quinta-feira, julho 23, 2026

Autor: Redação

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Protagonista da citricultura, Lourival Carmo Monaco morre aos 90 anos



Morreu na última quinta-feira (28), aos 90 anos de idade, o citricultor e engenheiro-agrônomo Lourival Carmo Monaco, um dos principais nomes do setor no Brasil.

Ele atuou como presidente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) de 2008 a 2024. De acordo com a entidade, atuou “sempre com paixão e vigor pelos seus ideais”.

Atuação profissional

Mestre e Doutor pela Universidade da Califórnia, Monaco fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Sebrae e Cenal.

Além disso, entre a ampla gama de atuações profissionais, foi pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), diretor-geral do Instituto Agronômico, presidente da Academia de Ciências de São Paulo, secretário da Secretaria de Tecnologia Industrial (STI), do Ministério da Indústria e do Comércio (MIC), secretário da Comissão Nacional de Energia (CNE), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e da Tecnologia e secretário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

“Fortemente envolvido com os ideais de sustentabilidade e inovação, sempre trabalhou em busca de inovação e tecnologia para o setor. A frente do Fundecitrus, inspirou que esses pontos fossem fortemente incorporados à instituição”, diz a nota de pesar do Fundecitrus.

O mais longevo presidente do Fundecitrus

O diretor-executivo Juliano Ayres lamenta profundamente a partida de Monaco, com quem dividiu a gestão do Fundecitrus nos últimos anos.

“Dr. Monaco foi um personagem profundamente marcante na história da citricultura. Sua capacidade de gestão, de planejamento e de visão sobre o futuro do nosso setor foi decisiva para enfrentarmos grandes desafios. Foi o presidente com maior tempo de gestão da história do Fundecitrus, e deixa um legado amplo, indescritível e intocável de colaboração, dedicação e amor”.

Monaco era casado e pai de quatro filhos. A causa da morte não foi divulgada pelos familiares.



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Cavalo Caramelo vira brinquedos e ajuda na reconstrução de escolas no RS


O cavalo Caramelo, resgatado após ficar dias sobre o telhado de uma casa, lutando pela sua sobrevivência durante a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul neste ano, tornou-se símbolo de resistência do povo gaúcho. Agora, sua história inspira uma linha de brinquedos lançada pela marca gaúcha We Toys. A coleção inclui produtos que celebram o animal e reforçam sua simbologia de superação em meio à tragédia.

A iniciativa vai reverter 100% do lucro para a reconstrução de escolas em Porto Alegre, Eldorado do Sul e Muçum, cidades severamente afetadas pelas cheias de maio deste ano.

O Super Combo Caramelo, composto por um cavalo de pelúcia, um livro ilustrado e um quebra-cabeça, está à venda por R$ 228. Para quem deseja adquirir os itens individualmente, os preços são os seguintes: a pelúcia custa R$ 114, o livro sai por R$ 68, e o quebra-cabeça pode ser comprado por R$ 58. O conjunto tem atraído fãs do cavalo e promete agradar colecionadores e crianças.

Foto: We Toys/divulgação

A marca utiliza materiais renováveis, trabalha com parceiros locais e destina o lucro para projetos sociais e ambientais. O cavalo Caramelo, símbolo de superação das enchentes no Rio Grande do Sul, é o primeiro personagem da linha de brinquedos. Segundo a empresa, outros personagens estão sendo desenvolvidos com o objetivo de contribuir para um futuro mais justo e sustentável.

Os produtos já estão disponíveis no site oficial da We Toys e em lojas parceiras espalhadas pelo estado. Com o avanço das vendas, a iniciativa planeja expandir os benefícios para outras cidades atingidas pela enchente.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Chuvas ajudam na recuperação hídrica de alguns estados; confira onde a água chega



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica tendência de recuperação hídrica nas regiões mais afetadas pela seca. Com a chegada de uma frente fria vinda da região Sul, a expectativa é de que as chuvas voltem com mais intensidade, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde a necessidade de precipitação é necessária.

O mapa de umidade do solo mostra que a chuva que retornou ao Rio Grande do Sul e a São Paulo foi fundamental para a reposição hídrica, mas a situação ainda exige mais precipitações, não só no Sul, mas também em outras regiões produtoras.

Onde as chuvas chegam?

Nos próximos cinco dias, a chuva deve se concentrar de forma mais volumosa em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, com acumulados que podem ultrapassar os 50 mm. Por outro lado, apesar da chuva no Nordeste, os volumes esperados para Piauí, Bahia e Maranhão não são volumosos.

A região do Matopiba deve ver os maiores acumulados no Tocantins, com chuvas que podem superar 70 a 80 mm, especialmente no centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste da Bahia.

O tempo no início de dezembro

Para o período de 8 a 12 de dezembro, a previsão é de que a chuva continue no Pará, com acumulados de 50 a 80 mm nos próximos 5 dias, o que deve ajudar a reverter o quadro de déficit hídrico. O tempo firme, por outro lado, predominará nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo o produtor para realizar o tratamento fitossanitário e o manejo do solo.

Entretanto, a grande preocupação para esta semana recai sobre o Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, as chuvas podem ser extremamente volumosas, com acumulados que ultrapassam os 150 mm e podem chegar até 200 mm. Esse volume de chuva prejudica os trabalhos em campo e aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos de terra nessas áreas.



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AgroNewsPolítica & Agro

colheita de tabaco avança com perspectivas positivas



Safra de tabaco aponta tendência de expansão para 2024/2025




Foto: Pixabay

A safra de tabaco apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com colheitas em andamento e perspectivas favoráveis em várias regiões. O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (28) destaca o ritmo intenso das atividades de manejo e a expectativa de aumento na produtividade e nos preços para os produtores.

Segundo o informativo, na região administrativa de Pelotas, 99% das áreas destinadas ao tabaco já tiveram suas mudas transplantadas, e 5% das folhas do baixeiro começaram a ser colhidas. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com manejo ativo de ervas daninhas, adubações de cobertura e aplicação de antibrotantes. O bom desempenho da safra 2023/2024, aliado a preços atrativos, indica tendência de aumento da área plantada para a próxima safra, limitada pela disponibilidade de mão de obra.

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Os municípios próximos ao Rio Uruguai, como Alecrim e Porto Lucena, iniciaram a colheita das áreas mais precoces, com produtividade e qualidade satisfatórias. O rendimento médio esperado é de 2.300 kg/ha, e a sanidade das lavouras reforça o otimismo dos produtores.

No Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita segue em ritmo normal, com as primeiras áreas sendo liberadas para o cultivo de milho e soja. O manejo de invasoras e os tratamentos fitossanitários estão em pleno andamento, enquanto o aspecto geral das lavouras permanece positivo graças às chuvas recentes.

Na região de Frederico Westphalen, os produtores enfrentam alta incidência de pulgões devido à longa janela de plantio, o que demanda maior aplicação de inseticidas. A colheita é intensa, com clima favorável e técnicas de pré-murchamento acelerando o processo. A produtividade média é satisfatória, com preço médio de R$ 230,00/arroba no mercado paralelo.





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Saiba como regularizar créditos inscritos na Dívida Ativa da União



O fim do ano chegou e, com ele, a hora de organizar as finanças e preparar o caixa para 2025. Uma das oportunidades para ficar em dia com as contas vem por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

O órgão prorrogou a negociação dos créditos rurais inscritos na Dívida Ativa da União até às 19h do dia 27 de dezembro.

O anúncio foi feito a partir do edital PGDAU nº 4/2024. Produtores que necessitarem da regularização devem acessar o Sistema de Negociações (Sispar) no portal Regularize. Vale destacar que microempreendedores individuais (MEIs) deverão cadastrar o CNPJ no site. 

De acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), responsável por divulgar as informações, o edital dispõe sobre as modalidades de transação e são elegíveis aos créditos inscritos na dívida ativa da União.

Ainda que a dívida esteja em fase de execução ajuizada ou seja objeto de parcelamento anterior rescindido, com exigibilidade suspensa ou não, cujo valor consolidado a ser objeto da negociação seja igual ou inferior a R$45 milhões.

Entenda o que é possível fazer:

  • Possibilidade de parcelamento, com ou sem alongamento em relação ao prazo ordinário de 60 meses previsto na Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, observados os prazos máximos previstos na lei de regência da transação; 
  • Oferecimento de descontos aos créditos inscritos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observados os limites máximos previstos na lei de regência da transação.

Com informações da Seab/PR



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Mais de 50% dos canaviais não vão se recuperar dos incêndios, aponta pesquisa



A estiagem severa e os incêndios florestais intensos que marcaram boa parte do país a partir de maio deste ano afetaram diversas culturas, especialmente a cana-de-açúcar. Agora, o retorno das chuvas trouxe um novo desafio: avaliar a germinação das soqueiras nos canaviais do início da safra.

Assim, o setor sucroenergético tenta entender como recuperar o solo para que as plantas se desenvolvam e que a colheita seja produtiva.

Para sanar ou, ao menos, entender este desafio, pesquisadores da Massari Fértil, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), estão estudando as principais causas dos incêndios e as soluções para a perda da eficiência do solo e a necessidade de reposição de nutrientes.

“A seca foi tão intensa que canaviais novos, de 2º, 3º e 4º cortes, simplesmente não brotaram. Estimamos que teremos uma área representativa de canaviais com mais de 50% de falhas de brotação, não sendo viáveis economicamente o replantio e tratos culturais. Em resumo, perda do canavial”, avalia Cláudio Monteiro, químico da Massari.

Restauração do solo pós-incêndios

Em nota técnica, os pesquisadores destacam que a restauração do solo se apresenta como um dos maiores desafios para o setor, pois a palha que recobria as plantas virou cinza, eliminando parte dos nutrientes do solo.

Uma das soluções para mitigar os prejuízos é priorizar o plantio de cana sobre cana, utilizando o sistema Meiosi fase 1 (Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente), com início em novembro de 2024 e projeção até abril de 2025.

No entanto, Monteiro ressalta que o preparo do solo sob chuvas intensas pode causar erosão, exigindo práticas mais sustentáveis, como o preparo reduzido e a aplicação de corretivos micronizados.

“Esses produtos são aplicados diretamente na superfície e utilizam as chuvas para alcançar e corrigir o perfil completo do solo”, destaca o químico.

Aumento nas temperaturas

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) acompanha desde 1980 as temperaturas diárias e detectou um aumento significativo, de mais de 1ºC, nas temperaturas máximas e mínimas ao longo das últimas décadas.

“Esse cenário é preocupante, pois limita o desenvolvimento das culturas e, consequentemente, a produtividade”, alerta Monteiro.

Diante destas mudanças climáticas, o especialista defende que a análise do solo se torna indispensável e deve ser realizada, pelo menos, uma vez por ano para garantir propriedades físicas e químicas adequadas.

“Precisamos mudar a forma como tratamos a questão da correção e nutrição do solo. O que era feito há cinco anos, com as mudanças no clima, já não oferece o mesmo resultado. É preciso conhecer a fundo o tipo do solo e as suas necessidades para não ter perdas no cultivo e financeiras”, conclui.



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Garanhão de US$ 11 mi terá coberturas vendidas em leilão



Nesta segunda-feira (2), o Monte Sião Haras, referência em criação de cavalos da raça quarto-de-milha, realiza um leilão histórico no luxuoso hotel Rosewood, em São Paulo (SP). O evento, que desperta grande expectativa no setor, terá como principal atração a oferta de coberturas do renomado garanhão Gênesis 66, avaliado em cerca de US$ 11 milhões e considerado um dos mais caros do mundo.

Além de disponibilizar coberturas do Gênesis 66, o evento contará com a venda de coberturas de outros cavalos de linhagem de alta genética, selecionados por seu alto potencial esportivo e reprodutivo.

Impacto do garanhão Gênesis 66

Recém-adquirido pelo Monte Sião Haras, Gênesis 66 já faz história ao ser o garanhão mais jovem a atingir marcas milionárias em produção nos Estados Unidos, superando o equivalente a mais de R$ 22 milhões. Sua chegada ao Brasil promete elevar a qualidade genética da reprodução equina, consolidando o país como referência internacional no segmento.

“O nosso objetivo é oferecer aos criadores e investidores a oportunidade de adquirir animais de altíssimo padrão, contribuindo para o fortalecimento da criação de equinos no Brasil”, destaca Dalide Côrrea, CEO e sócia-proprietária do Monte Sião Haras.

O haras pertence ao Grupo Monte Sião, sediado em Porto Nacional (TO) e é reconhecido pelo trabalho de melhoramento genético e sua contribuição ao mercado de vaquejada e equinos de elite. Entre seus destaques estão a campeã invicta de rédeas em 2023 Crystalized Whiskez e a campeã nacional de vaquejada Dinastia Apollo Roxo.

Este primeiro leilão do Monte Sião Haras será transmitido pelo Lance Rural.

Serviço

  • Leilão do Monte Sião Haras
  • Data: 2 de dezembro de 2024
  • Local: Rosewood São Paulo (SP)



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Pendências de acordo Mercosul-UE foram submetidas a líderes dos blocos, diz Itamaraty



O secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Lyrio, disse nesta segunda-feira (2) que as pendências do acordo entre Mercosul e União Europeia foram submetidas aos líderes dos dois blocos depois de mais uma rodada de negociações em Brasília.

Ele disse que há expectativa de concluir as negociações até o fim do ano, como já havia afirmado publicamente o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi dada em conversa com jornalistas para explicar a viagem do presidente para a Cúpula do Mercosul, no Uruguai. O evento será na quinta (5) e na sexta-feira (6), em Montevidéu.

“A rodada de negociações de novembro terminou na semana passada com avanços importantes e as questões pendentes foram submetidas aos líderes”, disse Lyrio. “O próprio presidente Lula já fez referência de que tem a expectativa de que tenhamos a conclusão das negociações até o final do ano”, disse ele.

O diplomata afirmou que entre o fim das negociações e assinatura há um caminho longo. “A assinatura é só depois da tradução. Isso não é o que está em jogo. Todo acordo que a UE negocia com seus parceiros, após a conclusão das negociações há um grande processo de tradução, são 23 línguas”, declarou.

Os líderes do Mercosul também devem discutir termos de acordos de comércio com o Efta (bloco de países europeus que não estão na União Europeia) e com os Emirados Árabes. Nesses dois casos, a expectativa seria concluir as conversas no ano que vem.

A secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Gisela Padovan, disse a jornalistas que o presidente Lula poderá ter reuniões bilaterais com os presidentes da Bolívia (Luis Arce) e do Panamá (José Raul Mulino) em sua visita ao Uruguai para a Cúpula do Mercosul.



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os desafios dos produtores da soja



A terceira temporada da série Mato Grosso Clima e Mercado continua sua jornada pelas áreas produtivas de soja do estado. Na segunda semana, a equipe da Aprosoja-MT percorreu mais de 2 mil km nas regiões sul e leste, com o compromisso de ouvir produtores do grão de cidades e propriedades rurais.

Dificuldades na lavoura de soja

Em diversas regiões do estado, o atraso das chuvas foi um fator que adiou o plantio. Em algumas áreas, produtores optaram por deixar talhões sem semear ou adiaram a semeadura para a próxima safra. O plantio acelerado para recuperar o tempo perdido também gerou dificuldades, especialmente no que se refere à cultura do milho safrinha, que será plantado mais tarde e corre o risco de ter sua produtividade reduzida.

A seca severa, que atingiu algumas regiões por vários meses, causou danos às lavouras, com prejuízos também nas pastagens. O período de estiagem comprometeu o desenvolvimento das plantas e gerou preocupações sobre a capacidade de recuperação das culturas, principalmente nas áreas de milho.

Além disso, os atrasos no plantio aumentaram os custos operacionais, já que muitas atividades precisaram ser realizadas em um período mais curto de tempo, o que gerou uma pressão sobre os recursos financeiros dos produtores. Em várias propriedades, o custo elevado da soja e o replantio de áreas afetadas pela seca agravaram a situação.

Logística

Outro fator relevante é a logística, que já é um problema constante em Mato Grosso, mas que deve se agravar ainda mais em 2025. O plantio tardio e a proximidade das colheitas podem causar congestionamentos nos armazéns, o que afeta a comercialização e o transporte da produção. A competição por espaço nos armazéns e o tempo reduzido para a colheita serão pontos críticos.

Atenção aos produtores

A série Mato Grosso Clima e Mercado continuará a percorrer o estado a partir do dia 9 de dezembro, com foco nas regiões leste e oeste, para entender melhor as realidades enfrentadas pelos produtores mato-grossenses e como se adaptam aos desafios impostos pela natureza e pelos custos elevados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Frente fria traz tempestade ao Sul do Brasil


A segunda-feira, 2 de dezembro de 2024, começa com a formação de uma frente fria acompanhada por um sistema de baixa pressão, trazendo chuvas volumosas ao sul do país. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, essa configuração climática também provoca instabilidades no centro do Brasil, afetando diretamente áreas agrícolas essenciais para a produção de grãos e outras culturas.

No Rio Grande do Sul (RS), a metade norte enfrenta precipitações que podem ultrapassar os 100 mm em algumas localidades, enquanto o sul do estado já tem tempo firme. Em Santa Catarina (SC) e no Paraná (PR), as chuvas são menos intensas, mas ainda preocupam agricultores que trabalham com soja, milho e feijão, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos.

Centro-Oeste e Sudeste

No Centro-Oeste, o avanço da frente fria canaliza corredores de umidade, elevando o risco de tempestades no sul de Mato Grosso do Sul (MS), uma região estratégica para o cultivo de soja. Goiás (GO) e Mato Grosso (MT) também terão pancadas isoladas, que ajudam a manter a umidade do solo, mas aumentam o risco de doenças em culturas como milho e algodão. No Sudeste, o cenário é semelhante, com chuvas esparsas em São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG), favorecendo a recuperação hídrica, mas exigindo atenção dos produtores para evitar perdas por doenças fúngicas.

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Norte e Nordeste

No Norte, as chuvas são menos frequentes em estados como Acre (AC) e Rondônia (RO), mas o calor combinado com a umidade cria condições para pancadas localizadas no Pará (PA) e Tocantins (TO). No Nordeste, áreas como o sul do Maranhão (MA) e da Bahia (BA) registram precipitações isoladas, importantes para as pastagens, mas ainda insuficientes para a plena recuperação de culturas como feijão e milho.

Áreas com tempo firme

Regiões como o sul do RS, centro-leste da BA e partes do oeste da região Norte terão tempo estável nesta segunda-feira, oferecendo condições ideais para colheitas e manejo agrícola.

Perspectivas para a semana

O meteorologista Gabriel Rodrigues prevê chuvas abrangentes ao longo da semana em quase todo o Brasil, com exceção do leste da Bahia, Sergipe e Alagoas, que devem continuar enfrentando períodos mais secos. As projeções destacam acumulados superiores a 100 mm em regiões como o norte do RS, oeste de SC, Paraná (PR), sul de Minas Gerais (MG) e leste do Mato Grosso do Sul (MS).





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