sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Endividamento no agro cresce 73% em 2024



“Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos”



O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial
O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial – Foto: Pixabay

O endividamento das empresas do setor agro brasileiro aumentou, com 207 produtores rurais pedindo recuperação judicial no primeiro semestre de 2024, superando 2023. Fatores como clima adverso, juros altos e custos elevados contribuíram para essa situação. De janeiro a setembro de 2024, 1.700 empresas pediram recuperação judicial no Brasil, um aumento de 73% em relação ao ano anterior.

O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial, com 287 casos de janeiro a setembro de 2024, mais que o triplo dos 77 registrados em 2023. Empresas como a AgroGalaxy, com dívidas de R$ 3,7 bilhões, exemplificam essa tendência. Outros casos notáveis incluem o Grupo Patense (R$ 2,15 bilhões), Sperafico Agroindustrial (R$ 1,07 bilhão), e Usina Maringá (R$ 1,02 bilhão), que enfrentam grandes dívidas com instituições financeiras e fornecedores.

“Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos, somado com a inadimplência dos consumidores, a depreciação cambial e a dificuldade de acompanhar as transformações tecnológicas. A queda nos preços de fertilizantes, por exemplo, foi inferior às das commodities de grãos. Sem contar, que as condições climáticas também não ajudaram. Tudo isso acabou prejudicando o setor”, comenta.

Em 2024, sete a cada dez pedidos de recuperação judicial no Brasil são feitos por micro e pequenas empresas. Eduardo Bazani destaca que a reestruturação empresarial é essencial para ajudar essas empresas a superarem dificuldades financeiras e a retomarem sua saúde financeira e operacional.

 





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Vem água por aí? Previsão é otimista; veja onde deve chover



A previsão do tempo para o período de 21 de novembro a 2 de dezembro aponta um cenário mais otimista para as lavouras de soja em todo o Brasil. Deve chover em diversas regiões produtoras, com destaque para o Matopiba, que começa a receber o alívio necessário após um período de estiagem.

No entanto, algumas áreas ainda precisam de mais precipitação para garantir o desenvolvimento das lavouras e assegurar uma boa colheita, como no oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul, áreas do oeste do Rio Grande do Sul e centro-norte do Pará.

Vem chuva por aí!

O Matopiba ainda precisa de mais chuvas, principalmente no oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul, áreas do oeste do Rio Grande do Sul e boa parte do centro-norte do Pará. Nos próximos dias, a tendência é de chuvas no centro-norte de Minas Gerais e no estado da Bahia, com as precipitações se espalhando pelo Matopiba. A previsão indica que, ao longo dos próximos dias, o tempo ainda deve permanecer mais seco em São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas uma nova frente fria na próxima semana deve fazer chover nas regiões.

Nos próximos 5 dias, o volume de chuvas será bom tanto no Tocantins quanto na Bahia, com acumulados que podem chegar a 80 mm. A tendência para o período de 21 de novembro a 2 de dezembro é de boas precipitações, especialmente no Oeste e Norte do Paraná, interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Mato Grosso do Sul, com acumulados superiores a 60 mm, o que deve contribuir para a reposição hídrica do solo.

Mais previsão do tempo

Em Mato Grosso, as chuvas devem ficar entre 30 e 40 mm nos próximos 5 dias, o que não deve prejudicar os trabalhos em campo. Já no Matopiba, as chuvas devem dar uma trégua nesse período, mas a partir da segunda quinzena de dezembro, espera-se o retorno das precipitações em maior volume, o que ajudará não só no desenvolvimento, mas também na continuidade do plantio da safra 2024/25.

É importante também ficar atento às condições de Goiás e do Triângulo Mineiro, que devem receber mais de 50 mm de chuva, o que será benéfico para as lavouras nessas regiões.



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Aprosoja MT promove conhecimento infantil sobre o agronegócio



Nesta quinta-feira (21), pela primeira vez, a cidade de Santa Carmem, no norte de Mato Grosso, foi sede do projeto Futuro em Campo, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). O objetivo foi proporcionar uma imersão para as crianças, permitindo que elas conhecessem o agronegócio de perto.

Com cerca de 5 mil habitantes, o município recebeu 290 alunos da Escola Municipal Selvino Damian Preve para a 10ª edição do projeto, realizada na Fazenda Esperança.

Para a coordenadora pedagógica, Lucimar Eduardo da Silva Azevedo, “é essencial que eles compreendam o agronegócio na nossa região. Essa vivência contribui para o desenvolvimento de novas habilidades e desperta questionamentos sobre o trabalho no campo.”

Os alunos, divididos em dois turnos, vivenciaram um dia de aprendizado sobre o trabalho rural e o impacto do agronegócio em suas vidas. O Futuro em Campo já passou por diversas cidades de Mato Grosso, como Sorriso, Jaciara, Nova Mutum e Vera, e agora chega a Santa Carmem com o objetivo de aproximar as futuras gerações do universo rural.

Raul Pruinelli, delegado coordenador da Aprosoja MT em Sinop, destacou a importância da iniciativa. “É uma excelente oportunidade para as crianças entenderem como o agronegócio funciona, desde o maquinário até a produção de ração para os animais”, concluiu.



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BNDES aprova financiamento de R$ 363,8 milhões para Grupo Hypera Pharma


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta sexta-feira, 22, ter aprovado um financiamento de aproximadamente R$ 363,8 milhões para o Grupo Hypera Pharma investir em inovação e expansão de suas operações.

Os recursos serão destinados à implantação, em sua subsidiária Brainfarma, de uma planta-piloto, fábrica de medicamentos oncológicos e centro de pesquisa e desenvolvimento, além de uma unidade para a produção de um Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo do Buscopan.

O financiamento foi aprovado no âmbito do programa BNDES Mais Inovação e da linha incentivada para inovação. Os recursos correspondem a cerca de 88% do total a ser investido no projeto.

“Voltados ao mercado institucional, que atende hospitais, clínicas e unidades de saúde públicas e privadas, os laboratórios de P&D e a planta piloto de medicamentos biológicos devem inserir o grupo em mercados de maior valor e complexidade, avançando no domínio de tecnologias e terapias de ponta, contribuindo para o acesso a medicamentos no Brasil, atendendo a mercados privados e públicos (SUS) por meio de Parcerias para Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e Parcerias para o Desenvolvimento de Inovação Local (PDILs) junto a instituições públicas brasileiras”, justificou o banco de fomento, em nota distribuída à imprensa.

O BNDES estima que os investimentos gerem mais de 500 novos empregos diretos qualificados, sendo quase 200 em Pesquisa e Desenvolvimento. A empresa beneficiada calcula ainda que sejam criados mais de 1,6 mil empregos indiretos após a conclusão dos projetos.

“Temos um déficit enorme no setor farmacêutico e a pandemia deixou essa situação ainda mais evidente. Por isso, o BNDES está avançando em políticas públicas e no fomento ao setor. Este ano, batemos recorde de aprovações para a saúde, o que é essencial para a indústria contratar e desenvolver medicamentos, beneficiando a população e viabilizando um complexo industrial resiliente, capaz de reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso da população”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota à imprensa.

O BNDES informa que, de janeiro de 2023 até outubro de 2024, as aprovações de crédito do banco para o complexo industrial da saúde somaram R$ 5,2 bilhões. De janeiro a outubro deste ano, as aprovações para o complexo industrial da saúde somaram R$ 3,2 bilhões, montante que excede em 60% o total apurado em 2023.

No segmento da indústria farmacêutica, o total aprovado nos primeiros sete meses de 2024 alcançou R$ 2,1 bilhões, 33% superior ao registrado em todo o ano de 2023, quando somou R$ 1,51 bilhão.



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VBP agropecuária deve crescer 7,6% em 24/25, prevê ministério


O valor bruto da produção (VBP) agropecuária deve crescer 7,6% na safra 2024/25 ante a temporada anterior, alcançando R$ 1,31 trilhão, estima o Ministério da Agricultura.

Do montante total, R$ 874,80 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 67,7% do total e incremento estimado de 6,7% ante o ciclo anterior.

Outros R$ 435,05 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 32,6% do total e alta de 9,5% contra 2023/24. As projeções são as primeiras do ministério quanto ao valor da produção para a safra atual.

VBP das culturas

Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 23,7%, é projetado para as lavouras de laranja, somando R$ 35,66 bilhões na temporada 2024/25.

O VBP da soja da safra atual deve crescer 16,5%, para R$ 339,25 bilhões (38,8% do total), enquanto o faturamento bruto das lavouras de café tende a avançar 16,1%, para R$ 83,92 bilhões (9,6%).

O VBP das lavouras de uva é estimado em R$ 10,20 bilhões, alta de 13,7% em um ano-safra. O faturamento das lavouras de arroz, por sua vez, tende a crescer 8,1%, para R$ 27,1 bilhões.

“Para as culturas de laranja e café, a evolução dos preços foi o fator mais relevante nestes resultados e, para a soja e o arroz, foi o crescimento da produção a maior influência”, avaliou o ministério em nota.

Produção bovina

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Foto: Gabriel Faria/Embrapa

Na pecuária, a cadeia de suínos tende a ter o melhor desempenho porcentual, com aumento estimado de 19,5%, para um VBP projetado em R$ 62,74 bilhões.

Já a produção bovina segue liderando o faturamento bruto da pecuária, com R$ 180,48 bilhões estimados, alta de 18,8% em um ano.

Já o valor bruto da produção da cadeia leiteira pode subir 4,9%, para R$ 69,05 bilhões, prevê o ministério. “Nos rebanhos pecuários, a melhoria dos preços é fator o mais significativo no resultado”, observou a pasta.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.



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Vagas imediatas para o setor de energia renovável



As vagas possuem requisitos



As vagas possuem requisitos
As vagas possuem requisitos – Foto: Divulgação

A Raízen, uma das principais empresas do Brasil no setor de bioenergia, anunciou a abertura de 22 vagas para o Programa Comercial Experience, voltado para profissionais com perfil de liderança e alto desempenho comercial. As oportunidades são para o cargo de Gerente de Território, nas modalidades pleno e sênior, e visam reforçar a estratégia de crescimento da empresa, com foco no setor de energia renovável. As vagas estão distribuídas por diversos estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

O Gerente de Território será responsável pela implementação de planos de vendas e estratégias de prospecção de novos negócios, com objetivo de expandir a carteira de clientes e maximizar resultados. A função também envolve atuar como elo comercial entre a Raízen e seus revendedores, assegurando a satisfação das necessidades do mercado.

Os requisitos para as vagas incluem ensino superior completo, CNH categoria B, e disponibilidade para viagens. Além disso, são desejáveis conhecimentos avançados em Excel, experiência em negociação e relacionamento com clientes, e vivência em gestão de contratos. A Raízen oferece uma remuneração competitiva, com benefícios como plano de saúde, odontológico, seguro de vida, previdência privada, vale-alimentação, vale-transporte e refeitório no local.

O processo seletivo será composto por inscrição, avaliação de perfil, apresentação em vídeo, dinâmica de grupo com case técnico e entrevista com a liderança, permitindo à Raízen avaliar as competências dos candidatos de forma detalhada.

 





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O que esperar do mercado brasileiro da soja? Confira as projeções



O mercado brasileiro da soja deve enfrentar uma sexta-feira (22) com poucos negócios e preços oscilando entre estabilidade e leves recuos. A expectativa é de que a semana termine com um cenário de transações limitadas, devido a uma combinação de fatores que impactam as cotações, como o desempenho do mercado internacional e as condições climáticas no Brasil.

A commodity apresenta perspectiva de retração, impactada pela queda nas cotações de Chicago e pela continuidade da colheita no Brasil. O ritmo de negócios segue lento, com preços mistos nas principais praças do país, refletindo a pressão externa e as condições locais de produção.

Na última quinta-feira, o mercado foi marcado por movimentação reduzida, com estabilidade em algumas regiões e leves quedas em outras. A cotação da soja mostrou tendência de baixa, pressionada pelas quedas nos preços internacionais, mas as regiões de maior produção continuam sendo monitoradas com cautela.

Contratos futuros da soja

A bolsa de Chicago continua negativa, com o contrato de soja para janeiro de 2025 cotado a US$ 9,76 1/4 por bushel, refletindo uma queda de 0,15% sobre o dia anterior. Essa desvalorização externa pressiona os preços no Brasil, embora as boas condições climáticas e a alta do dólar, que abriu a R$ 5,8123, ajudem a mitigar os impactos da baixa nas cotações internacionais.

No final de novembro e início de dezembro, o mercado brasileiro deve continuar com movimentação restrita, com os produtores focados na finalização do plantio. Apesar da competitividade das lavouras brasileiras, a pressão externa e os desafios logísticos, como os custos de frete, devem pesar sobre os preços. O clima favorável e a tendência de alta do dólar podem atenuar as quedas nas cotações, mas não se espera grande mudança no curto prazo.



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Projeto autoriza uso do fungicida carbendazim em defensivos agrícolas



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de decreto legislativo (PDL) 312/22, que autoriza o uso do fungicida carbendazim em defensivos agrícolas no Brasil.

Na prática, o PDL anula a resolução 739/22, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que decidiu pela redução gradual do carbendazim em lavouras brasileiras, até a conclusão do processo de reavaliação toxicológica do produto, iniciado em 2019.

O carbendazim está entre os 20 defensivos agrícolas mais usados no país, de acordo com a Anvisa. O produto é amplamente usado em plantações de algodão, cana-de-açúcar, cevada, cítricos (laranja, limão), feijão, maçã, milho, soja e trigo. No entanto, um relatório elaborado por técnicos da agência aponta evidências de que o carbendazim é cancerígeno, sendo impossível definir uma dosagem segura para o uso do produto.

Autor do projeto que anula a decisão da Anvisa, o deputado Jose Mario Schreiner (MDB-GO) considera a suspensão repentina da importação, produção, distribuição e comercialização do carbendazim no país um problema para toda a cadeia produtiva do agronegócio.

De acordo com a relatora, deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), o uso do carbendazim contribui significativamente para a manutenção da produtividade agrícola, que se faz ainda mais crucial em um momento de crescentes desafios alimentares globais.

“A suspensão abrupta da produção, importação e uso deste ingrediente, sem um plano de substituição, pode causar interrupções significativas na cadeia de suprimentos agrícolas, com aumento de custos de produção e preços de alimentos”, disse.

Boldrin acredita que a decisão da Anvisa foi tomada sem estudos técnicos e científicos robustos que embasem a proibição. Ela disse que a proibição contraria a lei que criou a agência (lei 9.782/99), que prevê estudos de impacto econômico e técnico no setor regulado e de impacto na saúde pública.

“Os impactos potenciais dessa proibição na cadeia produtiva agrícola, no meio ambiente e na economia do país como um todo necessitam de um exame detalhado, baseado em evidências científicas e em análises de impacto econômico”, afirma.

O projeto ainda será analisado na Câmara dos Deputados pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.



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Gilberto Fontoura recebe reconhecimento em Caçapava/RS


Nesta sexta-feira, 22 de novembro, o presidente da Cotrisul, Gilberto Dickel da Fontoura, será homenageado como Cidadão Caçapavano em uma cerimônia solene na Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul. Natural de Panambi, mas com raízes firmes no município, onde cresceu e iniciou sua carreira, Fontoura expressou gratidão pela honraria.

“Com muita satisfação e alegria recebo essa homenagem do município. Passei o final da minha vida de estudante e o início da minha trajetória profissional aqui. Sou muito agradecido a todos por este reconhecimento”, afirmou Gilberto, emocionado com a oportunidade de retribuir ao lugar onde construiu sua história. Desde que ingressou na Cotrisul em 1981 como repositor de mercadorias no supermercado Cotrisuper, Gilberto desempenhou diversas funções na Cooperativa, acumulando experiência e contribuindo para o crescimento do agronegócio da região. Sob sua gestão, a cooperativa expandiu sua capacidade de operação, saindo de 60 mil para mais de 600 mil toneladas de grãos recebidos anualmente.

“A agricultura é cheia de desafios, especialmente por ser tão dependente do clima. Mas, com uma equipe competente e de boa índole, conseguimos superar obstáculos e alcançar grandes conquistas”, destacou Gilberto. Ele também enfatizou o papel estratégico da Cotrisul no desenvolvimento regional. “Confirmamos a importância de ter uma cooperativa forte como a nossa, que oferece suporte técnico aos produtores. Isso aumenta a produtividade e orienta práticas ambientalmente corretas, essenciais para o futuro do setor”, ressaltou.

Foco no futuro: rastreabilidade e sustentabilidade

De olho no mercado internacional, a Cotrisul tem implementado medidas para atender às crescentes exigências de rastreabilidade e sustentabilidade. “O mercado de grãos hoje exige rastreabilidade, e a Cotrisul já está tomando providências para garantir isso. Assim, conseguimos oferecer aos clientes internacionais a segurança de que o produto vem de lavouras com práticas sustentáveis”, explicou Gilberto. Além disso, ele destacou os esforços da cooperativa para apoiar os cooperados na recuperação após três anos de clima adverso. “Nossa prioridade é dar suporte para que os produtores retomem a capacidade de produção com firmeza. Após esse período difícil, queremos ajudar a aumentar a produtividade nas mesmas áreas, sempre com foco na sustentabilidade”, afirmou.

Reconhecimento 

A homenagem foi proposta pelo vereador Sílvio Tolfo Tondo, que destacou a relevância do trabalho de Gilberto e da Cotrisul para a economia e a sociedade local. “Gilberto, junto com a equipe da Cotrisul, desempenha um papel crucial no assessoramento aos produtores rurais. Isso fomenta o crescimento econômico e a geração de renda em nossa comunidade”, afirmou o parlamentar.

Para Gilberto, a honraria é uma confirmação do impacto positivo de seu trabalho na região. “A Cotrisul sempre esteve presente na evolução dos produtores, oferecendo insumos, assistência técnica e até crédito quando necessário. Essa união entre a cooperativa e os produtores é o que nos permite superar adversidades”, concluiu.

MAIS

A sessão solene acontecerá às 19h30min na Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul e contará com a presença de autoridades, associados e representantes do setor. 





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‘Se não serve a francês, não servirá aqui’



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, endossou o posicionamento de entidades do setor produtivo e da indústria brasileira de carnes de sugerir o não fornecimento de carnes ao Carrefour também no Brasil, após a suspensão da compra de proteínas animais do Mercosul pelas unidades francesas do grupo.

“Me surpreende a presidência local aqui no Brasil dizendo ‘não, nós vamos continuar comprando porque nós sabemos que tem boa procedência. Quem não quer comprar é a matriz lá, a França’. Ora, se não serve ao francês, não vai servir aos brasileiros. Então, que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse Fávaro a jornalistas na noite da quinta-feira (21), em evento de comemoração de dez anos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Na quarta-feira (20), o CEO mundial do Carrefour, Alexandre Bompard, afirmou, em comunicado nas suas redes sociais, que a varejista se compromete a não vender carnes do Mercosul, independentemente dos “preços e quantidades de carne” que esses países possam oferecer. Na quinta, o Carrefour França afirmou que o veto à venda de carnes do Mercosul é válido apenas para as unidades da rede varejista naquele país, enquanto o Grupo Carrefour Brasil afirmou que “nada muda nas operações no país”.

O ministro afirmou que não se trata de um boicote ao grupo, mas que o Brasil tem de ter soberania. “Já vi o movimento por parte dos próprios produtores de carne, com o qual me solidarizo, que é um absurdo a empresa dizer que quem não quer comprar é a matriz, é a França. Aqui a carne dos brasileiros serve para o Carrefour. Não, não é assim não”, criticou Fávaro. “Tenham respeito pela nossa construção. Achei uma atitude louvável da indústria brasileira de falar: então, não vou fornecer também (à marca no Brasil). Uma atitude que mostra a soberania e o respeito à legislação brasileira tem o meu apoio”, acrescentou Favaro.

Na quinta, seis entidades do agronegócio se manifestaram repudiando a decisão do Carrefour, afirmando que se o grupo “entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano -, as entidades assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”.

O ministro disse, ainda, que “custa acreditar que está ocorrendo uma ação orquestrada por parte das empresas francesas”, mas que também não acredita em coincidências, citando um caso semelhante envolvendo o fornecimento de soja à francesa Danone no fim de outubro.

“Agora, o Carrefour, uma ação como essa. O Brasil não se nega a discutir sustentabilidade com ninguém, em nenhum lugar do mundo. Um governo e um país que têm compromisso com respeito ao meio ambiente, com a rastreabilidade, com a boa sanidade, com todos princípios ESG mas de forma alguma, será atacada a nossa soberania. Isso é irretocável”, defendeu Fávaro, citando as legislações rigorosas adotadas no País.

Por fim, o ministro disse crer que as empresas francesas “vão repensar o que estão falando da produção brasileira”.



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