A Climatempo indica que esta terça-feira (3) terá chuvas intensas em boa parte do país e períodos de tempo firme em algumas áreas específicas. Enquanto a frente fria mantém o Sudeste sob condições de chuva e temperaturas mais baixas, o Rio Grande do Sul desfrutará de tempo estável.
No Norte e Centro-Oeste, a umidade persiste, trazendo temporais localizados, enquanto o Nordeste apresenta variabilidade entre chuva e tempo seco em diferentes sub-regiões.
Confira como ficam as condições em todas as regiões do país.
Sul
A previsão indica tempo nublado e com chuva a qualquer momento do dia no Paraná, especialmente na faixa norte, onde podem ocorrer temporais localizados. Na faixa leste do estado, o transporte de umidade do oceano em direção ao continente mantém a condição de chuva constante.
Enquanto isso, no leste de Santa Catarina a chuva será mais isolada. No Rio Grande do Sul, por sua vez, o tempo firme predomina.
Sudeste
A frente fria segue atuando na costa da região, canalizando a umidade da Amazônia. O tempo será nublado, com chuva a qualquer momento em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Não está descartada chuva forte e temporais.
As temperaturas ficarão mais baixas na faixa leste de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, por influência de uma massa de ar polar que avança atrás da frente fria.
Centro-Oeste
A frente fria mantém a umidade concentrada no Brasil central, com temporais previstos em Mato Grosso, Goiás e norte e leste de Mato Grosso do Sul.
O tempo fica firma apenas no oeste de Mato Grosso do Sul, com variação de nebulosidade. O clima seguirá abafado em todos os estados.
Nordeste
O tempo será nublado, com chuva a qualquer momento, no Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste da Bahia. No leste e norte do Piauí e no centro-norte do Ceará, pancadas isoladas poderão ocorrer, algumas com trovoadas.
Entre o Rio Grande do Norte e Sergipe, há previsão de chuva isolada. No centro-leste da Bahia, o tempo será firme.
Norte
Há previsão de pancadas de chuva a qualquer momento do dia, com forte intensidade em áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins.
No centro-norte e sudoeste de Roraima, haverá pancadas com trovoadas, assim como no norte do Pará.
O estado da Bahia é quarto maior produtor de laranja do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a última Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2023), a produção da citricultura no estado cresceu 6,95%.
Nesse quesito, o município que mais produz laranja na Bahia é Rio Real, no Nordeste do estado. Em 2023 foram produzidas 251.430 toneladas.
Por lá, pequenos produtores estão se destacando no segmento. A região também tem atraído os empresários do Sul e Sudeste.
Luan está conseguindo mudar a realidade da família com a produção de laranjas em apenas 1 hectare | Foto: Vinicius Ramos/ Canal Rural BA
O Luan Roger é um dos pequenos citricultores que está com bom faturamento. Ele cultiva Laranja-pera em apenas 1 hectare, no assentamento José Eliseu dos Santos, em Rio Real.
“Eu já estou conseguindo produzir praticamente 15 quilos por planta, inicialmente para o ano dela, que só tem dois anos e sete meses”, conta Luan.
Gestão para crescer
O negócio do Luan e de outros pequenos citricultores locais só começou a ir bem, quando ele aprendeu a ter uma boa gestão.
A partir daí, já colheu quase dez toneladas de laranja, dos 400 pés plantados, num trabalho que envolve toda a família.
Durante entrevista, bem-humorado, Luan até brincou sobre como tocava o negócio sem ter noção dos gastos e retorno.
Quando você procura abrir a mente para aprender e aplicar o que você aprende, é algo que dá resultado. Quando eu passei a botar tudo na ponta do lápis, eu até me assustei, porque eu digo: poxa, já movimentei tanto recurso na minha propriedade desse jeito! Aí quando eu destrinchei, eu dizia brincando: tava rico, fiquei pobre! – Luan Roger, citricultor
A mãe dele, Marielza Santana Gama, mostra orgulhosa o pomar e tudo que planta por lá. Além disso, defende e “vende o peixe”, do que é produzido:
Nossos frutos aqui são de primeira qualidade, de primeira mesmo. E é doce, docinha, boa mesmo”, disse.
Vizinho do luan, o Reginaldo Corsino é outro que está colhendo bons frutos com alta produtividade.
Com os pomares baianos livres de pragas como greening, o valor da tonelada passou de R$ 900 para aproximadamente R$ 2.300 em 1 ano.
Reginaldo exibe com orgulho as laranjas que produz | Foto: Vinicius Ramos/ Canal Rural BA
A produção de Laranja-pera no pomar do Reginaldo saltou de 12 toneladas no início do cultivo, para 35 toneladas por hectare em 2024, em quase 6 hectares de área plantada. Números que possibilitaram a sustentabilidade financeira do negócio rural.
Hoje a gente já saiu do vermelho e nós temos uma margem que dá para trabalhar sem precisar fazer empréstimo no banco para fazer o investimento na laranja, porque hoje aqui não tem outra cultura que a gente possa investir para dar o retorno que nem está dando na laranja hoje. – Reginal Corsino, citricultor
Segundo ele, 70% da produção, vai para o estado de São Paulo. Para o produto deles chegar tão longe, o Reginaldo e o Luan contam com a assistência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Assistência
José Marcio Carôso, coordenador de programas da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), explica que inicialmente mais de 260 municípios foram atendidos pelo Senar com capacitação técnica e cursos de gestão de negócios.
“Hoje a gente está em torno de 164 produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial, nessa região, no Norte da Bahia aqui, próximo a essa região de Rio Real”, explica Carôso.
Apesar dos números crescentes, a Bahia ainda tem um longo caminho a percorrer. O estado de São Paulo, por exemplo, lidera a produção de laranja no Brasil, com mais de 13 milhões de toneladas, seguido dos estados de Minas Gerais e Paraná.
A Bahia é o quarto no ranking, de acordo com a PAM 2023, com uma área plantada da laranja de 49.289 hectares e uma produção de 610.084 toneladas.
“Com o preço em alta como está, e o problema do Greening em São Paulo, então esses produtores estão mandando as frutas para São Paulo e hoje já tem alguns produtores de São Paulo investindo na região, comprando terras, para produzir a laranja aqui”, disse Carôso.
Além do trabalho dos pequenos, há também exemplos de grandes produtores, o que aumenta a expectativa de crescimento do setor no estado.
O engenheiro agrônomo, Marciel Germano, representa uma empresa que possui cerca de 600 mil plantas.
“Hoje nós estamos com 600 mil plantas, algo em torno disso, mais ou menos mil hectares e temos uma produção anual de 100 kg planta. Acredito que a Bahia tem um bom potencial de crescimento e tenho certeza que vai impulsionar bastante a produção citrícola aqui”, finaliza Germano.
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Morreu na última quinta-feira (28), aos 90 anos de idade, o citricultor e engenheiro-agrônomo Lourival Carmo Monaco, um dos principais nomes do setor no Brasil.
Ele atuou como presidente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) de 2008 a 2024. De acordo com a entidade, atuou “sempre com paixão e vigor pelos seus ideais”.
Atuação profissional
Mestre e Doutor pela Universidade da Califórnia, Monaco fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Sebrae e Cenal.
Além disso, entre a ampla gama de atuações profissionais, foi pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), diretor-geral do Instituto Agronômico, presidente da Academia de Ciências de São Paulo, secretário da Secretaria de Tecnologia Industrial (STI), do Ministério da Indústria e do Comércio (MIC), secretário da Comissão Nacional de Energia (CNE), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e da Tecnologia e secretário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
“Fortemente envolvido com os ideais de sustentabilidade e inovação, sempre trabalhou em busca de inovação e tecnologia para o setor. A frente do Fundecitrus, inspirou que esses pontos fossem fortemente incorporados à instituição”, diz a nota de pesar do Fundecitrus.
O mais longevo presidente do Fundecitrus
O diretor-executivo Juliano Ayres lamenta profundamente a partida de Monaco, com quem dividiu a gestão do Fundecitrus nos últimos anos.
“Dr. Monaco foi um personagem profundamente marcante na história da citricultura. Sua capacidade de gestão, de planejamento e de visão sobre o futuro do nosso setor foi decisiva para enfrentarmos grandes desafios. Foi o presidente com maior tempo de gestão da história do Fundecitrus, e deixa um legado amplo, indescritível e intocável de colaboração, dedicação e amor”.
Monaco era casado e pai de quatro filhos. A causa da morte não foi divulgada pelos familiares.
O cavalo Caramelo, resgatado após ficar dias sobre o telhado de uma casa, lutando pela sua sobrevivência durante a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul neste ano, tornou-se símbolo de resistência do povo gaúcho. Agora, sua história inspira uma linha de brinquedos lançada pela marca gaúcha We Toys. A coleção inclui produtos que celebram o animal e reforçam sua simbologia de superação em meio à tragédia.
A iniciativa vai reverter 100% do lucro para a reconstrução de escolas em Porto Alegre, Eldorado do Sul e Muçum, cidades severamente afetadas pelas cheias de maio deste ano.
O Super Combo Caramelo, composto por um cavalo de pelúcia, um livro ilustrado e um quebra-cabeça, está à venda por R$ 228. Para quem deseja adquirir os itens individualmente, os preços são os seguintes: a pelúcia custa R$ 114, o livro sai por R$ 68, e o quebra-cabeça pode ser comprado por R$ 58. O conjunto tem atraído fãs do cavalo e promete agradar colecionadores e crianças.
Foto: We Toys/divulgação
A marca utiliza materiais renováveis, trabalha com parceiros locais e destina o lucro para projetos sociais e ambientais. O cavalo Caramelo, símbolo de superação das enchentes no Rio Grande do Sul, é o primeiro personagem da linha de brinquedos. Segundo a empresa, outros personagens estão sendo desenvolvidos com o objetivo de contribuir para um futuro mais justo e sustentável.
Os produtos já estão disponíveis no site oficial da We Toys e em lojas parceiras espalhadas pelo estado. Com o avanço das vendas, a iniciativa planeja expandir os benefícios para outras cidades atingidas pela enchente.
A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica tendência de recuperação hídrica nas regiões mais afetadas pela seca. Com a chegada de uma frente fria vinda da região Sul, a expectativa é de que as chuvas voltem com mais intensidade, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde a necessidade de precipitação é necessária.
O mapa de umidade do solo mostra que a chuva que retornou ao Rio Grande do Sul e a São Paulo foi fundamental para a reposição hídrica, mas a situação ainda exige mais precipitações, não só no Sul, mas também em outras regiões produtoras.
Onde as chuvas chegam?
Nos próximos cinco dias, a chuva deve se concentrar de forma mais volumosa em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, com acumulados que podem ultrapassar os 50 mm. Por outro lado, apesar da chuva no Nordeste, os volumes esperados para Piauí, Bahia e Maranhão não são volumosos.
A região do Matopiba deve ver os maiores acumulados no Tocantins, com chuvas que podem superar 70 a 80 mm, especialmente no centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste da Bahia.
O tempo no início de dezembro
Para o período de 8 a 12 de dezembro, a previsão é de que a chuva continue no Pará, com acumulados de 50 a 80 mm nos próximos 5 dias, o que deve ajudar a reverter o quadro de déficit hídrico. O tempo firme, por outro lado, predominará nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo o produtor para realizar o tratamento fitossanitário e o manejo do solo.
Entretanto, a grande preocupação para esta semana recai sobre o Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, as chuvas podem ser extremamente volumosas, com acumulados que ultrapassam os 150 mm e podem chegar até 200 mm. Esse volume de chuva prejudica os trabalhos em campo e aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos de terra nessas áreas.
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Foto: Pixabay
A safra de tabaco apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com colheitas em andamento e perspectivas favoráveis em várias regiões. O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (28) destaca o ritmo intenso das atividades de manejo e a expectativa de aumento na produtividade e nos preços para os produtores.
Segundo o informativo, na região administrativa de Pelotas, 99% das áreas destinadas ao tabaco já tiveram suas mudas transplantadas, e 5% das folhas do baixeiro começaram a ser colhidas. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com manejo ativo de ervas daninhas, adubações de cobertura e aplicação de antibrotantes. O bom desempenho da safra 2023/2024, aliado a preços atrativos, indica tendência de aumento da área plantada para a próxima safra, limitada pela disponibilidade de mão de obra.
Os municípios próximos ao Rio Uruguai, como Alecrim e Porto Lucena, iniciaram a colheita das áreas mais precoces, com produtividade e qualidade satisfatórias. O rendimento médio esperado é de 2.300 kg/ha, e a sanidade das lavouras reforça o otimismo dos produtores.
No Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita segue em ritmo normal, com as primeiras áreas sendo liberadas para o cultivo de milho e soja. O manejo de invasoras e os tratamentos fitossanitários estão em pleno andamento, enquanto o aspecto geral das lavouras permanece positivo graças às chuvas recentes.
Na região de Frederico Westphalen, os produtores enfrentam alta incidência de pulgões devido à longa janela de plantio, o que demanda maior aplicação de inseticidas. A colheita é intensa, com clima favorável e técnicas de pré-murchamento acelerando o processo. A produtividade média é satisfatória, com preço médio de R$ 230,00/arroba no mercado paralelo.
O fim do ano chegou e, com ele, a hora de organizar as finanças e preparar o caixa para 2025. Uma das oportunidades para ficar em dia com as contas vem por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
O órgão prorrogou a negociação dos créditos rurais inscritos na Dívida Ativa da União até às 19h do dia 27 de dezembro.
O anúncio foi feito a partir do edital PGDAU nº 4/2024. Produtores que necessitarem da regularização devem acessar o Sistema de Negociações (Sispar) no portal Regularize. Vale destacar que microempreendedores individuais (MEIs) deverão cadastrar o CNPJ no site.
De acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), responsável por divulgar as informações, o edital dispõe sobre as modalidades de transação e são elegíveis aos créditos inscritos na dívida ativa da União.
Ainda que a dívida esteja em fase de execução ajuizada ou seja objeto de parcelamento anterior rescindido, com exigibilidade suspensa ou não, cujo valor consolidado a ser objeto da negociação seja igual ou inferior a R$45 milhões.
Entenda o que é possível fazer:
Possibilidade de parcelamento, com ou sem alongamento em relação ao prazo ordinário de 60 meses previsto na Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, observados os prazos máximos previstos na lei de regência da transação;
Oferecimento de descontos aos créditos inscritos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observados os limites máximos previstos na lei de regência da transação.
A estiagem severa e os incêndios florestais intensos que marcaram boa parte do país a partir de maio deste ano afetaram diversas culturas, especialmente a cana-de-açúcar. Agora, o retorno das chuvas trouxe um novo desafio: avaliar a germinação das soqueiras nos canaviais do início da safra.
Assim, o setor sucroenergético tenta entender como recuperar o solo para que as plantas se desenvolvam e que a colheita seja produtiva.
Para sanar ou, ao menos, entender este desafio, pesquisadores da Massari Fértil, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), estão estudando as principais causas dos incêndios e as soluções para a perda da eficiência do solo e a necessidade de reposição de nutrientes.
“A seca foi tão intensa que canaviais novos, de 2º, 3º e 4º cortes, simplesmente não brotaram. Estimamos que teremos uma área representativa de canaviais com mais de 50% de falhas de brotação, não sendo viáveis economicamente o replantio e tratos culturais. Em resumo, perda do canavial”, avalia Cláudio Monteiro, químico da Massari.
Restauração do solo pós-incêndios
Em nota técnica, os pesquisadores destacam que a restauração do solo se apresenta como um dos maiores desafios para o setor, pois a palha que recobria as plantas virou cinza, eliminando parte dos nutrientes do solo.
Uma das soluções para mitigar os prejuízos é priorizar o plantio de cana sobre cana, utilizando o sistema Meiosi fase 1 (Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente), com início em novembro de 2024 e projeção até abril de 2025.
No entanto, Monteiro ressalta que o preparo do solo sob chuvas intensas pode causar erosão, exigindo práticas mais sustentáveis, como o preparo reduzido e a aplicação de corretivos micronizados.
“Esses produtos são aplicados diretamente na superfície e utilizam as chuvas para alcançar e corrigir o perfil completo do solo”, destaca o químico.
Aumento nas temperaturas
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) acompanha desde 1980 as temperaturas diárias e detectou um aumento significativo, de mais de 1ºC, nas temperaturas máximas e mínimas ao longo das últimas décadas.
“Esse cenário é preocupante, pois limita o desenvolvimento das culturas e, consequentemente, a produtividade”, alerta Monteiro.
Diante destas mudanças climáticas, o especialista defende que a análise do solo se torna indispensável e deve ser realizada, pelo menos, uma vez por ano para garantir propriedades físicas e químicas adequadas.
“Precisamos mudar a forma como tratamos a questão da correção e nutrição do solo. O que era feito há cinco anos, com as mudanças no clima, já não oferece o mesmo resultado. É preciso conhecer a fundo o tipo do solo e as suas necessidades para não ter perdas no cultivo e financeiras”, conclui.
Nesta segunda-feira (2), o Monte Sião Haras, referência em criação de cavalos da raça quarto-de-milha, realiza um leilão histórico no luxuoso hotel Rosewood, em São Paulo (SP). O evento, que desperta grande expectativa no setor, terá como principal atração a oferta de coberturas do renomado garanhão Gênesis 66, avaliado em cerca de US$ 11 milhões e considerado um dos mais caros do mundo.
Além de disponibilizar coberturas do Gênesis 66, o evento contará com a venda de coberturas de outros cavalos de linhagem de alta genética, selecionados por seu alto potencial esportivo e reprodutivo.
Impacto do garanhão Gênesis 66
Recém-adquirido pelo Monte Sião Haras, Gênesis 66 já faz história ao ser o garanhão mais jovem a atingir marcas milionárias em produção nos Estados Unidos, superando o equivalente a mais de R$ 22 milhões. Sua chegada ao Brasil promete elevar a qualidade genética da reprodução equina, consolidando o país como referência internacional no segmento.
“O nosso objetivo é oferecer aos criadores e investidores a oportunidade de adquirir animais de altíssimo padrão, contribuindo para o fortalecimento da criação de equinos no Brasil”, destaca Dalide Côrrea, CEO e sócia-proprietária do Monte Sião Haras.
O haras pertence ao Grupo Monte Sião, sediado em Porto Nacional (TO) e é reconhecido pelo trabalho de melhoramento genético e sua contribuição ao mercado de vaquejada e equinos de elite. Entre seus destaques estão a campeã invicta de rédeas em 2023 Crystalized Whiskez e a campeã nacional de vaquejada Dinastia Apollo Roxo.
Este primeiro leilão do Monte Sião Haras será transmitido pelo Lance Rural.
O secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Lyrio, disse nesta segunda-feira (2) que as pendências do acordo entre Mercosul e União Europeia foram submetidas aos líderes dos dois blocos depois de mais uma rodada de negociações em Brasília.
Ele disse que há expectativa de concluir as negociações até o fim do ano, como já havia afirmado publicamente o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A declaração foi dada em conversa com jornalistas para explicar a viagem do presidente para a Cúpula do Mercosul, no Uruguai. O evento será na quinta (5) e na sexta-feira (6), em Montevidéu.
“A rodada de negociações de novembro terminou na semana passada com avanços importantes e as questões pendentes foram submetidas aos líderes”, disse Lyrio. “O próprio presidente Lula já fez referência de que tem a expectativa de que tenhamos a conclusão das negociações até o final do ano”, disse ele.
O diplomata afirmou que entre o fim das negociações e assinatura há um caminho longo. “A assinatura é só depois da tradução. Isso não é o que está em jogo. Todo acordo que a UE negocia com seus parceiros, após a conclusão das negociações há um grande processo de tradução, são 23 línguas”, declarou.
Os líderes do Mercosul também devem discutir termos de acordos de comércio com o Efta (bloco de países europeus que não estão na União Europeia) e com os Emirados Árabes. Nesses dois casos, a expectativa seria concluir as conversas no ano que vem.
A secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Gisela Padovan, disse a jornalistas que o presidente Lula poderá ter reuniões bilaterais com os presidentes da Bolívia (Luis Arce) e do Panamá (José Raul Mulino) em sua visita ao Uruguai para a Cúpula do Mercosul.