sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Retirada de isenção das carnes da cesta básica elevaria preço ao consumidor em 10%


Uma eventual exclusão das carnes da cesta básica isenta de tributos no âmbito da regulamentação da reforma tributária provocaria aumento real nos preços do produto em 10,2%, em média, ao consumidor final, revela estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O cálculo considera o cenário de adoção da alíquota reduzida de 10,6% sobre as proteínas, em caso de eventual retirada das carnes da cesta básica isenta, o equivalente a 40% da alíquota total projetada em 26,5%.

Nesse cenário, o custo das proteínas para o consumidor final seria elevado em 10,21% para carne bovina, 10,18% para a suína e 10,16% para a de aves.

A inflação sobre os preços das carnes auferida pelos pesquisadores da FGV seria observada em 2030, durante a transição da reforma. “A transição de um cenário de isenção total para um cenário de alíquota reduzida, independentemente da política de cashback, faz com que o ônus do aumento de preço seja repassado quase que integralmente para os consumidores”, observa a Fundação.

Impactos socioeconômicos

O estudo, de 40 páginas, foi coordenado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da FGV e encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). O objetivo do estudo, segundo a FGV, é determinar os impactos socioeconômicos de médio e longo prazo da proposta de retirada da proteína animal da cesta básica brasileira no escopo da reforma tributária.

“A inclusão das carnes na cesta básica para efeitos de aplicação da alíquota zero, com ou sem cashback, mostra-se como o cenário econômico mais favorável tanto para os consumidores quanto para o setor produtivo. Como também, do ponto de vista de resultados macroeconômicos, a retirada da proteína animal da cesta básica mostra-se equivocada, uma vez que traria impactos econômicos indesejáveis na sociedade brasileira e amplificam os efeitos negativos da reforma tributária como atualmente proposta”, afirma a FGV.

Divergências da carne na cesta básica

A inclusão das carnes na cesta básica isenta de tributação foi um dos principais pontos de divergência entre a equipe econômica, o setor produtivo e a bancada do agronegócio no Congresso durante a tramitação do Projeto de Lei Complementar 68/2024, que regulamenta parte da reforma tributária, incluindo a composição da cesta básica.

A maior discordância estava no impacto da isenção das proteínas no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), alíquota de referência. O texto aprovado na Câmara dos Deputados, em acordo entre governo e bancada agropecuária, prevê a isenção de impostos sobre carnes e ovos com a inclusão dos produtos na cesta básica sem tributação – a matéria está em análise no Senado.

De acordo com o estudo da FGV, a inclusão das carnes na cesta básica aumenta a alíquota de referência em 0,25 ponto porcentual, dos 26,5% previstos para o IVA para 26,751%. A estimativa é abaixo do projetado pelo governo, de impacto de 0,56 ponto porcentual.

Os pesquisadores da FGV explicam que a diferença no resultado, sendo o estimado pela universidade inferior ao projetado pelo Ministério da Fazenda, deve-se ao fato de o estudo considerar o comportamento dos agentes econômicos diante da mudança de preços, sobretudo das famílias.

Na análise da FGV, ao retirar as carnes da cesta básica e aplicar uma alíquota diferenciada (de 10,6%), pode haver também o encarecimento da cesta básica de forma geral. O estudo indica que, sem as carnes na cesta básica isenta e com uma alíquota de 10,6%, a inflação acumulada na cesta básica pode chegar a 3,524% até 2030.

“Ao tributar as carnes pela alíquota reduzida resultaria na transferência desse ônus aos consumidores finais, e isso independentemente da política de cashback. Além disso, a isenção das carnes reduz a inflação total de bens e serviços para os mais pobres em cerca de 52,2% enquanto para a classe média em até 43,0%. O maior acesso às proteínas animais beneficia relativamente mais as famílias que recebem o cashback e classe média por gerar uma menor inflação total sobre os bens e serviços que essas famílias consomem”, pontuou a FGV.

Isenção é mais eficiente

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Foto: USP

O estudo mostra, ainda, que a isenção é mais eficiente do que a eventual arrecadação de impostos pela tributação das carnes, pois haveria perda de R$ 2,24 na produção para cada R$ 1 arrecadado, em caso de exclusão das carnes da cesta básica.

Já com as carnes isentas na cesta básica a arrecadação tributária destes produtos poderia aumentar em até R$ 13,9 bilhões. Essa projeção considera a expansão da agroindústria em virtude do provável aumento no consumo de carnes pelas famílias em cenário de redução dos preços das proteínas.

A FGV estima que a agroindústria de carnes deve crescer 20% até 2030, o que cai para 11% em caso de regime de alíquota apenas reduzida para o setor.

“Tal conclusão impacta positivamente não apenas a indústria de proteína animal em específico. Há efeito multiplicador relevante, com o aumento da produção de outras atividades, como atividades agropecuárias, indústria de transformação como a indústria de embalagens, serviços de frete e agroindústria no geral”, avaliou a FGV.

Geração de empregos associada à carne

Outro efeito da inclusão das carnes na cesta básica isenta, segundo a FGV, é o aumento acumulado de ocupações que chegaria a 144.994 novos postos até 2030 nas atividades de proteínas animais.

Em caso de alíquota reduzida, imposto de 10,6% sobre as carnes, a geração de empregos no setor seria de 75.045 até 2030, segundo o estudo. Há também estimativa de aumento real de 19,9% nos salários para atividades de carne bovina, 20,9% para carne de aves e 19,3% para carne suína em caso de alíquota zero para as carnes.

“Esse crescimento ocorre porque a isenção tributária reduz os custos operacionais, permitindo expansão da produção e aumento do emprego no setor e, consequentemente, melhor remuneração para a mão-de-obra do setor. Em contrapartida, quando há uma alíquota, mesmo que reduzida, essa margem para investimento no salário dos trabalhadores é prejudicada, limitando o crescimento salarial”, explica a FGV no estudo.

Impactos do cashback

O estudo da FGV avaliou também os impactos econômicos do cashback – sistema de devolução de parte do imposto pago à famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal.

A proposta do governo é que terão direto ao cashback beneficiários com renda familiar mensal per capita deve ser de até meio salário mínimo com devolução de 20% dos tributos. Na análise do estudo, os efeitos do cashback são limitados. Em relação ao preço das carnes e sobre o custo da cesta básica, o desconto tem praticamente efeito nulo. Quanto à alíquota geral, a adoção do cashback implicaria em uma variação de 0,013 ponto porcentual sobre o IVA.

De acordo com o estudo, há incapacidade do cashback em manter as famílias no mesmo nível de consumo real observado antes da reforma tributária.

“Diante desse cenário, torna-se ainda mais relevante que se assegure um baixo nível de tributação para alimentos que já se sujeitavam a esse regime no modelo anterior. Isso porque, qualquer aumento de carga tributária necessariamente reverberará no preço e, portanto, no acesso de tais bens pela população de baixa renda, a qual não terá a devolução desse ônus via cashback”, argumentam os pesquisadores da FGV.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa fecha em queda com ceticismo do mercado sobre pacote fiscal


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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, pós-feriado nacional, pressionado pela performance negativa de grandes bancos e em meio ao ceticismo em relação ao pacote de corte de gastos prometido pelo governo, mas ainda não apresentado.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,79%, a 127.182,62 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 128.196,63 pontos na máxima e 126.593,85 pontos na mínima do dia, menor patamar intradiário desde 7 de agosto.

O volume financeiro somava 20 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

(Reportagem de Patricia Vilas Boas)

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Pedido de criação de comissão externa para investigar Carrefour é protocolado



A deputada federal Marussa Boldrin, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) no centro-oeste e o deputado federal Alceu Moreira assinaram o pedido de criação de uma comissão externa para investigar o Carrefour.

O requerimento 4595/2024 tem como objetivo avaliar a conduta e as denúncias contra a rede varejista no Brasil.

“Na semana passada fomos surpreendidos com a declaração do CEO do Carrefour [na França] anunciando que iria parar de comercializar a carne do Brasil e de outros países do Mercosul. A carne brasileira, assim como outras proteínas animais do Mercosul, é reconhecida mundialmente pela qualidade e pelos altos padrões de segurança alimentar”, diz Marussa, em nota.

“Empresas brasileiras possuem rigorosos controles sanitários e ambientais, certificados por organizações internacionais respeitadas. Proibir a importação desses produtos com base em argumentos superficiais ou desatualizados é ignorar décadas de esforços e investimentos do setor agropecuário para atender às demandas globais de sustentabilidade e qualidade”, afirma a deputada Marussa Boldrin.

Antecedentes do Carrefour

Marussa ainda cita os antecedentes “graves” da rede de supermercados francesa ligados a violações raciais, ambientais e trabalhistas.

“A França compra carne do Brasil há 40 anos. Esse protecionismo europeu exagerado, principalmente da França com o Brasil, tem que ter uma resposta dos produtores brasileiros”, afirmou.

Boicote dos frigoríficos

Na semana passada, os frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carne ao Carrefour depois da decisão da empresa francesa de parar de comercializar a carne do Mercosul.

Entre os frigoríficos que suspenderam o fornecimento do produto estão a JBS, Marfrig e Masterboi.



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Movido pela paixão por máquinas, produtor de soja cultivou seu sonho ao lado da família



Desde a infância, Murilo Martins esteve imerso no campo. Crescido em Silvânia, Goiás, ele sempre cultivou a paixão por máquinas, veículos e tecnologia. O interesse foi determinante em sua escolha profissional: Murilo se formou em mecatrônica e, após concluir a graduação, trabalhou em projetos de grande porte, como parques eólicos no Nordeste. Logo, sua trajetória incluiu o plantio de soja.

Em uma conversa com um amigo, que comentou sobre o impacto de ter uma empresa familiar, fez Murilo retomar um sonho antigo: trabalhar ao lado de seu pai na fazenda. Foi aí que ele decidiu voltar para o campo, e há três anos se tornou, de fato, produtor rural.

Hoje, Murilo divide seu tempo entre o campo e o escritório. Inicialmente mais envolvido com as atividades administrativas, ele passou a se aproximar cada vez mais da gestão da lavoura. Atualmente, se considera imerso em um processo contínuo de transformação, focado no crescimento e na inovação dentro do setor agropecuário.

A tecnologia como aliada e os desafios do clima

Murilo sabe que a tecnologia é uma aliada essencial no plantio da soja, mas também exige cuidados, principalmente com relação ao custo. “No nosso negócio, o que mais pensamos é em margem, em custo. A tecnologia deve ser analisada com muita cautela”, explica Murilo. Na fazenda, um dos focos tem sido a aplicação de tecnologias de precisão, como a distribuição de sólidos e análise de solo. Isso permite que fertilizantes, calcário e gesso sejam aplicados de maneira mais eficiente, conforme as necessidades específicas de cada área de cultivo.

Ele destaca a importância de trabalhar com sinal GPS e monitoramento constante de variáveis como a taxa de adubação, garantindo o uso racional dos insumos. “Usamos tecnologias que nos permitem controlar a aplicação de forma precisa, o que otimiza o uso dos recursos e melhora a produtividade”, diz ele.

A gestão do solo também é uma prioridade na fazenda. Recentemente, a família investiu em equipamentos para descompactar o solo, importante para resolver o problema da compactação, que tem impactado a produtividade nos últimos anos. “A compactação do solo tem sido uma preocupação nos últimos tempos, e com esse novo equipamento, esperamos melhorar a estrutura do solo e a produtividade”, afirma Murilo.

Combate ao nematóide e manejo da soja

Um dos maiores desafios enfrentados pela fazenda nos últimos anos foi o nematóide , um parasita que afeta a qualidade do solo e da soja. Murilo e sua família fizeram um estudo cuidadoso e identificaram que o nematóide era um dos principais fatores que estavam impactando a produção. Por isso, decidiram retomar a aplicação de nematicidas, mas agora com tecnologias mais modernas, como o sistema micron, que permite uma aplicação mais eficiente, diretamente no sulco de plantio.

“Há 10 anos, quando plantávamos algodão, utilizávamos essa técnica. Agora, voltamos a ela para controlar o nematóide. As tecnologias de hoje nos permitem aplicar esses insumos de forma muito mais precisa”, comenta Murilo. Esse retorno às práticas antigas, com a aplicação de tecnologias mais avançadas, é uma parte importante da adaptação da fazenda aos desafios do campo.

O futuro no campo

Murilo ainda relembra a conversa com seu amigo, que o inspirou a voltar para o campo. O trabalho ao lado de seu pai, especialmente quando ele já pensava em se aposentar, representou uma oportunidade de “dar continuidade ao voo” da geração anterior, preservando o legado familiar. Com muitos projetos em andamento, Murilo se sente cada vez mais preparado para o futuro e acredita que a inovação, aliada à experiência do passado, é o caminho para o crescimento sustentável da propriedade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo de inverno sofre impactos climáticos na Europa e Ucrânia



China prevê aumento na área semeada




Foto: Canva

De acordo com a análise divulgada na edição de novembro do Global Crop Monitor (GEOGLAM), a safra global de trigo de inverno está sendo marcada por condições climáticas adversas. A situação varia entre regiões, com impactos em algumas áreas produtoras.

Na União Europeia, o excesso de chuvas no oeste e sul atrasou o início da semeadura. No Reino Unido, o cenário é similar, com os trabalhos de campo comprometidos pelas chuvas intensas de setembro e pela colheita tardia das safras de verão. Já na Türkiye, o plantio avança em condições favoráveis.

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Na Ucrânia, a persistente seca em áreas orientais atrasou o desenvolvimento do trigo de inverno, que apresenta um atraso de 2 a 3 semanas em seu ciclo fenológico. Na Federação Russa, a semeadura também sofre com condições predominantemente secas, apesar das chuvas recentes.

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Nos Estados Unidos, a semeadura e emergência do trigo de inverno progridem, embora as Grandes Planícies enfrentem áreas de seca. No Canadá, o plantio começa com boas condições climáticas.

Na Argentina, as recentes chuvas melhoraram as condições nas áreas agrícolas centrais e em Buenos Aires. No entanto, a seca prolongada nas regiões norte e centro-oeste deve reduzir os rendimentos.

Na Austrália, as condições são excepcionais em Nova Gales do Sul e Queensland, mas secas e geadas severas impactaram negativamente os rendimentos em Austrália do Sul e Victoria.

Na China, a semeadura do trigo de inverno está concluindo com a expectativa de um aumento na área plantada em relação ao ano anterior, conforme a análise.





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Lira critica protecionismo europeu, especialmente da França, contra Brasil



O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, expressou nesta segunda-feira (25) sua preocupação e da casa em relação às críticas feitas na semana passada às proteínas animais da América Latina pelo CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, que mais que criticar proibiu a compra e a venda das carnes brasileiras na rede francesa da empresa.

“Nos incomoda muito o protecionismo europeu, especialmente da França contra as proteínas animais do Brasil”, rebateu o presidente da Câmara durante abertura do CNC Global Voices 2024, organizado na capital paulista pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Mostrando-se indignado com a decisão do Carrefour francês, o deputado disse ainda nesta semana que o Congresso irá colocar na sua pauta a Lei da Reciprocidade entre países.

“Não é possível que o CEO de um grupo importante como Carrefour não se retrate de uma declaração de praticamente não contratar as proteínas animais advindas e oriundas da América do Sul. O Brasil, com o Congresso Nacional, com os empresários e a população, tem que dar resposta clara para esse protecionismo exagerado dos produtores da França”, disse Lira, acrescentando que uma reação da sociedade brasileira se faz necessária para que atitudes como essa, do CEO do Carrefour, não se tornem rotina.

Ainda, segundo o presidente da Câmara, é injusto o protecionismo contra os interesses de quem protege embaixo da lei mais rígida no sentido ambiental mundial, que é o Código Florestal brasileiro.

Gestão de Lira à frente da Câmara

Arthur Lira, que está para deixar o comando da Câmara, fez uma espécie de balanço de sua presidência por dois mandatos e usou como corte o período da pandemia até agora. Disse que por um bom tempo, durante sua gestão, só se falava na pandemia. Depois a Câmara e o Congresso como um todo trataram de retirar os entraves ao bom desempenho da economia brasileira. Agora o que se mais debate é a transição energética e pautas relacionadas à mudança climática.

Lira também fez questão de frisar que dentre todas as agendas cumpridas pela Câmara está a reforma tributária, que é a mais transformadora e que está agora só dependendo de aprovação de sua regulamentação no Congresso.



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clima favorece a colheita e oferta de grão de maior qualidade



O clima ao longo da semana passada, de modo geral, favoreceu os trabalhos de campo envolvendo o feijão. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a oferta de feijão de melhor qualidade cresceu frente ao registrado na semana anterior.

Entre as regiões acompanhadas, o destaque foi Itapeva (SP), onde a estabilidade climática permitiu a intensificação da colheita e, consequentemente, o crescimento na disponibilidade de feijão de qualidade superior.

Porém, também foram verificadas ofertas de lotes prejudicados pelas chuvas de semanas anteriores – nesses casos, a preços menores.

O preço médio da saca de 60 kg de feijão-carioca de notas superiores nessa região paulista foi de R$ 258,75 na última sexta-feira (22). Na mesma data, o valor registrado para grão de nota 8 a 8,5 foi de R$ 227,98/saca em Itapeva.



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A falta de umidade do solo prejudica o plantio da soja; como lidar com o desafio?



O plantio da soja é dependente das condições climáticas e a umidade do solo desempenha um papel importante nesse processo. A umidade adequada proporciona o ambiente ideal para a germinação das sementes e o desenvolvimento das plantas nos primeiros estágios da cultura, fatores essenciais para uma boa produtividade. No caso da soja, a falta de umidade pode atrasar o plantio, reduzir a germinação e afetar o crescimento inicial, prejudicando a safra.

Como a umidade do solo impacta o plantio da soja?

A umidade do solo é um dos primeiros indicadores para determinar se o solo está pronto para a semeadura. Solo muito seco pode impedir que a semente se estabeleça corretamente, enquanto a umidade excessiva pode levar ao encharcamento, que também são prejudiciais ao desenvolvimento das plantas. A soja, como cultura tropical, necessita de um equilíbrio hídrico, especialmente nas fases iniciais, quando a radícula (raiz da semente) começa a se desenvolver. Durante essa fase, a umidade é importante para que a planta tenha um bom enraizamento e possa aproveitar os nutrientes presentes no solo.

Em regiões como a de Bagé, no Rio Grande do Sul, onde o clima pode ser imprevisível, a falta de umidade tem gerado desafios. Mesmo com o plantio já em andamento, com uma área total de 1,124 milhão de hectares e 33% da área semeada, a escassez de umidade nas primeiras semanas da temporada prejudicou o avanço da semeadura. Quando o solo está muito seco, muitos produtores são forçados a interromper o plantio ou esperar por chuvas para garantir que a semente possa germinar adequadamente.

O desafio da falta de umidade

Na região de Bagé, o plantio de soja segue dentro da média histórica, mas a falta de umidade em algumas áreas afeta a semeadura. A situação foi descrita por Guilherme Passami, engenheiro agrônomo da Emater/RS, que explicou que o processo tem sido prejudicado superficialmente devido à escassez de chuvas entre outubro e novembro. Este período é considerado ideal para o plantio da soja, pois oferece o melhor fotoperíodo para o desenvolvimento da cultura, o que pode resultar em uma alta produtividade.

As altas temperaturas e os ventos fortes, comuns nesse período, também contribuíram para a rápida evaporação da umidade do solo, criando um cenário desafiador para os produtores. No entanto, a situação começou a melhorar em meados de novembro, com a chegada das chuvas na região da Campanha e na Fronteira Oeste, trazendo alívio para os produtores.

Apesar da escassez de chuva durante o mês de novembro, as precipitações registradas na semana de 18 de novembro, com volumes entre 30 e 40 milímetros, foram suficientes para reidratar o solo e permitir que o plantio fosse retomado. Com isso, a expectativa é de que a semeadura avance rapidamente nos próximos dias, o que poderá contribuir para alcançar a produtividade esperada de 2.673 quilos por hectare, um valor superior à média dos últimos cinco anos.

Expectativas para a safra 24/25

A safra de soja 2024/25 no Brasil já atingiu 85,6% da área prevista até o dia 22 de novembro, de acordo com dados do levantamento de Safras & Mercado. Isso indica que o plantio está adiantado em comparação ao ano anterior, quando 75,1% da área foi semeada no mesmo período. A média dos últimos cinco anos é de 79,3%. Embora o avanço do plantio tenha sido acelerado, as condições climáticas nas próximas semanas serão determinantes para ajustar a expectativa de produtividade.



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Carrefour Brasil admite suspensão de fornecimento de carne, mas diz que não há desabastecimento



O Grupo Carrefour Brasil reconheceu, em nota, impactos advindos da ruptura de fornecimento de carnes pela indústria nacional, após grandes frigoríficos interromperem a entrega de produtos às unidades do grupo no país.

“Infelizmente, a decisão pela suspensão do fornecimento de carne impacta nossos clientes, especialmente aqueles que confiam em nós para abastecer suas casas com produtos de qualidade e responsabilidade”, disse em nota o grupo, que é formado pela rede Carrefour, Atacadão e Sam’s Club.

Apesar da suspensão do fornecimento de carnes pelos frigoríficos, o grupo reforçou que não há desabastecimento dos produtos em suas lojas.

Frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carnes ao Grupo Carrefour no Brasil, após a decisão da rede na França de não vender mais o produto do Mercosul.

Segundo fontes da indústria, a interrupção no fornecimento atinge mais 150 lojas da rede no Brasil. O movimento de cancelamento de entregas começou ainda na quarta-feira (20).

Entre os frigoríficos que aderiram à interrupção estão a JBS, a Marfrig e o Masterboi, que não se manifestaram publicamente, conforme apurou a reportagem.

Somente a Friboi, marca de carnes bovinas da JBS, responde por 80% do volume fornecido ao grupo de origem francesa, sendo que na rede Atacadão o fornecimento da marca é de 100%.

A JBS cancelou a saída de produtos das fábricas e dos centros de distribuição que seriam destinados ao Grupo Carrefour Brasil imediatamente, segundo fontes. A estimativa do mercado é de que a partir desta segunda-feira (25) os efeitos da suspensão das entregas comece a ser percebido nas gôndolas da rede, já que se trata de mercadoria resfriada e/ou congelada com estoques limitados. A decisão da indústria foi endossada pelo governo, que cobrou do setor uma “ação enérgica” contra o boicote da empresa.

A represália da indústria foi imediata à declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, que anunciou na quarta que a rede pararia de vender carne do Mercosul nas lojas francesas. Um dos frigoríficos cancelou no mesmo dia o envio de caminhões que abasteceriam 50 unidades do Carrefour. A indústria cobra uma retratação pública de Bompard para retomar o abastecimento.

“Nós, do Grupo Carrefour Brasil, lamentamos profundamente a atual situação e reafirmamos nossa estima e confiança no setor agropecuário brasileiro, com o qual sempre mantivemos uma relação sólida e de parceria. Entendemos a importância deste setor para a economia e para a sociedade como um todo, e continuamos comprometidos com o fortalecimento dessa relação”, disse o Carrefour Brasil na nota divulgada nesta segunda-feira.

O grupo afirmou também que há 50 anos “tem construído e mantido uma excelente relação” com seus fornecedores, pautada pela “confiança mútua”. “Por isso, estamos em diálogo constante na busca de soluções que viabilizem a retomada do abastecimento de carne nas nossas lojas o mais rápido possível, respeitando os compromissos que temos com nossos mais de 130 mil colaboradores e com milhões de clientes em todo o Brasil”, disse o grupo.

“Reiteramos nosso compromisso com o país, o respeito ao consumidor e a transparência em todas as etapas deste processo. Seguiremos trabalhando para resolver essa situação da melhor forma possível, sempre com o objetivo de atender com qualidade e excelência aos nossos clientes”, concluiu o grupo na nota.



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Como a bebida de soja pode beneficiar a saúde de crianças e idosos?



O Programa Agrosolidário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem o compromisso de apoiar diversas instituições sociais. A Aprosoja MT distribui mensalmente bebidas de soja na Associação Coxipoense de Deficientes e Idosos (ACD), em Cuiabá, beneficiando a saúde e qualidade de vida de mais de 250 pessoas, entre crianças e idosos.

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Depoimentos dos beneficiados

Teresinha de Jesus Santiago Silva Sena, presidente do conselho fiscal da ACD e agente de saúde com 20 anos de experiência, é uma das defensoras mais ativas da bebida de soja. Ela considera a descoberta da bebida “maravilhosa” e a chama de “pozinho do amor”, sempre reforçando que “onde tem amor, tem cura”. “Recomendei a todos que procurassem a Associação. Essa bebida é uma oportunidade incrível para muitos”, diz, emocionada.

A dona de casa e moradora do bairro, Lauides Sebastiana Macedo Rodrigues, também aprova o consumo da bebida. “A Aprosoja MT doa o suplemento para as classes mais necessitadas. Não só salvou a minha vida, mas também a dos meus netos que têm baixo peso. Sou muito grata por isso”, afirma. Sua gratidão reflete o impacto positivo da bebida em sua vida e na saúde de sua família.

Benedita Corsina da Costa, de 80 anos, compartilha os benefícios da bebida para sua saúde. “Tomo a bebida de soja há muitos anos e graças a Deus estou bem. Ela tem me ajudado muito, e fico feliz por ter essa opção”, diz, destacando a melhoria de sua saúde ao longo do tempo.

O aposentado, Valdemar José de Oliveira, também reconhece o impacto do produto. “Receber a bebida me deixa feliz, porque tem me ajudado a manter o peso e me dá energia. Antes não tínhamos essa opção, agora temos algo saudável que traz vários benefícios”, afirma.

Pedro Juventino Isidoro, de 66 anos, destaca a melhora em seu bem-estar. “Desde que comecei a recebê-la, me sinto mais disposto e capaz de realizar minhas atividades. Estou muito satisfeito com essa ajuda”, revela.

Muito além da bebida de soja

Os idosos aprenderam a incorporar a bebida de soja em suas receitas, tornando-a parte fundamental de sua rotina alimentar. “Esperamos ansiosos a chegada da bebida, pois sabemos que ela faz uma grande diferença em nossas vidas”, acrescenta Teresinha.

Atualmente, a ACD recebe cerca de 800 bebidas de soja semestralmente e mantém contato constante com os representantes da Aprosoja MT para garantir que as necessidades dos atendidos sejam sempre atendidas. “O Agrosolidário faz parte de nossas vidas e mantém a associação de pé, impactando desde idosos até crianças, especialmente nos meses mais críticos. Sem esse apoio, não poderíamos ajudar tantas pessoas como temos feito”, conclui Teresinha.

Especial Agrosolidário 15 anos

Neste mês, em comemoração aos 15 anos do Agrosolidário, a Aprosoja MT divulga histórias de instituições apoiadas pelo programa. Ao longo deste especial, será possível conhecer o impacto positivo da união e solidariedade.



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