quinta-feira, julho 23, 2026

Autor: Redação

News

Sorgo-biomassa é alternativa sustentável para a geração de energia no Brasil



O sorgo-biomassa vem se destacando em nível global como alternativa sustentável para a geração de energia. No Brasil, apesar do grande potencial para cultivo dessa planta, a alta umidade e a baixa densidade da biomassa dificultam o transporte e a queima, prejudicando a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria.

A Embrapa vem trabalhando, desde 2014, para oferecer ao setor soluções que amenizem esse problema e contribuam para a transição energética no país. Entre elas, apresentadas na publicação Sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia, destacam-se a compactação dessa biomassa em briquetes ou pellets e o uso de cultivares de alto desempenho agronômico, entre outras.  

Segundo a pesquisadora da Embrapa Florestas (PR) Marina Morales, uma das autoras da publicação, “ao caracterizar a biomassa do sorgo, identificamos a necessidade de secagem e densificação para otimização do seu uso. Começamos, então, a fazer briquetes e pellets, tecnologias já consolidadas no Brasil, que consistem em reduzir o volume, aumentando a quantidade de biomassa por metro cúbico”.

“Com isso, é possível otimizar a logística de transporte, armazenamento e automação pela indústria. Quanto à secagem, a biomassa que não é seca fora do forno, será seca dentro dele”, afirma Morales.

Outra recomendação dos cientistas é o uso de genótipos com alto desempenho agronômico, como o híbrido BRS 716, desenvolvido pela Embrapa e já em comercialização no Brasil.

Estudos realizados em parceria entre unidades da Empresa – Florestas, Agrossilvipastoril (MT) e Milho e Sorgo (MG) -, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), comprovaram várias vantagens da espécie, como a capacidade de se adaptar a diferentes condições edafoclimáticas, poder calorífico desejável, grande produção de biomassa por hectare e a possibilidade de cultivo mecanizado, desde o plantio até a colheita. 

De acordo com o pesquisador Flavio Tardin, os estudos da Embrapa com o sorgo-biomassa foram idealizados em 2014, frente a um iminente apagão energético no Mato Grosso.

“Verificamos que a pesquisa precisava ser feita pensando em biomassas alternativas à madeira, uma vez que seria difícil convencer produtores da região a trocar suas lavouras anuais de alto retorno econômico, como algodão, soja e milho, por florestas plantadas para fins energéticos que levam até seis anos para colheita”, explica.

O Brasil, um dos maiores consumidores de biomassa para geração de energia, enfrenta pressões para reduzir o uso de combustíveis fósseis, que são responsáveis por altas emissões de carbono. A energia gerada a partir de carvão mineral, gás natural e petróleo além de finita, apresenta volatilidade de preços e impactos ambientais significativos.

“Nesse contexto de busca por fontes renováveis e sustentáveis, a alta produtividade do sorgo-biomassa e seu uso estratégico na forma densificada se mostram como alternativas viáveis à madeira, especialmente em regiões onde o cultivo de espécies florestais enfrenta desafios”, observa Tardin, também autor da publicação. 

Produção de briquetes mostra bom resultado em escala industrial

Dados da pesquisa indicaram que a substituição de até 66% da biomassa florestal por sorgo-biomassa densificado em processos de queima pode manter o conteúdo energético equivalente ao da queima de madeira, com teores de cinzas abaixo de 3%.

“Nada impede a queima de briquetes e pellets de sorgo-biomassa puro, entretanto para início de testes na indústria, indicamos alimentar o forno com a mescla de 66% de briquete de sorgo e 34% de cavaco. Experimentalmente, nessas proporções obtivemos um poder calorífico equivalente ao da madeira. Isso abre um leque de possibilidades para as indústrias que buscam diversificar suas fontes de energia e segurança energética”, aponta Morales. 

Os primeiros testes em escala industrial para produção de briquetes com o sorgo-biomassa foram realizados em  outubro deste ano e mostraram bons resultados. A empresa Calmais, parceira da Embrapa, conseguiu densificar o sorgo-biomassa puro em uma briquetadeira industrial. “O briquete está se formando bem, sem fragmentação, o que indica resultados promissores com essa nova matéria-prima”, diz Tardin. 

A empresa começou a pesquisar, há alguns anos, possíveis variedades de plantas para geração de energia e hoje, com o uso de irrigação por pivôs, tem sua própria produção de sorgo-biomassa para fins energéticos.

“Plantamos eucalipto na região, que não deu muito resultado porque o solo é raso e a cultura tem uma exigência elevada. O sorgo-biomassa mostra um potencial muito positivo devido à baixa necessidade de água e tolerância ao estresse hídrico,  quando comparada a outras culturas. Somos mineradores e a assessoria técnica da Embrapa nos ajuda a encurtar caminhos e minimizar riscos”, destaca o proprietário da Calmais, Antônio Holanda Neto.

A gramínea tem sido usada nas duas fábricas montadas pela empresa, sendo uma para densificação de biomassa (produção de briquetes com sorgo), que abastece a outra para alimentação dos fornos voltados à produção de cal.

“O objetivo é oferecer uma cal diferenciada ao mercado, já que a tradicional é produzida com uso de combustíveis derivados do petróleo. Esse produto atende às práticas ESG (sigla em inglês para governança social, ambiental e corporativa), que demandam cada vez mais as empresas no País”, pontua Holanda Neto. 

Ele explica ainda que novos testes serão feitos com o sorgo associado a biomassas residuais, como a quenga de coco (casca mais dura), casca da castanha de caju, e de coco babaçu, abundantes na região do Ceará. “Nós, da Embrapa, iremos caracterizar energeticamente essas biomassas, visando otimizar essas queimas puras ou em mesclas”, contam Morales e Tardin. 

Embrapa busca novos parceiros

Além da Calmais, a Embrapa busca novas parcerias com indústrias para testes com o sorgo-biomassa. “Conseguimos bons resultados com as mesclas em laboratórios e vamos ampliar os estudos em função dos diferentes processos de queima, logística, automação, que existem nas indústrias, incluindo pellets. Nesse sentido, estamos em busca de indústrias e cooperativas que queiram plantar sorgo-biomassa e validar seu uso para produção de energia”, ressalta Morales. 

O estudo da Embrapa sobre o sorgo-biomassa como alternativa à madeira para geração de energia é um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. Com suas características únicas e adaptabilidade, essa gramínea pode não apenas atender à crescente demanda por energia renovável, mas também contribuir para a segurança energética do Brasil.

“Se houver um déficit de madeira, mas tivermos uma matéria-prima que cresce em 180 dias ou menos, como é o caso do sorgo-biomassa, estaremos promovendo segurança energética com essa biomassa alternativa”, afirma Morales. 

Apesar das inúmeras vantagens, o sorgo-biomassa ainda enfrenta desafios. A pesquisa e o desenvolvimento dessa cultura no Brasil têm apenas 14 anos, e é necessário um investimento contínuo em tecnologia e conhecimento para maximizar seu potencial. Além disso, a aceitação do mercado e a adaptação das indústrias para utilizar essa nova fonte de energia são fatores que precisam ser considerados. 

À medida que o mundo avança em direção a uma matriz energética mais limpa e sustentável, o sorgo-biomassa se posiciona como uma solução viável e promissora, capaz de transformar o cenário energético do País e garantir um futuro mais verde para as próximas gerações. A pesquisa e o desenvolvimento contínuos nessa área serão fundamentais para consolidar o sorgo-biomassa como uma alternativa real e eficaz à madeira na geração de energia.

Com a colaboração de produtores, indústrias e instituições de pesquisa, o Brasil pode se tornar um líder na utilização dessa cultura, promovendo não apenas a sustentabilidade, mas também o desenvolvimento econômico e social nas regiões onde o sorgo é cultivado.

O que é o sorgo-biomassa?

O sorgo-biomassa é um tipo de sorgo cultivado especificamente para a produção de biomassa. Com um ciclo de crescimento que pode ser inferior a 180 dias, essa planta apresenta alta produtividade, permitindo colheitas rápidas e eficientes. 

O sorgo e seus tipos

O sorgo é uma planta originária da África. Juntamente com o milho, o trigo, o arroz e a cevada, completa a lista dos cinco cereais mais cultivados no planeta. Existem diferentes tipos de sorgo: granífero, silageiro, para corte e pastejo, sacarino, vassoura e biomassa. 

  • Biomassa – apresenta rápido crescimento e alto potencial produtivo, além de ser capaz de gerar energia com poder calorífico similar ao da cana e do capim-elefante. 
  • Granífero –  de porte baixo, produz uma panícula (cacho) compacta de grãos. É usado, principalmente, para a produção de grãos. 
  • Silageiro – tem porte alto, muitas folhas, panículas com muitos grãos e elevada produção de forragem. É muito usado para produção de silagem. 
  • Corte e pastejo – tem folhas abundantes e é utilizado como forragem fresca para corte verde ou pastejo direto do gado. 
  • Sacarino – é um tipo de sorgo caracterizado, principalmente, por apresentar colmo doce e suculento como o da cana-de-açúcar. Seu caldo pode ser utilizado na produção de etanol. 
  • Vassoura – tem panícula com ramificações alongadas, com poucas sementes e forma apropriada para produção de vassouras.



Source link

News

Queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos mexe com o mercado do boi; veja cotações



O mercado físico do boi gordo teve mais um dia travado de negócios nesta segunda-feira (2), de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

“Vamos ver uma queda de braço entre pecuaristas e indústrias para o que vai ser o rumo do mercado ao longo da semana. Basicamente o que estamos vendo é um mercado travado, com muitas indústrias ausentes da compra de gado. Já as ativas tentam exercer uma pressão, igual ao que está acontecendo no mercado futuro”, diz o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, nesta terça-feira (3), os frigoríficos deverão abrir o dia oferecendo, provavelmente, preços mais baixos. “Se o pecuarista aceitar esses preços mais baixos, o jogo muda”.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 341,70

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,07%, sendo negociado a R$ 6,0663 para venda e a R$ 6,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9954 e a máxima de R$ 6,0904.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Morango gaúcho apresenta frutos de alta qualidade, apesar de clima adverso


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (28) pela Emater/RS, no Rio Grande do Sul, o cultivo de morango segue em pleno desenvolvimento, com destaque para a qualidade dos frutos colhidos. Embora o cenário geral seja positivo, desafios como pragas, condições climáticas adversas e dificuldades com mudas impactaram a produção em algumas regiões.

Na região de Caxias do Sul, as lavouras de morango estão em desenvolvimento vegetativo, floração e frutificação, sem registros de problemas fitossanitários. Os frutos apresentam excelente sabor, cor e calibre. Com a proximidade do verão, os produtores intensificam o controle de pragas como ácaros e moscas-das-frutas. Os preços permanecem estáveis, variando entre R$ 18,00 e R$ 25,00/kg na venda direta, e de R$ 16,00 a R$ 25,00/kg em mercados e Ceasas.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região de Lajeado, em Feliz, com 50 hectares de cultivo distribuídos entre mais de 100 propriedades familiares, o clima favorável está proporcionando elevada qualidade e boas floradas. Não foram relatadas doenças, mas há monitoramento constante para evitar danos do ácaro-rajado. Os preços do morango variam entre R$ 16,00 e R$ 20,00/kg.

Em Agudo, na região de Santa Maria, a colheita segue em andamento, mas alguns produtores enfrentam uma quebra de até 50% na produtividade. As principais causas são a dificuldade em obter mudas de qualidade e a baixa luminosidade, agravada pela fumaça de queimadas na Amazônia. Além disso, houve alta incidência de ácaros. Na BR-287, o preço do morango oscila entre R$ 35,00 e R$ 45,00/kg.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Na região de Santa Rosa, as altas temperaturas começam a comprometer a polinização, resultando em menor qualidade e queda na produção. Apesar disso, a oferta ainda está normalizada, com preços de R$ 30,00/kg para o produto fresco e R$ 20,00/kg para o congelado.

Em Venâncio Aires, os frutos apresentam qualidade satisfatória, enquanto em Rio Pardo os produtores utilizam sombrites nas estufas para mitigar o calor excessivo. Os preços oscilam entre R$ 18,00 e R$ 25,00/kg.





Source link

News

Veja os preços da soja em dia de dólar valorizado após ameaça de Trump


O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca oferta e movimentações discretas. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os preços ficaram instáveis, com algumas oportunidades no disponível, mas com pagamento previsto apenas em fevereiro de 2025, o que acabou desanimando as negociações.

O dólar em alta e a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) em queda trouxeram impactos diferentes ao longo do dia. A valorização do dólar ajudou a sustentar os preços no mercado interno, tornando a soja brasileira mais competitiva lá fora.

“Por outro lado, a queda nos futuros em Chicago deixou o mercado mais cauteloso, com muitos agentes preferindo esperar antes de fechar novos negócios”, diz a consultoria, em nota.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): estabilizou em R$ 135
  • Região das Missões: se manteve em R$ 134
  • Porto de Rio Grande: seguiu em R$ 145
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 140 para R$ 139
  • Porto de Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 146
  • Rondonópolis (MT): continuou em R$ 144
  • Dourados (MS): recuou de R$ 137 para R$ 135
  • Rio Verde (GO): avançou de R$ 138 para R$ 140

Bolsa de Chicago

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. O bom desenvolvimento das lavouras sul-americanas e o desempenho de outros mercado pressionaram as cotações.

De acordo com Safras & Mercado, os olhos do mercado se voltaram para a América do Sul nesta abertura de semana. O plantio se desenvolve bem no Brasil e na Argentina, com clima favorável e expectativa de boas safras.

Desta forma, vai se consolidando um cenário fundamental de ampla oferta da oleaginosa, mantendo os contratos sob pressão. A queda do petróleo e, principalmente, a forte valorização do dólar frente a outras moedas ajudaram na baixa da soja.

Reação do dólar à ameaça de Trump

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou sobretaxar os produtos do BRICS, caso os países do blocos insistam na ideia de substituir a moeda norte-americana nas negociações entre eles.

Como resultado o dólar subiu na comparação com seus pares, o que sempre é um fator de pressão para as commodities de exportação, como a soja, que perdem competitividade.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda por parte de exportadores privados de 134 mil toneladas de soja para a China. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.088.361 toneladas na semana encerrada no dia 28 de novembro.

Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 2.117.380 toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 4,25 centavos de dólar, ou 0,42%, a US$ 9,85 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,91 por bushel, com perda de 5,00 centavo, ou 0,50%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,70 ou 1,28% a US$ 283,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 41,27 centavos de dólar, com baixa de 0,34 centavo ou 0,81%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,07%, sendo negociado a R$ 6,0663 para venda e a R$ 6,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9954 e a máxima de R$ 6,0904.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!



Source link

News

Imposto sobre transporte de grãos pode levar produtores à bitributação



O estado do Maranhão aprovou a Lei 12.428/2024, que recria uma alíquota de tributação que incide sobre a produção, o transporte e armazenamento de soja, milho, milheto e sorgo.

Trata-se da Contribuição Especial de Grãos (CEG), que incide taxa de 1,8% sobre o valor da tonelada dessas commodities e passará a valer a partir do final de fevereiro de 2025.

Entretanto, a questão remonta ao ano de 2013, quando o estado criou a Taxa de Fiscalização de Transporte de Grãos (TFTG), que taxou em 1% qualquer transporte de soja, milho, milheto e sorgo.

Contra essa taxa, os produtores rurais recorrem ao Poder Judiciário, que em junho deste ano revogou o decreto da TFTG.

A juíza Alexandra Ferraz Lopez, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, decidiu que o fato de a taxa e o ICMS terem o mesmo fato gerador e incidirem sobre a mesma base de cálculo configura bis in idem tributário (cobrança de tributo sobre objeto já tributado), uma vez que o estado estaria tributando duas vezes o mesmo fato, o que viola o artigo 145, parágrafo 2º, da Constituição Federal.

A ação foi ajuizada por um produtor que cultiva soja e milho no município de Balsas, sul maranhense. A sua produção é transportada por via terrestre e já estava sujeita à tributação, incluindo o ICMS.

A decisão da primeira instância foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Além disso, o tema é objeto de discussão no Supremo Tribunal Federal.

Nova cobrança

O advogado tributarista Leandro Genaro, sócio do Santos Neto Advogados, que trabalha com produtores rurais e trendings, ressalta que para justificar a nova cobrança, o estado do Maranhão usou como argumento a autorização prevista na Reforma Tributária, que permitiu aos estados a instituição de contribuições para manutenção dos fundos estaduais, desde que já existentes em 30 de abril de 2023, quando a Reforma atribuiu essa competência tributária às unidades federativas.

Assim, a nova cobrança passará a valer no final de fevereiro de 2025, revogando a TFTG a partir desta data, e incidirá sobre saídas com destino a exportação (incluindo em operações interestaduais).

“Com a CEG entra em jogo, além da alíquota maior do que a prevista na taxa anterior (de 1% para 1,8%), penalidades de até 50% em caso de atraso ou erros no pagamento, custos adicionais em operações destinadas à exportação e exigências fiscais que podem gerar insegurança jurídica”, afirma o advogado.

Para ele, que já tem recebido questionamentos sobre o tema, a tentativa do estado do Maranhão de substituir uma taxa por outra é questionável, “sendo possível contestar judicialmente a CEG”.

“Isso porque a CEG é uma contribuição distinta daquela autorizada pela reforma tributária, não sendo permitida constitucionalmente a sua instituição”, considera.

Transporte no Maranhão pode ser taxado

De acordo com Genaro, “esse novo questionamento deverá se somar à oposição já realizada quanto à TFTG, uma vez que o estado do Maranhão tratou os dois temas como tributos distintos, ainda que haja inegáveis similaridades entre eles”.

Nesse contexto, o advogado destaca que produtores que tenham operações de exportação (ainda que por vias interestaduais) de soja, milho, milheto e sorgo envolvendo trânsito pelo estado do Maranhão, devem fazer uma análise do tema o mais rápido possível para que não sejam injustamente tributados.



Source link

News

Confira como o mercado da soja se comportou



O mercado da soja se comportou de forma volátil após o anúncio de cortes fiscais e isenção de IR para rendas até R$5 mil, que intensificaram os receios sobre o déficit público, fazendo o dólar alcançar R$6,11 na última semana.

Segundo a plataforma Grão Direto, o movimento impactou o cenário financeiro, mas também gerou uma reação no mercado de soja, com um equilíbrio entre as condições de safra no Brasil e na Argentina, que ajudaram a conter as pressões altistas, apesar da alta da moeda americana.

Apesar da valorização do dólar, as expectativas para a safra brasileira e a estabilização das condições de cultivo em áreas-chave, como no Brasil e na Argentina, ajudaram a conter pressões altistas. A safra se desenvolve em ritmo constante, proporcionando equilíbrio no mercado interno.

Guerra na Ucrânia

O conflito entre Rússia e Ucrânia ganhou novos contornos na última semana, com sinais de que a tensão pode se expandir para uma maior participação de países da OTAN. Esse cenário geopolítico continuou a afetar a volatilidade no mercado internacional de grãos.

Chicago

Em Chicago, o contrato de soja para janeiro de 2025 fechou a US$ 9,91 por bushel, com uma alta de 0,61% na semana. No Brasil, o dólar subiu 3,27%, alcançando R$6,00. Contudo, o mercado físico de soja não apresentou grandes variações, com alguns registros de queda de preços nas regiões produtoras, devido à falta de suporte nos valores.

O que esperar do mercado?

O clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras em grande parte do país, com exceção de áreas como o centro-sul de Mato Grosso do Sul, que enfrentaram dificuldades devido à falta de chuva. A Conab destaca que, em geral, as condições são favoráveis para o avanço da safra. Para os próximos dias, espera-se chuvas regulares nas principais regiões produtoras, exceto em Mato Grosso do Sul e na Bahia, que podem sofrer com o déficit hídrico.

Com a colheita nos EUA finalizada, as cotações em Chicago mantiveram-se abaixo de US$ 10,00 por bushel, refletindo o grande volume de soja da safra norte-americana e a redução da demanda internacional.

Com a colheita brasileira se aproximando, um clima favorável pode pressionar as cotações para baixo, mesmo que ainda abaixo de US$ 9,00 por bushel. Esse cenário sugere que produtores brasileiros devem se preparar para uma possível pressão sobre os preços, o que pode influenciar suas estratégias de venda.

Em relação ao dólar, a instabilidade fiscal e os movimentos políticos internos levaram o dólar a atingir R$6,00, com um impacto direto sobre a curva de juros futuros. Embora um dólar mais forte possa beneficiar a competitividade da soja brasileira no exterior, ele também pressiona para baixo os preços internacionais, devido ao aumento da oferta global.

O cenário cria um dilema para os produtores: enquanto o dólar alto aumenta a rentabilidade em reais, a pressão externa pode limitar os ganhos. A recomendação é que os produtores acompanhem de perto os prêmios regionais e a dinâmica do mercado global para identificar boas oportunidades de comercialização.

Expectativas para a semana

Diante das boas perspectivas climáticas, espera-se que a semana no mercado internacional de soja seja desafiadora, com uma tendência de queda nos preços em Chicago e, possivelmente, no dólar. A recomendação para os produtores é se manter atentos a esses desenvolvimentos e avaliar com cautela suas estratégias de venda.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

queda no preço do limão tahiti lidera desvalorização de frutas


O último levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) revelou aumento nos preços de frutas comercializadas no entreposto de Contagem, da CeasaMinas, os preços médios das principais frutas comercializadas apresentaram variações entre as semanas de 18 a 22 e de 25 a 29 de novembro, conforme levantamento divulgado. Apenas abacaxi, maçã e uva registraram estabilidade nos valores, enquanto outras frutas oscilaram devido a fatores como oferta, clima e exportações.

A banana, coco verde, manga e melancia apresentaram elevação nos valores:

Banana: A colheita foi prejudicada pelas chuvas no Norte de Minas, limitando a oferta. O preço médio da banana prata subiu 4,2%, de R$ 4,00 para R$ 4,17/kg.

Manga: As exportações aquecidas impulsionaram o preço da manga tommy, que variou positivamente em 3,7%, de R$ 2,50 para R$ 2,59/kg.

Melancia: O clima quente e seco favoreceu o tamanho e a qualidade dos frutos, resultando em uma alta média de 2,5%, atingindo R$ 1,37/kg.

Coco verde: O preço subiu 8%, de R$ 2,50 para R$ 2,70/unidade, devido ao aumento na demanda.

Frutas com Queda de Preços

Laranja, limão e mamão sofreram desvalorização durante o período:

Laranja: A oferta ampliada pelas chuvas pressionou os preços, com queda média de 6,7%, de R$ 5,00 para R$ 4,67/kg.

Limão: O limão tahiti teve a maior redução, com queda de 26,7%, passando de R$ 7,50 para R$ 5,50/kg.

Mamão formosa: A alta produção local reduziu os preços em 2,2%, de R$ 4,16 para R$ 4,07/kg.

Estabilidade nos Preços

Abacaxi: Apesar de oscilações pontuais, o preço médio do abacaxi pérola permaneceu em R$ 78,33 a dúzia.

Maçã e uva: A maçã gala e a uva Itália não registraram variação, com preços de R$ 9,16/kg e R$ 15,62/kg, respectivamente.

Os resultados refletem o impacto direto de fatores climáticos, como chuvas e altas temperaturas, e de variáveis econômicas, como exportações e volume de produção. Com a chegada do verão, a demanda pode se intensificar, especialmente por frutas de maior aceitação sazonal, como melancia e manga.





Source link

News

região pode receber até 200 mm de chuva; veja quando



A próxima semana será marcada por chuvas volumosas e tempo severo na região Sul do Brasil. O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, alerta para acumulados de até 200 mm entre os dias 8 e 12 de dezembro no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Com o solo já saturado pela umidade, o risco de alagamentos e deslizamentos de terra é elevado.

Antes disso, nesta sexta-feira (6), o Rio Grande do Sul já enfrentará rajadas de vento acima de 100 km/h e queda de granizo, devido à presença de um cavado.

A partir do dia 13, a formação de um sistema de baixa pressão pode dar origem a um ciclone, trazendo mais chuvas intensas em um curto período de tempo, o que reforça a necessidade de os produtores adiantarem os trabalhos no campo.

Temporais se espalham pelo Brasil

No Nordeste, um vórtice ciclônico de altos níveis (VCAN) está espalhando chuvas em áreas que enfrentavam estiagem, como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e norte do Piauí. Essas chuvas, que começaram no início desta semana, podem ocorrer na forma de temporais.

Já no Centro-Sul, o alerta é para ventos intensos e granizo. Na quarta-feira (6), o norte do Paraná, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul estarão sob risco de rajadas de vento que podem ultrapassar 70 km/h, enquanto acumulados de chuva acima de 100 mm em cinco dias são esperados no litoral norte de São Paulo. Isso eleva o risco de alagamentos e deslizamentos na região.

Clima favorece produtores em algumas regiões

Embora o tempo severo preocupe no Sul e Sudeste, os próximos dias trarão volumes de chuva moderados que beneficiarão produtores em áreas como Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. No Pará, acumulados de 50 a 80 mm em cinco dias devem favorecer a agricultura no centro-norte do estado, especialmente em Altamira, Santarém e Paragominas.

Entre os dias 8 e 12 de dezembro, o tempo será mais firme em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, com acumulados de até 20 mm em cinco dias, proporcionando boas condições para o avanço dos trabalhos no campo.



Source link

News

Motorista com 10,8 toneladas de queijo tem metade da carga apreendida por fiscais



Fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em Carajás, na Rodovia BR-230 (Transamazônica), em São João do Araguaia, município do sudeste paraense, apreenderam uma carga de queijo muçarela sem nota fiscal.

O caminhão foi parado pelos profissionais no sábado (30) e o condutor apresentou documento fiscal referente a 4.320 quilos de produto, procedentes de Água Azul do Norte, no sudeste do Pará, com destino a Soure, no Marajó.

“Ao verificarem a carga, os fiscais notaram que, na verdade, havia 10.800 quilos de queijo, uma diferença de 5.680 quilos sem documento fiscal”, informou o coordenador da unidade fazendária, Rafael Brasil.

A mercadoria sem documento fiscal foi avaliada em R$ 213.840,00. Foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 56.881,44, referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS) e à multa.



Source link

News

Durante Fenagro governo anuncia novo concurso público da Adab


Um novo concurso público da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), foi anunciado pelo governador Jerônimo Rodrigues na noite deste domingo (2), durante abertura da 33ª edição da Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro), em Salvador (BA).

De acordo com a Adab, ao todo, serão 200 novas vagas para a contratação de 80 médicos veterinários, 80 engenheiros agrônomos e 40 técnicos em fiscalização agropecuária.

Ainda durante o evento no Parque de Exposições de Salvador, o chefe do Executivo estadual autorizou a publicação do Edital de Processo Seletivo para contratação de 241 técnicos de nível médio em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e a aquisição de 14 novos veículos para reforçar o trabalho da defesa agropecuária baiana.

O governador também deu posse aos 13 candidatos aprovados no concurso público realizado em junho deste ano pela Agência.

Novo concurso público da Adab é lançado na Fenagro; edital ainda não foi disponibilizado pelo governo da Bahia
Foto: Divulgação/Adab

Foram 120 vagas disponíveis para Fiscal Estadual Agropecuário (FEA) e 40 para Técnico em Fiscalização Agropecuária.

A data oficial para publicação do edital do novo certame ainda não foi definida, no entanto, a Adab informou que já discute essa questão.

Fenagro

Oficialmente aberta na tarde deste domingo (1º), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, a 33ª edição da Fenagro promete atrair, até 8 de dezembro, mais de 100 mil visitantes.

Exposição de animais e produtos agropecuários, leilões, shows, espaço infantil e mais de 25 estandes com serviços gratuitos disponibilizados pelo Governo do Estado fazem parte da programação. 


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link