sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Umidade insuficiente do solo impacta plantio de soja



Preço médio da soja tem leve recuo no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21), o ritmo de semeadura da soja foi diretamente impactado pela umidade do solo no Rio Grande do Sul, que apresentou variações em decorrência da distribuição irregular das chuvas no Estado. Até o momento, a área semeada corresponde a 50% do total projetado, estimado em 6.811.344 hectares.

Em regiões onde o solo apresentou níveis insuficientes de umidade, o plantio foi suspenso temporariamente. Nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos continuaram com poucas interrupções. As áreas semeadas até o início de novembro mostram germinação uniforme e desenvolvimento inicial satisfatório, enquanto as semeadas mais recentemente apresentam emergência irregular, dependendo de precipitações para estabilizar o crescimento das plantas.

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Nas áreas mais secas, sementes depositadas fora da profundidade ideal não completaram o processo de embebição, mas não apresentam sinais de deterioração. A reposição hídrica é crucial para garantir a germinação e o bom desenvolvimento das lavouras.

A aplicação de herbicidas para o manejo pré-plantio e pré-emergente foi limitada em algumas áreas devido a ventos constantes e à baixa umidade relativa do ar durante períodos do dia. Mesmo assim, os produtores mantêm a expectativa de atingir uma produtividade média estimada em 3.179 kg/ha.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos de soja apresentou leve queda de 0,42% na última semana, passando de R$ 129,41 para R$ 128,87, conforme o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar.





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Suspensão de fornecimento de carnes já atinge 150 lojas do grupo Carrefour



Frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carnes ao Grupo Carrefour no Brasil – formado por Carrefour, Sam’s Clube e Atacadão – na última quarta-feira (20), após a decisão da rede na França de não vender mais o produto do Mercosul. A interrupção no fornecimento já atinge 150 lojas da rede no Brasil e a estimativa do mercado é de que em até três dias haja desabastecimento total dos supermercados do grupo já que se trata de mercadoria resfriada e/ou congelada. Segundo fontes, a decisão da indústria foi endossada pelo governo, que cobrou do setor uma “ação enérgica” contra o boicote da empresa.

Entre os frigoríficos que aderiram à interrupção estão a JBS, a Marfrig e o Masterboi. Somente a Friboi, marca de carnes bovinas da JBS, responde por 80% do volume fornecido ao grupo de origem francesa, sendo que na rede Atacadão o fornecimento da marca é de 100%. Fontes da indústria disseram à reportagem que em 30% a 40% das gôndolas do Grupo Carrefour já se percebe desabastecimento do produto.

A articulação da indústria foi imediata à declaração do Alexander Bompard, o CEO do Carrefour que anunciou na quarta-feira que a rede pararia de vender carne do Mercosul nas lojas francesas. Um dos frigoríficos cancelou no mesmo dia o envio de caminhões que abasteceriam 50 unidades do Carrefour. De acordo com as fontes, não há quebra de contrato porque a maior parte dos acordos é firmada no mercado à vista.

Na quinta-feira (21), autoridades do governo acionaram empresas de carnes pedindo “ações energéticas” contra o boicote. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomaram conhecimento da interrupção de fornecimento e apoiaram as medidas duras. Segundo interlocutores, diante da interrupção de fornecimento ao Carrefour, a diretoria do grupo pediu ao presidente da Friboi, Renato Costa, a retomada das entregas. Costa, conforme relataram fontes à reportagem, condicionou a retomada a uma retratação do grupo em nível global. A principal queixa da indústria é que, além do boicote, a qualidade e a sanidade da carne brasileira foram questionadas.

Uma outra fonte classifica a represália dos frigoríficos brasileiros como “ações individuais de algumas empresas”. Uma das entidades exportadoras de carne chegou a acionar associadas sobre essa mobilização, mas não recebeu confirmação. “As empresas estão articulando a reação privadamente, com o apoio do governo”, disse a fonte. “O Grupo Carrefour depende do nosso abastecimento.”

O Carrefour nega o desabastecimento, mas não comentou sobre a interrupção da entrega pela indústria. Procuradas, a JBS e a Marfrig não comentaram o assunto. Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que não vai se manifestar.



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Federação de Hotéis e Restaurantes de SP organiza boicote ao Carrefour



A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) convocou empresários de hotelaria e de alimentação fora do lar a se engajarem em um boicote ao Carrefour, até que a rede mude oficialmente o posicionamento quanto à venda de carne proveniente do Mercosul em suas lojas na França. A medida se estende, ainda, às redes Atacadão e Sam’s Club, que pertencem ao grupo.

“Somos mais de 500 mil empresas, apenas no estado de São Paulo, que deixarão de comprar do Carrefour, enquanto insistir em desqualificar nossa carne, questionando uma qualidade comprovada globalmente. Solicitamos o engajamento e a adesão das empresas de Hotelaria e de Alimentação neste movimento, até que a varejista volte atrás deste posicionamento errôneo e desrespeitoso”, diz a entidade.

A medida ocorre após o CEO global da rede de supermercados, Alexandre Bompard, declarar que a varejista francesa não vai mais vender carnes do Mercosul nas lojas da França, independentemente dos preços e das quantidades que os respectivos países possam oferecer.

Para a federação, a decisão do Carrefour é “estritamente protecionista e desrespeitosa” quanto ao juízo de valor que está fazendo da qualidade das carnes provenientes do Brasil, bem como “prejudicial a toda a cadeia produtiva nacional”.

A mobilização da Federação vai ao encontro do que também estão fazendo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e outras entidades do setor produtivo.

“O Carrefour, que se beneficia do mercado brasileiro, operando como a maior rede varejista do país, com mais de 500 lojas, deveria demonstrar mais respeito aos produtos que enriquecem seus acionistas. É inaceitável que uma empresa que prospera em solo brasileiro adote práticas que desconsideram a qualidade e o trabalho árduo dos nossos produtores”, diz a Fhoresp.



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Competição com soja e falta de estrutura freiam plantio de pinus


O cultivo de Pinus no Rio Grande do Sul está em um momento crítico, com estagnação na implantação de novas áreas e tendência de redução, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Na região de Passo Fundo, o setor opera com a madeira remanescente de estoques limitados, enquanto alguns bosques continuam sendo comercializados para empresas de Santa Catarina.

Na região de Santa Maria, a área plantada em 2022 foi estimada pelo IBGE em 9.400 hectares, principalmente concentrada nos municípios de Cachoeira do Sul, São Francisco de Assis e São Vicente do Sul. O uso da madeira, destinado principalmente à produção de tábuas, ripas e itens de construção civil, é mais restrito que o do eucalipto, e a ausência de um polo madeireiro estruturado dificulta o processamento adequado do Pinus.

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Enquanto a colheita das áreas plantadas avança, o ritmo de novos plantios não acompanha a demanda. Mesmo com o surgimento de medidas legais menos restritivas para o licenciamento de projetos de silvicultura, a concorrência por terras destinadas à cultura da soja é um dos principais entraves para a retomada do plantio em maior escala.

Os preços da madeira de Pinus variam de acordo com o local e o diâmetro das toras. Em Cachoeira do Sul, o Pinus em pé na floresta com diâmetro entre 7 e 40 cm é vendido a R$ 50,00/m³, enquanto toras maiores, acima de 40 cm, podem atingir R$ 350,00/m³. Em Jaguari, as toras de diâmetro acima de 30 cm alcançam R$ 250,00/m³ na floresta e R$ 400,00/m³ quando entregues no pátio do consumidor.

Em Santiago, a madeira com diâmetros a partir de 15 cm tem preços de R$ 200,00/m³, mas toras maiores, acima de 30 cm, podem ultrapassar R$ 300,00/m³.





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Confira como foi a semana da soja no Brasil; mercado tem poucos negócios



O mercado brasileiro de soja enfrentou uma semana de baixos negócios e preços em queda, acompanhando o movimento da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), onde os contratos atingiram mínimas históricas. Mesmo com o dólar acima de R$ 5,80, as cotações domésticas seguiram a tendência de baixa dos mercados internacionais.

Cotações pelo Brasil

  • Passo Fundo (RS): de R$ 135,00 para R$ 131,00 por saca de 60 kg
  • Cascavel (PR): queda de R$ 140,00 para R$ 136,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): queda de R$ 154,00 para R$ 147,00
  • Porto de Paranaguá (PR): redução de R$ 145,00 para R$ 142,00 por saca

A queda nos preços reflete a pressão de fatores globais e o cenário de ampla oferta. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) também registrou perdas. Na manhã de sexta-feira, 22 de novembro, os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2025 estavam cotados a US$ 9,76 por bushel, uma queda de 2,53% na semana.

Fatores que afetam o mercado da soja

O avanço da safra de soja no Brasil contribui para uma previsão de oferta, enquanto a boa colheita nos Estados Unidos também pressiona os preços para baixo. As incertezas políticas nos EUA, especialmente com a possibilidade de uma nova gestão de Donald Trump, aumentam a preocupação no mercado da soja. A escalada da guerra comercial com a China e a retirada de incentivos à produção de biodiesel podem reduzir a demanda pela soja americana e afetar ainda mais os preços.

Câmbio

A recente alta do dólar, acima de R$ 5,80, ajuda a amenizar os impactos sobre os preços da soja no Brasil. No entanto, o principal fator que influencia as cotações é a ampla oferta global, com produção recorde no Brasil e nos EUA, além das incertezas econômicas e políticas internacionais, que criam um cenário de baixa nos preços.

Perspectivas da soja para 2025

A ABIOVE projeta números recordes para o complexo da soja em 2025, com produção estimada em 167,7 milhões de toneladas e esmagamento de 57 milhões de toneladas. As exportações de soja devem alcançar 104,1 milhões de toneladas, com o farelo chegando a 22,9 milhões de toneladas e o óleo de soja mantendo-se em torno de 1 milhão de toneladas. As exportações totais do complexo devem gerar receitas de US$ 50,8 bilhões.

Até setembro de 2024, o Brasil manteve sua produção de soja em 153,3 milhões de toneladas, com esmagamento de 54,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja permaneceu estável.



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Terminal de contêineres de R$ 1,6 bi em Pernambuco quer competir com Porto de Santos



A APM Terminals Suape lançou nesta sexta-feira (22) sua pedra fundamental no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco. O evento marca o início da construção do terminal de contêineres que, com investimento de R$ 1,6 bilhão ainda na primeira fase, terá porte suficiente para disputar partes das rotas que hoje estão concentradas no Porto de Santos, o maior do país, de acordo com a empresa.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o novo terminal de impulsionará a internacionalização da economia do estado. “Poderemos ter um crescimento superior a 40% no volume de importações e exportações”, disse.

As obras preparatórias estavam em curso desde o início deste ano, período em que foram feitos os trabalhos de demolição das antigas edificações. Agora, a APM Terminals, que faz parte do grupo Maersk, está finalizando a escolha das empresas que serão responsáveis pela construção do cais, pátio e prédios. As operações de cargas no novo terminal devem ser iniciadas no segundo semestre de 2026.

A avaliação do diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose, é de que, além de haver tendência natural de crescimento da demanda por movimentação de cargas nos próximos anos, já há déficit de capacidade nos portos brasileiros, o que aponta para uma quase natural busca pelos serviços que serão oferecidos no novo terminal. “Com o início das operações, ampliaremos a capacidade de movimentação de contêineres em 55%”, afirma Daniel Rose.

O diretor de investimentos para as Américas da APM Terminals, Leonardo Levy, diz que a operadora portuária considera o Nordeste estratégico e de enorme potencial para a logística do país.

“O terminal vai ajudar o Nordeste como um todo a ser mais competitivo lá fora. E servirá para que os importadores e exportadores tenham mais opções. Quanto mais opções tiverem, quanto mais concorrência existir, melhor é para todos”, defende.

Entre os cenários projetados por Leonardo Levy está o de atrair rotas que saem da Europa e até mesmo da Ásia. “Poderá fazer sentido para algumas linhas de navegação em vez de irem para Santos, por exemplo, virem para Suape, desde que tenha um terminal com capacidade e eficiência”, diz Rose.

Além de atender a navegação de longo curso, o terminal também se dedicará a se tornar atrativo para a cabotagem, que é a navegação entre os portos brasileiros.

Terminal 100% eletrificado

Conforme a APM Terminals, suas instalações em Suape formarão o primeiro terminal portuário 100% eletrificado da América Latina. Já foram investidos R$ 241 milhões em 28 equipamentos eletrificados, incluindo dois guindastes STS e sete RTGs com controle remoto. O maquinário escolhido é capaz de atender às novas gerações de navios do mercado.

A diferença em relação aos demais terminais está concentrada nos veículos que circulam dentro do terminal. Isso porque os guindastes da maioria dos portos já são elétricos. Já nas instalações da APM Terminals, também serão elétricos os caminhões, empilhadeiras e demais veículos.

“O custo de compra do maquinário totalmente elétrico é mais alto hoje em dia. Já o custo de manutenção a expectativa é de que seja menor. Então o custo de operação deve ficar também menor no longo prazo”, afirma Daniel Rose.

O entendimento do grupo multinacional é de que há apelo de mercado pela adoção da infraestrutura eletrificada diante das metas internacionais de redução de emissões de gases poluentes.



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Mercado do boi gordo encerra semana com alta



Semana foi marcada por altas nas cotações




Foto: Canva

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a semana finaliza com altas nas cotações do mercado bovino, impulsionadas pela oferta enxuta e pela demanda aquecida, especialmente para o boi China e as categorias de fêmeas. De acordo com análises, o boi comum registrou um acréscimo de R$2,00/@, enquanto a novilha teve uma alta de R$3,00/@. Já a vaca gorda manteve os preços estáveis. As escalas de abate, em grande parte das indústrias, ganharam alívio devido ao feriado, garantindo programação média para uma semana.

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No Norte do Mato Grosso, os preços do boi permaneceram estáveis, mas as fêmeas apresentaram um movimento de alta significativo: R$5,00/@ para vacas e novilhas. Já na região Sudoeste, o boi gordo teve incremento de R$2,00/@, enquanto as cotações de fêmeas permaneceram inalteradas. Nas regiões de Cuiabá e Sudeste de Mato Grosso, os preços seguiram estáveis para todas as categorias.

No Rio Grande do Sul, na região de Pelotas, houve altas pontuais: o boi gordo subiu R$0,10/kg, enquanto a novilha registrou aumento de R$0,20/kg. Já a vaca gorda manteve estabilidade nos preços. Na região Oeste do estado, todas as categorias apresentaram aumento. Tanto o boi gordo quanto a novilha gorda subiram R$0,10/kg, enquanto a vaca gorda registrou alta de R$0,20/kg, conforme apontou o informativo.





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Aprosoja MT conclui primeiras visitas a produtores de soja



A terceira edição da série ‘Mato Grosso Clima e Mercado‘, promovida pela Aprosoja MT, completou sua primeira semana com 3 mil quilômetros rodados, visitando 14 cidades da região norte do estado a fim de conhecer os desafios enfrentados pelos produtores de soja.

Ao longo da jornada, a equipe conversou com 22 produtores do grão, delegados e membros da diretoria da associação, que compartilharam suas realidades e desafios enfrentados nas lavouras. A série está documentando as dificuldades de produção devido ao clima instável, com foco especial na soja e no milho, e na gestão da logística de escoamento.

Cenário da soja e milho

Em Nova Mutum, o produtor Andrey Costa Beber relatou como o atraso das chuvas encurtou em 15 dias a janela ideal para o plantio da safrinha de milho, uma situação que também se repetiu em Lucas do Rio Verde. ”Todo mundo começou mais tarde, porque não havia umidade suficiente para o plantio, e isso trouxe dificuldades na colheita e no transporte da produção”, comentou. O clima irregular também afetou a qualidade e o tempo de colheita em várias outras localidades.

Em Nova Ubiratã, Rodrigo Franzoi de Oliveira, delegado regional e produtor da soja, se mostrou preocupado com o risco crescente de doenças nas lavouras, um fator que pode comprometer a produtividade em toda a região. Já em Sinop, o produtor Jonas Felipe Riffel destacou os altos custos da produção, que pioraram devido ao aumento nos preços dos insumos no ano anterior. “Os preços da soja este ano estão mais justos, o que nos ajudou a nos preparar melhor”, disse, referindo-se à dificuldade do ano passado, quando compraram insumos caros e a soja perdeu valor.

Outro grande desafio compartilhado foi a logística de transporte, especialmente em Marcelândia, onde o delegado Alexandre Falchetti alertou para os problemas relacionados ao escoamento da produção. Atrasos nos prazos de colheita e nas janelas do milho afetam diretamente a capacidade de entrega e armazenamento, impactando toda a cadeia produtiva. Em Terra Nova, o produtor Fernando Bertolin destacou o impacto do atraso das chuvas no planejamento das safras, que diminui a janela de colheita e traz riscos para a qualidade do grão.

A falta de infraestrutura de transporte também foi um tema recorrente nas conversas, como em Paranaíta e Juara, onde a sobrecarga dos armazéns e a escassez de caminhões complicam ainda mais a logística de escoamento. Carina Ossani Kasprzak, delegada e produtora de Juara, alertou que as dificuldades de escoamento podem resultar em grandes perdas de produção.

Em Itanhangá, o delegado João Batista de Souza também mencionou que a falta de armazéns adequados, aliada aos atrasos no descarregamento dos caminhões, provocou perdas significativas de grãos nas lavouras. “Este ano, o plantio começou mais tarde e, com os caminhões demorando até três dias para descarregar, os produtores acabam perdendo grãos devido à paralisação das máquinas na lavoura”, explicou Souza.

Diogo Balistieri, vice-presidente norte da Aprosoja MT, acompanhou as gravações da série e ressaltou a importância da documentação das realidades locais. ”A estiagem foi um problema, mas o grande impacto foi o atraso das chuvas, que afetou diretamente o planejamento da safrinha de milho e a janela de plantio. Este ano, apesar de tudo, a produtividade tende a ser melhor”, afirmou Balistieri, destacando que os relatos de produtores em diferentes regiões ajudam outros a tomar decisões informadas.

A série também tem o objetivo de levar informações valiosas aos produtores. Diogo Balistieri enfatizou que a troca de experiências entre os produtores de diversas regiões vai ajudar a minimizar os impactos de eventos climáticos adversos e a melhorar a gestão das lavouras. ”Com o compartilhamento de informações, todos ganham”, afirmou.

Novas visitas acontecem a partir de segunda-feira (25), com encontros na região leste de Mato Grosso. O município de Campo Verde será o primeiro a ser visitado, onde as condições das lavouras serão novamente analisadas em detalhes.



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Produtores de café firmam negócios em encontro do setor



A Semana Internacional do Café (SIC) 2024, realizada em Belo Horizonte, foi um marco para o setor cafeeiro, que reuniu produtores de diversas regiões do Brasil com compradores de mercados internacionais. O evento, realizado de 20 a 22 de novembro em Belo Horizonte, foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).

O encontro contou com mais de 150 rodadas de negócios, reunindo produtores de café do Brasil e compradores internacionais de países como EUA, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.

A SIC é um dos maiores eventos de café do Brasil e durante sua realização os produtores puderam apresentar suas qualidades e inovações diretamente aos compradores internacionais. Programas como o Agro.BR e o projeto Cupping e Negócios de Cafés Diferenciados fortaleceram a conexão entre produtores e mercados externos.

Além das rodadas de negócios, os compradores internacionais também visitaram propriedades de café, cooperativas e associações de produtores em Minas Gerais, conhecendo de perto a diversidade e a qualidade da cafeicultura brasileira. A CNA, que atua na representação dos produtores rurais brasileiros, e a Faemg, que apoia os produtores de Minas Gerais, reafirmaram o papel fundamental da feira na promoção da cafeicultura do estado e no fortalecimento da posição do Brasil como líder mundial na produção de café.

A SIC também foi palco para o lançamento de novas oportunidades de negócios, como a Missão Comercial World of Coffee, que ocorrerá em Dubai em fevereiro de 2025. O objetivo é promover o café brasileiro em mercados internacionais, ampliando a visibilidade dos produtores no cenário global.



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Feirão do Pescado terá mais de 100 t de peixes para comercialização


O governo do Amazonas, por meio da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), realizará a primeira edição especial do Feirão do Pescado nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro. O evento ocorrerá simultaneamente em dois locais: no Centro Cultural Povos da Amazônia, situado na Bola da Suframa, zona sul e no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.

A produção de peixes que será disponibilizada é proveniente da piscicultura dos municípios de Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Careiro Castanho, Manacapuru, Iranduba e Manaus. Ao todo, serão comercializadas 119 toneladas, com destaque para espécies como tambaqui, pirarucu e matrinxã. A programação ocorrerá das 5h às 19h na sexta-feira (29) e no sábado (30), e das 5h às 13h no domingo (1º).

Segundo Michelle Bessa, diretora-presidente da ADS conta que a iniciativa está gerando grandes expectativas, tanto entre os consumidores quanto entre os produtores e comerciantes.

“Nosso objetivo é garantir o décimo terceiro salário para piscicultores e feirantes, além de oferecer alimentos frescos e de alta qualidade aos consumidores”, diz.

Foto: Ruth Jucá/ADS

Os consumidores terão a oportunidade de adquirir não apenas peixes frescos, mas também frutas, verduras, farináceos, pimentas e hortaliças. A iniciativa contará com a participação de 40 piscicultores, seis tratadores de peixes e 116 feirantes.

“Vale destacar que os peixes comercializados são criados em tanques de piscicultura, em conformidade com a proibição da pesca em rios e lagos durante este período. Essa medida assegura que os piscicultores possam continuar suas atividades de acordo com as normas ambientais vigentes”, disse Michelle Bessa.

De acordo com Bessa, os peixes disponíveis no Feirão do Pescado são provenientes de tanques de piscicultura, respeitando a proibição de pesca em rios e lagos durante este período. Essa prática garante que a atividade pesqueira permaneça alinhada às normas ambientais vigentes, enquanto mantém a oferta de pescado para a população.



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