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A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (05), apontou estabilidade nas cotações do milho no mercado de Chicago. O fechamento registrou US$ 4,26 por bushel, contra US$ 4,23 na semana anterior, consolidando uma leve alta. A média de novembro ficou em US$ 4,24 por bushel, representando um aumento de 1,9% em relação a outubro, mas ainda inferior em 9,4% ao mesmo período do ano passado, quando o preço médio alcançou US$ 4,68.
Os embarques de milho dos Estados Unidos somaram 935.859 toneladas na semana encerrada em 28 de novembro, um volume dentro das expectativas do mercado. Com isso, o acumulado no atual ano comercial alcançou 11,07 milhões de toneladas, superando em 16% o desempenho registrado no mesmo período do ano anterior.
Na Argentina, o cenário para a nova safra de milho é promissor. O plantio já atinge 41,3% da área total estimada, que corresponde a 6,3 milhões de hectares. As condições climáticas têm favorecido o avanço das operações no campo, indicando boas perspectivas para a produção, conforme informou a Ceema.
As chuvas intensas que atingem Santa Catarina desde a madrugada deste sábado (7) devem permanecer até segunda-feira (9), segundo boletim da Defesa Civil do estado divulgado hoje. Além das chuvas intensas, o avanço de uma frente fria reforça a possibilidade de temporais isolados com fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo.
Os volumes de chuva registrados entre a sexta-feira (6) e a madrugada de hoje já causaram alagamentos e enxurradas em diversas regiões do estado. No município de Bom Retiro, na Serra Catarinense, foram registrados danos significativos, com 50 residências afetadas e cerca de 200 pessoas impactadas pelas enxurradas. A Defesa Civil informou que não há registro de vítimas.
Alagamentos em Santa Catarina
O município de Joinville também enfrentou enxurradas, e muitos bairros ficaram alagados. Nas últimas 12 horas, o volume registrado chegou a 120 milímetros (mm) em toda região.
“Outros municípios, como Xanxerê e Dionísio Cerqueira, também enfrentaram alagamentos pontuais. A instabilidade meteorológica é provocada por uma frente fria semi-estacionária, que mantém a previsão de chuvas intensas até segunda-feira (9), com riscos elevados para deslizamentos e alagamentos em diversas áreas”, informou a Defesa Civil.
Ao longo do sábado, a chuva ocorre de forma persistente e abrangente, especialmente entre as regiões do Grande Oeste, Vale do Itajaí, Planalto Norte e Litoral Norte. Nessas regiões, são esperados os maiores volumes acumulados de chuva.
“O risco é alto para ocorrências associadas a alagamentos, enxurradas e eventuais deslizamentos nestas regiões. Já na porção sul do estado, também são esperados temporais com chuva pontualmente intensa, mas os acumulados devem ser menores em comparação aos das demais regiões, trazendo risco moderado para alagamentos e enxurradas pontuais”, acrescentou a Defesa Civil de Santa Catarina.
No domingo (8) e na segunda-feira (9), permanece o tempo nublado e chuvoso em grande parte do estado, mantendo-se o risco de moderado a alto para ocorrências meteorológicas, principalmente nas áreas da divisa com o Paraná. Nessa região, a chuva tende a ser mais volumosa, em especial no Grande Oeste, Planaltos, Vale do Itajaí e Litoral Norte.
“Ao final do evento, nas áreas mais atingidas, são esperados, em média, volumes entre 200 mm e 250 mm. Diante disto, o risco para ocorrências associadas à chuva volumosa, com possíveis impactos hidrológicos e geológicos, é considerado alto”, informou o órgão.
Já na área entre o Litoral Sul e a Grande Florianópolis, a chuva também vai permanecer de forma frequente. São esperados volumes um pouco menores, variando entre 60 e 80 mm com pontuais em torno de 100mm. Nessas áreas, o risco é moderado para ocorrências associadas a chuva intensa e volumosa, como alagamentos e enxurradas.
Na segunda-feira, a chuva diminui em parte, principalmente nas áreas próximas ao Rio Grande do Sul. Nas demais regiões, o sistema estacionário que estará posicionado sobre o Paraná, somado à influência de uma área de baixa pressão, ainda mantém maior cobertura de nuvens e condição para chuva pontualmente intensa.
“O risco permanece moderado a alto para ocorrências associadas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos. No amanhecer, as temperaturas variam entre 10 °C na Serra e 17 °C no Oeste e Litoral Norte. À tarde, as temperaturas sobem pouco, variando entre 13 °C e 21 °C pelo estado. O mar fica pouco agitado com ondas de sul/sudeste entre 1,5 m e 2 m. Os ventos de sudeste/leste variam entre 30 e 50 km/h”,alerta a Defesa Civil.
A instabilidade deve diminuir entre terça (10) e quarta-feira (11), mas, segundo o boletim, o transporte de umidade do mar para a costa deixa o tempo encoberto e chuvoso, sobretudo em áreas do litoral e regiões próximas.
Os produtores de amendoim (Arachis hypogaea l.), batata (Solanum tuberosum) e batata-doce (Ipomoea batatas) enfrentam o desafio de estimar qual o melhor momento da colheita e como será a qualidade e o rendimento de suas lavouras. Isso porque essas culturas são subterrâneas, ou seja, os frutos se desenvolvem embaixo do solo e, dessa forma, não é possível visualizá-los até o momento da colheita.
“Para colher o amendoim, é preciso que 70% das vagens estejam maduras e, para verificar isso, é preciso arrancar as plantas do solo e fazer uma avaliação visual. Essa operação, chamada de arranquio, também acaba mobilizando a terra e, consequentemente, emitindo CO2 [gás carbônico]”, afirma o professor Rouverson Pereira da Silva, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal.
Por meio de tecnologias de sensoriamento remoto, baseadas em imagens obtidas por satélites ou sensores embarcados em drones, combinadas com sensores embarcados em máquinas agrícolas e ferramentas de inteligência artificial, os pesquisadores têm desenvolvido modelos computacionais que podem auxiliar os produtores a mensurar o rendimento e a maturidade de culturas, como a do amendoim, a partir da análise remota das folhas da planta. E, dessa forma, aumentar a produtividade e diminuir as emissões de CO2 pela mobilização intensa do solo.
Alguns dos resultados do projeto, apoiado pela Fapesp, foram apresentados por Silva em um painel sobre saúde do solo no contexto da agricultura digital realizado durante a Fapesp Week Spain, que ocorreu nos dias 27 e 28 de novembro na Faculdade de Medicina da Universidade Complutense de Madri (UCM).
“Os modelos que desenvolvemos conseguem estimar com mais de 90% de precisão a maturidade do amendoim, por exemplo, eliminando a necessidade do arranquio. No caso da batata-doce, conseguimos estimar até mesmo o tamanho da cultura”, disse Santos à Agência Fapesp.
“Por meio de estimativas feitas por esses modelos computacionais é possível trabalhar com regulagens mais adequadas para melhorar a eficiência do processo de colheita e, ao mesmo tempo, reduzir as perdas, porque ao estimar a produtividade de culturas se consegue regular as máquinas agrícolas para fazer a colheita de forma mais adequada”, afirmou o pesquisador.
Para obter essas estimativas com precisão, os pesquisadores analisam imagens obtidas por câmeras embarcadas em drones ou em satélites, que captam a reflectância da planta, ou seja, o quanto ela está refletindo de energia solar nas bandas do visível (verde, amarelo e azul) e do invisível (infravermelho, infravermelho próximo e borda do vermelho). A partir dessa característica, é possível calcular os índices de maturação.
“A reflectância revela a sanidade da planta. As folhas doentes apresentam cores e refletem de maneira diferente a energia solar incidida sobre elas. E, quanto mais saudável a planta estiver, mais produzirá”, contou Silva.
O projeto está em fase de transferência de tecnologia para os produtores – um processo moroso e trabalhoso, segundo o pesquisador.
“Essa etapa é demorada porque, para realizarmos um projeto dessa envergadura, precisamos ir a campo e arrancar milhares de plantas ao longo dos anos para obter os dados de interesse. Além disso, há diversas cultivares de amendoim, por exemplo. Por isso ainda não transferimos a tecnologia, porque os produtores mudam ao longo dos anos as cultivares que plantam e precisamos ter um modelo robusto, capaz de fazer predições em diferentes condições”, explicou.
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A safra de pêssegos na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas alcançou o pico com o início da colheita das cultivares tardias de dezembro, como Esmeralda, Jade e Maciel, que abrangem a maior parte das áreas cultivadas. Produtores esperam que essas variedades tenham um desempenho superior ao das precoces, cuja colheita já foi encerrada com resultados abaixo do ideal. A expectativa é superar a produção da última safra, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS.
Segundo Programa Sistema de Alerta Mosca-das-Frutas indicou que a população da praga continua baixa, mas recomenda manter o monitoramento e a aplicação de iscas. Por outro lado, a podridão-parda segue como a principal causa de perdas nos pomares das variedades tardias, exigindo maior manejo por parte dos produtores.
Na região de Passo Fundo, as variedades BRS Kampai, PS-2 e Eragil estão em colheita, com bom potencial produtivo e sanidade. Em Soledade, a colheita das variedades de ciclo médio prossegue, mas as chuvas intensificaram a incidência de podridão-parda e mosca-das-frutas, forçando os agricultores a reforçarem o manejo. Na região, o preço ao produtor varia de R$ 4,00 a R$ 4,50/kg, enquanto nas feiras os valores chegam a R$ 8,00 a R$ 10,00/kg.
Em Erechim, embora a colheita continue e os frutos apresentem boa qualidade, a produtividade ficou abaixo das expectativas. O quilo do pêssego na região é comercializado por R$ 5,00.
A carne ovina – de cordeiros e ovelhas -, reconhecida por sua alta qualidade nutricional, está no centro de pesquisas que buscam agregar valor à produção e diversificar sua utilização. Além dos tradicionais cortes e pratos típicos, como churrascos, carne de sol e cozidos, novos produtos estão sendo desenvolvidos para ampliar o mercado, incluindo embutidos, hambúrgueres e até o “oveicon”, uma espécie de bacon de carne ovina.
Segundo a nutricionista Luciana Fujiwara, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), a carne ovina se destaca pelo teor de proteínas, que varia entre 25% e 26% em 100 gramas. “É um teor superior ao da carne bovina. Além disso, tem baixa concentração de colesterol, o que a torna uma boa opção para cardíacos, diabéticos e outros públicos que buscam carne vermelha com qualidade nutricional”, afirma.
A pesquisadora Lisiane Lima, da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), destaca que a carne ovina é amplamente consumida em todas as regiões do Brasil, com pratos variados que refletem as tradições locais.
“No Nordeste, temos a carne de panela e a buchada, enquanto no Sul, o churrasco de cordeiro é um destaque. Esses pratos mostram a versatilidade da carne ovina na culinária brasileira”, ressalta.
Inovação e novos mercados
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Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa têm foco na diversificação de cortes e no aproveitamento integral da carcaça ovina, promovendo produtos como linguiças light, mortadelas, copas e o próprio oveicon. A pesquisadora Elen Nalério, da Embrapa Pecuária Sul (Bagé-RS), conta que até mesmo carne de ovelhas mais velhas, menos aceitas no mercado tradicional, tem sido transformada em produtos processados com alto valor agregado.
“A carne de descarte pode ser utilizada para criar produtos diferenciados que atendem a um público urbano crescente, enquanto os cortes tradicionais de cordeiro favorecem o consumo diário”, diz Nalério.
Além disso, subprodutos como vísceras, usados em pratos típicos como sarapatel e dobradinha, também geram renda adicional.
Estudos da Embrapa mostram que a comercialização desses itens pode elevar em até 57,51% o valor da carcaça, ampliando o retorno financeiro para o produtor.
Sustentabilidade e agregação de valor
O desenvolvimento de novos produtos e a valorização de subprodutos da carne ovina não apenas fortalecem a ovinocultura no Brasil, mas também promovem maior sustentabilidade ao reduzir desperdícios e atender às demandas de um mercado consumidor diversificado.
Com iniciativas como o oveicon e outros itens inovadores, a cadeia produtiva se consolida como uma oportunidade promissora para agricultores e criadores do país.
A Embrapa e a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa de Alagoas (Coopcam), localizada em Palmeira dos Índios, estão investindo no desenvolvimento de fermentados produzidos à base de jabuticaba.
Com esse objetivo, produtores e pesquisadores estiveram reunidos em um evento de capacitação, realizado entre os dias 25 e 27 de novembro na Embrapa Semiárido, em Petrolina, Pernambuco, proporcionando um espaço para troca de conhecimentos e experiências sobre a elaboração das bebidas.
A capacitação faz parte do projeto de inovação social “Inclusão socioprodutiva de agricultores familiares camponeses do Agreste alagoano por meio do aprimoramento de fermentados de jabuticaba e isolamento de leveduras dos frutos”, coordenado pela Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió-AL).
Entre diversos outros produtos, a cooperativa já vinha trabalhando com o fermentado de jabuticaba, e apresentou à Embrapa uma demanda para melhorar especificamente o processamento dessa bebida.
De acordo com o pesquisador João Roberto Correia, que deu início ao projeto, foi feita uma articulação com as diversas unidades da empresa que tinham competência para atender essa demanda, resultando em ações voltadas para a melhoria do processo de fermentação, mas também de alternativas para aproveitamento alimentar dos subprodutos do processamento
O agricultor José Fernando Silva de Lima, membro e tesoureiro da Coopcam, conta que a cooperativa reduziu o trabalho com outras frutas e agora está buscando aprimorar o processo de fermentação e de elaboração de outros produtos da jabuticaba. “Acho que é um produto que vai ser bastante promissor e a gente está bem entusiasmado”, afirma.
Técnicas de processamento
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De acordo com a pesquisadora Ana Cecília Rybka da Embrapa Semiárido, produtos como o fermentado de frutas estão ganhando muito espaço no mercado nacional e internacional.
No entanto, ela ressalta que a legislação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a sua produção é bastante exigente e traz alguns desafios específicos para o caso da jabuticaba.
“É uma fruta muito ácida, por exemplo, e há um limite permitido para a adição de açúcar. Então precisamos usar técnicas para baixar a acidez e deixar o sabor agradável ao paladar, mantendo a quantidade de açúcar dentro do nível permitido”, explica Rybka.
Ela explica que uma das estratégias adotadas para a melhoria do processamento foi aplicar técnicas de fermentação da uva de vinho na jabuticaba, a exemplo da maceração a frio, uso de conservantes, desacifidicante, entre outros.
“O objetivo é ter uma formulação mais padronizada, visando uma melhor aceitação do mercado, e também adequada à legislação vigente, considerando ainda a realidade da Cooperativa, que trabalha com produção artesanal e em pequena escala”, conta Rybka.
Novo produto de jabuticaba
Para isso, foi desenvolvido, no Laboratório de Enologia da Embrapa Semiárido, um processo de elaboração do fermentado de jabuticaba, em que foram aplicados diferentes tratamentos para posterior comparação dos resultados.
Além disso, foi desenvolvido um produto novo – o fermentado de jabuticaba gaseificado –, que é uma proposta para ampliar a gama de produtos comercializados pela Cooperativa.
Durante a capacitação, a pesquisadora Aline Biasoto, da Embrapa Meio Ambiente, também apresentou processos e resultados desse trabalho.
“Nós mostramos para eles o que podem melhorar no processo e como eles podem fazer para se adequar à legislação. O objetivo é que eles tenham um produto com uma boa aceitação e também com melhor potencial nutracêuticos, devido ao maior teor de compostos fenólicos, que são compostos bioativos”, destaca a pesquisadora.
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Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a comercialização do banana segue com o preço médio de R$ 2,50 por quilo. No entanto, atrasos no fornecimento de mudas pelos viveiristas geraram insatisfação entre os produtores.
Grande parte da produção de banana na região ainda é realizada de forma extrativista, sem a aplicação de práticas como o raleio de plantas.
A ausência dessa técnica tem levado à formação de grandes touceiras, causando excesso de cachos e frutos menores, o que impacta negativamente na qualidade e no rendimento comercial da fruta, conforme aponta o informativo.
O mercado cafeeiro encerra o pregão desta quinta-feira (21) com preços mistos nas bolsas internacionais. O arábica registra o avanço de mais de 1% nas cotações futuras, enquanto o robusta caiu para território negativo após uma queda do real para uma baixa de 2 semanas em relação ao dólar.
De acordo com o Barchart, os preços do café encontraram suporte no dia de hoje nos dados divulgados pelo Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do USDA, que projeta a produção de café do Brasil em 2024/25 em 66,4 MMT, número abaixo da previsão oficial do USDA de 69,9 MMT. O FAS do USDA também projetou os estoques de café do país em 1,2 milhão de sacas quando a temporada 2024/25 terminar, resultando em uma queda de 26% a/a.
O arábica encerra a sessão com alta de 335 pontos no valor de 298,65 cents/lbp no vencimento de dezembro/24, um ganho de 320 pontos no valor de 395,70 cents/lbp no de março/25, um aumento de 290 pontos no valor de 293,15 cents/lbp no de maio/25, e uma alta de 225 pontos no valor de 288,55 cents/lbp no de julho/25.
Já o robusta registra baixa de US$ 11 no valor de US$ 4.784/tonelada no contrato de novembro/24, uma queda de US$ 11 no valor de US$ 4.787/tonelada no de janeiro/25, uma baixa de US$ 10 no valor de US$ 4.732/tonelada no de março/25, e uma baixa de US$ 16 no valor de US$ 4.678/tonelada no de maio/25.
Mercado Interno
No mercado físico brasileiro os preços também encerram a quinta-feira (21) com fortes altas nas regiões acompanhadas pelo Notícias Agrícolas.
O Café Arábica Tipo 6 termina o dia com alta de 14,37% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 1.990,00/saca, em Espírito Santo do Pinhal/SP registra um aumento de 7,53% no valor de R$ 2.000,00/saca, em Franca/SP uma alta de 5,26% no valor de R$ 2.000,00/saca, e em Guaxupé/MG um aumento de 4,40% no valor de R$ 1.900,00/saca.
O Cereja Descascado registra a valorização de 13,51% no valor de R$ 2.100,00/saca em Poços de Caldas/MG, uma alta de 4,53% no valor de R$ 1.845,00/saca em Campos Gerais/MG, e um aumento de 4,23% no valor de R$ 1.972,00/saca em Guaxupé/MG.
A cidade de Brasília abriga um grande pomar a céu aberto, com mais de 950 mil exemplares de árvores frutíferas de 35 espécies.
A partir dessa diversidade, a estudante de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (Ceub) Camila Faeda buscou identificar tais recursos naturais como aliado no combate à insegurança alimentar da população vulnerável.
O resultado da pesquisa foi surpreendente: com práticas simples, como o aproveitamento integral de frutas, o Distrito Federal pode combater a insegurança alimentar e se tornar referência em nutrição sustentável.
Nas superquadras da capital, é possível colher, em diferentes épocas do ano, frutas como abacate, acerola, açaí, amêndoa, amora, cajá-manga, caju, carambola, goiaba, graviola, jaboticaba, jambo, jamelão, jaca, manga, nêspera, pitanga, pitomba, romã, tamarindo, uva-do-pará, araçá, baru, cagaita, cajá, ingá, jatobá e pequi. Já no Parque da Cidade, podem ser encontradas espécies adicionais, como limão, jenipapo e oiti.
Aproveitamento integral
Focada no aproveitamento integral destes alimentos, com o uso de partes não convencionais, como cascas, Camila testou a aceitação e viabilidade do consumo de ingredientes sustentáveis e acessíveis.
“Ao incorporar ingredientes ricos em nutrientes, se evita a compra de produtos industrializados ou suplementos mais caros. Para famílias vulneráveis, transformar resíduos em refeições nutritivas é uma estratégia para garantir alimentos acessíveis e combater o desperdício”, destaca.
A partir da análise de literatura e experiência sensorial com uma das frutas presentes nos locais públicos da cidade, a escolha da manga se deu pela abundância em Brasília e pelo alto valor nutricional e versatilidade em receitas culinárias.
“As mangueiras espalhadas pela capital fornecem um recurso alimentar riquíssimo, mas que muitas vezes é subutilizado”, alerta Camila.
Após a escolha do fruto, foi desenvolvida uma receita de bolo de casca de manga para a experiência sensorial de degustação para voluntários adultos de 20 a 60 anos (veja abaixo).
Essa etapa consistiu em desenvolver uma receita simples, facilitando a adoção e promoção de alimentação mais saudável e sustentável para famílias de diferentes contextos.
Segundo Camila, a aceitação positiva do bolo de casca de manga sugere que tais práticas não só são viáveis, mas podem ser bem recebidas pela comunidade e implementadas em políticas públicas no combate à fome.
“Com práticas simples, como o aproveitamento das cascas de manga, a região não só pode combater a insegurança alimentar, mas também se tornar referência em nutrição sustentável, inspirando outras regiões a fazer o mesmo”, frisa.
Frutas no combate à insegurança alimentar
Foto: Marcelino Ribeiro
Para expandir o impacto da pesquisa, Camila afirma ser essencial promover, por meio de políticas públicas, oficinas culinárias gratuitas, ensinando famílias a usar partes não convencionais dos alimentos.
“Programas escolares podem integrar o tema em atividades e merendas, sensibilizando as novas gerações. Campanhas educativas podem destacar os benefícios nutricionais e econômicos dessas práticas. Já parcerias com supermercados e feiras livres podem oferecer alimentos que seriam descartados a preços acessíveis”, reforça a pesquisadora.
Para Paloma Popov, orientadora do projeto e professora de Nutrição do CEUB, a metodologia utilizada é adaptável a diferentes contextos urbanos, ou seja, em outras cidades com diversidade de espécies frutíferas.
“É importante identificar os alimentos mais comuns em cada região. Por exemplo, onde a manga não é comum, cascas de banana, sementes de abóbora ou talos de vegetais podem ser alternativas”, completa a orientadora.
Receita bolo de casca de manga
Ingredientes:
Casca de manga: 250 g (1 unidade)
Polpa de manga: 150 g (1 unidade)
Farinha de trigo: 240 g (2 xícaras)
Açúcar: 200 g (1 xícara)
Óleo vegetal: 120 mL (½ xícara)
Leite: 240 mL (1 xícara)
Ovos: 100 g (2 unidades)
Fermento em pó: 10 g (1 colher de sopa)
Modo de preparo:
Preaqueça o forno a 180°C e unte uma forma de bolo.
No liquidificador, bata as cascas de manga com o leite e o óleo até obter uma mistura homogênea.
Em uma tigela grande, misture a farinha de trigo e o açúcar.
Adicione a mistura seca à polpa de manga e às cascas batidas, mexendo bem até incorporar todos os ingredientes.
Adicione os ovos à mistura e mexa até obter uma massa lisa. Por último, acrescente o fermento em pó e misture delicadamente.
Despeje a massa na forma untada e leve ao forno por cerca de 35-40 minutos, ou até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo.
Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (05), os preços do trigo continuam sofrendo pressão baixista à medida que a colheita da safra 2024 se aproxima do encerramento no Brasil.
No Rio Grande do Sul, o preço médio do saco de trigo de qualidade superior fechou a semana em R$ 66,29, registrando leve alta em relação aos R$ 62,92 praticados no mesmo período do ano passado. Já no Paraná, os valores caíram para uma faixa entre R$ 72,00 e R$ 73,00 por saco, em comparação aos R$ 69,00 registrados em 2023. Esses números apontam que, enquanto os preços no Rio Grande do Sul superam marginalmente a inflação oficial, no Paraná há variações que vão desde perdas reais até pequenos ganhos de 1%.
De acordo com o Cepea (Esalq), em novembro, a média do preço do trigo no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.265,61 por tonelada (FOB), representando uma queda de 1,1% em relação a outubro e de 0,3% em relação a novembro de 2023, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI. No Paraná, a média se manteve estável em comparação ao mês anterior, em R$ 1.429,98 por tonelada, mas ficou 7,4% superior ao mesmo período de 2023, conforme informou a Ceema.
Em São Paulo, os preços apresentaram altas mais expressivas, com médias de R$ 1.584,73 por tonelada, subindo 3,2% em relação a outubro e 23,6% em comparação ao ano passado. Já em Santa Catarina, o valor médio foi de R$ 1.426,82 por tonelada, marcando uma queda de 1,5% frente a outubro, mas alta de 2,6% em relação a novembro de 2023.