sexta-feira, julho 24, 2026

Autor: Redação

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Família de Santa Catarina inova e transforma banana em passa e chips


Em Criciúma,(SC), agroindústria familiar está fazendo história ao aliar inovação e tecnologia na produção de bananas prata e nanica. No começo, a produção da fruta era só para a comercialização em mercados, mas a atividade evoluiu ao longo do tempo.

O Jefferson Dagostim, que faz parte da quarta geração da família em uma propriedade de 25 hectares, destaca o crescimento:

“Na década de 70, quando foi construída a BR-01, se abriu o mercado para o Rio Grande do Sul e Paulista, e a gente baniu os cachos de banana, despencando elas e colocando em caixas. Em seguida, veio a evolução dos buquês e por fim, as tecnologias começaram a chegar a partir da década de 80″, afirma Dagostim. 

Só que as frutas, nem sempre tinham o mesmo padrão, algumas estavam nascendo pequenas e fora do padrão comercial, e a família, em 2015, tomou uma decisão inovadora: para evitar o desperdício, eles decidiram investir na agroindústria  transformando a fruta em chips e em banana-passa.

Homem em pé com várias pencas de bananaHomem em pé com várias pencas de banana
Jefferson Dagostim faz parte da quarta geração do agronegócio familiar. Foto: Arquivo Pessoal

Os resultados estão sendo positivos, tanto que recentemente, a propriedade recebeu uma comitiva que faz parte do projeto Santa Catarina e o Agro 5.0 – que busca aproximar a cadeia produtiva e disseminar os bons exemplos. O grupo é formado por autoridades e representantes do agronegócio catarinense.

Vanir Zaratta, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), destacou a importância da valorização dos produtos processados para fortalecer a agricultura local.

“Tem que agregar valor, tem que verticalizar os produtos e é por isso que Santa Catarina melhora e está melhorando. O nosso produtor está se profissionalizando e assim, a gente consegue levar o conhecimento para outras propriedades e a outros agricultores” disse Zaratta.

Outro ponto importante destacado pela comitiva foi a sucessão familiar na agricultura. Clemente Pedroso, vice-presidente da Faculdade de Educação de Santa Catarina (Faesc), enfatiza a relevância de manter novas gerações no campo, assegurando o futuro da produção agrícola.

“A questão da sucessão familiar, que aqui já estamos na quarta, indo para quinta geração, a gente vê o uso das tecnologias e o cuidado do produtor rural com meio ambiente”, afirmou Pedroso.

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O Secretário de Agricultura de Santa Catarina, Valdir Colatto, complementou destacando que o incentivo à agregação de valor e à inovação são essenciais para transformar o jovem agricultor em empreendedor.

“Agregar valor ao produto faz com que o jovem se torne um empreendedor, porque a atividade agrícola tem que ter resultado, tem que ter lucro, senão as pessoas não ficam no campo”, afirmou Colatto.

Em Santa Catarina, mais de 350 mil propriedades de pequeno porte contribuem para a economia local com produções diversificadas que vão desde a fruticultura até a pecuária. 

No estado, cadeias de proteínas têm grande destaque, por isso após a visita, a comitiva foi recebida com um almoço temático à base de carne suína e frango, preparados pelo chefe de cozinha Saimon Novak, que realçou o potencial gastronômico dos produtos locais.

“Esses dois cortes sempre estão presentes nas melhores mesas e a gente consegue fazer pratos incríveis utilizando o nosso frango de todos os dias”, ressaltou Novak.

Jorge Lima, diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne), destacou o papel do estado na produção e exportação de proteínas, especialmente de carne suína.

“Nós somos o primeiro produtor e primeiro exportador de carne suína do Brasil, com mais de 50%. Somos o segundo produtor em aves e segundo exportador. Na cadeia do leite, por exemplo, somos o quarto. Os nossos produtos, estão agregando em pequenas propriedades para a produção de alimento com qualidade, para termos sempre o melhor e conquistarmos os melhores mercados”, finalizou Lima. 

Acesse AQUI e confira a reportagem completa da Eliza Maliszewski no YouTube.



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Ministério da Agricultura e Pecuária reduz custos para produtores da soja



Uma decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP) promete beneficiar produtores de milho, soja e algodão em todo o Brasil. O MAP ampliou de 44 para 59 o número de defensivos agrícolas registrados com o princípio ativo Imidacloprido para uso foliar, ou seja, aplicados diretamente nas plantas. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (25) com a publicação do ato nº 55 da Secretaria de Defesa Agropecuária, no Diário Oficial da União.

A ampliação inclui 15 produtos genéricos, que antes eram autorizados apenas para o tratamento de sementes. Com essa decisão, o mercado de defensivos se torna mais acessível aos produtores, o que pode resultar em redução dos custos de produção, além de contribuir para o aumento da competitividade do setor agrícola brasileiro.

O Imidacloprido é um dos pesticidas mais utilizados no Brasil para o controle de pragas em diversas culturas. Nas lavouras de soja, ele combate pragas como o percevejo, a mosca branca e a vaquinha. No algodão, é eficaz contra o pulgão e a mosca-branca, e no milho, combate a cigarrinha e o tripes, entre outras pragas.

A decisão do MAP atende a um pedido das principais entidades do setor agrícola, como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Impacto para o setor agropecuário

Para a Aprosoja Brasil, a medida tem um impacto positivo para os produtores da soja. O aumento da oferta de defensivos agrícolas pode resultar em uma redução nos preços desses produtos, que atualmente são mais elevados devido à oferta limitada. “Essa ampliação pode trazer um alívio financeiro para o produtor rural e contribuir para a redução dos custos de produção, além de gerar mais competitividade no setor agrícola”, afirmou a Aprosoja Brasil em nota oficial.

O uso do Imidacloprido, que já é autorizado para o controle de pragas em sementes, agora poderá ser estendido para as plantas, ampliando as opções dos produtores na luta contra pragas, sem depender exclusivamente de poucos produtos no mercado. Isso pode representar um ganho significativo para a produção agrícola, especialmente em tempos de busca por maior eficiência e redução de custos no campo.

Perspectivas para o futuro da soja

Com a ampliação do uso de Imidacloprido, espera-se também um aumento na produtividade das lavouras da soja, uma vez que o controle mais eficaz das pragas pode resultar em menores perdas e maior rendimento nas colheitas. Além disso, a medida pode contribuir para a sustentabilidade das lavouras, ao permitir uma abordagem mais eficiente no manejo de pragas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura familiar é tema central de oficina no Pará



O evento abordará os principais programas voltados ao setor




Foto: Nadia Borges

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estará presente em uma oficina destinada ao fortalecimento da agricultura familiar, nesta quinta-feira (27), no município de Capitão Poço, Pará. O evento, promovido na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), abordará os principais programas voltados ao setor, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).

O evento será dividido em dois períodos. Pela manhã, das 9h às 12h, serão debatidos o PAA e o PRONAF. Já à tarde, das 14h30 às 17h, a programação incluirá uma roda de conversa com foco especial na linha jovem do PNCF. Os analistas da Conab, Rodrigo Cunha e Solange Amaral, ministrarão palestras e realizarão capacitações para os participantes, conforme o informado pela Conab.

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Segundo a Conab, a oficina tem como principal objetivo capacitar agricultores familiares, técnicos e gestores municipais, promovendo maior acesso às políticas públicas. A expectativa é reunir mais de 100 pessoas, entre agricultores, lideranças locais, representantes de associações e cooperativas, órgãos públicos e estudantes da UFRA. O evento também contará com a participação da Embrapa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de instituições financeiras e de assistência técnica.

Na sexta-feira (28), a programação inclui uma visita às instalações da Cooperativa Mista de Produtores e Consumidores do Alto Guamá (COMPROSUM), no município de Ourém. A visita terá como objetivo discutir o programa Cozinha Solidária, iniciativa que visa ampliar o acesso a alimentos e promover o desenvolvimento sustentável. A participação da Conab reforça seu papel na implementação de políticas públicas voltadas à agricultura familiar e no fomento ao acesso a mercados institucionais. As ações em Capitão Poço e Ourém evidenciam o compromisso da instituição com o desenvolvimento rural sustentável e a inclusão produtiva na região.





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Plantio da soja atinge 86,5% da área prevista na Bahia


O avanço da semeadura da soja na região Oeste da Bahia, atingiu cerca de 1,8 milhão de hectares, equivalente a 86,5% da área total prevista de 2,129 milhões de hectares.

As informações são do último boletim de safras divulgado pelo Núcleo de Agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

De acordo com o documento, o ritmo acelerou na última semana devido à permanência das condições climáticas favoráveis em todas as regiões monitoradas.

Com isso, muitas propriedades já finalizaram ou estão próximas de concluir o plantio, otimizando a janela de cultivo da oleaginosa.

Para as próximas semanas, a expectativa é de finalização das atividades em algumas regiões, visto que o clima favorável está garantindo o progresso das operações.

Em comparação com a safra anterior, o plantio da safra 2024/25 está a uma diferença de 48,1% do que o mesmo período da safra 2023/24.

À época o número era de 38,4% conforme gráfico abaixo:

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Foto: Divulgação/ Aiba

Monitoramento

No entanto, o monitoramento das áreas já semeadas de soja se tornou uma prioridade devido à presença de pragas em algumas regiões, como lagartas e percevejos, em áreas pontuais.

Além disso, por enquanto, não há registros de ferrugem asiática na região, mas os produtores continuam atentos, realizando o monitoramento constante e adotando práticas preventivas para evitar a proliferação do patógeno.

Essa situação reflete um cenário de boa organização e preparação por parte dos produtores, que estão se antecipando aos desafios de mais uma nova safra, informa o documento.


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Brasil exportará carne de aves a um dos maiores consumidores do sudeste europeu


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quarta-feira que recebeu autorização do governo da Bósnia e Herzegovina para venda de carne de aves.

“Essa abertura, que deverá contribuir para aumentar o fluxo comercial entre os dois países, é mais uma demonstração da confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil”, disse a pasta, em nota.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também celebrou a nova abertura de mercado. “O mercado bósnio é uma oportunidade de alta relevância para os exportadores brasileiros. Há demanda por produtos avícolas com padrões de qualidade elevados, e a necessidade de complementaridade à produção local […]”, disse o presidente da entidade, Ricardo Santin.

País dos Balcãs com renda per capita de cerca de US$ 8,5 mil (dados do Banco Mundial), a Bósnia e Herzegovina possui 3,2 milhões de habitantes – em sua maioria, residentes na zona rural.

Conforme dados da Faostat, o consumo de carne de frango no país é de 19,7 quilos anuais por pessoa, um dos mais elevados da região, com um consumo total de 72 mil toneladas por ano. Desse total, 13,3 mil toneladas foram importadas – em especial, de países europeus.

Exportação de carne de frango brasileira

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Foto: Freepik

Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 8,17 bilhões, equivalentes a 4,38 milhões de toneladas, de acordo com o Mapa.

O Brasil é, atualmente, o terceiro maior produtor mundial e maior exportador do produto no mundo, abastecendo cerca de 170 países com essa proteína animal.

Com a nova conquista, o agronegócio brasileiro alcança sua 204ª abertura de mercado neste ano, totalizando 282 aberturas em 62 destinos desde o início de 2023.



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Estados do Brasil avançam no plantio da soja; chuvas beneficiam a semeadura



O plantio da soja no Brasil avança e já atinge 83,3% das áreas previstas, um ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a semeadura estava em 75%. O progresso é notável em estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que estão prestes a concluir os trabalhos de campo. No entanto, o clima continua sendo um fator importante para o desenvolvimento das lavouras, com destaque para as condições de umidade do solo e os desafios que surgem devido à falta de luminosidade.

Um novo cenário

Embora as lavouras de soja tenham enfrentado dificuldades em Mato Grosso no início da temporada, com a falta de chuvas, agora a preocupação é a falta de luz do sol, já que a região tem enfrentado vários dias de tempo nublado. O fator afeta o desenvolvimento das plantas, que dependem de boa luminosidade para um crescimento saudável. Em Goiás e outras partes do Centro-Oeste, o cenário é mais positivo, com boa umidade do solo, o que está ajudando as lavouras a se desenvolverem adequadamente.

O que vem por aí?

Em relação à previsão climática, o cenário é otimista para a soja. O meteorologista Arthur Miller, do Canal Rural, afirmou que, apesar da chuva constante nas regiões de Mato Grosso e Goiás, o clima está contribuindo de forma geral para uma boa produção. A expectativa é de que, após uma breve trégua de chuvas no Nordeste, o clima mais úmido se intensifique novamente em dezembro, com mais frentes frias e corredores de umidade se formando e trazendo chuvas volumosas para várias regiões produtoras.

As chuvas também devem se concentrar no Sul e Sudeste, onde as condições estão melhorando, especialmente no Rio Grande do Sul, que vinha enfrentando falta de precipitação. A previsão é de chuvas no estado, o que deve ajudar a melhorar a umidade do solo, que estava abaixo do ideal. Além disso, o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul também devem receber chuvas importantes, com volumes que podem superar 100 mm em 5 dias. Isso pode até prejudicar o trabalho no campo, mas, de modo geral, a umidade do solo será benéfica para as lavouras.

Dezembro: o que esperar do plantio da soja?

O mês de dezembro será marcado por um clima mais úmido, com frentes frias se deslocando pela Região Sul e mais chuvas previstas para o Centro-Oeste e Nordeste. Em Mato Grosso, espera-se que as chuvas diminuam um pouco, dando uma trégua aos produtores, especialmente a partir da segunda quinzena do mês. No Rio Grande do Sul, as previsões indicam volumes de chuva de até 70 mm, com uma janela de tempo firme entre os dias 4 e 12 de dezembro.

A chuva intensa que atingirá o interior de São Paulo e o Paraná nos próximos dias pode gerar algumas dificuldades nas lavouras, como o aumento do risco de encharcamento e a interrupção das atividades de campo. No entanto, para o Brasil como um todo, a tendência é que as condições climáticas se mantenham favoráveis à soja, com a expectativa de uma safra promissora, desde que os produtores consigam gerenciar bem os riscos associados ao excesso de umidade.

Apesar dos desafios, o clima favorável e a boa umidade do solo indicam que a soja deve continuar se desenvolvendo bem nas principais regiões produtoras. O monitoramento constante das condições climáticas será essencial para garantir que o avanço da safra não seja comprometido.



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Verminoses causam prejuízo de US$ 7 bilhões na pecuária brasileira



Verminose é o nome popular para as doenças causadas por parasitas que vivem no interior de seu hospedeiro.

Segundo o médico-veterinário Marcos Malacco, estudos demonstram que esses vermes são capazes de causar prejuízos de, aproximadamente, US$ 7 bilhões ao ano na pecuária brasileira.

De acordo com ele, os números comprovam a importância da adoção de medidas de controle efetivas. “Contudo, mais de 90% dos casos de verminose em bovinos aqui no Brasil são de manifestação subclínica, ou seja, os animais não aparentam que têm um problema”.

Assim, o veterinário detalha que apenas cerca de 10% dos animais vão apresentar sinais clássicos de verminose, como abdomem estendido; anemia; a chamada papeira, que é o edema submandibular; além de diarreia e mal desempenho.

Melhor momento para o controle de verminoses

Segundo Malacco, diversos estudos realizados pela Embrapa e várias universidades espalhadas pelo Brasil demonstram que existem momentos fundamentais para o controle e combate dos males causados pelos parasitos.

“Agora, por exemplo, é um momento crucial para o controle das verminoses, especialmente nos animais na fase de recria, mas também é importante fazer nas vacas do periparto e, talvez, até um tratamento nos touros para eles estarem bem preparados para a estação reprodutiva. Existem épocas que chamamos de estratégicas para o tratamento, como no início e final do período chuvoso e na metade do período seco do ano. Essas são épocas consideradas estratégicas e devem ser respeitadas, principalmente na recria”.

Diferenças de sensibilidade

O veterinário destaca que existem diferenças na sensibilidade dos animais aos efeitos negativos das verminoses de acordo com a categoria. “Os animais adultos sofrem muito menos os efeitos maléficos em comparação com os animais em recria, os adolescentes”.

Assim, o veterinário ressalta que, no caso do gado de corte, animais a partir do quarto mês de idade até os dois anos e meio, fase caracterizada pelo pleno desenvolvimento corporal, é a mais suscetível às consequências dos vermes.

“Conhecer o ciclo de vida desses parasitas é essencial. Todo e qualquer parasita tem uma fase que ocorre no organismo que é chamada de fase parasitária e uma outra fase que acontece no meio ambiente, na pastagem, que é a fase não parasitária. Pelo menos 95% da carga parasitária global, total, encontra-se na pastagem, no ambiente em forma de ovos e larvas, e apenas 5% é encontrado nos animais”.

De acordo com Malacco, estudos epidemiológicos mostram que existem determinadas épocas do ano que é extremamente importante realizar tratamentos para baixar o máximo possível a carga parasitária no ambiente.



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Lula diz que acordo Mercosul-UE será fechado mesmo sem apoio da França



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse querer fechar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia ainda este ano.

Segundo ele, a posição contrária da França não será determinante para inviabilizar a assinatura. “Se a França não quiser, eles não apitam mais nada”, afirmou o presidente em evento com líderes do setor industrial. Ele disse querer fechar o acordo ainda neste ano.

“Para superar essa pauta, que estou há 23 anos”, afirmou Lula, durante a abertura do Encontro Nacional da Indústria (Enai).



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O impacto do atraso nas chuvas nas lavouras de soja em MT



A série ‘Mato Grosso Clima e Mercado‘, promovida pela Aprosoja MT, segue com sua cobertura das realidades enfrentadas pelos produtores rurais do estado. Dessa vez, a equipe visita a região de Itiquira, onde os produtores compartilham os desafios climáticos e de logística que impactam diretamente as lavouras. A principal preocupação deste ano foi o atraso nas chuvas, que afetou o início do plantio da soja e a janela para o milho safrinha.

O clima e o impacto na soja

Segundo os produtores locais, o clima apresentou um comportamento atípico. Normalmente, as chuvas começam a cair em setembro, o que permite iniciar o plantio da soja nesse período. No entanto, em 2024, a primeira chuva significativa só ocorreu em 10 de outubro, gerando um atraso de cerca de uma semana no plantio. Esse atraso impacta a produtividade, a logística e a programação das aplicações de insumos, especialmente na última aplicação de fungicida.

Por outro lado…

Apesar do atraso, a maioria das lavouras está dentro da normalidade. No entanto, o atraso no plantio pode gerar desafios futuros, como o impacto na aplicação de fungicidas e o manejo de pragas. A região de Itiquira enfrenta uma pressão com a presença de algumas pragas, como percevejos e lagartas, mas nada fora do esperado para a época do ano. A preocupação maior, no entanto, está no efeito do atraso nas chuvas sobre a soja e, principalmente, sobre o milho safrinha.

A região de Itiquira também enfrenta um desafio de armazenagem, pois o número de armazéns na localidade é limitado. Muitos produtores da região contam com armazenagem própria, o que ajuda a aliviar a pressão logística. No entanto, os produtores sem armazém sofrem com as dificuldades de armazenar a produção, principalmente devido ao baixo número de unidades de armazenagem na região.

A armazenagem própria é vista como uma estratégia fundamental para minimizar os impactos da sazonalidade de preços, já que permite ao produtor vender sua soja de forma mais pausada, aproveitando os melhores momentos do mercado.

A Aprosoja MT segue atenta aos desafios dos produtores rurais em todo o estado, oferecendo apoio e insights para inovação no campo. O programa é uma plataforma importante para compartilhar as dificuldades do setor, ao mesmo tempo em que aponta caminhos para melhorar a produtividade e a sustentabilidade agrícola.



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Anec reduz previsão de exportação de soja e milho do Brasil



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo suas estimativas para os embarques de soja e milho em novembro, conforme dados atualizados na terça-feira (26).

A exportação de milho foi ajustada para 5,1 milhões de toneladas, uma redução de 470 mil toneladas em relação à projeção da semana passada, de 5,57 milhões de toneladas.

O volume projetado é 27,1% inferior ao registrado em novembro de 2023, quando o Brasil exportou 6,99 milhões de toneladas do grão.

Para a soja, a nova estimativa aponta embarques de 2,46 milhões de toneladas, queda de 340 mil toneladas frente à previsão anterior de 2,80 milhões de toneladas. Esse volume é 46,5% menor do que o exportado no mesmo mês de 2023, quando os embarques somaram 4,6 milhões de toneladas.

Os embarques de farelo de soja, por outro lado, permanecem estáveis, com expectativa de 1,92 milhão de toneladas, em linha com os números registrados no mesmo período do ano passado (1,93 milhão de toneladas).

Na semana de 24 a 30 de novembro, os portos brasileiros devem embarcar 660.840 toneladas de soja, 735.468 toneladas de farelo de soja, 1.470.926 toneladas de milho e 95.000 toneladas de trigo, conforme a programação portuária.

No acumulado do ano até novembro, o Brasil exportou 96,01 milhões de toneladas de soja, 34,24 milhões de toneladas de milho e 21,16 milhões de toneladas de farelo de soja. Apesar da queda em novembro, os números reforçam a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de grãos.



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