domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

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carne ganha competitividade frente à bovina



Pesquisas do Cepea mostram que os preços do suíno vivo e da carne seguem em alta no mercado brasileiro e renovando – em algumas regiões – as máximas nominais das respectivas séries históricas.

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Mesmo com as valorizações, a competitividade da proteína suína frente à concorrente bovina nesta parcial de novembro é a maior desde junho de 2023, uma vez que o mercado de boi tem registrado forte e consistente aumentos nas cotações.

Já no comparativo com a carne de frango, concorrente mais em conta, a suína apresenta redução na competitividade neste mês.

Especificamente no mercado interno suinícola, pesquisadores do Cepea indicam que as aquecidas demandas interna e externa pela carne e a dificuldade em se encontrar novos lotes de animais para abate seguem impulsionando os preços do setor como um todo. 



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TJ-GO mantém recuperação judicial da AgroGalaxy após agravo do BB



O desembargador Breno Caiado, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), negou pedido do Banco do Brasil para suspender os efeitos da decisão que deferiu o processamento da recuperação judicial da AgroGalaxy Participações S.A. e outras 12 empresas do mesmo grupo econômico. A companhia enfrenta dívidas de R$ 4,6 bilhões e teve seu pedido de recuperação aceito pela 19ª Vara Cível de Goiânia em setembro.

O Banco do Brasil havia interposto agravo de instrumento alegando que os créditos garantidos por cessão fiduciária não estariam sujeitos à recuperação, conforme o artigo 49, §3º, da lei 11.101/05. Também questionou a mudança da sede da holding AgroGalaxy de São Paulo para Goiânia pouco antes do pedido de recuperação, classificando o ato como uma tentativa de “forum shopping” para obter decisões mais favoráveis.

Em sua decisão, Caiado afirmou que “o exercício do direito creditório ou possessório deve ser postergado em prol do não agravamento da situação dos agravados”, ressaltando a importância de preservar as atividades de um grupo “de grande porte e consolidado no mercado, valendo ressaltar que está em risco a sua própria sobrevivência”. O magistrado também rejeitou o pedido de efeito suspensivo ao agravo, por não ver demonstrados os requisitos de dano grave ou de difícil reparação.

A decisão manteve as tutelas de urgência concedidas em primeira instância, como a suspensão de retenções e cobranças sobre recebíveis considerados essenciais, a proibição de rescindir contratos com base no pedido de recuperação judicial, e a suspensão do vencimento antecipado de dívidas. O desembargador considerou que tais medidas são necessárias para evitar a paralisação das operações durante o ‘stay period’ de 180 dias.

Desde o deferimento do processamento, a AgroGalaxy já obteve na Justiça a liberação de R$ 4,97 milhões retidos pelo Sicoob Ouro Verde, a proibição de cortes de energia elétrica e água por débitos anteriores ao pedido, e a liberação de fertilizantes retidos pela Santa Clara Agrociência. A empresa deve apresentar o plano de recuperação até dezembro e negociar sua aprovação com os credores. Com operação em 14 estados e mais de 30 mil clientes, a AgroGalaxy fechou 95 lojas e demitiu mais de 500 funcionários desde o início do processo.

O desembargador destacou a necessidade de equilibrar os interesses dos credores e a preservação da atividade empresarial. “A concessão de qualquer medida na recuperação judicial deve ser precedida pela manifestação dos administradores judiciais e do Ministério Público em 2º grau, evitando decisões precipitadas que possam comprometer a paridade de tratamento entre credores e o equilíbrio da recuperação judicial”.



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Rodovias têm melhor nível histórico, diz governo, mas CNT aponta dados divergentes



Dois levantamentos divulgados nesta semana sobre as rodovias brasileiras apresentam dados contrastantes. O monitoramento do governo federal diz que o país atingiu a melhor marca histórica da qualidade da estrutura viária federal, com 75% em classificação boa e 25% em classificações regular, ruim ou péssimo. Já a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) diz que 77,3% da malha federal está em patamar regular, ruim ou péssimo.

O levantamento do governo federal é baseado no Índice de Condição da Manutenção (ICM), ferramenta utilizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) desde 2016. Pela metodologia, 75% dos 60 mil quilômetros de estradas avaliadas – sob gestão pública ou concedidas – foram classificadas como boas, quase dez pontos acima dos 67% verificados no ano passado e 23 pontos além dos 52% de 2022.

Conforme os dados do DNIT, o Distrito Federal e 24 estados registraram melhoria de suas estradas. “Vale destacar que Acre, Amazonas, Amapá, Sergipe, Maranhão e Santa Catarina tiveram uma evolução expressiva, uma vez que esses estados estavam com índice bom inferior a 40% em dezembro de 2022 e o levantamento atual revela que estão com 64%, 57,1%, 98,4%, 71,3%, 64,1% e 71,5%, respectivamente”, diz o Ministério dos Transportes.

A Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta terça-feira (19), analisou 67 mil quilômetros de rodovias federais. No quadro geral deste ano, 22,7% da malha foi classificada como bom ou ótimo, contra 62,2% como regular (43,4%), ruim (15,4%) e péssimo (3,4%). Os índices indicam um patamar similar ao da pesquisa do ano passado, quando regular, ruim e péssimo somaram 62,9%.

O quadro mais abrangente da pesquisa CNT, quando também se considera as rodovias estaduais, apresenta uma melhora igualmente tímida. Neste ano, 33% da malha foi classificada como bom ou ótimo, contra 67% como regular (40,4%), ruim (20,8%) e péssimo (5,8%). No ano passado, regular, ruim e péssimo somaram 67,5% e, em 2022, 66%.

Na segmentação por tipo de gestão, as rodovias públicas, que correspondem a 74,8% da extensão avaliada, foram classificadas como ótimo (2,7%); bom (20,0%); regular (43,7%); ruim (25,9%) ou péssimo (7,7%). Já entre as rodovias concedidas, 63,1% ficou com classificações ótimo (21,4%); bom (41,7%) e regular (30,8%) – ruim ou péssimo somaram 6,1%.

Metodologias

As informações da Pesquisa CNT foram obtidas a partir de levantamento de campo realizado por 24 equipes ao longo de 30 dias, entre junho e julho deste ano. A coleta foi realizada de forma 100% digital, com o uso de novas tecnologias e de inteligência artificial.

O levantamento conduzido pelo DNIT envolve a filmagem in loco dos segmentos rodoviários com câmeras de alta precisão. Já a análise dos dados tem suporte do software DNIT-ICM que, por meio de inteligência artificial (IA), apresenta resultados matemáticos, excluindo interferências pessoais. O DNIT-ICM foi desenvolvido pela equipe do Labtrans da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Cabe destacar que, desde quando o DNIT passou a aferir os dados, em 2016, sempre houve discrepância na comparação de seus resultados com os dados da CNT. Em 2016, por exemplo, 68% da malha federal era classificada como boa pelo DNIT, contra 48,8% apontados pela CNT.

Investimentos em estradas

Embora os números sejam discrepantes, ambos os levantamentos concordam sobre o aumento de investimentos do poder público na infraestrutura rodoviária. Entre janeiro de 2023 e outubro de 2024 foram destinados mais de R$ 26 bilhões para ações de manutenção, conservação e construção das estradas do país.

“A CNT reconhece os esforços que vêm sendo realizados para transformar o cenário rodoviário nacional e afirma que ainda é necessário ampliar os recursos e o orçamento destinados às rodovias brasileiras. A melhoria da infraestrutura de transporte é um processo de longo prazo que requer constância e comprometimento”, considera a entidade em um dos materiais de divulgação da pesquisa.



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ABPA critica protecionismo após fala de CEO do Carrefour



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reagiu a declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, sobre carnes produzidas nos países-membros do Mercosul. Em nota divulgada nas redes sociais, Bompard afirmou que as carnes desses países não respeitam os critérios e normas exigidos pelo mercado francês.

A ABPA classificou a declaração como infundada e argumentou que os produtos brasileiros atendem rigorosamente às exigências sanitárias dos países importadores. Segundo a entidade, as exportações brasileiras garantem alta qualidade e seguem as determinações das autoridades dos mercados de destino.

Confira a declaração do presidente da ABPA, Ricardo Santin, sobre a fala do CEO do Carrefour França

Para a associação, a manifestação do executivo reflete uma tentativa protecionista que prejudica o equilíbrio de mercado francês, impactando consumidores com preços mais altos e restringindo o acesso de classes menos favorecidas. “O protecionismo, além de injustificado, contraria princípios de sustentabilidade, promovendo maior emissão de gases e pressão inflacionária”, destacou a ABPA.

A entidade também criticou a posição do Carrefour, afirmando que, como uma organização global com forte presença no Brasil, a empresa deveria atuar com base nos princípios de competitividade e respeito ao livre mercado.

Posicionamento do Carrefour

Atendendo a pedido da reportagem, a companhia no Brasil retornou uma nota com o posicionamento do Carrefour França. O informe de dois parágrafos afirma que a medida anunciada pelo CEO local se aplica apenas às lojas daquele país. “Em nenhuma momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, diz a nota.

A empresa também informa que as unidades dos demais países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, não sofrerão alterações quanto às aquisições de carne do Mercosul.

Leia a nota na íntegra:

Posicionamento do Carrefour França

O Carrefour França informa que a medida anunciada ontem, 20/11, se aplica apenas às lojas na França. Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise.

Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças.



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ABPA critica protecionismo após fala de CEO do Carrefour



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reagiu a declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, sobre carnes produzidas nos países-membros do Mercosul. Em nota divulgada nas redes sociais, Bompard afirmou que as carnes desses países não respeitam os critérios e normas exigidos pelo mercado francês.

A ABPA classificou a declaração como infundada e argumentou que os produtos brasileiros atendem rigorosamente às exigências sanitárias dos países importadores. Segundo a entidade, as exportações brasileiras garantem alta qualidade e seguem as determinações das autoridades dos mercados de destino.

Para a associação, a manifestação do executivo reflete uma tentativa protecionista que prejudica o equilíbrio de mercado francês, impactando consumidores com preços mais altos e restringindo o acesso de classes menos favorecidas. “O protecionismo, além de injustificado, contraria princípios de sustentabilidade, promovendo maior emissão de gases e pressão inflacionária”, destacou a ABPA.

A entidade também criticou a posição do Carrefour, afirmando que, como uma organização global com forte presença no Brasil, a empresa deveria atuar com base nos princípios de competitividade e respeito ao livre mercado.

Posicionamento do Carrefour

Atendendo a pedido da reportagem, a companhia no Brasil retornou uma nota com o posicionamento do Carrefour França. O informe de dois parágrafos afirma que a medida anunciada pelo CEO local se aplica apenas às lojas daquele país. “Em nenhuma momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, diz a nota.

A empresa também informa que as unidades dos demais países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, não sofrerão alterações quanto às aquisições de carne do Mercosul.

Leia a nota na íntegra:

Posicionamento do Carrefour França

O Carrefour França informa que a medida anunciada ontem, 20/11, se aplica apenas às lojas na França. Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise.

Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças.



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Entidades do agro pedem urgência na aprovação do PL dos bioinsumos



Uma carta assinada por 56 entidades do agro foi entregue recentemente ao deputado federal Sérgio Souza (MDB/PR), relator do Projeto de Lei 658/2021, que visa regulamentar o uso dos bioinsumos no Brasil.

O pedido das entidades, que inclui produtores rurais e representantes da indústria, destaca a necessidade urgente de aprovação do projeto, que tramita atualmente na Câmara dos Deputados.

Urgência na aprovação

O prazo para aprovação do PL é uma das maiores preocupações dos signatários da carta. Caso o projeto não seja sancionado ainda este ano, a partir de 2025 a produção de bioinsumos “on farm” (produzidos nas propriedades para uso próprio) será ilegal, o que pode gerar uma insegurança jurídica significativa para muitas empresas.

Atualmente, produtores têm o respaldo legal para produzir bioinsumos em suas propriedades, mas, sem uma legislação própria, essa prática será passível de punição, o que pode levar a implicações legais graves para os agricultores.

Desafios para os produtores da soja

A falta de uma legislação clara sobre os bioinsumos também tem gerado incertezas no agro. Muitos produtos são registrados como biofertilizantes, conforme a Lei dos Fertilizantes, mas, caso algum estudo científico prove que o produto também tem efeito no controle de pragas, a empresa responsável poderá ser multada e sua produção embargada, devido à regulamentação vigente sobre agrotóxicos. O cenário já afeta as indústrias brasileiras que têm investido na produção de insumos para uso próprio, com o risco de enfrentarem sanções pela falta de registros adequados.

Atualmente, a legislação sobre agrotóxicos trata os bioinsumos conforme suas funções, o que exige múltiplos registros para os mesmos produtos, encarecendo desnecessariamente o processo para as empresas. A proposta do PL 658/2021 visa simplificar essa regulamentação, permitindo o registro único para os bioinsumos, independentemente de sua função, o que ajudaria a reduzir a burocracia e acelerar o processo de comercialização desses produtos no mercado.

Proposta da CropLife

A principal controvérsia que divide as entidades do agro está na proposta da CropLife Brasil, que defende que todos os novos bioinsumos e suas formulações sejam obrigatoriamente avaliados por três órgãos: Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa. As entidades que assinam a carta se posicionam contra essa proposta, argumentando que não seria necessário consultar todos os órgãos para cada modificação de formulação. Segundo elas, o Ministério da Agricultura deveria ser o órgão responsável, como já ocorre com outros produtos, como fertilizantes e medicamentos veterinários.

Rumo à aprovação do PL

Apesar das divergências, a adesão de 56 entidades ao pedido de urgência para aprovação do PL 658/2021 demonstra a unidade do setor agropecuário e agroindustrial em torno da necessidade de uma regulamentação clara e eficiente. As entidades ressaltam que a aprovação do projeto trará segurança jurídica tanto para os produtores quanto para as indústrias, além de reduzir a dependência do Brasil de produtos importados e evitar a concentração da produção nas mãos de grandes empresas de pesticidas.



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importação de milho e trigo cai, enquanto cresce a de soja



As importações chinesas de milho somaram 250 mil toneladas em outubro, queda de 87,7% ante outubro do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). Em valores, as importações de milho no décimo mês do ano totalizaram US$ 62,286 milhões.

No acumulado do ano até outubro, a China importou 13,03 milhões de toneladas do cereal, recuo de 29,9% na comparação com igual período de 2023.

Aquisições de trigo pela China

As compras da China de trigo alcançaram 220 mil toneladas em outubro, volume 66,2% inferior ao registrado em outubro de 2023. O valor do mês corresponde a US$ 71,016 milhões. Contudo, até outubro, as importações somaram 10,96 milhões de toneladas, alta de 1,2% ante igual período do ano passado.

Soja

Segundo o Gacc, a China importou 8,09 milhões de toneladas de soja no décimo mês do ano, alta de 56,8% ante o volume de outubro de 2023. No total, as importações de soja totalizaram US$ 3,917 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, até outubro, as importações somaram 89,94 milhões de toneladas, avanço de 11,2% em comparação com o volume do ano anterior.

Em relação ao derivado da oleaginosa, os chineses importaram 20 mil toneladas de óleo de soja em outubro, volume 49,9% menor do que o registrado em outubro de 2023. Em valores, no mês, as importações somaram US$ 15,01 milhões. Entre janeiro e outubro, as importações somaram 270 mil toneladas, queda de 1,4% ante igual período de 2023.

Outros produtos

A China importou 110 mil toneladas de algodão em outubro, 63,3% abaixo do volume de outubro de 2023. No acumulado do ano, as compras chinesas somaram 2,37 milhões de toneladas, avanço de 71,4% ante o ano anterior.

De óleo de palma, as importações da China atingiram 250 mil toneladas em outubro de 2024, volume 51,3% menor do que o importado em outubro do ano passado. Em 2024, as importações somam 2,31 milhões de toneladas, recuo de 35,9% ante um ano atrás.

De lácteos, 190 mil toneladas foram importadas pela China no décimo mês do ano, 10,2% abaixo do volume de outubro do ano anterior. No acumulado de 2024, até agora, as importações somaram 2,12 milhões de toneladas, queda de 12,9% na comparação anual.

As importações chinesas de açúcar somaram 540 mil toneladas em outubro, queda de 42% ante igual mês de 2023. Ainda assim, no acumulado do ano, o volume importado sobe 12,6%, para 3,42 milhões de toneladas.

As compras de fertilizantes em outubro foram de 1,1 milhão de toneladas, queda de 5,9% ante o décimo mês do ano passado. Até outubro, as importações somaram 11,48 milhões de toneladas, avanço de 10,2% ante igual período do ano passado.

As importações chinesas de carne bovina totalizaram 240 mil toneladas em outubro, alta de 6% em comparação com igual mês do ano anterior. No acumulado do ano, até o décimo mês, foram reportadas compras de 2,34 milhões de toneladas, aumento de 3,6% em relação a 2023.

De carne suína, os chineses importaram 90 mil toneladas no mês passado, volume 1,6% abaixo do registrado em outubro do ano passado. Entre janeiro e outubro, as importações tiveram queda de 34,9%, para 890 mil toneladas.



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IA pode elevar comércio global em 14 pontos percentuais até 2040, diz OMC



A inteligência artificial (IA) pode impulsionar o comércio global até 2040, mas sua efetividade dependerá da capacidade de países adotarem a tecnologia de modo conjunto, avalia a Organização Mundial do Comércio (OMC), em relatório divulgado nesta quinta-feira (21).

Segundo o documento, o melhor cenário requer a participação conjunta de economias desenvolvidas e emergentes, sendo capaz de aumentar o comércio global em 14 pontos percentuais até 2040. Do contrário, um cenário de “divergência tecnológica” pode reduzir pela metade os ganhos do comércio com inteligência artificial, a um aumento de 7% até 2040.

A organização projeta que a adoção de inteligência artificial pode reduzir custos, melhorar a produtividade entre setores e reconstruir padrões tradicionais do comércio global. Somente o comércio de serviços digitais deve crescer 18% até 2040, estima a OMC. O relatório prevê ainda que podem ser criadas novas categorias de bens relacionadas a IA, como veículos elétricos (EVs, em inglês) e robôs.

“Em outras palavras, falhar em difundir tecnologias de IA entre diferentes economias pode significar deixar de lado muitos dos ganhos potenciais”, afirmou a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, em nota. “Além disso, a inteligência artificial pode apoiar a transição verde ao otimizar recursos e reduzir a pegada de carbono de cadeias de suprimento.”

Entre as possíveis utilidades da IA no comércio global, a OMC pontua a melhora de processos logísticos, facilitação do gerenciamento de cadeias de suprimento e diminuição de barreiras linguísticas em controles de fronteira.

Ferramentas com IA podem, por exemplo, providenciar análises de dados em tempo real, insights preditivos e automatizar alguns processos de tomada de decisão.



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AgroNewsPolítica & Agro

excesso de oferta reduz preços da batata e cebola



Cenoura e alho mantêm estabilidade




Foto: Pixabay

O mais recente levantamento de preços realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entre 4 e 15 de novembro, trouxe um cenário misto para os valores das hortaliças no entreposto de Contagem da CeasaMinas. Entre as principais mudanças, destacam-se elevações nos preços de alguns produtos e quedas em outros, refletindo as dinâmicas de oferta e demanda no mercado.

Entre as hortaliças analisadas, apenas o alho e a cenoura mantiveram preços estáveis durante o período. Já a abóbora moranga, abobrinha italiana e o tomate registraram aumento nas cotações:

Tomate: A alta foi motivada pelo fim da temporada de inverno nas regiões produtoras, o que impactou negativamente a oferta. Quedas influenciadas por maior oferta

Por outro lado, hortaliças como batata, cebola, chuchu, pimentão e quiabo apresentaram queda nos preços. Os fatores principais foram o excesso de oferta e condições climáticas favoráveis:

Batata: As fortes chuvas recentes nas regiões produtoras aumentaram a quantidade disponível no mercado, somadas ao início da colheita no Sul do país.

Cebola: A queda é atribuída à maior oferta de produtos de alta qualidade, favorecida pelo clima seco durante o período de desenvolvimento da hortaliça.

Os dados analisados abrangem apenas o período até 14 de novembro, já que o feriado do dia 15 interrompeu a coleta de preços na CeasaMinas.





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declaração traz prejuízos à reputação da carne do Brasil, diz associação de criadores de angus



A declaração do CEO do Carrefour da França, de que a gigante do varejo deixaria de comprar carnes do Mercosul, trouxe grande preocupação à Associação Brasileira de Angus e Ultrablack. Em nota, a entidade comenta que a postagem publicada em redes sociais por Alexandre Bompard acarreta “sérios prejuízos à imagem e à reputação da proteína brasileira”.

De acordo com o texto emitido pela entidade, além de improcedente, a declaração é ainda mais grave partindo de executivo de companhia global com ampla atuação no Brasil.

A associação afirma que estimula os criadores a investir em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade, para oferecer aos consumidores um produto diferenciado, que atenda a altos padrões de excelência.

“Quando líderes mundiais discutem a fome e a ampliação do acesso de mais e melhores alimentos, medidas protecionistas como a anunciada pelo executivo colocam em risco esses esforços”, diz a nota, completando que a expectativa é de prevaleça “o respeito à proteína produzida pelo Mercosul, ao trabalho de milhares de pessoas e ao livre mercado”.



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