sábado, julho 18, 2026

Autor: Redação

News

Para Milei, Mercosul nasceu para aprofundar laços comerciais, mas virou ‘uma prisão’



Para o presidente da Argentina, Javier Milei, o Mercosul tornou-se uma prisão para os países membros, apesar de ter sido criado com a intenção de estreitar o comércio no continente. O tom crítico ao bloco permeou o discurso do líder argentino durante a rodada de pronunciamentos feitos após o anúncio do Acordo de Parceria entre Mercosul e União Europeia nesta sexta-feira (6).

“O Mercosul, que nasceu com a ideia de aprofundar nossos laços comerciais, se converteu em uma prisão que não permite que seus países membros aproveitara suas vantagens comparativas e potencial exportador”, afirmou Milei.

Segundo o líder, os resultados do bloco foram contrários aos pretendidos, com encarecimento na exportação e dos produtos internos. “As instituições não podem ser avaliadas por suas intenções, mas sim pelos resultados”.

Neste cenário, Milei defendeu a busca por uma nova fórmula para o Mercosul, que beneficie a todos, permitindo que os membros comercializem mais e melhor. “Queremos autonomia, mas sem deixar de respeitar os acordos, porque é o comércio que gera prosperidade e permitirá acabar com o grande flagelo latino-americano: a pobreza”, reforçou.

O presidente da Argentina disse ainda que os últimos 20 anos de política econômica deixaram o país em um poço profundo, atribuindo parte disto às políticas do Mercosul. “A consolidação em um bloco comum não só nos impediu de crescer, mas também prejudicou”, avaliou.

“Este problema não é novo, mas se continuarmos tapando o sol com as mãos, se tornará cada vez mais difícil de solucionar”, complementou Milei.



Source link

News

a trajetória do grão no país



Neste início de dezembro, a Fenasoja celebra o centenário do plantio da soja no Brasil, marcando a trajetória de uma cultura que se consolidou como um dos pilares do agronegócio nacional. Inicialmente cultivada para alimentação animal, a soja viu sua produtividade crescer gradativamente, impulsionada pela crescente demanda global por óleos e proteínas vegetais.

A soja e o desenvolvimento regional

A soja desempenhou um papel determinante no desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Sul, primeiro estado a receber os grãos da oleaginosa. Com o passar do tempo, a região se tornou pioneira na instalação de indústrias de maquinários agrícolas e esmagadoras de soja no país, além de avançar em tecnologias de produção.

A cultura se expandiu para o Centro-Oeste, o que demandou pesquisas para a adaptação da soja às novas condições climáticas. No Sul, a variação na duração do dia ao longo do ano é um desafio, enquanto na linha do Equador há maior estabilidade entre dia e noite. Isso exigiu o desenvolvimento de variedades adaptadas a essas condições.

Avanços nas tecnologias de sementes

A expansão para áreas tropicais envolveu desafios como a melhoria dos solos do cerrado e o controle de pragas e doenças. Nesse contexto, os avanços em genética e manejo foram essenciais para garantir a adaptabilidade da soja e aumentar seu potencial produtivo. As inovações no desenvolvimento de cultivares resistentes aos principais desafios da agricultura tropical e adaptadas às condições regionais têm sido fundamentais para a continuidade da expansão da cultura.

Diferentes finalidades

A soja é reconhecida pela sua importância na alimentação humana e animal, devido ao seu alto teor de proteínas e propriedades funcionais. Na dieta humana, substitui a proteína animal em produtos como leite de soja, tofu, farinha de soja e carnes vegetais. Na nutrição animal, é essencial na produção de rações para aves, suínos e bovinos.

Além disso, a soja tem diversos outros usos na indústria e na geração de energia. O óleo de soja é utilizado em produtos alimentícios, cosméticos, tintas e plásticos. Também é uma importante matéria-prima na produção de biodiesel, um dos combustíveis do futuro, e seus resíduos, como farelo e bagaço, são usados para a produção de biogás.



Source link

News

Em leilão histórico, garanhão quarto de milha passa a valer R$ 160 milhões



O garanhão Genesis 66, destaque da raça quarto de milha, foi responsável por um marco histórico no primeiro leilão do Monte Sião Haras, realizado no início desta semana no hotel Rosewood São Paulo.

Metade dos direitos do animal foi vendida a um fundo de investimento por R$ 80 milhões, pagos em 50 parcelas de R$ 1,6 milhão. Dessa forma, o Genesis 66 passa a ser avaliado em R$ 160 milhões, maior valor já registrado para um cavalo no país.

Marcos históricos

O evento atingiu um valor total arrecadado de R$ 174 milhões, considerado o maior leilão em arrecadação na história do Brasil. O garanhão Genesis 66 também garantiu ao Monte Sião Haras o título de maior venda de quarto de milha no país.

O leilão ainda apresentou outros exemplares de genética superior, como Crystalized Whizkey, Troia Apollo MRL, Dinastia Apollo Roxo e Go Girl Toro LM, entre outros animais reconhecidos pela habilidade, beleza e desempenho excepcionais.

O leilão contou com a participação de vendedores renomados, como Haras Za, Haras Esperança, Rancho Onça Parda, Fazenda Sapucaia, entre outros. Para a CEO do grupo Monte Sião, Dalide Corrêa, o sucesso do leilão reflete a dedicação do haras em genética e manejo de alto padrão, além de destacar o valor do mercado de equinos no Brasil.

Ela qualificou o evento como “histórico”, marcando novo capítulo no segmento de equinos no país. “Este momento histórico só foi possível graças à parceria de criadores que acreditam na força do setor. “Cada animal apresentado aqui não representa apenas genética e desempenho de alto padrão, mas também o esforço e a dedicação incansáveis de criadores que acreditam na força do nosso mercado”, afirmou Dalide.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo de tomate avança com boas condições climáticas



Preço do produto desagrada a parte dos agricultores.




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas das últimas semanas, com altas temperaturas, forte insolação e chuvas pontuais, têm favorecido o cultivo de tomate em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As lavouras mostram bom desenvolvimento, mas o preço do produto desagrada a parte dos agricultores.

Na região de Caxias do Sul, as condições climáticas beneficiaram a maturação dos frutos e o transplantio das mudas para as lavouras tardias, que devem se estender até meados de janeiro. As mudas enxertadas, fornecidas por viveiros especializados, estão sendo comercializadas a R$ 2,70 por unidade.

As lavouras de ciclo intermediário apresentam ótimo vigor, boa sanidade e estão no início da frutificação. Já as lavouras precoces estão em plena colheita, com frutos de excelente aparência e coloração. O tomate do grupo longa vida é comercializado na propriedade por R$ 75,00 a caixa de 22 kg.

Na região de Santa Rosa, o desenvolvimento também segue satisfatório, com a maturação das primeiras pencas em andamento. No entanto, os produtores relatam descontentamento com o preço do produto, atualmente vendido a R$ 4,00/kg, considerado baixo e com pouca demanda no mercado.





Source link

News

Acordo Mercosul-UE é oportunidade histórica para diversificar exportações, avalia CNI



A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera o Acordo de Associação Mercosul-União Europeia, oficializado nesta sexta-feira (6), um marco estratégico para o Brasil.

A entidade destaca que a parceria é uma resposta aos desafios de modernização industrial, diversificação das exportações e maior integração às cadeias globais de valor.

O acordo estabelece uma das maiores áreas de integração econômica do mundo, abrangendo mais de 750 milhões de consumidores, 17% da economia global e 30% das exportações mundiais de bens. Segundo a CNI, a medida aumentará o acesso preferencial do Brasil ao mercado mundial de 8% para 37%.

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, a abertura do mercado europeu pode ajudar a reverter a reprimarização das exportações nacionais. “Aproximadamente 97% das exportações industriais brasileiras ao bloco terão tarifa zero assim que o acordo entrar em vigor, incentivando a exportação de produtos de maior valor agregado e promovendo o fortalecimento da indústria nacional em mercados competitivos”, afirmou Alban.

Sustentabilidade e crescimento econômico

Negociado sob princípios de equilíbrio e sustentabilidade, o acordo busca fomentar o crescimento econômico de longo prazo. A parceria foi reiniciada em 2023 após um período de estagnação nas discussões devido a preocupações ambientais. Com a reabertura das negociações, as partes chegaram a um consenso para abordar essas questões.

“A inserção internacional alinhada à agenda de crescimento inclusivo e sustentável reforça a competitividade global do Brasil, diversifica nossas exportações e amplia a base de parceiros comerciais”, pontuou Alban.

Impacto no emprego

A CNI também destaca o impacto positivo do acordo na geração de empregos. Em 2023, a cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia, foram gerados 21,7 mil empregos no Brasil, um número superior ao de outros mercados, como o chinês, que criou 14,4 mil empregos por bilhão de reais exportado.

Reposicionamento global

A CNI avalia que o acordo Mercosul-UE é uma oportunidade histórica para reposicionar o Brasil no comércio global. Além de estimular a produtividade e a competitividade da indústria, a parceria deverá consolidar a presença brasileira em cadeias globais de valor, promovendo ganhos econômicos e sociais de longo prazo.



Source link

News

Aprosoja MT completa 20 anos em 2025; celebração será em Sinop



A Aprosoja Mato Grosso completa 20 anos em 2025 e a ocasião será celebrada durante a Abertura Nacional da Colheita da Soja 24/25, no dia 7 de fevereiro, em Sinop (MT). O evento, que destaca a crescente importância da soja para o estado, será uma oportunidade para refletir sobre as conquistas e desafios enfrentados ao longo do tempo. O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, ressaltou a importância dessa trajetória e o papel da associação para o crescimento da sojicultura no estado.

Escolha certeira: a cidade de Sinop

O vice-presidente destaca que, em 2025, o município de Sinop foi escolhido para sediar a abertura, devido à sua boa infraestrutura e facilidade de acesso. Além disso, a fazenda que receberá o evento atende todos os requisitos necessários.

Segundo Luiz Pedro, a soja foi a cultura responsável por colocar Mato Grosso no cenário nacional e internacional, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do estado. Muitas das cidades, como Sinop, com alto IDH e qualidade de vida elevada no estado, devem grande parte desse progresso à soja, que se tornou uma fonte essencial de renda para os produtores rurais.

Ainda há o que melhorar

Apesar dos avanços, o desafio logístico ainda é um obstáculo para a plena competitividade da produção de soja em Mato Grosso. A logística ineficiente consome uma parte significativa da rentabilidade dos produtores e limita os ganhos que poderiam ser reinvestidos nos municípios. Há, então, a necessidade urgente de investir em ferrovias para melhorar a competitividade e a eficiência da cadeia produtiva, permitindo que a produção de soja no estado seja ainda mais vantajosa economicamente.

Com uma logística mais eficiente, Mato Grosso teria a capacidade de produzir soja e de industrializar o produto localmente, gerando mais empregos, melhorando o IDH dos municípios e criando novas fontes de renda em áreas que ainda não foram suficientemente favorecidas pelo agronegócio.

A voz do produtor

Nos últimos 20 anos, a Aprosoja MT tem sido essencial para o fortalecimento da sojicultura no estado, conectando produtores de diversas regiões e representando suas demandas junto ao governo estadual, governo federal e Assembleia Legislativa. A entidade tem trabalhado para melhorar a eficiência do plantio e maximizar a geração de receita para os produtores.

Ações solidárias

Além disso, a Aprosoja tem se destacado em ações sociais, como o Agrosolidário, que busca retribuir à sociedade por meio do fornecimento de alimentos e fontes proteicas a quem mais precisa. Vale dizer que ações como essas ressaltam o compromisso da Aprosoja com o desenvolvimento social e sustentável da região.

Desafios

Os principais desafios atuais incluem os altos custos de produção e o baixo valor do grão, que têm levado muitos produtores a enfrentar dificuldades financeiras. Segundo Luiz Pedro, a solução para esses desafios passa pela eficiência no uso de recursos e pela necessidade urgente de melhorias logísticas, que podem minimizar os impactos negativos do mercado e garantir a continuidade do crescimento da soja em Mato Grosso.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de carne enfrenta pressão com queda nos preços do boi gordo



Mercado do ‘boi China’ sofre recuo de R$ 7,00/@ em Minas Gerais




Foto: Canva

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a retração no consumo de carne bovina no mercado interno continua pressionando os preços, mesmo diante de uma oferta limitada de boiadas. Segundo informações do mercado nesta quinta-feira (5), o valor de compra do boi gordo caiu R$ 5,00/@ em todas as categorias, refletindo a dificuldade no escoamento da carne.

Parte dos frigoríficos está fora das negociações, enquanto os compradores ativos mantêm a pressão por preços mais baixos. Em contrapartida, vendedores têm adotado uma postura cautelosa, evitando grandes volumes de venda.

As escalas de abate permanecem ajustadas para cerca de uma semana, uma estratégia para lidar com o ritmo lento de consumo no mercado doméstico. A expectativa, no entanto, é de melhora no escoamento da carne, o que poderia estabilizar os preços e aliviar a pressão de baixa.

De acordo com o informado pela Scot Consultoria, no Minas Gerais, a situação segue semelhante, com quedas registradas em quase todas as regiões, exceto no Sul, onde os preços permaneceram estáveis.

  • Triângulo Mineiro: redução de R$ 2,00/@ para todas as categorias.
  • Belo Horizonte: queda de R$ 5,00/@ tanto para o boi gordo quanto para a vaca.
  • Norte de Minas: retração de R$ 5,00/@ para todas as categorias.
  • Sul de Minas: preços estáveis em relação ao dia anterior.


Além disso, a cotação do chamado “boi China” registrou uma queda mais acentuada, com recuo de R$ 7,00/@.





Source link

News

Juntos pelo Agro ganha suporte para chegar ao mercado internacional


A iniciativa Juntos pelo Agro, parceria entre o Sebrae e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ganha reforço do Agro.BR, projeto da CNA com a Apex-Brasil, para alcançar mercados internacionais. Com a união, o empreendedorismo rural para pequenos agricultores deve ser impulsionado.

O anúncio foi feito esta semana durante o 2º Encontro de Dirigentes do Sistema Sebrae. O Agro.BR é uma ação que promove o apoio à internacionalização de pequenos e médios produtores rurais de cadeias não-tradicionais. 

Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, 75% dos 1,5 mil produtores apoiados pela iniciativa estão nas cadeias de frutas, mel e café. 

“Hoje, o Brasil tem apenas 28,5 mil empresas exportadoras. No caso das micro e pequenas, são pouco mais de 11 mil. Isso é muito pouco e por isso precisamos juntar forças. Por outro lado, temos 5 milhões de produtores rurais no Brasil”, afirmou Sueme Mori.

Pessoas sentadas em mesa de reunião para impulsionar empreendedorismoPessoas sentadas em mesa de reunião para impulsionar empreendedorismo
Encontro de Dirigentes do Sistema Sebrae. Foto: Duda Rodrigues.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, complementou pontuando a importância em se criar sinergias entre as entidades que protagonizam o processo da economia brasileira.

Temos que mudar a concepção do agronegócio porque a agricultura familiar e o sistema cooperativista estão na base do setor. Eu acredito que essa arrancada com a CNA e Apex-Brasil vai agregar valores. Décio Lima, presidente do Sebrae.

Para o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, o Juntos pelo Agro tem sido ampliado aos poucos, tanto em número de estados como em setores. 

“É uma metodologia bem flexível que pode ser aplicada por todos os estados. Para esta iniciativa, o foco está na produtividade, na gestão e no mercado”, disse Quick. 

Com informações da Agência de Notícias do Sebrae



Source link

News

Produção de ovos de galinha bate recorde na série histórica


O 3º trimestre de 2024 na pecuária baiana tem sido de quebra de recordes. De acordo com dados do IBGE, a produção de ovos de galinha na Bahia foi de 23,410 milhões de dúzias.

Este resultado foi o maior para o estado em toda a série histórica do IBGE para esse produto, iniciada há 23 anos, em 2001.

Os dados são das Pesquisas Trimestrais da Produção Pecuária, divulgados nesta quinta-feira (5).

O número representa um aumento de 16,2% frente ao do 3º trimestre do ano passado (20,151 milhões de dúzias).

Além disso, significa um acréscimo de 4,6% em relação ao recorde anterior, registrado no 2º trimestre deste ano (22,386 milhões de dúzias).

No Brasil como um todo, a produção de ovos de galinha no 3º trimestre também foi recorde na série histórica, iniciada em 1987.

Foram produzidas 1,198 bilhão de dúzias, 10,3% a mais do que no mesmo trimestre no ano passado (1,086 bilhão de dúzias) e 3,0% a mais do que no 2º trimestre deste ano (1,164 bilhão de dúzias).

Contudo, São Paulo segue como maior produtor de ovos do país, com 26,1% do total nacional no 3º trimestre de 2024. A Bahia fica no 12º lugar, com 2,0%.

Abate de frangos

abate de frangos em frigorífico, aves, produtos avícolasabate de frangos em frigorífico, aves, produtos avícolas
Foto: Lucas Scherer/Embrapa Suínos e Aves

Abate de frangos na Bahia cresceu, tanto frente ao 3º trimestre de 2023, quanto em relação ao 2º trimestre deste ano.

No entanto, ainda fica 2,4% abaixo do 3º trimestre de 2022 (34.087.630), melhor resultado para o período na série histórica no estado.

Entre julho e setembro de 2024, o abate de frangos na Bahia foi de 33.281.230 animais.

Um crescimento de 3,6% frente ao 3º trimestre de 2023 (32.118.013) e de 4,8% em relação ao 2º trimestre deste ano (31.770.367).

Em todo o Brasil, por sua vez, o abate de frangos teve o seu melhor resultado para a série histórica do IBGE, iniciada em 1997.

No período, foram abatidos 1,625 bilhão de animais. O número é 0,8% superior ao do trimestre imediatamente anterior (1,612 bilhão) e 2,8% maior do que o do 3º trimestre de 2023 (1,581 bilhão).

A Bahia tem o 9º maior abate de frangos do Brasil, respondendo por 2,0% do total. O Paraná lidera, com 33,7% do abate nacional.


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link

News

Em menos de quatro décadas, área destinada à soja cresceu nove vezes



A área destinada ao cultivo de soja no Brasil cresceu quase nove vezes entre 1985 e 2023. Se em 1985 o país contava com 4,4 milhões de hectares de soja, em 2023 esse número saltou para quase 40 milhões de hectares, o equivalente ao tamanho do Paraguai. A soja representa agora 14% de toda a área de agropecuária do Brasil.

O levantamento, realizado pela rede MapBiomas, mostra que, entre 1985 e 2008, a área de soja cresceu de 4,4 milhões de hectares para 18 milhões de hectares, sendo que 30% dessa expansão (5,7 milhões de hectares) consumiu áreas de vegetação nativa, enquanto 26% (5 milhões de hectares) foi resultado da conversão de pastagem para o cultivo de soja.

De 2009 a 2023, a soja avançou sobre mais 17 milhões de hectares, sendo que 36% dessa expansão (6,1 milhões de hectares) ocorreu sobre pastagens e 15% (2,8 milhões de hectares) de vegetação nativa.

Além da soja

Além da soja, outras culturas temporárias como cana-de-açúcar, arroz e algodão também contribuíram para o crescimento da área de culturas agrícolas, que aumentou 3,3 vezes, de 18 milhões para 60 milhões de hectares entre 1985 e 2023.

Expansão da soja

O bioma com a maior presença de soja em 2023 foi o Cerrado, com 19,3 milhões de hectares dedicados ao cultivo do grão. Na sequência, aparecem a Mata Atlântica, com 10,3 milhões de hectares, e a Amazônia, com 5,9 milhões de hectares. O Pampa, por sua vez, apresentou a maior porcentagem do seu território ocupado por soja, com mais de 21% de sua área dedicada a essa monocultura.

O estudo também revela que a pastagem ocupa atualmente cerca de 164 milhões de hectares no Brasil, correspondendo a 60% da área de agropecuária do país. Isso representa um aumento de 79% em relação aos 92 milhões de hectares de pastagens em 1985. A maioria das pastagens brasileiras está concentrada nos biomas da Amazônia (36%) e do Cerrado (31%).

O levantamento ressalta que a pastagem é o principal uso antrópico do território brasileiro, ou seja, aquele modificado pela ação humana. A Amazônia e o Cerrado são os biomas mais afetados, representando dois terços das pastagens do Brasil. O estudo também aponta que a maior parte das pastagens da Mata Atlântica e do Cerrado foi estabelecida há mais de 20 anos, o que reflete a longevidade das práticas de uso da terra nesses biomas.

As informações são da Agência Brasil.



Source link