordo com o relator, o deputado Aliel Machado (PV-PR), a decisão foi tomada nesta terça-feira, no colégio de líderes.

“Essa mudança é para que, num projeto paralelo, seja feita a alteração apenas da porcentagem, para que não haja discussão jurídica de incompatibilidade, já que o texto retorna do Senado”, afirmou. “Aprovaremos dessa maneira, e num projeto já acordado, se restabelecerá a alíquota definida pelo Senado, de 0,5%.”

Com o SBCE, as empresas vão poder compensar a emissão de gases poluentes comprando créditos de carbono, ligados a iniciativas ambientais. Um ato do Executivo poderá estabelecer regras de funcionamento dos órgãos que compõem a governança do SBCE, que será composto pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, por seu órgão gestor e pelo Comitê Técnico Consultivo Permanente.

Na regulamentação, deverá ser definido um teto para a emissão de gás carbônico em determinadas atividades produtivas. Para que uma empresa ultrapasse esse montante máximo, precisará comprar cotas de outra que não tenha usado todo o seu limite, no chamado comércio de permissões de emissões. Dessa forma, nunca haverá aumento efetivo da emissão de carbono. Essas cotas poderão ser negociadas pelas companhias brasileiras também no exterior.

Quando uma empresa tiver limite disponível para a liberação de gases poluentes, poderá transformar esse direito em um crédito de carbono, ativo que será negociado e poderá ser comprado por outra companhia que já atingiu o teto e precise de mais cotas. Essas operações serão tributadas, o que resultará em arrecadação de impostos.

O sistema divide esse mercado entre dois setores, o regulado e o voluntário – o agronegócio está no segundo. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemorou a votação. “Contemplar os produtores como responsáveis por essas vendas é trazer justiça e garantia do direito de propriedade”, disse o presidente da bancada do agro, Pedro Lupion (PP-PR).



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Capacidade de moagem de trigo diminui lucratividade?



No Paraná, a moagem cresceu 48.141 toneladas em 2023



O crescimento no número de moinhos, no entanto, intensificou a competição
O crescimento no número de moinhos, no entanto, intensificou a competição – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica e dados divulgados pela Epagri-SC com base em levantamentos da ABITRIGO, o Brasil registrou um aumento na capacidade instalada de moagem de trigo em 2023. O número de moinhos passou de 144 para 147, mas essa expansão pode estar reduzindo a rentabilidade do setor. Enquanto estados como o Paraná e o Rio Grande do Sul apresentaram aumento na capacidade instalada e no volume de moagem, regiões como o Norte e Nordeste tiveram quedas no processamento, reforçando a concentração da atividade em estados do Sul do país.  

No Paraná, a moagem cresceu 48.141 toneladas em 2023, apesar da redução de um moinho. Já o Rio Grande do Sul registrou um aumento significativo de 230.966 toneladas, com a abertura de seis novos moinhos. Em Santa Catarina, a moagem subiu 26.702 toneladas, mantendo os 13 moinhos existentes. No entanto, estados como São Paulo e as regiões Norte e Nordeste apresentaram queda no volume de moagem, com retrações de 28.422 toneladas e 85.900 toneladas, respectivamente. O Brasil, no total, alcançou uma variação positiva de 250.888 toneladas em 2023, totalizando 12.816.808 toneladas.  

O crescimento no número de moinhos, no entanto, intensificou a competição no mercado, pressionando margens de lucro. Segundo análise da TF Agroeconômica, os novos entrantes e os grandes players têm adotado uma estratégia de redução de preços para consolidar participação de mercado. Essa disputa agressiva, descrita como uma “guerra suicida”, beneficia os compradores com maior poder de barganha, mas ameaça a sustentabilidade do setor.  

Diante desse cenário, especialistas sugerem que os moinhos adotem uma abordagem colaborativa para evitar margens negativas, relembrando o exemplo do setor de café nos anos 1980-1990, que superou desafios semelhantes. A busca por uma solução coletiva poderia não apenas restaurar a saúde financeira do setor, mas também fortalecer sua competitividade no longo prazo.

 





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