sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Poucos negócios para a soja; confira detalhes e cotações



O mercado brasileiro da soja teve um dia de poucos negócios, tanto nos portos quanto na indústria, com ofertas escassas e preços sem grandes variações. A safra nova apresentou um viés de baixa, mas os vendedores aguardam melhores preços, o que resulta em uma disparidade crescente entre compradores e vendedores.

Os preços domésticos oscilaram de forma moderada, com ajustes pontuais em algumas regiões. Em algumas áreas, as cotações se mantiveram estáveis ou apresentaram pequenos aumentos, principalmente devido à demanda local.

Cotações pelo Brasil

  • Passo Fundo (RS): A saca subiu de R$ 131,50 para R$ 132,00
  • Missões (RS): A cotação aumentou de R$ 130,50 para R$ 131,00 por saca
  • Porto de Rio Grande (RS): O preço subiu de R$ 140,50 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): A saca se manteve em R$ 136,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): O preço subiu de R$ 142,00 para R$ 142,50
  • Rondonópolis (MT): O preço seguiu em R$ 147,00
  • Dourados (MS): O preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): O preço subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta na sexta-feira, recuperando parte das perdas acumuladas durante a semana. O movimento foi impulsionado por novas vendas de exportadores privados dos Estados Unidos, que anunciaram a venda de 198 mil toneladas de soja para destinos não revelados.

O mercado da soja continua pressionado pela colheita de uma safra recorde de soja nos Estados Unidos, estimada em mais de 120 milhões de toneladas. As perspectivas para a América do Sul, especialmente para o Brasil, que deverá colher cerca de 170 milhões de toneladas, continuam favoráveis.

Além disso, o mercado da soja está atento à formação da nova equipe do governo dos Estados Unidos, com a expectativa de que a ex-senadora Kelly Loeffler seja nomeada secretária de Agricultura. Existe uma preocupação crescente com a possibilidade de uma nova guerra comercial com a China e possíveis revisões nos incentivos à produção de biodiesel.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros da soja com entrega em janeiro fecharam a US$ 9,83 1/2 por bushel, com alta de 5,75 centavos (0,58%). O contrato de março foi negociado a US$ 9,92 1/4, com um aumento de 7,00 centavos (0,71%).

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou a US$ 289,20 por tonelada, com alta de US$ 1,50 (0,52%). Já o óleo de soja, com vencimento em dezembro, registrou baixa de 0,41 centavo, fechando a 41,77 centavos de dólar (queda de 0,97%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,8122 para venda e R$ 5,8102 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,7893 e R$ 5,8319. Na semana, o dólar valorizou 0,42%.



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Ciclone no Nordeste? Fenômeno raro deve trazer chuva forte, queda de granizo e ventania



Temporais começam a impactar o Brasil central já partir deste sábado (23). De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, atenção redobrada para a Bahia, especialmente em Salvador e Porto Seguro, por conta da formação de um ciclone. “O fenômeno é raro na Região Nordeste”, conta.

“Pode-se esperar queda de granizo e intensas rajadas de vento que devem ultrapassar os 50 km/h a partir de amanhã [sábado] na Bahia. O alerta de impacto do ciclone vale, também, para o centro-norte de Minas Gerais”.

Assim, segundo ele, partes do território baiano e mineiro (conforme imagens em verde no mapa do vídeo acima) tendem a receber cerca de 100 mm a 150 mm de chuva em 24 horas, volume que pode causar diversos transtornos, como alagamentos.

Chuva e frente fria em outras áreas

Há previsão de temporais também para o Norte e Centro-Oeste para todo o final de semana. Assim, as precipitações que se elevam na faixa norte do mapa, reduzem no Sul, mas, de acordo com Müller, isso deve durar pouco.

Isso porque na semana que vem, uma frente fria avança no pé do mapa, levando chuvas a partir de quarta-feira (27) para todo o estado do Rio Grande do Sul, leste e oeste do Paraná e leste de Santa Catarina.

O meteorologista sinaliza que a chuva deve retornar para Mato Grosso do Sul na semana que vem com volumes entre 50 mm e 80 mm. “Já em Mato Grosso e Goiás a chuva não para”.



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Novo terminal em Suape pode aumentar em 40% comércio internacional de Pernambuco



O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o novo terminal de contêineres que será instalado no Porto de Suape, em Pernambuco, impulsionará a internacionalização da economia do Estado.

“Poderemos ter um crescimento superior a 40% no volume de importações e exportações“, disse. A projeção foi feita pelo chefe da pasta durante evento de lançamento da pedra fundamental da APM Terminals Suape.

A empresa investirá R$ 1,6 bilhão para a construção do terminal, que ampliará em 55% a capacidade de movimentação de contêineres em Suape.

“São investimentos como esse que vêm para fortalecer o Porto. Nossa meta é fazer Suape crescer 5% neste ano, o que resultará em mais empregos e renda para Pernambuco”, afirmou.

Segundo Costa Filho, 2024 será encerrado como o melhor ano da história em volume de investimentos assinados para o setor portuário. O valor supera os R$ 30 bilhões.

O evento de lançamento da pedra fundamental da APM Terminals também contou com a presença de outras autoridades do setor como o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery.

Em discurso, afirmou que o país já enfrenta déficit de capacidade dos portos e, por isso, destacou a importância da construção do novo terminal em Suape.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sustentabilidade ou protecionismo? Carrefour França provoca reação no Brasil


A decisão do Carrefour França de suspender a comercialização de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, gerou indignação e reações contundentes do setor agropecuário. O anúncio, feito pelo CEO da empresa, Alexandre Bompard, destacou preocupações com sustentabilidade e desmatamento, mas foi amplamente criticado como uma ação protecionista e sem base técnica.

A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) classificou a medida como prejudicial ao comércio entre Brasil e França, com impactos diretos para consumidores do Carrefour e a imagem da carne brasileira, amplamente reconhecida pela qualidade e pela sustentabilidade. Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, a posição do Carrefour revela desconhecimento sobre o setor pecuário brasileiro, que segue rigorosas normas ambientais e sanitárias.

“A carne brasileira é um dos produtos mais sustentáveis e competitivos do planeta. Essa decisão demonstra uma atitude protecionista e desinformada. Esperamos que o Carrefour reveja sua postura e se retrate publicamente”, afirmou Meirelles.

O Instituto Desenvolve Pecuária também criticou a declaração do CEO do Carrefour, destacando os avanços da pecuária brasileira em conciliar produção eficiente e preservação ambiental. A entidade ressaltou que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e que a produção nacional tem investido constantemente em tecnologias para reduzir impactos ambientais.

A Conexão Delta G, outra entidade representativa do setor, reforçou o impacto negativo da decisão no comércio internacional, destacando que o Brasil desempenha um papel essencial na segurança alimentar global, atendendo aos mercados mais exigentes do mundo, como Estados Unidos, Europa e Ásia.

“A decisão desconsidera o papel do Brasil na cadeia global de alimentos e vai contra os princípios de livre comércio e cooperação internacional”, afirmou a Conexão Delta G, pedindo que o Carrefour revise sua posição e priorize o diálogo.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também se posicionou, reafirmando que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves, com rigoroso controle ambiental e sanitário. Em nota, o Mapa destacou que não aceitará tentativas de desmerecer a qualidade dos produtos brasileiros e reforçou que o país segue comprometido com práticas sustentáveis.

A polêmica evidencia as tensões comerciais entre Mercosul e União Europeia, colocando sustentabilidade e padrões de produção no centro do debate. Enquanto o Carrefour justifica sua decisão com base em preocupações ambientais, o setor agropecuário brasileiro defende que suas práticas são referência global.

O episódio reacende discussões sobre a relação comercial entre os blocos e destaca a importância de um diálogo mais transparente e colaborativo para superar desafios comuns.





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Produtora rural do Paraná inova e conquista prêmio 



Vencedora do Prêmio Nacional Sebrae Mulher de Negócios 2024, na categoria Produtora Rural, Fabiana Castelari Leme retorna à Chácara Castelari, em Marialva (PR), com o primeiro lugar. “Eu estou muito feliz com a conquista deste troféu. 

A palavra é gratidão”, destaca Leme, que teve seu reconhecimento graças à inovação do parreiral em que produz atualmente 10 variedades de uvas, entre elas Vitória, Núbia e Niágara (branca e rosada).

O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios é composto por três etapas: estadual, regional e nacional. Na primeira, foram escolhidas até cinco participantes por unidade federativa, sendo uma de cada categoria: pequenos negócios, microempreendedora individual, negócios internacionais, produtora rural e ciência e tecnologia. 

De acordo com a Agência de Notícias do Sebrae, todas as vencedoras seguiram para a fase regional, de caráter eliminatório. Cada região do país teve apenas uma representante por categoria para disputar a fase nacional, totalizando 25 candidatas para a grande final.

Fabiana passou por todas as etapas e se consolidou como uma referência feminina no empreendedorismo rural. Seu modelo de negócios pode impulsionar tanto o turismo na região como valorizar a produção local de uvas. Afinal, são mais de três décadas em que a Chácara Castelari é referência na produção de uvas:

 “Minha jornada é marcada por desafios, inovações e um profundo compromisso com a comunidade e o meio ambiente. Nossa propriedade é um exemplo de perseverança, inovação e inclusão, inspirando outras mulheres empreendedoras a seguirem seus sonhos e contribuírem para o desenvolvimento de suas comunidades,” finaliza a produtora.

Durante a pandemia, nasceu na Chácara Castelari o projeto “Colha e Pague,” integrando o Caminho da Uva. Depois, Fabiana implantou o “Open de Uva”, onde os visitantes podem colher e saborear as uvas diretamente da parreira. 

Além disso, estruturou o espaço para atender o turismo pedagógico – Escola Campo, que recebe grupos de autistas, idosos com Alzheimer e cadeirantes: 

“Procuramos adaptar o espaço para proporcionar a todos uma experiência inesquecível. E esse prêmio significa todo esse reconhecimento do nosso trabalho, porque a gente percebe que o que estamos fazendo não é em vão. Eu tenho certeza de que, através desse primeiro lugar, vamos ter muito mais clientes,” afirmou a empreendedora, que está aproveitando o último dia do Delas Summit 2024, o maior evento voltado ao protagonismo feminino, em Florianópolis.

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Mulheres que fazem a diferença

O Sebrae Delas, programa voltado para incentivar, valorizar e acelerar a jornada de mulheres que empreendem ou querem empreender, também marca presença no Summit Delas 2024. 

“Nós não vamos garantir um país de igualdade sem que haja o empoderamento e a garantia da renda das mulheres”, destacou o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, que participou do evento e compareceu à entrega do prêmio Sebrae Mulher de Negócios.



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Após novo acordo bilateral, Bahia exportará uva para a China


Após novo acordo comercial entre Brasil e China, o estado da Bahia exportará uva ao país asiático nos próximos anos, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A China é o principal parceiro comercial do Brasil e abriu quatro mercados para produtos da agropecuária brasileira em acordos firmados por ocasião do encontro bilateral entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, nesta quarta-feira (20), em Brasília.  

Com isso, de acordo com o Mapa, o Brasil registra a conquista de 281 mercados agropecuários desde o início de 2023.

De acordo com o Mapa, após crescimento exponencial e recorde de exportações de uvas frescas, o produto brasileiro chega aos consumidores chineses com registro de 2% no comércio mundial desta fruta.

A China é um grande consumidor de uvas premium e importou mais de US$ 480 milhões deste produto no ano passado.

No caso das uvas frescas de mesa, deverão ser exportadas frutas majoritariamente dos estados de Pernambuco (líder) e da Bahia.

Pomares, casas de embalagem e instalações de tratamento a frio devem cumprir boas práticas agrícolas e ser registrados no Mapa.

Lula e Xi Jinping, durante reunião onde ocorreu formalização de acordo comercial e abertura para novos mercados entre Brasil e ChinaLula e Xi Jinping, durante reunião onde ocorreu formalização de acordo comercial e abertura para novos mercados entre Brasil e China
Foto: Ricardo Stucke/ GOVBR

Expectativa de crescimento

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), em 2023, a Bahia exportou 22 mil toneladas de uvas para destinos como Europa e Estados Unidos, movimentando mais de US$ 54 milhões de dólares.

Com a abertura do mercado chinês, um dos maiores consumidores de uvas premium do mundo, a expectativa é que esses números aumentem significativamente.

Com até duas safras e meia colhidas de uva por ano, o Vale do São Francisco, principal região produtora da fruta na Bahia, se destaca pela alta qualidade de sua produção, que atende aos mais rigorosos padrões internacionais.

Além disso, a região possui uma infraestrutura moderna e produtores altamente qualificados, capazes de garantir a produção contínua, com fitossanidade atestada e a entrega de produtos frescos e saborosos aos consumidores.

“Com o apoio de políticas públicas e investimentos em tecnologia, estamos preparados para atender à demanda chinesa e fortalecer ainda mais o nosso agronegócio.”, disse o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum.


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o avanço no plantio da soja em Mato Grosso



O plantio da soja para a safra 2024/25 no Mato Grosso alcançou 99,85% da área prevista até o dia 22 de novembro, conforme informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O número da semeadura representa um avanço em relação à semana anterior, quando o percentual de plantio era de 98,98%. No mesmo período do ano passado, a área plantada era de 98,39%.

Segundo a Safras & Mercado, a safra de soja 2024/25 no estado segue dentro das expectativas, com o ritmo de semeadura acelerado, favorecido pelas boas condições climáticas. A previsão é que o restante da área seja completado nos próximos dias, permitindo que os produtores se preparem para a fase de desenvolvimento e crescimento das lavouras.

De perto no plantio da soja

A Aprosoja Mato Grosso realiza a série Clima e Mercado 2024, que percorre as principais regiões agrícolas do estado. O objetivo é dialogar diretamente com os produtores sobre os desafios climáticos e de mercado.

No terceiro episódio da série, a equipe visitou Terra Nova do Norte, Nova Canaã do Norte e Paranaíta. Em Terra Nova, apesar do bom clima, houve atraso no início da safra, impactando o planejamento para o milho. Em Nova Canaã, embora a produção seja das melhores dos últimos anos, a queda nos preços preocupa os produtores. Já em Paranaíta, o plantio começou bem, mas as chuvas cessaram rapidamente, gerando incertezas sobre o avanço da lavoura.



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Chuva de 100 mm e ventos de até 100 km/h são previstos pelo Inmet



O fim de semana terá condições favoráveis a chuva volumosa nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste do Brasil, de acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O órgão emitiu, inclusive, um alerta de chuvas intensas para a região que vai do Amazonas, passando por Rondônia, Mato Grosso, norte do Mato Grosso do Sul, sul do Tocantins, Goiás, Pará, Minas Gerais e sul da Bahia.

Para essas áreas, o alerta é de chuva com volume entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia, com ventos intensos entre 60 a 100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Além disso, também estão previstas chuvas com volume entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos que podem chegar até a 60 km/h.

As pancadas podem ocorrer no Acre e Amazonas, além do sul do Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Chuvas com o mesmo volume são esperadas para o Mato Grosso do Sul, norte de São Paulo, sul de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Transtornos causados pela chuva

Nas áreas com chuvas e ventos mais intensos, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas, de acordo com o Inmet.

A meteorologia também alerta para a ocorrência de acumulado de chuvas no litoral sul paulista, em todo o litoral paranaense e no litoral norte de Santa Catarina. Nessas regiões estão previstas chuvas entre 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia. Há baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos em cidades com essas áreas de risco.

Para a região que abrange a faixa leste da Bahia, incluindo o Recôncavo Baiano, até Sergipe, o Inmet informou sobre a tendência de que uma zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) se configure a partir de sábado (23), podendo persistir até terça-feira (26), o que poderá ocasionar volumes expressivos de chuva.



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AgroNewsPolítica & Agro

Endividamento no agro cresce 73% em 2024



“Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos”



O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial
O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial – Foto: Pixabay

O endividamento das empresas do setor agro brasileiro aumentou, com 207 produtores rurais pedindo recuperação judicial no primeiro semestre de 2024, superando 2023. Fatores como clima adverso, juros altos e custos elevados contribuíram para essa situação. De janeiro a setembro de 2024, 1.700 empresas pediram recuperação judicial no Brasil, um aumento de 73% em relação ao ano anterior.

O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial, com 287 casos de janeiro a setembro de 2024, mais que o triplo dos 77 registrados em 2023. Empresas como a AgroGalaxy, com dívidas de R$ 3,7 bilhões, exemplificam essa tendência. Outros casos notáveis incluem o Grupo Patense (R$ 2,15 bilhões), Sperafico Agroindustrial (R$ 1,07 bilhão), e Usina Maringá (R$ 1,02 bilhão), que enfrentam grandes dívidas com instituições financeiras e fornecedores.

“Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos, somado com a inadimplência dos consumidores, a depreciação cambial e a dificuldade de acompanhar as transformações tecnológicas. A queda nos preços de fertilizantes, por exemplo, foi inferior às das commodities de grãos. Sem contar, que as condições climáticas também não ajudaram. Tudo isso acabou prejudicando o setor”, comenta.

Em 2024, sete a cada dez pedidos de recuperação judicial no Brasil são feitos por micro e pequenas empresas. Eduardo Bazani destaca que a reestruturação empresarial é essencial para ajudar essas empresas a superarem dificuldades financeiras e a retomarem sua saúde financeira e operacional.

 





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Vem água por aí? Previsão é otimista; veja onde deve chover



A previsão do tempo para o período de 21 de novembro a 2 de dezembro aponta um cenário mais otimista para as lavouras de soja em todo o Brasil. Deve chover em diversas regiões produtoras, com destaque para o Matopiba, que começa a receber o alívio necessário após um período de estiagem.

No entanto, algumas áreas ainda precisam de mais precipitação para garantir o desenvolvimento das lavouras e assegurar uma boa colheita, como no oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul, áreas do oeste do Rio Grande do Sul e centro-norte do Pará.

Vem chuva por aí!

O Matopiba ainda precisa de mais chuvas, principalmente no oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul, áreas do oeste do Rio Grande do Sul e boa parte do centro-norte do Pará. Nos próximos dias, a tendência é de chuvas no centro-norte de Minas Gerais e no estado da Bahia, com as precipitações se espalhando pelo Matopiba. A previsão indica que, ao longo dos próximos dias, o tempo ainda deve permanecer mais seco em São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas uma nova frente fria na próxima semana deve fazer chover nas regiões.

Nos próximos 5 dias, o volume de chuvas será bom tanto no Tocantins quanto na Bahia, com acumulados que podem chegar a 80 mm. A tendência para o período de 21 de novembro a 2 de dezembro é de boas precipitações, especialmente no Oeste e Norte do Paraná, interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Mato Grosso do Sul, com acumulados superiores a 60 mm, o que deve contribuir para a reposição hídrica do solo.

Mais previsão do tempo

Em Mato Grosso, as chuvas devem ficar entre 30 e 40 mm nos próximos 5 dias, o que não deve prejudicar os trabalhos em campo. Já no Matopiba, as chuvas devem dar uma trégua nesse período, mas a partir da segunda quinzena de dezembro, espera-se o retorno das precipitações em maior volume, o que ajudará não só no desenvolvimento, mas também na continuidade do plantio da safra 2024/25.

É importante também ficar atento às condições de Goiás e do Triângulo Mineiro, que devem receber mais de 50 mm de chuva, o que será benéfico para as lavouras nessas regiões.



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